Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3529357 Português

O texto abaixo, de Márcia Rebêlo, serve de base para a questão. Portanto, leia-o, atentamente, antes de responder a elas.


A nossa vida é movida por altos e baixos, é por isso que precisamos, muitas vezes, buscar a ajuda de Deus, buscar forças Nele, pois há situações que somente Ele pode resolver. Portanto, por mais difíceis que as coisas estejam, confiemos em Deus e sigamos em frente. Acredite: vai dar certo e não permita que ninguém diga a você que sonhos não são possíveis.


Professora Especialista, Márcia Rebêlo. 

Qual é o antônimo da palavra “difíceis” encontrada no trecho seguinte: “Portanto, por mais difíceis que as coisas estejam...”?
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Q3529356 Português

O texto abaixo, de Márcia Rebêlo, serve de base para a questão. Portanto, leia-o, atentamente, antes de responder a elas.


A nossa vida é movida por altos e baixos, é por isso que precisamos, muitas vezes, buscar a ajuda de Deus, buscar forças Nele, pois há situações que somente Ele pode resolver. Portanto, por mais difíceis que as coisas estejam, confiemos em Deus e sigamos em frente. Acredite: vai dar certo e não permita que ninguém diga a você que sonhos não são possíveis.


Professora Especialista, Márcia Rebêlo. 

No trecho: “A nossa vida é movida por altos e baixos,...”, o que a autora quis dizer com a expressão “altos e baixos”?
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Q3528907 Português

Leia o texto e responda à questão.

“O Crime do Padre Amaro” (1875)


    A tarde estendia-se luminosa sobre Leiria quando a velha ama de Amaro, desembainhando lamentos, apertava-lhe o braço no desembarque da diligência. O ar cheirava a ervas secas, e a poeira da estrada colava-se às abas do chapéu do jovem sacerdote recém-nomeado à paróquia provincial.

    

    Amaro, de vinte e seis anos, trajava batina engomada, mas o olhar — risonho e ligeiramente ansioso — vagava entre as torres da Sé e as janelas baixas das casas térreas, onde donzelas curiosas espiavam, fingindo abanar tapetes. Trazia na bagagem poucos livros de moral, alguma roupa de linho e um espelho de bolso no qual, antes da partida, ajeitara o topete castanho. A seu redor, falatórios: a diligência trouxera cartas, encomendadas, um caixeiro franzino e as novidades da Corte.

    

    À porta da estalagem, aguardava-o o cônego Dias, gordo, respirando com esforço. Abraçou o moço, chamou-o “meu filho”, e logo se pôs a enumerar as famílias influentes da cidade, detendo-se, com benigno sorriso, na casa da senhora D. Joaneira — “excelente paroquiana, viúva devota, mãe da formosa Amélia”. Amaro ouviu, cabeça baixa, mas o rubor ligeiro que lhe subiu às faces denunciava, talvez, curiosidade pouco sacerdotal.

    

    Instalado no quarto sombrio da pensão, abriu a janela escorada em gonzos incertos e deparou, no edifício fronteiro, com a varanda florida da tal Amélia. Não a viu de pronto, mas percebeu o rumor de risos femininos que lhe chegavam como convite morno. Fechou a cortina depressa, fez o sinal-da-cruz e sentou-se à escrivaninha, disposto a reler o Imitatio Christi; todavia, enquanto folheava o livro, a imagem de um sorriso que ainda não vira insistia em ocupar-lhe o espírito.


    Pouco depois, no jantar, encontrou-se com D. Joaneira e a filha. A moça, em vestido de musselina clara, inclinou-se para recolher guardanapo caído; o gesto, simples, descobriu-lhe o colo branco. Amaro, sem querer, seguiu-lhe o movimento. Sentiu leve tontura, engoliu em seco e murmurou, aflito, que precisava tomar ar. Saiu para o pátio enlareirado, onde a noite nascente trazia cheiro de jasmim e o canto monótono de um grilo. Ali, encostado à parede úmida, meditou nos perigos do mundo: “Vim servir a Deus, mas eis que a carne me espia antes mesmo da primeira missa”, pensou.

    

    Daquele instante até o desfecho trágico que a posteridade comentaria, muito se passaria — mas, naquela tarde primeira, já pareciam traçados os contornos de uma paixão destinada a concorrer, pari passu, com os deveres sagrados do sacerdócio.


    Fonte: QUEIRÓS, Eça de. O crime do padre Amaro. Porto: Tipografia Acadêmica, 1875. (Adaptado)

No trecho “mas, naquela tarde primeira, já pareciam traçados os contornos de uma paixão destinada a concorrer, pari passu, com os deveres sagrados do sacerdócio”, o narrador sugere principalmente que:
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Q3528906 Português

Leia o texto e responda à questão.

“O Crime do Padre Amaro” (1875)


    A tarde estendia-se luminosa sobre Leiria quando a velha ama de Amaro, desembainhando lamentos, apertava-lhe o braço no desembarque da diligência. O ar cheirava a ervas secas, e a poeira da estrada colava-se às abas do chapéu do jovem sacerdote recém-nomeado à paróquia provincial.

    

    Amaro, de vinte e seis anos, trajava batina engomada, mas o olhar — risonho e ligeiramente ansioso — vagava entre as torres da Sé e as janelas baixas das casas térreas, onde donzelas curiosas espiavam, fingindo abanar tapetes. Trazia na bagagem poucos livros de moral, alguma roupa de linho e um espelho de bolso no qual, antes da partida, ajeitara o topete castanho. A seu redor, falatórios: a diligência trouxera cartas, encomendadas, um caixeiro franzino e as novidades da Corte.

    

    À porta da estalagem, aguardava-o o cônego Dias, gordo, respirando com esforço. Abraçou o moço, chamou-o “meu filho”, e logo se pôs a enumerar as famílias influentes da cidade, detendo-se, com benigno sorriso, na casa da senhora D. Joaneira — “excelente paroquiana, viúva devota, mãe da formosa Amélia”. Amaro ouviu, cabeça baixa, mas o rubor ligeiro que lhe subiu às faces denunciava, talvez, curiosidade pouco sacerdotal.

    

    Instalado no quarto sombrio da pensão, abriu a janela escorada em gonzos incertos e deparou, no edifício fronteiro, com a varanda florida da tal Amélia. Não a viu de pronto, mas percebeu o rumor de risos femininos que lhe chegavam como convite morno. Fechou a cortina depressa, fez o sinal-da-cruz e sentou-se à escrivaninha, disposto a reler o Imitatio Christi; todavia, enquanto folheava o livro, a imagem de um sorriso que ainda não vira insistia em ocupar-lhe o espírito.


    Pouco depois, no jantar, encontrou-se com D. Joaneira e a filha. A moça, em vestido de musselina clara, inclinou-se para recolher guardanapo caído; o gesto, simples, descobriu-lhe o colo branco. Amaro, sem querer, seguiu-lhe o movimento. Sentiu leve tontura, engoliu em seco e murmurou, aflito, que precisava tomar ar. Saiu para o pátio enlareirado, onde a noite nascente trazia cheiro de jasmim e o canto monótono de um grilo. Ali, encostado à parede úmida, meditou nos perigos do mundo: “Vim servir a Deus, mas eis que a carne me espia antes mesmo da primeira missa”, pensou.

    

    Daquele instante até o desfecho trágico que a posteridade comentaria, muito se passaria — mas, naquela tarde primeira, já pareciam traçados os contornos de uma paixão destinada a concorrer, pari passu, com os deveres sagrados do sacerdócio.


    Fonte: QUEIRÓS, Eça de. O crime do padre Amaro. Porto: Tipografia Acadêmica, 1875. (Adaptado)

Ao pensar “Vim servir a Deus, mas eis que a carne me espia antes mesmo da primeira missa”, Amaro revela:
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Q3528883 Português
No período “Era tão cedo que ninguém havia chegado ainda”, qual alternativa reescreve a frase preservando integralmente o sentido e a relação entre as ideias?
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Q3528882 Português
O Menino no Espelho (1982)

    Toda manhã, antes de ir à escola, Fernando parava alguns segundos diante do espelho oval da cômoda. Gostava de ver a si mesmo como se fosse outro garoto, gêmeo escondido do lado de lá do vidro, pronto para aventuras que a realidade não oferecia. Nessa quarta-feira sem novidades, porém, tomou um susto: o menino do espelho piscou para ele.
    — Não faça isso! — sussurrou, olhando para trás para se certificar de que a porta estava fechada.
    O reflexo sorriu e ergueu a mão direita num convite silencioso. Fernando, curioso, aproximou o rosto até quase tocar o vidro. Sentiu um frio na barriga, como quando se está na fila da montanha-russa. No instante seguinte, estava do outro lado, dentro do quarto espelhado, onde tudo era igual e diferente: a luz tinha cor de madrugada, os móveis pareciam desenhados a lápis e havia um cheiro leve de chuva.
    O outro Fernando — agora do lado de cá — ajeitou o uniforme, pegou a pasta escolar e saiu assobiando pelo corredor. O verdadeiro ficou atônito. Tentou voltar, mas a superfície refletora endureceu como gelo. Resolveu explorar. Ao abrir a janela, viu ruas invertidas: as letras das placas corriam ao contrário, e as pessoas caminhavam de trás para diante, rindo de piadas contadas ao avesso.
    Pensou na aula de aritmética que perderia, nos gritos da professora, mas concluiu que nem a tabuada valia tanto quanto aquele mistério. Sentou-se na escrivaninha e encontrou um lápis que escrevia palavras de trás para frente. Horas depois, o espelho vibrou como lagoa tocada por pedrinhas. Sem hesitar, atravessou de novo para o quarto normal. O outro Fernando já voltara da escola e dormia. Ninguém acreditaria. Sorriu, prometendo guardar segredo com seu parceiro de vidro.

Fonte: SABINO, Fernando. O menino no espelho. Rio de Janeiro: Rocco, 1982. (Adaptado)
O trecho "as letras das placas corriam ao contrário, e as pessoas caminhavam de trás para diante, rindo de piadas contadas ao avesso" sugere que o mundo do outro lado do espelho é: 
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Q3528881 Português
O Menino no Espelho (1982)

    Toda manhã, antes de ir à escola, Fernando parava alguns segundos diante do espelho oval da cômoda. Gostava de ver a si mesmo como se fosse outro garoto, gêmeo escondido do lado de lá do vidro, pronto para aventuras que a realidade não oferecia. Nessa quarta-feira sem novidades, porém, tomou um susto: o menino do espelho piscou para ele.
    — Não faça isso! — sussurrou, olhando para trás para se certificar de que a porta estava fechada.
    O reflexo sorriu e ergueu a mão direita num convite silencioso. Fernando, curioso, aproximou o rosto até quase tocar o vidro. Sentiu um frio na barriga, como quando se está na fila da montanha-russa. No instante seguinte, estava do outro lado, dentro do quarto espelhado, onde tudo era igual e diferente: a luz tinha cor de madrugada, os móveis pareciam desenhados a lápis e havia um cheiro leve de chuva.
    O outro Fernando — agora do lado de cá — ajeitou o uniforme, pegou a pasta escolar e saiu assobiando pelo corredor. O verdadeiro ficou atônito. Tentou voltar, mas a superfície refletora endureceu como gelo. Resolveu explorar. Ao abrir a janela, viu ruas invertidas: as letras das placas corriam ao contrário, e as pessoas caminhavam de trás para diante, rindo de piadas contadas ao avesso.
    Pensou na aula de aritmética que perderia, nos gritos da professora, mas concluiu que nem a tabuada valia tanto quanto aquele mistério. Sentou-se na escrivaninha e encontrou um lápis que escrevia palavras de trás para frente. Horas depois, o espelho vibrou como lagoa tocada por pedrinhas. Sem hesitar, atravessou de novo para o quarto normal. O outro Fernando já voltara da escola e dormia. Ninguém acreditaria. Sorriu, prometendo guardar segredo com seu parceiro de vidro.

Fonte: SABINO, Fernando. O menino no espelho. Rio de Janeiro: Rocco, 1982. (Adaptado)
Ao perceber que o espelho havia endurecido e ele não podia voltar imediatamente, Fernando decidiu explorar o ambiente. Essa atitude revela que o personagem:
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Q3528789 Português
O Saci (1921)
  
  Pedrinho acordou ainda escuro, quando o quintal do sítio dormia coberto de neblina. Espreguiçou-se na rede, escutou o silêncio e decidiu: era manhã de caçar saci. Calçou as velhas botinas de couro, apanhou a peneira de taquara encostada ao forno de barro e saiu pisando macio, para não acordar Tia Nastácia. O terreiro cheirava a terra molhada; os galinheiros ainda não tinham falado.
    No caminho, Pedrinho repetia o que ouvira de Emília: “Saci gosta de esconder-se nos redemoinhos”. Por isso, caminhava atento aos giros súbitos de folhas. De repente, o vento riscou um assovio e as folhas secas levantaram um pequeno tornado junto à cerca. O coração do menino bateu mais forte. Correu, ergueu a peneira e, com um golpe rápido, cobriu o redemoinho. O ar cheirou a pimenta; dentro da malha de taquara alguma coisa se debatia, soltando risadinhas finas.
    Pedrinho mal conteve a alegria: finalmente provaria ao Visconde que não era conversa de caipira. Segurando a borda da peneira contra o chão, chamou Narizinho, que vinha correndo, ainda de camisola, curiosa com a algazarra. “Peguei! Peguei!”, gritava. Mas Tia Nastácia, ao ver o menino ajoelhado na terra fria, perigando esfriar o peito, ralhou de longe: “Menino, sai já daí!”
    O saci — se era saci — ficou invisível, mas o vento fugiu, deixando no ar cheiro de fumo e gargalhada distante. Pedrinho hesitou entre obedecer à cozinheira ou persistir na aventura. Por fim, levantou a peneira devagar. Nada. Um tufo de fumaça se desfez e sumiu no céu claro. O menino, entre desapontado e maravilhado, compreendeu que, às vezes, coisas do mato gostam mais de ser lenda que presa. Voltou, então, para o café quente, prometendo tentar de novo no dia seguinte.

    Fonte: LOBATO, Monteiro. O saci. São Paulo: Brasiliense, 1921. (Adaptado)
No desfecho do trecho, quando Pedrinho levanta a peneira e “hesita entre obedecer a Tia Nastácia ou persistir na aventura”, o conflito interno expõe principalmente: 
Alternativas
Q3528788 Português
O Saci (1921)
  
  Pedrinho acordou ainda escuro, quando o quintal do sítio dormia coberto de neblina. Espreguiçou-se na rede, escutou o silêncio e decidiu: era manhã de caçar saci. Calçou as velhas botinas de couro, apanhou a peneira de taquara encostada ao forno de barro e saiu pisando macio, para não acordar Tia Nastácia. O terreiro cheirava a terra molhada; os galinheiros ainda não tinham falado.
    No caminho, Pedrinho repetia o que ouvira de Emília: “Saci gosta de esconder-se nos redemoinhos”. Por isso, caminhava atento aos giros súbitos de folhas. De repente, o vento riscou um assovio e as folhas secas levantaram um pequeno tornado junto à cerca. O coração do menino bateu mais forte. Correu, ergueu a peneira e, com um golpe rápido, cobriu o redemoinho. O ar cheirou a pimenta; dentro da malha de taquara alguma coisa se debatia, soltando risadinhas finas.
    Pedrinho mal conteve a alegria: finalmente provaria ao Visconde que não era conversa de caipira. Segurando a borda da peneira contra o chão, chamou Narizinho, que vinha correndo, ainda de camisola, curiosa com a algazarra. “Peguei! Peguei!”, gritava. Mas Tia Nastácia, ao ver o menino ajoelhado na terra fria, perigando esfriar o peito, ralhou de longe: “Menino, sai já daí!”
    O saci — se era saci — ficou invisível, mas o vento fugiu, deixando no ar cheiro de fumo e gargalhada distante. Pedrinho hesitou entre obedecer à cozinheira ou persistir na aventura. Por fim, levantou a peneira devagar. Nada. Um tufo de fumaça se desfez e sumiu no céu claro. O menino, entre desapontado e maravilhado, compreendeu que, às vezes, coisas do mato gostam mais de ser lenda que presa. Voltou, então, para o café quente, prometendo tentar de novo no dia seguinte.

    Fonte: LOBATO, Monteiro. O saci. São Paulo: Brasiliense, 1921. (Adaptado)
A partir dos elementos sensoriais presentes no momento em que Pedrinho cobre o redemoinho, qual leitura simbólica melhor se aplica ao cheiro de pimenta e às “risadinhas finas” que ele percebe?
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Q3528472 Português
Considere o parágrafo a seguir, retirado do livro Lógica e Conjuntos, de Francisco Gêvane Muniz Cunha:
        A Lógica é útil a qualquer área que exija raciocínios elaborados, bem como em casos práticos do nosso dia a dia. O conhecimento básico de Lógica é indispensável, por exemplo, para estudantes de Matemática, Filosofia, Ciências, Línguas ou Direito. Seu aprendizado auxilia os estudantes no raciocínio, na compreensão de conceitos básicos e na verificação formal de provas, preparando para o entendimento dos conteúdos de tópicos mais avançados.

