Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Ano: 2026 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2026 - USP - Auxiliar de Laboratório |
Q3964333 Português
     “As plantas viam o jardineiro como as plantas veem. Não se sentiam agradecidas. Tratavam o seu regador à semelhança da chuva que caía sobre elas nas noites de Outono. Florescerem não era o seu meio de meterem conversa com o jardineiro, mas uma forma de acentuarem a sua indiferença à declaração de amor que ele cultivava a cada hora.

       Tanto lhes fazia serem cuidadas por um assassino, se eram sujas as mãos que as amparavam ou o que viera antes do amor que ele lhes dedicava.

        Seguiam-no com seu olhar sem julgamento, alheias a que, todas as manhãs, Celestino acordava por elas. Vigiavam os seus passos, pressentiam a sua presença, alegravam-se de o ver, conheciam as suas rotinas. Sem que por um instante lhe sentissem a falta, ou se afligissem com as suas ausências ocasionais.

       Por maiores que fossem os cuidados do jardineiro, às plantas tanto lhes fazia viver ou morrer. Tanto lhes dava que ele se finasse no sono ou voltasse ao quintal todos os dias. Tanto lhes dava que tivesse encontrado nelas uma razão de viver ou as amasse.

     Se lhes faltasse a rega, murchariam. Não seria por mal, não o levavam a mal. Nada esperavam dele.”


Djaimilia Pereira de Almeida, A visão das plantas.
Assinale a alternativa que mantém a ordem lógica dos fatos apresentada no texto.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2026 - USP - Auxiliar de Laboratório |
Q3964332 Português
     “As plantas viam o jardineiro como as plantas veem. Não se sentiam agradecidas. Tratavam o seu regador à semelhança da chuva que caía sobre elas nas noites de Outono. Florescerem não era o seu meio de meterem conversa com o jardineiro, mas uma forma de acentuarem a sua indiferença à declaração de amor que ele cultivava a cada hora.

       Tanto lhes fazia serem cuidadas por um assassino, se eram sujas as mãos que as amparavam ou o que viera antes do amor que ele lhes dedicava.

        Seguiam-no com seu olhar sem julgamento, alheias a que, todas as manhãs, Celestino acordava por elas. Vigiavam os seus passos, pressentiam a sua presença, alegravam-se de o ver, conheciam as suas rotinas. Sem que por um instante lhe sentissem a falta, ou se afligissem com as suas ausências ocasionais.

       Por maiores que fossem os cuidados do jardineiro, às plantas tanto lhes fazia viver ou morrer. Tanto lhes dava que ele se finasse no sono ou voltasse ao quintal todos os dias. Tanto lhes dava que tivesse encontrado nelas uma razão de viver ou as amasse.

     Se lhes faltasse a rega, murchariam. Não seria por mal, não o levavam a mal. Nada esperavam dele.”


Djaimilia Pereira de Almeida, A visão das plantas.
Ao atribuir às plantas ações humanas, como “seguir com o olhar” e “vigiar os passos”, o texto utiliza
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2026 - USP - Auxiliar de Laboratório |
Q3964331 Português
     “As plantas viam o jardineiro como as plantas veem. Não se sentiam agradecidas. Tratavam o seu regador à semelhança da chuva que caía sobre elas nas noites de Outono. Florescerem não era o seu meio de meterem conversa com o jardineiro, mas uma forma de acentuarem a sua indiferença à declaração de amor que ele cultivava a cada hora.

       Tanto lhes fazia serem cuidadas por um assassino, se eram sujas as mãos que as amparavam ou o que viera antes do amor que ele lhes dedicava.

        Seguiam-no com seu olhar sem julgamento, alheias a que, todas as manhãs, Celestino acordava por elas. Vigiavam os seus passos, pressentiam a sua presença, alegravam-se de o ver, conheciam as suas rotinas. Sem que por um instante lhe sentissem a falta, ou se afligissem com as suas ausências ocasionais.

       Por maiores que fossem os cuidados do jardineiro, às plantas tanto lhes fazia viver ou morrer. Tanto lhes dava que ele se finasse no sono ou voltasse ao quintal todos os dias. Tanto lhes dava que tivesse encontrado nelas uma razão de viver ou as amasse.

     Se lhes faltasse a rega, murchariam. Não seria por mal, não o levavam a mal. Nada esperavam dele.”


Djaimilia Pereira de Almeida, A visão das plantas.
No trecho “Nada esperavam dele”, a frase mostra que as plantas 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2026 - USP - Auxiliar de Laboratório |
Q3964326 Português
No trecho “preconceito não faz parte do jogo”, a palavra ”jogo” é utilizada com o objetivo de 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2026 - USP - Auxiliar de Laboratório |
Q3964324 Português
A presença dos termos “cartão vermelho”, “regra” e “jogo” contribui para
Alternativas
Q3964224 Português
TEXTO BASE PARA A PRÓXIMA QUESTÃO.

Novo salário mínimo de R$ 1.621 entra em vigor hoje; entenda mudanças
Benefícios sociais e contribuições baseadas no piso salarial acompanham reajuste.

Da CNN Brasil 01/01/26 às 15:32 | Atualizado 01/01/26 às 19:41 

O novo salário mínimo para 2026, no valor de R$ 1.621, passa a vigorar nesta quinta-feira (1º). O valor representa um reajuste de R$ 103 ou 6,79%, em relação aos R$ 1.518 de 2025.
Com isso, os trabalhadores passam a receber o novo salário a partir do pagamento de fevereiro. O valor mínimo da diária de trabalho corresponde a R$ 54,04, com o mínimo da hora trabalhada em R$ 7,37.
[...]

Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/financas/novo-salario-minimo-de-r-1-621-entra-em-vigor-hoje-entenda-mudancas/. Acesso em: 02 de janeiro de 2026.
A partir das informações apresentadas no trecho da notícia acerca do novo salário mínimo, é correto afirmar que 
Alternativas
Q3964170 Português
Texto para a questão


O voluntário da pátria


    Os franceses com sua incontornável paixão por classificar tudo, inventaram a palavra “incontornável” para definir algo ou alguém de que ou de quem não se pode fugir ou abrir mão. E que bom que a tenham inventado, porque não há melhor maneira de explicar a presença, hoje, como sempre, de Antônio Carlos Jobim entre nós.

     A história o dá como tendo morrido de uma complicação cardíaca aos 67 anos durante uma cirurgia no Hospital Mount Sinai, em Nova York, em 8 de dezembro de 1994, e, dias depois, sido trazido para o Rio, velado no Jardim Botânico e levado ao Cemitério São João Batista, num cortejo que emocionou a cidade. Desde então, Tom deixou de ser visto nas ruas do Rio, onde, apesar de mundialmente famoso, circulava com o mais carioca dos à vontades e se deixava abordar por populares, amorosos e reverentes. Mas isso é só um formalismo. Tom não morreu.

    É o que sua permanência em nosso dia a dia faz pensar. Suas canções, em qualquer gênero, estilo ou formato, não saem de circulação. Estão em shows, rádios, discos e no streaming, indiferentes a fronteiras. Não há país a que se vá que não se possa ouvi-las, em salas de concerto, cabarés e até na rua. Cantores e músicos de toda parte continuam a gravar songbooks de sua obra. Livros são escritos a seu respeito, filmes são produzidos. Enquanto tantos de seus parceiros e contemporâneos foram reduzidos a referências nos livros de história, Tom parece fisicamente vivo e ativo.

    Mas sua preocupação com o meio ambiente, em termos de preservação e defesa de mares, matas e seres, que tantas incompreensões lhe rendeu, só há pouco entrou para a pauta nacional. Tom foi, antes de muitos, um ouvidor do Brasil, um ombudsman por conta própria. Ninguém o contratou ou escalou para isso – ao contrário, era um voluntário da pátria. E, não fosse ele um músico, ninguém mais equipado para ouvir o país, do pio do inhambu aos gritos da floresta sendo abatida a machado ou serra. Mas quantos outros músicos o seguiram nessa missão?

    Tom não morreu, e a qualquer hora dessas vamos cruzar com ele, aflito, à sombra de alguma árvore que já não está mais lá.


O ouvidor do Brasil:99 vezes Tom Jobim. Ruy Castro 
Trecho para a questão

“Mas isso é só um formalismo. Tom não morreu.”

Em relação ao trecho apresentado, a conjunção, “mas” estabelece, no contexto, uma relação de: 
Alternativas
Q3964169 Português
Texto para a questão


O voluntário da pátria


    Os franceses com sua incontornável paixão por classificar tudo, inventaram a palavra “incontornável” para definir algo ou alguém de que ou de quem não se pode fugir ou abrir mão. E que bom que a tenham inventado, porque não há melhor maneira de explicar a presença, hoje, como sempre, de Antônio Carlos Jobim entre nós.

     A história o dá como tendo morrido de uma complicação cardíaca aos 67 anos durante uma cirurgia no Hospital Mount Sinai, em Nova York, em 8 de dezembro de 1994, e, dias depois, sido trazido para o Rio, velado no Jardim Botânico e levado ao Cemitério São João Batista, num cortejo que emocionou a cidade. Desde então, Tom deixou de ser visto nas ruas do Rio, onde, apesar de mundialmente famoso, circulava com o mais carioca dos à vontades e se deixava abordar por populares, amorosos e reverentes. Mas isso é só um formalismo. Tom não morreu.

    É o que sua permanência em nosso dia a dia faz pensar. Suas canções, em qualquer gênero, estilo ou formato, não saem de circulação. Estão em shows, rádios, discos e no streaming, indiferentes a fronteiras. Não há país a que se vá que não se possa ouvi-las, em salas de concerto, cabarés e até na rua. Cantores e músicos de toda parte continuam a gravar songbooks de sua obra. Livros são escritos a seu respeito, filmes são produzidos. Enquanto tantos de seus parceiros e contemporâneos foram reduzidos a referências nos livros de história, Tom parece fisicamente vivo e ativo.

    Mas sua preocupação com o meio ambiente, em termos de preservação e defesa de mares, matas e seres, que tantas incompreensões lhe rendeu, só há pouco entrou para a pauta nacional. Tom foi, antes de muitos, um ouvidor do Brasil, um ombudsman por conta própria. Ninguém o contratou ou escalou para isso – ao contrário, era um voluntário da pátria. E, não fosse ele um músico, ninguém mais equipado para ouvir o país, do pio do inhambu aos gritos da floresta sendo abatida a machado ou serra. Mas quantos outros músicos o seguiram nessa missão?

    Tom não morreu, e a qualquer hora dessas vamos cruzar com ele, aflito, à sombra de alguma árvore que já não está mais lá.


O ouvidor do Brasil:99 vezes Tom Jobim. Ruy Castro 
Trecho para a questão

“Mas isso é só um formalismo. Tom não morreu.”

Considerando o trecho apresentado, assinale a alternativa em que a reescrita mantém o sentido original do excerto.
Alternativas
Q3964168 Português
Texto para a questão


O voluntário da pátria


    Os franceses com sua incontornável paixão por classificar tudo, inventaram a palavra “incontornável” para definir algo ou alguém de que ou de quem não se pode fugir ou abrir mão. E que bom que a tenham inventado, porque não há melhor maneira de explicar a presença, hoje, como sempre, de Antônio Carlos Jobim entre nós.

     A história o dá como tendo morrido de uma complicação cardíaca aos 67 anos durante uma cirurgia no Hospital Mount Sinai, em Nova York, em 8 de dezembro de 1994, e, dias depois, sido trazido para o Rio, velado no Jardim Botânico e levado ao Cemitério São João Batista, num cortejo que emocionou a cidade. Desde então, Tom deixou de ser visto nas ruas do Rio, onde, apesar de mundialmente famoso, circulava com o mais carioca dos à vontades e se deixava abordar por populares, amorosos e reverentes. Mas isso é só um formalismo. Tom não morreu.

    É o que sua permanência em nosso dia a dia faz pensar. Suas canções, em qualquer gênero, estilo ou formato, não saem de circulação. Estão em shows, rádios, discos e no streaming, indiferentes a fronteiras. Não há país a que se vá que não se possa ouvi-las, em salas de concerto, cabarés e até na rua. Cantores e músicos de toda parte continuam a gravar songbooks de sua obra. Livros são escritos a seu respeito, filmes são produzidos. Enquanto tantos de seus parceiros e contemporâneos foram reduzidos a referências nos livros de história, Tom parece fisicamente vivo e ativo.

    Mas sua preocupação com o meio ambiente, em termos de preservação e defesa de mares, matas e seres, que tantas incompreensões lhe rendeu, só há pouco entrou para a pauta nacional. Tom foi, antes de muitos, um ouvidor do Brasil, um ombudsman por conta própria. Ninguém o contratou ou escalou para isso – ao contrário, era um voluntário da pátria. E, não fosse ele um músico, ninguém mais equipado para ouvir o país, do pio do inhambu aos gritos da floresta sendo abatida a machado ou serra. Mas quantos outros músicos o seguiram nessa missão?

    Tom não morreu, e a qualquer hora dessas vamos cruzar com ele, aflito, à sombra de alguma árvore que já não está mais lá.


O ouvidor do Brasil:99 vezes Tom Jobim. Ruy Castro 
No trecho final do texto, o autor afirma que “vamos cruzar com ele, aflito, à sombra de alguma árvore que já não está mais lá.” Considerando o valor simbólico da imagem construída, pode-se inferir que a expressão “árvore que já não está mais lá” contribui para
Alternativas
Q3964166 Português
Texto para a questão


O voluntário da pátria


    Os franceses com sua incontornável paixão por classificar tudo, inventaram a palavra “incontornável” para definir algo ou alguém de que ou de quem não se pode fugir ou abrir mão. E que bom que a tenham inventado, porque não há melhor maneira de explicar a presença, hoje, como sempre, de Antônio Carlos Jobim entre nós.

