Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3489521 Português

“Desflagele-se”


A violência doméstica no Brasil persiste como uma triste realidade, afetando inúmeras vítimas silenciosas. A casa, que deveria ser um refúgio, muitas vezes se transforma em um cenário de abusos físicos e psicológicos. Mulheres, crianças e até homens enfrentam esse flagelo, frequentemente enraizado em desigualdades de poder e padrões culturais. As consequências se estendem além das feridas visíveis, deixando cicatrizes emocionais duradouras. O combate a esse problema exige não apenas leis rigorosas, mas também uma mudança cultural que promova o respeito, a igualdade e o apoio às vítimas, construindo um caminho para um lar seguro e acolhedor.

Qual é o sentido do termo “frequentemente” no contexto do texto?
Alternativas
Q3489520 Português

“Desflagele-se”


A violência doméstica no Brasil persiste como uma triste realidade, afetando inúmeras vítimas silenciosas. A casa, que deveria ser um refúgio, muitas vezes se transforma em um cenário de abusos físicos e psicológicos. Mulheres, crianças e até homens enfrentam esse flagelo, frequentemente enraizado em desigualdades de poder e padrões culturais. As consequências se estendem além das feridas visíveis, deixando cicatrizes emocionais duradouras. O combate a esse problema exige não apenas leis rigorosas, mas também uma mudança cultural que promova o respeito, a igualdade e o apoio às vítimas, construindo um caminho para um lar seguro e acolhedor.

Qual das opções abaixo melhor reflete o significado do trecho “frequentemente enraizado em desigualdades de poder e padrões culturais”?
Alternativas
Q3489516 Português

O cotidiano de cada dia


No cotidiano do Brasil, a miséria persiste, revelando desigualdades gritantes entre as classes. Enquanto alguns desfrutam de conforto e oportunidades, outros enfrentam uma realidade cruel, marcada pela falta de recursos básicos. A disparidade socioeconômica é evidente nos acessos à educação, saúde e moradia. A esperança para muitos é um privilégio distante. A urgência em enfrentar esse cenário se impõe, buscando políticas inclusivas e redistributivas. É necessário que, como sociedade, enfrentemos essa realidade, promovendo justiça social e criando condições para que todos os brasileiros possam viver com dignidade. 

 


Considerando o trecho “Enquanto alguns desfrutam de conforto e oportunidades, outros enfrentam uma realidade cruel”, assinale a alternativa que melhor expressa a reflexão sobre as desigualdades sociais abordadas no texto:

Alternativas
Q3489512 Português
A educação é a melhor saída
O fenômeno do bullying, persistentemente prevalente em ambientes escolares e comunidades, representa um desafio significativo no contexto brasileiro, uma vez que esse comportamento prejudicial, muitas vezes perpetuado por falta de consciência e intervenção apropriada, lança uma sombra sobre a experiência de crianças e adolescentes, o que justifica a urgência de promover espaços seguros e cultivar uma cultura de respeito e empatia. Além disso, a complexidade do problema exige uma abordagem multifacetada, integrando educação, conscientização e apoio às vítimas, de modo que a erradicação efetiva do bullying requer, assim, uma colaboração constante para transformar ambientes escolares em locais de aprendizado saudáveis e inclusivos, cultivando cidadãos conscientes e compassivos. 

Qual é a principal justificativa apresentada no texto para a urgência de promover espaços seguros e cultivar uma cultura de respeito e empatia?
Alternativas
Q3489444 Português
Tijolos da Mesopotâmia revelam anomalia antiga no campo magnético da Terra

Cruzando dados do campo magnético do planeta com inscrições em blocos de argila, cientistas confirmaram a existência de um fenômeno ocorrido há 3 mil anos.

O campo magnético da Terra não foi sempre o mesmo. O polo Norte e o polo Sul já trocaram de lugar algumas vezes ao longo das eras geológicas. Além disso, sua intensidade aumenta e diminui com o tempo, às vezes de maneira desigual. Essas mudanças deixam cicatrizes químicas em certos minerais, que se tornam boas pistas para investigar o passado da magnetosfera. Átomos de ferro presentes, por exemplo, podem ter se alinhado ao campo em um certo ponto do passado, e então permanecido travados nessa posição – o que os torna uma janela para um instante exato da história do planeta. Uma pesquisa publicada recentemente no periódico especializado Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) investigou essas cicatrizes em minerais um tanto especiais: grãos de óxido de ferro presentes em 32 tijolos fabricados na Mesopotâmia há mais de 3 mil anos. Como esses blocos de argila têm inscrições indicando o nome do déspota que governava o território na época de sua fabricação, torna-se possível cruzar o dado histórico com o químico, o que torna a datação extremamente precisa.

