Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3380824 Português

Assinale a alternativa que apresenta corretamente duas figuras de linguagem presentes nestes versos da música Certas coisas, composta por Lulu Santos.


Eu te amo calado

Como quem ouve uma sinfonia

De silêncios e de luz

Nós somos medo e desejo

Somos feitos de silêncio e som

Tem certas coisas que eu não sei dizer

Alternativas
Q3380815 Português

Carta ao algoritmo



Algoritmo, já que você vive registrando nossas ações, onde estamos, onde compramos, em que lugar queremos passar as férias, já que conhece as nossas mentiras e os limites de nossos cartões de crédito, nossos arroubos, nossas vontades, nossas tristezas, nossas playlists, nossas canções melancólicas e eufóricas, já que oferece produtos que mal começamos a pesquisar, já que tem o dom profético de se antecipar aos nossos desejos, já que tolera as nossas neuroses, já que perdoa a nossa ansiedade, já que cronometra o nosso tempo on-line, já que repassa vídeos emocionais pela enésima vez, já que cria ataques de fofura com vídeos de cachorros e gatos, já que traz depoimentos de resiliência quando estamos prestes a desistir de tentar, eu rogo que use todas as nossas informações a nosso favor, não mais exclusivamente a seu benefício, por um breve momento de generosidade. [...]



Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/01/uma-carta-aoalgoritmo-clr6p50dz003201475yj7tmnw.html. Acesso em: 10 abr. 2024.

A partir da leitura do trecho inicial do texto de Fabrício Carpinejar, é possível inferir que o autor pretende:
Alternativas
Q3380731 Português
“Todas as coisas
do mundo não
cabem numa
ideia. Mas tudo cabe numa
palavra, nesta
palavra tudo.”
Arnaldo Antunes

O poema, acima, tem como tema principal:
Alternativas
Q3380728 Português
“A leitura é uma das ferramentas mais poderosas das quais dispomos para a interação com o ambiente e também para a nossa compreensão do mundo. Nesse sentido, é necessário que a criança se familiarize com os livros desde o seu primeiro ano de vida.
Seja em casa ou na escola, por meio da contação de histórias e, depois, da alfabetização infantil, a literatura estimula diferentes habilidades nas crianças. Os livros apoiam o desenvolvimento da linguagem, a ampliação de vocabulário, a criatividade e a descoberta do mundo imaginário, por exemplo.”
https://leiturinha.com.br

O texto, acima, afirma que:
Alternativas
Q3380725 Português
Balneário de Pedrinhas
“Como o próprio nome adianta, essa é uma praia repleta de pequenos seixos. Mas em nada atrapalham o banho, que acontece na água mais funda do Velho Chico. De frente à Vila das Pedrinhas há um aglomerado de bares que, durante a semana, tem boa oferta para o almoço e uma rede convidando à preguiça. Aos sábados e domingos, a programação se estende e há quem aproveite o cardápio para jantar em uma das quase 20 barracas disponíveis.”
https://www.folhape.com.br

Com base no texto, o “aglomerado de bares” está localizado: 
Alternativas
Q3380586 Português
Assinale a alternativa que corretamente expresse o gentílico de Iturama/MG. 
Alternativas
Q3380585 Português
        Diante dos crescentes impactos da agropecuária na saúde pública, meio ambiente e clima, o Greenpeace realizou uma pesquisa e publicou um relatório recomendando a redução de 50% no consumo de carne e derivados até 2050. A mudança começa no consumo individual, porém, o papel mais importante cabe aos grandes produtores, em assumirem o compromisso com uma produção menos impactante ao meio ambiente e uma relação mais honesta e transparente com seus consumidores.

(Fonte: https://www.greenpeace.org/brasil/participe/reduza-seuconsumo-de-carne/) (Adaptado). 

Sobre a relação entre a produção bovina em grande escala e os problemas ambientais, considere as sentenças:

I – O desequilíbrio no Efeito Estufa causado pela emissão de metano e CO² na produção de carne bovina pode contribuir para o aumento do aquecimento global.

II – O aumento ou a diminuição do consumo de carne bovina não possui relação direta com o aquecimento global.

III – O plantio da soja, importante componente da ração bovina, diminui a biodiversidade da fauna e flora, aumentando os problemas ambientais.

