Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3525756 Português
Considere as informações:

•  São as perguntas que sugerem atividades mecânicas de transcrição de frases ou palavras.
•  São as perguntas que indagam sobre conteúdos objetivamente inscritos no texto numa atividade de pura decodificação. A resposta acha-se centrada no texto.
(“Tipologia das perguntas de compreensão em livros didáticos de língua portuguesa nos anos 1980-1990”. Em: Luiz Antônio Marcuschi. Produção textual, análise de textos e compreensão. 2008. Adaptado)

As informações apresentadas referem-se, correta e respectivamente, aos seguintes tipos de perguntas:
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Q3525754 Português
Leia o texto para responder à questão.


Poema tirado de uma notícia de jornal


João Gostoso era carregador de feira-livre e morava no [morro da Babilônia num barracão sem número

Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro

Bebeu

Cantou

Dançou

Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu [afogado.

(Manuel Bandeira. As cidades e as musas. 2008)
De acordo com Koch e Elias (Ler e compreender: os sentidos do texto. 2011), quando o locutor recorre a uma expressão nominal definida, tem a intenção de ativar, “dentre os conhecimentos pressupostos como partilhados com o(s) interlocutor(es), características ou traços do referente que pretende ressaltar ou enfatizar segundo suas intenções”. Isso se comprova com a expressão:
Alternativas
Q3525752 Português
Leia o texto para responder à questão.


Poema tirado de uma notícia de jornal


João Gostoso era carregador de feira-livre e morava no [morro da Babilônia num barracão sem número

Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro

Bebeu

Cantou

Dançou

Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu [afogado.

(Manuel Bandeira. As cidades e as musas. 2008)
De acordo com Koch e Elias (Ler e escrever: estratégias de produção textual. 2011), a sequência textual predominante no poema é a
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Q3525749 Português
A anáfora associativa introduz um referente novo no texto, por meio da exploração de relações meronímicas, ou seja, todas aquelas em que um dos elementos da relação pode ser considerado, de alguma forma, ingrediente do outro.
(KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. 2011)

A definição apresentada pelas autoras é corretamente exemplificada com o trecho:
Alternativas
Q3525748 Português
Leia o texto para responder à questão.
         Dêiticos são elementos da língua que têm por função localizar entidades no contexto espácio-temporal, social e discursivo [...]. Apontam para elementos exteriores ao texto e mudam de sentido conforme o contexto em que se encontram inseridos, isto é, não possuem um valor semântico em si mesmos, variando a cada nova enunciação.

(Ingedore Villaça Koch; Vanda Maria Elias. Ler e compreender: os sentidos do texto. 2011. Adaptado)
Com base em Ingedore Grunfeld Villaça Koch (Desvendando os segredos do texto. 2018), a expressão destacada no texto das autoras estabelece relação discursivo-argumentativa de
Alternativas
Q3525747 Português

Leia a tira para responder a questão. 


    

Leia o texto para responder à questão.
         Dêiticos são elementos da língua que têm por função localizar entidades no contexto espácio-temporal, social e discursivo [...]. Apontam para elementos exteriores ao texto e mudam de sentido conforme o contexto em que se encontram inseridos, isto é, não possuem um valor semântico em si mesmos, variando a cada nova enunciação.

(Ingedore Villaça Koch; Vanda Maria Elias. Ler e compreender: os sentidos do texto. 2011. Adaptado)



Na tira, o termo que exemplifica a definição das autoras é:

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Q3525743 Português
... queríamos fazer um livro impresso que fosse navegável. Livro impresso navegável? Sim. Um livro que simulasse para o leitor o ato de navegação na internet, o espaço mais apropriado para a busca de informações e cultura em um mundo movente. E isso colocava muitos problemas pela incompatibilidade da mídia impressa com a navegação própria do digital.

(Roxane Helena Rodrigues Rojo e Eduardo de Moura Almeida. Letramentos, mídias, linguagens. 2019)

Para driblar o problema apresentado e produzir um livro impresso navegável, os autores recorreram ao emprego de
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Q3525740 Português
Leia o texto para responder à questão.


    A atitude tradicional do professor de português, ao receber um texto produzido por um aluno, é procurar imediatamente os “erros”, direcionar toda a sua atenção para a localização e a erradicação do que está “incorreto”. [...] uma porcentagem enorme do que todo mundo chama de “erro de português” diz respeito a meras incorreções ortográficas.


(Marcos Bagno. Preconceito linguístico. 2015. Adaptado)
Com o emprego do adjetivo “meras”, em destaque no texto, o autor pretende
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Q3525731 Português
De acordo com Bernard Schneuwly (em Bernard Schneuwly & Joaquim Dolz. Gêneros orais e escritos na escola. 2004), corresponde a uma dimensão para os gêneros primários:
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Q3525730 Português
Na proposta de leitura e aprendizagem apresentada por Angela Kleiman (Oficina de leitura: teoria & prática. 2017), a autora explica que a compreensão
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Q3525729 Português
Luiz Antônio Marcuschi (Produção textual, análise de textos e compreensão. 2008), a partir da hipótese sociointeracionista da linguagem, filia-se à ideia de que
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Q3525720 Português
Em suas reflexões sobre os novos desafios para a educação na era da Inteligência Artificial (IA), Azambuja e Silva (2024) argumentam que, apesar de a aplicação da IA no campo educacional resultar em muitas vantagens, ela
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Q3525351 Português
Ao discutir o impacto das avaliações educacionais sobre o rendimento escolar, Carvalho (em Carvalho e outros, 2007) afirma que tais dados avaliativos não são apropriados pelos professores, pela escola, pelos alunos e pela comunidade. A esse respeito, a autora menciona um aspecto que, segundo ela, estaria ausente nas pesquisas avaliativas, contribuindo para essa falta de apropriação.

Ela se refere, especificamente, à ausência de
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Q3524976 Português
De acordo com Marcos Bagno (Preconceito linguístico, 2015), “A ortografia é uma decisão política, é imposta por decreto, por isso ela pode mudar, e muda, de uma época para outra.” 

Comprova o ponto de vista do autor o seguinte fato:
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Q3524975 Português

Leia o texto para responder à questão.


    Mas João Teodoro acompanhava com aperto de coração o deperecimento visível de sua Itoaca.


    – Isso já foi muito melhor, dizia consigo. Já teve três médicos bem bons, agora só um e bem ruinzote. Já teve seis advogados e hoje mal dá para um rábulo ordinário como o Tenório. (Monteiro Lobato, “Um homem de consciência”).


(Angela Kleiman. Oficina de leitura: teoria & prática. 2017)

De acordo com Angela Kleiman (Oficina de leitura: teoria & prática. 2017), na perspectiva da análise crítica da linguagem, “interessa saber a função, isto é, que é através do adjetivo que o falante descreve, ou identifica, dentro do conjunto de objetos nomeados pela palavra, aquele sobre o qual ele está falando”. Com base nessa informação, conclui-se que o termo “ordinário” denota
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Q3524974 Português

Leia o texto para responder à questão.


    Mas João Teodoro acompanhava com aperto de coração o deperecimento visível de sua Itoaca.


    – Isso já foi muito melhor, dizia consigo. Já teve três médicos bem bons, agora só um e bem ruinzote. Já teve seis advogados e hoje mal dá para um rábulo ordinário como o Tenório. (Monteiro Lobato, “Um homem de consciência”).


