Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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A partir do texto depreende-se que:
"Mas eu não quis acreditar naquilo, não era possível que, em tão pouco tempo, as coisas tivessem mudado tanto."
Sobre o trecho acima, qual das alternativas a seguir melhor explica o efeito de sentido do uso do verbo "quis"?
"Era uma vez uma menina chamada Rosa, que adorava contar histórias. Todas as noites, antes de dormir, ela inventava contos fantásticos que encantavam seus amigos e familiares."
Qual é a função do trecho "Todas as noites, antes de dormir" na narrativa?
"Maria leu o livro rapidamente, pois precisava entregar a tarefa no dia seguinte."
No trecho acima, a palavra "rapidamente" indica:
Leia:
FANATISMO
Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão de meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!
Não vejo nada assim enlouquecida…
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!
“Tudo no mundo é frágil, tudo passa…”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!
E, olhos postos em ti, vivo de rastros:
“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!…”
Florbela Espanca
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Eu Sei de Cor
Marília Mendonça
(...)
Enquanto cê tá indo, eu tô voltando
E todo esse caminho eu sei de cor
Se eu não me engano
Agora vai me deixar só
O segundo passo é não me atender
O terceiro é se arrepender
(...)
Deixa, deixa mesmo de ser importante
Vai deixando a gente pra outra hora
Vai tentar abrir a porta desse amor
Quando eu tiver jogado a chave fora
Fonte: LyricFind
Leia o texto a seguir e responda à questão seguinte
Bonitas mesmo
Quando é que uma mulher é realmente bonita? No momento em que sai do cabeleireiro? Quando está numa festa? Quando posa para uma foto? Clic, clic, clic. Sorriso amarelo, postura artificial, desempenho para o público. Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo.
Atirada no sofá, com uma calça de ficar em casa, uma blusa faltando um botão, as pernas enroscadas uma na outra, o cabelo caindo de qualquer jeito pelo ombro, nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia. Um livro nas mãos, o olhar perdido dentro de tantas palavras, um ar de descoberta no rosto. Linda.
Caminhando pela rua, sol escaldante, a manga da blusa arregaçada, a nuca ardendo, o cabelo sendo erguido num coque mal feito, um ar de desaprovação pelo atraso do ônibus, centenas de pessoas cruzando-se e ninguém enxergando ninguém, ela enxuga a testa com a palma da mão, ajeita a sobrancelha com os dedos. Perfeita.
Saindo do banho, a toalha abandonada no chão, o corpo ainda úmido, as mãos desembaçando o espelho, creme hidratante nas pernas, desodorante, um último minuto de relaxamento, há um dia inteiro pra percorrer e assim que a porta do banheiro for aberta já não será mais dona de si mesma. Escovar os dentes, cuspir, enxugar a boca, respirar fundo. Espetacular.
Dentro do teatro, as luzes apagadas, o riso solto, escancarado, as mãos aplaudindo em cena aberta, sem comandos, seu tronco deslocando-se quando uma fala surpreende, gargalhada que não se constrange, não obedece à adequação, gengiva à mostra, seu ombro encostado no ombro ao lado, ambos voltados pra frente, a mão tapando a boca num breve acesso de timidez por tanta alegria. Um sonho.
O carro estacionado às pressas numa rua desconhecida, uma necessidade urgente de chorar por causa de uma música ou de uma lembrança, a cabeça jogada sobre o volante, as lágrimas quentes, fartas, um lenço de papel catado na bolsa, o nariz sendo assoado, os dedos limpando as pálpebras, o retrovisor acusando os olhos vermelhos e mesmo assim servindo de amparo, estou aqui com você, só eu estou te vendo. Encantadora.
Martha Medeiros, Coisas da Vida (2005)
Analise com atenção a imagem abaixo:

Nela aparece destacado o termo “Venha conferir”. Sabendo-se que a imagem acima corresponde a um anúncio, é possível afirmar que essa expressão destacada representa: