Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3463905 Português
Segundo Lage (2001), o universo das notícias (e, quase sempre, o da informação jornalística em geral) é o das ______________: o noticiário não permite nem persegue o conhecimento _____________.


Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Alternativas
Q3459697 Português

Seguir as recomendações descritas a seguir pode ajudar a garantir a eficácia da comunicação em contextos formais, permitindo que o texto seja compreendido com clareza e transmita uma imagem profissional e confiável, avalie:



I.A língua culta valoriza a clareza e a precisão na expressão, mas isso não significa que deva ser empolada ou excessivamente complexa. De fato, a simplicidade na expressão é valorizada, desde que não comprometa a precisão e a formalidade necessárias em contextos formais.


II.O uso do padrão culto da língua não implica em tornar a linguagem rebuscada ou utilizar figuras de linguagem mais comuns em estilos literários. Em vez disso, o objetivo é utilizar uma linguagem clara, precisa e formal, adequada ao contexto da comunicação formal.


III.Consultar o dicionário e a gramática é crucial para garantir a correção e a adequação da linguagem em um texto formal. Isso ajuda a evitar erros gramaticais, escolher as palavras mais apropriadas e garantir a consistência na linguagem ao longo do texto.



Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3459671 Português

Inteligência Artificial na indústria



A inteligência artificial tem transformado a maneira como a indústria funciona. Seja na logística, produção ou gestão, a IA oferece soluções inovadoras que aumentam a eficiência e competitividade das empresas. À medida que a tecnologia avança, é essencial que as indústrias continuem a adaptar-se e a investir em IA para se manterem relevantes e competitivas no mercado global.


As operações logísticas têm se beneficiado amplamente, pois com a crescente demanda do e-commerce, a agilidade na entrega tornou-se um diferencial competitivo. Modelos como o "Ship From Store" transformam lojas físicas em centros de distribuição, otimizando o tempo e reduzindo custos. Startups, como a JetCargo, utilizam IA para otimizar o transporte de mercadorias, enquanto tecnologias como RFID monitoram em tempo real a movimentação e o armazenamento de produtos, como visto na Expocafé.


(Fonte: https://www.portaldaindustria.com.br/industriade-a-z/inteligencia-artificial/.adaptado.)



Com base no texto fornecido, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3459665 Português

Inteligência Artificial no Brasil



Embora tenhamos avançado, o Brasil ainda enfrenta desafios como a necessidade de ampliar investimentos em IA e aprimorar o tratamento de dados.


No entanto, os benefícios são inegáveis, já que a IA promove aumento da produtividade, redução de custos, segurança, apoio na tomada de decisão e otimização de processos. Além disso, manutenção preditiva, controle de estoque, design generativo, gestão da qualidade, robótica e redução de perdas são apenas algumas das aplicações práticas da IA na Indústria 4.0.


(Fonte: https://www.portaldaindustria.com.br/industriade-a-z/inteligencia-artificial/.adaptado.)



Com base no texto fornecido, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3459663 Português

Projeto de Lei das Fake News



A Câmara dos Deputados avalia um amplo — e controverso — projeto de lei que busca reforçar regulamentação e fiscalização sobre plataformas digitais, como redes sociais, aplicativos de trocas de mensagens e ferramentas de busca.


Popularmente conhecida como PL das Fake News ou PL 2630, a proposta pretende instituir a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet.


A discussão da matéria — que tramita na Câmara desde 2020, após ser aprovada no Senado — voltou a ganhar fôlego. Seu conteúdo, porém, é alvo de críticas.


Defensores da proposta dizem que a nova lei vai melhorar o combate à desinformação, ao discurso de ódio e a outros conteúdos criminosos no ambiente digital, enquanto opositores apontam riscos de as novas regras ferirem a liberdade de expressão.


(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cyeyxje7r9go.adaptado.)



Com base no texto fornecido, assinale a alternativa correta sobre o projeto de lei em discussão na Câmara dos Deputados.