IV – A pecuária consome energia e água, além de aumentar as áreas de desmatamento, todavia, a porcentagem é irrelevante quando comparado ao consumo urbano
Assinale a alternativa que contenha as sentenças corretas.
Alternativas
Q3380584 Português
O QUE É GRAFITE?

        De uma forma simples e direta, o grafite é uma intervenção artística em espaços públicos. Porém, o significado pode ser muito maior que isso. Baseado em imagens e – via de regra – com muitas cores, é uma forma de manifestação cultural e social.

        Mesmo sendo proibido em muitos países, o grafite é uma das mais comuns formas da sociedade protestar contra inúmeras questões. Grandes prédios e muros públicos do Brasil e do mundo são hoje painéis nos quais o povo passou a ter voz sobre os mais variados assuntos.

        Não existe uma regra ou definição oficial sobre o grafite, mas é muito fácil reconhecê-lo. Com o aprimoramento da arte, hoje ele é utilizado não somente na rua, mas também em ambientes indoors. Muitos eventos têm em sua linguagem visual o grafite, que traz para dentro dos locais o espírito da rua e uma atmosfera mais descolada.

(Fonte: https://abra.com.br/artigos/grafite-tudo-sobre-esta-arte/)
De acordo com o texto, é possível afirmar que:
Alternativas
Q3380583 Português

Observe a arte do ilustrador e designer Daniel Garcia:

Imagem associada para resolução da questão

A partir da análise subjetiva da ilustração, assinale a alternativa na qual a frase apresentada faça referência ao contexto apresentado na imagem:

Alternativas
Q3380582 Português
As regras que a Fórmula 1 muda (ou não) para a temporada 2024
(Fonte: Emanuel Colombari)

A Fórmula 1 adotará um novo regulamento em 2026, pensando de maneira mais sustentável. O objetivo é neutralizar as emissões de carbono até 2030, mas equipes e pilotos estão de olho desde já – afinal, uma mudança de regulamento costuma impactar também no equilíbrio de forças da categoria.

        Mas o fato de a grande mudança estar agendada par 2026 não significa que a F1 permaneça inerte até lá. O regulamento atual foi adotado em 2022, e diversas pequenas novidades foram adotadas em 2023.

        A mesma vai acontecer em 2024. Pelo menos sete mudanças vão ser adotadas para o campeonato, concentrando-se principalmente no que acontece fora das pistas. Mas ainda há possibilidade de novidades para 2024 e para o futuro, e que poderiam ser vistas diretamente nas pistas pelo público.

(Fonte: https://www.google.com/amp/s/www.band.uol.com.br/es portes/automobilismo/blog-grid/formula-1/as-regras-quea-formula-1-muda-ou-nao-para-a-temporada-2024/amp)
De acordo com o texto, o objetivo da mudança no regulamento da Fórmula 1, agendada para 2026, é:
Alternativas
Q3380580 Português
Semana será de céu nublado e chuvas fracas; veja a previsão

“Tempo deve ser de céu encoberto e baixas temperaturas até sexta-feira (29). Rio tem previsão de céu nublado e chuvas fracas ao longo da semana.”
(Fonte: Renan Areias / Arquivo Agência O Dia Publicado 25/03/2024).

        Rio - Depois do forte temporal que atingiu o estado neste fim de semana, as chuvas na cidade do Rio devem diminuir a intensidade a partir desta segunda-feira (25), mas ainda estarão presentes. Devido a isso, o município segue em estágio de alerta 2, quando há riscos de ocorrências de alto impacto. Com previsão de temperatura mínima de 19°C e máxima de 29°C, o tempo continuará sendo de céu nublado.

        De acordo com o sistema Alerta Rio, a entrada de umidade do mar para o continente, ocasionado pela presença de um sistema de baixa pressão no oceano, manterá o tempo instável. A expectativa é de chuva fraca isolada a qualquer momento do dia, com ventos fracos a moderados.

        Ainda segundo o Alerta Rio, o tempo deve permanecer desta forma durante toda a semana. Na terçafeira (26), espera-se um céu nublado com chuva fraca a moderada a qualquer momento e temperaturas entre 20ºC e 27ºC. Este cenário deve se repetir na quarta-feira (27), com os termômetros marcando mínima de 19ºC e máxima de 28ºC.

        Na quinta-feira (28) o tempo no Rio seguirá nublado e com previsão de chuva fraca a moderada a qualquer momento do dia. Os termômetros devem variar entre 20ºC e 27ºC. A expectativa para a sexta-feira (29) é que não haja mudanças no clima. Com temperatura mínima de 18ºC e máxima de 27ºC, o céu estará encoberto e com possibilidade de chuvas fracas.
A respeito do texto, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3380579 Português

Leia os quadrinhos para resolver a questão.

Imagem associada para resolução da questão


É possível deduzir que:

Alternativas
Q3380578 Português
Oscar: conheça a história da premiação de cinema mais antiga em vigor

        O Oscar foi criado em 1927 com sua primeira cerimônia em 1929, em Los Angeles. Essa é a premiação de cinema mais antiga em vigor, que premia as melhores produções cinematográficas.
(Fonte: Rayane Moura)

        A temporada de premiações já está entre nós! Recentemente, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou os indicados ao Oscar 2023. Com isso, uma curiosidade se despertou: qual foi o primeiro prêmio de Hollywood? Pensando nisso, resolvemos dar uma explicação rápida sobre essa história!

O 1º prêmio de Hollywood

        A premiação mais cobiçada do cinema, também é a mais antiga de Hollywood. O Oscar foi criado em 1927 e teve sua primeira cerimônia em 1929, em Los Angeles. Essa é a premiação de cinema mais antiga em vigor, e sua função é premiar as melhores produções cinematográficas. Atualmente, está em sua 95ª edição, além de ser um evento milionário que atrai muitos espectadores anualmente.

        O surgimento do Oscar teve relação com o processo de expansão que o cinema americano passou no século 20, sobretudo na década de 1920. Naquele momento, grandes nomes do ramo resolveram unir-se para criar uma organização que fosse responsável pela imagem de Hollywood, onde os filmes eram produzidos.

        Com isso, nasceu a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas ou Academy of Motion Picture Arts and Science (AMPAS), no inglês. Essa associação foi oficialmente fundada no dia 11 de maio de 1927 e surgiu após uma ideia de um dos chefes da Metro-GoldwynMayer (ou MGM, empresa norte-americana de produção, distribuição de filmes e programas televisivos), Louis B. Mayer.

        A associação servia para cuidar da imagem dos estúdios de cinema de Hollywood e resolver problemas trabalhistas, e teve como primeiro presidente Douglas Fairbanks, um dos principais atores norte-americanos do começo do século XX. Logo, os membros que formaram a Ampas decidiram que era necessária a criação de uma cerimônia para premiar os melhores filmes produzidos a cada ano.

        E foi assim que em 1927, nascia a ideia que deu origem ao Oscar, a cerimônia de premiação de cinema mais famosa do mundo. A primeira cerimônia organizada pela Ampas foi realizada em 16 de maio de 1929 e premiou os melhores filmes de 1927 e 1928. O evento contou com a presença de 270 pessoas, que já sabiam quem eram os vencedores e tiveram de desembolsar U$5 para assisti-la. De lá pra cá, o Oscar se transformou em um evento multimilionário.

(Fonte: https://gizmodo.uol.com.br/oscar-conheca-a-historia-dapremiacao-de-cinema-mais-antiga-em-vigor/)
A partir das leitura do texto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3380576 Português

Análise a tirinha para resolver a questão:

Imagem associada para resolução da questão


Após a leitura do quadrinho, pode-se deduzir que:

Alternativas
Q3380575 Português
Os provérbios populares são conhecidos por se tratar de frases curtas, diretas que carregam um tipo de conhecimento popular, às vezes como uma lição de moral ou, até mesmo, um estímulo emocional. Sobre o seguinte provérbio “Para bom entendedor, meia palavra basta.” pode-se afirmar:
Alternativas
Q3380280 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Algoritmos: o que são, para que servem e quem os inventou?

Os algoritmos se tornaram parte integrante de nossas vidas. Dos aplicativos de mídia social à Netflix, os algoritmos aprendem suas preferências e priorizam o conteúdo que lhe é mostrado. Mais de 1.000 anos antes da Internet e dos aplicativos de smartphones, o cientista e polímata persa Muhammad ibn Mūsā alKhwārizmī inventou o conceito de algoritmos. A própria palavra vem da versão latinizada de seu nome, “algorithmi”. E, como você pode suspeitar, ela também está relacionada à álgebra.

