Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3622500 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01


“Joyspan”: o segredo para uma longevidade cheia de significado


    Vivemos mais hoje em dia do que há algumas décadas. Isso é fato. Antes, a expectativa de vida ficava perto dos 50 anos. Agora, chegar aos 80 ou 90 deixou de ser raro. Mas viver muitos anos não basta. O que realmente importa é construir uma longevidade saudável, em que gostamos da vida que vivemos. É daí que vem o conceito de “joyspan”, a ideia de prolongar não só a duração da vida, mas também o tempo de alegria e bem-estar.

    O conceito, que traz uma nova perspectiva sobre envelhecimento, se conecta profundamente com as reflexões da psicanalista e escritora Sylvia Loeb, cofundadora do canal “Minha Idade Não Me Define”. Segundo ela, um dos maiores desafios para gostar da vida, especialmente na maturidade, é lidar com as ausências que a existência inevitavelmente impõe: a perda da agilidade, de projetos, de entes queridos e de certezas. “Não se trata de gostar da vida ‘apesar de tudo’, mas de aprender a gostar dela com o que há – com o corpo mais lento, com a solidão, com as transformações. É um gosto mais sereno, mais escolhido.”

   Neuropsicóloga e psicóloga, Aline Graffiette também ressalta a importância de entender que lidar com os limites naturais do envelhecimento faz parte do processo de estar vivo. Embora o corpo passe por mudanças e haja perdas de vitalidade, como a capacidade física, o entendimento mais profundo da vida e das relações são ganhos. “Apesar de o Ocidente não valorizar tanto os idosos, no Oriente eles são reconhecidos como os grandes sábios da vida, alguém que traz a experiência de forma próxima ao contexto familiar”, destaca.

    Cultivar a alegria nessa fase da vida significa substituir a expectativa da euforia pela delicadeza do contentamento. “Não é negar as dores, mas conseguir perceber a beleza no que ainda nos pertence, seja um café quente pela manhã, uma lembrança afetuosa ou uma conversa inesperada”, conta Sylvia.

     A atenção ao presente é outro caminho para encontrar sentido e prazer no cotidiano, mesmo diante das limitações físicas e emocionais. “Pequenas rotinas como regar uma planta, caminhar devagar, cozinhar para alguém, escrever um bilhete e ouvir uma música inteira ajudam muito a não se isolar. O prazer pode vir do cotidiano, mas o sentido costuma vir da relação com o outro. E rir, rir do que ainda pode ser cômico. O bom humor é um tipo de inteligência emocional”, acrescenta a psicanalista.

   Nesse sentido, a aceitação tem um papel transformador fundamental. Para Aline, a aceitação radical, conceito presente em terapias como a terapia de aceitação e compromisso (ACT), ajuda a reconhecer que nem tudo pode ser mudado e que as perdas coexistem com ganhos.

   “Em vez de resistir, é mais saudável reconhecer o que se transforma e o que ainda pode ser vivido com plenitude”, explica.

   Na visão de Sylvia, o autoconhecimento se traduz mais na aceitação do que no entendimento. É reconhecer o que nos faz bem, o que nos fere e o que já não faz sentido manter. Essa aceitação liberta de cobranças externas e abre espaço para uma existência mais leve e verdadeira, sem a necessidade de provar algo para os outros. “Aceitar as limitações não significa desistir, mas escolher com clareza onde investir a energia que ainda temos.” “A segunda metade da vida pode ser menos barulhenta, mas muito mais autêntica e rica. É diferente da juventude e é justamente aí que está a beleza. Aceitar o que muda, cultivar o que ainda pulsa e encontrar alegria na serenidade do presente é a verdadeira arte de prosperar. Viver não é só contar os anos, mas fazer com que cada momento valha a pena.”

  Tudo isso também está ligado ao modo como vivemos a primeira metade da vida. “Se tivemos validação, relações saudáveis e autonomia, é natural que levemos isso para a segunda fase. O conceito “joyspan” tem muito a ver com a responsabilidade de ter colocado a vida sob nosso próprio controle, sem terceirizá-la. É como uma colheita: quanto melhor plantamos antes, melhor vivemos depois”, complementa. [...]



Fonte: Suzuki, Mariana. “Joyspan”: o segredo para uma longevidade cheia de significado. Disponível em: vidasimples.com/saude-emocional/. Acesso em: 13 ago. 2025. Adaptado. 
Analise os itens a seguir tendo em vista os recursos empregados no texto para a construção da argumentação.

I- Intertextualidade.
II- Metalinguagem.
III- Subjetividade.
IV- Conotatividade.
V- Exemplificação.

Estão CORRETOS os itens 
Alternativas
Q3622469 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01


“Joyspan”: o segredo para uma longevidade cheia de significado


    Vivemos mais hoje em dia do que há algumas décadas. Isso é fato. Antes, a expectativa de vida ficava perto dos 50 anos. Agora, chegar aos 80 ou 90 deixou de ser raro. Mas viver muitos anos não basta. O que realmente importa é construir uma longevidade saudável, em que gostamos da vida que vivemos. É daí que vem o conceito de “joyspan”, a ideia de prolongar não só a duração da vida, mas também o tempo de alegria e bem-estar.

    O conceito, que traz uma nova perspectiva sobre envelhecimento, se conecta profundamente com as reflexões da psicanalista e escritora Sylvia Loeb, cofundadora do canal “Minha Idade Não Me Define”. Segundo ela, um dos maiores desafios para gostar da vida, especialmente na maturidade, é lidar com as ausências que a existência inevitavelmente impõe: a perda da agilidade, de projetos, de entes queridos e de certezas. “Não se trata de gostar da vida ‘apesar de tudo’, mas de aprender a gostar dela com o que há – com o corpo mais lento, com a solidão, com as transformações. É um gosto mais sereno, mais escolhido.”

   Neuropsicóloga e psicóloga, Aline Graffiette também ressalta a importância de entender que lidar com os limites naturais do envelhecimento faz parte do processo de estar vivo. Embora o corpo passe por mudanças e haja perdas de vitalidade, como a capacidade física, o entendimento mais profundo da vida e das relações são ganhos. “Apesar de o Ocidente não valorizar tanto os idosos, no Oriente eles são reconhecidos como os grandes sábios da vida, alguém que traz a experiência de forma próxima ao contexto familiar”, destaca.

    Cultivar a alegria nessa fase da vida significa substituir a expectativa da euforia pela delicadeza do contentamento. “Não é negar as dores, mas conseguir perceber a beleza no que ainda nos pertence, seja um café quente pela manhã, uma lembrança afetuosa ou uma conversa inesperada”, conta Sylvia.

     A atenção ao presente é outro caminho para encontrar sentido e prazer no cotidiano, mesmo diante das limitações físicas e emocionais. “Pequenas rotinas como regar uma planta, caminhar devagar, cozinhar para alguém, escrever um bilhete e ouvir uma música inteira ajudam muito a não se isolar. O prazer pode vir do cotidiano, mas o sentido costuma vir da relação com o outro. E rir, rir do que ainda pode ser cômico. O bom humor é um tipo de inteligência emocional”, acrescenta a psicanalista.

   Nesse sentido, a aceitação tem um papel transformador fundamental. Para Aline, a aceitação radical, conceito presente em terapias como a terapia de aceitação e compromisso (ACT), ajuda a reconhecer que nem tudo pode ser mudado e que as perdas coexistem com ganhos.

   “Em vez de resistir, é mais saudável reconhecer o que se transforma e o que ainda pode ser vivido com plenitude”, explica.

   Na visão de Sylvia, o autoconhecimento se traduz mais na aceitação do que no entendimento. É reconhecer o que nos faz bem, o que nos fere e o que já não faz sentido manter. Essa aceitação liberta de cobranças externas e abre espaço para uma existência mais leve e verdadeira, sem a necessidade de provar algo para os outros. “Aceitar as limitações não significa desistir, mas escolher com clareza onde investir a energia que ainda temos.” “A segunda metade da vida pode ser menos barulhenta, mas muito mais autêntica e rica. É diferente da juventude e é justamente aí que está a beleza. Aceitar o que muda, cultivar o que ainda pulsa e encontrar alegria na serenidade do presente é a verdadeira arte de prosperar. Viver não é só contar os anos, mas fazer com que cada momento valha a pena.”

  Tudo isso também está ligado ao modo como vivemos a primeira metade da vida. “Se tivemos validação, relações saudáveis e autonomia, é natural que levemos isso para a segunda fase. O conceito “joyspan” tem muito a ver com a responsabilidade de ter colocado a vida sob nosso próprio controle, sem terceirizá-la. É como uma colheita: quanto melhor plantamos antes, melhor vivemos depois”, complementa. [...]



Fonte: Suzuki, Mariana. “Joyspan”: o segredo para uma longevidade cheia de significado. Disponível em: vidasimples.com/saude-emocional/. Acesso em: 13 ago. 2025. Adaptado. 
O texto defende a ideia de que 
Alternativas
Q3622468 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01


“Joyspan”: o segredo para uma longevidade cheia de significado


    Vivemos mais hoje em dia do que há algumas décadas. Isso é fato. Antes, a expectativa de vida ficava perto dos 50 anos. Agora, chegar aos 80 ou 90 deixou de ser raro. Mas viver muitos anos não basta. O que realmente importa é construir uma longevidade saudável, em que gostamos da vida que vivemos. É daí que vem o conceito de “joyspan”, a ideia de prolongar não só a duração da vida, mas também o tempo de alegria e bem-estar.

    O conceito, que traz uma nova perspectiva sobre envelhecimento, se conecta profundamente com as reflexões da psicanalista e escritora Sylvia Loeb, cofundadora do canal “Minha Idade Não Me Define”. Segundo ela, um dos maiores desafios para gostar da vida, especialmente na maturidade, é lidar com as ausências que a existência inevitavelmente impõe: a perda da agilidade, de projetos, de entes queridos e de certezas. “Não se trata de gostar da vida ‘apesar de tudo’, mas de aprender a gostar dela com o que há – com o corpo mais lento, com a solidão, com as transformações. É um gosto mais sereno, mais escolhido.”

   Neuropsicóloga e psicóloga, Aline Graffiette também ressalta a importância de entender que lidar com os limites naturais do envelhecimento faz parte do processo de estar vivo. Embora o corpo passe por mudanças e haja perdas de vitalidade, como a capacidade física, o entendimento mais profundo da vida e das relações são ganhos. “Apesar de o Ocidente não valorizar tanto os idosos, no Oriente eles são reconhecidos como os grandes sábios da vida, alguém que traz a experiência de forma próxima ao contexto familiar”, destaca.

    Cultivar a alegria nessa fase da vida significa substituir a expectativa da euforia pela delicadeza do contentamento. “Não é negar as dores, mas conseguir perceber a beleza no que ainda nos pertence, seja um café quente pela manhã, uma lembrança afetuosa ou uma conversa inesperada”, conta Sylvia.

     A atenção ao presente é outro caminho para encontrar sentido e prazer no cotidiano, mesmo diante das limitações físicas e emocionais. “Pequenas rotinas como regar uma planta, caminhar devagar, cozinhar para alguém, escrever um bilhete e ouvir uma música inteira ajudam muito a não se isolar. O prazer pode vir do cotidiano, mas o sentido costuma vir da relação com o outro. E rir, rir do que ainda pode ser cômico. O bom humor é um tipo de inteligência emocional”, acrescenta a psicanalista.

   Nesse sentido, a aceitação tem um papel transformador fundamental. Para Aline, a aceitação radical, conceito presente em terapias como a terapia de aceitação e compromisso (ACT), ajuda a reconhecer que nem tudo pode ser mudado e que as perdas coexistem com ganhos.

   “Em vez de resistir, é mais saudável reconhecer o que se transforma e o que ainda pode ser vivido com plenitude”, explica.

   Na visão de Sylvia, o autoconhecimento se traduz mais na aceitação do que no entendimento. É reconhecer o que nos faz bem, o que nos fere e o que já não faz sentido manter. Essa aceitação liberta de cobranças externas e abre espaço para uma existência mais leve e verdadeira, sem a necessidade de provar algo para os outros. “Aceitar as limitações não significa desistir, mas escolher com clareza onde investir a energia que ainda temos.” “A segunda metade da vida pode ser menos barulhenta, mas muito mais autêntica e rica. É diferente da juventude e é justamente aí que está a beleza. Aceitar o que muda, cultivar o que ainda pulsa e encontrar alegria na serenidade do presente é a verdadeira arte de prosperar. Viver não é só contar os anos, mas fazer com que cada momento valha a pena.”

  Tudo isso também está ligado ao modo como vivemos a primeira metade da vida. “Se tivemos validação, relações saudáveis e autonomia, é natural que levemos isso para a segunda fase. O conceito “joyspan” tem muito a ver com a responsabilidade de ter colocado a vida sob nosso próprio controle, sem terceirizá-la. É como uma colheita: quanto melhor plantamos antes, melhor vivemos depois”, complementa. [...]



