Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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"A leitura é" no inicio de alguns parágrafos.
I - O texto está organizado com frases, períodos e parágrafos.
II - No texto, há parágrafos escritos com um período apenas.
III - O primeiro período do (1º§) apresenta definição literal e fidedigna de leitura.
IV - A expressão: “ler é muito mais do que decodificar” enuncia ideia entre “a leitura e a decodificação da mensagem”.
Na expressão destacada, encontra-se uma figura de linguagem denominada:
De acordo com o texto base, qual das afirmações a seguir é correta em relação à microbiota da pele humana?
( ) a hipérbole é uma figura de linguagem de pensamento.
( ) No diálogo “Não estou satisfeita com as tuas notas, filho. — Eu sei, mãe. Não sou bom nessas matérias.”, a figura de linguagem presente é denominada litote.
( ) Na frase “os diários contam segredos” e “a floresta clama por piedade” a figura de linguagem personificação, também chamado de prosopopeia, está presente.
( ) Na frase “Gosto de campo, ele de praia” a figura de linguagem presente representa uma zeugma.
( ) Na frase “A testemunha faltou com a verdade” a figura de linguagem presente representa um eufemismo.
( 1 ) Metáfora
( 2 ) Comparação
( 3 ) Metonímia
( 4 ) Catacrese
( 5 ) Sinestesia
(A) Ela é linda como uma princesa.
(B) Seu filho é um furacão no campo.
(C) Precisamos de muitos braços para este trabalho.
(D) Eu me lembro daquela noite de verão em Feijó, comendo o melhor açaí do Brasil,e do aroma doce dos seus cabelos.
(E) Use a asa da xícara para não queimar a palma da mão ou seus dedos.
O sinônimo que melhor representa o vocábulo destacado, nesta frase, é:
Observe o diálogo a seguir:

https://cm-klscontent.s3.amazonaws.com/201801/INTERATIVAS_2_0/AQUISICAO_E_DESENV OLVIMENTO_DA_LINGUAGEM/U1/LIVRO_UNICO.pdf
O sexto estágio do desenvolvimento da linguagem ocorre quando a criança atinge os dois anos de idade, aproximadamente, e dura um ano. Quando chega aos dois anos, a criança possui um vocabulário de aproximadamente 400 palavras, mas não usa artigos (“o”, “a”) nem conjunções (“e”, “mas”). Ao final do segundo ano, terá um vocabulário de 900 palavras e já usará artigos e pronomes (“ele”, “ela”). Pelo diálogo, pode-se perceber que a criança:
“No início deste ano, o professor Jacques Pironon estava à procura de metano na Bacia de Lorraine, no nordeste de França, quando sua equipe fez uma descoberta inesperada. A cerca de 3.000 metros de profundidade, eles encontraram um grande depósito de hidrogênio. ‘É o que chamamos de sorte’, diz Pironon, diretor de pesquisa do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) da França, na Universidade de Lorraine.
Não muito tempo atrás, tal descoberta teria apenas despertado interesse acadêmico. Hoje em dia, ela gera um frenesi. Isso porque muitos pensam que o hidrogênio será um combustível essencial nos próximos anos. Argumenta-se que esta poderá ser a chave para levar a economia global a zerar suas emissões de gases poluentes, uma vez que o hidrogênio não produz CO2 quando utilizado como combustível ou em processos industriais.”
DESCOBERTA de hidrogênio subterrâneo poderá criar nova 'corrida do ouro' no mundo. BBC Brasil, 12 de dezembro de 2023. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c102l2l693lo. Acesso em: 12 dez. 2023.
Assinale a alternativa que identifica, em meio a essas palavras, aquela que contribui para a coesão referencial do enunciado com base na hiperonímia.
Texto para a questão.
O escritor é um sádico
Publicado em 11/12/2023 | Paulo Pestana | Crônica
Todo mundo que mexe com palavras já pensou em escrever um romance. Mas nada é mais desanimador para um candidato a escritor do que ir a uma biblioteca ou livraria. Ao olhar em volta, o sujeito se vê cercado de histórias encadernadas; o que ainda falta para ser escrito? Qual história ainda não foi contada?
Depois do teatro de Shakespeare[,] restou pouco para ser escrito sobre a condição humana, mas, ainda assim, de lá para cá, muitas histórias foram contadas, encantaram leitores, viraram filmes, influenciaram pessoas. Portanto, histórias não se encerram no ‘fim’ da última página; há sempre algo para vir em seguida. Só que, cá para nós, essa história também já foi contada. No mito de Sherazade, por exemplo.
Mas quem trabalha com palavras é incorrigível; acredita em deuses, procura respostas, namora o improvável, recusa o inexequível. E foi assim que meu amigo começou o projeto de escrever o grande romance da história do Brasil. Traçou o plano literário do jeito que tinha aprendido num desses livros que ensinam a fazer romance, com uma intrincada sucessão de resumos de capítulos que mais parecia aqueles painéis de investigação policial do cinema.
A ideia dele era partir de núcleos familiares em cidades mais antigas e, a partir dos personagens principais, montar pequenos dramas em torno de grandes acontecimentos históricos, até que as famílias fossem se desmembrando por meio de migrações que fizessem um resumo da ocupação do país, como a busca por esmeraldas, o êxodo cearense para o Acre na época da borracha, a Brasília prometida dos candangos, a chegada dos europeus.
Isso tudo ele me contou no espaço de uns três cafezinhos, tão empolgado com a novela, que eu nem tive coragem de dizer que já tinha lido algo bem parecido. Duas semanas nos encontramos novamente, e ele disse que havia dado um tempo na ideia. Falta amadurecer, me disse ele.
E me lembrei de mim mesmo, que cismei de começar a escrever um livro quando estivesse ardendo de febre; achava – como todo jovem acha – que há verdades que só vão aparecer do delírio. Foram meses de espera de uma febre que não vinha; demorou, foi um período em que nem um mísero e vulgar resfriado esteve disponível para meu talento literário.
Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.
Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.
PESTANA, Paulo. O escritor é um sádico. Correio Braziliense, 11 de dezembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/oescritor-e-um-sadico/. Acesso em: 12 dez. 2023. Adaptado.
Texto para a questão.
O escritor é um sádico
Publicado em 11/12/2023 | Paulo Pestana | Crônica
Todo mundo que mexe com palavras já pensou em escrever um romance. Mas nada é mais desanimador para um candidato a escritor do que ir a uma biblioteca ou livraria. Ao olhar em volta, o sujeito se vê cercado de histórias encadernadas; o que ainda falta para ser escrito? Qual história ainda não foi contada?
Depois do teatro de Shakespeare[,] restou pouco para ser escrito sobre a condição humana, mas, ainda assim, de lá para cá, muitas histórias foram contadas, encantaram leitores, viraram filmes, influenciaram pessoas. Portanto, histórias não se encerram no ‘fim’ da última página; há sempre algo para vir em seguida. Só que, cá para nós, essa história também já foi contada. No mito de Sherazade, por exemplo.
Mas quem trabalha com palavras é incorrigível; acredita em deuses, procura respostas, namora o improvável, recusa o inexequível. E foi assim que meu amigo começou o projeto de escrever o grande romance da história do Brasil. Traçou o plano literário do jeito que tinha aprendido num desses livros que ensinam a fazer romance, com uma intrincada sucessão de resumos de capítulos que mais parecia aqueles painéis de investigação policial do cinema.
A ideia dele era partir de núcleos familiares em cidades mais antigas e, a partir dos personagens principais, montar pequenos dramas em torno de grandes acontecimentos históricos, até que as famílias fossem se desmembrando por meio de migrações que fizessem um resumo da ocupação do país, como a busca por esmeraldas, o êxodo cearense para o Acre na época da borracha, a Brasília prometida dos candangos, a chegada dos europeus.
Isso tudo ele me contou no espaço de uns três cafezinhos, tão empolgado com a novela, que eu nem tive coragem de dizer que já tinha lido algo bem parecido. Duas semanas nos encontramos novamente, e ele disse que havia dado um tempo na ideia. Falta amadurecer, me disse ele.
E me lembrei de mim mesmo, que cismei de começar a escrever um livro quando estivesse ardendo de febre; achava – como todo jovem acha – que há verdades que só vão aparecer do delírio. Foram meses de espera de uma febre que não vinha; demorou, foi um período em que nem um mísero e vulgar resfriado esteve disponível para meu talento literário.
Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.
Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.
PESTANA, Paulo. O escritor é um sádico. Correio Braziliense, 11 de dezembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/oescritor-e-um-sadico/. Acesso em: 12 dez. 2023. Adaptado.