Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 91.787 questões

Q3337423 Português
Slogans como “Abuse e Use C&A” (C&A), “Não saia de casa sem ele” (American Express), “Seja mais feliz em um Chevrolet” (Chevrolet) fazem uso de uma função da linguagem muito comum no texto publicitário, que é a:
Alternativas
Q3336612 Português
Podemos dizer que a tirinha:

I. Retrata situações distintas de comunicação em que há uma sequência lógica entre os quadros, constituída a partir de vários elementos.
II. Pode-se ler um quadrinho isoladamente sem modificar o sentido global do texto.
III. A palavra “aí”, no segundo quadrinho, serve de elemento conector de condição por representar o uso coloquial da comunicação.
IV. “E”, no terceiro quadrinho, liga a segunda cena à terceira, estabelecendo uma relação de adição.
V. O pronome “ele”, na segunda cena, retoma o termo “genro” e o assunto da conversa. Tal estratégia enunciativa, entre outras, é responsável pela textualidade. 
Alternativas
Q3336610 Português
TEXTO V – APANHO TODOS OS DIAS DA GRAMÁTICA.
ELA NÃO É TÃO IMPORTANTE ASSIM

Conceição Freitas, Metrópoles, 03/09/2019


Verissimo, filho do Érico, tem uma crônica saborosa sobre a língua portuguesa. Que as feministas mais aguerridas não nos leiam, ele diz que a gramática precisa apanhar todos os dias pra saber quem é que manda. Eu apanho dela todos os dias.

Nunca consegui decorar regras gramaticais. Tudo que é muito explicadinho me confunde. Sorte minha é que a memória visual das boas leituras tem me ajudado desde sempre a não tropeçar nos erros mais grotescos. Sei que "paralisação" é com S, que "cônjuge" se escreve assim, que "cafta" é uma receita da culinária árabe e "Kafka" é o genial escritor austríaco.

O conhecimento da língua portuguesa não é um valor moral e nem mesmo distingue quem é inteligente de quem não é. O rigor na obediência às regras gramaticais é um divisor de classe – os cultos e os supostamente incultos; os inteligentes e os burros; os graduados e os sem graduação.

O Verissimo escreveu o que quero dizer de um jeito delicioso: “...a linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer ‘escrever claro’ não é certo, mas é claro, certo? O importante é comunicar (e quando possível surpreender, iluminar, divertir, comover...). Mas aí entramos na área do talento, que também não tem nada a ver com a gramática). A gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas, e aí de interesse restrito de necrólogos e professores de Latim, gente em geral pouco comunicativa. Aquela sombria gravidade que a gente nota nas fotografias em grupo dos membros da Academia Brasileira de Letras é de reprovação pelo português ainda estar vivo. Eles só estão esperando, fardados, que o português morra para poderem carregar o caixão e escrever sua autópsia definitiva. É o esqueleto que nos traz de pé, certo, mas ele não informa nada, como a gramática é a estrutura da língua, mas sozinha não diz nada, não tem futuro. As múmias conversam entre si em gramática pura.”

Impura, sigo apanhando da gramática mesmo tendo de lidar com ela todos os dias, há tanto tempo que nem é bom contar.

Não consigo decorar, por exemplo, quando devo usar “senão” ou “se não”. (“Senão” significa “do contrário”. Como no exemplo: “Me escute, senão vou embora.” “Se não” quer dizer “caso não”. Assim: “Se não vier logo, perderá a vez.” Mas como a língua portuguesa não facilita pra ninguém, se for trocar o “se não” por “caso não”, muda a conjugação do verbo: “Caso não venha logo, perderá a vez.”) Nem adianta escrever uma crônica sobre o “senão”. Da próxima vez, terei de “googlar” de novo. Desconfio que há uma razão freudiana nessa minha dificuldade com o “se” e o “não”. Talvez porque não me dê bem com dubiedades.

Se for pra contar vantagem, posso dizer que tiro de letra o uso do “porque”, “por que”, “porquê” e “por quê”. Também sei de cor, desde criancinha, todas as preposições simples: “A, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sobre, sob, trás”. Talvez tenha sido a única lista que decorei no tempo da escola. Como ouvi há muito tempo de um psicanalista: “Não existe memória, existe desejória.” Por isso, só guardo o que é essencialmente importante.

