Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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"A menina estava só e ficou triste."
Qual alternativa tem um sinônimo da palavra “só” nesse contexto?
Leia:
"A criança abriu o guarda-chuva porque começou a chover."
O que motivou a ação da criança?
Leia a frase:
"A professora pediu silêncio na sala."
Qual é o antônimo da palavra “silêncio”?
Os modalizadores discursivos são encarregados de evidenciar o ponto de vista assumido pelo falante e de assegurar o modo como ele elabora o discurso. A partir dessa concepção, a expressão em destaque é classificada como um modalizador
Texto I
Somos Todos Africanos
Sempre que entram em crise, as civilizações começam a olhar para o seu passado buscando inspiração para o futuro. Hoje estamos no coração de uma fenomenal crise planetária que afeta todas as civilizações. Ela pode significar um salto rumo a um estado superior da hominização, bem como uma tragédia ameaçadora para toda a nossa espécie. Num momento assim radical, não é sem interesse sondar as nossas raízes mais ancestrais e aquele começo seminal em que deixamos de ser primatas e passamos a ser humanos. Aqui deve haver lições que nos podem ser muito úteis. Hoje é consenso entre os paleontólogos e antropólogos que a aventura da hominização se iniciou na África, cerca de sete milhões de anos atrás. Ela se acelerou passando pelo homo habilis, erectus, neanderthalensis até chegar ao homo sapiens, cerca de 100 mil anos atrás. Da África, ele se propagou para a Ásia, há sessenta mil anos; para a Europa, há 40 mil anos; e para as Américas, há 30 mil anos.
A África não é apenas o lugar geográfico das origens. É o arquétipo primal, o conjunto das marcas impressas na alma do ser humano, presente ainda hoje como informações indeléveis, à semelhança daquelas inscritas em nosso código genético. Foi na África que o ser humano elaborou suas primeiras sensações, onde se articularam as crescentes conexões neurais (cerebralização), brilharam os primeiros pensamentos, fortaleceu-se a juvenilização (processo semelhante ao de um jovem que mostra plasticidade e capacidade de aprendizagem) e emergiu a complexidade social que permitiu o surgimento da linguagem e da cultura. Há um espírito da África presente em cada um dos seres humanos.
Vejo três eixos principais do espírito da África que podem significar uma verdadeira terapia para a nossa crise global. O primeiro é a Mãe-terra. Espalhando-se pelos vastos espaços africanos, nossos ancestrais entraram em profunda comunhão com a Terra, sentindo a interconexão que todas as coisas guardam entre si. Mesmo vítimas da exploração colonialista, os atuais africanos não perderam esse sentido materno da Terra, tão bem representado pela queniana Wangari Mathai, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz por plantar milhões de árvores e devolver, assim, vitalidade à Terra. Precisamos nos reapropriar desse espírito da Terra para salvar Gaia, nossa Mãe e única Casa Comum.
O segundo eixo é a matriz relacional (relational matrix, no dizer dos antropólogos). Os africanos usam a palavra ubuntu, que significa força que conecta a todos formando a comunidade dos humanos. Quer dizer, eu me faço humano através do conjunto das conexões com a vida, a natureza, os outros e o Divino. (...)
O terceiro eixo são os rituais. Experiências importantes da vida pessoal, social e sazonal são celebradas com ritos, danças, músicas e apresentações de máscaras, portadores de energia cósmica. É nos rituais que as forças negativas e positivas se equilibram e que se aprofunda o sentido da vida.
Se reincorporarmos o espírito da África, a crise não precisará ser uma tragédia.
(Leonardo Boff, Jornal do Brasil, 2010 – Adaptado).
Identifique em qual alternativa ocorre a Metonímia, empregando o efeito pela causa:
Analise:
“Hoje, o dia acordou feliz.”
Assinale a alternativa que possui a figura de linguagem presente na oração acima:
Leia e responda as questões:
Oito horas diárias de estudos e exercícios físicos: como era a rotina da concurseira que se tornou a juíza federal mais jovem do Brasil
Luísa Militão Vicente Barroso foi aprovada em concurso da Justiça Federal e tomou posse aos 25 anos. Antes disso, ela havia sido aprovada em outros dois concursos públicos.
A juíza federal mais jovem do Brasil, Luísa Militão Vicente Barroso, divide sua trajetória de conquistas em concursos públicos com os seguidores em uma rede social. Por lá, ela conta como era a rotina para conseguir aprovação no concurso do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) e também em outros dois concursos.
Foram três anos de muita dedicação, 'disciplina e fé', como escreveu em um dos seus posts. Após se formar em Direito na Universidade Federal de Viçosa no começo de 2021, Luísa passou a se dividir entre os estudos e o trabalho na Promotoria de Justiça de Inhapim, cidade onde nasceu.
Mas, ao perceber que precisava aumentar a carga horária de estudos, a concurseira deixou o trabalho na promotoria, passou a advogar somente para cumprir o requisito da prática jurídica e elaborou um plano de estudos: 8 horas diárias, divididas entre videoaulas e leituras, além de manter uma rotina de exercícios físicos.
Aos fins de semana, os estudos continuavam, mas de outra forma. Aos sábados e domingos, Luísa praticava o que aprendeu durante a semana, realizando simulados.
Foi em 2025, quando completou 25 anos, que vieram os frutos dos anos de dedicação: aprovada no Ministério Público da Bahia (MPBA), na Defensoria Pública de Minas Gerais e no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). Este último concurso foi a realização do grande sonho: tornar-se juíza federal.
“Estou infinitamente realizada com a aprovação no TRF1. Quanta honra poder regressar a esse tribunal magnífico, onde tive a alegria de estagiar ainda na graduação, entre 2019 e 2020, uma das experiências mais felizes da minha vida, que me fez ficar apaixonada pela Justiça Federal”, comemorou em uma postagem feita em rede social.
(https://g1.globo.com/mg/zona-damata/noticia/2025/04/28/dedicacao-exclusiva-aos-estudose-exercicios-fisicos-como-era-a-rotina-da-concurseira-quese-tornou-a-juiza-federal-mais-jovem-dobrasil.ghtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=sharebar-mobile&utm_campaign=materias)
TEXTO II
Sofrimento psíquico em policiais civis: uma questão de gênero
Apesar de concebida pelo senso comum como uma instituição predominantemente masculina, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro admite também mulheres entre seus servidores. Em suas atividades diárias, elas relatam enfrentar dificuldades, frustrações e cobranças. Um estudo realizado pelo Centro Latino-americano de Estudos de Violência e Saúde (Claves), vinculado à Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp), uma unidade da Fiocruz, questionou 2.746 policiais, dos quais cerca de 19% eram mulheres, e descobriu que elas apresentam mais sofrimento psíquico que seus colegas de trabalho.
"Sofrimento psíquico é um conjunto de condições psicológicas que, apesar de não caracterizar uma doença, gera determinados sinais e sintomas que indicam sofrimento" explica a psicóloga Edinilsa Ramos de Souza, coordenadora do projeto. O problema pode ser causado por diversos fatores, inclusive as condições de trabalho, como falta de instalações adequadas, estresse e falta de preparo para a função. "No dia-a-dia, o policial precisa continuar com o seu trabalho e não pode demonstrar fragilidade", acrescenta. "Isso aumenta o sofrimento e, muitas vezes, faz com que o profissional somatize as questões psicológicas em problemas de saúde, como pressão alta, insônia e dores de cabeça".
(Catarina Chagas)
“ esta vida é uma viagem
pena eu estar
só de passagem “
(Paulo Leminski, La vie em close. 5a ed. S.Paulo: Brasiliense, 2000, p.134)
No poema de apenas três versos, o poeta
Considere o seguinte trecho:
Em vez do médico do Barcelona, o doutor José Luiz Runco, da Seleção, é quem deverá ser o responsável pela cirurgia de Neymar Jr.. Foi ele quem operou Messi e o atacante Suarez, dois jogadores que tiveram problemas semelhantes no ano passado. O termo “ele”, em destaque no texto, refere-se: