Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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“Aqueça uma frigideira com um fio de azeite e refogue a abobrinha cortada em cubos. Tempere com sal e reserve. Numa tigela, misture os ovos, o creme de leite e o iogurte. Tempere com sal e pimenta a gosto.”
SEFARIM, Isabela. Receita de quiche de abobrinha com alho-poró. Cláudia, 21 de janeiro de 2020. Disponível em: https://claudia.abril.com.br/cozinha/gastronomia/receita-de-quiche-de-abobrinhacom-alho-poro/. Acesso em: 13 jan. 2024.
Qual das expressões apresentadas na opção, extraídas desse excerto, representa uma ocorrência da linguagem conotativa?
Texto para a questão.
Peixe da Amazônia sensível ao calor intenso
da Revista Pesquisa FAPESP
Nativo da Amazônia e consumido em todo o país, o tambaqui (Colossoma macropomum) se mostrou sensível a agrotóxicos encontrados nos rios da região Norte. Os efeitos se agravam – e as defesas do organismo contra contaminação caem ainda mais – quando os pesticidas agem sob temperaturas mais elevadas que as atuais, como previsto pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) submeteram 36 tambaquis jovens, com 35 gramas e 10 centímetros em média, divididos em três grupos, a condições experimentais por 96 horas. Depois, avaliaram os efeitos da mistura de quatro agrotóxicos (os inseticidas clorpirifós e malation, o fungicida carbendazim e o herbicida atrazina) sob as condições ambientais atuais e as previstas para 2100 (com aumento de 5 graus Celsius e de 700 partes por milhão de CO2) sobre sangue, brânquias, fígado, cérebro e músculos. Os pesticidas causaram danos mesmo em baixas concentrações. Quanto maior o calor, mais intensas são as alterações nas enzimas antioxidantes, no DNA e no fígado, reduzindo a capacidade de se ajustar às mudanças climáticas. Conclusão: a combinação de estímulos externos poderia comprometer a sobrevivência da espécie. Após a tilápia (Oreochromis niloticus, uma espécie exótica), o tambaqui é a segunda espécie de peixe mais cultivada no País, principalmente em Rondônia, Maranhão e Roraima. Tem em média 70 cm de comprimento e pode pesar até 30 quilos (Science of The Total Environment, abril).
Este texto foi originalmente publicado por Pesquisa FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/peixe-da-amazonia-sensivel-ao-calor-intenso/. Acesso em: 14 jun. 2024.
Texto para a questão.
Peixe da Amazônia sensível ao calor intenso
da Revista Pesquisa FAPESP
Nativo da Amazônia e consumido em todo o país, o tambaqui (Colossoma macropomum) se mostrou sensível a agrotóxicos encontrados nos rios da região Norte. Os efeitos se agravam – e as defesas do organismo contra contaminação caem ainda mais – quando os pesticidas agem sob temperaturas mais elevadas que as atuais, como previsto pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) submeteram 36 tambaquis jovens, com 35 gramas e 10 centímetros em média, divididos em três grupos, a condições experimentais por 96 horas. Depois, avaliaram os efeitos da mistura de quatro agrotóxicos (os inseticidas clorpirifós e malation, o fungicida carbendazim e o herbicida atrazina) sob as condições ambientais atuais e as previstas para 2100 (com aumento de 5 graus Celsius e de 700 partes por milhão de CO2) sobre sangue, brânquias, fígado, cérebro e músculos. Os pesticidas causaram danos mesmo em baixas concentrações. Quanto maior o calor, mais intensas são as alterações nas enzimas antioxidantes, no DNA e no fígado, reduzindo a capacidade de se ajustar às mudanças climáticas. Conclusão: a combinação de estímulos externos poderia comprometer a sobrevivência da espécie. Após a tilápia (Oreochromis niloticus, uma espécie exótica), o tambaqui é a segunda espécie de peixe mais cultivada no País, principalmente em Rondônia, Maranhão e Roraima. Tem em média 70 cm de comprimento e pode pesar até 30 quilos (Science of The Total Environment, abril).
Este texto foi originalmente publicado por Pesquisa FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/peixe-da-amazonia-sensivel-ao-calor-intenso/. Acesso em: 14 jun. 2024.
“Momentos de insegurança e incerteza são experiências universais. Desde a criança que dá seus primeiros passos na pré-escola até uma grande celebridade ou um profissional de sucesso, todos enfrentamos desafios que podem nos deixar ansiosos e inseguros. Mesmo com uma carreira de mais de trinta anos, também não estou imune a esses sentimentos. É vital reconhecer que a insegurança é uma parte normal da jornada humana, e devemos estar dispostos a falar abertamente sobre isso.”
Qual dos trechos abaixo, extraídos desse excerto, representa a tese defendida pelo articulista?
Atenção! Leia atentamente o texto abaixo e responda à questão
Mussum: O Filmis acerta ao priorizar o lado humano do artista Ailton Graça faz da cinebiografia a obra máxima de sua carreira
André Zulani
Quase nenhuma cinebiografia passa ilesa de críticas. Seja por explorar demais as polêmicas de um indivíduo ou por usar de menos a tal fidelidade histórica, levar a trajetória de um ídolo amado (ou odiado) para as telas sempre vai causar controvérsias. No caso de Mussum: O Filmis, a falta de detalhes sobre os principais momentos da vida de Antônio Carlos Bernardes Gomes, popularmente conhecido como Mussum, não é capaz de derrubar a força de seu elenco.
Nascido e criado nas favelas do Rio de Janeiro, Carlinhos, como era chamado antes de se tornar o ídolo de Os Trapalhões, era uma criança destinada ao estrelato. A origem humilde nunca o impediu de buscar seus sonhos, e a influência da mãe, dona Malvina (Cacau Potássio/Neusa Borges) o levou a priorizar a educação para nunca ficar para trás em um país marcado pelo racismo e desigualdade.
Desde o início, o roteiro escrito por Paulo Cursino mostra que a prioridade de Mussum: O Filmis não é preparar o terreno para a entrada triunfal do comediante que marcou gerações. Aqui, Carlinhos é a grande estrela, e sua trajetória é tão ou mais importante do que os feitos do artista na música, com Os Originais do Samba, ou na TV, com Os Trapalhões.
Dar ênfase em sua vida e dilemas pessoais faz com que as passagens pela vida pública de Mussum pareçam um tanto rasas. Com exceção da crise sobre continuar no Os Originais do Samba ou abraçar de vez o seu talento como humorista, todas as fases do artista na TV e no cinema passam tão rápido quanto um easter egg em um filme da Marvel.
Sendo Mussum tão marcante para a TV brasileira, o diretor Silvio Guindane toma a decisão acertada de dar mais ênfase ao nascimento do personagem e à veia cômica de Antônio Carlos que o fez ganhar, aos poucos, cada vez mais espaço como humorista. Da primeira participação em um programa ao lado de Grande Otelo (Nando Cunha) à parceria com Chico Anysio (Vanderlei Benardino) nos primórdios da Escola do Professor Raimundo, ver o ídolo ganhar vida é um dos grandes méritos da produção.
Para quem se apaixonou por Mussum por seu trabalho em Os Trapalhões, o longa pode ficar aquém dos elogios que recebeu desde que começou a sua trajetória em festivais. As conhecidas desavenças entre o grupo também formado por Didi (Gero Camilo), Dedé (Felipe Rocha) e Zacarias (Gustavo Nader), potencializada pela ascensão quase meteórica do quarteto na Rede Globo, são apenas pinceladas em um filme no qual Carlinhos nunca deixa de ser o astro.
Ao não ficar refém do legado de Os Trapalhões, Ailton Graça tem espaço para brilhar como Carlinhos e como Mussum. Se Yuri Marçal e Thawan Lucas fazem jus às suas escalações como a versão jovem do protagonista, Graça rouba para si todo o destaque. Em sua pele, Mussum deixa de ser apenas um personagem cômico e se torna um ícone apaixonante.
Embora seja a alma do filme, Graça tem em Neusa Borges uma força da natureza que eleva a qualidade da produção em cada cena em que aparece. Se Dona Malvina foi o motor que ajudou Antônio Carlos a se tornar o homem que conhecemos, a parceria da atriz com o protagonista injeta drama à narrativa e faz da dupla o maior trunfo do longa.
Passados quase 30 anos da morte do astro, Mussum: O Filmis se prova uma cinebiografia necessária sobre um dos principais ícones do humor brasileiro. O trabalho de Mussum pode ser encontrando com uma breve pesquisa na internet, mas o longa cumpre muito bem a sua principal missão: apresentar Antônio Carlos Bernardes Gomes ao mundo.
(Fonte: https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/mussum-o-filmis-critica)
Atenção! Leia atentamente o texto abaixo e responda à questão
Mussum: O Filmis acerta ao priorizar o lado humano do artista Ailton Graça faz da cinebiografia a obra máxima de sua carreira
André Zulani
Quase nenhuma cinebiografia passa ilesa de críticas. Seja por explorar demais as polêmicas de um indivíduo ou por usar de menos a tal fidelidade histórica, levar a trajetória de um ídolo amado (ou odiado) para as telas sempre vai causar controvérsias. No caso de Mussum: O Filmis, a falta de detalhes sobre os principais momentos da vida de Antônio Carlos Bernardes Gomes, popularmente conhecido como Mussum, não é capaz de derrubar a força de seu elenco.
Nascido e criado nas favelas do Rio de Janeiro, Carlinhos, como era chamado antes de se tornar o ídolo de Os Trapalhões, era uma criança destinada ao estrelato. A origem humilde nunca o impediu de buscar seus sonhos, e a influência da mãe, dona Malvina (Cacau Potássio/Neusa Borges) o levou a priorizar a educação para nunca ficar para trás em um país marcado pelo racismo e desigualdade.
Desde o início, o roteiro escrito por Paulo Cursino mostra que a prioridade de Mussum: O Filmis não é preparar o terreno para a entrada triunfal do comediante que marcou gerações. Aqui, Carlinhos é a grande estrela, e sua trajetória é tão ou mais importante do que os feitos do artista na música, com Os Originais do Samba, ou na TV, com Os Trapalhões.
Dar ênfase em sua vida e dilemas pessoais faz com que as passagens pela vida pública de Mussum pareçam um tanto rasas. Com exceção da crise sobre continuar no Os Originais do Samba ou abraçar de vez o seu talento como humorista, todas as fases do artista na TV e no cinema passam tão rápido quanto um easter egg em um filme da Marvel.
Sendo Mussum tão marcante para a TV brasileira, o diretor Silvio Guindane toma a decisão acertada de dar mais ênfase ao nascimento do personagem e à veia cômica de Antônio Carlos que o fez ganhar, aos poucos, cada vez mais espaço como humorista. Da primeira participação em um programa ao lado de Grande Otelo (Nando Cunha) à parceria com Chico Anysio (Vanderlei Benardino) nos primórdios da Escola do Professor Raimundo, ver o ídolo ganhar vida é um dos grandes méritos da produção.
Para quem se apaixonou por Mussum por seu trabalho em Os Trapalhões, o longa pode ficar aquém dos elogios que recebeu desde que começou a sua trajetória em festivais. As conhecidas desavenças entre o grupo também formado por Didi (Gero Camilo), Dedé (Felipe Rocha) e Zacarias (Gustavo Nader), potencializada pela ascensão quase meteórica do quarteto na Rede Globo, são apenas pinceladas em um filme no qual Carlinhos nunca deixa de ser o astro.
Ao não ficar refém do legado de Os Trapalhões, Ailton Graça tem espaço para brilhar como Carlinhos e como Mussum. Se Yuri Marçal e Thawan Lucas fazem jus às suas escalações como a versão jovem do protagonista, Graça rouba para si todo o destaque. Em sua pele, Mussum deixa de ser apenas um personagem cômico e se torna um ícone apaixonante.
Embora seja a alma do filme, Graça tem em Neusa Borges uma força da natureza que eleva a qualidade da produção em cada cena em que aparece. Se Dona Malvina foi o motor que ajudou Antônio Carlos a se tornar o homem que conhecemos, a parceria da atriz com o protagonista injeta drama à narrativa e faz da dupla o maior trunfo do longa.
Passados quase 30 anos da morte do astro, Mussum: O Filmis se prova uma cinebiografia necessária sobre um dos principais ícones do humor brasileiro. O trabalho de Mussum pode ser encontrando com uma breve pesquisa na internet, mas o longa cumpre muito bem a sua principal missão: apresentar Antônio Carlos Bernardes Gomes ao mundo.
(Fonte: https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/mussum-o-filmis-critica)
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Mussum: O Filmis acerta ao priorizar o lado humano do artista Ailton Graça faz da cinebiografia a obra máxima de sua carreira
André Zulani
Quase nenhuma cinebiografia passa ilesa de críticas. Seja por explorar demais as polêmicas de um indivíduo ou por usar de menos a tal fidelidade histórica, levar a trajetória de um ídolo amado (ou odiado) para as telas sempre vai causar controvérsias. No caso de Mussum: O Filmis, a falta de detalhes sobre os principais momentos da vida de Antônio Carlos Bernardes Gomes, popularmente conhecido como Mussum, não é capaz de derrubar a força de seu elenco.
Nascido e criado nas favelas do Rio de Janeiro, Carlinhos, como era chamado antes de se tornar o ídolo de Os Trapalhões, era uma criança destinada ao estrelato. A origem humilde nunca o impediu de buscar seus sonhos, e a influência da mãe, dona Malvina (Cacau Potássio/Neusa Borges) o levou a priorizar a educação para nunca ficar para trás em um país marcado pelo racismo e desigualdade.
Desde o início, o roteiro escrito por Paulo Cursino mostra que a prioridade de Mussum: O Filmis não é preparar o terreno para a entrada triunfal do comediante que marcou gerações. Aqui, Carlinhos é a grande estrela, e sua trajetória é tão ou mais importante do que os feitos do artista na música, com Os Originais do Samba, ou na TV, com Os Trapalhões.
Dar ênfase em sua vida e dilemas pessoais faz com que as passagens pela vida pública de Mussum pareçam um tanto rasas. Com exceção da crise sobre continuar no Os Originais do Samba ou abraçar de vez o seu talento como humorista, todas as fases do artista na TV e no cinema passam tão rápido quanto um easter egg em um filme da Marvel.
Sendo Mussum tão marcante para a TV brasileira, o diretor Silvio Guindane toma a decisão acertada de dar mais ênfase ao nascimento do personagem e à veia cômica de Antônio Carlos que o fez ganhar, aos poucos, cada vez mais espaço como humorista. Da primeira participação em um programa ao lado de Grande Otelo (Nando Cunha) à parceria com Chico Anysio (Vanderlei Benardino) nos primórdios da Escola do Professor Raimundo, ver o ídolo ganhar vida é um dos grandes méritos da produção.
Para quem se apaixonou por Mussum por seu trabalho em Os Trapalhões, o longa pode ficar aquém dos elogios que recebeu desde que começou a sua trajetória em festivais. As conhecidas desavenças entre o grupo também formado por Didi (Gero Camilo), Dedé (Felipe Rocha) e Zacarias (Gustavo Nader), potencializada pela ascensão quase meteórica do quarteto na Rede Globo, são apenas pinceladas em um filme no qual Carlinhos nunca deixa de ser o astro.
Ao não ficar refém do legado de Os Trapalhões, Ailton Graça tem espaço para brilhar como Carlinhos e como Mussum. Se Yuri Marçal e Thawan Lucas fazem jus às suas escalações como a versão jovem do protagonista, Graça rouba para si todo o destaque. Em sua pele, Mussum deixa de ser apenas um personagem cômico e se torna um ícone apaixonante.
Embora seja a alma do filme, Graça tem em Neusa Borges uma força da natureza que eleva a qualidade da produção em cada cena em que aparece. Se Dona Malvina foi o motor que ajudou Antônio Carlos a se tornar o homem que conhecemos, a parceria da atriz com o protagonista injeta drama à narrativa e faz da dupla o maior trunfo do longa.
