Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3395497 Português

Leia o texto a seguir.


Imagem associada para resolução da questão


Ao analisar o uso da palavra “caminha” usada pela mãe e por Mafalda, no primeiro quadrinho, tem-se interpretações diferentes para o termo. Assim, respectivamente, elas apresentam  

Alternativas
Q3395382 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Vacinas inversas: esperança contra doenças autoimunes



Muitas vacinas simulam uma infecção natural e estimulam o sistema imunitário a gerar as respostas necessárias para evitar a infecção por agentes patogênicos de tipo selvagem e, possivelmente, a ocorrência de doenças. Nesse processo, alguns componentes do patógeno invasor são reconhecidos como estranhos e marcados para eliminação e/ou processamento por mecanismos específicos, que permitem o desenvolvimento de uma resposta imune de memória de longa duração e eficaz, que protegerá contra novas infecções no futuro.


No entanto, surpreendentemente, o sistema imunitário também pode atacar células, tecidos e órgãos saudáveis do próprio hospedeiro, processo este conhecido como autoimunidade, que resulta em uma variedade de patogenias. Estima-se que 7% da população mundial viva com algum tipo de autoimunidade. Mas como fazer para frear esse ataque do sistema imunitário ao próprio organismo em indivíduos com doenças autoimunes em curso? Existem mecanismos comuns relacionados à geração de respostas autoimunes dirigidas a diferentes órgãos, tecidos e células?


A resposta para essas perguntas pode estar em uma nova estratégia de desenvolvimento de vacinas, concebida por Andrew Tremain e colaboradores e publicada em setembro de 2023 na Nature Biomedical Engineering. Trata-se de uma vacina inversa. Ou seja, em vez de gerar uma memória de longo prazo que vai estimular uma resposta imunitária robusta a partir do reconhecimento de componentes de um patógeno invasor − como acontece com as vacinas tradicionais −, ela remove a memória do sistema imunitário em relação a uma molécula de proteína do próprio corpo que é incorretamente reconhecida como estranha por células de defesa (linfócitos T).


Para criar a vacina, a equipe acoplou a molécula N-acetilgalactosamina (pGal) a proteínas (chamadas de antígenos) responsáveis por provocar a reação do sistema imunitário contra determinados órgãos, tecidos ou células do próprio corpo. A molécula pGal marca essas proteínas e sinaliza que elas não devem ser identificadas como estranhas ao organismo, gerando tolerância imunológica específica.


Existem diferentes antígenos associados às doenças autoimunes. Por exemplo, na esclerose múltipla − doença autoimune que afeta o sistema nervoso −, os linfócitos T reagem à mielina, que forma a camada proteica protetora que fica ao redor dos nervos. Já no caso da doença de Crohn, as células T têm como alvo a parte inferior do intestino delgado. A ideia é que a molécula pGal possa ser ligada a qualquer proteína antigênica do corpo para direcionar o sistema imunológico a tolerá-la, atenuando ou eliminando a resposta imune contra essa proteína.


Em estudos com modelos experimentais (ratos e macacos), os pesquisadores demonstraram que as vacinas inversas poderiam efetivamente interromper a reação autoimune associada a uma doença semelhante à esclerose múltipla, atestando que doenças autoimunes em curso poderiam ser reduzidas e/ou curadas após imunização com vacina inversa.


É importante destacar que um ensaio inicial de fase I, para avaliar a segurança da abordagem da vacina inversa, já foi realizado em pessoas com doença celíaca, e outros ensaios de segurança em humanos com esclerose múltipla estão em andamento, todos com o apoio da empresa farmacêutica Anokion S/A.


Espera-se que a vacina inversa seja mais eficaz no tratamento das doenças autoimunes do que os métodos usados hoje em dia, que são principalmente direcionados para enfraquecer o sistema imunitário e restringir a resposta imunológica, deixando os pacientes suscetíveis a infecções e efeitos colaterais.


Retirado e adaptado de: GALLER, Ricardo. Vacinas inversas: esperança contra doenças autoimunes. Ciência hoje.

Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/vacinas-inversas-esperanca-contra-doencas-autoimunes/ Acesso em: 12 mar., 2024. 

A partir da leitura do texto, analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__) Os estudos realizados com pessoas, ainda que em fase inicial, demonstraram que as vacinas inversas poderiam efetivamente interromper a reação autoimune associada a uma doença semelhante à esclerose múltipla.
(__) A vacina descrita no estudo atua de modo a criar uma tolerância imunológica específica, marcando proteínas que não devem ser atacadas pelo sistema imunológico.
(__) Uma das principais vantagens da vacina inversa, no que diz respeito às doenças autoimunes, é que não prejudicam o sistema imunológico, como fazem os atuais tratamentos.
(__) As chamadas vacinas inversas ainda apresentam um desafio: como existem distintos antígenos associados às doenças autoimunes, as vacinas precisam ser pensadas para cada um desses antígenos.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3395021 Português
Quem inventou a pizza?


            Calabresa, mussarela e tantos outros sabores... A variedade de pizzas é enorme, e a adora__ão por esse alimento é tão grande que em São Paulo já e_iste até o Dia da Pizza, comemorado no dia 10 de julho. 


            As primeiras pizzas sur_iram há mais de 6.000 anos, inventadas pelos hebreus e egípcios. Eles comiam uma massa fininha, parecida com o pão sírio, que era chamada de píscea. Foi daí que surgiu o nome “Pizza”.


            No século 18, os italianos consumiam essa massinha com tomate, mas o formato dessa pizza era bem diferente do que conhecemos hoje. Ela era dobrada, parecia um sanduíche e era vendida na rua mesmo.


            Em 1889, o pizzaiolo italiano Raffaele Esposito resolveu colocar na massa de pizza o recheio de mussarela, tomate e manjericão para agradar o rei Umberto I e a rainha Margherita de Savoia. Esses três ingredientes tinham as mesmas cores da bandeira italiana. O sabor se popularizou e acabou recebendo o nome de “Margherita”, em homenagem à rainha.


            O restaurante em que a pizza margherita foi inventada existe até hoje! É a Pizzeria Branti, localizada na cidade de Nápoles, na Itália. Parada obrigatória para os visitantes fãs de pizza! 


            Os imigrantes italianos trouxeram a pizza para o Brasil no início do século 20. A primeira pizzaria do país foi a Cantina Genoveva, de 1910, inaugurada no bairro do Brás, em São Paulo. Ela pertencia ao italiano Carmino Corvino, conhecido como Dom Carmenielo. Antes de inaugurar a pizzaria, ele já vendia o prato cortado em pedaços pelas ruas da cidade.


(Fonte: Recreio — adaptado.)

A palavra “variedade”, sublinhada no 1º parágrafo do texto, tem como antônimo a palavra: 
Alternativas
Q3395020 Português
Quem inventou a pizza?


            Calabresa, mussarela e tantos outros sabores... A variedade de pizzas é enorme, e a adora__ão por esse alimento é tão grande que em São Paulo já e_iste até o Dia da Pizza, comemorado no dia 10 de julho. 


            As primeiras pizzas sur_iram há mais de 6.000 anos, inventadas pelos hebreus e egípcios. Eles comiam uma massa fininha, parecida com o pão sírio, que era chamada de píscea. Foi daí que surgiu o nome “Pizza”.


            No século 18, os italianos consumiam essa massinha com tomate, mas o formato dessa pizza era bem diferente do que conhecemos hoje. Ela era dobrada, parecia um sanduíche e era vendida na rua mesmo.


            Em 1889, o pizzaiolo italiano Raffaele Esposito resolveu colocar na massa de pizza o recheio de mussarela, tomate e manjericão para agradar o rei Umberto I e a rainha Margherita de Savoia. Esses três ingredientes tinham as mesmas cores da bandeira italiana. O sabor se popularizou e acabou recebendo o nome de “Margherita”, em homenagem à rainha.


            O restaurante em que a pizza margherita foi inventada existe até hoje! É a Pizzeria Branti, localizada na cidade de Nápoles, na Itália. Parada obrigatória para os visitantes fãs de pizza! 


            Os imigrantes italianos trouxeram a pizza para o Brasil no início do século 20. A primeira pizzaria do país foi a Cantina Genoveva, de 1910, inaugurada no bairro do Brás, em São Paulo. Ela pertencia ao italiano Carmino Corvino, conhecido como Dom Carmenielo. Antes de inaugurar a pizzaria, ele já vendia o prato cortado em pedaços pelas ruas da cidade.


(Fonte: Recreio — adaptado.)

De acordo com as ideias do texto, assinalar a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3395019 Português
Quem inventou a pizza?


            Calabresa, mussarela e tantos outros sabores... A variedade de pizzas é enorme, e a adora__ão por esse alimento é tão grande que em São Paulo já e_iste até o Dia da Pizza, comemorado no dia 10 de julho. 


            As primeiras pizzas sur_iram há mais de 6.000 anos, inventadas pelos hebreus e egípcios. Eles comiam uma massa fininha, parecida com o pão sírio, que era chamada de píscea. Foi daí que surgiu o nome “Pizza”.


            No século 18, os italianos consumiam essa massinha com tomate, mas o formato dessa pizza era bem diferente do que conhecemos hoje. Ela era dobrada, parecia um sanduíche e era vendida na rua mesmo.


            Em 1889, o pizzaiolo italiano Raffaele Esposito resolveu colocar na massa de pizza o recheio de mussarela, tomate e manjericão para agradar o rei Umberto I e a rainha Margherita de Savoia. Esses três ingredientes tinham as mesmas cores da bandeira italiana. O sabor se popularizou e acabou recebendo o nome de “Margherita”, em homenagem à rainha.


            O restaurante em que a pizza margherita foi inventada existe até hoje! É a Pizzeria Branti, localizada na cidade de Nápoles, na Itália. Parada obrigatória para os visitantes fãs de pizza! 


            Os imigrantes italianos trouxeram a pizza para o Brasil no início do século 20. A primeira pizzaria do país foi a Cantina Genoveva, de 1910, inaugurada no bairro do Brás, em São Paulo. Ela pertencia ao italiano Carmino Corvino, conhecido como Dom Carmenielo. Antes de inaugurar a pizzaria, ele já vendia o prato cortado em pedaços pelas ruas da cidade.


(Fonte: Recreio — adaptado.)

Na frase “Ela era dobrada, parecia um sanduíche e era vendida na rua mesmo.” (3º parágrafo), a palavra sublinhada retoma: 
Alternativas
Q3394980 Português
Como a mitologia grega foi criada?


          A mitologia grega surgiu por volta de 700 antes de Cristo — a palavra "mito" tem origem grega e quer dizer narrar ou contar. Na época, os gregos eram politeístas (acreditavam em vários deuses) e antropomórficos (os deuses se assemelhavam aos homens). Assim, a mitologia grega é a narração de histórias que tentam explicar a origem dos fenômenos naturais e do mundo — com direito a divindades, semideuses, heróis e criaturas fantásticas!

          Os principais relatos são de escritores como Hesíodo, autor de Teogonia (sobre os titãs), e Homero, dos livros Odisseia e Ilíada (descrevem acontecimentos envolvendo heróis e deuses gregos).

        Mas essa história não começa com os deuses, e sim com os titãs, que viveram no início dos tempos. Eles não eram humanos completos e tinham a capacidade de se transformarem em animais. Eles nasceram da união entre Urano (Céu) e Gaia (Terra) e ajudaram na formação do mundo — apesar de gostarem de destruição! O poder deles acabou depois de uma derrota para Zeus, o Senhor do Olimpo.

         O Monte Olimpo (a mais alta montanha da Grécia) era a morada oficial dos deuses maiores e menores — eles conviviam com ninfas e outras criaturas. De vez em quando, um deus descia e gerava filhos com mortais, dando origem aos semideuses (meio deus, meio humano). O mais famoso entre eles é Hércules, filho de Zeus com a mortal Alcmena.

(Fonte: Recreio — adaptado.) 
No texto, a palavra “origem” (sublinhada no 1º parágrafo) NÃO pode ser substituída por:  
Alternativas
Q3394979 Português
Como a mitologia grega foi criada?


          A mitologia grega surgiu por volta de 700 antes de Cristo — a palavra "mito" tem origem grega e quer dizer narrar ou contar. Na época, os gregos eram politeístas (acreditavam em vários deuses) e antropomórficos (os deuses se assemelhavam aos homens). Assim, a mitologia grega é a narração de histórias que tentam explicar a origem dos fenômenos naturais e do mundo — com direito a divindades, semideuses, heróis e criaturas fantásticas!

          Os principais relatos são de escritores como Hesíodo, autor de Teogonia (sobre os titãs), e Homero, dos livros Odisseia e Ilíada (descrevem acontecimentos envolvendo heróis e deuses gregos).

        Mas essa história não começa com os deuses, e sim com os titãs, que viveram no início dos tempos. Eles não eram humanos completos e tinham a capacidade de se transformarem em animais. Eles nasceram da união entre Urano (Céu) e Gaia (Terra) e ajudaram na formação do mundo — apesar de gostarem de destruição! O poder deles acabou depois de uma derrota para Zeus, o Senhor do Olimpo.

         O Monte Olimpo (a mais alta montanha da Grécia) era a morada oficial dos deuses maiores e menores — eles conviviam com ninfas e outras criaturas. De vez em quando, um deus descia e gerava filhos com mortais, dando origem aos semideuses (meio deus, meio humano). O mais famoso entre eles é Hércules, filho de Zeus com a mortal Alcmena.

(Fonte: Recreio — adaptado.) 
A palavra sublinhada no 3º parágrafo do texto retoma o termo: 
Alternativas
Q3394951 Português
Na frase “Ele não praticou aulas de canto, porém não foi mal na apresentação”, a expressão sublinhado estabelece uma ideia de:
Alternativas
Q3394948 Português
Como a mitologia grega foi criada?


            A mitologia grega surgiu por volta de 700 antes de Cristo — a palavra "mito" tem origem grega e quer dizer narrar ou contar. Na época, os gregos eram politeístas (acreditavam em vários deuses) e antropomórficos (os deuses se assemelhavam aos homens). Assim, a mitologia grega é a narração de histórias que tentam explicar a origem dos fenômenos naturais e do mundo — com direito a divindades, semideuses, heróis e criaturas fantásticas!

          Os principais relatos são de escritores como Hesíodo, autor de Teogonia (sobre os titãs), e Homero, dos livros Odisseia e Ilíada (descrevem acontecimentos envolvendo heróis e deuses gregos).

         Mas essa história não começa com os deuses, e sim com os titãs, que viveram no início dos tempos. Eles não eram humanos completos e tinham a capacidade de se transformarem em animais. Eles nasceram da união entre Urano (Céu) e Gaia (Terra) e ajudaram na formação do mundo — apesar de gostarem de destruição! O poder deles acabou depois de uma derrota para Zeus, o Senhor do Olimpo.

          O Monte Olimpo (a mais alta montanha da Grécia) era a morada oficial dos deuses maiores e menores — eles conviviam com ninfas e outras criaturas. De vez em quando, um deus descia e gerava filhos com mortais, dando origem aos semideuses (meio deus, meio humano). O mais famoso entre eles é Hércules, filho de Zeus com a mortal Alcmena.

(Fonte: Recreio — adaptado.) 
De acordo com as informações do texto, assinalar a alternativa INCORRETA: 
Alternativas
Q3394903 Português

            O abacaxi é originário da Amazônia, em uma área que inclui o Brasil, a Colômbia, a Guiana e a Venezuela, onde foi domesticado pelos ameríndios há mais de 3 mil anos. Após o descobrimento da América, foi transformado em iguaria da realeza europeia e passou ______ ser oferecido como símbolo de hospitalidade _______ convidados nobres. Levado pelos navegantes portugueses e espanhóis, ganhou o mundo a partir do século XVI. O excelente sabor, o aroma e a presença da coroa lhe renderam _______ denominação de “rainha das frutas”. 



            É uma das frutas tropicais mais consumidas no mundo. O cultivo comercial no Brasil iniciou nas primeiras décadas do século XX, com destaque para as regiões Norte, Nordeste e Sudeste.



            Apesar de se situar entre os principais países produtores, o Brasil participa muito pouco nas exportações mundiais de abacaxi e derivados. O principal destino da produção brasileira é o mercado interno, notadamente na forma de frutas frescas. Grande parte da produção brasileira de abacaxi é de origem familiar.



            O abacaxi é rico em vitaminas, sais minerais e fibras, e apresenta em sua composição a enzima bromelina. Possui ação diurética, contribui para o bom funcionamento dos sistemas imunológico e intestinal e regula a atividade muscular do coração. A casca pode ser usada no preparo de chás, sucos e de uma espécie de bebida fermentada chamada aluá.



            É uma cultura de múltiplos usos. Os frutos são consumidos in natura ou processados. Da planta são obtidos materiais utilizados na confecção de tecidos para o vestuário e na produção de bioplástico para a indústria automobilística, entre outros. 


(Fonte: EMBRAPA. 2023 — adaptado.)

A palavra “iguaria”, sublinhada no 1º parágrafo, pode ser substituída por qual outra, sem que haja prejuízo no sentido da frase?
Alternativas
Q3394899 Português

            O abacaxi é originário da Amazônia, em uma área que inclui o Brasil, a Colômbia, a Guiana e a Venezuela, onde foi domesticado pelos ameríndios há mais de 3 mil anos. Após o descobrimento da América, foi transformado em iguaria da realeza europeia e passou ______ ser oferecido como símbolo de hospitalidade _______ convidados nobres. Levado pelos navegantes portugueses e espanhóis, ganhou o mundo a partir do século XVI. O excelente sabor, o aroma e a presença da coroa lhe renderam _______ denominação de “rainha das frutas”. 



            É uma das frutas tropicais mais consumidas no mundo. O cultivo comercial no Brasil iniciou nas primeiras décadas do século XX, com destaque para as regiões Norte, Nordeste e Sudeste.



            Apesar de se situar entre os principais países produtores, o Brasil participa muito pouco nas exportações mundiais de abacaxi e derivados. O principal destino da produção brasileira é o mercado interno, notadamente na forma de frutas frescas. Grande parte da produção brasileira de abacaxi é de origem familiar.



            O abacaxi é rico em vitaminas, sais minerais e fibras, e apresenta em sua composição a enzima bromelina. Possui ação diurética, contribui para o bom funcionamento dos sistemas imunológico e intestinal e regula a atividade muscular do coração. A casca pode ser usada no preparo de chás, sucos e de uma espécie de bebida fermentada chamada aluá.



            É uma cultura de múltiplos usos. Os frutos são consumidos in natura ou processados. Da planta são obtidos materiais utilizados na confecção de tecidos para o vestuário e na produção de bioplástico para a indústria automobilística, entre outros. 


(Fonte: EMBRAPA. 2023 — adaptado.)

O primeiro período do último parágrafo do texto afirma que “É uma cultura de múltiplos usos.”. O que significa essa afirmação, dentro do contexto do parágrafo? 
Alternativas
Q3394898 Português

            O abacaxi é originário da Amazônia, em uma área que inclui o Brasil, a Colômbia, a Guiana e a Venezuela, onde foi domesticado pelos ameríndios há mais de 3 mil anos. Após o descobrimento da América, foi transformado em iguaria da realeza europeia e passou ______ ser oferecido como símbolo de hospitalidade _______ convidados nobres. Levado pelos navegantes portugueses e espanhóis, ganhou o mundo a partir do século XVI. O excelente sabor, o aroma e a presença da coroa lhe renderam _______ denominação de “rainha das frutas”. 



            É uma das frutas tropicais mais consumidas no mundo. O cultivo comercial no Brasil iniciou nas primeiras décadas do século XX, com destaque para as regiões Norte, Nordeste e Sudeste.



            Apesar de se situar entre os principais países produtores, o Brasil participa muito pouco nas exportações mundiais de abacaxi e derivados. O principal destino da produção brasileira é o mercado interno, notadamente na forma de frutas frescas. Grande parte da produção brasileira de abacaxi é de origem familiar.



            O abacaxi é rico em vitaminas, sais minerais e fibras, e apresenta em sua composição a enzima bromelina. Possui ação diurética, contribui para o bom funcionamento dos sistemas imunológico e intestinal e regula a atividade muscular do coração. A casca pode ser usada no preparo de chás, sucos e de uma espécie de bebida fermentada chamada aluá.



            É uma cultura de múltiplos usos. Os frutos são consumidos in natura ou processados. Da planta são obtidos materiais utilizados na confecção de tecidos para o vestuário e na produção de bioplástico para a indústria automobilística, entre outros. 


(Fonte: EMBRAPA. 2023 — adaptado.)

De acordo com o exposto no texto, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3394795 Português
O que é sal-gema e por que sua extração pode causar uma tragédia em Maceió? 


        Nos últimos dias, o noticiário tem abordado o drama envolvendo os moradores de Maceió, no Alagoas, com a mina de um material chamado de sal-gema. Operada pela mineradora Braskem, a extração deste minério gera problemas na região desde 2018, com o afundamento e tremores no solo.

        A princípio, o sal-gema é o que o nome diz: sal. Ou, melhor dizendo, cloreto de sódio (NaCl). Na prática, ele é uma variação do sal de cozinha — a diferença é que ele é encontrado em depósitos subterrâneos, em jazidas de milhares de anos. O sal que você usa na cozinha vem da superfície, extraído do mar.

        O sal-gema, em partes, também deriva da água do mar. Sua formação acontece por meio da evaporação da água dos oceanos, formando grandes depósitos de sal, em um processo que leva milhares de anos.

        Para a sua extração, é necessário cavar poços bem profundos. Geralmente, essas jazidas de sal estão em camadas a mais de mil metros de profundidade. Quando os poços já estão abertos, é adicionado água para dissolver um pouco o sal, numa mistura chamada de salmoura. Feita a mistura, o material líquido é então bombeado até a superfície.

        [...] Ao retirar o sal-gema do local, é necessário que esses poços sejam preenchidos para manter a região estável. Soluções líquidas são utilizadas para isso, e é aí que mora parte do problema. Esse líquido acabou vazando, formando buracos na camada de sal, e tornando a região bastante instável.

        Além disso, os pesquisadores ainda levantam outra hipótese para o problema. É possível que a zona de perfuração dos poços na cidade seja em uma região de falha geológica, blocos e regiões da crosta terrestre onde ocorreram (ou ocorrem) fissuras e rupturas em sua superfície.

        O sal-gema possui diversas utilidades, principalmente para a indústria química. Por meio dele, é possível produzir cloro, sabão, detergente, vidro, pasta de dente, além de vários outros produtos de limpeza e higiene.

        De acordo com dados da Agência Nacional de Mineração (ANM), o Brasil está entre os 10 maiores produtores de sal do mundo (tanto o marinho quanto o sal gema), com aproximadamente 7 milhões de toneladas extraídas em 2022.

      A extração irresponsável pode acarretar impactos ambientais significativos na região. É necessário um monitoramento constante sobre o local, de forma a evitar a contaminação da água e do solo, bem como os deslocamentos de terra.

(Fonte: Superinteressante — adaptado.) 
No 7º parágrafo, no trecho: “[...] O sal-gema possui diversas utilidades, principalmente para a indústria química. [...]”, a palavra sublinhada poderia ser trocada, sem prejuízo semântico ao contexto, por:
Alternativas
Q3394793 Português
O que é sal-gema e por que sua extração pode causar uma tragédia em Maceió? 


        Nos últimos dias, o noticiário tem abordado o drama envolvendo os moradores de Maceió, no Alagoas, com a mina de um material chamado de sal-gema. Operada pela mineradora Braskem, a extração deste minério gera problemas na região desde 2018, com o afundamento e tremores no solo.

        A princípio, o sal-gema é o que o nome diz: sal. Ou, melhor dizendo, cloreto de sódio (NaCl). Na prática, ele é uma variação do sal de cozinha — a diferença é que ele é encontrado em depósitos subterrâneos, em jazidas de milhares de anos. O sal que você usa na cozinha vem da superfície, extraído do mar.

        O sal-gema, em partes, também deriva da água do mar. Sua formação acontece por meio da evaporação da água dos oceanos, formando grandes depósitos de sal, em um processo que leva milhares de anos.

        Para a sua extração, é necessário cavar poços bem profundos. Geralmente, essas jazidas de sal estão em camadas a mais de mil metros de profundidade. Quando os poços já estão abertos, é adicionado água para dissolver um pouco o sal, numa mistura chamada de salmoura. Feita a mistura, o material líquido é então bombeado até a superfície.

        [...] Ao retirar o sal-gema do local, é necessário que esses poços sejam preenchidos para manter a região estável. Soluções líquidas são utilizadas para isso, e é aí que mora parte do problema. Esse líquido acabou vazando, formando buracos na camada de sal, e tornando a região bastante instável.

        Além disso, os pesquisadores ainda levantam outra hipótese para o problema. É possível que a zona de perfuração dos poços na cidade seja em uma região de falha geológica, blocos e regiões da crosta terrestre onde ocorreram (ou ocorrem) fissuras e rupturas em sua superfície.

        O sal-gema possui diversas utilidades, principalmente para a indústria química. Por meio dele, é possível produzir cloro, sabão, detergente, vidro, pasta de dente, além de vários outros produtos de limpeza e higiene.

        De acordo com dados da Agência Nacional de Mineração (ANM), o Brasil está entre os 10 maiores produtores de sal do mundo (tanto o marinho quanto o sal gema), com aproximadamente 7 milhões de toneladas extraídas em 2022.

      A extração irresponsável pode acarretar impactos ambientais significativos na região. É necessário um monitoramento constante sobre o local, de forma a evitar a contaminação da água e do solo, bem como os deslocamentos de terra.

(Fonte: Superinteressante — adaptado.) 

Sobre os aspectos gerais do texto, analisar os itens abaixo:



I. O sal-gema não apresenta nenhuma característica de qualquer outro elemento.


II. Uma determinada solução líquida extravasada contribuiu para a instabilidade na região da mina.


III. Há possibilidades de a região de Maceió estar localizada sobre uma zona de falha geológica.



Estão CORRETOS: 

Alternativas
Q3394721 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Quando o Saara era verde: o deserto já passou por (muitos) períodos úmidos

Uma paisagem verde, repleta de grama, árvores, lagos, rios e animais − não é a primeira coisa que vem à mente quando você pensa no Saara. Hoje, o norte da África abriga o maior deserto quente do mundo, com 9,2 milhões de quilômetros quadrados e temperaturas que passam de 50ºC no período da tarde.
Mas nem sempre foi assim. De tempos em tempos, o Saara ganha uma paisagem úmida, semelhante às savanas que existem no centro e sul da África. Isso ocorre graças a alterações periódicas na órbita da Terra, que causam o "período úmido africano" − e, consequentemente, a transformação do deserto.
Existem evidências sólidas de que o Saara teve uma vegetação periódica no passado, com a proliferação de rios, lagos e até animais dependentes de água (como os hipopótamos) antes de virar o que hoje é um deserto. O cientista climático Edward Armstrong, da Universidade de Helsinki, e sua equipe fizeram um modelo para simular como teria sido o Saara verde nos últimos períodos úmidos africanos.

O que foi o período úmido africano?

A cada 21 mil anos, o norte da África recebe mais umidade devido ao movimento de precessão da Terra. Assim como a translação (movimento do planeta ao redor do Sol) e a rotação (movimento ao redor de si mesmo), a precessão é uma alteração orbital periódica. Trata-se do movimento circular do eixo de rotação da Terra.
O maior exemplo desse movimento é o pião. Quando você gira o brinquedo, ele começa estável, com o topo apontado para cima. Após alguns segundos, ele sai do eixo central de rotação, e o topo do pião começa a fazer um movimento circular. A Terra também faz esse movimento. Isso significa que ora o polo Norte está apontando para uma região do céu, ora está apontando para outra.
Graças ao movimento de precessão, o hemisfério norte pode "mudar de lugar" e ficar mais próximo ao Sol nos meses de verão. Isso causa verões mais quentes no Norte. Sendo mais quente, o ar acumula mais umidade − o que intensifica o sistema de monções da África Ocidental. Essa dinâmica, por sua vez, estende as chuvas para o norte do continente, promovendo uma paisagem verde e úmida no local onde hoje é o Saara.
O período úmido africano não ocorreu só uma, mas 230 vezes, nos últimos oito milhões de anos. O último deles ocorreu entre o final do Pleistoceno e o início do Holoceno (que é a época geológica que vivemos hoje), e terminou entre 5 mil e 6 mil anos atrás. Isso é verificado por meio de sedimentos marinhos, de lagos, e outras evidências paleoclimatológicas.
Também temos evidências artísticas desses períodos. Pinturas rupestres de Tassili N'Ajjer, na Algéria, mostram animais como elefantes, girafas, rinocerontes e hipopótamos − mas nenhum deles vive na paisagem desértica que existe lá hoje. As inscrições datam de 11 mil anos atrás, um período no qual o Saara passava pela fase úmida.
Esses períodos de vegetação podem ter sido essenciais para a proliferação de animais para fora do continente. Os primeiros Homo sapiens, por exemplo, surgiram na África e depois se espalharam por outras regiões do globo. Essa migração em algum momento passou pelo norte do continente africano − algo que seria mais fácil caso houvesse florestas na região.
Os pesquisadores da Universidade de Helsinki também descobriram que o período úmido não acontece durante as eras glaciais, quando as latitudes mais altas ficam cobertas de gelo. Isso porque a atmosfera fica mais gelada e não permite a expansão da monção africana.

Retirado e adaptado de: ROSSINI, Maria Clara. Quando o Saara era verde: o deserto já passou por (muitos) períodos úmidos. Revista Superinteressante. Disponível https://super.abril.com.br/historia/quando-o-saara-era-verde-o-deserto-ja-passou-por-muitos-periodos-umidos/ Acesso em: 13 mar., 2024.

Analise o trecho a seguir, retirado do texto:
De tempos em tempos, o Saara ganha uma paisagem úmida , semelhante às savanas que existem no centro e sul da África.
No trecho, há uma figura de linguagem conhecida como:
Alternativas
Q3394683 Português

            A alface (Lactuca sativa L.) é uma hortaliça que tem como centro de origem a região do Mediterrâneo. Por volta do ano 4.500 a.C., já era conhecida no antigo Egito e chegou ao Brasil no século XVI, com os colonizadores portugueses. É uma espécie mundialmente conhecida e considerada a mais importante hortaliça folhosa do planeta, sendo a de maior consumo no Brasil. 



            Trata-se de uma planta herbácea, anual, que possui um caule diminuto ao qual se prendem as folhas. Estas são a parte comestível da planta e podem ser lisas ou crespas, fechando-se ou não na forma de uma “cabeça”. A coloração das plantas pode variar do __________ até o _____________ e também pode ser roxa, dependendo da cultivar. 



            Praticamente todas as cultivares de alface desenvolvem-se bem em climas amenos, principalmente no período de crescimento vegetativo. A ocorrência de temperaturas mais elevadas acelera o ciclo cultural e, dependendo do genótipo, pode resultar em plantas menores, porque o pendoamento ocorre mais precocemente. 



            No Brasil, as alfaces mais conhecidas e consumidas são as crespas e as americanas, algumas das quais foram melhoradas para o cultivo de verão ou adaptadas para regiões tropicais, com temperaturas e pluviosidade elevadas. No entanto, no País, também aparecem cultivares roxas e com as folhas frisadas.



            Nos últimos anos, aumentou o interesse de produtores e consumidores pela alface-americana, já ofertada de forma regular em todos os mercados brasileiros. Além de ser apreciada na forma in natura, essa cultivar é amplamente utilizada pela indústria de processamento mínimo pelo fato de suportar melhor essa prática, quando comparada com outras cultivares. A alface-americana também é muito utilizada por redes de fast food como ingrediente de sanduíches, em razão de sua crocância, textura e sabor. 



            Mais exótica, a alface-romana de folhas roxas é o tipo menos conhecido de alface no Brasil, mas seu cultivo pode ser interessante para atender alguns nichos de mercado, em especial aos de consumidores mais sofisticados.


(Fonte: EMBRAPA. 2023 — adaptado.)

Assinalar a alternativa que apresenta a palavra que NÃO poderia substituir o termo “sofisticados”, do último parágrafo do texto, uma vez que alteraria o sentido da frase:
Alternativas
Q3394680 Português

            A alface (Lactuca sativa L.) é uma hortaliça que tem como centro de origem a região do Mediterrâneo. Por volta do ano 4.500 a.C., já era conhecida no antigo Egito e chegou ao Brasil no século XVI, com os colonizadores portugueses. É uma espécie mundialmente conhecida e considerada a mais importante hortaliça folhosa do planeta, sendo a de maior consumo no Brasil. 



            Trata-se de uma planta herbácea, anual, que possui um caule diminuto ao qual se prendem as folhas. Estas são a parte comestível da planta e podem ser lisas ou crespas, fechando-se ou não na forma de uma “cabeça”. A coloração das plantas pode variar do __________ até o _____________ e também pode ser roxa, dependendo da cultivar. 



            Praticamente todas as cultivares de alface desenvolvem-se bem em climas amenos, principalmente no período de crescimento vegetativo. A ocorrência de temperaturas mais elevadas acelera o ciclo cultural e, dependendo do genótipo, pode resultar em plantas menores, porque o pendoamento ocorre mais precocemente. 



            No Brasil, as alfaces mais conhecidas e consumidas são as crespas e as americanas, algumas das quais foram melhoradas para o cultivo de verão ou adaptadas para regiões tropicais, com temperaturas e pluviosidade elevadas. No entanto, no País, também aparecem cultivares roxas e com as folhas frisadas.



            Nos últimos anos, aumentou o interesse de produtores e consumidores pela alface-americana, já ofertada de forma regular em todos os mercados brasileiros. Além de ser apreciada na forma in natura, essa cultivar é amplamente utilizada pela indústria de processamento mínimo pelo fato de suportar melhor essa prática, quando comparada com outras cultivares. A alface-americana também é muito utilizada por redes de fast food como ingrediente de sanduíches, em razão de sua crocância, textura e sabor. 



            Mais exótica, a alface-romana de folhas roxas é o tipo menos conhecido de alface no Brasil, mas seu cultivo pode ser interessante para atender alguns nichos de mercado, em especial aos de consumidores mais sofisticados.


(Fonte: EMBRAPA. 2023 — adaptado.)

O texto fala sobre as diferentes cultivares de alface. Sobre a alface-americana, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3394679 Português

            A alface (Lactuca sativa L.) é uma hortaliça que tem como centro de origem a região do Mediterrâneo. Por volta do ano 4.500 a.C., já era conhecida no antigo Egito e chegou ao Brasil no século XVI, com os colonizadores portugueses. É uma espécie mundialmente conhecida e considerada a mais importante hortaliça folhosa do planeta, sendo a de maior consumo no Brasil. 



            Trata-se de uma planta herbácea, anual, que possui um caule diminuto ao qual se prendem as folhas. Estas são a parte comestível da planta e podem ser lisas ou crespas, fechando-se ou não na forma de uma “cabeça”. A coloração das plantas pode variar do __________ até o _____________ e também pode ser roxa, dependendo da cultivar. 



            Praticamente todas as cultivares de alface desenvolvem-se bem em climas amenos, principalmente no período de crescimento vegetativo. A ocorrência de temperaturas mais elevadas acelera o ciclo cultural e, dependendo do genótipo, pode resultar em plantas menores, porque o pendoamento ocorre mais precocemente. 



            No Brasil, as alfaces mais conhecidas e consumidas são as crespas e as americanas, algumas das quais foram melhoradas para o cultivo de verão ou adaptadas para regiões tropicais, com temperaturas e pluviosidade elevadas. No entanto, no País, também aparecem cultivares roxas e com as folhas frisadas.



            Nos últimos anos, aumentou o interesse de produtores e consumidores pela alface-americana, já ofertada de forma regular em todos os mercados brasileiros. Além de ser apreciada na forma in natura, essa cultivar é amplamente utilizada pela indústria de processamento mínimo pelo fato de suportar melhor essa prática, quando comparada com outras cultivares. A alface-americana também é muito utilizada por redes de fast food como ingrediente de sanduíches, em razão de sua crocância, textura e sabor. 



            Mais exótica, a alface-romana de folhas roxas é o tipo menos conhecido de alface no Brasil, mas seu cultivo pode ser interessante para atender alguns nichos de mercado, em especial aos de consumidores mais sofisticados.


(Fonte: EMBRAPA. 2023 — adaptado.)

De acordo com as informações sobre a alface, contidas no texto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3394658 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Quando o Saara era verde: o deserto já passou por (muitos) períodos úmidos

Uma paisagem verde, repleta de grama, árvores, lagos, rios e animais − não é a primeira coisa que vem à mente quando você pensa no Saara. Hoje, o norte da África abriga o maior deserto quente do mundo, com 9,2 milhões de quilômetros quadrados e temperaturas que passam de 50ºC no período da tarde.

Mas nem sempre foi assim. De tempos em tempos, o Saara ganha uma paisagem úmida, semelhante às savanas que existem no centro e sul da África. Isso ocorre graças a alterações periódicas na órbita da Terra, que causam o "período úmido africano" − e, consequentemente, a transformação do deserto.

Existem evidências sólidas de que o Saara teve uma vegetação periódica no passado, com a proliferação de rios, lagos e até animais dependentes de água (como os hipopótamos) antes de virar o que hoje é um deserto. O cientista climático Edward Armstrong, da Universidade de Helsinki, e sua equipe fizeram um modelo para simular como teria sido o Saara verde nos últimos períodos úmidos africanos.

O que foi o período úmido africano?

A cada 21 mil anos, o norte da África recebe mais umidade devido ao movimento de precessão da Terra. Assim como a translação (movimento do planeta ao redor do Sol) e a rotação (movimento ao redor de si mesmo), a precessão é uma alteração orbital periódica. Trata-se do movimento circular do eixo de rotação da Terra.

O maior exemplo desse movimento é o pião. Quando você gira o brinquedo, ele começa estável, com o topo apontado para cima. Após alguns segundos, ele sai do eixo central de rotação, e o topo do pião começa a fazer um movimento circular. A Terra também faz esse movimento. Isso significa que ora o polo Norte está apontando para uma região do céu, ora está apontando para outra.

Graças ao movimento de precessão, o hemisfério norte pode "mudar de lugar" e ficar mais próximo ao Sol nos meses de verão. Isso causa verões mais quentes no Norte. Sendo mais quente, o ar acumula mais umidade − o que intensifica o sistema de monções da África Ocidental. Essa dinâmica, por sua vez, estende as chuvas para o norte do continente, promovendo uma paisagem verde e úmida no local onde hoje é o Saara.

O período úmido africano não ocorreu só uma, mas 230 vezes, nos últimos oito milhões de anos. O último deles ocorreu entre o final do Pleistoceno e o início do Holoceno (que é a época geológica que vivemos hoje), e terminou entre 5 mil e 6 mil anos atrás. Isso é verificado por meio de sedimentos marinhos, de lagos, e outras evidências paleoclimatológicas.

Também temos evidências artísticas desses períodos. Pinturas rupestres de Tassili N'Ajjer, na Algéria, mostram animais como elefantes, girafas, rinocerontes e hipopótamos − mas nenhum deles vive na paisagem desértica que existe lá hoje. As inscrições datam de 11 mil anos atrás, um período no qual o Saara passava pela fase úmida.

Esses períodos de vegetação podem ter sido essenciais para a proliferação de animais para fora do continente. Os primeiros Homo sapiens, por exemplo, surgiram na África e depois se espalharam por outras regiões do globo. Essa migração em algum momento passou pelo norte do continente africano − algo que seria mais fácil caso houvesse florestas na região.

Os pesquisadores da Universidade de Helsinki também descobriram que o período úmido não acontece durante as eras glaciais, quando as latitudes mais altas ficam cobertas de gelo. Isso porque a atmosfera fica mais gelada e não permite a expansão da monção africana.

Retirado e adaptado de: ROSSINI, Maria Clara. Quando o Saara era verde: o deserto já passou por (muitos) períodos úmidos. Revista Superinteressante. Disponível https://super.abril.com.br/historia/quando-o-saara-era-verde-o-deserto-ja-passou-por-muitos-periodos-umidos/ Acesso em: 13 mar., 2024.
Assinale a alternativa que corretamente apresenta o gênero do texto:
Alternativas
Q3394656 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Quando o Saara era verde: o deserto já passou por (muitos) períodos úmidos

Uma paisagem verde, repleta de grama, árvores, lagos, rios e animais − não é a primeira coisa que vem à mente quando você pensa no Saara. Hoje, o norte da África abriga o maior deserto quente do mundo, com 9,2 milhões de quilômetros quadrados e temperaturas que passam de 50ºC no período da tarde.

Mas nem sempre foi assim. De tempos em tempos, o Saara ganha uma paisagem úmida, semelhante às savanas que existem no centro e sul da África. Isso ocorre graças a alterações periódicas na órbita da Terra, que causam o "período úmido africano" − e, consequentemente, a transformação do deserto.

Existem evidências sólidas de que o Saara teve uma vegetação periódica no passado, com a proliferação de rios, lagos e até animais dependentes de água (como os hipopótamos) antes de virar o que hoje é um deserto. O cientista climático Edward Armstrong, da Universidade de Helsinki, e sua equipe fizeram um modelo para simular como teria sido o Saara verde nos últimos períodos úmidos africanos.

O que foi o período úmido africano?

A cada 21 mil anos, o norte da África recebe mais umidade devido ao movimento de precessão da Terra. Assim como a translação (movimento do planeta ao redor do Sol) e a rotação (movimento ao redor de si mesmo), a precessão é uma alteração orbital periódica. Trata-se do movimento circular do eixo de rotação da Terra.

O maior exemplo desse movimento é o pião. Quando você gira o brinquedo, ele começa estável, com o topo apontado para cima. Após alguns segundos, ele sai do eixo central de rotação, e o topo do pião começa a fazer um movimento circular. A Terra também faz esse movimento. Isso significa que ora o polo Norte está apontando para uma região do céu, ora está apontando para outra.

Graças ao movimento de precessão, o hemisfério norte pode "mudar de lugar" e ficar mais próximo ao Sol nos meses de verão. Isso causa verões mais quentes no Norte. Sendo mais quente, o ar acumula mais umidade − o que intensifica o sistema de monções da África Ocidental. Essa dinâmica, por sua vez, estende as chuvas para o norte do continente, promovendo uma paisagem verde e úmida no local onde hoje é o Saara.

O período úmido africano não ocorreu só uma, mas 230 vezes, nos últimos oito milhões de anos. O último deles ocorreu entre o final do Pleistoceno e o início do Holoceno (que é a época geológica que vivemos hoje), e terminou entre 5 mil e 6 mil anos atrás. Isso é verificado por meio de sedimentos marinhos, de lagos, e outras evidências paleoclimatológicas.

Também temos evidências artísticas desses períodos. Pinturas rupestres de Tassili N'Ajjer, na Algéria, mostram animais como elefantes, girafas, rinocerontes e hipopótamos − mas nenhum deles vive na paisagem desértica que existe lá hoje. As inscrições datam de 11 mil anos atrás, um período no qual o Saara passava pela fase úmida.

Esses períodos de vegetação podem ter sido essenciais para a proliferação de animais para fora do continente. Os primeiros Homo sapiens, por exemplo, surgiram na África e depois se espalharam por outras regiões do globo. Essa migração em algum momento passou pelo norte do continente africano − algo que seria mais fácil caso houvesse florestas na região.

Os pesquisadores da Universidade de Helsinki também descobriram que o período úmido não acontece durante as eras glaciais, quando as latitudes mais altas ficam cobertas de gelo. Isso porque a atmosfera fica mais gelada e não permite a expansão da monção africana.

Retirado e adaptado de: ROSSINI, Maria Clara. Quando o Saara era verde: o deserto já passou por (muitos) períodos úmidos. Revista Superinteressante. Disponível https://super.abril.com.br/historia/quando-o-saara-era-verde-o-deserto-ja-passou-por-muitos-periodos-umidos/ Acesso em: 13 mar., 2024.
A partir da leitura do texto, analise as afirmações a seguir:
I. Existem indícios de diferentes naturezas que indicam de onde hoje está o deserto do Saara já foi uma enorme área verde.
II. Como o fenômeno descrito no texto é uma questão cíclica, podemos acreditar que o deserto do Saara pode voltar a ser verde no futuro (embora seja um futuro muito distante).
III. O fato de os homo sapiens terem se espalhado pelo mundo, a partir de seu surgimento na África, é um argumento contrário à hipótese de que o Saara já foi verde.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
19041: C
19042: C
19043: C
19044: B
19045: C
19046: D
19047: C
19048: D
19049: B
19050: D
19051: D
19052: C
19053: D
19054: C
19055: E
19056: D
19057: C
19058: B
19059: D
19060: C