Para o autor, a lógica
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Q3528470 Português
Em uma passagem de seu livro, A arte de resolver problemas, G. Polya discorre:
        A resolução de problemas é uma habilitação prática como, digamos, o é a natação. Adquirimos qualquer habilitação por imitação e prática. Ao tentarmos nadar, imitamos o que os outros fazem com as mãos e os pés para manterem suas cabeças fora d’água e, afinal, aprendemos a nadar pela prática da natação. Ao tentarmos resolver problemas, temos de observar e imitar o que fazem outras pessoas quando resolvem os seus, e por fim, aprendemos a resolver problemas, resolvendo-os.
De acordo com o autor,
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Q3528446 Português
Considere as seguintes informações do Currículo Paulista: Ensino Fundamental (2019):
•  ... _____________________ ganha centralidade na definição dos conteúdos, habilidades e objetivos, considerado a partir de seu pertencimento a um gênero discursivo que circula em diferentes esferas/campos sociais de atividade/comunicação/uso da linguagem.
•  A seleção dos ______________________ de cada campo de atividade a serem trabalhados deve considerar os tradicionalmente abordados pela escola, mas também é fundamental contemplar aqueles resultantes de novas práticas de linguagem, potencializados pela tecnologia.

De acordo com o referido documento, as lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:
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Q3528443 Português
A Competência Específica de Língua Portuguesa para o Ensino Fundamental de nº 6 prevê “analisar informações, argumentos e opiniões manifestados em interações sociais e nos meios de comunicação, posicionando-se ética e criticamente em relação a conteúdos discriminatórios que ferem direitos humanos e ambientais”.
Com base em Dolz, Noverraz e Schneuwly (em Schneuwly e Dolz, Gêneros orais e escritos na escola, 2004), os gêneros textuais adequados para o desenvolvimento da referida competência, com ênfase na argumentação, são 
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Q3528442 Português
Considere a charge a seguir: Imagem associada para resolução da questão (Bob Thaves, “Frank & Ernest”. Disponível em: https://www.estadao.com.br/cultura/quadrinhos)
De acordo com Ingedore Koch e Vanda Maria Elias (Ler e escrever: estratégias de produção textual, 2011), a produção de sentido da charge se dá por meio 
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Q3528439 Português
Leia o excerto a seguir:
        Atribuir características negativas aos que nos cercam significa ressaltar nossas qualidades, reais ou imaginárias. Quando passamos da ideia à ação, isto é, quando não apenas dizemos que o outro é inferior, mas agimos como se de fato ele o fosse, estamos discriminando as pessoas e os grupos por conta de uma característica que atribuímos a eles.
(Ingedore Koch, Desvendando os segredos do texto, 2018. Adaptado)
Com base em Koch (2018), a progressão textual do texto transcrito ocorre por meio de 
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Q3528437 Português
De acordo com Ingedore Koch (Desvendando os segredos do texto, 2018), os hiperlinks, uma das principais inovações do texto eletrônico, exercem diversas funções no texto. Entre elas, há a função cognitiva do hiperlink, que corresponde ao papel de 
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Q3528436 Português
Foi apresentada a professores-estudantes de Ciências da Educação a seguinte pergunta: “Você é professor(a) (ou imagina ser). No programa está previsto o ensino de oral (expressão e compreensão). O que é o oral para você? Responda em cerca de 10 linhas.” Foram recebidas 25 respostas, que foram agrupadas em três diferentes grupos, por abordarem temas diversos.
(Schneuwly, em Schneuwly e Dolz, Gêneros orais e escritos na escola, 2004)
De acordo com Schneuwly, são respostas que consideram o oral como “espontaneidade”:
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Q3528435 Português
Leia o post do cartunista Jean Galvão a seguir:
Imagem associada para resolução da questão (Disponível em: https://www.instagram.com/jeangalvao)
O Currículo Paulista: etapa Ensino Médio (2020) retoma a BNCC, que afirma: “Considerando que uma semiose é um sistema de signos em sua organização própria, é importante que os jovens, ao explorarem as possibilidades expressivas das diversas linguagens, possam realizar reflexões que envolvam o exercício de análise de elementos discursivos, composicionais e formais de enunciados nas diferentes semioses visuais (imagens estáticas e em movimento), sonoras (música, ruídos, sonoridades), verbais (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita) e corporais (gestuais, cênicas, dança).”
Com base nessas informações, conclui-se que a grafia de “da-que-las” e a repetição de “Conta!” têm, correta e respectivamente, o efeito de indicar 
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Q3528434 Português
Considere os seguintes versos de Raimundo Correia:
•  As cabeleiras líquidas ondulam (“Missa universal”), •  Por céus de ouro e de púrpuras raiados (“Anoitecer”), •  O sangrento perfil traço por traço (“Luz e treva”), •  Ilha isolada como um dorso de baleia (“A ilha e o mar”), •  De um sanguinoso abutre a rubra garra viva (“O povo”), •  Dos cabelos a surda catadupa (“Americana”), •  A pomba da volúpia, a treva densa (“Na penumbra”), •  Na extrema raia do horizonte infindo (“Despedida”).
(Alfredo Bosi, História concisa da literatura brasileira, 2015)
Alfredo Bosi (História concisa da literatura brasileira, 2015) considera que esses versos, mesmo fora de contexto, resistem por seu poder de transmitir 
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Q3528433 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