Passados quase 30 anos da morte do astro, Mussum: O Filmis se prova uma cinebiografia necessária sobre um dos principais ícones do humor brasileiro. O trabalho de Mussum pode ser encontrando com uma breve pesquisa na internet, mas o longa cumpre muito bem a sua principal missão: apresentar Antônio Carlos Bernardes Gomes ao mundo.
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Mussum: O Filmis acerta ao priorizar o lado humano do artista Ailton Graça faz da cinebiografia a obra máxima de sua carreira
André Zulani
Quase nenhuma cinebiografia passa ilesa de críticas. Seja por explorar demais as polêmicas de um indivíduo ou por usar de menos a tal fidelidade histórica, levar a trajetória de um ídolo amado (ou odiado) para as telas sempre vai causar controvérsias. No caso de Mussum: O Filmis, a falta de detalhes sobre os principais momentos da vida de Antônio Carlos Bernardes Gomes, popularmente conhecido como Mussum, não é capaz de derrubar a força de seu elenco.
Nascido e criado nas favelas do Rio de Janeiro, Carlinhos, como era chamado antes de se tornar o ídolo de Os Trapalhões, era uma criança destinada ao estrelato. A origem humilde nunca o impediu de buscar seus sonhos, e a influência da mãe, dona Malvina (Cacau Potássio/Neusa Borges) o levou a priorizar a educação para nunca ficar para trás em um país marcado pelo racismo e desigualdade.
Desde o início, o roteiro escrito por Paulo Cursino mostra que a prioridade de Mussum: O Filmis não é preparar o terreno para a entrada triunfal do comediante que marcou gerações. Aqui, Carlinhos é a grande estrela, e sua trajetória é tão ou mais importante do que os feitos do artista na música, com Os Originais do Samba, ou na TV, com Os Trapalhões.
Dar ênfase em sua vida e dilemas pessoais faz com que as passagens pela vida pública de Mussum pareçam um tanto rasas. Com exceção da crise sobre continuar no Os Originais do Samba ou abraçar de vez o seu talento como humorista, todas as fases do artista na TV e no cinema passam tão rápido quanto um easter egg em um filme da Marvel.
Sendo Mussum tão marcante para a TV brasileira, o diretor Silvio Guindane toma a decisão acertada de dar mais ênfase ao nascimento do personagem e à veia cômica de Antônio Carlos que o fez ganhar, aos poucos, cada vez mais espaço como humorista. Da primeira participação em um programa ao lado de Grande Otelo (Nando Cunha) à parceria com Chico Anysio (Vanderlei Benardino) nos primórdios da Escola do Professor Raimundo, ver o ídolo ganhar vida é um dos grandes méritos da produção.
Para quem se apaixonou por Mussum por seu trabalho em Os Trapalhões, o longa pode ficar aquém dos elogios que recebeu desde que começou a sua trajetória em festivais. As conhecidas desavenças entre o grupo também formado por Didi (Gero Camilo), Dedé (Felipe Rocha) e Zacarias (Gustavo Nader), potencializada pela ascensão quase meteórica do quarteto na Rede Globo, são apenas pinceladas em um filme no qual Carlinhos nunca deixa de ser o astro.
Ao não ficar refém do legado de Os Trapalhões, Ailton Graça tem espaço para brilhar como Carlinhos e como Mussum. Se Yuri Marçal e Thawan Lucas fazem jus às suas escalações como a versão jovem do protagonista, Graça rouba para si todo o destaque. Em sua pele, Mussum deixa de ser apenas um personagem cômico e se torna um ícone apaixonante.
Embora seja a alma do filme, Graça tem em Neusa Borges uma força da natureza que eleva a qualidade da produção em cada cena em que aparece. Se Dona Malvina foi o motor que ajudou Antônio Carlos a se tornar o homem que conhecemos, a parceria da atriz com o protagonista injeta drama à narrativa e faz da dupla o maior trunfo do longa.
Passados quase 30 anos da morte do astro, Mussum: O Filmis se prova uma cinebiografia necessária sobre um dos principais ícones do humor brasileiro. O trabalho de Mussum pode ser encontrando com uma breve pesquisa na internet, mas o longa cumpre muito bem a sua principal missão: apresentar Antônio Carlos Bernardes Gomes ao mundo.
(Fonte: https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/mussum-o-filmis-critica)
Atenção! Leia atentamente o texto abaixo e responda à questão
Mussum: O Filmis acerta ao priorizar o lado humano do artista Ailton Graça faz da cinebiografia a obra máxima de sua carreira
André Zulani
Quase nenhuma cinebiografia passa ilesa de críticas. Seja por explorar demais as polêmicas de um indivíduo ou por usar de menos a tal fidelidade histórica, levar a trajetória de um ídolo amado (ou odiado) para as telas sempre vai causar controvérsias. No caso de Mussum: O Filmis, a falta de detalhes sobre os principais momentos da vida de Antônio Carlos Bernardes Gomes, popularmente conhecido como Mussum, não é capaz de derrubar a força de seu elenco.
Nascido e criado nas favelas do Rio de Janeiro, Carlinhos, como era chamado antes de se tornar o ídolo de Os Trapalhões, era uma criança destinada ao estrelato. A origem humilde nunca o impediu de buscar seus sonhos, e a influência da mãe, dona Malvina (Cacau Potássio/Neusa Borges) o levou a priorizar a educação para nunca ficar para trás em um país marcado pelo racismo e desigualdade.
Desde o início, o roteiro escrito por Paulo Cursino mostra que a prioridade de Mussum: O Filmis não é preparar o terreno para a entrada triunfal do comediante que marcou gerações. Aqui, Carlinhos é a grande estrela, e sua trajetória é tão ou mais importante do que os feitos do artista na música, com Os Originais do Samba, ou na TV, com Os Trapalhões.
Dar ênfase em sua vida e dilemas pessoais faz com que as passagens pela vida pública de Mussum pareçam um tanto rasas. Com exceção da crise sobre continuar no Os Originais do Samba ou abraçar de vez o seu talento como humorista, todas as fases do artista na TV e no cinema passam tão rápido quanto um easter egg em um filme da Marvel.
Sendo Mussum tão marcante para a TV brasileira, o diretor Silvio Guindane toma a decisão acertada de dar mais ênfase ao nascimento do personagem e à veia cômica de Antônio Carlos que o fez ganhar, aos poucos, cada vez mais espaço como humorista. Da primeira participação em um programa ao lado de Grande Otelo (Nando Cunha) à parceria com Chico Anysio (Vanderlei Benardino) nos primórdios da Escola do Professor Raimundo, ver o ídolo ganhar vida é um dos grandes méritos da produção.
Para quem se apaixonou por Mussum por seu trabalho em Os Trapalhões, o longa pode ficar aquém dos elogios que recebeu desde que começou a sua trajetória em festivais. As conhecidas desavenças entre o grupo também formado por Didi (Gero Camilo), Dedé (Felipe Rocha) e Zacarias (Gustavo Nader), potencializada pela ascensão quase meteórica do quarteto na Rede Globo, são apenas pinceladas em um filme no qual Carlinhos nunca deixa de ser o astro.
Ao não ficar refém do legado de Os Trapalhões, Ailton Graça tem espaço para brilhar como Carlinhos e como Mussum. Se Yuri Marçal e Thawan Lucas fazem jus às suas escalações como a versão jovem do protagonista, Graça rouba para si todo o destaque. Em sua pele, Mussum deixa de ser apenas um personagem cômico e se torna um ícone apaixonante.
Embora seja a alma do filme, Graça tem em Neusa Borges uma força da natureza que eleva a qualidade da produção em cada cena em que aparece. Se Dona Malvina foi o motor que ajudou Antônio Carlos a se tornar o homem que conhecemos, a parceria da atriz com o protagonista injeta drama à narrativa e faz da dupla o maior trunfo do longa.
Passados quase 30 anos da morte do astro, Mussum: O Filmis se prova uma cinebiografia necessária sobre um dos principais ícones do humor brasileiro. O trabalho de Mussum pode ser encontrando com uma breve pesquisa na internet, mas o longa cumpre muito bem a sua principal missão: apresentar Antônio Carlos Bernardes Gomes ao mundo.