     A história o dá como tendo morrido de uma complicação cardíaca aos 67 anos durante uma cirurgia no Hospital Mount Sinai, em Nova York, em 8 de dezembro de 1994, e, dias depois, sido trazido para o Rio, velado no Jardim Botânico e levado ao Cemitério São João Batista, num cortejo que emocionou a cidade. Desde então, Tom deixou de ser visto nas ruas do Rio, onde, apesar de mundialmente famoso, circulava com o mais carioca dos à vontades e se deixava abordar por populares, amorosos e reverentes. Mas isso é só um formalismo. Tom não morreu.

    É o que sua permanência em nosso dia a dia faz pensar. Suas canções, em qualquer gênero, estilo ou formato, não saem de circulação. Estão em shows, rádios, discos e no streaming, indiferentes a fronteiras. Não há país a que se vá que não se possa ouvi-las, em salas de concerto, cabarés e até na rua. Cantores e músicos de toda parte continuam a gravar songbooks de sua obra. Livros são escritos a seu respeito, filmes são produzidos. Enquanto tantos de seus parceiros e contemporâneos foram reduzidos a referências nos livros de história, Tom parece fisicamente vivo e ativo.

    Mas sua preocupação com o meio ambiente, em termos de preservação e defesa de mares, matas e seres, que tantas incompreensões lhe rendeu, só há pouco entrou para a pauta nacional. Tom foi, antes de muitos, um ouvidor do Brasil, um ombudsman por conta própria. Ninguém o contratou ou escalou para isso – ao contrário, era um voluntário da pátria. E, não fosse ele um músico, ninguém mais equipado para ouvir o país, do pio do inhambu aos gritos da floresta sendo abatida a machado ou serra. Mas quantos outros músicos o seguiram nessa missão?

    Tom não morreu, e a qualquer hora dessas vamos cruzar com ele, aflito, à sombra de alguma árvore que já não está mais lá.


O ouvidor do Brasil:99 vezes Tom Jobim. Ruy Castro 
Em relação ao texto apresentado, ao afirmar que Tom era “um ouvidor do Brasil, um ombudsman por conta própria”, o autor sugere que o músico
Alternativas
Q3964165 Português
Texto para a questão


O voluntário da pátria


    Os franceses com sua incontornável paixão por classificar tudo, inventaram a palavra “incontornável” para definir algo ou alguém de que ou de quem não se pode fugir ou abrir mão. E que bom que a tenham inventado, porque não há melhor maneira de explicar a presença, hoje, como sempre, de Antônio Carlos Jobim entre nós.

     A história o dá como tendo morrido de uma complicação cardíaca aos 67 anos durante uma cirurgia no Hospital Mount Sinai, em Nova York, em 8 de dezembro de 1994, e, dias depois, sido trazido para o Rio, velado no Jardim Botânico e levado ao Cemitério São João Batista, num cortejo que emocionou a cidade. Desde então, Tom deixou de ser visto nas ruas do Rio, onde, apesar de mundialmente famoso, circulava com o mais carioca dos à vontades e se deixava abordar por populares, amorosos e reverentes. Mas isso é só um formalismo. Tom não morreu.

    É o que sua permanência em nosso dia a dia faz pensar. Suas canções, em qualquer gênero, estilo ou formato, não saem de circulação. Estão em shows, rádios, discos e no streaming, indiferentes a fronteiras. Não há país a que se vá que não se possa ouvi-las, em salas de concerto, cabarés e até na rua. Cantores e músicos de toda parte continuam a gravar songbooks de sua obra. Livros são escritos a seu respeito, filmes são produzidos. Enquanto tantos de seus parceiros e contemporâneos foram reduzidos a referências nos livros de história, Tom parece fisicamente vivo e ativo.

    Mas sua preocupação com o meio ambiente, em termos de preservação e defesa de mares, matas e seres, que tantas incompreensões lhe rendeu, só há pouco entrou para a pauta nacional. Tom foi, antes de muitos, um ouvidor do Brasil, um ombudsman por conta própria. Ninguém o contratou ou escalou para isso – ao contrário, era um voluntário da pátria. E, não fosse ele um músico, ninguém mais equipado para ouvir o país, do pio do inhambu aos gritos da floresta sendo abatida a machado ou serra. Mas quantos outros músicos o seguiram nessa missão?

    Tom não morreu, e a qualquer hora dessas vamos cruzar com ele, aflito, à sombra de alguma árvore que já não está mais lá.


O ouvidor do Brasil:99 vezes Tom Jobim. Ruy Castro 
No trecho “incontornável paixão por classificar tudo”, a palavra “incontornável” expressa ideia de algo 
Alternativas
Q3964164 Português
Texto para a questão


O voluntário da pátria


    Os franceses com sua incontornável paixão por classificar tudo, inventaram a palavra “incontornável” para definir algo ou alguém de que ou de quem não se pode fugir ou abrir mão. E que bom que a tenham inventado, porque não há melhor maneira de explicar a presença, hoje, como sempre, de Antônio Carlos Jobim entre nós.

     A história o dá como tendo morrido de uma complicação cardíaca aos 67 anos durante uma cirurgia no Hospital Mount Sinai, em Nova York, em 8 de dezembro de 1994, e, dias depois, sido trazido para o Rio, velado no Jardim Botânico e levado ao Cemitério São João Batista, num cortejo que emocionou a cidade. Desde então, Tom deixou de ser visto nas ruas do Rio, onde, apesar de mundialmente famoso, circulava com o mais carioca dos à vontades e se deixava abordar por populares, amorosos e reverentes. Mas isso é só um formalismo. Tom não morreu.

    É o que sua permanência em nosso dia a dia faz pensar. Suas canções, em qualquer gênero, estilo ou formato, não saem de circulação. Estão em shows, rádios, discos e no streaming, indiferentes a fronteiras. Não há país a que se vá que não se possa ouvi-las, em salas de concerto, cabarés e até na rua. Cantores e músicos de toda parte continuam a gravar songbooks de sua obra. Livros são escritos a seu respeito, filmes são produzidos. Enquanto tantos de seus parceiros e contemporâneos foram reduzidos a referências nos livros de história, Tom parece fisicamente vivo e ativo.

    Mas sua preocupação com o meio ambiente, em termos de preservação e defesa de mares, matas e seres, que tantas incompreensões lhe rendeu, só há pouco entrou para a pauta nacional. Tom foi, antes de muitos, um ouvidor do Brasil, um ombudsman por conta própria. Ninguém o contratou ou escalou para isso – ao contrário, era um voluntário da pátria. E, não fosse ele um músico, ninguém mais equipado para ouvir o país, do pio do inhambu aos gritos da floresta sendo abatida a machado ou serra. Mas quantos outros músicos o seguiram nessa missão?

    Tom não morreu, e a qualquer hora dessas vamos cruzar com ele, aflito, à sombra de alguma árvore que já não está mais lá.


O ouvidor do Brasil:99 vezes Tom Jobim. Ruy Castro 
Considerando o texto, pode-se afirmar que o autor constrói sua homenagem a Tom Jobim principalmente por meio de:
Alternativas
Q3964140 Português

Não sou igual a você


Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua é algo estranho para qualquer pessoa. Nem sempre pode ser bom, mas sempre trará algum benefício. Crescer com as divergências, poder conhecer e aceitar diferentes formas de pensamento, ideologias e costumes é um grande desafio para o ser humano.


Saber que ao seu lado tem uma pessoa que pensa diferente de você e faz coisas que você não faz e vive outras realidades que nada tem a ver com a sua desperta emoções inesperadas em qualquer pessoa. Pode ser alegria, raiva, tristeza, amor etc. Não é possível prever como receberemos uma diferente forma de viver.


O que vale a pena quando o seu grupo entra em choque com outro grupo? Brigar, discutir, partir para a agressão − isso é fácil. Difícil mesmo é aceitar a ideia do outro e saber que, assim como você, o outro tem seus costumes, suas crenças e comportamentos e que ele vai defendê-los, assim como você defende os seus. Difícil é viver em paz com o vizinho totalmente diferente de você.


Se todos fossem iguais, a vida seria muito sem graça. Olhar para o lado e não ver nada diferente seria muito ruim. É um desafio para o ser humano conviver pacificamente com as diferentes formas de viver. Será que você consegue?


CASTRO, Kika. Manifesto a favor do direito de divergir. 6 abr. 2013. Disponível em: https://kikacastro.com.br/2013/04/06/manifesto-a-favor-do-direito-de-div ergir/ . Acesso em: 18 fev. 2026. 

Considerando a tipologia e o gênero textual que caracterizam o texto apresentado, analise a forma de organização discursiva, a finalidade comunicativa predominante e os recursos linguísticos mobilizados pelo autor na construção do sentido, e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3964094 Português
Futuro das cidades depende da integração entre água, saneamento e ação climática

    A América Latina detém quase um terço dos recursos de água doce no mundo, mas milhões de pessoas ainda não têm acesso seguro. O Brasil tem avançado, como com a criação do Marco Legal do Saneamento em 2020, que estabeleceu metas de universalização para 2033. Isso é particularmente importante considerando que, hoje, 32 milhões de pessoas no Brasil ainda não têm acesso à água potável e cerca de 90 milhões não contam com coleta de esgoto, segundo o Instituto Trata Brasil.

    Esses déficits estruturais se tornam ainda mais urgentes à medida que as mudanças climáticas avançam, trazendo enchentes devastadoras, secas prolongadas e eventos extremos cada vez mais imprevisíveis. A resposta para essa questão exige abandonar soluções fragmentadas, em silos, e adotar uma abordagem integrada, na qual água, saneamento e ação climática sejam tratados como partes inseparáveis do mesmo desafio.

    A formulação de políticas em silos significa que estratégias de adaptação climática são desenvolvidas sem considerar a infraestrutura de água e saneamento, enquanto projetos de saneamento são implementados sem levar em conta vulnerabilidades climáticas. Sistemas de saneamento construídos sem resiliência são destruídos por enchentes, e comunidades sem acesso à água potável não conseguem se recuperar de secas prolongadas.

    Essa fragmentação desperdiça recursos, atrasa respostas a crises e aprofunda desigualdades. Populações vulneráveis são as primeiras a sofrer e as últimas a se recuperar. Ao mesmo tempo, o acesso à água potável e ao saneamento protege a saúde pública. Um relatório da Unicef mostra que, na América Latina e no Caribe, 4,8 milhões de pessoas enfrentam a dupla carga de alta escassez de água e baixos níveis de serviço de água potável. Este é um dos principais fatores de mortalidade entre crianças de 5 anos por doenças evitáveis. Serviços confiáveis atuam como primeira linha de defesa contra enfermidades agravadas pelas mudanças climáticas, incluindo dengue, cólera e leptospirose. A inação agora resultará em maiores custos hospitalares, perdas de produtividade e mortes evitáveis no futuro.

    Integrar água, saneamento e ação climática gera benefícios concretos. Cidades que adotam pavimentos permeáveis, redes de esgoto eficientes ou programas de restauração de bacias melhoram a gestão das águas, a produtividade agrícola e reduzem os impactos de enchentes urbanas. A integração também fortalece a segurança alimentar e energética, pois proteger bacias hidrográficas e expandir o reuso de água é essencial para a agricultura e a geração hidrelétrica – responsável por 60% da eletricidade na América Latina, segundo a IEA. Além dos números, soluções integradas aumentam a confiança social, já que comunidades que experimentam água segura, saneamento confiável e proteção contra desastres tendem a apoiar políticas climáticas mais amplas.

    Para avançar, governos devem definir metas claras e mensuráveis para integrar água, saneamento e clima, apoiadas por investimentos estratégicos e monitoramento eficiente. Além disso, a sociedade civil deve ser empoderada como voz ativa na construção de soluções que impactam suas comunidades.


(Por Muyatwa Sitali. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
Analise o trecho: “A inação agora resultará em maiores custos hospitalares, perdas de produtividade e mortes evitáveis no futuro.” (4º§). No contexto em que é empregado, o termo “inação” exprime a ideia de:
Alternativas
Q3964093 Português
Futuro das cidades depende da integração entre água, saneamento e ação climática

    A América Latina detém quase um terço dos recursos de água doce no mundo, mas milhões de pessoas ainda não têm acesso seguro. O Brasil tem avançado, como com a criação do Marco Legal do Saneamento em 2020, que estabeleceu metas de universalização para 2033. Isso é particularmente importante considerando que, hoje, 32 milhões de pessoas no Brasil ainda não têm acesso à água potável e cerca de 90 milhões não contam com coleta de esgoto, segundo o Instituto Trata Brasil.

    Esses déficits estruturais se tornam ainda mais urgentes à medida que as mudanças climáticas avançam, trazendo enchentes devastadoras, secas prolongadas e eventos extremos cada vez mais imprevisíveis. A resposta para essa questão exige abandonar soluções fragmentadas, em silos, e adotar uma abordagem integrada, na qual água, saneamento e ação climática sejam tratados como partes inseparáveis do mesmo desafio.

    A formulação de políticas em silos significa que estratégias de adaptação climática são desenvolvidas sem considerar a infraestrutura de água e saneamento, enquanto projetos de saneamento são implementados sem levar em conta vulnerabilidades climáticas. Sistemas de saneamento construídos sem resiliência são destruídos por enchentes, e comunidades sem acesso à água potável não conseguem se recuperar de secas prolongadas.

