Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3393376 Português
Pinturas corporais indígenas são marcas de identidade cultural

    Provavelmente, você já deve ter visto que os indígenas possuem pinturas corporais características, mas já se perguntou o que elas significam? Os indígenas carregam no corpo e no rosto a identidade cultural de seu povo. As pinturas são as marcas de muitas etnias e são diferentes para cada ocasião. As tintas são feitas de elementos naturais, como urucum e jenipapo, e podem manter-se na pele por um período de 15 a 20 dias.
    Segundo a mestranda em Antropologia Eliene Putira, que também é presidente da Associação dos Povos Indígenas Estudantes na UFPA, cada traço tem um significado. A pesquisadora ressalta que o significado das pinturas depende de cada etnia, ou seja, uma mesma pintura pode ter significados diferentes dependendo da etnia que a faz. Existem desenhos que demonstram sentimentos, desde os mais felizes até os de revolta e indignação pelos problemas enfrentados pelos povos.
    “Muitas pessoas fazem pinturas, porque acham bonitas, mas nem sempre as pinturas bonitas significam alegria. Muitas vezes significam luto, tristeza e passagem”, alega Eliene Putira. A professora comenta que as pinturas são, ainda, a identidade dos povos e, por meio delas, podem identificar também à qual etnia pertencem.
    Pintura e ancestralidade — As pinturas feitas pelos indígenas carregam uma história com uma ancestralidade muito grande por trás de cada uma delas. Essa arte indígena está muito além do valor estético, ela obedece a preceitos mágicos simbólicos e cosmológicos da sociedade que a representa.
    “Lembro que pintei minha perna com a pintura indígena de outro povo e senti minha perna pesando muito. Comentei com a pessoa que estava fazendo a arte, e ela me disse que aquela pintura era forte, pois eu iria precisar de força”, relembra Putira. Isso ocorre, porque os grafismos indígenas são mais do que simples pinturas corporais, eles carregam consigo uma força extraordinária e honrosa.
    Marca étnica — A professora e antropóloga Jane Beltrão explica que, para os indígenas, pintar-se ritualmente também é uma forma de expressar os mais delicados valores de sua cultura. Uma cultura rica que possui múltiplas formas de decorar corpos e artefatos, usando criativamente os mais diversos suportes — corpos, pedras, cerâmica entre tantos outros — para sua arte. “A arte indígena é uma sofisticada meio de comunicação estética, que informa aos demais sobre a diferença da qual emana força, autenticidade e valores das nações indígenas”, afirma a antropóloga.

(Fonte: UFPA — adaptado.)
Sobre os aspectos gerais do texto, analisar os itens:

I. As pinturas corporais feitas pelos indígenas podem demarcar, além de sentimentos, a etnia dos povos.
II. As pinturas corporais são feitas à base da força, por isso não são todas as pessoas que podem fazê-las.
III. Para muitos indígenas, uma mesma pintura pode denotar alegria ou tristeza.

Estão CORRETOS:
Alternativas
Q3393327 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.

82% das espécies de árvores que só ocorrem na Mata Atlântica estão ameaçadas de extinção

A extinção de espécies é um dos impactos mais extremos que o ser humano tem sobre a natureza. Extinção é para sempre e, a cada espécie perdida, perdemos milhões de anos de uma história evolutiva única e a oportunidade de aprender com essa história. Assim, evitar a extinção de espécies é o maior desafio para combater a atual crise global de perda da biodiversidade, que tem impacto direto nas nossas vidas, incluindo questões ligadas ao risco de pandemias, bioeconomia, biomateriais, desenvolvimento de medicamentos e vários outros serviços ecossistêmicos. O primeiro passo para frear esse processo de extinção de espécies é saber onde estão e qual é o grau de ameaça de cada espécie, o que permite a construção das chamadas Listas Vermelhas de Espécies. Essas listas nos ajudam a tomar a decisão de quais são as espécies prioritárias para investir tempo e recursos de conservação da biodiversidade.

Um estudo publicado recentemente na revista Science apresentou a Lista Vermelha das quase 5.000 espécies de árvores que ocorrem na Mata Atlântica, uma das florestas mais biodiversas e ameaçadas do mundo. "O quadro geral é muito preocupante", diz Renato Lima, professor da USP que liderou o estudo. "A maioria das espécies de árvores da Mata Atlântica foi classificada em alguma das categorias de ameaça da União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN). Isso era esperado, pois a Mata Atlântica perdeu a maioria das suas florestas e, com elas, as suas árvores. Mesmo assim, ficamos assustados quando vimos que 82% das mais de 2.000 espécies exclusivas desse hotspot global de biodiversidade estão ameaçadas", completa Lima.

Muitas espécies emblemáticas da Mata Atlântica, como o pau-brasil, araucária, palmito-juçara, jequitibá-rosa, jacarandá-da-bahia, braúna, cabreúva, canela-sassafrás, imbuia, angico e peroba, foram classificadas como espécies ameaçadas de extinção. Um total de 13 espécies endêmicas − espécies que ocorrem apenas na Mata Atlântica e em nenhum outro lugar do mundo − foram classificadas como possivelmente extintas, ou seja, podem ter desaparecido do planeta. Por outro lado, cinco espécies que antes eram consideradas extintas na natureza foram redescobertas pelo estudo. O trabalho usou mais de 3 milhões de registros de herbários e de inventários florestais, além de informações detalhadas sobre a biologia, ecologia e usos das espécies de árvores, palmeiras e samambaiaçus.

A construção da lista de espécies ameaçadas da Mata Atlântica se baseou em diferentes critérios da IUCN. "E esse foi um outro aspecto importante do trabalho", acrescenta Lima. "Se tivéssemos usado menos critérios da IUCN nas avaliações de risco de extinção das espécies, o que geralmente tem sido feito até então, nós teríamos detectado seis vezes menos espécies ameaçadas. Em especial, o uso de critérios que incorporam os impactos do desmatamento aumenta drasticamente o nosso entendimento sobre o grau de ameaça das espécies da Mata Atlântica, que é bem maior do que pensávamos anteriormente", finaliza Lima.

A maior parte das informações necessárias para avaliações usando muitos critérios da IUCN é difícil de obter ou estimar a partir de outras fontes de dados. Consequentemente, a maioria das avaliações de risco de extinção atualmente disponíveis na IUCN se baseia apenas na distribuição geográfica das espécies, o chamado critério B. Mas o declínio no número de árvores adultas causado pelo desmatamento (investigado pelo critério A) é a principal causa de ameaça das espécies, principalmente em hotspots globais de biodiversidade altamente alterados como a Mata Atlântica. Ou seja, utilizar vários critérios da IUCN para a construção de listas vermelhas pode evitar uma grave subestimação do grau de ameaça das espécies. Para estimar o declínio das populações, dados de inventários florestais ao longo de toda a Mata Atlântica foram reunidos em uma única base de dados (TreeCo), permitindo entender como o número de árvores foi reduzido pelo desmatamento ao longo do tempo.

Retirado e adaptado de: REDAÇÃO. 82% das espécies de árvores que só ocorrem na Mata Atlântica estão ameaçadas de extinção.

Jornal da USP.

Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/82-das-especies-de-arvores-que-so-ocorrem-na-mata-atlantica-estao-ameaca das-de-extincao/ Acesso em: 18 jan., 2024.
Assinale a alternativa que correta e respectivamente apresenta o gênero e o tipo textual de "82% das espécies de árvores que só ocorrem na Mata Atlântica estão ameaçadas de extinção":
Alternativas
Q3393247 Português
Leia o texto a seguir.
Nos últimos anos houve um avanço na oferta de alimentos ditos cerratenses. A busca pelos frutos nativos do Cerrado cresceu, principalmente, em prol da construção e manutenção de novos cardápios assinados por famigerados chef’s de cozinha em seus renomados restaurantes. Insumos nativos do bioma Cerrado, iguarias exóticas dão vida nova aos clássicos preparos de origem estrangeira.
ANDRADE, T. C. O Patrimônio alimentar dos povos tradicionais do cerrado: Ensaios sobre instrumentos, insumos, sabores e saberes da cozinha cerratense. Cenário: Revista Interdisciplinar em Turismo e Território, v. 10, n. 2, p. 172–190, 2023.

Conforme o texto, atualmente, o Cerrado é um bioma procurado pela gastronomia por quê? 
Alternativas
Q3393235 Português
Dentre os tipos de argumentos usados em textos argumentativos, há 
Alternativas
Q3393230 Português
Leia o texto a seguir.
Uma vez, um amigo estava saindo de um carro da garagem do seu prédio. Num momento de distração (olhando no celular), não percebeu alguém atravessando a porta.
Disponível em: <https://instagram.com/chicofelitti?igshid=OGQ5ZDc2ODk2ZA==>. Acesso em: 03 dez. 2023.

Na mensagem direcionada a um jornalista, uma ambiguidade está presente 
Alternativas
Q3393229 Português
Leia a notícia a seguir.
Novos radares reforçam fiscalização na BR-153 em Goiás e Tocantins
Oitenta radares começaram a operar desde o final do mês de novembro em trechos das BRs-153, 050 e 414 entre Anápolis e Aliança do Tocantins. Segundo a Ecovias do Araguaia, ao todo são 80 radares, sendo 56 deles operando na velocidade máxima de 80km/h e outros 9 operando com limite de 100km/h para veículos leves, dependendo do trecho onde foram instalados e de acordo com o limite estabelecido pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Disponível em: <https://atitudeto.com.br/noticias/estado/novos-radares-reforcam-fiscalizacao-na-br-153-em-goias-e-tocantins/>. Acesso em: 03 dez. 2023.

O gênero notícia tem como função 
Alternativas
Q3393228 Português
Leia o texto a seguir.
Canção do exílio
Gonçalves Dias
Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho à noite, Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá.
DIAS, Gonçalves. Canção do Exílio. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_ac tion&co_obra=2112>. Acesso em: 25 jan. 2024.

Considerando o sentido das palavras no poema de Gonçalves Dias, a expressão “cismar” significa pensar 
Alternativas
Q3393157 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Brasil 50 graus: ondas de calor no contexto das mudanças climáticas



No ano passado, todos os recordes de temperatura do planeta foram rompidos: 2023 foi o mais quente da história. O Brasil foi assolado por oito ondas de calor. Surge desse cenário dantesco a seguinte pergunta: essas temperaturas intensas têm a ver com o aquecimento global? Depois de se debruçarem sobre a questão, pesquisadores concluíram: sim, há nisso um peso significativo das mudanças climáticas. Portanto, a principal ação é reduzir as emissões de gases de efeito estufa para estabilizar as temperaturas globais.


Ano: 2016. Os registros de temperatura globais haviam marcado surpreendente +0,94 grau celsius (ºC) a mais em relação à média histórica do século passado, tendo ultrapassado o aquecimento recorde de +0,04 ºC registrado no ano anterior. A anomalia foi ainda maior se consideramos só os valores registrados nas porções continentais: +1,43 ºC. Em âmbito regional, as anomalias chegaram a +0,75 ºC no hemisfério Sul, +1,13 ºC no hemisfério Norte e a surpreendentes +2,06 ºC no Ártico. Esses dados foram mais do que suficientes para credenciar 2016 como o ano mais quente já registrado. Mas a comunidade científica já sabia antecipadamente que aquele ano, na verdade, seria o mais quente até então.


Ano: 2023. Todos os recordes de temperatura do planeta foram rompidos. Janeiro foi identificado como o sétimo mais quente da história. Fevereiro foi anunciado como o quarto mais quente, seguido por março como o segundo mais quente da história. Finalmente, chegamos a junho, que, de fato, inaugurou o início de uma série de meses que seriam marcados como aqueles mais quentes já registrados. Em resumo: julho, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro terminaram de consolidar 2023 como o mais quente da história.


Isso sem contar outra informação digna de nota: alguns dos mais quentes da história foram registrados entre as décadas de 2010 (mais especificamente, 2014) e 2020. Ou seja, os anos mais recentes têm se apresentado como os mais quentes em escala global.


Cientistas têm se debruçado incansavelmente para aprofundar o entendimento das causas e dos mecanismos que podem ter produzido esses resultados. As respostas têm sido convergentes e, cada vez mais, inequívocas: apesar de identificada a participação de fenômenos naturais e inerentes ao sistema climático, a constante quebra de recordes de temperatura em escala global seria impossível sem a participação das mudanças climáticas.


Portanto, a combinação entre modos de variabilidade naturais e mudanças climáticas globais está longe de ser equilibrada: considerando principalmente 2016 e 2023, o peso das mudanças climáticas foi significativo, tendo sido determinante para a ocorrência de eventos extremos de tempo atmosférico, como ondas de calor.


O que temos em comum entre 2016 e 2023? A já identificada (e amplamente investigada) atuação de um modo de variabilidade natural que é um velho conhecido da ciência do clima: o El Niño.


Wanderson Luiz Silva, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro, descreveu as principais características desse modo de variabilidade: o El Niño (e sua oposta, La Niña) são marcados pelo aumento (ou diminuição, no caso da La Niña) da temperatura média da superfície do mar na faixa do oceano Pacífico Equatorial.


Nessa região, esse aumento (ou diminuição) tem influência direta dos alísios. Formados nas zonas subtropicais, a baixas altitudes, esses ventos úmidos se enfraquecem (ou se fortalecem) de modo não linear, em escala temporal entre dois e sete anos.


Esse modo de variabilidade influencia (ou, tecnicamente, 'modula') o tempo e o clima em todo o planeta − inclusive, na América do Sul e, mais destacadamente, no Brasil. Em situação de El Niño, sua atuação se apresenta mais destacada nos meses de primavera e segue verão adiante.


No Brasil, sua ocorrência típica é marcada pelo aumento das condições chuvosas no Sul − e elevação das temperaturas no Centro-Oeste e parte do Sudeste −, bem como pelo déficit de precipitação no Nordeste e em parte do Norte.


Ainda que as influências do aumento das emissões de gases de efeito estufa no El Niño (La Niña) estejam por ser mais profundamente conhecidas, estudos recentes apontam que as mudanças climáticas globais, potencialmente, apresentam participação na ocorrência de eventos El Niño (La Niña), tornando ambos mais extremos.


Retirado e adaptado de: ARMOND, Núbia Beray. BRASIL 50 graus ondas de calor no contexto das mudanças climáticas.


Ciência HOJE. Disponível em: https://cienciahoje.org.br Acesso em: 18 jan., 2024.

A respeito das relações coesivas em "Brasil 50 graus: ondas de calor no contexto das mudanças climáticas", indique o que está sendo retomado por cada um dos seguintes termos:



I. desse cenário (primeiro parágrafo)


a. O Brasil foi assolado por oito ondas de calor.


b. recordes de temperatura do planeta foram rompidos.



II. Esses dados (segundo parágrafo)


a. A anomalia foi ainda maior se consideramos só os valores registrados nas porções continentais: +1,43 ºC.


b. Em âmbito regional, as anomalias chegaram a +0,75 ºC no hemisfério Sul, +1,13 ºC no hemisfério Norte e a surpreendentes +2,06 ºC no Ártico.



III. sua ocorrência (décimo primeiro parágrafo)


a. Brasil.


b. El Niño.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:

Alternativas
Q3392456 Português
Leia o fragmento a seguir. “Muito mais conhecido pelo romance Triste fim de Policarpo Quaresma, Lima Barreto escreveu crônicas e contos que igualmente denunciavam a situação política que o Brasil atravessava no início do século 20, além de expor os problemas sociais daquele período. Neto de escrava alforriada, Lima Barreto era preto, pobre e, por consequência, foi excluído da sociedade e do meio acadêmico. Tornou-se alcoólatra, ou alcoolista – como se diagnosticava na época –, foi internado duas vezes no Hospital Nacional dos Alienados, até que, em 1922, sofreu um ataque cardíaco e faleceu. Sua importância como escritor só foi reconhecida após a sua morte.”
MARTINS, Georgina. Outra cartomante. Ciência Hoje, agosto de 2023. Coluna Literária. Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/outra-cartomante/. Acesso em: 26 dez. 2023.

Qual das expressões coesivas a seguir pode substituir a que está destacada no fragmento, sem que haja, contudo, alteração de sentido? 
Alternativas
Q3392455 Português
“A literatura latino-americana de hoje nos propõe um texto e, ao mesmo tempo, abre o campo teórico onde é preciso se inspirar durante a elaboração do discurso crítico de que ela será o objeto. O campo teórico contradiz os princípios de certa crítica universitária que só se interessa pela parte invisível do texto, pelas dívidas contraídas pelo escritor, ao mesmo tempo que ele rejeita o discurso de uma crítica pseudomarxista que prega uma prática primária do texto, observando que sua eficácia seria consequência de uma leitura fácil. Estes teóricos esquecem que a eficácia de uma crítica não pode ser medida pela preguiça que ela inspira; pelo contrário, ela deve descondicionar o leitor, tornar impossível sua vida no interior da sociedade burguesa e de consumo. A leitura fácil dá razão às forças neocolonialistas que insistem no fato de que o país se encontra na situação de colônia pela preguiça de seus habitantes. O escritor latino-americano nos ensina que é preciso liberar a imagem de uma América Latina sorridente e feliz, o carnaval e a fiesta, colônia de férias para turismo cultural.”
SANTIAGO, Silviano. Uma literatura nos trópicos: ensaios sobre dependência cultural. 2ª ed. Rio de Janeiro: Rocco, 2000. Adaptado.

Segundo o autor, a literatura latino-americana contemporânea (dentro da qual se inclui a literatura brasileira) tem um caráter 
Alternativas
Q3392449 Português
Leia o excerto a seguir.

“Conseguiu aprontar-se mas não teve tempo de guardar o material de maquiagem espalhado sobre a penteadeira. Olhou-se no espelho. Nem bonita, nem feia. Secretária. Sou uma secretária, pensou, procurando conscientizar-se. Não devo ser, no trabalho, nem bonita, nem feia. Devo me pintar, vestir-me bem, mas sem exagero. Beleza mesmo é pra fim de semana. Nem bonita, nem feia, disse consigo mesma. Concluiu que não havia tempo nem para o café. Cruzou a sala e o hall em disparada, na direção da porta de saída, ao mesmo tempo em que gritava para a mãe envolvida pelos vapores da cozinha, eu como alguma coisa lá mesmo. Sempre tem alguém com alguma bolachinha disponível. Café nunca falta. A mãe reclamou mais uma vez. Você acaba doente, Su. Assim não pode. Assim, não. Su, enlouquecida pela pressa, nada ouviu. Poucas vezes ouvia o que a mãe lhe dizia. Louca de pressa, ia sair, avançou a mão para a maçaneta da porta e assustou-se. A campainha tocou naquele exato momento. Quem haveria de ser àquela hora? A campainha era insistente. Algum dedo nervoso apertava-a sem tréguas. A campainha. [...]”
FIORANI, Silvio. Nunca é tarde, sempre é tarde. In: LADEIRA, Julieta de Godoy (org.). Contos brasileiros contemporâneos. São Paulo: Moderna, 1994.

A partir das informações do excerto, é possível pressupor que a personagem Su 
Alternativas
Q3392448 Português
Em qual das frases a seguir é possível identificar um nível de linguagem escrita menos formal? 
Alternativas
Q3392447 Português
Leia as proposições a seguir, que tratam de elementos relacionados à construção de textos.

I. No trecho “A celebração de casamentos em massa se tornou mais comum no Afeganistão, à medida que casais de baixa renda procuram evitar os altos custos de um casamento tradicional.” (BBC Brasil, 26/12/23), há um conectivo que indica proporcionalidade.
II. Em “O azeite de oliva tem sido um dos vilões da lista do supermercado dos brasileiros nos últimos meses. O item, que é essencial para preparo de pratos ou temperar saladas, acumula alta de até 80% em importadoras do produto nos últimos 12 meses.” (CNN Brasil, 25/12/23), foi empregado um hiperônimo como um recurso de coesão referencial.
III. No excerto “Pedro Domingos do Prado, que inspirou o hit ‘Acorda Pedrinho’, da banda Jovem Dionisio, morreu nesta segunda (25), aos 65 anos, em Curitiba. Segundo a prefeitura, ele foi encontrado morto no quarto de hotel onde morava.” (Folha de São Paulo, 26/12/23), percebe-se a utilização de um discurso reportado.
IV. Em “Um Airbus A330-200 da Maleth-Aero, matrícula 9H-MFS, que realizava o voo DB-1975, de Bridgetown, em Barbados, para Manchester, no Reino Unido, com 225 passageiros e 13 tripulantes, estava em rota quando a aeronave encontrou uma forte turbulência, que causou ferimentos em 11 passageiros.” (R7, 26/12/23), os dois quês empregados funcionam como recursos de coesão referencial.

Marque a opção que apresenta as proposições CORRETAS. 
Alternativas
Q3392445 Português
Leia com atenção, o excerto a seguir.
        “Desde o final de 2016, quando a Oxford Dictionaries elegeu a ‘pós-verdade’ (post-truth) como palavra do ano, o debate sobre o termo repercutiu nas variadas áreas das ciências humanas, que passaram a refletir sobre sua validade e a refinar sua definição. Definida como ‘circunstância em que fatos objetivos são menos influentes na formação da opinião pública do que apelos à emoção e à crença pessoal' [...], a pós-verdade vem sendo conceitualmente reelaborada em diferentes áreas do conhecimento, havendo mesmo quem a conceba como embuste teórico. Nesses casos, que inclui o senso comum, o termo é concebido como manobra produzida para que se negocie com a mentira [...].         Nas ciências sociais, entretanto, o conceito vem sendo desenvolvido pelo descolamento com uma enunciação específica, não podendo, portanto, ser confundido com a mentira, já que esta se institui por enunciação sem rebatimento na realidade. Para que haja mentira, é necessário que o enunciador esteja ciente de que seu dizer não guarda relação de fidelidade com o referente e [...] tais relações – de consciência enunciativa e referenciais – pouco dizem sobre a pós-verdade da maneira como a compreendemos. Não se afirma, com isso, a inexistência de relação entre pós-verdade e mentira, pois se reconhece a pós-verdade como terreno fértil para sua proliferação. O importante aqui é não tratar como equivalentes conceitos que apenas se relacionam. [...]”
DOMINGUEZ, Michelle Gomes Alonso. A pós-verdade como paradigma argumentativo. Linha D’Água, São Paulo, v. 36, n. 02, p. 124-137, mai.-ago. 2023. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/linhadagua/article/view/204983/197039. Acesso em: 26 dez. 2023.

Segundo o texto, 
Alternativas
Q3392443 Português
Leia o texto a seguir.

Como funciona o ar-condicionado moderno?
         Os aparelhos modernos usam gases refrigerantes em ciclos repetidos de compressão e expansão. O calor dentro de nossas casas é absorvido e transferido para fora por meio desses gases (no Brasil o mais usado é o R-22).          O ciclo começa quando o ar quente do ambiente passa por uma serpentina (evaporador), preenchida com o fluido refrigerante, que esfria ao fazer a conversão de fase de líquido para gás. À medida que essa conversão ocorre, essa substância refrigerante absorve calor do ar quente. O gás quente vai para o compressor do ar-condicionado, que serve para colocar o gás sob alta pressão, fazendo com que volte para o estado líquido.          Esse processo de compressão gera calor, e todo o calor extra produzido pela compressão do gás é evacuado para o exterior com a ajuda de um segundo conjunto de serpentinas (condensador) e um segundo ventilador. Por isso, a parte de fora do ar-condicionado é mais quente.          Agora que o compressor já fez o gás voltar ao estado líquido, o ciclo recomeça. O gás volta à serpentina do evaporador, evapora e se expande, se tornando mais frio e resfriando o ambiente.
LOBO, Leandro. A inusitada história da invenção do ar-condicionado. Ciência Hoje, dezembro de 2023. Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/a-inusitada-historia-da-invencao-do-ar-condicionado/. Acesso em: 26 dez. 2023.

A partir da leitura do texto, entende-se que sua finalidade é 
Alternativas
Q3392441 Português
Texto para a questão.


Uma lição de Drummond sobre a saudade

A saudade anda para a frente, não para trás, como cremos.

Por Fabrício Carpinejar | Publicado em 10 de novembro de 2023

        Fui um dos convidados do Festival Literário Internacional de Itabira, organizado pelo incansável amigo Afonso Borges. Conheci a casa da infância de Carlos Drummond de Andrade, onde dormia, suas janelas, os ângulos de suas miradas para o pico do Cauê, que terminou desmanchado, infelizmente, pela extração do minério de ferro.
        A cada entrada num novo aposento, a cada retrato doído de sua formação na parede, eu recitava baixinho seus versos como uma oração, tentando entender o que ele sentira a partir daquilo que podia enxergar de indícios sentimentais do lugar:
        “(…) nasci em Itabira. Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro. Noventa por cento de ferro nas calçadas. Oitenta por cento de ferro nas almas. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. A vontade de amar, que me paralisa o trabalho, vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes”.
        Entre os corredores do casarão, interrompendo meu cantochão, encontrei seu neto, o artista Pedro Augusto Graña Drummond, que é, assim como eu, filho de dois escritores, o argentino Manuel Graña Etcheverry e Maria Julieta Drummond de Andrade. Lançou-me um olhar açucarado e oceânico, que se afundava ainda mais em ondas pelo uso da boina.

O término do transe mostrou-se providencial.

        Talvez assistindo ao quanto caminhava melancólico pelas salas, pois os mensageiros sempre sabem a quem entregar as missivas do destino, Pedro Augusto me descreveu uma conversa emblemática com seu avô.
        Quando havia perdido um amigo na juventude, aos 21 anos, e chorava copiosamente, Drummond o consolou dizendo que, a partir daquele momento, ele descobriria o que é o amor verdadeiro.

O neto, então, se defendeu:
– Mas eu já amava o meu amigo.
O poeta de Itabira concordou:

        – Já o amava, porém agora vai amar ainda mais. Só a morte possibilita o amor puro, desinteressado, que continua existindo e crescendo sem receber nada em troca.

        Era uma verdade. O luto é a maior resistência da afeição. Porque você não tem direito a receber mais nada do outro – nenhum abraço, nenhuma visita, nenhum colo, nenhum favor, nenhum apoio, nenhuma recompensa, simplesmente nada – e segue amando-o infinitamente. É uma sobrevivência emocional feita exclusivamente do ato de dar, do gesto incondicional da oferta, descompromissada de segundas intenções, desvinculada de benefícios diretos, desligada de interesses egoístas.

        A saudade anda para a frente, não para trás, como cremos. A gratidão do passado empurra a saudade para o futuro, para acrescentar sensações e impressões à amizade antiga.
        Quando o contato é sincero, quando a intimidade é honesta, não se deixa de gostar de alguém após a despedida. A emoção da primeira vez não cessa de renascer.
        A perda, portanto, não traz um vazio. Traz tudo, menos um vazio. Você transborda de lembranças. Passa a apresentar uma hipersensibilidade, percebendo os mínimos tremores e arrepios do universo. Não é capaz de escolher o que sentir de tanto que sente, de tanto que está presente por dois.

O luto é isto: uma solidão a dois.

        Eu somente consegui me despedir de Itabira porque agora a carrego em mim.

CARPINEJAR, Fabrício. Uma lição de Drummond sobre a saudade. O Tempo, 10 de novembro de 2023. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/uma-licao-de-drummond-sobre-a-saudade-1.3271388. Acesso em: 26 dez. 2023.
Em qual dos trechos a seguir, recortes do texto de Drummond, é possível identificar o emprego de uma antonomásia? 
Alternativas
Q3392439 Português
Texto para a questão.


Uma lição de Drummond sobre a saudade

A saudade anda para a frente, não para trás, como cremos.

Por Fabrício Carpinejar | Publicado em 10 de novembro de 2023

        Fui um dos convidados do Festival Literário Internacional de Itabira, organizado pelo incansável amigo Afonso Borges. Conheci a casa da infância de Carlos Drummond de Andrade, onde dormia, suas janelas, os ângulos de suas miradas para o pico do Cauê, que terminou desmanchado, infelizmente, pela extração do minério de ferro.
        A cada entrada num novo aposento, a cada retrato doído de sua formação na parede, eu recitava baixinho seus versos como uma oração, tentando entender o que ele sentira a partir daquilo que podia enxergar de indícios sentimentais do lugar:
        “(…) nasci em Itabira. Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro. Noventa por cento de ferro nas calçadas. Oitenta por cento de ferro nas almas. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. A vontade de amar, que me paralisa o trabalho, vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes”.
        Entre os corredores do casarão, interrompendo meu cantochão, encontrei seu neto, o artista Pedro Augusto Graña Drummond, que é, assim como eu, filho de dois escritores, o argentino Manuel Graña Etcheverry e Maria Julieta Drummond de Andrade. Lançou-me um olhar açucarado e oceânico, que se afundava ainda mais em ondas pelo uso da boina.

O término do transe mostrou-se providencial.

        Talvez assistindo ao quanto caminhava melancólico pelas salas, pois os mensageiros sempre sabem a quem entregar as missivas do destino, Pedro Augusto me descreveu uma conversa emblemática com seu avô.
        Quando havia perdido um amigo na juventude, aos 21 anos, e chorava copiosamente, Drummond o consolou dizendo que, a partir daquele momento, ele descobriria o que é o amor verdadeiro.

O neto, então, se defendeu:
– Mas eu já amava o meu amigo.
O poeta de Itabira concordou:

        – Já o amava, porém agora vai amar ainda mais. Só a morte possibilita o amor puro, desinteressado, que continua existindo e crescendo sem receber nada em troca.

        Era uma verdade. O luto é a maior resistência da afeição. Porque você não tem direito a receber mais nada do outro – nenhum abraço, nenhuma visita, nenhum colo, nenhum favor, nenhum apoio, nenhuma recompensa, simplesmente nada – e segue amando-o infinitamente. É uma sobrevivência emocional feita exclusivamente do ato de dar, do gesto incondicional da oferta, descompromissada de segundas intenções, desvinculada de benefícios diretos, desligada de interesses egoístas.

        A saudade anda para a frente, não para trás, como cremos. A gratidão do passado empurra a saudade para o futuro, para acrescentar sensações e impressões à amizade antiga.
        Quando o contato é sincero, quando a intimidade é honesta, não se deixa de gostar de alguém após a despedida. A emoção da primeira vez não cessa de renascer.
        A perda, portanto, não traz um vazio. Traz tudo, menos um vazio. Você transborda de lembranças. Passa a apresentar uma hipersensibilidade, percebendo os mínimos tremores e arrepios do universo. Não é capaz de escolher o que sentir de tanto que sente, de tanto que está presente por dois.

O luto é isto: uma solidão a dois.

        Eu somente consegui me despedir de Itabira porque agora a carrego em mim.

CARPINEJAR, Fabrício. Uma lição de Drummond sobre a saudade. O Tempo, 10 de novembro de 2023. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/uma-licao-de-drummond-sobre-a-saudade-1.3271388. Acesso em: 26 dez. 2023.
Dado o contexto em que foi empregado, o que quer dizer, sob o ponto de vista do autor, o trecho “os mensageiros sempre sabem a quem entregar as missivas do destino” (6º parágrafo)? 
Alternativas
Q3392438 Português
Texto para a questão.


Uma lição de Drummond sobre a saudade

A saudade anda para a frente, não para trás, como cremos.

Por Fabrício Carpinejar | Publicado em 10 de novembro de 2023

        Fui um dos convidados do Festival Literário Internacional de Itabira, organizado pelo incansável amigo Afonso Borges. Conheci a casa da infância de Carlos Drummond de Andrade, onde dormia, suas janelas, os ângulos de suas miradas para o pico do Cauê, que terminou desmanchado, infelizmente, pela extração do minério de ferro.
        A cada entrada num novo aposento, a cada retrato doído de sua formação na parede, eu recitava baixinho seus versos como uma oração, tentando entender o que ele sentira a partir daquilo que podia enxergar de indícios sentimentais do lugar:
        “(…) nasci em Itabira. Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro. Noventa por cento de ferro nas calçadas. Oitenta por cento de ferro nas almas. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. A vontade de amar, que me paralisa o trabalho, vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes”.
        Entre os corredores do casarão, interrompendo meu cantochão, encontrei seu neto, o artista Pedro Augusto Graña Drummond, que é, assim como eu, filho de dois escritores, o argentino Manuel Graña Etcheverry e Maria Julieta Drummond de Andrade. Lançou-me um olhar açucarado e oceânico, que se afundava ainda mais em ondas pelo uso da boina.

O término do transe mostrou-se providencial.

        Talvez assistindo ao quanto caminhava melancólico pelas salas, pois os mensageiros sempre sabem a quem entregar as missivas do destino, Pedro Augusto me descreveu uma conversa emblemática com seu avô.
        Quando havia perdido um amigo na juventude, aos 21 anos, e chorava copiosamente, Drummond o consolou dizendo que, a partir daquele momento, ele descobriria o que é o amor verdadeiro.

O neto, então, se defendeu:
– Mas eu já amava o meu amigo.
O poeta de Itabira concordou:

        – Já o amava, porém agora vai amar ainda mais. Só a morte possibilita o amor puro, desinteressado, que continua existindo e crescendo sem receber nada em troca.

        Era uma verdade. O luto é a maior resistência da afeição. Porque você não tem direito a receber mais nada do outro – nenhum abraço, nenhuma visita, nenhum colo, nenhum favor, nenhum apoio, nenhuma recompensa, simplesmente nada – e segue amando-o infinitamente. É uma sobrevivência emocional feita exclusivamente do ato de dar, do gesto incondicional da oferta, descompromissada de segundas intenções, desvinculada de benefícios diretos, desligada de interesses egoístas.

        A saudade anda para a frente, não para trás, como cremos. A gratidão do passado empurra a saudade para o futuro, para acrescentar sensações e impressões à amizade antiga.
        Quando o contato é sincero, quando a intimidade é honesta, não se deixa de gostar de alguém após a despedida. A emoção da primeira vez não cessa de renascer.
        A perda, portanto, não traz um vazio. Traz tudo, menos um vazio. Você transborda de lembranças. Passa a apresentar uma hipersensibilidade, percebendo os mínimos tremores e arrepios do universo. Não é capaz de escolher o que sentir de tanto que sente, de tanto que está presente por dois.

O luto é isto: uma solidão a dois.

        Eu somente consegui me despedir de Itabira porque agora a carrego em mim.

CARPINEJAR, Fabrício. Uma lição de Drummond sobre a saudade. O Tempo, 10 de novembro de 2023. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/uma-licao-de-drummond-sobre-a-saudade-1.3271388. Acesso em: 26 dez. 2023.
A crônica apresentada envolve diversos sentimentos em sua temática. Qual dos sentimentos a seguir NÃO faz parte do universo dessa crônica? 
Alternativas
Q3392153 Português

Leia o excerto a seguir.
[...] De acordo com a literatura, algumas linhas ajudaram a formar a história da EJA no Brasil, por perceber que transpõem os modos de desenvolver educação de jovens e adultos, e a execução de políticas educacionais nesta esfera, a saber:
1) a alfabetização amortizada à decodificação do sistema alfabético/ortográfico e o analfabetismo como doença a ser desenraizada; 2) a alfabetização como estratégia de aumento da base eleitoral; 3) a educação de adultos como estratégia de qualificação de mão de obra; 4) a educação de jovens e adultos como ação compensatória, tendo como função repor a escolaridade não realizada na infância ou juventude; 5) a educação de jovens e adultos como processo formativo e direito de cidadania.
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/eja-no-brasil  Segundo o texto, as propostas oficiais voltadas à educação de adultos surgem tendo, como eixo principal, 
Alternativas
Q3391598 Português
O eclipse na mitologia nórdica


            Os eclipses solares ________ quando o Sol, a Lua e a Terra entram em alinhamento total ou parcial. A NASA (agência espacial norte-americana) explica que, quando isso acontece, a Lua projeta uma sombra sobre a Terra e bloqueia parte ou toda a luz que emana da estrela. Entretanto, como o satélite da Terra não se move na mesma órbita que o Sol e o planeta, os eclipses ocorrem ocasionalmente. 


            Em algumas culturas humanas antigas, os eclipses estavam ligados a uma série de lendas sobre a ordem divina. Para muitas pessoas, um eclipse solar ________ medo e estava ligado a pensamentos de fim do mundo ou da chegada de um terrível evento apocalíptico. 


            Uma seção do Farmer's Almanac, um periódico americano publicado desde 1818 e que fornece informações sobre clima, astronomia e jardinagem, explica que a cultura nórdica antiga explicava o fenômeno dos eclipses por meio de um mito.


            De acordo com esta crença, os deuses do Olimpo nórdico ________ acorrentado um feiticeiro maligno chamado Loki. O homem aprisionado, irritado com o que aconteceu com ele, vingou-se e criou gigantes parecidos com lobos. Um deles engoliu o Sol e causou um eclipse. O outro desses animais perseguiu a Lua, tentou comê-la e deu origem aos eclipses lunares. 


            Apesar dos mitos e lendas que tentavam explicar o que estava acontecendo no céu, os eclipses solares são, na verdade, uma coincidência cósmica.

(Fonte: National Geographic Brasil — adaptado.)
De acordo com as informações do texto, assinalar a alternativa INCORRETA:  
Alternativas
Respostas
19081: B
19082: B
19083: A
19084: A
19085: D
19086: A
19087: A
19088: E
19089: E
19090: C
19091: A
19092: B
19093: E
19094: A
19095: A
19096: D
19097: A
19098: C
19099: A
19100: C