Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3984298 Português
O trabalho e o meio ambiente

    Quando pensamos em trabalho, logo nos vem a ideia de nosso esforço para realizá-lo ou do tempo que vamos gastar executando essa atividade. O que revela uma visão um tanto egoísta, pois nos viramos sempre para nós mesmos; se envolver dinheiro ou nota, aí sim que o eu mesmo fala mais alto. Antes de continuarmos esse “papo”, vamos tentar definir o que é trabalho.
    Trabalho pode ser entendido como o resultado de uma ação sobre o meio, que o modifica de forma a trazer algum tipo de benefício para quem executa essa ação. Veja que nessa conceituação aparecem os termos ação, meio, modificação e benefício. As preocupações humanas: esforço, tempo e valorização não entram nesse conceito, não por não serem importantes, mas porque o sentido da palavra é mais amplo e abrangente e não visa só a nosso “umbigo”. A visão humana atual do que é o trabalho tem contribuído para uma postura individual, em que o que interessa é o benefício próprio, sendo ignoradas as modificações impostas ao meio.
    Em um trabalho, estão sempre envolvidos: a mão de obra, a matéria-prima, as ferramentas, o produto e os resíduos. Esse trabalho pode ser algo muito complexo como a produção de um automóvel numa linha de montagem ou até a execução de uma atividade proposta de matemática: nesse caso, a mão de obra é o aluno, a matéria-prima é seu conhecimento, as ferramentas são lápis, borracha, papel, etc., o produto é o próprio trabalho e os resíduos são as raspas de borracha, as tiras de madeira do lápis apontado, as unhas roídas, etc.
    Veja que nos preocupamos, antes de realizar o trabalho, basicamente, com as longas horas “perdidas” para executá-lo e com o esforço mental e físico para sua realização. Após a execução, simplesmente, ficamos preocupados com a entrega e a valorização (nota dada ao produto de nosso esforço).

Marcelo Nunes Mestriner. Trabalho e consumo. São Paulo: Ícone, 2000, p.27-8. 
Qual é a crítica implícita feita pelo autor em relação à visão atual do trabalho?
Alternativas
Q3984297 Português
O trabalho e o meio ambiente

    Quando pensamos em trabalho, logo nos vem a ideia de nosso esforço para realizá-lo ou do tempo que vamos gastar executando essa atividade. O que revela uma visão um tanto egoísta, pois nos viramos sempre para nós mesmos; se envolver dinheiro ou nota, aí sim que o eu mesmo fala mais alto. Antes de continuarmos esse “papo”, vamos tentar definir o que é trabalho.
    Trabalho pode ser entendido como o resultado de uma ação sobre o meio, que o modifica de forma a trazer algum tipo de benefício para quem executa essa ação. Veja que nessa conceituação aparecem os termos ação, meio, modificação e benefício. As preocupações humanas: esforço, tempo e valorização não entram nesse conceito, não por não serem importantes, mas porque o sentido da palavra é mais amplo e abrangente e não visa só a nosso “umbigo”. A visão humana atual do que é o trabalho tem contribuído para uma postura individual, em que o que interessa é o benefício próprio, sendo ignoradas as modificações impostas ao meio.
    Em um trabalho, estão sempre envolvidos: a mão de obra, a matéria-prima, as ferramentas, o produto e os resíduos. Esse trabalho pode ser algo muito complexo como a produção de um automóvel numa linha de montagem ou até a execução de uma atividade proposta de matemática: nesse caso, a mão de obra é o aluno, a matéria-prima é seu conhecimento, as ferramentas são lápis, borracha, papel, etc., o produto é o próprio trabalho e os resíduos são as raspas de borracha, as tiras de madeira do lápis apontado, as unhas roídas, etc.
    Veja que nos preocupamos, antes de realizar o trabalho, basicamente, com as longas horas “perdidas” para executá-lo e com o esforço mental e físico para sua realização. Após a execução, simplesmente, ficamos preocupados com a entrega e a valorização (nota dada ao produto de nosso esforço).

Marcelo Nunes Mestriner. Trabalho e consumo. São Paulo: Ícone, 2000, p.27-8. 
De acordo com o texto, qual é a definição de trabalho? 
Alternativas
Q3984225 Português
Leia:

"Mas eu não quis acreditar naquilo, não era possível que, em tão pouco tempo, as coisas tivessem mudado tanto."

Sobre o trecho acima, qual das alternativas a seguir melhor explica o efeito de sentido do uso do verbo "quis"?
Alternativas
Q3984224 Português
Leia o trecho abaixo:

"Era uma vez uma menina chamada Rosa, que adorava contar histórias. Todas as noites, antes de dormir, ela inventava contos fantásticos que encantavam seus amigos e familiares."

Qual é a função do trecho "Todas as noites, antes de dormir" na narrativa?
Alternativas
Q3984223 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

"Em um dia nublado, João decidiu caminhar pelo parque. O vento soprava suavemente, e as folhas das árvores dançavam ao som de uma melodia silenciosa. Enquanto caminhava, ele se lembrava dos momentos felizes que passara ali com seus amigos. Agora, sozinho, João percebeu como aquele lugar, antes tão alegre, parecia melancólico e vazio sem a companhia deles. Ao final da caminhada, ele sentouse em um banco, observando o horizonte. Sentiu uma mistura de saudade e tranquilidade, como se o parque guardasse todas as suas memórias." 
O que o parque simboliza para João, no texto?
Alternativas
Q3984222 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

"Em um dia nublado, João decidiu caminhar pelo parque. O vento soprava suavemente, e as folhas das árvores dançavam ao som de uma melodia silenciosa. Enquanto caminhava, ele se lembrava dos momentos felizes que passara ali com seus amigos. Agora, sozinho, João percebeu como aquele lugar, antes tão alegre, parecia melancólico e vazio sem a companhia deles. Ao final da caminhada, ele sentouse em um banco, observando o horizonte. Sentiu uma mistura de saudade e tranquilidade, como se o parque guardasse todas as suas memórias." 
O verbo "decidiu" (l.1), no contexto do texto, expressa:
Alternativas
Q3984220 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

"Em um dia nublado, João decidiu caminhar pelo parque. O vento soprava suavemente, e as folhas das árvores dançavam ao som de uma melodia silenciosa. Enquanto caminhava, ele se lembrava dos momentos felizes que passara ali com seus amigos. Agora, sozinho, João percebeu como aquele lugar, antes tão alegre, parecia melancólico e vazio sem a companhia deles. Ao final da caminhada, ele sentouse em um banco, observando o horizonte. Sentiu uma mistura de saudade e tranquilidade, como se o parque guardasse todas as suas memórias." 
No texto, a expressão "melodia silenciosa” (l. 3) sugere:
Alternativas
Q3984219 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

"Em um dia nublado, João decidiu caminhar pelo parque. O vento soprava suavemente, e as folhas das árvores dançavam ao som de uma melodia silenciosa. Enquanto caminhava, ele se lembrava dos momentos felizes que passara ali com seus amigos. Agora, sozinho, João percebeu como aquele lugar, antes tão alegre, parecia melancólico e vazio sem a companhia deles. Ao final da caminhada, ele sentouse em um banco, observando o horizonte. Sentiu uma mistura de saudade e tranquilidade, como se o parque guardasse todas as suas memórias." 
O sentimento predominante de João ao final do texto é:
Alternativas
Q3984218 Português
Leia atentamento o trecho abaixo e responda:

"Maria leu o livro rapidamente, pois precisava entregar a tarefa no dia seguinte."

No trecho acima, a palavra "rapidamente" indica:
Alternativas
Q3983849 Português

Todas as frases abaixo apresentam sentido conotativo, com exceção de: 

Alternativas
Q3982581 Português

O homem na lua: um marco na história das 'fake news'



Celebrações do 50º aniversário da missão do foguete Apollo 11 são cercadas de produção de informações de que o homem não pisou na Lua.


Milhões de pessoas no mundo estão convencidas de que o homem não pisou na Lua em 1969 e de que as imagens da Nasa foram gravadas em um estúdio de Hollywood. Um boato que perdura e que antecede e é um marco na história das "fake news". Bastam alguns cliques para encontrar milhares de sites na internet que questionam a realidade da missão de Apolo 11. A missão completa 50 anos neste sábado (19).


Se recorre a argumentos variados para justificar este postulado: a Nasa é incapaz dessa façanha tecnológica, a missão não tinha seres humanos, nenhum homem teria sobrevivido às radiações durante a viagem, e mesmo ideias mais extravagantes como a de que as autoridades deveriam dissimular a descoberta de uma civilização lunar. Todas essas ideias se baseiam no mesmo: supostas anomalias detectadas nas fotos e nos vídeos da Nasa.


A luz e as sombras das imagens? Suspeitas. A ausência de estrelas? Prova de manipulação. Assim como a bandeira fincada por Neil Armstrong que parece ondular, apesar de somente haver atmosfera na Lua. Embora a comunidade científica tenha refutado com provas todas essas teorias, inclusive com imagens do local de pouso tomadas em 2009, o mito de uma grande mentira continua vivo, e 'in crescendo'.

[...]


Anestesiando a reflexão


Por que essa façanha atrai tantos céticos? Devido à sua importância, explica à AFP Didier Desormeaux, coautor de um livro sobre teorias do complô ("Le complotisme, décrypter et agir"). "Este episódio da conquista espacial é um dos maiores marcos da humanidade, questioná-lo faz tremer os fundamentos da ciência e do domínio do homem sobre a natureza", argumenta.


Diferente de outros eventos históricos que também são objeto de teorias da conspiração, como o assassinato do presidente John Fitzgerald Kennedy em 1963 - cujo fato ninguém discute, mas, sim, suas circunstâncias-, a chegada à Lua se questiona em sua totalidade. Com Apolo 11, "se trata da primeira teoria complotista que se constrói completamente mediante uma reinterpretação visual de um fato da atualidade: se denuncia uma encenação", segundo Desormeaux.


Há outras: como as matanças em escolas americanas ou o atentado contra o semanário satírico Charlie Hebdo em Paris em 2015, taxadas de ficções com atores, acrescenta. "A imagem anestesia a capacidade de reflexão", defende este especialista para explicar este tipo de raciocínio.


Fonte: https://www.folhape.com.br/noticias/homem-na-lua-um-marco-na historia-das-fake-news/2019/07/19/.

O texto pertence ao gênero textual:

 

Alternativas
Q3982258 Português

Leia:



FANATISMO



Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida

Meus olhos andam cegos de te ver!

Não és sequer razão de meu viver,

Pois que tu és já toda a minha vida!


Não vejo nada assim enlouquecida…

Passo no mundo, meu Amor, a ler

No misterioso livro do teu ser

A mesma história tantas vezes lida!


“Tudo no mundo é frágil, tudo passa…”

Quando me dizem isto, toda a graça

Duma boca divina fala em mim!


E, olhos postos em ti, vivo de rastros:

“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,

Que tu és como Deus: princípio e fim!…”



Florbela Espanca

Qual verso abaixo justifica o título do poema ser Fanatismo? 
Alternativas
Q3982256 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Eu Sei de Cor



Marília Mendonça


(...)


Enquanto cê tá indo, eu tô voltando

E todo esse caminho eu sei de cor

Se eu não me engano

Agora vai me deixar só

O segundo passo é não me atender

O terceiro é se arrepender


(...)


Deixa, deixa mesmo de ser importante

Vai deixando a gente pra outra hora

Vai tentar abrir a porta desse amor

Quando eu tiver jogado a chave fora



Fonte: LyricFind

Assinale a alternativa que indica a figura de linguagem no verso “Enquanto cê tá indo, eu tô voltando". 
Alternativas
Q3982253 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão seguinte


Bonitas mesmo



    Quando é que uma mulher é realmente bonita? No momento em que sai do cabeleireiro? Quando está numa festa? Quando posa para uma foto? Clic, clic, clic. Sorriso amarelo, postura artificial, desempenho para o público. Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo.

    Atirada no sofá, com uma calça de ficar em casa, uma blusa faltando um botão, as pernas enroscadas uma na outra, o cabelo caindo de qualquer jeito pelo ombro, nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia. Um livro nas mãos, o olhar perdido dentro de tantas palavras, um ar de descoberta no rosto. Linda.

    Caminhando pela rua, sol escaldante, a manga da blusa arregaçada, a nuca ardendo, o cabelo sendo erguido num coque mal feito, um ar de desaprovação pelo atraso do ônibus, centenas de pessoas cruzando-se e ninguém enxergando ninguém, ela enxuga a testa com a palma da mão, ajeita a sobrancelha com os dedos. Perfeita.

    Saindo do banho, a toalha abandonada no chão, o corpo ainda úmido, as mãos desembaçando o espelho, creme hidratante nas pernas, desodorante, um último minuto de relaxamento, há um dia inteiro pra percorrer e assim que a porta do banheiro for aberta já não será mais dona de si mesma. Escovar os dentes, cuspir, enxugar a boca, respirar fundo. Espetacular.

    Dentro do teatro, as luzes apagadas, o riso solto, escancarado, as mãos aplaudindo em cena aberta, sem comandos, seu tronco deslocando-se quando uma fala surpreende, gargalhada que não se constrange, não obedece à adequação, gengiva à mostra, seu ombro encostado no ombro ao lado, ambos voltados pra frente, a mão tapando a boca num breve acesso de timidez por tanta alegria. Um sonho.

    O carro estacionado às pressas numa rua desconhecida, uma necessidade urgente de chorar por causa de uma música ou de uma lembrança, a cabeça jogada sobre o volante, as lágrimas quentes, fartas, um lenço de papel catado na bolsa, o nariz sendo assoado, os dedos limpando as pálpebras, o retrovisor acusando os olhos vermelhos e mesmo assim servindo de amparo, estou aqui com você, só eu estou te vendo. Encantadora.



Martha Medeiros, Coisas da Vida (2005)

A que gênero textual pertence esse texto? 
Alternativas
Q3979832 Português

 Analise com atenção a imagem abaixo: 


Imagem associada para resolução da questão



Nela aparece destacado o termo “Venha conferir”. Sabendo-se que a imagem acima corresponde a um anúncio, é possível afirmar que essa expressão destacada representa: 

Alternativas
Q3979768 Português
A beleza da vida está nas pequenas coisas. Muitas vezes, estamos tão envolvidos em nossas rotinas corridas que esquecemos de apreciar os momentos simples: um pôr do sol, o sorriso de um amigo, o aroma do café fresco pela manhã. Esses detalhes, que parecem insignificantes, têm o poder de transformar nosso dia e nos lembrar do que realmente importa. Ao pararmos para observar e valorizar o cotidiano, cultivamos a gratidão e a felicidade, essenciais para uma vida plena.
O que o autor sugere que devemos fazer em relação aos momentos simples no texto?
Alternativas
Q3979767 Português
A beleza da vida está nas pequenas coisas. Muitas vezes, estamos tão envolvidos em nossas rotinas corridas que esquecemos de apreciar os momentos simples: um pôr do sol, o sorriso de um amigo, o aroma do café fresco pela manhã. Esses detalhes, que parecem insignificantes, têm o poder de transformar nosso dia e nos lembrar do que realmente importa. Ao pararmos para observar e valorizar o cotidiano, cultivamos a gratidão e a felicidade, essenciais para uma vida plena.
Qual é a principal ideia do texto?
Alternativas
Q3978134 Português
Leia o texto para responder à questão.


O homem na lua: um marco na história das 'fake news'


Celebrações do 50º aniversário da missão do foguete Apollo 11 são cercadas de produção de informações de que o homem não pisou na Lua.


    Milhões de pessoas no mundo estão convencidas de que o homem não pisou na Lua em 1969 e de que as imagens da Nasa foram gravadas em um estúdio de Hollywood. Um boato que perdura e que antecede e é um marco na história das "fake news". Bastam alguns cliques para encontrar milhares de sites na internet que questionam a realidade da missão de Apolo 11. A missão completa 50 anos neste sábado (19).

    Se recorre a argumentos variados para justificar este postulado: a Nasa é incapaz dessa façanha tecnológica, a missão não tinha seres humanos, nenhum homem teria sobrevivido às radiações durante a viagem, e mesmo ideias mais extravagantes como a de que as autoridades deveriam dissimular a descoberta de uma civilização lunar. Todas essas ideias se baseiam no mesmo: supostas anomalias detectadas nas fotos e nos vídeos da Nasa.

    A luz e as sombras das imagens? Suspeitas. A ausência de estrelas? Prova de manipulação. Assim como a bandeira fincada por Neil Armstrong que parece ondular, apesar de somente haver atmosfera na Lua. Embora a comunidade científica tenha refutado com provas todas essas teorias, inclusive com imagens do local de pouso tomadas em 2009, o mito de uma grande mentira continua vivo, e 'in crescendo'.

     [...] 

    Anestesiando a reflexão

    Por que essa façanha atrai tantos céticos? Devido à sua importância, explica à AFP Didier Desormeaux, coautor de um livro sobre teorias do complô ("Le complotisme, décrypter et agir"). "Este episódio da conquista espacial é um dos maiores marcos da humanidade, questioná-lo faz tremer os fundamentos da ciência e do domínio do homem sobre a natureza", argumenta.

    Diferente de outros eventos históricos que também são objeto de teorias da conspiração, como o assassinato do presidente John Fitzgerald Kennedy em 1963 - cujo fato ninguém discute, mas, sim, suas circunstâncias-, a chegada à Lua se questiona em sua totalidade. Com Apolo 11, "se trata da primeira teoria complotista que se constrói completamente mediante uma reinterpretação visual de um fato da atualidade: se denuncia uma encenação", segundo Desormeaux.

    Há outras: como as matanças em escolas americanas ou o atentado contra o semanário satírico Charlie Hebdo em Paris em 2015, taxadas de ficções com atores, acrescenta. "A imagem anestesia a capacidade de reflexão", defende este especialista para explicar este tipo de raciocínio.


Fonte: https://www.folhape.com.br/noticias/homem-na-lua-ummarco-na-historia-das-fake-news/2019/07/19/
Assinale a opção que contém informação INCORRETA. 
Alternativas
Q3978133 Português
Leia o texto para responder à questão.


O homem na lua: um marco na história das 'fake news'


Celebrações do 50º aniversário da missão do foguete Apollo 11 são cercadas de produção de informações de que o homem não pisou na Lua.


    Milhões de pessoas no mundo estão convencidas de que o homem não pisou na Lua em 1969 e de que as imagens da Nasa foram gravadas em um estúdio de Hollywood. Um boato que perdura e que antecede e é um marco na história das "fake news". Bastam alguns cliques para encontrar milhares de sites na internet que questionam a realidade da missão de Apolo 11. A missão completa 50 anos neste sábado (19).

    Se recorre a argumentos variados para justificar este postulado: a Nasa é incapaz dessa façanha tecnológica, a missão não tinha seres humanos, nenhum homem teria sobrevivido às radiações durante a viagem, e mesmo ideias mais extravagantes como a de que as autoridades deveriam dissimular a descoberta de uma civilização lunar. Todas essas ideias se baseiam no mesmo: supostas anomalias detectadas nas fotos e nos vídeos da Nasa.

    A luz e as sombras das imagens? Suspeitas. A ausência de estrelas? Prova de manipulação. Assim como a bandeira fincada por Neil Armstrong que parece ondular, apesar de somente haver atmosfera na Lua. Embora a comunidade científica tenha refutado com provas todas essas teorias, inclusive com imagens do local de pouso tomadas em 2009, o mito de uma grande mentira continua vivo, e 'in crescendo'.

     [...] 

    Anestesiando a reflexão

    Por que essa façanha atrai tantos céticos? Devido à sua importância, explica à AFP Didier Desormeaux, coautor de um livro sobre teorias do complô ("Le complotisme, décrypter et agir"). "Este episódio da conquista espacial é um dos maiores marcos da humanidade, questioná-lo faz tremer os fundamentos da ciência e do domínio do homem sobre a natureza", argumenta.

    Diferente de outros eventos históricos que também são objeto de teorias da conspiração, como o assassinato do presidente John Fitzgerald Kennedy em 1963 - cujo fato ninguém discute, mas, sim, suas circunstâncias-, a chegada à Lua se questiona em sua totalidade. Com Apolo 11, "se trata da primeira teoria complotista que se constrói completamente mediante uma reinterpretação visual de um fato da atualidade: se denuncia uma encenação", segundo Desormeaux.

    Há outras: como as matanças em escolas americanas ou o atentado contra o semanário satírico Charlie Hebdo em Paris em 2015, taxadas de ficções com atores, acrescenta. "A imagem anestesia a capacidade de reflexão", defende este especialista para explicar este tipo de raciocínio.


Fonte: https://www.folhape.com.br/noticias/homem-na-lua-ummarco-na-historia-das-fake-news/2019/07/19/
O texto pertence ao gênero textual:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Instituto JK Órgão: Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA Provas: Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Assistente Social | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Fonoaudiólogo | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Médico | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Bibliotecário | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Médico Veterinário | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Bioquímico | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Enfermeiro | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Engenheiro Ambiental | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Nutricionista | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Procurador | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Psicólogo | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Engenheiro Civil | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Engenheiro Eletricista | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Especialista em Educação Básica - Pedagogo | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Farmacêutico | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Fisioterapeuta | Instituto JK - 2024 - Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão - MA - Terapeuta Ocupacional |
Q3978094 Português
Leia o texto para responder à questão.


O homem na lua: um marco na história das 'fake news'

   Celebrações do 50º aniversário da missão do foguete Apollo 11 são cercadas de produção de informações de que o homem não pisou na Lua.


   Milhões de pessoas no mundo estão convencidas de que o homem não pisou na Lua em 1969 e de que as imagens da Nasa foram gravadas em um estúdio de Hollywood. Um boato que perdura e que antecede e é um marco na história das "fake news". Bastam alguns cliques para encontrar milhares de sites na internet que questionam a realidade da missão de Apolo 11. A missão completa 50 anos neste sábado (19).

   Se recorre a argumentos variados para justificar este postulado: a Nasa é incapaz dessa façanha tecnológica, a missão não tinha seres humanos, nenhum homem teria sobrevivido às radiações durante a viagem, e mesmo ideias mais extravagantes como a de que as autoridades deveriam dissimular a descoberta de uma civilização lunar. Todas essas ideias se baseiam no mesmo: supostas anomalias detectadas nas fotos e nos vídeos da Nasa.

   A luz e as sombras das imagens? Suspeitas. A ausência de estrelas? Prova de manipulação. Assim como a bandeira fincada por Neil Armstrong que parece ondular, apesar de somente haver atmosfera na Lua. Embora a comunidade científica tenha refutado com provas todas essas teorias, inclusive com imagens do local de pouso tomadas em 2009, o mito de uma grande mentira continua vivo, e 'in crescendo'.

   [...] 

   Anestesiando a reflexão

  Por que essa façanha atrai tantos céticos? Devido à sua importância, explica à AFP Didier Desormeaux, coautor de um livro sobre teorias do complô ("Le complotisme, décrypter et agir"). "Este episódio da conquista espacial é um dos maiores marcos da humanidade, questioná-lo faz tremer os fundamentos da ciência e do domínio do homem sobre a natureza", argumenta.

   Diferente de outros eventos históricos que também são objeto de teorias da conspiração, como o assassinato do presidente John Fitzgerald Kennedy em 1963 - cujo fato ninguém discute, mas, sim, suas circunstâncias-, a chegada à Lua se questiona em sua totalidade. Com Apolo 11, "se trata da primeira teoria complotista que se constrói completamente mediante uma reinterpretação visual de um fato da atualidade: se denuncia uma encenação", segundo Desormeaux.

   Há outras: como as matanças em escolas americanas ou o atentado contra o semanário satírico Charlie Hebdo em Paris em 2015, taxadas de ficções com atores, acrescenta. "A imagem anestesia a capacidade de reflexão", defende este especialista para explicar este tipo de raciocínio.


Fonte: https://www.folhape.com.br/noticias/homem-na-lua-ummarco-na-historia-das-fake-news/2019/07/19/.
Assinale a opção que contém informação INCORRETA.
Alternativas
Respostas
16981: C
16982: B
16983: B
16984: B
16985: C
16986: C
16987: A
16988: C
16989: A
16990: D
16991: D
16992: A
16993: A
16994: A
16995: B
16996: C
16997: C
16998: B
16999: D
17000: B