    Essa fragmentação desperdiça recursos, atrasa respostas a crises e aprofunda desigualdades. Populações vulneráveis são as primeiras a sofrer e as últimas a se recuperar. Ao mesmo tempo, o acesso à água potável e ao saneamento protege a saúde pública. Um relatório da Unicef mostra que, na América Latina e no Caribe, 4,8 milhões de pessoas enfrentam a dupla carga de alta escassez de água e baixos níveis de serviço de água potável. Este é um dos principais fatores de mortalidade entre crianças de 5 anos por doenças evitáveis. Serviços confiáveis atuam como primeira linha de defesa contra enfermidades agravadas pelas mudanças climáticas, incluindo dengue, cólera e leptospirose. A inação agora resultará em maiores custos hospitalares, perdas de produtividade e mortes evitáveis no futuro.

    Integrar água, saneamento e ação climática gera benefícios concretos. Cidades que adotam pavimentos permeáveis, redes de esgoto eficientes ou programas de restauração de bacias melhoram a gestão das águas, a produtividade agrícola e reduzem os impactos de enchentes urbanas. A integração também fortalece a segurança alimentar e energética, pois proteger bacias hidrográficas e expandir o reuso de água é essencial para a agricultura e a geração hidrelétrica – responsável por 60% da eletricidade na América Latina, segundo a IEA. Além dos números, soluções integradas aumentam a confiança social, já que comunidades que experimentam água segura, saneamento confiável e proteção contra desastres tendem a apoiar políticas climáticas mais amplas.

    Para avançar, governos devem definir metas claras e mensuráveis para integrar água, saneamento e clima, apoiadas por investimentos estratégicos e monitoramento eficiente. Além disso, a sociedade civil deve ser empoderada como voz ativa na construção de soluções que impactam suas comunidades.


(Por Muyatwa Sitali. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
De acordo com as informações e a argumentação apresentadas no texto, a principal causa da ineficiência no enfrentamento das crises hídricas e climáticas reside no(a):
Alternativas
Q3964063 Português

Não sou igual a você


Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua é algo estranho para qualquer pessoa. Nem sempre pode ser bom, mas sempre trará algum benefício. Crescer com as divergências, poder conhecer e aceitar diferentes formas de pensamento, ideologias e costumes é um grande desafio para o ser humano.


Saber que ao seu lado tem uma pessoa que pensa diferente de você e faz coisas que você não faz e vive outras realidades que nada tem a ver com a sua desperta emoções inesperadas em qualquer pessoa. Pode ser alegria, raiva, tristeza, amor etc. Não é possível prever como receberemos uma diferente forma de viver.


O que vale a pena quando o seu grupo entra em choque com outro grupo? Brigar, discutir, partir para a agressão − isso é fácil. Difícil mesmo é aceitar a ideia do outro e saber que, assim como você, o outro tem seus costumes, suas crenças e comportamentos e que ele vai defendê-los, assim como você defende os seus. Difícil é viver em paz com o vizinho totalmente diferente de você.


Se todos fossem iguais, a vida seria muito sem graça. Olhar para o lado e não ver nada diferente seria muito ruim. É um desafio para o ser humano conviver pacificamente com as diferentes formas de viver. Será que você consegue?


CASTRO, Kika. Manifesto a favor do direito de divergir. 6 abr. 2013. Disponível em: https://kikacastro.com.br/2013/04/06/manifesto-a-favor-do-direito-de-div ergir/ . Acesso em: 18 fev. 2026.

Considerando a tipologia e o gênero textual que caracterizam o texto apresentado, analise a forma de organização discursiva, a finalidade comunicativa predominante e os recursos linguísticos mobilizados pelo autor na construção do sentido, e assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3964006 Português
As frases a seguir mostram expressões populares bastante utilizadas na língua falada.
Assinale a opção em que a expressão sublinhada foi corretamente substituída por uma expressão formal equivalente. 
Alternativas
Q3964005 Português
Observe o diálogo abaixo, entre um mecânico de automóveis e um cliente já conhecido:
— Opa! Como é que tá? — Opa! Tudo bem seu Cloves? — Tudo bem. E o carro? — Dei uma olhada... o barulho embaixo é do escapamento... tá furado... o barulho na frente é da junta do motor... precisa trocar... também é bom trocar o limpador de para-brisas... tá velho... e aí... — E a embreagem? — Já consertei... Essa mancha é de alguma coisa que deixaram cair e não sai... Já esfreguei pra burro! — Puxa!
Assinale a opção em que há uma característica da língua falada erradamente exemplificada.
Alternativas
Q3963954 Português
A questão se refere ao texto a seguir:


Eletrizante, nova série expõe a crueldade da sobrecarga mental de mães


  Nova sensação das redes sociais, a série "All Her Fault" ("É Tudo Culpa Dela" numa tradução literal), disponível no Prime Video, é uma história bem elaborada e com reviravoltas surpreendentes que fazem o espectador ansiar pelo próximo episódio.

