Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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O texto abaixo, de Márcia Rebêlo, serve de base para a questão. Portanto, leia-o, atentamente, antes de responder a elas.
A nossa vida é movida por altos e baixos, é por isso que precisamos, muitas vezes, buscar a ajuda de Deus, buscar forças Nele, pois há situações que somente Ele pode resolver. Portanto, por mais difíceis que as coisas estejam, confiemos em Deus e sigamos em frente. Acredite: vai dar certo e não permita que ninguém diga a você que sonhos não são possíveis.
Professora Especialista, Márcia Rebêlo.
O texto abaixo, de Márcia Rebêlo, serve de base para a questão. Portanto, leia-o, atentamente, antes de responder a elas.
A nossa vida é movida por altos e baixos, é por isso que precisamos, muitas vezes, buscar a ajuda de Deus, buscar forças Nele, pois há situações que somente Ele pode resolver. Portanto, por mais difíceis que as coisas estejam, confiemos em Deus e sigamos em frente. Acredite: vai dar certo e não permita que ninguém diga a você que sonhos não são possíveis.
Professora Especialista, Márcia Rebêlo.
Leia o texto e responda à questão.
“O Crime do Padre Amaro” (1875)
A tarde estendia-se luminosa sobre Leiria quando a velha ama de Amaro, desembainhando lamentos, apertava-lhe o braço no desembarque da diligência. O ar cheirava a ervas secas, e a poeira da estrada colava-se às abas do chapéu do jovem sacerdote recém-nomeado à paróquia provincial.
Amaro, de vinte e seis anos, trajava batina engomada, mas o olhar — risonho e ligeiramente ansioso — vagava entre as torres da Sé e as janelas baixas das casas térreas, onde donzelas curiosas espiavam, fingindo abanar tapetes. Trazia na bagagem poucos livros de moral, alguma roupa de linho e um espelho de bolso no qual, antes da partida, ajeitara o topete castanho. A seu redor, falatórios: a diligência trouxera cartas, encomendadas, um caixeiro franzino e as novidades da Corte.
À porta da estalagem, aguardava-o o cônego Dias, gordo, respirando com esforço. Abraçou o moço, chamou-o “meu filho”, e logo se pôs a enumerar as famílias influentes da cidade, detendo-se, com benigno sorriso, na casa da senhora D. Joaneira — “excelente paroquiana, viúva devota, mãe da formosa Amélia”. Amaro ouviu, cabeça baixa, mas o rubor ligeiro que lhe subiu às faces denunciava, talvez, curiosidade pouco sacerdotal.
Instalado no quarto sombrio da pensão, abriu a janela escorada em gonzos incertos e deparou, no edifício fronteiro, com a varanda florida da tal Amélia. Não a viu de pronto, mas percebeu o rumor de risos femininos que lhe chegavam como convite morno. Fechou a cortina depressa, fez o sinal-da-cruz e sentou-se à escrivaninha, disposto a reler o Imitatio Christi; todavia, enquanto folheava o livro, a imagem de um sorriso que ainda não vira insistia em ocupar-lhe o espírito.
Pouco depois, no jantar, encontrou-se com D. Joaneira e a filha. A moça, em vestido de musselina clara, inclinou-se para recolher guardanapo caído; o gesto, simples, descobriu-lhe o colo branco. Amaro, sem querer, seguiu-lhe o movimento. Sentiu leve tontura, engoliu em seco e murmurou, aflito, que precisava tomar ar. Saiu para o pátio enlareirado, onde a noite nascente trazia cheiro de jasmim e o canto monótono de um grilo. Ali, encostado à parede úmida, meditou nos perigos do mundo: “Vim servir a Deus, mas eis que a carne me espia antes mesmo da primeira missa”, pensou.
Daquele instante até o desfecho trágico que a posteridade comentaria, muito se passaria — mas, naquela tarde primeira, já pareciam traçados os contornos de uma paixão destinada a concorrer, pari passu, com os deveres sagrados do sacerdócio.
Fonte: QUEIRÓS, Eça de. O crime do padre Amaro. Porto: Tipografia Acadêmica, 1875. (Adaptado)
Leia o texto e responda à questão.
“O Crime do Padre Amaro” (1875)
A tarde estendia-se luminosa sobre Leiria quando a velha ama de Amaro, desembainhando lamentos, apertava-lhe o braço no desembarque da diligência. O ar cheirava a ervas secas, e a poeira da estrada colava-se às abas do chapéu do jovem sacerdote recém-nomeado à paróquia provincial.
Amaro, de vinte e seis anos, trajava batina engomada, mas o olhar — risonho e ligeiramente ansioso — vagava entre as torres da Sé e as janelas baixas das casas térreas, onde donzelas curiosas espiavam, fingindo abanar tapetes. Trazia na bagagem poucos livros de moral, alguma roupa de linho e um espelho de bolso no qual, antes da partida, ajeitara o topete castanho. A seu redor, falatórios: a diligência trouxera cartas, encomendadas, um caixeiro franzino e as novidades da Corte.
À porta da estalagem, aguardava-o o cônego Dias, gordo, respirando com esforço. Abraçou o moço, chamou-o “meu filho”, e logo se pôs a enumerar as famílias influentes da cidade, detendo-se, com benigno sorriso, na casa da senhora D. Joaneira — “excelente paroquiana, viúva devota, mãe da formosa Amélia”. Amaro ouviu, cabeça baixa, mas o rubor ligeiro que lhe subiu às faces denunciava, talvez, curiosidade pouco sacerdotal.
Instalado no quarto sombrio da pensão, abriu a janela escorada em gonzos incertos e deparou, no edifício fronteiro, com a varanda florida da tal Amélia. Não a viu de pronto, mas percebeu o rumor de risos femininos que lhe chegavam como convite morno. Fechou a cortina depressa, fez o sinal-da-cruz e sentou-se à escrivaninha, disposto a reler o Imitatio Christi; todavia, enquanto folheava o livro, a imagem de um sorriso que ainda não vira insistia em ocupar-lhe o espírito.
Pouco depois, no jantar, encontrou-se com D. Joaneira e a filha. A moça, em vestido de musselina clara, inclinou-se para recolher guardanapo caído; o gesto, simples, descobriu-lhe o colo branco. Amaro, sem querer, seguiu-lhe o movimento. Sentiu leve tontura, engoliu em seco e murmurou, aflito, que precisava tomar ar. Saiu para o pátio enlareirado, onde a noite nascente trazia cheiro de jasmim e o canto monótono de um grilo. Ali, encostado à parede úmida, meditou nos perigos do mundo: “Vim servir a Deus, mas eis que a carne me espia antes mesmo da primeira missa”, pensou.
Daquele instante até o desfecho trágico que a posteridade comentaria, muito se passaria — mas, naquela tarde primeira, já pareciam traçados os contornos de uma paixão destinada a concorrer, pari passu, com os deveres sagrados do sacerdócio.
Fonte: QUEIRÓS, Eça de. O crime do padre Amaro. Porto: Tipografia Acadêmica, 1875. (Adaptado)
A Lógica é útil a qualquer área que exija raciocínios elaborados, bem como em casos práticos do nosso dia a dia. O conhecimento básico de Lógica é indispensável, por exemplo, para estudantes de Matemática, Filosofia, Ciências, Línguas ou Direito. Seu aprendizado auxilia os estudantes no raciocínio, na compreensão de conceitos básicos e na verificação formal de provas, preparando para o entendimento dos conteúdos de tópicos mais avançados.
Para o autor, a lógica
A resolução de problemas é uma habilitação prática como, digamos, o é a natação. Adquirimos qualquer habilitação por imitação e prática. Ao tentarmos nadar, imitamos o que os outros fazem com as mãos e os pés para manterem suas cabeças fora d’água e, afinal, aprendemos a nadar pela prática da natação. Ao tentarmos resolver problemas, temos de observar e imitar o que fazem outras pessoas quando resolvem os seus, e por fim, aprendemos a resolver problemas, resolvendo-os.
De acordo com o autor,
• ... _____________________ ganha centralidade na definição dos conteúdos, habilidades e objetivos, considerado a partir de seu pertencimento a um gênero discursivo que circula em diferentes esferas/campos sociais de atividade/comunicação/uso da linguagem.
• A seleção dos ______________________ de cada campo de atividade a serem trabalhados deve considerar os tradicionalmente abordados pela escola, mas também é fundamental contemplar aqueles resultantes de novas práticas de linguagem, potencializados pela tecnologia.
De acordo com o referido documento, as lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:
Com base em Dolz, Noverraz e Schneuwly (em Schneuwly e Dolz, Gêneros orais e escritos na escola, 2004), os gêneros textuais adequados para o desenvolvimento da referida competência, com ênfase na argumentação, são
(Bob Thaves, “Frank & Ernest”. Disponível em:
https://www.estadao.com.br/cultura/quadrinhos) De acordo com Ingedore Koch e Vanda Maria Elias (Ler e escrever: estratégias de produção textual, 2011), a produção de sentido da charge se dá por meio
Atribuir características negativas aos que nos cercam significa ressaltar nossas qualidades, reais ou imaginárias. Quando passamos da ideia à ação, isto é, quando não apenas dizemos que o outro é inferior, mas agimos como se de fato ele o fosse, estamos discriminando as pessoas e os grupos por conta de uma característica que atribuímos a eles.
(Ingedore Koch, Desvendando os segredos do texto, 2018. Adaptado)
Com base em Koch (2018), a progressão textual do texto transcrito ocorre por meio de
(Schneuwly, em Schneuwly e Dolz, Gêneros orais e escritos na escola, 2004)
De acordo com Schneuwly, são respostas que consideram o oral como “espontaneidade”:
(Disponível em: https://www.instagram.com/jeangalvao)
O Currículo Paulista: etapa Ensino Médio (2020) retoma a BNCC, que afirma: “Considerando que uma semiose é um sistema de signos em sua organização própria, é importante que os jovens, ao explorarem as possibilidades expressivas das diversas linguagens, possam realizar reflexões que envolvam o exercício de análise de elementos discursivos, composicionais e formais de enunciados nas diferentes semioses visuais (imagens estáticas e em movimento), sonoras (música, ruídos, sonoridades), verbais (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita) e corporais (gestuais, cênicas, dança).”
Com base nessas informações, conclui-se que a grafia de “da-que-las” e a repetição de “Conta!” têm, correta e respectivamente, o efeito de indicar
• As cabeleiras líquidas ondulam (“Missa universal”), • Por céus de ouro e de púrpuras raiados (“Anoitecer”), • O sangrento perfil traço por traço (“Luz e treva”), • Ilha isolada como um dorso de baleia (“A ilha e o mar”), • De um sanguinoso abutre a rubra garra viva (“O povo”), • Dos cabelos a surda catadupa (“Americana”), • A pomba da volúpia, a treva densa (“Na penumbra”), • Na extrema raia do horizonte infindo (“Despedida”).
(Alfredo Bosi, História concisa da literatura brasileira, 2015)
Alfredo Bosi (História concisa da literatura brasileira, 2015) considera que esses versos, mesmo fora de contexto, resistem por seu poder de transmitir