O estudo confirma a existência de um fenômeno chamado “anomalia geomagnética da Idade do Ferro no Levante”. Entre 1050 e 550 a.C., o campo magnético da Terra era estranhamente forte na região do Levante (os arredores de Iraque, Jordânia, Síria e Israel), por razões ainda misteriosas. Evidências dessa anomalia já haviam sido detectadas em lugares distantes, mas dados vindos do próprio Oriente Médio eram escassos.

Arqueomagnetismo

Um mapeamento cada vez mais detalhado das mudanças no campo magnético da Terra com o passar das eras dá aos arqueólogos uma ferramenta cada vez melhor para datar artefatos antigos.“Muitas vezes dependemos de métodos de datação, como radiocarbono, para ter uma noção da cronologia na antiga Mesopotâmia. No entanto, alguns dos vestígios culturais mais comuns, como tijolos e cerâmicas, não podem ser facilmente datados porque não contêm material orgânico [ou seja, material com átomos de carbono]”, diz Mark Altaweel, coautor do artigo, em declaração à imprensa. “Este trabalho agora ajuda a criar uma importante base que permite que outros se beneficiem da datação absoluta usando o arqueomagnetismo.” Em sua fala, Altaweel se refere ao método de datação mais comum da arqueologia, em que os pesquisadores descobrem quando um objeto foi fabricado (ou, no caso de um ser vivo, quando ele viveu) pela taxa a que átomos de carbono radioativos presentes nessa coisa se desmancham em outros átomos, mais estáveis. Grosso modo, quanto mais antigo o item, menos carbono radioativo haverá nele. A equipe espera que a área de pesquisa incipiente do arqueomagnetismo – a busca por assinaturas do campo magnético da Terra em artefatos arqueológicos –, aumente a precisão com que conhecemos história desse escudo invisível que circunda o planeta (e, de quebra, que melhore nossa capacidade de datar o passado da nossa própria espécie).

Revista Superinteressante. Adaptado. (Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/tijolos-damesopotamia-revelam-anomalia-antiga-no-campomagnetico-da-terra) 
No excerto “Grosso modo, quanto mais antigo o item, menos carbono radioativo haverá nele.”, a expressão “quanto mais… menos” é responsável por imprimir à sentença em que ocorre um sentido:
Alternativas
Q3489442 Português
Tijolos da Mesopotâmia revelam anomalia antiga no campo magnético da Terra

Cruzando dados do campo magnético do planeta com inscrições em blocos de argila, cientistas confirmaram a existência de um fenômeno ocorrido há 3 mil anos.

O campo magnético da Terra não foi sempre o mesmo. O polo Norte e o polo Sul já trocaram de lugar algumas vezes ao longo das eras geológicas. Além disso, sua intensidade aumenta e diminui com o tempo, às vezes de maneira desigual. Essas mudanças deixam cicatrizes químicas em certos minerais, que se tornam boas pistas para investigar o passado da magnetosfera. Átomos de ferro presentes, por exemplo, podem ter se alinhado ao campo em um certo ponto do passado, e então permanecido travados nessa posição – o que os torna uma janela para um instante exato da história do planeta. Uma pesquisa publicada recentemente no periódico especializado Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) investigou essas cicatrizes em minerais um tanto especiais: grãos de óxido de ferro presentes em 32 tijolos fabricados na Mesopotâmia há mais de 3 mil anos. Como esses blocos de argila têm inscrições indicando o nome do déspota que governava o território na época de sua fabricação, torna-se possível cruzar o dado histórico com o químico, o que torna a datação extremamente precisa.

O estudo confirma a existência de um fenômeno chamado “anomalia geomagnética da Idade do Ferro no Levante”. Entre 1050 e 550 a.C., o campo magnético da Terra era estranhamente forte na região do Levante (os arredores de Iraque, Jordânia, Síria e Israel), por razões ainda misteriosas. Evidências dessa anomalia já haviam sido detectadas em lugares distantes, mas dados vindos do próprio Oriente Médio eram escassos.