Alternativas
Q3459528 Português
"Vacina contra câncer de mama é testada pela primeira vez em paciente voluntária." (Fonte: OLiberal.com / Data: 21.06.2024). Sobre o assunto da reportagem, analise os itens seguintes e marque a alternativa correta:

I- O Centro Médico da Universidade de Pittsburgh anunciou que completou o ensaio clínico de uma vacina contra o câncer de mama na primeira paciente voluntária.
II- O objetivo, a longo prazo, é prevenir o câncer, utilizando esta vacina como um recurso para pessoas que nem mesmo câncer têm.
Alternativas
Q3459508 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Aedes hackeado. (Parte 3)


Como os outros imunizantes, ele é feito com vírus atenuado e foi desenvolvido para proteger contra todos os tipos de dengue. A grande vantagem dessa vacina em relação às outras é que ela é aplicada em apenas uma dose. O dossiê para a aprovação deve ser submetido à Anvisa até o final deste ano.

E não é só o Brasil que deveria estar de olho nesses imunizantes. Espanha, França e Itália registraram 128 casos de dengue em 2023. Pouco, comparado aos nossos números − mas um salto de 2022, que teve 71 casos, e 2021, com apenas duas notificações da doença. Até poucos anos atrás, a Europa só registrava casos importados de outros países. Agora, já existe transmissão local.

A dengue não costumava afetar as zonas de clima ameno. O aumento das temperaturas e chuvas na Europa proporcionaram um novo ambiente não só para a proliferação do Aedes aegypti, mas também a do Aedes albopictus, responsável por boa parte das infecções por dengue no sudeste asiático.

É uma corrida contra o tempo − mas temos ferramentas para impedir que a dengue se torne um problema maior. Enquanto os novos métodos e imunizantes não chegam, contente-se com o que você já sabe: abuse do repelente e elimine possíveis criadouros. Seu corpo agradece − mas o mosquito não.


(Super Interessante, Março de 2024)
Na frase "Seu corpo agradece - mas o mosquito não." estão presentes as figuras: 
Alternativas
Q3459497 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão..


Aedes hackeado. (Parte 2)


Ambas são soluções de longo prazo. A ferramenta que temos em mãos para combater a epidemia atual são as vacinas. Existem duas aprovadas no Brasil: Dengvaxia, do laboratório francês Sanofi-Pasteur, e QDenga, do japonês Takeda.

A Dengvaxia foi registrada em 2015, e só é indicada para pessoas que já tiveram dengue antes, e que moram em áreas endêmicas. Os estudos clínicos mostraram que pacientes soronegativos que tomaram a vacina e depois contraíram dengue tinham mais chances de apresentar quadros graves. É útil, mas tem condições limitantes − e não está disponível no sistema público.

A maior parte das fichas está apostada na QDenga. Ela previne 63% dos casos de dengue sintomáticos, e 85% das internações. Além disso, pode ser aplicada em qualquer pessoa, não importando se ela já teve a doença ou não. A vacina começou a ser distribuída pelo SUS em fevereiro deste ano, com o público alvo sendo crianças de 10 a 14 anos: essa é a faixa etária com o maior número de hospitalizações por dengue. O imunizante é aplicado em duas doses, com três meses de separação entre elas.

Em 2025, é provável que o Brasil tenha uma terceira vacina − dessa vez, desenvolvida aqui mesmo. No início deste ano, o Instituto Butantan publicou os resultados do último ensaio clínico de seu imunizante contra a dengue (6). 16.235 pessoas entre dois e 59 anos participaram do estudo. A vacina apresentou 79,6% de eficácia geral.


(Super Interessante,Março de 2024)
Assinale a alternativa que contradiz o texto: 
Alternativas
Q3459496 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão..


Aedes hackeado. (Parte 2)


Ambas são soluções de longo prazo. A ferramenta que temos em mãos para combater a epidemia atual são as vacinas. Existem duas aprovadas no Brasil: Dengvaxia, do laboratório francês Sanofi-Pasteur, e QDenga, do japonês Takeda.

A Dengvaxia foi registrada em 2015, e só é indicada para pessoas que já tiveram dengue antes, e que moram em áreas endêmicas. Os estudos clínicos mostraram que pacientes soronegativos que tomaram a vacina e depois contraíram dengue tinham mais chances de apresentar quadros graves. É útil, mas tem condições limitantes − e não está disponível no sistema público.

A maior parte das fichas está apostada na QDenga. Ela previne 63% dos casos de dengue sintomáticos, e 85% das internações. Além disso, pode ser aplicada em qualquer pessoa, não importando se ela já teve a doença ou não. A vacina começou a ser distribuída pelo SUS em fevereiro deste ano, com o público alvo sendo crianças de 10 a 14 anos: essa é a faixa etária com o maior número de hospitalizações por dengue. O imunizante é aplicado em duas doses, com três meses de separação entre elas.

Em 2025, é provável que o Brasil tenha uma terceira vacina − dessa vez, desenvolvida aqui mesmo. No início deste ano, o Instituto Butantan publicou os resultados do último ensaio clínico de seu imunizante contra a dengue (6). 16.235 pessoas entre dois e 59 anos participaram do estudo. A vacina apresentou 79,6% de eficácia geral.


(Super Interessante,Março de 2024)
A figura de linguagem presente em: "A ferramenta que temos em mãos para combater a epidemia atual são as vacinas." é:
Alternativas
Q3459495 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão..


Aedes hackeado. (Parte 2)


Ambas são soluções de longo prazo. A ferramenta que temos em mãos para combater a epidemia atual são as vacinas. Existem duas aprovadas no Brasil: Dengvaxia, do laboratório francês Sanofi-Pasteur, e QDenga, do japonês Takeda.

A Dengvaxia foi registrada em 2015, e só é indicada para pessoas que já tiveram dengue antes, e que moram em áreas endêmicas. Os estudos clínicos mostraram que pacientes soronegativos que tomaram a vacina e depois contraíram dengue tinham mais chances de apresentar quadros graves. É útil, mas tem condições limitantes − e não está disponível no sistema público.

A maior parte das fichas está apostada na QDenga. Ela previne 63% dos casos de dengue sintomáticos, e 85% das internações. Além disso, pode ser aplicada em qualquer pessoa, não importando se ela já teve a doença ou não. A vacina começou a ser distribuída pelo SUS em fevereiro deste ano, com o público alvo sendo crianças de 10 a 14 anos: essa é a faixa etária com o maior número de hospitalizações por dengue. O imunizante é aplicado em duas doses, com três meses de separação entre elas.

Em 2025, é provável que o Brasil tenha uma terceira vacina − dessa vez, desenvolvida aqui mesmo. No início deste ano, o Instituto Butantan publicou os resultados do último ensaio clínico de seu imunizante contra a dengue (6). 16.235 pessoas entre dois e 59 anos participaram do estudo. A vacina apresentou 79,6% de eficácia geral.


(Super Interessante,Março de 2024)
A expressão: "A maior parte das fichas está apostada na QDenga (...)" significa:
Alternativas
Q3459494 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Aedes hackeado (Parte 1)


Há anos tentamos combater a dengue focando na eliminação do mosquito (basicamente, não deixar água parada). Essas ações são fundamentais, claro, mas a busca por uma solução definitiva demanda focar no vírus, não apenas no vetor.

O World Mosquito Program, por exemplo, faz isso infectando o mosquito com a bactéria Wolbachia. Esse é um micróbio que ocorre naturalmente em metade dos insetos, mas não no A. aegypti. No entanto, se o mosquito for infectado artificialmente com a bactéria, os vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela não conseguem se desenvolver dentro dele. A ideia é soltar mosquitos infectados com Wolbachia e esperar que eles se reproduzam com os da cidade. Dessa forma, aumenta a porcentagem de A. aegypti que não transmitem doenças. O experimento começou em Niterói (RJ), em 2015. Desde então, os casos de dengue na cidade diminuem a cada ano.

