Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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I.A metáfora é uma figura de linguagem que substitui um termo por outro com base em uma semelhança implícita, como em "A vida é um sopro."
II.A perífrase designa um ser ou objeto por meio de uma característica marcante, como em "O rei dos animais foi generoso."
III.A metonímia é o uso de palavras com significados contrários para criar efeito de contraste, como em "Ela era o céu, ele o inferno."
Está correto o que se afirma em:
(__)A fábula e o apólogo são exemplos de gêneros dramáticos, pois apresentam conflitos encenados com personagens fictícias.
(__)O romance histórico pertence ao gênero narrativo e apresenta elementos ficcionais mesclados a fatos históricos.
(__)O gênero oratório é restrito ao discurso político e não inclui outras modalidades, como o sermão ou a oratória acadêmica.
(__)O drama é um exemplo do gênero dramático, sendo frequentemente encenado em apresentações teatrais.
A sequência está correta em:
"Era uma manhã fria e silenciosa em uma pequena vila no interior da Inglaterra. O céu estava coberto por nuvens cinzentas, e uma névoa densa pairava sobre as ruas desertas. No casarão da colina, Eleanor preparava-se para mais um dia de trabalho solitário. Há anos vivia ali, guardando segredos que jamais ousara revelar, nem mesmo ao fiel cão Charlie, que sempre a acompanhava.
Enquanto escrevia em seu diário, a jovem ouviu um som inesperado vindo do jardim. Curiosa, desceu as escadas e abriu a porta. Do outro lado, um homem misterioso, de roupas gastas e olhar desconfiado, segurava uma carta. "Para Eleanor Grey", disse ele, antes de desaparecer na névoa. Com mãos trêmulas, Eleanor abriu o envelope e encontrou uma mensagem que a fazia questionar tudo o que acreditava ser verdade.
A carta falava sobre seu passado, sobre uma vida que ela não lembrava e sobre segredos que envolviam não só sua família, mas toda a vila. Assim, Eleanor embarcava em uma jornada de descobertas, onde enfrentaria medos antigos e verdades dolorosas."
No trecho acima, são apresentados elementos essenciais para a construção de um romance, como enredo, personagens, ambiente e tempo. Com base no texto e nos conceitos teóricos do gênero, assinale a alternativa correta.
Sobre a linguagem empregada na crônica, assinale a alternativa INCORRETA:
“Se olharmos para maneira que estruturamos nossos planos, pensamentos e ideias percebemos que estamos sempre focados em um propósito ali na frente. Para alguns essa meta é simplesmente o dinheiro, para outros uma vida de prazer, para outros ainda uma combinação dos dois. Apenas para poucos há espaço para ver que existem coisas que não são prazeres físicos e sensoriais diretos, mas um prazer sutil, uma sensação de paz que vem de levar uma vida correta e ter um papel no esquema do mundo.”
Disponível em: https://satsangaonline.com (fragmento)
Com base no conteúdo do fragmento do texto acima, pode-se afirmar que a temática está relacionada com:
"Contar é muito dificultoso. Não pelos anos que já se passaram. Mas pela astúcia que têm certas coisas passadas de fazer balancê, de se remexerem dos lugares. A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos; uns com outros acho que nem se misturam. Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo coisas de rasa importância. Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras de recente data. Toda saudade é uma espécie de velhice. Talvez, então, a melhor coisa seria contar a infância não como um filme em que a vida acontece no tempo, uma coisa depois da outra, na ordem certa, sendo essa conexão que lhe dá sentido, princípio, meio e fim, mas como um álbum de retratos, cada um completo em si mesmo, cada um contendo o sentido inteiro."
(Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, apud Rubem Alves. Na Morada das Palavras. Campinas: Papirus, 2003, p. 139.)
No trecho acima, o narrador reflete sobre a dificuldade de contar histórias, negando que isso se deva ao tempo e sugerindo uma alternativa para narrar memórias. Considere o texto e analise as afirmativas a seguir:
I.O uso da palavra não no início do texto demonstra coesão, ao conectar-se à ideia de que a dificuldade de narrar não está relacionada ao tempo passado.
II.A metáfora do "álbum de retratos" é uma forma de intertextualidade, pois remete a uma estrutura narrativa fragmentada, em oposição à ordem linear de um "filme".
III.O uso de então introduz uma conclusão lógica, contribuindo para a coerência ao relacionar as reflexões anteriores com a proposta de narrar memórias de forma fragmentada.
Está correto o que se afirma em:
I.A metáfora é uma figura de linguagem que substitui um termo por outro com base em uma semelhança implícita, como em "A vida é um sopro."
II.A perífrase designa um ser ou objeto por meio de uma característica marcante, como em "O rei dos animais foi generoso."
III.A metonímia é o uso de palavras com significados contrários para criar efeito de contraste, como em "Ela era o céu, ele o inferno."
Está correto o que se afirma em:
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item seguinte.
Depreende-se da leitura do texto que, em meio a tantas pendências a serem resolvidas, a recompensa do novo morador é o apartamento estar localizado próximo ao mar.
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item seguinte.
Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto caso o trecho “Em alguns minutos, houve um movimento de nuvens e de luz; há manchas verdes, três ou quatro, perto das ilhas que estão mais nítidas” (terceiro parágrafo) fosse assim reescrito: Em alguns minutos, um movimento de nuvens e de luz ocorreu; manchas verdes, três ou quatro, aparecerão perto das ilhas mais nítidas.
I- A informação entre parênteses “(em 2024, 366!)” indica que o ano de 2024 passou tão devagar que pareceu ter um dia a mais, quando, na verdade, teve os mesmos 365 dias de todos os anos.
II- Os últimos dias do ano são usados, habitualmente, para fazer uma retrospectiva do que foi experienciado durante o ano de 2024.
III- A informação entre parênteses “(em 2024, 366!)” constrói uma ironia, pois expressa que o ano de 2024 foi permeado por acontecimentos ruins, dando a impressão de que teve mais dias.
IV- A ação de relembrar o que foi vivido durante o ano tem, principalmente, o objetivo de focar e verificar os erros cometidos para que eles não se repitam.
V- A informação entre parênteses “(em 2024, 366!)” permite concluir que 2024 foi um ano bissexto, que é o ano ao qual é acrescentado um dia extra ao mês de fevereiro, ficando com 366 dias, um dia a mais do que os anos normais de 365 dias.
Estão CORRETAS as afirmativas
Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:
À Beira-Mar
Por que será que tem gente que vive se metendo com o que os outros estão fazendo? Pode haver coisa mais ingênua do que um menininho brincando com areia, na beira da praia? Não pode, né? Pois estávamos nós deitados a doirar a pele para endoidar mulher, sob o sol de Copacabana, em decúbito ventral (não o sol, mas nós) a ler “Maravilhas da Biologia”, do coleguinha cientista Benedict Knox Ston, quando um camarada se meteu com uma criança, que brincava com a areia.
Interrompemos a leitura para ouvir a conversa. O menininho já estava com um balde desses de matéria plástica cheio de areia, quando o sujeito intrometido chegou e perguntou o que é que o menininho ia fazer com aquela areia. O menininho fungou, o que é muito natural, pois todo menininho que vai na praia funga, e explicou pro cara que ia jogar a areia num casal que estava numa barraca lá adiante. E apontou para a barraca.
Nós olhamos, assim como olhou o cara que perguntava ao menininho. Lá, na barraca distante, a gente só conseguia ver dois pares de pernas ao sol. O resto estava escondido pela sombra, por trás da barraca. Eram dois pares, dizíamos, um de pernas femininas, o que se notava pela graça da linha, e outro masculino, o que se notava pela abundante vegetação capilar, se nos permitem o termo.
— Eu vou jogar a areia naquele casal por causa de que eles estão se abraçando e se beijando muito — explicou o menininho, dando outra fungada.
O intrometido sorriu complacente e veio com lição de moral.
— Não faça isso, meu filho — disse ele (e depois viemos a saber que o menino era seu vizinho de apartamento). Passou a mão pela cabeça do garotinho e prosseguiu: — deixe o casal em paz. Você ainda é pequeno e não entende dessas coisas, mas é muito feio ir jogar areia em cima dos outros.
O menininho olhou pro cara muito espantado e ainda insistiu:
— Deixa eu jogar neles.
O camarada fez menção de lhe tirar o balde da mão e foi mais incisivo:
— Não senhor. Deixe o casal namorar em paz. Não vai jogar areia não.
O menininho então deixou que ele esvaziasse o balde e disse: — Tá certo. Eu só ia jogar areia neles por causa do senhor.
— Por minha causa? — estranhou o chato. — Mas que casal é aquele?
— O homem eu não sei — respondeu o menininho. — Mas a mulher é a sua.
Texto extraído do livro “O melhor do Stanislaw”
Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta)
O camarada fez menção de lhe tirar o balde da mão e foi mais incisivo [...]
Alternativas:
Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:
À Beira-Mar
Por que será que tem gente que vive se metendo com o que os outros estão fazendo? Pode haver coisa mais ingênua do que um menininho brincando com areia, na beira da praia? Não pode, né? Pois estávamos nós deitados a doirar a pele para endoidar mulher, sob o sol de Copacabana, em decúbito ventral (não o sol, mas nós) a ler “Maravilhas da Biologia”, do coleguinha cientista Benedict Knox Ston, quando um camarada se meteu com uma criança, que brincava com a areia.
Interrompemos a leitura para ouvir a conversa. O menininho já estava com um balde desses de matéria plástica cheio de areia, quando o sujeito intrometido chegou e perguntou o que é que o menininho ia fazer com aquela areia. O menininho fungou, o que é muito natural, pois todo menininho que vai na praia funga, e explicou pro cara que ia jogar a areia num casal que estava numa barraca lá adiante. E apontou para a barraca.
Nós olhamos, assim como olhou o cara que perguntava ao menininho. Lá, na barraca distante, a gente só conseguia ver dois pares de pernas ao sol. O resto estava escondido pela sombra, por trás da barraca. Eram dois pares, dizíamos, um de pernas femininas, o que se notava pela graça da linha, e outro masculino, o que se notava pela abundante vegetação capilar, se nos permitem o termo.
— Eu vou jogar a areia naquele casal por causa de que eles estão se abraçando e se beijando muito — explicou o menininho, dando outra fungada.
O intrometido sorriu complacente e veio com lição de moral.
— Não faça isso, meu filho — disse ele (e depois viemos a saber que o menino era seu vizinho de apartamento). Passou a mão pela cabeça do garotinho e prosseguiu: — deixe o casal em paz. Você ainda é pequeno e não entende dessas coisas, mas é muito feio ir jogar areia em cima dos outros.
O menininho olhou pro cara muito espantado e ainda insistiu:
— Deixa eu jogar neles.
O camarada fez menção de lhe tirar o balde da mão e foi mais incisivo:
— Não senhor. Deixe o casal namorar em paz. Não vai jogar areia não.
O menininho então deixou que ele esvaziasse o balde e disse: — Tá certo. Eu só ia jogar areia neles por causa do senhor.
— Por minha causa? — estranhou o chato. — Mas que casal é aquele?
— O homem eu não sei — respondeu o menininho. — Mas a mulher é a sua.
Texto extraído do livro “O melhor do Stanislaw”
Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta)
Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:
À Beira-Mar
Por que será que tem gente que vive se metendo com o que os outros estão fazendo? Pode haver coisa mais ingênua do que um menininho brincando com areia, na beira da praia? Não pode, né? Pois estávamos nós deitados a doirar a pele para endoidar mulher, sob o sol de Copacabana, em decúbito ventral (não o sol, mas nós) a ler “Maravilhas da Biologia”, do coleguinha cientista Benedict Knox Ston, quando um camarada se meteu com uma criança, que brincava com a areia.
Interrompemos a leitura para ouvir a conversa. O menininho já estava com um balde desses de matéria plástica cheio de areia, quando o sujeito intrometido chegou e perguntou o que é que o menininho ia fazer com aquela areia. O menininho fungou, o que é muito natural, pois todo menininho que vai na praia funga, e explicou pro cara que ia jogar a areia num casal que estava numa barraca lá adiante. E apontou para a barraca.
Nós olhamos, assim como olhou o cara que perguntava ao menininho. Lá, na barraca distante, a gente só conseguia ver dois pares de pernas ao sol. O resto estava escondido pela sombra, por trás da barraca. Eram dois pares, dizíamos, um de pernas femininas, o que se notava pela graça da linha, e outro masculino, o que se notava pela abundante vegetação capilar, se nos permitem o termo.
— Eu vou jogar a areia naquele casal por causa de que eles estão se abraçando e se beijando muito — explicou o menininho, dando outra fungada.
O intrometido sorriu complacente e veio com lição de moral.
— Não faça isso, meu filho — disse ele (e depois viemos a saber que o menino era seu vizinho de apartamento). Passou a mão pela cabeça do garotinho e prosseguiu: — deixe o casal em paz. Você ainda é pequeno e não entende dessas coisas, mas é muito feio ir jogar areia em cima dos outros.
O menininho olhou pro cara muito espantado e ainda insistiu:
— Deixa eu jogar neles.
O camarada fez menção de lhe tirar o balde da mão e foi mais incisivo:
— Não senhor. Deixe o casal namorar em paz. Não vai jogar areia não.
O menininho então deixou que ele esvaziasse o balde e disse: — Tá certo. Eu só ia jogar areia neles por causa do senhor.
— Por minha causa? — estranhou o chato. — Mas que casal é aquele?
— O homem eu não sei — respondeu o menininho. — Mas a mulher é a sua.
Texto extraído do livro “O melhor do Stanislaw”
Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta)
Significado de Resiliência
substantivo feminino. Característica dos corpos que, após sofrerem alguma deformação ou choque, voltam à sua forma original; elasticidade.
[Figurado] Capacidade natural para se recuperar de uma situação adversa, problemática; superação.
[Figurado] Capacidade de quem se adapta às intempéries, às alterações ou aos infortúnios; estoicismo.
[Figurado] Tendência natural para se recuperar ou superar com facilidade os problemas que aparecem.
[Física] característica mecânica que define a resistência dos choques de materiais. Etimologia (origem da palavra resiliência).
A palavra resiliência tem sua origem no latim "resilientia", pelo inglês "resilience", que significa flexibilidade, elasticidade.
Disponível em: https://www.dicio.com.br
As características dos significados da palavra “resiliência” são próprias da função................................ de linguagem.

https://www.uergs.edu.br/
O texto não verbal, acima, está relacionado:
Baden Powell, Marcelo Peixoto e Vinicius De Moraes
“Minha alma canta Vejo o Rio de Janeiro Estou morrendo de saudades Rio, teu mar, praia sem fim Rio, você foi feito pra mim”
Tom Jobim
Nos versos “É melhor ser alegre que ser triste” e “Estou morrendo de saudades” nas estrofes, acima, foram empregados, respectivamente, as figuras de linguagem:
O emprego das formas verbais no imperativo, no texto acima, são características de uma função de linguagem denominada: