Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3439905 Português

Texto para a questão.


Após aparecer em vídeo fazendo procedimento invasivo, dentista do AC tem clínica interditada pela Vigilância Sanitária


    Após a divulgação de um vídeo no qual aparece fazendo um procedimento invasivo, o dentista André Maia teve a clínica da qual é proprietário interditada pela Vigilância Sanitária Estadual nessa quarta‑feira (19). A informação foi confirmada ao g1 pelo próprio odontólogo.

    A Vigilância Sanitária não quis se pronunciar sobre a ação. O g1 também tentou contato com a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), mas não conseguiu retorno até a última atualização desta reportagem. Já o dentista afirmou que irá se pronunciar posteriormente.

    Maia também é ex‑prefeito do município de Senador Guiomard, no interior do Acre, e atua na Clínica de Atendimento Médico e Odontológico (Camoa), e viralizou nas redes sociais no dia 13 deste mês fazendo um procedimento que ele não tem autorização para fazer, na região da cintura de uma paciente que aparece deitada em uma cadeira de dentista e sem roupa adequada para intervenções desse tipo.     

    Com a repercussão das imagens, o Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM‑AC) reforçou que a Lei do Ato Médico determina que procedimentos estéticos invasivos são de execução exclusiva dos médicos, garantindo a segurança dos pacientes. Ainda alertou que “tais procedimentos devem ser realizados em ambiente adequado”.



Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

No trecho “mas não conseguiu retorno até a última atualização desta reportagem”, o termo “até a última atualização desta reportagem” expressa circunstância de
Alternativas
Q3439904 Português

Texto para a questão.


Após aparecer em vídeo fazendo procedimento invasivo, dentista do AC tem clínica interditada pela Vigilância Sanitária


    Após a divulgação de um vídeo no qual aparece fazendo um procedimento invasivo, o dentista André Maia teve a clínica da qual é proprietário interditada pela Vigilância Sanitária Estadual nessa quarta‑feira (19). A informação foi confirmada ao g1 pelo próprio odontólogo.

    A Vigilância Sanitária não quis se pronunciar sobre a ação. O g1 também tentou contato com a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), mas não conseguiu retorno até a última atualização desta reportagem. Já o dentista afirmou que irá se pronunciar posteriormente.

    Maia também é ex‑prefeito do município de Senador Guiomard, no interior do Acre, e atua na Clínica de Atendimento Médico e Odontológico (Camoa), e viralizou nas redes sociais no dia 13 deste mês fazendo um procedimento que ele não tem autorização para fazer, na região da cintura de uma paciente que aparece deitada em uma cadeira de dentista e sem roupa adequada para intervenções desse tipo.     

    Com a repercussão das imagens, o Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM‑AC) reforçou que a Lei do Ato Médico determina que procedimentos estéticos invasivos são de execução exclusiva dos médicos, garantindo a segurança dos pacientes. Ainda alertou que “tais procedimentos devem ser realizados em ambiente adequado”.



Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

O vocábulo “odontólogo”, que aparece no final do primeiro parágrafo do texto, é sinônimo de outra palavra que aparece no texto, a qual é
Alternativas
Q3439718 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Pando, a árvore considerada um dos seres vivos mais antigos e pesados do mundo

Para o visitante desavisado, Pando nada mais é do que um belo bosque de uma espécie de álamo chamada álamo-trêmulo.

Mas há milhares de anos suas raízes guardam um segredo genético que o torna ainda mais interessante.

Localizado em uma área de quarenta e três hectares perto de Fish Lake, em Utah, nos Estados Unidos, Pando é considerado por cientistas como o maior e mais pesado organismo vivo do mundo.

O motivo? As quarenta e sete mil árvores que fazem parte dele estão conectadas por um sistema de raízes e são geneticamente idênticas.

"Todas estas árvores são, na verdade, uma só árvore", explicou o geógrafo Paul Rogers à BBC News Mundo, em 2018.

Para estudar a história evolutiva de Pando, a bióloga Rozenn Pineau e seus colegas, do Instituto de Tecnologia da Geórgia, em Atlanta, coletaram e sequenciaram mais de quinhentas amostras da árvore, assim como vários tipos de tecido, incluindo folhas, raízes e cascas.

O objetivo era extrair dados genéticos, procurando mutações somáticas, que são alterações no DNA que ocorrem nas células de um organismo após a concepção.

"No início, quando Pando germinou de uma semente, todas as suas células continham DNA essencialmente idêntico", explicou Pineau à revista científica New Scientist.

De acordo com o estudo, ao observar o marcador genético dessas mutações presentes em diferentes partes da árvore, os pesquisadores conseguiram reconstruir a história evolutiva de Pando e estimar sua idade.

Vale lembrar que os bosques de álamo se reproduzem de duas maneiras: uma delas é quando as árvores maduras deixam cair sementes que depois germinam; e a outra é quando elas liberam brotos de suas raízes, dos quais nascem novas árvores, chamadas de clones.

Pando não é o único bosque de clones, mas é o mais extenso. Como os especialistas o consideram um único organismo, ele tem o peso somado de todas as suas árvores, resultando em um ser vivo com peso estimado em treze milhões de toneladas.

Os pesquisadores fizeram três estimativas diferentes da idade da árvore, pois não tinham certeza se haviam deixado passar algumas mutações ou se algumas das mutações identificadas eram falsos positivos.

Supondo que os cientistas tenham identificado corretamente cada mutação na parte do genoma que sequenciaram, a primeira estimativa é que Pando tenha cerca de trinta e quatro mil anos.

Se os especialistas incluírem possíveis mutações somáticas não detectadas, a segunda estimativa — e a menos conservadora — sugere que a árvore tenha, aproximadamente, oitenta e um mil anos.

E se considerarmos que apenas seis por cento das mutações observadas pelos biólogos são de fato positivas, então Pando teria dezesseis mil anos.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c33e6m7ygnjo.adaptado.
Para o visitante desavisado, Pando nada mais é do que um belo bosque de uma espécie de álamo chamada álamo-trêmulo. Mas há milhares de anos suas raízes guardam um segredo genético que o torna ainda mais interessante.

Com base no excerto apresentado, analise as alternativas a seguir, atentando para os sentidos atribuídos às expressões e estruturas do texto.
Alternativas
Q3439717 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Pando, a árvore considerada um dos seres vivos mais antigos e pesados do mundo

Para o visitante desavisado, Pando nada mais é do que um belo bosque de uma espécie de álamo chamada álamo-trêmulo.

Mas há milhares de anos suas raízes guardam um segredo genético que o torna ainda mais interessante.

Localizado em uma área de quarenta e três hectares perto de Fish Lake, em Utah, nos Estados Unidos, Pando é considerado por cientistas como o maior e mais pesado organismo vivo do mundo.

O motivo? As quarenta e sete mil árvores que fazem parte dele estão conectadas por um sistema de raízes e são geneticamente idênticas.

"Todas estas árvores são, na verdade, uma só árvore", explicou o geógrafo Paul Rogers à BBC News Mundo, em 2018.

Para estudar a história evolutiva de Pando, a bióloga Rozenn Pineau e seus colegas, do Instituto de Tecnologia da Geórgia, em Atlanta, coletaram e sequenciaram mais de quinhentas amostras da árvore, assim como vários tipos de tecido, incluindo folhas, raízes e cascas.

O objetivo era extrair dados genéticos, procurando mutações somáticas, que são alterações no DNA que ocorrem nas células de um organismo após a concepção.

"No início, quando Pando germinou de uma semente, todas as suas células continham DNA essencialmente idêntico", explicou Pineau à revista científica New Scientist.

De acordo com o estudo, ao observar o marcador genético dessas mutações presentes em diferentes partes da árvore, os pesquisadores conseguiram reconstruir a história evolutiva de Pando e estimar sua idade.

Vale lembrar que os bosques de álamo se reproduzem de duas maneiras: uma delas é quando as árvores maduras deixam cair sementes que depois germinam; e a outra é quando elas liberam brotos de suas raízes, dos quais nascem novas árvores, chamadas de clones.

Pando não é o único bosque de clones, mas é o mais extenso. Como os especialistas o consideram um único organismo, ele tem o peso somado de todas as suas árvores, resultando em um ser vivo com peso estimado em treze milhões de toneladas.

Os pesquisadores fizeram três estimativas diferentes da idade da árvore, pois não tinham certeza se haviam deixado passar algumas mutações ou se algumas das mutações identificadas eram falsos positivos.

Supondo que os cientistas tenham identificado corretamente cada mutação na parte do genoma que sequenciaram, a primeira estimativa é que Pando tenha cerca de trinta e quatro mil anos.

Se os especialistas incluírem possíveis mutações somáticas não detectadas, a segunda estimativa — e a menos conservadora — sugere que a árvore tenha, aproximadamente, oitenta e um mil anos.

E se considerarmos que apenas seis por cento das mutações observadas pelos biólogos são de fato positivas, então Pando teria dezesseis mil anos.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c33e6m7ygnjo.adaptado.
O texto aborda o bosque de álamo-trêmulo chamado Pando, nos Estados Unidos, destacando sua singularidade como organismo vivo formado por árvores geneticamente idênticas. Pesquisadores investigam sua história evolutiva e estimam sua idade com base em mutações genéticas.

Com base no texto apresentado sobre Pando, analise as afirmativas a seguir e assinale aquela que exprime corretamente uma conclusão coerente e bem fundamentada acerca do conteúdo global, respeitando-se o sentido e os dados fornecidos. 
Alternativas
Q3439505 Português
“Uma chave de leitura sobre as ____________ das paisagens deve trabalhar a temporalidade usando categorias de análise, tais como, práticas sociais, espaços vividos e processos, já que a paisagem é um depósito imensamente rico em dados sobre as pessoas e a ____________. São camadas de ____________ que encerram formas do passado e do presente que podem ser ____________ ou percebidas na paisagem. Cabe ao professor, entretanto, detectar na paisagem ____________, que também é material, vivida e vernacular, essas camadas podem ser resgatadas e trabalhadas em sala de aula.”

CASTRO PANIZZA, Andrea. Como eu Ensino Paisagem. São Paulo: Melhoramentos, 2014 (adaptado).

Em sequência, as palavras que completam corretamente essas lacunas são:
Alternativas
Q3439382 Português

Examine a tirinha da cartunista Laerte, publicada em seu perfil do Instagram em 15.01.2025.



Imagem associada para resolução da questão


https://www.instagram.com/laerteminotaura/. Acesso em: 16jan.2025.



Na construção do sentido de sua tirinha, a cartunista lança mão, sobretudo, da seguinte figura de linguagem: 

Alternativas
Q3439381 Português
Para responder à questão, leia o poema “Urge o tempo” de Gonçalves Dias (1823-1864).


Urge o tempo, os anos vão correndo,
Mudança eterna os seres afadiga!
O tronco, o arbusto, a folha, a flor, o espinho,
Quem vive, o que vegeta, vai tomando
Aspectos novos, nova forma, enquanto
Gira no espaço e se equilibra a terra.


Tudo se muda, tudo se transforma;
O espírito, porém, como centelha,
Que vai lavrando solapada e oculta,
Até que enfim se torna incêndio e chamas,
Quando rompe os andrajos morredouros,
Mais claro brilha, e aos céus consigo arrasta
Quanto sentiu, quanto sofreu na terra.


Tudo se muda aqui! Somente o afeto,
Que se gera e se nutre em almas grandes,
Não acaba, nem muda; vai crescendo,
Co’o tempo avulta, mais aumenta em forças
E a própria morte o purifica e alinda.
Semelha estátua erguida entre ruínas,
Firme na base, intacta, inda mais bela
Depois que o tempo a rodeou de estragos.


DIAS, Gonçalves. Cantos. São Paulo: Martins Fontes, 2000. 
Os pronomes “o” e “a” que constam da última estrofe referem-se, respectivamente, a 
Alternativas
Q3439379 Português
Para responder à questão, leia o poema “Urge o tempo” de Gonçalves Dias (1823-1864).


Urge o tempo, os anos vão correndo,
Mudança eterna os seres afadiga!
O tronco, o arbusto, a folha, a flor, o espinho,
Quem vive, o que vegeta, vai tomando
Aspectos novos, nova forma, enquanto
Gira no espaço e se equilibra a terra.


Tudo se muda, tudo se transforma;
O espírito, porém, como centelha,
Que vai lavrando solapada e oculta,
Até que enfim se torna incêndio e chamas,
Quando rompe os andrajos morredouros,
Mais claro brilha, e aos céus consigo arrasta
Quanto sentiu, quanto sofreu na terra.


Tudo se muda aqui! Somente o afeto,
Que se gera e se nutre em almas grandes,
Não acaba, nem muda; vai crescendo,
Co’o tempo avulta, mais aumenta em forças
E a própria morte o purifica e alinda.
Semelha estátua erguida entre ruínas,
Firme na base, intacta, inda mais bela
Depois que o tempo a rodeou de estragos.


DIAS, Gonçalves. Cantos. São Paulo: Martins Fontes, 2000. 
Por dêixis entende-se a característica da linguagem humana que consiste em fazer um enunciado referir-se a uma situação definida, real ou imaginária, que pode ser: a) quanto aos participantes do ato de enunciação (1ª pessoa – o que fala; 2ª pessoa – aquele a quem se dirige a fala; 3ª pessoa – todo assunto da comunicação, que não sejam a 1ª e a 2ª pessoas); b) quanto ao momento da enunciação (dêixis temporal); c) quanto ao lugar onde ocorre a ação, estado ou processo (dêixis espacial). Os chamados dêiticos, portanto, são termos linguísticos cuja interpretação depende da pessoa, do lugar e do momento em que são enunciados.

Verifica-se um exemplo de dêixis espacial no seguinte verso:
Alternativas
Q3439378 Português
Para responder à questão, leia o poema “Urge o tempo” de Gonçalves Dias (1823-1864).


Urge o tempo, os anos vão correndo,
Mudança eterna os seres afadiga!
O tronco, o arbusto, a folha, a flor, o espinho,
Quem vive, o que vegeta, vai tomando
Aspectos novos, nova forma, enquanto
Gira no espaço e se equilibra a terra.


Tudo se muda, tudo se transforma;
O espírito, porém, como centelha,
Que vai lavrando solapada e oculta,
Até que enfim se torna incêndio e chamas,
Quando rompe os andrajos morredouros,
Mais claro brilha, e aos céus consigo arrasta
Quanto sentiu, quanto sofreu na terra.


Tudo se muda aqui! Somente o afeto,
Que se gera e se nutre em almas grandes,
Não acaba, nem muda; vai crescendo,
Co’o tempo avulta, mais aumenta em forças
E a própria morte o purifica e alinda.
Semelha estátua erguida entre ruínas,
Firme na base, intacta, inda mais bela
Depois que o tempo a rodeou de estragos.


DIAS, Gonçalves. Cantos. São Paulo: Martins Fontes, 2000. 
A última estrofe estabelece uma comparação explícita entre
Alternativas
Q3439377 Português
Para responder à questão, leia o poema “Urge o tempo” de Gonçalves Dias (1823-1864).


Urge o tempo, os anos vão correndo,
Mudança eterna os seres afadiga!
O tronco, o arbusto, a folha, a flor, o espinho,
Quem vive, o que vegeta, vai tomando
Aspectos novos, nova forma, enquanto
Gira no espaço e se equilibra a terra.


Tudo se muda, tudo se transforma;
O espírito, porém, como centelha,
Que vai lavrando solapada e oculta,
Até que enfim se torna incêndio e chamas,
Quando rompe os andrajos morredouros,
Mais claro brilha, e aos céus consigo arrasta
Quanto sentiu, quanto sofreu na terra.


Tudo se muda aqui! Somente o afeto,
Que se gera e se nutre em almas grandes,
Não acaba, nem muda; vai crescendo,
Co’o tempo avulta, mais aumenta em forças
E a própria morte o purifica e alinda.
Semelha estátua erguida entre ruínas,
Firme na base, intacta, inda mais bela
Depois que o tempo a rodeou de estragos.


DIAS, Gonçalves. Cantos. São Paulo: Martins Fontes, 2000. 
De acordo com o poema, o que logra resistir ao tempo é
Alternativas
Q3439374 Português
Para responder à questão, leia a crônica “Esquisitices” de Luis Fernando Verissimo.


     A família chegou na casa da praia e, enquanto o pai e a mãe se ocupavam de tirar os tapumes das janelas e religar a luz, a filha adolescente foi direto para o seu quarto e sentiu que havia alguma coisa diferente dos outros verões, um cheiro que ela não lembrava, um brilho nas paredes, alguma coisa. Quando foi ajudar a mãe a desempacotar as compras na cozinha, disse que o mar tinha invadido a casa e a mãe disse que o mar nunca chegava até ali, tá louca? Então invadiu só o meu quarto, disse a filha, e naquela noite, quando entrou no quarto para dormir, viu que o chão estava coberto de algas, e quando foi pegar um dos livros que tinha deixado na prateleira no verão anterior derrubou várias conchas no chão, e quando abriu a gaveta da sua mesinha de cabeceira – juro, mãe! – descobriu uma estrela-do-mar. Não conseguiu dormir, o som do mar invadia o quarto, ela chegou a ouvir o ruído de fritura da espuma se desfazendo ao seu redor, como se o mar estivesse arrebentando em volta da cama. E as paredes fosforescentes! Se um peixe prateado pulasse na cama, refletiria o brilho das paredes no ar, antes de cair ao seu lado. Passou a noite esperando o peixe prateado. De manhã a mãe disse que o mar não estava mais perto da casa, estava onde sempre estivera desde que eles tinham construído a casa, e que ela se acostumaria com o ruído. E que não, não sentira o cheiro novo nem vira as algas no chão do quarto, nem as conchas, você parece doida. A filha perguntou se o mar nunca tinha invadido a casa e a mãe respondeu que não. Depois pensou um pouco e disse: não que eu me lembre. Naquela noite a filha leu um pouco – apesar das ondas estourando ao seu redor – depois mergulhou a mão na água e pegou um cavalo-marinho para marcar o lugar, e fechou o livro. Estava pronta para o peixe prateado, estava certa de que nunca mais seria a mesma. Quando a mãe contou para o pai as esquisitices da filha naquele verão, o pai só disse uma coisa. Catorze anos é fogo.


VERISSIMO, Luis Fernando. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. Rio de Janeiro: Objetiva, 2020.
Examine os seguintes trechos da crônica:

I. “havia alguma coisa diferente dos outros verões”.
II. “Naquela noite a filha leu um pouco”.
III. “Catorze anos é fogo”.

Verifica-se o emprego de linguagem figurada apenas em
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Q3439373 Português
Para responder à questão, leia a crônica “Esquisitices” de Luis Fernando Verissimo.


     A família chegou na casa da praia e, enquanto o pai e a mãe se ocupavam de tirar os tapumes das janelas e religar a luz, a filha adolescente foi direto para o seu quarto e sentiu que havia alguma coisa diferente dos outros verões, um cheiro que ela não lembrava, um brilho nas paredes, alguma coisa. Quando foi ajudar a mãe a desempacotar as compras na cozinha, disse que o mar tinha invadido a casa e a mãe disse que o mar nunca chegava até ali, tá louca? Então invadiu só o meu quarto, disse a filha, e naquela noite, quando entrou no quarto para dormir, viu que o chão estava coberto de algas, e quando foi pegar um dos livros que tinha deixado na prateleira no verão anterior derrubou várias conchas no chão, e quando abriu a gaveta da sua mesinha de cabeceira – juro, mãe! – descobriu uma estrela-do-mar. Não conseguiu dormir, o som do mar invadia o quarto, ela chegou a ouvir o ruído de fritura da espuma se desfazendo ao seu redor, como se o mar estivesse arrebentando em volta da cama. E as paredes fosforescentes! Se um peixe prateado pulasse na cama, refletiria o brilho das paredes no ar, antes de cair ao seu lado. Passou a noite esperando o peixe prateado. De manhã a mãe disse que o mar não estava mais perto da casa, estava onde sempre estivera desde que eles tinham construído a casa, e que ela se acostumaria com o ruído. E que não, não sentira o cheiro novo nem vira as algas no chão do quarto, nem as conchas, você parece doida. A filha perguntou se o mar nunca tinha invadido a casa e a mãe respondeu que não. Depois pensou um pouco e disse: não que eu me lembre. Naquela noite a filha leu um pouco – apesar das ondas estourando ao seu redor – depois mergulhou a mão na água e pegou um cavalo-marinho para marcar o lugar, e fechou o livro. Estava pronta para o peixe prateado, estava certa de que nunca mais seria a mesma. Quando a mãe contou para o pai as esquisitices da filha naquele verão, o pai só disse uma coisa. Catorze anos é fogo.


VERISSIMO, Luis Fernando. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. Rio de Janeiro: Objetiva, 2020.
Na moderna literatura narrativa, tem sido amplamente utilizado um terceiro processo de reprodução de enunciados, resultante da conciliação do discurso direto e do discurso indireto. É o chamado discurso indireto livre, forma de expressão que, em vez de apresentar o personagem em sua voz própria (discurso direto), ou de informar objetivamente o leitor sobre o que ele teria dito (discurso indireto), aproxima narrador e personagem, dando-nos a impressão de que passam a falar em uníssono.

CUNHA, Celso & CINTRA, Lindley. Gramática do português contemporâneo. Rio de Janeiro: Lexikon, 2013. Adaptado.

Ocorre o chamado discurso indireto livre no seguinte trecho da crônica:
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Q3439366 Português
Leia o texto para responder à questão.


   Vivemos num presente alargado, no qual “viver no momento é a paixão dominante”, na definição de Christopher Lasch. O presente se torna alargado à mesma medida que o tempo corre veloz. Essa contradição só pode ser explicada pelo fato de que a aceleração tecnológica, conquanto implique “uma diminuição no tempo necessário para realizar processos cotidianos de produção e reprodução” (o que deveria levar a uma abundância de tempo livre), levou ao acúmulo quantitativo de atividades. Quanto mais a aceleração tecnológica avançou, mais trabalho se acumulou e menos tempo livre sobrou. Se já não temos uma vida profissional, mas especializações, se já não temos espaço para contemplar os locais que cruzamos, mas uma observação dirigida por algoritmos de afinidades eletivas, já deveríamos saber que a aceleração tecnológica levou aos grilhões da hiperconectividade, que demandam sempre nosso engajamento.

  O resultado desse processo foi que a contínua aceleração do tempo social tornou o espaço muitas vezes indiferente, um mero detalhe, um pano de fundo que sustenta a virtualidade das relações. Ante a aceleração da vida, concebemos o espaço como um empecilho para aquilo que realmente queríamos fazer. “Ter que ir” e “ter que visitar” se tornaram tarefas “torturantes”, uma vez que basta uma chamada de vídeo para tirar a tarefa da frente. O isolamento tornou-se comum e mesmo os locais que sustentavam a ação da experiência subjetiva aparecem agora como lugares sem histórias, cada vez mais homogeneizados.


BARROS, Douglas. O que é identitarismo? São Paulo: Boitempo, 2024, edição digital. Adaptado. 
Uma proposição coerente com as ideias expressas no texto é:
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Q3439365 Português

Leia a letra da canção “Novo mundo”, de Arnaldo Antunes, para responder à questão.




ANTUNES, Arnaldo. Disponível em:

https://www.vagalume.com.br/arnaldo-antunes/novo-mundo-citacaomundanoh-part-vandal.html 

    “A nau dos insensatos é uma antiga alegoria muito usada na cultura ocidental, na literatura e nas artes visuais. Imbuída de um senso de autocrítica, ela descreve o mundo e seus habitantes humanos como uma nau, cujos passageiros perturbados não sabem e nem se importam em saber para onde estão indo. Em composições literárias e artísticas dos séculos XV e XVI, o motivo da nau dos insensatos era uma paródia da arca da salvação.”

Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/ Nau_dos_insensatos. Adaptado.

Considerando a alegoria destacada no texto, observa-se no verso “e a nau da insensatez sem freio avança”, sobretudo:
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Q3439356 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Com a intenção de trabalhar alguns tópicos do conteúdo de Língua Portuguesa com seus estudantes do 5º Ano do Ensino Fundamental, a professora Electra selecionou o seguinte material:



Por razões pedagógicas, a professora Electra decidiu explorar, em primeiro lugar, o sentido dos textos selecionados. No caso do texto 1, o esclarecimento de seu sentido – consequentemente, de seu efeito de humor – demandará de Electra uma explicação sobre a diferença entre

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Q3439353 Português
     O professor Gabriel trabalha a formulação de um parágrafo para um texto do gênero dissertativo com os estudantes do Ensino Médio, partindo do pressuposto de que a “condição singular da escrita, que deixa a sós o sujeito e suas imagens [...] cria a exigência de que o texto, e apenas ele, cerque-se de cuidados em relação à própria coesão”.

Alcir Pécora. Problemas de redação. São Paulo: Martins Fontes, 2011, p.71.

Diante da tarefa, o estudante José formulou o seguinte texto:

O que ocorreria se os cientistas se deixassem influenciar por tudo que ocorre, e se passa?

Como devolutiva adequada para o texto, o professor Gabriel deve ressaltar a José que é preciso atentar para um problema de
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Q3439351 Português
A professora Marilda selecionou para os estudantes do Ensino Médio a leitura da crônica “Ciao”, de Carlos Drummond de Andrade. Nela, o autor se despede da função de cronista de um jornal, referindo-se a si mesmo na terceira pessoa, como no trecho: “Pois chegou o momento deste contumaz rabiscador de letras pendurar as chuteiras (que na prática jamais calçou) e dizer aos leitores um ciao-adeus sem melancolia, mas oportuno. Creio que ele pode gabar-se de possuir um título não disputado por ninguém: o de mais velho cronista brasileiro".

Tendo em vista o tópico “elementos da narrativa”, entre as atividades da sequência didática, é relevante que a professora Marilda se detenha na questão
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Q3439349 Português
Considere o poema “Amor Punk” do escritor mato-grossense Nicolas Behr para responder à  questão.


Amor Punk

Aquele beijo na boca

que você me deu

semana passada

tá doendo até hoje.


Nicolas Behr. Boa companhia: poesia. Cia das letras, 2003.
Considere a tirinha de André Dahmer.


Imagem associada para resolução da questão

Disponível na página do Facebook do autor.

Para dar sequência à análise do poema, o(a) professor(a) de português apresentou a tirinha de André Dahmer, que se mostrou adequada para reforçar o estudo da seguinte figura de pensamento, também presente no poema:
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Q3439348 Português
Considere o poema “Amor Punk” do escritor mato-grossense Nicolas Behr para responder à  questão.


Amor Punk

Aquele beijo na boca

que você me deu

semana passada

tá doendo até hoje.


Nicolas Behr. Boa companhia: poesia. Cia das letras, 2003.
Pensando em estratégias para que os estudantes reflitam sobre os efeitos de sentido da linguagem, o(a) professor(a) de português deve incluir a seguinte atividade didática no planejamento das atividades sobre o poema “Amor Punk”:
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Q3439337 Português
O ideal do sábio é o equilíbrio que nada pode perturbar, a impassibilidade total. De fato, se as aparências enganam, se tudo é relativo, por que preocupar-se? O ceticismo, em suma, é na origem uma disciplina moral cujo fim é a quietude (ataraxia e apatheia).

NOVAK, Maria da Gloria. Estoicismo e epicurismo em Roma. Letras Clássicas, p. 257-273, 1999. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/ letrasclassicas/article/view/73765/77431. Acesso em: 4 abr. 2025.

O verdadeiro ideal do sábio, segundo a corrente ceticista, diz respeito
Alternativas
Respostas
11541: B
11542: D
11543: D
11544: C
11545: A
11546: C
11547: B
11548: D
11549: E
11550: D
11551: C
11552: A
11553: B
11554: D
11555: B
11556: E
11557: A
11558: C
11559: B
11560: B