Há também os mosquitos geneticamente modificados feitos pela empresa Oxitec. A alteração no gene tTAV faz com que as fêmeas (que são as únicas que picam) morram em fase larval. Os Aedes aegypti transgênicos machos se reproduzem com as fêmeas selvagens, resultando numa prole toda masculina.


(Super Interessante, Março de 2024)
Os vocábulos "focando", "mosquito", "demanda" e "vetor" no parágrafo 1, podem ser substituídos, sem prejuízo semântico, respectivamente, por:
Alternativas
Q3459493 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Aedes hackeado (Parte 1)


Há anos tentamos combater a dengue focando na eliminação do mosquito (basicamente, não deixar água parada). Essas ações são fundamentais, claro, mas a busca por uma solução definitiva demanda focar no vírus, não apenas no vetor.

O World Mosquito Program, por exemplo, faz isso infectando o mosquito com a bactéria Wolbachia. Esse é um micróbio que ocorre naturalmente em metade dos insetos, mas não no A. aegypti. No entanto, se o mosquito for infectado artificialmente com a bactéria, os vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela não conseguem se desenvolver dentro dele. A ideia é soltar mosquitos infectados com Wolbachia e esperar que eles se reproduzam com os da cidade. Dessa forma, aumenta a porcentagem de A. aegypti que não transmitem doenças. O experimento começou em Niterói (RJ), em 2015. Desde então, os casos de dengue na cidade diminuem a cada ano.

Há também os mosquitos geneticamente modificados feitos pela empresa Oxitec. A alteração no gene tTAV faz com que as fêmeas (que são as únicas que picam) morram em fase larval. Os Aedes aegypti transgênicos machos se reproduzem com as fêmeas selvagens, resultando numa prole toda masculina.


(Super Interessante, Março de 2024)
O título "Aedes hackeado" deve-se:
Alternativas
Q3459490 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Aedes hackeado (Parte 1)


Há anos tentamos combater a dengue focando na eliminação do mosquito (basicamente, não deixar água parada). Essas ações são fundamentais, claro, mas a busca por uma solução definitiva demanda focar no vírus, não apenas no vetor.

O World Mosquito Program, por exemplo, faz isso infectando o mosquito com a bactéria Wolbachia. Esse é um micróbio que ocorre naturalmente em metade dos insetos, mas não no A. aegypti. No entanto, se o mosquito for infectado artificialmente com a bactéria, os vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela não conseguem se desenvolver dentro dele. A ideia é soltar mosquitos infectados com Wolbachia e esperar que eles se reproduzam com os da cidade. Dessa forma, aumenta a porcentagem de A. aegypti que não transmitem doenças. O experimento começou em Niterói (RJ), em 2015. Desde então, os casos de dengue na cidade diminuem a cada ano.

Há também os mosquitos geneticamente modificados feitos pela empresa Oxitec. A alteração no gene tTAV faz com que as fêmeas (que são as únicas que picam) morram em fase larval. Os Aedes aegypti transgênicos machos se reproduzem com as fêmeas selvagens, resultando numa prole toda masculina.


(Super Interessante, Março de 2024)
Não faz alusão ao texto:
Alternativas
Q3459368 Português
TEXTO 1 
Imagem associada para resolução da questão
https://www.facebook.com/tirasarmandinho/photos/a.488361671209144/2643288769049746/?locale=pt_BR

TEXTO 2


Desempregada garimpa comida em caçambas de lixo da Ceagesp


        Duas vezes por semana, a doméstica desempregada Regina dos Passos da Conceição, de 45 anos, sai de casa bem cedo puxando um carrinho de compras. Ela faz a feira na Ceagesp — Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, a maior central de abastecimento de frutas, legumes e verduras da América Latina. A viagem de ida, de ônibus e trem, dura duas horas. Ela escolhe abobrinhas, batatas, cenouras, chuchus, folhas de couve-flor, pepinos, repolhos e tomates. Regina não faz compras, como a maioria dos consumidores da Ceagesp. Ela cata alimentos em caçambas de lixo do lado de fora dos pavilhões.


         Na manhã de terça-feira, a jornada começou pelo portão 14 da Ceagesp. Logo foi abordada por um segurança:


        — A senhora vai fazer compras?

        — Não.

       — Então deixe o carrinho aqui do lado de fora.


         Como a Ceagesp não permite catadores, as coletas são feitas clandestinamente. Regina obedeceu ao guarda e entrou com uma sacola de feira vermelha. Peregrinando entre caçambas de detritos, achou, na primeira, quatro tomates. O fruto estava meio amassado, mas poderia ser consumido se cortado em pedacinhos, avaliou. Ao lado, no fundo de outra lixeira, havia dezenas de abobrinhas. Regina pegou uma ripa de madeira com um prego na ponta e as espetou uma a uma. Conseguiu quatro.


         — Sinto vergonha de catar comida do lixo. As pessoas têm nojo. Mas não tenho alternativas — diz ela, que perdeu o emprego no início da pandemia.


         De lá, caminhou mais duas quadras e encontrou um pepino no chão, debaixo de uma carreta, e folhas de couve-flor que também iriam para a sopa de legumes à noite. Com os R$ 150 que recebe do auxílio emergencial, Regina paga contas de água e luz; parcelas do IPTU e as prestações de uma televisão comprada em 60 vezes no carnê. Uma vez ao mês, compra três quilos de carne de segunda e manda moer, para comer ao longo dos dias.


         O nutricionista Antônio Herbert Lancha Júnior, professor da USP e do comitê científico da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), avaliou, vendo as imagens registradas de Regina, que os produtos pareciam em bom estado, mas observou que é comum a presença de roedores nestes locais:


         — São cenas chocantes. A gente já havia assistido a esse tipo de humilhação em tempos de guerras e extrema pobreza pelo mundo. No Brasil, é algo que vinha desaparecendo — disse.


         O GLOBO acompanhou Regina até sua casa, mas sua mãe, uma senhora de 80 anos, com quem ela divide a precariedade alimentar, pediu que a mesa de jantar não fosse fotografada. A Ceagesp informou que tem o programa “kit-feira” para distribuir alimentos. 


Disponível em: https://oglobo.globo.com/brasil/direitos-humanos/a-raspa-o-resto-pratos-da-fome-no-brasil-sao-feitos-com-alimentos doados-ou-encontrados-no-lixo-25175650 




Em relação aos textos 1 e 2, é correto afirmar que

Alternativas
Q3459367 Português
Comparando o Texto 1 e o Texto 2, conclui-se que eles
Alternativas
Q3459362 Português

TEXTO 2


Desempregada garimpa comida em caçambas de lixo da Ceagesp


        Duas vezes por semana, a doméstica desempregada Regina dos Passos da Conceição, de 45 anos, sai de casa bem cedo puxando um carrinho de compras. Ela faz a feira na Ceagesp — Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, a maior central de abastecimento de frutas, legumes e verduras da América Latina. A viagem de ida, de ônibus e trem, dura duas horas. Ela escolhe abobrinhas, batatas, cenouras, chuchus, folhas de couve-flor, pepinos, repolhos e tomates. Regina não faz compras, como a maioria dos consumidores da Ceagesp. Ela cata alimentos em caçambas de lixo do lado de fora dos pavilhões.


         Na manhã de terça-feira, a jornada começou pelo portão 14 da Ceagesp. Logo foi abordada por um segurança:


        — A senhora vai fazer compras?

        — Não.

       — Então deixe o carrinho aqui do lado de fora.


         Como a Ceagesp não permite catadores, as coletas são feitas clandestinamente. Regina obedeceu ao guarda e entrou com uma sacola de feira vermelha. Peregrinando entre caçambas de detritos, achou, na primeira, quatro tomates. O fruto estava meio amassado, mas poderia ser consumido se cortado em pedacinhos, avaliou. Ao lado, no fundo de outra lixeira, havia dezenas de abobrinhas. Regina pegou uma ripa de madeira com um prego na ponta e as espetou uma a uma. Conseguiu quatro.


         — Sinto vergonha de catar comida do lixo. As pessoas têm nojo. Mas não tenho alternativas — diz ela, que perdeu o emprego no início da pandemia.


         De lá, caminhou mais duas quadras e encontrou um pepino no chão, debaixo de uma carreta, e folhas de couve-flor que também iriam para a sopa de legumes à noite. Com os R$ 150 que recebe do auxílio emergencial, Regina paga contas de água e luz; parcelas do IPTU e as prestações de uma televisão comprada em 60 vezes no carnê. Uma vez ao mês, compra três quilos de carne de segunda e manda moer, para comer ao longo dos dias.


         O nutricionista Antônio Herbert Lancha Júnior, professor da USP e do comitê científico da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), avaliou, vendo as imagens registradas de Regina, que os produtos pareciam em bom estado, mas observou que é comum a presença de roedores nestes locais:


         — São cenas chocantes. A gente já havia assistido a esse tipo de humilhação em tempos de guerras e extrema pobreza pelo mundo. No Brasil, é algo que vinha desaparecendo — disse.


         O GLOBO acompanhou Regina até sua casa, mas sua mãe, uma senhora de 80 anos, com quem ela divide a precariedade alimentar, pediu que a mesa de jantar não fosse fotografada. A Ceagesp informou que tem o programa “kit-feira” para distribuir alimentos. 


Disponível em: https://oglobo.globo.com/brasil/direitos-humanos/a-raspa-o-resto-pratos-da-fome-no-brasil-sao-feitos-com-alimentos doados-ou-encontrados-no-lixo-25175650 

Para responder a questão, considere o período abaixo.


O fruto estava meio amassado, mas poderia ser consumido se cortado em pedacinhos. 


No período, o termo “mas”, em destaque, inicia uma



Alternativas
Q3459360 Português

TEXTO 2


Desempregada garimpa comida em caçambas de lixo da Ceagesp


        Duas vezes por semana, a doméstica desempregada Regina dos Passos da Conceição, de 45 anos, sai de casa bem cedo puxando um carrinho de compras. Ela faz a feira na Ceagesp — Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, a maior central de abastecimento de frutas, legumes e verduras da América Latina. A viagem de ida, de ônibus e trem, dura duas horas. Ela escolhe abobrinhas, batatas, cenouras, chuchus, folhas de couve-flor, pepinos, repolhos e tomates. Regina não faz compras, como a maioria dos consumidores da Ceagesp. Ela cata alimentos em caçambas de lixo do lado de fora dos pavilhões.


         Na manhã de terça-feira, a jornada começou pelo portão 14 da Ceagesp. Logo foi abordada por um segurança:


        — A senhora vai fazer compras?

        — Não.

       — Então deixe o carrinho aqui do lado de fora.


         Como a Ceagesp não permite catadores, as coletas são feitas clandestinamente. Regina obedeceu ao guarda e entrou com uma sacola de feira vermelha. Peregrinando entre caçambas de detritos, achou, na primeira, quatro tomates. O fruto estava meio amassado, mas poderia ser consumido se cortado em pedacinhos, avaliou. Ao lado, no fundo de outra lixeira, havia dezenas de abobrinhas. Regina pegou uma ripa de madeira com um prego na ponta e as espetou uma a uma. Conseguiu quatro.


         — Sinto vergonha de catar comida do lixo. As pessoas têm nojo. Mas não tenho alternativas — diz ela, que perdeu o emprego no início da pandemia.