(Angela Kleiman. Oficina de leitura: teoria & prática. 2017)

De acordo com Angela Kleiman (Oficina de leitura: teoria & prática. 2017), “Embora nem todas as relações entre uma palavra e seu contexto linguístico sejam passíveis de descrição e classificação, muitas delas são predizíveis, especialmente quando levamos em conta questões sobre gênero textual.” Com base nessa explicação, conclui-se corretamente que o sentido do termo “deperecimento”, destacado no texto, é inferido por meio da 
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Q3524971 Português
De acordo com o Currículo Paulista: etapa ensino médio (2020), a nova estrutura do Ensino Médio “deve assegurar em todas as modalidades de ensino os [...] princípios específicos, conforme o artigo 5o da Resolução no 03 de 2018”. Entre esses princípios consta o “respeito aos direitos humanos como direito universal”. O trecho de redação de aluno, retirado e adaptado do site https://g1.globo.com/educacao/enem/2017/noticia (26.10.2017), que infringe esse princípio, é
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Q3524969 Português
Ingedore Grunfeld Villaça Koch (Desvendando os segredos do texto. 2018) justifica a substituição da noção de referência por referenciação considerando que, quando se usa e se manipula uma forma simbólica,
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Q3524968 Português

Leia o texto para responder à questão.


Um Brasil que não lê


    Brasileiros que não costumam ler um livro tornaram-se maioria no Brasil, informa a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, que traz dados inquietantes sobre o perfil dos leitores no País. A pesquisa ouviu 5504 pessoas em 208 municípios, entre abril e julho deste ano, e constatou que 53% das pessoas entrevistadas afirmam não ter lido um livro, mesmo incompleto, nos três meses anteriores à pergunta – prazo que, segundo os pesquisadores, permitiria classificá-las de leitoras. É a primeira vez, em seis edições da pesquisa, que o número de não leitores superou o de leitores. Nos últimos cinco anos, o Brasil perdeu 6,7 milhões de leitores, queda registrada em todas as classes sociais, faixas etárias e níveis de escolaridade.


    Não é novidade o baixo índice de leitura no Brasil, em geral aplacado de maneira circunstancial pelo habitual sucesso de eventos como a Bienal do Livro de São Paulo – a deste ano reuniu 722 mil pessoas no Distrito Anhembi, teve quatro dos dez dias com ingressos esgotados e um balanço geral de vendas acima das expectativas. Mas o retrato da pesquisa demonstra que a histórica pouca valorização do livro e da leitura, seja no ambiente escolar ou no familiar, chega a níveis perturbadores, agravados pelos hábitos relacionados à internet, às redes sociais e às restrições econômicas e sociais. Quase metade dos entrevistados declarou que não leu mais por falta de tempo – a atenção ao livro é uma dramática disputa contra a internet, o WhatsApp ou Telegram, as redes sociais e a televisão.


    E um contexto igualmente grave: uma escola pública que, em muitos casos, tem dificuldade de criar ambiente propício à leitura. Basta ver a redução do número de pessoas que apontam a sala de aula como lugar de leitura. Em 2007, 25% citavam o espaço escolar, índice que caiu para 19% neste ano, efeito direto de uma realidade em que mais da metade das escolas de ensino básico no Brasil não tem uma biblioteca. Não existe mágica: a escola é decididamente o principal espaço para desenvolver o gosto pela leitura, como mostram algumas correlações diretas entre qualidade da rede de ensino e o ranking de leitores. Incluem-se aí Estados como Santa Catarina, Paraná, Goiás, Espírito Santo e Ceará, citados por recentes pesquisas pelos avanços no aprendizado.


    O fato é que o Brasil ainda deve mais atenção aos projetos de formação de leitores, de bibliotecas comunitárias e, claro, de reforço da infraestrutura nas escolas públicas. É possível, sim, construir projetos e ferramentas que mostrem ao País que livros podem ser ótimos brinquedos para crianças e imprescindíveis ferramentas para o crescimento profissional e humano de jovens e adultos. Não custa lembrar, como escreveu o poeta Mário Quintana, que os verdadeiros analfabetos são aqueles que aprenderam a ler e não leem.


(https://www.estadao.com.br/opiniao, 25.11.2024. Adaptado)

Considere as passagens: 


Brasileiros que não costumam ler um livro tornaram-se maioria no Brasil... (1o parágrafo) A pesquisa ouviu 5504 pessoas em 208 municípios, entre abril e julho deste ano, e constatou que 53% das pessoas entrevistadas afirmam não ter lido um livro... (1o parágrafo) O fato é que o Brasil ainda deve mais atenção aos projetos de formação de leitores, de bibliotecas comunitárias e, claro, de reforço da infraestrutura nas escolas públicas. (4o parágrafo)


Com base em Luiz Antônio Marcuschi (Produção textual, análise de textos e compreensão. 2008), é correto afirmar que as passagens são organizadas, respectivamente, nas seguintes tipologias textuais:

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Q3524967 Português

Leia o texto para responder à questão.


Um Brasil que não lê


    Brasileiros que não costumam ler um livro tornaram-se maioria no Brasil, informa a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, que traz dados inquietantes sobre o perfil dos leitores no País. A pesquisa ouviu 5504 pessoas em 208 municípios, entre abril e julho deste ano, e constatou que 53% das pessoas entrevistadas afirmam não ter lido um livro, mesmo incompleto, nos três meses anteriores à pergunta – prazo que, segundo os pesquisadores, permitiria classificá-las de leitoras. É a primeira vez, em seis edições da pesquisa, que o número de não leitores superou o de leitores. Nos últimos cinco anos, o Brasil perdeu 6,7 milhões de leitores, queda registrada em todas as classes sociais, faixas etárias e níveis de escolaridade.


    Não é novidade o baixo índice de leitura no Brasil, em geral aplacado de maneira circunstancial pelo habitual sucesso de eventos como a Bienal do Livro de São Paulo – a deste ano reuniu 722 mil pessoas no Distrito Anhembi, teve quatro dos dez dias com ingressos esgotados e um balanço geral de vendas acima das expectativas. Mas o retrato da pesquisa demonstra que a histórica pouca valorização do livro e da leitura, seja no ambiente escolar ou no familiar, chega a níveis perturbadores, agravados pelos hábitos relacionados à internet, às redes sociais e às restrições econômicas e sociais. Quase metade dos entrevistados declarou que não leu mais por falta de tempo – a atenção ao livro é uma dramática disputa contra a internet, o WhatsApp ou Telegram, as redes sociais e a televisão.


    E um contexto igualmente grave: uma escola pública que, em muitos casos, tem dificuldade de criar ambiente propício à leitura. Basta ver a redução do número de pessoas que apontam a sala de aula como lugar de leitura. Em 2007, 25% citavam o espaço escolar, índice que caiu para 19% neste ano, efeito direto de uma realidade em que mais da metade das escolas de ensino básico no Brasil não tem uma biblioteca. Não existe mágica: a escola é decididamente o principal espaço para desenvolver o gosto pela leitura, como mostram algumas correlações diretas entre qualidade da rede de ensino e o ranking de leitores. Incluem-se aí Estados como Santa Catarina, Paraná, Goiás, Espírito Santo e Ceará, citados por recentes pesquisas pelos avanços no aprendizado.


    O fato é que o Brasil ainda deve mais atenção aos projetos de formação de leitores, de bibliotecas comunitárias e, claro, de reforço da infraestrutura nas escolas públicas. É possível, sim, construir projetos e ferramentas que mostrem ao País que livros podem ser ótimos brinquedos para crianças e imprescindíveis ferramentas para o crescimento profissional e humano de jovens e adultos. Não custa lembrar, como escreveu o poeta Mário Quintana, que os verdadeiros analfabetos são aqueles que aprenderam a ler e não leem.


(https://www.estadao.com.br/opiniao, 25.11.2024. Adaptado)

Tendo como referência a abordagem de Luiz Antônio Marcuschi (Produção textual, análise de textos e compreensão. 2008) sobre os processos de compreensão, é correto concluir que, caso o texto Um Brasil que não lê seja tratado como objeto de ensino na aula de língua portuguesa, é esperado que os alunos
Alternativas
Respostas
12261: A
12262: C
12263: E
12264: A
12265: E
12266: C
12267: C
12268: A
12269: B
12270: B
12271: A
12272: B
12273: E
12274: B
12275: A
12276: D
12277: A
12278: E
12279: B
12280: D