Se não morri até agora, disso não morro mais. Será que acertei? (Se errei, senhor revisor, me diga, que incluo suas considerações. Grata.) Senão, posso perder os leitores que pacientemente venho tentando conquistar. (Acho que agora acertei!)
A voz enunciadora do texto V faz a seguinte afirmação: "Sorte minha é que a memória visual das boas leituras tem me ajudado desde sempre a não tropeçar nos erros mais grotescos." Sobre essa afirmação é correto afirmar:
Alternativas
Q3336608 Português
TEXTO V – APANHO TODOS OS DIAS DA GRAMÁTICA.
ELA NÃO É TÃO IMPORTANTE ASSIM

Conceição Freitas, Metrópoles, 03/09/2019


Verissimo, filho do Érico, tem uma crônica saborosa sobre a língua portuguesa. Que as feministas mais aguerridas não nos leiam, ele diz que a gramática precisa apanhar todos os dias pra saber quem é que manda. Eu apanho dela todos os dias.

Nunca consegui decorar regras gramaticais. Tudo que é muito explicadinho me confunde. Sorte minha é que a memória visual das boas leituras tem me ajudado desde sempre a não tropeçar nos erros mais grotescos. Sei que "paralisação" é com S, que "cônjuge" se escreve assim, que "cafta" é uma receita da culinária árabe e "Kafka" é o genial escritor austríaco.

O conhecimento da língua portuguesa não é um valor moral e nem mesmo distingue quem é inteligente de quem não é. O rigor na obediência às regras gramaticais é um divisor de classe – os cultos e os supostamente incultos; os inteligentes e os burros; os graduados e os sem graduação.

O Verissimo escreveu o que quero dizer de um jeito delicioso: “...a linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer ‘escrever claro’ não é certo, mas é claro, certo? O importante é comunicar (e quando possível surpreender, iluminar, divertir, comover...). Mas aí entramos na área do talento, que também não tem nada a ver com a gramática). A gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas, e aí de interesse restrito de necrólogos e professores de Latim, gente em geral pouco comunicativa. Aquela sombria gravidade que a gente nota nas fotografias em grupo dos membros da Academia Brasileira de Letras é de reprovação pelo português ainda estar vivo. Eles só estão esperando, fardados, que o português morra para poderem carregar o caixão e escrever sua autópsia definitiva. É o esqueleto que nos traz de pé, certo, mas ele não informa nada, como a gramática é a estrutura da língua, mas sozinha não diz nada, não tem futuro. As múmias conversam entre si em gramática pura.”

Impura, sigo apanhando da gramática mesmo tendo de lidar com ela todos os dias, há tanto tempo que nem é bom contar.

Não consigo decorar, por exemplo, quando devo usar “senão” ou “se não”. (“Senão” significa “do contrário”. Como no exemplo: “Me escute, senão vou embora.” “Se não” quer dizer “caso não”. Assim: “Se não vier logo, perderá a vez.” Mas como a língua portuguesa não facilita pra ninguém, se for trocar o “se não” por “caso não”, muda a conjugação do verbo: “Caso não venha logo, perderá a vez.”) Nem adianta escrever uma crônica sobre o “senão”. Da próxima vez, terei de “googlar” de novo. Desconfio que há uma razão freudiana nessa minha dificuldade com o “se” e o “não”. Talvez porque não me dê bem com dubiedades.

Se for pra contar vantagem, posso dizer que tiro de letra o uso do “porque”, “por que”, “porquê” e “por quê”. Também sei de cor, desde criancinha, todas as preposições simples: “A, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sobre, sob, trás”. Talvez tenha sido a única lista que decorei no tempo da escola. Como ouvi há muito tempo de um psicanalista: “Não existe memória, existe desejória.” Por isso, só guardo o que é essencialmente importante.

Se não morri até agora, disso não morro mais. Será que acertei? (Se errei, senhor revisor, me diga, que incluo suas considerações. Grata.) Senão, posso perder os leitores que pacientemente venho tentando conquistar. (Acho que agora acertei!)
Observe o fragmento e marque a opção que estabelece o melhor diálogo:
"Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer ‘escrever claro’ não é certo, mas é claro, certo?"
Alternativas
Q3336605 Português
TEXTO V – APANHO TODOS OS DIAS DA GRAMÁTICA.
ELA NÃO É TÃO IMPORTANTE ASSIM

Conceição Freitas, Metrópoles, 03/09/2019


Verissimo, filho do Érico, tem uma crônica saborosa sobre a língua portuguesa. Que as feministas mais aguerridas não nos leiam, ele diz que a gramática precisa apanhar todos os dias pra saber quem é que manda. Eu apanho dela todos os dias.