         De lá, caminhou mais duas quadras e encontrou um pepino no chão, debaixo de uma carreta, e folhas de couve-flor que também iriam para a sopa de legumes à noite. Com os R$ 150 que recebe do auxílio emergencial, Regina paga contas de água e luz; parcelas do IPTU e as prestações de uma televisão comprada em 60 vezes no carnê. Uma vez ao mês, compra três quilos de carne de segunda e manda moer, para comer ao longo dos dias.


         O nutricionista Antônio Herbert Lancha Júnior, professor da USP e do comitê científico da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), avaliou, vendo as imagens registradas de Regina, que os produtos pareciam em bom estado, mas observou que é comum a presença de roedores nestes locais:


         — São cenas chocantes. A gente já havia assistido a esse tipo de humilhação em tempos de guerras e extrema pobreza pelo mundo. No Brasil, é algo que vinha desaparecendo — disse.


         O GLOBO acompanhou Regina até sua casa, mas sua mãe, uma senhora de 80 anos, com quem ela divide a precariedade alimentar, pediu que a mesa de jantar não fosse fotografada. A Ceagesp informou que tem o programa “kit-feira” para distribuir alimentos. 


Disponível em: https://oglobo.globo.com/brasil/direitos-humanos/a-raspa-o-resto-pratos-da-fome-no-brasil-sao-feitos-com-alimentos doados-ou-encontrados-no-lixo-25175650 

 A história é contada por
Alternativas
Q3459359 Português

TEXTO 2


Desempregada garimpa comida em caçambas de lixo da Ceagesp


        Duas vezes por semana, a doméstica desempregada Regina dos Passos da Conceição, de 45 anos, sai de casa bem cedo puxando um carrinho de compras. Ela faz a feira na Ceagesp — Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, a maior central de abastecimento de frutas, legumes e verduras da América Latina. A viagem de ida, de ônibus e trem, dura duas horas. Ela escolhe abobrinhas, batatas, cenouras, chuchus, folhas de couve-flor, pepinos, repolhos e tomates. Regina não faz compras, como a maioria dos consumidores da Ceagesp. Ela cata alimentos em caçambas de lixo do lado de fora dos pavilhões.


         Na manhã de terça-feira, a jornada começou pelo portão 14 da Ceagesp. Logo foi abordada por um segurança:


        — A senhora vai fazer compras?

        — Não.

       — Então deixe o carrinho aqui do lado de fora.


         Como a Ceagesp não permite catadores, as coletas são feitas clandestinamente. Regina obedeceu ao guarda e entrou com uma sacola de feira vermelha. Peregrinando entre caçambas de detritos, achou, na primeira, quatro tomates. O fruto estava meio amassado, mas poderia ser consumido se cortado em pedacinhos, avaliou. Ao lado, no fundo de outra lixeira, havia dezenas de abobrinhas. Regina pegou uma ripa de madeira com um prego na ponta e as espetou uma a uma. Conseguiu quatro.


         — Sinto vergonha de catar comida do lixo. As pessoas têm nojo. Mas não tenho alternativas — diz ela, que perdeu o emprego no início da pandemia.


         De lá, caminhou mais duas quadras e encontrou um pepino no chão, debaixo de uma carreta, e folhas de couve-flor que também iriam para a sopa de legumes à noite. Com os R$ 150 que recebe do auxílio emergencial, Regina paga contas de água e luz; parcelas do IPTU e as prestações de uma televisão comprada em 60 vezes no carnê. Uma vez ao mês, compra três quilos de carne de segunda e manda moer, para comer ao longo dos dias.


         O nutricionista Antônio Herbert Lancha Júnior, professor da USP e do comitê científico da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), avaliou, vendo as imagens registradas de Regina, que os produtos pareciam em bom estado, mas observou que é comum a presença de roedores nestes locais:


         — São cenas chocantes. A gente já havia assistido a esse tipo de humilhação em tempos de guerras e extrema pobreza pelo mundo. No Brasil, é algo que vinha desaparecendo — disse.


         O GLOBO acompanhou Regina até sua casa, mas sua mãe, uma senhora de 80 anos, com quem ela divide a precariedade alimentar, pediu que a mesa de jantar não fosse fotografada. A Ceagesp informou que tem o programa “kit-feira” para distribuir alimentos. 


Disponível em: https://oglobo.globo.com/brasil/direitos-humanos/a-raspa-o-resto-pratos-da-fome-no-brasil-sao-feitos-com-alimentos doados-ou-encontrados-no-lixo-25175650 

O texto tem como objetivo principal 



Alternativas
Q3459332 Português
Martim Cererê – Jogador de Futebol



O pequenino vagabundo joga bola
e sai correndo atrás da bola que salta e rola)
Já quebrou quase todas as vidraças,
Inclusive a vidraça azul daquela casa
onde o sol parecia um arco-íris em brasa)


Os postes estão hirtos de tanto medo.
(O pequenino vagabundo não é brinquedo...)
E, quando o pequenino vagabundo,
cheio de sol, passa correndo entre os garotos,
de blusa verde-amarela e sapatos rotos,
aparece de pronto um guarda policial,
o homem mais barrigudo deste mundo,
com os seus botões feitos de ouro convencional,
e zás! carrega-lhe a bola!
“Estes marotos
precisam de escola)..”


O pequenino vagabundo guarda nos olhos,
durante a noite toda, a figura hedionda
do guarda metido na enorme farda
com aquele casaco comprido todo chovido
de botões amarelos.


E na sua inocência improvisa os mais lindos castelos:
e vê, pela vidraça,
a lua redonda que passa, imensa,
como uma bola jogada no céu.
“É aquele Deus, com certeza,
de que a vovó tanto fala)
Aquele Deus, amigo das crianças,
que tem uma bola branca cor de opala
e tem outra bola vermelha cor do sol:
que está jogando noite e dia futebol
e que chutou a lua agora mesmo
por trás do muro e, de manhã, por trás do morro,
chuta o sol...
A palavra “hirtos”, presente no verso “Os postes estão hirtos de tanto medo.”, pode ser substituída, sem prejuízo semântico, por: 
Alternativas
Q3459331 Português
Martim Cererê – Jogador de Futebol



O pequenino vagabundo joga bola
e sai correndo atrás da bola que salta e rola)
Já quebrou quase todas as vidraças,
Inclusive a vidraça azul daquela casa
onde o sol parecia um arco-íris em brasa)


Os postes estão hirtos de tanto medo.
(O pequenino vagabundo não é brinquedo...)
E, quando o pequenino vagabundo,
cheio de sol, passa correndo entre os garotos,
de blusa verde-amarela e sapatos rotos,
aparece de pronto um guarda policial,
o homem mais barrigudo deste mundo,
com os seus botões feitos de ouro convencional,
e zás! carrega-lhe a bola!
“Estes marotos
precisam de escola)..”


O pequenino vagabundo guarda nos olhos,
durante a noite toda, a figura hedionda
do guarda metido na enorme farda
com aquele casaco comprido todo chovido
de botões amarelos.


E na sua inocência improvisa os mais lindos castelos:
e vê, pela vidraça,
a lua redonda que passa, imensa,
como uma bola jogada no céu.
“É aquele Deus, com certeza,
de que a vovó tanto fala)
Aquele Deus, amigo das crianças,
que tem uma bola branca cor de opala
e tem outra bola vermelha cor do sol:
que está jogando noite e dia futebol
e que chutou a lua agora mesmo
por trás do muro e, de manhã, por trás do morro,
chuta o sol...
A figura de linguagem presente nos versos “a lua redonda que passa, imensa,/ como uma bola jogada no céu” é: 
Alternativas
Respostas
16101: A
16102: D
16103: D
16104: D
16105: D
16106: D
16107: C
16108: D
16109: C
16110: C
16111: C
16112: B
16113: B
16114: D
16115: B
16116: D
16117: A
16118: C
16119: C
16120: B