Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3390698 Português

Leia a tira a seguir para responder a questão: 


    Uma pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, divulgada em fevereiro, mostra que a porcentagem de crianças brasileiras com celular cresceu. Em 2015, 3% dos pequenos de 0 a 2 anos, 6% dos de 3 a 5 anos e 18% dos de 6 a 8 anos possuíam um aparelho próprio. Em 2024, esses indicadores alcançaram 5%, 20% e 36%, respectivamente.

    O celular, porém, é a pior tela para as crianças, segundo especialistas. Diferentemente do computador ou da televisão, ele concentra a atenção dos pequenos por mais horas e exige maior esforço dos músculos oculares. Além disso, o uso dos smartphones costuma ter menor controle dos pais, facilitando a exposição a matérias impróprias.

    “Esse tempo demasiado conectado traz consequências. A mais grave é a alteração na socialização e no desenvolvimento infantil. Muitas crianças passam a perder a oportunidade de uma série de experiências de vida que são importantes para o seu desenvolvimento por ficarem excessivamente no celular”, ressalta Eduardo Jorge Custódio, neurologista pediátrico da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

     De acordo com a SBP, o uso do celular está associado a atrasos no desenvolvimento da fala e da linguagem em bebês que ficam passivamente expostos à tela por períodos prolongados. Também pode atrasar o desenvolvimento dos cinco sentidos – visão, audição, olfato, paladar e tato – na infância.

(O Estado de S.Paulo, 08.03.2025. Adaptado)

A respeito da exposição das crianças às telas, o autor do texto afirma que
Alternativas
Q3390697 Português

Leia a tira a seguir para responder a questão: 


    Uma pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, divulgada em fevereiro, mostra que a porcentagem de crianças brasileiras com celular cresceu. Em 2015, 3% dos pequenos de 0 a 2 anos, 6% dos de 3 a 5 anos e 18% dos de 6 a 8 anos possuíam um aparelho próprio. Em 2024, esses indicadores alcançaram 5%, 20% e 36%, respectivamente.

    O celular, porém, é a pior tela para as crianças, segundo especialistas. Diferentemente do computador ou da televisão, ele concentra a atenção dos pequenos por mais horas e exige maior esforço dos músculos oculares. Além disso, o uso dos smartphones costuma ter menor controle dos pais, facilitando a exposição a matérias impróprias.

    “Esse tempo demasiado conectado traz consequências. A mais grave é a alteração na socialização e no desenvolvimento infantil. Muitas crianças passam a perder a oportunidade de uma série de experiências de vida que são importantes para o seu desenvolvimento por ficarem excessivamente no celular”, ressalta Eduardo Jorge Custódio, neurologista pediátrico da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

     De acordo com a SBP, o uso do celular está associado a atrasos no desenvolvimento da fala e da linguagem em bebês que ficam passivamente expostos à tela por períodos prolongados. Também pode atrasar o desenvolvimento dos cinco sentidos – visão, audição, olfato, paladar e tato – na infância.

(O Estado de S.Paulo, 08.03.2025. Adaptado)

De acordo com as informações do texto, em 2024, em relação ao ano de 2015, a porcentagem das crianças brasileiras com celular próprio, na idade de
Alternativas
Q3390609 Português
Bullying Virtual


 
   O bullying virtual, ou cyberbullying, acontece quando uma criança ou adolescente usa um dispositivo tecnológico para ameaçar, humilhar ou fazer algo que, de alguma forma, assedie um colega. Pode ocorrer por laptop, smartphone ou tablet e aparecer em plataformas como mensagens de texto, e-mails, mídia social, fóruns on-line e salas de bate-papo. Com uma conexão com a Internet e um dispositivo habilitado, as agressões virtuais podem atingir vítimas a qualquer hora e praticamente em qualquer lugar. Como o ato não exige interações pessoais, como o bullying físico, fica difícil identificar os agressores a tempo.

    
    O bullying virtual assume formas muito cruéis. Um agressor pode enviar mensagens por texto ou e-mail com a intenção de humilhar ou ameaçar a vítima. Em casos mais mal-intencionados, ele pode invadir contas de e-mails ou redes sociais, seja para roubar a identidade da vítima ou publicar posts difamatórios em seu nome só para constrangê-la. Alguns agressores chegam ainda mais longe e criam um site só para humilhar a vítima escolhida. 


    A melhor defesa contra o bullying virtual é a prevenção. Os pais podem assumir um papel ativo no processo monitorando as atividades digitais dos seus filhos. Além de saber com quem eles se comunicam por telefone ou mensagens, é possível usar um software de segurança de Internet para bloquear o acesso a conteúdos on-line impróprios. O mais importante é conversar com os filhos sobre o bullying virtual. É importante que os filhos fiquem à vontade para recorrer aos pais, a um professor, psicólogo ou alguém em quem eles confiem. Quanto antes eles falarem, mais cedo um ponto final será colocado nesse ato de maldade.


Fonte: Kaspersky. Adaptado. 

Relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente das palavras e seus sinônimos.

(1) Dispositivo.
(2) Interações.
(3) Difamatórios.

( ) Ofensivos.
( ) Equipamento.
( ) Convivências.
Alternativas
Q3390608 Português
Bullying Virtual


 
   O bullying virtual, ou cyberbullying, acontece quando uma criança ou adolescente usa um dispositivo tecnológico para ameaçar, humilhar ou fazer algo que, de alguma forma, assedie um colega. Pode ocorrer por laptop, smartphone ou tablet e aparecer em plataformas como mensagens de texto, e-mails, mídia social, fóruns on-line e salas de bate-papo. Com uma conexão com a Internet e um dispositivo habilitado, as agressões virtuais podem atingir vítimas a qualquer hora e praticamente em qualquer lugar. Como o ato não exige interações pessoais, como o bullying físico, fica difícil identificar os agressores a tempo.

    
    O bullying virtual assume formas muito cruéis. Um agressor pode enviar mensagens por texto ou e-mail com a intenção de humilhar ou ameaçar a vítima. Em casos mais mal-intencionados, ele pode invadir contas de e-mails ou redes sociais, seja para roubar a identidade da vítima ou publicar posts difamatórios em seu nome só para constrangê-la. Alguns agressores chegam ainda mais longe e criam um site só para humilhar a vítima escolhida. 


    A melhor defesa contra o bullying virtual é a prevenção. Os pais podem assumir um papel ativo no processo monitorando as atividades digitais dos seus filhos. Além de saber com quem eles se comunicam por telefone ou mensagens, é possível usar um software de segurança de Internet para bloquear o acesso a conteúdos on-line impróprios. O mais importante é conversar com os filhos sobre o bullying virtual. É importante que os filhos fiquem à vontade para recorrer aos pais, a um professor, psicólogo ou alguém em quem eles confiem. Quanto antes eles falarem, mais cedo um ponto final será colocado nesse ato de maldade.


Fonte: Kaspersky. Adaptado. 

De acordo com o texto, quanto às ferramentas utilizadas para o cyberbullying, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

( ) Laptop.
( ) Bilhete.
( ) Carta.
( ) Tablet.
Alternativas
Q3390606 Português
Bullying Virtual


 
   O bullying virtual, ou cyberbullying, acontece quando uma criança ou adolescente usa um dispositivo tecnológico para ameaçar, humilhar ou fazer algo que, de alguma forma, assedie um colega. Pode ocorrer por laptop, smartphone ou tablet e aparecer em plataformas como mensagens de texto, e-mails, mídia social, fóruns on-line e salas de bate-papo. Com uma conexão com a Internet e um dispositivo habilitado, as agressões virtuais podem atingir vítimas a qualquer hora e praticamente em qualquer lugar. Como o ato não exige interações pessoais, como o bullying físico, fica difícil identificar os agressores a tempo.

    
    O bullying virtual assume formas muito cruéis. Um agressor pode enviar mensagens por texto ou e-mail com a intenção de humilhar ou ameaçar a vítima. Em casos mais mal-intencionados, ele pode invadir contas de e-mails ou redes sociais, seja para roubar a identidade da vítima ou publicar posts difamatórios em seu nome só para constrangê-la. Alguns agressores chegam ainda mais longe e criam um site só para humilhar a vítima escolhida. 


    A melhor defesa contra o bullying virtual é a prevenção. Os pais podem assumir um papel ativo no processo monitorando as atividades digitais dos seus filhos. Além de saber com quem eles se comunicam por telefone ou mensagens, é possível usar um software de segurança de Internet para bloquear o acesso a conteúdos on-line impróprios. O mais importante é conversar com os filhos sobre o bullying virtual. É importante que os filhos fiquem à vontade para recorrer aos pais, a um professor, psicólogo ou alguém em quem eles confiem. Quanto antes eles falarem, mais cedo um ponto final será colocado nesse ato de maldade.


Fonte: Kaspersky. Adaptado. 

No trecho do texto a seguir, o pronome “ele” refere-se a qual termo?