Arqueomagnetismo

Um mapeamento cada vez mais detalhado das mudanças no campo magnético da Terra com o passar das eras dá aos arqueólogos uma ferramenta cada vez melhor para datar artefatos antigos.“Muitas vezes dependemos de métodos de datação, como radiocarbono, para ter uma noção da cronologia na antiga Mesopotâmia. No entanto, alguns dos vestígios culturais mais comuns, como tijolos e cerâmicas, não podem ser facilmente datados porque não contêm material orgânico [ou seja, material com átomos de carbono]”, diz Mark Altaweel, coautor do artigo, em declaração à imprensa. “Este trabalho agora ajuda a criar uma importante base que permite que outros se beneficiem da datação absoluta usando o arqueomagnetismo.” Em sua fala, Altaweel se refere ao método de datação mais comum da arqueologia, em que os pesquisadores descobrem quando um objeto foi fabricado (ou, no caso de um ser vivo, quando ele viveu) pela taxa a que átomos de carbono radioativos presentes nessa coisa se desmancham em outros átomos, mais estáveis. Grosso modo, quanto mais antigo o item, menos carbono radioativo haverá nele. A equipe espera que a área de pesquisa incipiente do arqueomagnetismo – a busca por assinaturas do campo magnético da Terra em artefatos arqueológicos –, aumente a precisão com que conhecemos história desse escudo invisível que circunda o planeta (e, de quebra, que melhore nossa capacidade de datar o passado da nossa própria espécie).

Revista Superinteressante. Adaptado. (Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/tijolos-damesopotamia-revelam-anomalia-antiga-no-campomagnetico-da-terra) 
De acordo com o texto, a dificuldade em datar artefatos antigos pelo método tradicional de radiocarbono decorre de:
Alternativas
Q3488384 Português

Considere o fragmento de texto a seguir para a questão


1º § - A obsolescência é uma estratégia utilizada pelos fabricantes para reduzir a vida útil dos produtos. Dessa forma, o consumo é promovido e maiores ganhos econômicos são obtidos.


2º § - Essa estratégia se originou no início do século XX, com o desenvolvimento da Revolução Industrial. Seu conceito foi mais claramente definido pelo americano Bernarda London em 1932, que propôs implementá-lo como uma lei.


3º § - Dois tipos básicos de obsolescência programada foram definidos. Na obsolescência técnica, o equipamento é projetado para ter uma curta duração. A obsolescência percebida manipula a mente do consumidor através da publicidade, de forma que considera objetos obsoletos porque não estão na moda.


4º § - A obsolescência programada tem consequências ambientais e sociais. No nível ambiental, o estímulo ao consumo gera uma grande quantidade de resíduos que afeta pessoas e ecossistemas. Do ponto de vista social, aumentam as desigualdades entre os países de maior renda e os menos desenvolvidos.


5º § - Para evitar a obsolescência planejada, devem ser geradas leis que proíbem essa prática e promovam a reciclagem e a produção de bens duradouros. Além disso, a conscientização do consumidor deve ser criada para tornar o consumo responsável.


6º § - As vantagens da obsolescência programada são percebidas pelas empresas, uma vez que essa prática estimula o consumo, gera lucros e gera empregos. Embora suas desvantagens sejam sofridas por todo o planeta, contribuindo para a crise ambiental global e exigindo mão-de-obra barata sem proteção ao trabalhador.


7º § - Entre alguns exemplos, estão as meias de nylon que vêm perdendo qualidade desde sua origem em 1940, passando de um produto durável para descartável atualmente. No campo tecnológico, algumas empresas como a Apple projetam seus produtos com um prazo de validade muito curto e promovem a atualização contínua de seu software.


Fonte: https://maestrovirtuale.com/obsolescencia-programada-historia-tipos-consequencias/(com alterações)

Assinale a alternativa que apresenta corretamente os parágrafos, conforme a ordem da descrição a seguir:



→ No ___ parágrafo, apresentam-se vantagens e desvantagens da obsolescência programada.


→ No ___ parágrafo, apresentam-se as consequências negativas da obsolescência programada.


→ No ___ parágrafo, apresenta-se uma definição, contextualizando o leitor a respeito da temática dotexto.


→ No ___ parágrafo, apresenta-se uma subdivisão do conceito de obsolescência.


→ No ___ parágrafo, apresentam-se exemplos de produtos que são criados para terem vida útil curta.


→ No ___ parágrafo, apresenta-se um breve histórico do conceito de obsolescência.


→ No ___ parágrafo, apresentam-se ações necessárias para evitar a obsolescência programada.



Alternativas
Q3488383 Português

Considere o fragmento de texto a seguir para a questão


1º § - A obsolescência é uma estratégia utilizada pelos fabricantes para reduzir a vida útil dos produtos. Dessa forma, o consumo é promovido e maiores ganhos econômicos são obtidos.


2º § - Essa estratégia se originou no início do século XX, com o desenvolvimento da Revolução Industrial. Seu conceito foi mais claramente definido pelo americano Bernarda London em 1932, que propôs implementá-lo como uma lei.


3º § - Dois tipos básicos de obsolescência programada foram definidos. Na obsolescência técnica, o equipamento é projetado para ter uma curta duração. A obsolescência percebida manipula a mente do consumidor através da publicidade, de forma que considera objetos obsoletos porque não estão na moda.


4º § - A obsolescência programada tem consequências ambientais e sociais. No nível ambiental, o estímulo ao consumo gera uma grande quantidade de resíduos que afeta pessoas e ecossistemas. Do ponto de vista social, aumentam as desigualdades entre os países de maior renda e os menos desenvolvidos.


5º § - Para evitar a obsolescência planejada, devem ser geradas leis que proíbem essa prática e promovam a reciclagem e a produção de bens duradouros. Além disso, a conscientização do consumidor deve ser criada para tornar o consumo responsável.


6º § - As vantagens da obsolescência programada são percebidas pelas empresas, uma vez que essa prática estimula o consumo, gera lucros e gera empregos. Embora suas desvantagens sejam sofridas por todo o planeta, contribuindo para a crise ambiental global e exigindo mão-de-obra barata sem proteção ao trabalhador.


7º § - Entre alguns exemplos, estão as meias de nylon que vêm perdendo qualidade desde sua origem em 1940, passando de um produto durável para descartável atualmente. No campo tecnológico, algumas empresas como a Apple projetam seus produtos com um prazo de validade muito curto e promovem a atualização contínua de seu software.


Fonte: https://maestrovirtuale.com/obsolescencia-programada-historia-tipos-consequencias/(com alterações)

Considerando o conteúdo do texto, assinale a alternativa que apresentar uma afirmação integralmente correta.
Alternativas
Q3488382 Português

Considere o fragmento de texto a seguir para a questão


1º § - A obsolescência é uma estratégia utilizada pelos fabricantes para reduzir a vida útil dos produtos. Dessa forma, o consumo é promovido e maiores ganhos econômicos são obtidos.


2º § - Essa estratégia se originou no início do século XX, com o desenvolvimento da Revolução Industrial. Seu conceito foi mais claramente definido pelo americano Bernarda London em 1932, que propôs implementá-lo como uma lei.


3º § - Dois tipos básicos de obsolescência programada foram definidos. Na obsolescência técnica, o equipamento é projetado para ter uma curta duração. A obsolescência percebida manipula a mente do consumidor através da publicidade, de forma que considera objetos obsoletos porque não estão na moda.


4º § - A obsolescência programada tem consequências ambientais e sociais. No nível ambiental, o estímulo ao consumo gera uma grande quantidade de resíduos que afeta pessoas e ecossistemas. Do ponto de vista social, aumentam as desigualdades entre os países de maior renda e os menos desenvolvidos.


5º § - Para evitar a obsolescência planejada, devem ser geradas leis que proíbem essa prática e promovam a reciclagem e a produção de bens duradouros. Além disso, a conscientização do consumidor deve ser criada para tornar o consumo responsável.


6º § - As vantagens da obsolescência programada são percebidas pelas empresas, uma vez que essa prática estimula o consumo, gera lucros e gera empregos. Embora suas desvantagens sejam sofridas por todo o planeta, contribuindo para a crise ambiental global e exigindo mão-de-obra barata sem proteção ao trabalhador.


7º § - Entre alguns exemplos, estão as meias de nylon que vêm perdendo qualidade desde sua origem em 1940, passando de um produto durável para descartável atualmente. No campo tecnológico, algumas empresas como a Apple projetam seus produtos com um prazo de validade muito curto e promovem a atualização contínua de seu software.


Fonte: https://maestrovirtuale.com/obsolescencia-programada-historia-tipos-consequencias/(com alterações)

Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação integralmente correta.
Alternativas
Q3488003 Português

Leia o texto abaixo, Furto de flor, Carlos Drummond de Andrande, para responder a questão.


Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.

Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumiria a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico das flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:

- Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!


Disponível em: https://www.culturagenial.com/cronicas-curtas-com-interpretacao/155Acesso em: 08 de jan. 2024.

Segundo o texto a flor não estava:
Alternativas
Q3488002 Português

Leia o texto abaixo, Furto de flor, Carlos Drummond de Andrande, para responder a questão.


Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.

Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumiria a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico das flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:

- Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!


Disponível em: https://www.culturagenial.com/cronicas-curtas-com-interpretacao/155Acesso em: 08 de jan. 2024.

Não é sinônimo da palavra DELICADA:
Alternativas
Q3488001 Português

Leia o texto abaixo, Furto de flor, Carlos Drummond de Andrande, para responder a questão.


Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.

Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumiria a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico das flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:

- Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!


Disponível em: https://www.culturagenial.com/cronicas-curtas-com-interpretacao/155Acesso em: 08 de jan. 2024.

Segundo o texto o que aconteceu quando o porteiro do edifício cochilava?
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FEPESE Órgão: CIDASC Prova: FEPESE - 2024 - CIDASC - Médico Veterinário |
Q3487683 Português
Texto 1


Cidasc é responsável pelo acompanhamento da comercialização do tabaco


A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) firma, todos os anos, contrato de prestação de serviços com a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) para realizar, no Estado catarinense, o acompanhamento da comercialização de Tabaco em folha Curado, ou seja, o fumo em folha proveniente da espécie Nicotina Tabacum L., submetido à cura artificial ou natural. O objetivo é verificar a qualidade e a sanidade do produto comercializado; acompanhar nos pontos de comercialização; e atuar como mediador entre a indústria e o produtor, quando houver divergência, seguindo o instruído, que estabelece a Instrução Normativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) n.º 10, de 13 de abril de 2007, que regulamenta a identidade, qualidade, embalagem, marcação e apresentação do produto.


O tabaco produzido no Brasil é um produto de qualidade reconhecido mundialmente. Em Santa Catarina é uma cultura de relevância social e econômica, que movimenta mais de R$ 6 bilhões ao ano, segundo dados da Afubra. No ano de 2023, somente em Santa Catarina, foram realizados mais de 900 plantões in loco, nos pontos de compras localizados em onze municípios. O acompanhamento dos profissionais da Cidasc é feito na esteira de classificação do produto, junto à fumageira, para posterior acordo de comercialização. Neste ano, de 1º de janeiro até 30 de junho, foram acompanhadas mais de 9 mil comercializações no Estado catarinense.


[…]


O processo industrial, porém, é apenas uma das etapas do chamado “complexo fumageiro”, que envolve, além da indústria, o comércio e a produção da matéria-prima. Essa fica por conta de milhares de produtores rurais, integrados à indústria, ou não integrados, normalmente alicerçados no modelo de pequena propriedade familiar rural.


O tabaco, separado por classe, é comercializado em manocas (maço de folhas de fumo seco) e em fardos. A valorização do produto na compra das fumageiras pode variar de uma empresa para outra dependendo do mercado a ser destinado. A classificação dos produtos de origem vegetal facilita os procedimentos de comercialização dentro do país, diretamente, e indiretamente para a exportação.


[…]


Disponível em: https://estado.sc.gov.br/noticias/safra-de-tabaco- -cidasc-e-responsavel-pelo-acompanhamento-da-comercializacao- -do-produto-junto-as-fumageiras-catarinenses-2/. Acesso em: 22 de mar 2024. Publicado em: 11 de ago 2023. Fragmento adaptado.
Assinale a alternativa correta sobre as frases extraídas do texto 1.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FEPESE Órgão: CIDASC Prova: FEPESE - 2024 - CIDASC - Médico Veterinário |
Q3487681 Português
Texto 1


Cidasc é responsável pelo acompanhamento da comercialização do tabaco


A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) firma, todos os anos, contrato de prestação de serviços com a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) para realizar, no Estado catarinense, o acompanhamento da comercialização de Tabaco em folha Curado, ou seja, o fumo em folha proveniente da espécie Nicotina Tabacum L., submetido à cura artificial ou natural. O objetivo é verificar a qualidade e a sanidade do produto comercializado; acompanhar nos pontos de comercialização; e atuar como mediador entre a indústria e o produtor, quando houver divergência, seguindo o instruído, que estabelece a Instrução Normativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) n.º 10, de 13 de abril de 2007, que regulamenta a identidade, qualidade, embalagem, marcação e apresentação do produto.