Em grande parte perdido no tempo

Al-Khwārizmī viveu de 780 a 850 d.C., durante a Era de Ouro Islâmica. Muitas de suas obras originais em árabe se perderam no tempo. Ele viveu durante o Califado Abássida, que foi uma época de notável progresso científico no Império Islâmico. Al-Khwārizmī fez importantes contribuições para a matemática, geografia, astronomia e trigonometria. Ele era um estudioso da Casa da Sabedoria (Bayt al-Hikmah) em Bagdá. Nesse centro intelectual, os estudiosos traduziam o conhecimento de todo o mundo para o árabe, sintetizando-o para fazer progressos significativos em uma série de disciplinas.

O pai da álgebra

Al-Khwārizmī era um polímata e um homem religioso. Um dos principais projetos que os matemáticos islâmicos empreenderam na Casa da Sabedoria foi desenvolver a álgebra. Por volta de 830 d.C., o califa al-Ma’mun incentivou al-Khwārizmī a escrever um tratado sobre álgebra, Al-Jabr (ou The Compendious Book on Calculation by Completion and Balancing). Essa se tornou sua obra mais importante. Sua obra foi concebida para ser uma ferramenta prática de ensino. Sua tradução latina foi a base dos livros didáticos de álgebra nas universidades europeias até o século XVI.

Avô da ciência da computação

Os escritos matemáticos de Al-Khwārizmī introduziram os numerais hindu-arábicos para os matemáticos ocidentais, os dez símbolos que todos nós usamos hoje. Esse é o sistema numérico que sustenta a moderna tecnologia de computação. A arte de Al-Khwārizmī de calcular problemas matemáticos estabeleceu a base para o conceito de algoritmos. Ele forneceu as primeiras explicações detalhadas sobre o uso da notação decimal para realizar as quatro operações básicas (adição, subtração, multiplicação, divisão) e calcular frações. Para resolver uma equação matemática, alKhwārizmī percorria sistematicamente uma sequência de etapas para encontrar a resposta. Esse é o conceito subjacente de um algoritmo. ‘Algorismo’, um termo latino medieval nomeado em homenagem a al-Khwārizmī, refere-se às regras para a execução da aritmética usando o sistema numérico hinduarábico. No início do século XX, a palavra ‘algoritmo’ chegou à sua definição atual e ao seu uso: “um procedimento para resolver um problema matemático em um número finito de etapas; um procedimento passo a passo para resolver um problema”.

Na próxima vez que usar qualquer tecnologia digital, lembre-se de que nada disso seria possível sem o trabalho pioneiro de um antigo polímata persa.

Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/ciencia/notici a/2024/05/algoritmos-o-que-sao-para-queservem-e-quem-os-inventou.ghtml
Analise os excertos a seguir, retirados do texto:
I. Essa se tornou sua obra mais importante.
II. Ele era um estudioso da Casa da Sabedoria (Bayt al-Hikmah) em Bagdá.
III. Sua obra foi concebida para ser uma ferramenta prática de ensino.
Nas sentenças apresentadas ocorrem diferentes tipos de pronomes. Em relação ao texto, a função desempenhada por todos esses pronomes é de:
Alternativas
Q3380060 Português

Leia o texto a seguir e responda a questão.


O Dilúvio

(Lenda Kaiapó)


    Certa vez, um caçador de tatu, cavando a terra, descobriu um grosso cipó. Esse cipó era a veia prin    cipal da Terra e quando foi cortado pelo caçador, jorrou uma quantidade tão grande de água, que o mundo ficou todo inundado. Os animais morreram e os indígenas treparam nas árvores mais altas, que não ficaram submersas.


    As águas demoraram muito a baixar e os sobreviventes ficaram magrinhos e fracos, pois não conseguiam descer das árvores. Não morreram, mas se transformaram em cupins e vespões, que passaram a fazer suas casas nos topos das árvores, revelando sua origem humana.


    Desse dilúvio, salvaram-se apenas uma velha e um casal de crianças, porque a senhora entrou em um enorme pilão, junto com as crianças, que depois lacrou com cera. Não se esqueceu também de colocar várias cabacinhas contendo sementes de alimentos amarrados ao redor do pilão, para fazer roça quando tudo voltasse ao normal.


    Os indígenas que vieram depois do dilúvio são descendentes dos que se salvaram. 

No segundo parágrafo do texto, os termos “magrinhos” e “fracos” são usados para atribuir características:
Alternativas
Q3380059 Português

Leia o texto a seguir e responda a questão.


O Dilúvio

(Lenda Kaiapó)


    Certa vez, um caçador de tatu, cavando a terra, descobriu um grosso cipó. Esse cipó era a veia prin    cipal da Terra e quando foi cortado pelo caçador, jorrou uma quantidade tão grande de água, que o mundo ficou todo inundado. Os animais morreram e os indígenas treparam nas árvores mais altas, que não ficaram submersas.


    As águas demoraram muito a baixar e os sobreviventes ficaram magrinhos e fracos, pois não conseguiam descer das árvores. Não morreram, mas se transformaram em cupins e vespões, que passaram a fazer suas casas nos topos das árvores, revelando sua origem humana.


    Desse dilúvio, salvaram-se apenas uma velha e um casal de crianças, porque a senhora entrou em um enorme pilão, junto com as crianças, que depois lacrou com cera. Não se esqueceu também de colocar várias cabacinhas contendo sementes de alimentos amarrados ao redor do pilão, para fazer roça quando tudo voltasse ao normal.


    Os indígenas que vieram depois do dilúvio são descendentes dos que se salvaram. 

De acordo com o texto, por qual motivo a senhora indígena colocou “cabacinhas” com sementes de alimentos ao redor do pilão?
Alternativas
Q3379860 Português
'Não sei onde vamos parar', diz cientista sobre frequência de eventos climáticos extremos.

Especialistas ouvidos pelo Terra alertam que as consequências do aquecimento global podem antecipar projeçõe s sobre extinção da vida humana.

17 maio 2024
Hugo Barbosa

    O agravamento do aquecimento global, nos últimos anos, aliado aos eventos climáticos extremos recentes, como as enchentes que atingiram 458 cidades no estado do Rio Grande do Sul, no início de maio, levanta várias questões no meio científico, incluindo a possibilidade de uma extinção em massa da humanidade devido às variações de temperatura no planeta. Especialistas ouvidos pelo Terra alertam, no entanto, que as mudanças climáticas podem ser mais extremas, catastróficas e, o que é pior, mais rápidas do que o projetado.
    Na avaliação de Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, a população humana deve se preparar para cenários pessimistas decorrentes do aquecimento global em um período mais curto do que o projetado em meios acadêmicos. "Existem projeções de aquecimento do planeta para daqui até o fim do século, não precisa nem ir tão longe assim, de milhões de anos, não", comenta, referindo-se à pesquisa da Universidade de Bristol, cujos modelos climáticos indicam que os mamíferos serão extintos em 250 milhões de anos.  
    "Podemos chegar ao aquecimento médio de temperatura no planeta de aproximadamente 4 graus, se nada for feito e se continuarmos acelerando a emissão de gases. Com 4 graus, a extinção em massa de espécies no planeta é algo seguro e garantido. Não há dúvida.", alerta Márcio Astrini, do Observatório do Clima. Astrini cita como base o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), organizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e que conta com mais de 600 cientistas para estudar, debater e projetar os impactos das mudanças climáticas. O documento, divulgado em 2023, detalha as consequências devastadoras do aumento das emissões de gases do efeito estufa em todo o mundo: a destruição de casas, a perda de meios de subsistência e a extinção de comunidades.
    Astrini cita ainda a perda de espécies inteiras em todo o ecossistema marinho, dificuldade de produzir comida na quantidade que produzimos hoje e escassez da água potável. "O ser humano vai ter baixa capacidade adaptativa e alguns vão sobreviver, outros não. É isso que vai acontecer se continuarmos assim", diz.
De acordo com o relatório, cerca de metade da população global já vive, por exemplo, em situações de escassez severa de água, durante pelo menos um mês por ano, enquanto as altas temperaturas facilitam a disseminação de doenças vetoriais, como a malária.
     Na mesma linha de Astrini, Francisco Milanez, diretor científico da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), ressalta que a pior catástrofe socioambiental da história do Rio Grande do Sul é um alerta de como as consequências das mudanças climáticas já são uma realidade. Segundo ele, a realidade gaúcha afasta a ideia de aquecimento global como um problema abstrato e distante da vida da população do planeta. "Tanto o planeta como o Brasil estão emitindo alertas constantes por meio desses eventos climáticos extremos. Nunca vimos isso na história do País", afirma.
    Milanez cita um estudo realizado por pesquisadores do ClimaMeter, que indica que as mudanças climáticas provocadas pela ação humana, especialmente a emissão de gases do efeito estufa liberados com a queima de combustíveis fósseis, tornaram as chuvas no Rio Grande do Sul mais intensas.
    "Se continuarmos assim, nesse ritmo, não sei onde vamos parar. Não será preciso milhões de anos, se permanecermos assim", completa.

https://www.terra.com.br/planeta/meio-ambiente
No desenvolvimento do texto, foram utilizados articuladores do discurso que possibilitam uma progressão textual adequada. É possível identificar alguns marcadores temporais nas frases a seguir, exceto em:  
Alternativas
Q3379859 Português
'Não sei onde vamos parar', diz cientista sobre frequência de eventos climáticos extremos.

Especialistas ouvidos pelo Terra alertam que as consequências do aquecimento global podem antecipar projeçõe s sobre extinção da vida humana.

17 maio 2024
Hugo Barbosa

    O agravamento do aquecimento global, nos últimos anos, aliado aos eventos climáticos extremos recentes, como as enchentes que atingiram 458 cidades no estado do Rio Grande do Sul, no início de maio, levanta várias questões no meio científico, incluindo a possibilidade de uma extinção em massa da humanidade devido às variações de temperatura no planeta. Especialistas ouvidos pelo Terra alertam, no entanto, que as mudanças climáticas podem ser mais extremas, catastróficas e, o que é pior, mais rápidas do que o projetado.
    Na avaliação de Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, a população humana deve se preparar para cenários pessimistas decorrentes do aquecimento global em um período mais curto do que o projetado em meios acadêmicos. "Existem projeções de aquecimento do planeta para daqui até o fim do século, não precisa nem ir tão longe assim, de milhões de anos, não", comenta, referindo-se à pesquisa da Universidade de Bristol, cujos modelos climáticos indicam que os mamíferos serão extintos em 250 milhões de anos.  
    "Podemos chegar ao aquecimento médio de temperatura no planeta de aproximadamente 4 graus, se nada for feito e se continuarmos acelerando a emissão de gases. Com 4 graus, a extinção em massa de espécies no planeta é algo seguro e garantido. Não há dúvida.", alerta Márcio Astrini, do Observatório do Clima. Astrini cita como base o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), organizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e que conta com mais de 600 cientistas para estudar, debater e projetar os impactos das mudanças climáticas. O documento, divulgado em 2023, detalha as consequências devastadoras do aumento das emissões de gases do efeito estufa em todo o mundo: a destruição de casas, a perda de meios de subsistência e a extinção de comunidades.
    Astrini cita ainda a perda de espécies inteiras em todo o ecossistema marinho, dificuldade de produzir comida na quantidade que produzimos hoje e escassez da água potável. "O ser humano vai ter baixa capacidade adaptativa e alguns vão sobreviver, outros não. É isso que vai acontecer se continuarmos assim", diz.
De acordo com o relatório, cerca de metade da população global já vive, por exemplo, em situações de escassez severa de água, durante pelo menos um mês por ano, enquanto as altas temperaturas facilitam a disseminação de doenças vetoriais, como a malária.
     Na mesma linha de Astrini, Francisco Milanez, diretor científico da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), ressalta que a pior catástrofe socioambiental da história do Rio Grande do Sul é um alerta de como as consequências das mudanças climáticas já são uma realidade. Segundo ele, a realidade gaúcha afasta a ideia de aquecimento global como um problema abstrato e distante da vida da população do planeta. "Tanto o planeta como o Brasil estão emitindo alertas constantes por meio desses eventos climáticos extremos. Nunca vimos isso na história do País", afirma.
    Milanez cita um estudo realizado por pesquisadores do ClimaMeter, que indica que as mudanças climáticas provocadas pela ação humana, especialmente a emissão de gases do efeito estufa liberados com a queima de combustíveis fósseis, tornaram as chuvas no Rio Grande do Sul mais intensas.
    "Se continuarmos assim, nesse ritmo, não sei onde vamos parar. Não será preciso milhões de anos, se permanecermos assim", completa.

https://www.terra.com.br/planeta/meio-ambiente
O texto possui características que permitem identificá-lo como  
Alternativas
Respostas
19301: C
19302: A
19303: A
19304: E
19305: C
19306: B
19307: D
19308: B
19309: B
19310: D
19311: D
19312: C
19313: C
19314: B
19315: D
19316: A
19317: B
19318: D
19319: D
19320: B