Um agressor pode enviar mensagens por texto ou e-mail com a intenção de humilhar ou ameaçar a vítima. Em casos mais mal-intencionados, ele pode invadir contas de e-mails ou redes sociais, seja para roubar a identidade da vítima ou publicar posts difamatórios em seu nome só para constrangê-la. (2º parágrafo)
Alternativas
Q3390605 Português
Bullying Virtual


 
   O bullying virtual, ou cyberbullying, acontece quando uma criança ou adolescente usa um dispositivo tecnológico para ameaçar, humilhar ou fazer algo que, de alguma forma, assedie um colega. Pode ocorrer por laptop, smartphone ou tablet e aparecer em plataformas como mensagens de texto, e-mails, mídia social, fóruns on-line e salas de bate-papo. Com uma conexão com a Internet e um dispositivo habilitado, as agressões virtuais podem atingir vítimas a qualquer hora e praticamente em qualquer lugar. Como o ato não exige interações pessoais, como o bullying físico, fica difícil identificar os agressores a tempo.

    
    O bullying virtual assume formas muito cruéis. Um agressor pode enviar mensagens por texto ou e-mail com a intenção de humilhar ou ameaçar a vítima. Em casos mais mal-intencionados, ele pode invadir contas de e-mails ou redes sociais, seja para roubar a identidade da vítima ou publicar posts difamatórios em seu nome só para constrangê-la. Alguns agressores chegam ainda mais longe e criam um site só para humilhar a vítima escolhida. 


    A melhor defesa contra o bullying virtual é a prevenção. Os pais podem assumir um papel ativo no processo monitorando as atividades digitais dos seus filhos. Além de saber com quem eles se comunicam por telefone ou mensagens, é possível usar um software de segurança de Internet para bloquear o acesso a conteúdos on-line impróprios. O mais importante é conversar com os filhos sobre o bullying virtual. É importante que os filhos fiquem à vontade para recorrer aos pais, a um professor, psicólogo ou alguém em quem eles confiem. Quanto antes eles falarem, mais cedo um ponto final será colocado nesse ato de maldade.


Fonte: Kaspersky. Adaptado. 

Em relação ao texto, assinalar a alternativa que descreve o que é cyberbullying.
Alternativas
Q3390501 Português

Internet: <www.meuartigo.brasilescola.uol.com.br> (com adaptações).

No que se refere à estruturação linguística do texto anterior, julgue o seguinte item.


Ficaria mantida a correção gramatical caso se suprimisse o fragmento explicativo “como a higiene e a inspeção de matadouros, frigoríficos e indústrias de produtos de origem animal” acompanhado do par de vírgulas, do período “Além disso, outras habilidades privativas de sua profissão, como a higiene e a inspeção de matadouros, frigoríficos e indústrias de produtos de origem animal, solidificaram a participação desse profissional na vigilância sanitária, o primeiro campo de trabalho da saúde pública a abrir espaço para a sua atuação.”.

Alternativas
Q3390499 Português

Internet: <www.meuartigo.brasilescola.uol.com.br> (com adaptações).

No que se refere à estruturação linguística do texto anterior, julgue o seguinte item.


No terceiro parágrafo, seriam mantidos a correção gramatical e o sentido original do texto a reorganização do trecho “pela primeira vez, em 1946, e compreende todos os esforços da comunidade que influenciam e são influenciados pela arte e ciência médica veterinária, aplicados à prevenção da doença, à proteção da vida e à promoção do bem‑estar e da eficiência do ser humano.” da seguinte maneira: Pela primeira vez empregado em 1946, oficialmente o termo “Saúde Pública” congloba todo o apoio da sociedade que influenciam e são pela arte e ciencia influenciadas e aplicadas a previnir a doença, proteger a vida e promover o bem‑estar e a eficiência humanos.

Alternativas
Q3390498 Português

Internet: <www.meuartigo.brasilescola.uol.com.br> (com adaptações).

No que se refere à estruturação linguística do texto anterior, julgue o seguinte item.


Sem prejuízo gramatical e para o sentido original do texto, no quarto parágrafo, o trecho “O médico veterinário foi, inicialmente, inserido nas equipes de saúde pública por estar apto a obter um diagnóstico seguro, estabelecer um tratamento eficaz e controlar as doenças dos animais antes que essas viessem a ser transmitidas aos seres humanos.” poderia ser reescrito da seguinte forma: O médico veterinário incorpora‑se ao grupo de profissionais de saúde por estar habituado a proteger a população contra as enfermidades coletivas originárias dos animais que possam ser transmitidas aos humanos.

Alternativas
Q3390485 Português

Internet: <www.meuartigo.brasilescola.uol.com.br> (com adaptações).
Com base nas ideias do texto, julgue o item a seguir
Trata‑se de um texto predominantemente descritivo, cujo tema é a atuação do profissional médico veterinário no combate às doenças dos animais.
Alternativas
Q3390441 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Fobia imobiliária


    A vida me poupou de uns tantos pesadelos. É nisso que penso enquanto o camarada à minha frente, com incontida excitação, vai fazendo o pormenorizado relato de sua batalha para alugar apartamento. Já esteve em duas dúzias de endereços, contabiliza, e em outros tantos pretende estar, pois em cada um achou defeito. Longe de se lamentar, está feliz. À beira da euforia, parece governado pela convicção de que o bom não é achar, é procurar, prazer que exige dele ver imperfeição onde não tem.

   Faria par, este amigo recente, com uma senhora da minha família, que, precisando de empregada, vetou consecutivamente duas alternativas que as filhas lhe arranjaram, uma por lhe faltarem alguns dentes, a outra porque, prognata, tinha “dentes demais”.

  Respeitemos o time dos que procuram na esperança de não encontrar – de certa forma aparentados com aqueles que inventam pretexto para estar o tempo todo reformando a casa. São, uns e outros, meus antípodas. A simples ideia de empreender uma reforma já me levaria a buscar um novo pouso – se também essa perspectiva não me trouxesse pânico. E, a esta altura da vida, talvez já não haja divã que dê jeito na fobia imobiliária de quem jamais – jamais – se lançou, como o citado camarada, numa peregrinação em busca de poleiro.

   Minto: ciente das minhas dificuldades nesse particular, houve um dia, meio século atrás, em que, com poucos meses de São Paulo, e pendurado ainda na generosidade do casal que me acolheu de mala e cuia, achei que era hora de providenciar cafofo próprio. Encantado com o que me parecia ser uma inédita capacidade de superar limitações, dias depois eu fechava negócio com o dono de um apartamento num predinho até simpático, na esquina de Augusta e Rua Costa. Quem disse que eu não dava conta? – gabei-me. Mas não precisei de uma semana para me dar conta de que ali simplesmente não havia água, nem disposição dos outros moradores para dar sentido à existência das torneiras. E, no entanto, tudo estava claro desde o início, pois na primeira incursão eu pudera ver o espetáculo medieval de cordas içando baldes na soturna área interna do edifício. A rapidez com que consegui anulação do contrato me trouxe a certeza de que não fui ali o otário pioneiro.


(Humberto Werneck, “Fobia Imobiliária”, 02.10.20. Disponível em: https://www.estadao.com.br/cultura/ humberto-werneck/fobia-imobiliaria. Adaptado)
Considere as passagens:

•  “São, uns e outros, meus antípodas.” (3o parágrafo)
•  “… cordas içando baldes na soturna área interna do edifício.” (4o parágrafo)

Considerando o contexto em que foram empregadas, as palavras destacadas podem ser, correta e respectivamente, substituídas por:
Alternativas
Q3390440 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Fobia imobiliária


    A vida me poupou de uns tantos pesadelos. É nisso que penso enquanto o camarada à minha frente, com incontida excitação, vai fazendo o pormenorizado relato de sua batalha para alugar apartamento. Já esteve em duas dúzias de endereços, contabiliza, e em outros tantos pretende estar, pois em cada um achou defeito. Longe de se lamentar, está feliz. À beira da euforia, parece governado pela convicção de que o bom não é achar, é procurar, prazer que exige dele ver imperfeição onde não tem.

   Faria par, este amigo recente, com uma senhora da minha família, que, precisando de empregada, vetou consecutivamente duas alternativas que as filhas lhe arranjaram, uma por lhe faltarem alguns dentes, a outra porque, prognata, tinha “dentes demais”.

  Respeitemos o time dos que procuram na esperança de não encontrar – de certa forma aparentados com aqueles que inventam pretexto para estar o tempo todo reformando a casa. São, uns e outros, meus antípodas. A simples ideia de empreender uma reforma já me levaria a buscar um novo pouso – se também essa perspectiva não me trouxesse pânico. E, a esta altura da vida, talvez já não haja divã que dê jeito na fobia imobiliária de quem jamais – jamais – se lançou, como o citado camarada, numa peregrinação em busca de poleiro.

   Minto: ciente das minhas dificuldades nesse particular, houve um dia, meio século atrás, em que, com poucos meses de São Paulo, e pendurado ainda na generosidade do casal que me acolheu de mala e cuia, achei que era hora de providenciar cafofo próprio. Encantado com o que me parecia ser uma inédita capacidade de superar limitações, dias depois eu fechava negócio com o dono de um apartamento num predinho até simpático, na esquina de Augusta e Rua Costa. Quem disse que eu não dava conta? – gabei-me. Mas não precisei de uma semana para me dar conta de que ali simplesmente não havia água, nem disposição dos outros moradores para dar sentido à existência das torneiras. E, no entanto, tudo estava claro desde o início, pois na primeira incursão eu pudera ver o espetáculo medieval de cordas içando baldes na soturna área interna do edifício. A rapidez com que consegui anulação do contrato me trouxe a certeza de que não fui ali o otário pioneiro.


(Humberto Werneck, “Fobia Imobiliária”, 02.10.20. Disponível em: https://www.estadao.com.br/cultura/ humberto-werneck/fobia-imobiliaria. Adaptado)
O cronista inclui o leitor no texto em:
Alternativas
Q3390439 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Fobia imobiliária


    A vida me poupou de uns tantos pesadelos. É nisso que penso enquanto o camarada à minha frente, com incontida excitação, vai fazendo o pormenorizado relato de sua batalha para alugar apartamento. Já esteve em duas dúzias de endereços, contabiliza, e em outros tantos pretende estar, pois em cada um achou defeito. Longe de se lamentar, está feliz. À beira da euforia, parece governado pela convicção de que o bom não é achar, é procurar, prazer que exige dele ver imperfeição onde não tem.

   Faria par, este amigo recente, com uma senhora da minha família, que, precisando de empregada, vetou consecutivamente duas alternativas que as filhas lhe arranjaram, uma por lhe faltarem alguns dentes, a outra porque, prognata, tinha “dentes demais”.

  Respeitemos o time dos que procuram na esperança de não encontrar – de certa forma aparentados com aqueles que inventam pretexto para estar o tempo todo reformando a casa. São, uns e outros, meus antípodas. A simples ideia de empreender uma reforma já me levaria a buscar um novo pouso – se também essa perspectiva não me trouxesse pânico. E, a esta altura da vida, talvez já não haja divã que dê jeito na fobia imobiliária de quem jamais – jamais – se lançou, como o citado camarada, numa peregrinação em busca de poleiro.

   Minto: ciente das minhas dificuldades nesse particular, houve um dia, meio século atrás, em que, com poucos meses de São Paulo, e pendurado ainda na generosidade do casal que me acolheu de mala e cuia, achei que era hora de providenciar cafofo próprio. Encantado com o que me parecia ser uma inédita capacidade de superar limitações, dias depois eu fechava negócio com o dono de um apartamento num predinho até simpático, na esquina de Augusta e Rua Costa. Quem disse que eu não dava conta? – gabei-me. Mas não precisei de uma semana para me dar conta de que ali simplesmente não havia água, nem disposição dos outros moradores para dar sentido à existência das torneiras. E, no entanto, tudo estava claro desde o início, pois na primeira incursão eu pudera ver o espetáculo medieval de cordas içando baldes na soturna área interna do edifício. A rapidez com que consegui anulação do contrato me trouxe a certeza de que não fui ali o otário pioneiro.


(Humberto Werneck, “Fobia Imobiliária”, 02.10.20. Disponível em: https://www.estadao.com.br/cultura/ humberto-werneck/fobia-imobiliaria. Adaptado)
De acordo com o cronista, existe um tipo de pessoa que  
Alternativas
Q3390437 Português
Leia o excerto a seguir para responder à questão:


Sobre zona de conforto, meritocracia e Trump


     Dia desses, assistindo a uma entrevista, vi um capitalista dizer que, para ganhar mais dinheiro, precisa sair de sua “zona de conforto”. Oh, chavão. Pelo que pude entender, a “zona de conforto” representaria para ele um convite à acomodação e à preguiça improdutiva. Logo, um estado de relaxamento e de calma seria um vício moral; o homem de negócios sem ócios precisa contar com uma dose de aflição, de nervosismo e até de medo, ou não terá disposição para correr riscos, mesmo que calculados. Moral da história: o conforto não é bom para o tilintar das caixas registradoras.

    Outro capitalista, esse mais velho, nos tempos em que tinha um banco de investimentos na Avenida Faria Lima, comentava com seus diretos que não gostava de “gato gordo”. Ele não se referia a felinos, óbvio. Ele falava de homens. O “gato gordo”, em seu dicionário, era aquele ex-jovem promissor que rapidamente se refestelava numa posição remediada e se dava por satisfeito com ganhos de adiposidade, não mais de cifrões. A partir daí, o “gato gordo”, indolente, comprava uma casa de campo num condomínio fechado com heliporto e não queria mais saber de aventuras perigosas. Segundo os ensinamentos do lendário banqueiro, o “gato gordo” era uma praga. Quando identificava um, demitia correndo.

    A expressão “gato gordo” não se popularizou. A outra, “zona de conforto”, esta caiu na boca do povaréu e virou clichê no mundo corporativo. A toda hora, alguém aparece na sua frente para falar mal da “zona de conforto”, um signo universal de morosidade, procrastinação, inoperância e falta de iniciativa (pública ou privada).

    A ideologia funciona exatamente assim: as implicâncias idiossincráticas do patrão são alçadas a cânones inabaláveis de virtude para o empregado. De pé, oh, vítimas da fome! Fujam da sua zona de conforto!

    Sim, estou sendo irônico. Se for para falar sério, digo que “zona de conforto” é piada de mau gosto. Na vida de um bilionário, que não precisa saber quanto custa a anuidade da escola dos filhos e troca de jatinho todo ano, pode até ser divertido quebrar a rotina de vez em quando e desafiar o sossego, um pouquinho só. Mas, na vida do resto da humanidade, uma pitada de estabilidade tranquila é tudo de bom. Deveria ser festejada, nunca repudiada.


(Eugênio Bucci, “Sobre zona de conforto, meritocracia e Trump”, 02.04.2025. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/eugenio-bucci/ sobre-zona-de-conforto-meritocracia-e-trump/. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a reescrita do trecho do 1o parágrafo “… o homem de negócios sem ócios precisa contar com uma dose de aflição, de nervosismo e até de medo, ou não terá disposição para correr riscos…” é fiel ao sentido original.
Alternativas
Q3390436 Português
Leia o excerto a seguir para responder à questão:


Sobre zona de conforto, meritocracia e Trump


     Dia desses, assistindo a uma entrevista, vi um capitalista dizer que, para ganhar mais dinheiro, precisa sair de sua “zona de conforto”. Oh, chavão. Pelo que pude entender, a “zona de conforto” representaria para ele um convite à acomodação e à preguiça improdutiva. Logo, um estado de relaxamento e de calma seria um vício moral; o homem de negócios sem ócios precisa contar com uma dose de aflição, de nervosismo e até de medo, ou não terá disposição para correr riscos, mesmo que calculados. Moral da história: o conforto não é bom para o tilintar das caixas registradoras.

    Outro capitalista, esse mais velho, nos tempos em que tinha um banco de investimentos na Avenida Faria Lima, comentava com seus diretos que não gostava de “gato gordo”. Ele não se referia a felinos, óbvio. Ele falava de homens. O “gato gordo”, em seu dicionário, era aquele ex-jovem promissor que rapidamente se refestelava numa posição remediada e se dava por satisfeito com ganhos de adiposidade, não mais de cifrões. A partir daí, o “gato gordo”, indolente, comprava uma casa de campo num condomínio fechado com heliporto e não queria mais saber de aventuras perigosas. Segundo os ensinamentos do lendário banqueiro, o “gato gordo” era uma praga. Quando identificava um, demitia correndo.

    A expressão “gato gordo” não se popularizou. A outra, “zona de conforto”, esta caiu na boca do povaréu e virou clichê no mundo corporativo. A toda hora, alguém aparece na sua frente para falar mal da “zona de conforto”, um signo universal de morosidade, procrastinação, inoperância e falta de iniciativa (pública ou privada).

    A ideologia funciona exatamente assim: as implicâncias idiossincráticas do patrão são alçadas a cânones inabaláveis de virtude para o empregado. De pé, oh, vítimas da fome! Fujam da sua zona de conforto!

    Sim, estou sendo irônico. Se for para falar sério, digo que “zona de conforto” é piada de mau gosto. Na vida de um bilionário, que não precisa saber quanto custa a anuidade da escola dos filhos e troca de jatinho todo ano, pode até ser divertido quebrar a rotina de vez em quando e desafiar o sossego, um pouquinho só. Mas, na vida do resto da humanidade, uma pitada de estabilidade tranquila é tudo de bom. Deveria ser festejada, nunca repudiada.


(Eugênio Bucci, “Sobre zona de conforto, meritocracia e Trump”, 02.04.2025. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/eugenio-bucci/ sobre-zona-de-conforto-meritocracia-e-trump/. Adaptado)
O fato de a expressão “zona de conforto” ser um clichê no mundo corporativo significa que, nesse contexto, seu emprego foi 
Alternativas
Q3390435 Português
Leia o excerto a seguir para responder à questão:


Sobre zona de conforto, meritocracia e Trump


     Dia desses, assistindo a uma entrevista, vi um capitalista dizer que, para ganhar mais dinheiro, precisa sair de sua “zona de conforto”. Oh, chavão. Pelo que pude entender, a “zona de conforto” representaria para ele um convite à acomodação e à preguiça improdutiva. Logo, um estado de relaxamento e de calma seria um vício moral; o homem de negócios sem ócios precisa contar com uma dose de aflição, de nervosismo e até de medo, ou não terá disposição para correr riscos, mesmo que calculados. Moral da história: o conforto não é bom para o tilintar das caixas registradoras.

    Outro capitalista, esse mais velho, nos tempos em que tinha um banco de investimentos na Avenida Faria Lima, comentava com seus diretos que não gostava de “gato gordo”. Ele não se referia a felinos, óbvio. Ele falava de homens. O “gato gordo”, em seu dicionário, era aquele ex-jovem promissor que rapidamente se refestelava numa posição remediada e se dava por satisfeito com ganhos de adiposidade, não mais de cifrões. A partir daí, o “gato gordo”, indolente, comprava uma casa de campo num condomínio fechado com heliporto e não queria mais saber de aventuras perigosas. Segundo os ensinamentos do lendário banqueiro, o “gato gordo” era uma praga. Quando identificava um, demitia correndo.

    A expressão “gato gordo” não se popularizou. A outra, “zona de conforto”, esta caiu na boca do povaréu e virou clichê no mundo corporativo. A toda hora, alguém aparece na sua frente para falar mal da “zona de conforto”, um signo universal de morosidade, procrastinação, inoperância e falta de iniciativa (pública ou privada).

    A ideologia funciona exatamente assim: as implicâncias idiossincráticas do patrão são alçadas a cânones inabaláveis de virtude para o empregado. De pé, oh, vítimas da fome! Fujam da sua zona de conforto!

    Sim, estou sendo irônico. Se for para falar sério, digo que “zona de conforto” é piada de mau gosto. Na vida de um bilionário, que não precisa saber quanto custa a anuidade da escola dos filhos e troca de jatinho todo ano, pode até ser divertido quebrar a rotina de vez em quando e desafiar o sossego, um pouquinho só. Mas, na vida do resto da humanidade, uma pitada de estabilidade tranquila é tudo de bom. Deveria ser festejada, nunca repudiada.


(Eugênio Bucci, “Sobre zona de conforto, meritocracia e Trump”, 02.04.2025. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/eugenio-bucci/ sobre-zona-de-conforto-meritocracia-e-trump/. Adaptado)
De acordo com as ideias presentes no excerto, é correto afirmar que o autor
Alternativas
Q3390074 Português
O Nosso Planeta Terra

    O planeta Terra é o lugar onde moramos. Ele é muito especial porque tem árvores, rios, animais e pessoas. Para que tudo isso continue bonito e saudável, precisamos cuidar do meio ambiente. Isso significa não jogar lixo no chão, não cortar muitas árvores e economizar água e energia.
    Quando cuidamos do meio ambiente, estamos ajudando a manter o planeta limpo e seguro para todos os seres vivos.
   Cada um de nós pode fazer a sua parte, como reciclar, plantar árvores e não jogar lixo na rua. Assim, podemos garantir um futuro melhor para o nosso planeta!
Qual das alternativas apresenta uma palavra que é sinônimo de "cuidar", conforme o contexto do texto? 
Alternativas
Q3390073 Português
O Nosso Planeta Terra

    O planeta Terra é o lugar onde moramos. Ele é muito especial porque tem árvores, rios, animais e pessoas. Para que tudo isso continue bonito e saudável, precisamos cuidar do meio ambiente. Isso significa não jogar lixo no chão, não cortar muitas árvores e economizar água e energia.
    Quando cuidamos do meio ambiente, estamos ajudando a manter o planeta limpo e seguro para todos os seres vivos.
   Cada um de nós pode fazer a sua parte, como reciclar, plantar árvores e não jogar lixo na rua. Assim, podemos garantir um futuro melhor para o nosso planeta!
Interpretação do texto referência
Analise as afirmações abaixo, marque (V) para verdadeiro ou (F) para falso. De acordo com o texto, por que é fundamental que cada pessoa contribua para o cuidado do meio ambiente?

( ) Porque assim podemos evitar que o planeta fique mais quente e prejudique os seres vivos. (Correta)
( ) Porque jogar lixo na rua ajuda a manter as árvores saudáveis.
( ) Porque cortar árvores é a única forma de proteger os animais.
( ) Porque economizar água faz com que o rio desapareça mais rápido.

Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3390072 Português
O Nosso Planeta Terra

    O planeta Terra é o lugar onde moramos. Ele é muito especial porque tem árvores, rios, animais e pessoas. Para que tudo isso continue bonito e saudável, precisamos cuidar do meio ambiente. Isso significa não jogar lixo no chão, não cortar muitas árvores e economizar água e energia.
    Quando cuidamos do meio ambiente, estamos ajudando a manter o planeta limpo e seguro para todos os seres vivos.
   Cada um de nós pode fazer a sua parte, como reciclar, plantar árvores e não jogar lixo na rua. Assim, podemos garantir um futuro melhor para o nosso planeta!
Interpretação do texto referência
Quais ações listadas abaixo representam atitudes responsáveis para a preservação do planeta, conforme o texto?
Alternativas
Q3390027 Português
Leia o Texto I para responder à questão:

    Toda criança aprende. A condição humana é aprendida. Há alguns equívocos muito presentes nas tradições educacionais e pedagógicas atuais, a maioria deles sustentada por uma concepção inatista de aprendizagem. Fundamenta-se no pressuposto de que já nascemos com certas disposições para aprender ou não. Isso gera controvérsias e complexidades: alguns teriam as “capacidades” de aprendizagem, outros e outras não “teriam” essas qualidades.

    Para nossa concepção de educação, os chamados bloqueios de aprendizagem devem ser analisados em sua totalidade, muito mais como um problema da tradição pedagógica autoritária e da forma conservadora de organizar a escola e o currículo do que uma suposta “falha” da criança. Hoje, a ditadura da sociedade tecnológica, a apelação consumista, a raridade de espaços humanizadores, a lacuna na formação artística, teatral, musical, fazem com que a indústria cultural seja um grande poluente sonoro e visual, chegando aos corações e mentes das crianças sem dispositivos de crítica da proposta pedagógica da escola, na direção de mostrar outra música, outro repertório, outras brincadeiras, outras danças.

    Criar espaços de humanização, de exposição serena das crianças a outras coordenadas antropológicas, a outra atmosfera de sentido, a outra música, de outra arte, de alegria, de teatro, de conversas, ajuda muito a “desbloquear” qualquer pessoa! A escola, para mim, deve ter clareza de ser contraponto, competente e lúcido, à indústria cultural alienante e consumista. Mostrar os grandes mestres e mestras da humanidade, neste tempo especial de aprender, é um trunfo inaudito! O conhecimento sensível e a sensibilidade esclarecida são os condutores do afeto e da lucidez crítica. Ensinar a pensar e a sentir!

    Precisamos superar os ritos classificatórios e meritocráticos tradicionais. Os pais e professores podem começar avaliando o contexto pleno da criança, seu mundo, seus estímulos, internos e externos, ouvindo suas queixas, aceitando suas versões, buscando superar as contradições que levam àquele resultado. Relativizar as notas escolares, hoje, pode ser um bom começo; depreende-se que a nota é resultante de uma estrutura baseada na memória e na retenção de informação. Ora, tomada estritamente, esta suposta qualidade mnemônica assemelha-se ao depositário de um “chip”, que está disponível na internet, o Google ou o ChatGPT “sabem” mais de quantidade ou de volume de informação do que a escola.

    A Escola que eu sonho é mais do que informação e memória, é aquela capaz de transformar a informação em algo subjetivo, agradável, pertinente, com sentido para a vida das crianças e dos adolescentes! Isto é o que se designa como aprendizagem significativa, que guarda sentido para a criança, para seu universo, para seu mundo. E dele, como sujeito, a criança poderá alçar aos mais longínquos horizontes.

(César Nunes. Toda criança aprende – aprender é existir. In: Da educação que ama ao amor que educa. Principis, 2023. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o substantivo e o adjetivo, respectivamente destacados, apresentam oposição de sentido quanto ao que expressam no texto.
Alternativas
Respostas
12021: C
12022: E
12023: D
12024: B
12025: B
12026: A
12027: C
12028: E
12029: C
12030: E
12031: B
12032: A
12033: E
12034: D
12035: A
12036: C
12037: B
12038: D
12039: A
12040: C