Medo e cautela nas escolas

        O Brasil assiste a uma escalada de violência nas escolas, segundo levantamento publicado na revista Pesquisa Fapesp, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. A conclusão, perturbadora, decorre dos registros oficiais de incidentes num período de dez anos, com dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania: em 2013, foram registradas 3,7 mil vítimas de violência interpessoal nas escolas, incluindo estudantes, professores e outros membros da comunidade escolar; em 2023, esse número subiu para 13,1 mil.

        Números como esses ajudam a modular a sensação de medo, insegurança e impotência de pais, alunos, professores e profissionais em geral que atuam com ensino, infância e adolescência. Também são essenciais para pavimentar o caminho da busca de soluções preventivas, incluindo melhor qualificação na identificação de comportamentos e sinais que possam levar a práticas violentas. Revelam-se igualmente relevantes no despertar de autoridades para o sentido de urgência por um maior preparo do País para enfrentar a violência dentro das escolas e em seu entorno. E se transformam, por fim, num elemento a mais de alerta para um público já em sobressalto – o que explica a impressionante repercussão de obras como A geração ansiosa, que detalha os efeitos nefastos do mundo hiperconectado para a saúde mental dos jovens, ou a minissérie Adolescência, que se tornou a mais vista na plataforma Netflix ao gerar debates sobre temas como ódio online, machismo e o impacto de discursos radicais em adolescentes.

        Convém cautela, contudo, para não espalhar brasas onde já existe fogo. Se, por um lado, a arte e os números servem para reduzir o abismo existente entre dois mundos – o dos adultos e dos adolescentes – e, sobretudo, não deixar que a inércia, a incerteza e o desconhecimento deixem prosperar a ideia de que a escola é lugar de perigos e não de aprendizagem e convivência, por outro lado, o risco é de que um caldeirão de conclusões simplificadoras termine por produzir uma espécie de pânico moral, como são chamadas as reações desproporcionais a problemas vistos como ameaça à ordem social.

        Antes, portanto, de inspirar medo generalizado e medidas drásticas – como vigilância e punitivismo em excesso –, os estudos e os debates deles decorrentes precisam fortalecer diagnósticos e soluções baseados em evidências. Assim como os problemas têm natureza múltipla, as respostas também implicam uma soma de complexidades e ações intersetoriais que não comportam vaticínios simplistas. Mas, com ou sem excessos, há pelo menos uma grande certeza: o País não pode ignorar o debate do que fazer com a escola e seus jovens.

(O Estado de S.Paulo, Editorial, 24.04.2025. Adaptado)
Com base em Marcuschi (Produção textual, análise de gêneros e compreensão, 2008), conclui-se que, na passagem “Revelam-se igualmente relevantes no despertar de autoridades...” (2º parágrafo), ocorre uma elipse, cujo referente é:
Alternativas
Respostas
12181: C
12182: D
12183: C
12184: B
12185: D
12186: D
12187: C
12188: D
12189: A
12190: B
12191: D
12192: B
12193: D
12194: A
12195: D
12196: C
12197: E
12198: B
12199: B
12200: E