  A série, entretanto, não é apenas um ótimo produto de entretenimento. Além de hipnotizar o público, a produção tem a qualidade de esmiuçar, ainda que de maneira discreta, uma questão que vem sendo muito debatida nos últimos anos e que, muitas vezes, é subestimada: a sobrecarga mental das mulheres.

   Todo o conflito é disparado quando a empresária Marissa não checa se o número que lhe enviou uma mensagem de texto realmente pertence a Jenny, mãe de um dos colegas de escola de seu filho, Milo. Essa desatenção faz com que ela caia numa armadilha e tenha o filho sequestrado pela babá que trabalhava para Jenny, que, por sua vez, começa a ser questionada por não ter investigado com mais profundidade o histórico da profissional que contratou.

   A partir do sequestro de Milo, Marissa e Jenny são alvo de cobranças, insinuações e julgamentos precipitados, que desconsideram o excesso de responsabilidades que elas possuem e a falta de participação de seus respectivos maridos nas decisões relativas à família. Tudo recai sobre as costas de Marissa e Jenny, que não são vistas como vítimas da situação, mas como parte do problema.

   Essa dimensão humana das personagens, que é muito bem explorada, torna “É Tudo Culpa Dela” ainda mais angustiante. A minissérie mostra que mães estão sempre a um passo de vivenciarem um filme de terror e que, para isso, nem precisam ter os filhos sequestrados. Basta não darem conta das expectativas alheias ou não agirem como os outros esperam que elas se comportem.


(Autoria de Ricky Hiraoka. Texto adaptado. Disponível em: https://www.uol.com.br/splash/colunas/rickyhiraoka/2026/01/16/all-her-fault.htm?cmpid=copiaecola Acesso em 16 jan. 2026)
O texto apresentado, ao analisar a série All Her Fault (É Tudo Culpa Dela), caracteriza-se predominantemente como um texto do gênero: 
Alternativas
Q3963953 Português
A questão se refere ao texto a seguir:


Eletrizante, nova série expõe a crueldade da sobrecarga mental de mães


  Nova sensação das redes sociais, a série "All Her Fault" ("É Tudo Culpa Dela" numa tradução literal), disponível no Prime Video, é uma história bem elaborada e com reviravoltas surpreendentes que fazem o espectador ansiar pelo próximo episódio.

  A série, entretanto, não é apenas um ótimo produto de entretenimento. Além de hipnotizar o público, a produção tem a qualidade de esmiuçar, ainda que de maneira discreta, uma questão que vem sendo muito debatida nos últimos anos e que, muitas vezes, é subestimada: a sobrecarga mental das mulheres.

   Todo o conflito é disparado quando a empresária Marissa não checa se o número que lhe enviou uma mensagem de texto realmente pertence a Jenny, mãe de um dos colegas de escola de seu filho, Milo. Essa desatenção faz com que ela caia numa armadilha e tenha o filho sequestrado pela babá que trabalhava para Jenny, que, por sua vez, começa a ser questionada por não ter investigado com mais profundidade o histórico da profissional que contratou.

   A partir do sequestro de Milo, Marissa e Jenny são alvo de cobranças, insinuações e julgamentos precipitados, que desconsideram o excesso de responsabilidades que elas possuem e a falta de participação de seus respectivos maridos nas decisões relativas à família. Tudo recai sobre as costas de Marissa e Jenny, que não são vistas como vítimas da situação, mas como parte do problema.

   Essa dimensão humana das personagens, que é muito bem explorada, torna “É Tudo Culpa Dela” ainda mais angustiante. A minissérie mostra que mães estão sempre a um passo de vivenciarem um filme de terror e que, para isso, nem precisam ter os filhos sequestrados. Basta não darem conta das expectativas alheias ou não agirem como os outros esperam que elas se comportem.


(Autoria de Ricky Hiraoka. Texto adaptado. Disponível em: https://www.uol.com.br/splash/colunas/rickyhiraoka/2026/01/16/all-her-fault.htm?cmpid=copiaecola Acesso em 16 jan. 2026)
Com base na leitura do texto, analise as afirmações a seguir:

I. O texto sustenta que a série constrói seu conflito central a partir de um erro pontual de Marissa, mas amplia essa situação para discutir a sobrecarga mental enfrentada pelas mulheres.
II. As reações sociais ao sequestro de Milo revelam julgamentos que ignoram a desigual divisão de responsabilidades familiares entre homens e mulheres.
III. O texto defende que as personagens femininas são retratadas como vítimas da situação, recebendo compreensão e empatia por parte da sociedade representada na série.

Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Respostas
1541: B
1542: C
1543: B
1544: D
1545: E
1546: A
1547: C
1548: B
1549: C
1550: D
1551: E
1552: B
1553: B
1554: B
1555: D
1556: D
1557: B
1558: E
1559: D
1560: B