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Mussum: O Filmis acerta ao priorizar o lado humano do artista Ailton Graça faz da cinebiografia a obra máxima de sua carreira
André Zulani
Quase nenhuma cinebiografia passa ilesa de críticas. Seja por explorar demais as polêmicas de um indivíduo ou por usar de menos a tal fidelidade histórica, levar a trajetória de um ídolo amado (ou odiado) para as telas sempre vai causar controvérsias. No caso de Mussum: O Filmis, a falta de detalhes sobre os principais momentos da vida de Antônio Carlos Bernardes Gomes, popularmente conhecido como Mussum, não é capaz de derrubar a força de seu elenco.
Nascido e criado nas favelas do Rio de Janeiro, Carlinhos, como era chamado antes de se tornar o ídolo de Os Trapalhões, era uma criança destinada ao estrelato. A origem humilde nunca o impediu de buscar seus sonhos, e a influência da mãe, dona Malvina (Cacau Potássio/Neusa Borges) o levou a priorizar a educação para nunca ficar para trás em um país marcado pelo racismo e desigualdade.
Desde o início, o roteiro escrito por Paulo Cursino mostra que a prioridade de Mussum: O Filmis não é preparar o terreno para a entrada triunfal do comediante que marcou gerações. Aqui, Carlinhos é a grande estrela, e sua trajetória é tão ou mais importante do que os feitos do artista na música, com Os Originais do Samba, ou na TV, com Os Trapalhões.
Dar ênfase em sua vida e dilemas pessoais faz com que as passagens pela vida pública de Mussum pareçam um tanto rasas. Com exceção da crise sobre continuar no Os Originais do Samba ou abraçar de vez o seu talento como humorista, todas as fases do artista na TV e no cinema passam tão rápido quanto um easter egg em um filme da Marvel.
Sendo Mussum tão marcante para a TV brasileira, o diretor Silvio Guindane toma a decisão acertada de dar mais ênfase ao nascimento do personagem e à veia cômica de Antônio Carlos que o fez ganhar, aos poucos, cada vez mais espaço como humorista. Da primeira participação em um programa ao lado de Grande Otelo (Nando Cunha) à parceria com Chico Anysio (Vanderlei Benardino) nos primórdios da Escola do Professor Raimundo, ver o ídolo ganhar vida é um dos grandes méritos da produção.
Para quem se apaixonou por Mussum por seu trabalho em Os Trapalhões, o longa pode ficar aquém dos elogios que recebeu desde que começou a sua trajetória em festivais. As conhecidas desavenças entre o grupo também formado por Didi (Gero Camilo), Dedé (Felipe Rocha) e Zacarias (Gustavo Nader), potencializada pela ascensão quase meteórica do quarteto na Rede Globo, são apenas pinceladas em um filme no qual Carlinhos nunca deixa de ser o astro.
Ao não ficar refém do legado de Os Trapalhões, Ailton Graça tem espaço para brilhar como Carlinhos e como Mussum. Se Yuri Marçal e Thawan Lucas fazem jus às suas escalações como a versão jovem do protagonista, Graça rouba para si todo o destaque. Em sua pele, Mussum deixa de ser apenas um personagem cômico e se torna um ícone apaixonante.
Embora seja a alma do filme, Graça tem em Neusa Borges uma força da natureza que eleva a qualidade da produção em cada cena em que aparece. Se Dona Malvina foi o motor que ajudou Antônio Carlos a se tornar o homem que conhecemos, a parceria da atriz com o protagonista injeta drama à narrativa e faz da dupla o maior trunfo do longa.
Passados quase 30 anos da morte do astro, Mussum: O Filmis se prova uma cinebiografia necessária sobre um dos principais ícones do humor brasileiro. O trabalho de Mussum pode ser encontrando com uma breve pesquisa na internet, mas o longa cumpre muito bem a sua principal missão: apresentar Antônio Carlos Bernardes Gomes ao mundo.
(Fonte: https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/mussum-o-filmis-critica)
Atenção! Leia atentamente o texto abaixo e responda à questão
Mussum: O Filmis acerta ao priorizar o lado humano do artista Ailton Graça faz da cinebiografia a obra máxima de sua carreira
André Zulani
Quase nenhuma cinebiografia passa ilesa de críticas. Seja por explorar demais as polêmicas de um indivíduo ou por usar de menos a tal fidelidade histórica, levar a trajetória de um ídolo amado (ou odiado) para as telas sempre vai causar controvérsias. No caso de Mussum: O Filmis, a falta de detalhes sobre os principais momentos da vida de Antônio Carlos Bernardes Gomes, popularmente conhecido como Mussum, não é capaz de derrubar a força de seu elenco.
Nascido e criado nas favelas do Rio de Janeiro, Carlinhos, como era chamado antes de se tornar o ídolo de Os Trapalhões, era uma criança destinada ao estrelato. A origem humilde nunca o impediu de buscar seus sonhos, e a influência da mãe, dona Malvina (Cacau Potássio/Neusa Borges) o levou a priorizar a educação para nunca ficar para trás em um país marcado pelo racismo e desigualdade.
Desde o início, o roteiro escrito por Paulo Cursino mostra que a prioridade de Mussum: O Filmis não é preparar o terreno para a entrada triunfal do comediante que marcou gerações. Aqui, Carlinhos é a grande estrela, e sua trajetória é tão ou mais importante do que os feitos do artista na música, com Os Originais do Samba, ou na TV, com Os Trapalhões.
Dar ênfase em sua vida e dilemas pessoais faz com que as passagens pela vida pública de Mussum pareçam um tanto rasas. Com exceção da crise sobre continuar no Os Originais do Samba ou abraçar de vez o seu talento como humorista, todas as fases do artista na TV e no cinema passam tão rápido quanto um easter egg em um filme da Marvel.
Sendo Mussum tão marcante para a TV brasileira, o diretor Silvio Guindane toma a decisão acertada de dar mais ênfase ao nascimento do personagem e à veia cômica de Antônio Carlos que o fez ganhar, aos poucos, cada vez mais espaço como humorista. Da primeira participação em um programa ao lado de Grande Otelo (Nando Cunha) à parceria com Chico Anysio (Vanderlei Benardino) nos primórdios da Escola do Professor Raimundo, ver o ídolo ganhar vida é um dos grandes méritos da produção.
Para quem se apaixonou por Mussum por seu trabalho em Os Trapalhões, o longa pode ficar aquém dos elogios que recebeu desde que começou a sua trajetória em festivais. As conhecidas desavenças entre o grupo também formado por Didi (Gero Camilo), Dedé (Felipe Rocha) e Zacarias (Gustavo Nader), potencializada pela ascensão quase meteórica do quarteto na Rede Globo, são apenas pinceladas em um filme no qual Carlinhos nunca deixa de ser o astro.
Ao não ficar refém do legado de Os Trapalhões, Ailton Graça tem espaço para brilhar como Carlinhos e como Mussum. Se Yuri Marçal e Thawan Lucas fazem jus às suas escalações como a versão jovem do protagonista, Graça rouba para si todo o destaque. Em sua pele, Mussum deixa de ser apenas um personagem cômico e se torna um ícone apaixonante.
Embora seja a alma do filme, Graça tem em Neusa Borges uma força da natureza que eleva a qualidade da produção em cada cena em que aparece. Se Dona Malvina foi o motor que ajudou Antônio Carlos a se tornar o homem que conhecemos, a parceria da atriz com o protagonista injeta drama à narrativa e faz da dupla o maior trunfo do longa.
Passados quase 30 anos da morte do astro, Mussum: O Filmis se prova uma cinebiografia necessária sobre um dos principais ícones do humor brasileiro. O trabalho de Mussum pode ser encontrando com uma breve pesquisa na internet, mas o longa cumpre muito bem a sua principal missão: apresentar Antônio Carlos Bernardes Gomes ao mundo.
(Fonte: https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/mussum-o-filmis-critica)