Nunca consegui decorar regras gramaticais. Tudo que é muito explicadinho me confunde. Sorte minha é que a memória visual das boas leituras tem me ajudado desde sempre a não tropeçar nos erros mais grotescos. Sei que "paralisação" é com S, que "cônjuge" se escreve assim, que "cafta" é uma receita da culinária árabe e "Kafka" é o genial escritor austríaco.

O conhecimento da língua portuguesa não é um valor moral e nem mesmo distingue quem é inteligente de quem não é. O rigor na obediência às regras gramaticais é um divisor de classe – os cultos e os supostamente incultos; os inteligentes e os burros; os graduados e os sem graduação.

O Verissimo escreveu o que quero dizer de um jeito delicioso: “...a linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer ‘escrever claro’ não é certo, mas é claro, certo? O importante é comunicar (e quando possível surpreender, iluminar, divertir, comover...). Mas aí entramos na área do talento, que também não tem nada a ver com a gramática). A gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas, e aí de interesse restrito de necrólogos e professores de Latim, gente em geral pouco comunicativa. Aquela sombria gravidade que a gente nota nas fotografias em grupo dos membros da Academia Brasileira de Letras é de reprovação pelo português ainda estar vivo. Eles só estão esperando, fardados, que o português morra para poderem carregar o caixão e escrever sua autópsia definitiva. É o esqueleto que nos traz de pé, certo, mas ele não informa nada, como a gramática é a estrutura da língua, mas sozinha não diz nada, não tem futuro. As múmias conversam entre si em gramática pura.”

Impura, sigo apanhando da gramática mesmo tendo de lidar com ela todos os dias, há tanto tempo que nem é bom contar.

Não consigo decorar, por exemplo, quando devo usar “senão” ou “se não”. (“Senão” significa “do contrário”. Como no exemplo: “Me escute, senão vou embora.” “Se não” quer dizer “caso não”. Assim: “Se não vier logo, perderá a vez.” Mas como a língua portuguesa não facilita pra ninguém, se for trocar o “se não” por “caso não”, muda a conjugação do verbo: “Caso não venha logo, perderá a vez.”) Nem adianta escrever uma crônica sobre o “senão”. Da próxima vez, terei de “googlar” de novo. Desconfio que há uma razão freudiana nessa minha dificuldade com o “se” e o “não”. Talvez porque não me dê bem com dubiedades.

Se for pra contar vantagem, posso dizer que tiro de letra o uso do “porque”, “por que”, “porquê” e “por quê”. Também sei de cor, desde criancinha, todas as preposições simples: “A, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sobre, sob, trás”. Talvez tenha sido a única lista que decorei no tempo da escola. Como ouvi há muito tempo de um psicanalista: “Não existe memória, existe desejória.” Por isso, só guardo o que é essencialmente importante.

Se não morri até agora, disso não morro mais. Será que acertei? (Se errei, senhor revisor, me diga, que incluo suas considerações. Grata.) Senão, posso perder os leitores que pacientemente venho tentando conquistar. (Acho que agora acertei!)
No excerto “A Gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas, e aí de interesse restrito de necrólogos e professores de Latim”. O termo em destaque tem o mesmo significado de: 
Alternativas
Q3336603 Português
TEXTO IV – A menina e o pássaro encantado

(Rubem Alves, Ciranda Cultural – texto adaptado)


Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo. Ele era um pássaro diferente de todos os demais: era encantado. Os pássaros comuns, se a porta da gaiola ficar aberta, vão-se embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades...

As suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez, voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como algodão...

— Menina, eu venho das montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco do encanto que vi, como presente para ti...

E, assim, ele começava a cantar as canções e as histórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia e sonhava que voava nas asas do pássaro. Outra vez voltou vermelho como o fogo, penacho dourado na cabeça.

— Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. As minhas penas ficaram como aquele sol, e eu trago as canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.

E de novo começavam as histórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isso voltava sempre. (...)
Marque a canção popular que estabelece algum tipo de diálogo com o fragmento a seguir:

“— Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga.”
Alternativas
Q3336602 Português
TEXTO IV – A menina e o pássaro encantado

(Rubem Alves, Ciranda Cultural – texto adaptado)


Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo. Ele era um pássaro diferente de todos os demais: era encantado. Os pássaros comuns, se a porta da gaiola ficar aberta, vão-se embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades...

As suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez, voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como algodão...

— Menina, eu venho das montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco do encanto que vi, como presente para ti...

E, assim, ele começava a cantar as canções e as histórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia e sonhava que voava nas asas do pássaro. Outra vez voltou vermelho como o fogo, penacho dourado na cabeça.

— Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. As minhas penas ficaram como aquele sol, e eu trago as canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.

E de novo começavam as histórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isso voltava sempre. (...)
Após a leitura do texto IV, podemos dizer que a expressão popular que melhor sintetiza sua temática é:
Alternativas
Q3336600 Português
TEXTO II – Poema tirado de uma notícia de jornal


(Manuel Bandeira; Libertinagem, 1930)


João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro
da Babilônia num barracão sem número.
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.


TEXTO III – Receita da felicidade

(Domínio público)


Ingredientes:
3 xícaras de bondade,
5 colheres de perdão,
1 xícara de alegria,
½ litro de sinceridade,
Esperança a gosto.


Modo de fazer:
Aqueça o forno em temperatura branda enquanto mistura com
cuidado e carinho todos os ingredientes. Lembre-se, diariamente,
de misturar os ingredientes para equilibrar a mistura. Sirva-se
bem!


Sobre os textos II e III, podemos afirmar, exceto:
Alternativas
Q3336599 Português
A Força do Professor


Um guerreiro sem espada,
sem faca, foice ou facão,
armado só de amor,
segurando um giz na mão.
O livro é seu escudo,
que lhe protege de tudo
que possa lhe causar dor.
Por isso eu tenho dito:
tenho fé e acredito
na força do professor.

Ah... se um dia governantes
prestassem mais atenção
nos verdadeiros heróis
que constroem a nação...
Ah... se fizessem justiça,
sem corpo mole ou preguiça,
lhe dando o real valor,
eu daria um grande grito:
tenho fé e acredito
na força do professor.

Porém, não sinta vergonha,
não se sinta derrotado.
Se o nosso país vai mal,
você não é o culpado.
Nas potências mundiais
são sempre heróis nacionais,
e por aqui sem valor.
Mesmo triste e muito aflito,
tenho fé e acredito
na força do professor.

Um arquiteto de sonhos,
engenheiro do futuro,
um motorista da vida
dirigindo no escuro,
um plantador de esperança,
plantando em cada criança
um adulto sonhador.
E esse cordel foi escrito
porque ainda acredito
na força do professor.

(Bráulio Bessa. https://www.pensador.com/frase/MjAyMzE0Nw/)
Em uma leitura integral do texto, podemos inferir: 
Alternativas
Q3336598 Português
A Força do Professor


Um guerreiro sem espada,
sem faca, foice ou facão,
armado só de amor,
segurando um giz na mão.
O livro é seu escudo,
que lhe protege de tudo
que possa lhe causar dor.
Por isso eu tenho dito:
tenho fé e acredito
na força do professor.

Ah... se um dia governantes
prestassem mais atenção
nos verdadeiros heróis
que constroem a nação...
Ah... se fizessem justiça,
sem corpo mole ou preguiça,
lhe dando o real valor,
eu daria um grande grito:
tenho fé e acredito
na força do professor.

Porém, não sinta vergonha,
não se sinta derrotado.
Se o nosso país vai mal,
você não é o culpado.
Nas potências mundiais
são sempre heróis nacionais,
e por aqui sem valor.
Mesmo triste e muito aflito,
tenho fé e acredito
na força do professor.

Um arquiteto de sonhos,
engenheiro do futuro,
um motorista da vida
dirigindo no escuro,
um plantador de esperança,
plantando em cada criança
um adulto sonhador.
E esse cordel foi escrito
porque ainda acredito
na força do professor.

(Bráulio Bessa. https://www.pensador.com/frase/MjAyMzE0Nw/)
As três primeiras estrofes apresentam, nos seus dois últimos versos, a repetição: Tenho fé e acredito / na força do professor. A respeito dos termos em destaque, é correto afirmar:
Alternativas
Q3336597 Português
A Força do Professor


Um guerreiro sem espada,
sem faca, foice ou facão,
armado só de amor,
segurando um giz na mão.
O livro é seu escudo,
que lhe protege de tudo
que possa lhe causar dor.
Por isso eu tenho dito:
tenho fé e acredito
na força do professor.

Ah... se um dia governantes
prestassem mais atenção
nos verdadeiros heróis
que constroem a nação...
Ah... se fizessem justiça,
sem corpo mole ou preguiça,
lhe dando o real valor,
eu daria um grande grito:
tenho fé e acredito
na força do professor.

Porém, não sinta vergonha,
não se sinta derrotado.
Se o nosso país vai mal,
você não é o culpado.
Nas potências mundiais
são sempre heróis nacionais,
e por aqui sem valor.
Mesmo triste e muito aflito,
tenho fé e acredito
na força do professor.

Um arquiteto de sonhos,
engenheiro do futuro,
um motorista da vida
dirigindo no escuro,
um plantador de esperança,
plantando em cada criança
um adulto sonhador.
E esse cordel foi escrito
porque ainda acredito
na força do professor.

(Bráulio Bessa. https://www.pensador.com/frase/MjAyMzE0Nw/)
O eu poético utilizou, ao longo do texto, várias expressões lexicais como recurso de construção de sentido em torno do referente "professor". Sobre isso, é correto afirmar, exceto: 
Alternativas
Q3336245 Português
Texto 3


Método científico

Certamente a ciência se iniciou num tempo muito anterior ao registro histórico e ao das artes das cavernas. Talvez tenha nascido com o Homem, com as primeiras formas de magia tribal, resultantes das perplexidades dos primitivos diante dos fenômenos naturais e suas forças. Daí não só surgiram os embriões das religiões primitivas, como também as fontes dos conhecimentos, das experiências acumuladas pelo homem através dos séculos. Os detentores destes conhecimentos, os feiticeiros, poderiam ser comparados a sacerdotes e, mais ainda, a cientistas primitivos que, no seu empirismo, através de seus ritos mágicos, procuravam “recriar”, ou então, amenizar os fenômenos naturais.

No momento em que o homem se deu conta de que as mágicas não mereciam muita confiança, que ora davam certo, ora não, no momento em que percebeu que outros fatores, não mágicos, atuavam nos fenômenos, um importante passo foi dado. (Paulo Quintanilha Nobre de Mello) 
O “importante passo” aludido no final do texto 3 se refere à:
Alternativas
Q3336243 Português
Texto 2


Expressão oral e escrita Tem-se discutido muito sobre as funções essenciais da linguagem humana e a hierarquia natural que há entre elas. É fácil observar, por exemplo, que é pelo uso da linguagem falando oralmente ao próximo ou mentalmente a nós mesmos, que conseguimos organizar o nosso pensamento e torná-lo articulado, concatenado e nítido; é assim que, nas crianças, a partir do momento em que, rigorosamente, adquirem o manejo da língua dos adultos e deixam para trás o balbucio e a expressão fragmentada e difusa, surge um novo vigor de raciocínio, que não só decorre do desenvolvimento do cérebro, mas também da circunstância de que o indivíduo dispõe agora da língua materna, a serviço de todo o seu trabalho de atividade mental. Se se inicia e desenvolve o estudo metódico dos caracteres desse novo e precioso instrumento, vai, concomitantemente, aperfeiçoando-se a capacidade de pensar, da mesma sorte que se aperfeiçoa o operário com o domínio e o conhecimento seguro das ferramentas da sua profissão. (Mattoso Câmara)

De todo o texto 2 decorre uma necessidade, que é a de:

Alternativas
Q3336241 Português
Texto 2


Expressão oral e escrita Tem-se discutido muito sobre as funções essenciais da linguagem humana e a hierarquia natural que há entre elas. É fácil observar, por exemplo, que é pelo uso da linguagem falando oralmente ao próximo ou mentalmente a nós mesmos, que conseguimos organizar o nosso pensamento e torná-lo articulado, concatenado e nítido; é assim que, nas crianças, a partir do momento em que, rigorosamente, adquirem o manejo da língua dos adultos e deixam para trás o balbucio e a expressão fragmentada e difusa, surge um novo vigor de raciocínio, que não só decorre do desenvolvimento do cérebro, mas também da circunstância de que o indivíduo dispõe agora da língua materna, a serviço de todo o seu trabalho de atividade mental. Se se inicia e desenvolve o estudo metódico dos caracteres desse novo e precioso instrumento, vai, concomitantemente, aperfeiçoando-se a capacidade de pensar, da mesma sorte que se aperfeiçoa o operário com o domínio e o conhecimento seguro das ferramentas da sua profissão. (Mattoso Câmara)
“...surge um novo vigor de raciocínio, que não só decorre do desenvolvimento do cérebro, mas também da circunstância de que o indivíduo dispõe agora da língua materna, a serviço de todo o seu trabalho de atividade mental.”
Nesse segmento do texto 2, o termo “agora”:
Alternativas
Q3336239 Português
Texto 2


Expressão oral e escrita Tem-se discutido muito sobre as funções essenciais da linguagem humana e a hierarquia natural que há entre elas. É fácil observar, por exemplo, que é pelo uso da linguagem falando oralmente ao próximo ou mentalmente a nós mesmos, que conseguimos organizar o nosso pensamento e torná-lo articulado, concatenado e nítido; é assim que, nas crianças, a partir do momento em que, rigorosamente, adquirem o manejo da língua dos adultos e deixam para trás o balbucio e a expressão fragmentada e difusa, surge um novo vigor de raciocínio, que não só decorre do desenvolvimento do cérebro, mas também da circunstância de que o indivíduo dispõe agora da língua materna, a serviço de todo o seu trabalho de atividade mental. Se se inicia e desenvolve o estudo metódico dos caracteres desse novo e precioso instrumento, vai, concomitantemente, aperfeiçoando-se a capacidade de pensar, da mesma sorte que se aperfeiçoa o operário com o domínio e o conhecimento seguro das ferramentas da sua profissão. (Mattoso Câmara)
No texto 2, a linguagem é vista como:
Alternativas
Q3336235 Português
Texto 1

Etnias e culturas do Brasil Diante de um mapa do Brasil as diversidades regionais, oriundas dos contrastes geográficos, são ainda enriquecidas pela variação da paisagem cultural. Torna-se possível, enfim, em face das variedades geográficas e culturais, fixar duas regiões bem definidas, uma em que ainda se mantém viva a predominância da base cultural lusitana, outra em que os traços culturais não lusitanos – os alemães, os italianos, os poloneses, os japoneses – vêm dando nova coloração à paisagem tanto física ou geográfica como social e cultural. (Manuel Diégues Jr.)
O texto 1 tem por tema:
Alternativas
Q3336198 Português
De acordo com os dados disponíveis sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM 2024), sabe-se que, dos mais de 4 miIhões de inscritos, só 12 obtiveram a pontuação máxima em suas redações. Desse pequeno grupo, apenas uma estudante concluiu o ensino médio numa escola pública. Em Linguagens, códigos e suas tecnologias, a média geral foi de 528, com 796 de proficiência máxima e 294 mínima. Em 2023, todas as redes estaduais do país registraram médias na redação com uma diferença de ao menos 25% das médias das escolas privadas do mesmo estado em 2023.
As informações contidas no texto indicam que
Alternativas
Q3336188 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.


A escrita criativa pode ser ensinada?


    É uma pergunta sensata, mas por mais vezes que me tenha sido feita, nunca sei realmente o que responder. Porque se o que as pessoas querem dizer é “pode o amor à linguagem ser ensinado?”, “pode o talento para a narração de histórias ser ensinado?”, então a resposta é não. Talvez seja esta a razão por que a pergunta é formulada tantas vezes num tom cético que sugere que, diferentemente da tabuada de multiplicar ou dos princípios da mecânica automobilística, a criatividade não pode ser transmitida de professor para aluno. Imagine Milton inscrevendo-se num programa de pós-graduação para obter ajuda com *Paraíso perdido*, ou Kafka suportando um seminário em que seus colegas o informam que, francamente, a passagem em que o sujeito acorda uma manhã pensando que é um inseto gigante não os convence. O que me confunde não é a sensatez da pergunta, mas o fato de que ela está sendo feita a uma escritora que ensinou escrita, intermitentemente, por quase 20 anos. Que impressão eu daria sobre mim, meus alunos e as horas que passamos na sala de aula se dissesse que qualquer tentativa de ensinar a escrita de ficção é uma completa perda de tempo? Provavelmente teria de ir em frente e admitir que andei cometendo uma fraude criminosa.



(Adaptado de: PROSE, Francine. Para ler como um escritor: um guia para quem gosta de livros e para quem quer escrevê-los. São Paulo: Zahar, 2008. p. 8-9)
O uso de referências como Milton e Kafka no texto serve para ilustrar uma 
Alternativas
Q3336187 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.


A escrita criativa pode ser ensinada?


    É uma pergunta sensata, mas por mais vezes que me tenha sido feita, nunca sei realmente o que responder. Porque se o que as pessoas querem dizer é “pode o amor à linguagem ser ensinado?”, “pode o talento para a narração de histórias ser ensinado?”, então a resposta é não. Talvez seja esta a razão por que a pergunta é formulada tantas vezes num tom cético que sugere que, diferentemente da tabuada de multiplicar ou dos princípios da mecânica automobilística, a criatividade não pode ser transmitida de professor para aluno. Imagine Milton inscrevendo-se num programa de pós-graduação para obter ajuda com *Paraíso perdido*, ou Kafka suportando um seminário em que seus colegas o informam que, francamente, a passagem em que o sujeito acorda uma manhã pensando que é um inseto gigante não os convence. O que me confunde não é a sensatez da pergunta, mas o fato de que ela está sendo feita a uma escritora que ensinou escrita, intermitentemente, por quase 20 anos. Que impressão eu daria sobre mim, meus alunos e as horas que passamos na sala de aula se dissesse que qualquer tentativa de ensinar a escrita de ficção é uma completa perda de tempo? Provavelmente teria de ir em frente e admitir que andei cometendo uma fraude criminosa.



(Adaptado de: PROSE, Francine. Para ler como um escritor: um guia para quem gosta de livros e para quem quer escrevê-los. São Paulo: Zahar, 2008. p. 8-9)
A autora expressa, no início do texto, certa hesitação ao comentar sobre a questão frequentemente feita a ela. Essa hesitação pode ser interpretada como: 
Alternativas
Q3336186 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.


A escrita criativa pode ser ensinada?


    É uma pergunta sensata, mas por mais vezes que me tenha sido feita, nunca sei realmente o que responder. Porque se o que as pessoas querem dizer é “pode o amor à linguagem ser ensinado?”, “pode o talento para a narração de histórias ser ensinado?”, então a resposta é não. Talvez seja esta a razão por que a pergunta é formulada tantas vezes num tom cético que sugere que, diferentemente da tabuada de multiplicar ou dos princípios da mecânica automobilística, a criatividade não pode ser transmitida de professor para aluno. Imagine Milton inscrevendo-se num programa de pós-graduação para obter ajuda com *Paraíso perdido*, ou Kafka suportando um seminário em que seus colegas o informam que, francamente, a passagem em que o sujeito acorda uma manhã pensando que é um inseto gigante não os convence. O que me confunde não é a sensatez da pergunta, mas o fato de que ela está sendo feita a uma escritora que ensinou escrita, intermitentemente, por quase 20 anos. Que impressão eu daria sobre mim, meus alunos e as horas que passamos na sala de aula se dissesse que qualquer tentativa de ensinar a escrita de ficção é uma completa perda de tempo? Provavelmente teria de ir em frente e admitir que andei cometendo uma fraude criminosa.



(Adaptado de: PROSE, Francine. Para ler como um escritor: um guia para quem gosta de livros e para quem quer escrevê-los. São Paulo: Zahar, 2008. p. 8-9)
No trecho pode o talento para a narração de histórias ser ensinado?, o termo talento significa, no contexto, a capacidade de 
Alternativas
Respostas
12381: E
12382: C
12383: A
12384: B
12385: E
12386: D
12387: A
12388: A
12389: C
12390: E
12391: C
12392: B
12393: D
12394: B
12395: A
12396: B
12397: D
12398: D
12399: A
12400: E