O tabaco produzido no Brasil é um produto de qualidade reconhecido mundialmente. Em Santa Catarina é uma cultura de relevância social e econômica, que movimenta mais de R$ 6 bilhões ao ano, segundo dados da Afubra. No ano de 2023, somente em Santa Catarina, foram realizados mais de 900 plantões in loco, nos pontos de compras localizados em onze municípios. O acompanhamento dos profissionais da Cidasc é feito na esteira de classificação do produto, junto à fumageira, para posterior acordo de comercialização. Neste ano, de 1º de janeiro até 30 de junho, foram acompanhadas mais de 9 mil comercializações no Estado catarinense.


[…]


O processo industrial, porém, é apenas uma das etapas do chamado “complexo fumageiro”, que envolve, além da indústria, o comércio e a produção da matéria-prima. Essa fica por conta de milhares de produtores rurais, integrados à indústria, ou não integrados, normalmente alicerçados no modelo de pequena propriedade familiar rural.


O tabaco, separado por classe, é comercializado em manocas (maço de folhas de fumo seco) e em fardos. A valorização do produto na compra das fumageiras pode variar de uma empresa para outra dependendo do mercado a ser destinado. A classificação dos produtos de origem vegetal facilita os procedimentos de comercialização dentro do país, diretamente, e indiretamente para a exportação.


[…]


Disponível em: https://estado.sc.gov.br/noticias/safra-de-tabaco- -cidasc-e-responsavel-pelo-acompanhamento-da-comercializacao- -do-produto-junto-as-fumageiras-catarinenses-2/. Acesso em: 22 de mar 2024. Publicado em: 11 de ago 2023. Fragmento adaptado.
Assinale a pergunta que tem resposta no texto 1. 
Alternativas
Q3487610 Português

As frases abaixo expressam:



Estudou tanto, que ficou em último lugar!


Chegou cedo, hein?


Estou de recuperação na escola, parabéns


para mim!


Felicidade é trabalhar muito e receber pouco.

Alternativas
Q3487609 Português
Todas as frases abaixo são Metáforas, exceto:
Alternativas
Q3487607 Português
Todas as frases abaixo apresentam um Disfemismo, exceto:
Alternativas
Q3487453 Português

Analise as frases abaixo e assinale a alternativa que corresponde ao que estas frases tratam:



"As mulheres apanham porque gostam ou porque provocam."


"É melhor continuar na relação, mesmo sofrendo agressões, do que se separar e criar o filho sem o pai."


"Em briga de marido e mulher não se



Alternativas
Q3487359 Português

Leia o texto para responder à questão.


O arteiro e o tempo


Se o Tempo tivesse uma cara, como seria? Para começar, não seria uma cara. Seriam várias. A cara do Tempo mudaria a toda hora. Bem, não a toda hora. Mas certamente a todo o ano.


 A cara do Tempo ao nascer seria igual à cara de qualquer recém-nascido. Meio amassada, como um papel de embrulho que não se consegue alisar. Alguém poderia dizer “É a cara do pai” mas só estaria sendo delicado. Ao nascer, ninguém é a cara de ninguém.


Aliás, os dois ou três dias depois do nascimento são os únicos dias da vida em que a nossa cara é só nossa. Depois começa a ficar parecida.


Com o tempo, a cara do Tempo iria mudando. Na infância, a cara da gente muda mais depressa. Sempre tem aquela tia que passa um ou dois meses sem nos ver e quando vê faz um escândalo.


— Não pode ser, como ele mudou! Ou então não acredita.


— É mentira. Esse não é ele!


E a gente não sabe se fica orgulhoso por ter crescido tanto e estar ali enganando a tia ou finge que acha engraçado. Mesmo que por dentro esteja pensando: “Saco”.


Depois, a nossa cara muda mais devagar. A cara de quem tem quinze anos é muito diferente da cara de quem tem dez. Mas a cara de quem tem 35 não é muito diferente da cara de quem tem trinta. Pelo menos não o bastante para enganar uma tia.


Depois de um certo tempo, o Tempo muda de cara devagar. Mas muda. Vai ficando enrugado, encurvado... Mas é engraçado: quanto mais velho fica o Tempo, mais rápido ele passa.


Quando ele é moço, o Tempo parece que nem anda. Você fica torcendo para ele passar depressa — principalmente no começo do ano escolar, quando as férias estão lá longe e cada dia leva uma semana para terminar e cada semana  leva um mês — e ele passa arrastando os pés, como um velho.


Quando fica velho, passa correndo, como um moço. E um moço atleta. Por isso os adultos não falam com o Tempo. Não conseguem. Ele não fica quieto. Criança, sim, pode conversar com o Tempo. Pedir coisas:


— Passa depressa, pô!


— Pra quê? 


— Pro verão chegar logo. Pro meu aniversário chegar logo. Pro Natal chegar logo.


— Calma... — Anda! — Tem tempo...


E o Tempo se espreguiça. E é capaz até de tirar uma soneca na sua cara. Afinal, ele tem todo o tempo do mundo. Ele é todo o tempo do mundo.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Considere o excerto a seguir: “(...) quanto mais velho fica o Tempo, mais rápido ele passa.” As duas orações que formam a sentença apresentada no excerto dado se relacionam de forma a exprimir um sentido: 
Alternativas
Q3487354 Português

Leia o texto para responder à questão.


O arteiro e o tempo


Se o Tempo tivesse uma cara, como seria? Para começar, não seria uma cara. Seriam várias. A cara do Tempo mudaria a toda hora. Bem, não a toda hora. Mas certamente a todo o ano.


 A cara do Tempo ao nascer seria igual à cara de qualquer recém-nascido. Meio amassada, como um papel de embrulho que não se consegue alisar. Alguém poderia dizer “É a cara do pai” mas só estaria sendo delicado. Ao nascer, ninguém é a cara de ninguém.


Aliás, os dois ou três dias depois do nascimento são os únicos dias da vida em que a nossa cara é só nossa. Depois começa a ficar parecida.


Com o tempo, a cara do Tempo iria mudando. Na infância, a cara da gente muda mais depressa. Sempre tem aquela tia que passa um ou dois meses sem nos ver e quando vê faz um escândalo.


— Não pode ser, como ele mudou! Ou então não acredita.


— É mentira. Esse não é ele!


E a gente não sabe se fica orgulhoso por ter crescido tanto e estar ali enganando a tia ou finge que acha engraçado. Mesmo que por dentro esteja pensando: “Saco”.


Depois, a nossa cara muda mais devagar. A cara de quem tem quinze anos é muito diferente da cara de quem tem dez. Mas a cara de quem tem 35 não é muito diferente da cara de quem tem trinta. Pelo menos não o bastante para enganar uma tia.


Depois de um certo tempo, o Tempo muda de cara devagar. Mas muda. Vai ficando enrugado, encurvado... Mas é engraçado: quanto mais velho fica o Tempo, mais rápido ele passa.


Quando ele é moço, o Tempo parece que nem anda. Você fica torcendo para ele passar depressa — principalmente no começo do ano escolar, quando as férias estão lá longe e cada dia leva uma semana para terminar e cada semana  leva um mês — e ele passa arrastando os pés, como um velho.


Quando fica velho, passa correndo, como um moço. E um moço atleta. Por isso os adultos não falam com o Tempo. Não conseguem. Ele não fica quieto. Criança, sim, pode conversar com o Tempo. Pedir coisas:


— Passa depressa, pô!


— Pra quê? 


— Pro verão chegar logo. Pro meu aniversário chegar logo. Pro Natal chegar logo.


— Calma... — Anda! — Tem tempo...


E o Tempo se espreguiça. E é capaz até de tirar uma soneca na sua cara. Afinal, ele tem todo o tempo do mundo. Ele é todo o tempo do mundo.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

O advérbio “certamente”, no excerto “Mas certamente a todo o ano.”, poderia ser substituído, sem prejuízo de valor, pela expressão:
Alternativas
Respostas
17881: A
17882: C
17883: C
17884: C
17885: E
17886: D
17887: A
17888: E
17889: C
17890: B
17891: D
17892: D
17893: B
17894: C
17895: C
17896: B
17897: D
17898: D
17899: D
17900: A