Fonte: Suzuki, Mariana. “Joyspan”: o segredo para uma longevidade cheia de significado. Disponível em: vidasimples.com/saude-emocional/. Acesso em: 13 ago. 2025. Adaptado. 
Analise os itens a seguir, tendo em vista as relações que o texto estabelece com o conceito de “joyspan”.

I- Longevidade.
II- Bem-estar.
III- Contentamento.
IV- Euforia.
V- Força física.

Estão CORRETAS as afirmativas 
Alternativas
Q3622467 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01


“Joyspan”: o segredo para uma longevidade cheia de significado


    Vivemos mais hoje em dia do que há algumas décadas. Isso é fato. Antes, a expectativa de vida ficava perto dos 50 anos. Agora, chegar aos 80 ou 90 deixou de ser raro. Mas viver muitos anos não basta. O que realmente importa é construir uma longevidade saudável, em que gostamos da vida que vivemos. É daí que vem o conceito de “joyspan”, a ideia de prolongar não só a duração da vida, mas também o tempo de alegria e bem-estar.

    O conceito, que traz uma nova perspectiva sobre envelhecimento, se conecta profundamente com as reflexões da psicanalista e escritora Sylvia Loeb, cofundadora do canal “Minha Idade Não Me Define”. Segundo ela, um dos maiores desafios para gostar da vida, especialmente na maturidade, é lidar com as ausências que a existência inevitavelmente impõe: a perda da agilidade, de projetos, de entes queridos e de certezas. “Não se trata de gostar da vida ‘apesar de tudo’, mas de aprender a gostar dela com o que há – com o corpo mais lento, com a solidão, com as transformações. É um gosto mais sereno, mais escolhido.”

   Neuropsicóloga e psicóloga, Aline Graffiette também ressalta a importância de entender que lidar com os limites naturais do envelhecimento faz parte do processo de estar vivo. Embora o corpo passe por mudanças e haja perdas de vitalidade, como a capacidade física, o entendimento mais profundo da vida e das relações são ganhos. “Apesar de o Ocidente não valorizar tanto os idosos, no Oriente eles são reconhecidos como os grandes sábios da vida, alguém que traz a experiência de forma próxima ao contexto familiar”, destaca.

    Cultivar a alegria nessa fase da vida significa substituir a expectativa da euforia pela delicadeza do contentamento. “Não é negar as dores, mas conseguir perceber a beleza no que ainda nos pertence, seja um café quente pela manhã, uma lembrança afetuosa ou uma conversa inesperada”, conta Sylvia.

     A atenção ao presente é outro caminho para encontrar sentido e prazer no cotidiano, mesmo diante das limitações físicas e emocionais. “Pequenas rotinas como regar uma planta, caminhar devagar, cozinhar para alguém, escrever um bilhete e ouvir uma música inteira ajudam muito a não se isolar. O prazer pode vir do cotidiano, mas o sentido costuma vir da relação com o outro. E rir, rir do que ainda pode ser cômico. O bom humor é um tipo de inteligência emocional”, acrescenta a psicanalista.

   Nesse sentido, a aceitação tem um papel transformador fundamental. Para Aline, a aceitação radical, conceito presente em terapias como a terapia de aceitação e compromisso (ACT), ajuda a reconhecer que nem tudo pode ser mudado e que as perdas coexistem com ganhos.

   “Em vez de resistir, é mais saudável reconhecer o que se transforma e o que ainda pode ser vivido com plenitude”, explica.

   Na visão de Sylvia, o autoconhecimento se traduz mais na aceitação do que no entendimento. É reconhecer o que nos faz bem, o que nos fere e o que já não faz sentido manter. Essa aceitação liberta de cobranças externas e abre espaço para uma existência mais leve e verdadeira, sem a necessidade de provar algo para os outros. “Aceitar as limitações não significa desistir, mas escolher com clareza onde investir a energia que ainda temos.” “A segunda metade da vida pode ser menos barulhenta, mas muito mais autêntica e rica. É diferente da juventude e é justamente aí que está a beleza. Aceitar o que muda, cultivar o que ainda pulsa e encontrar alegria na serenidade do presente é a verdadeira arte de prosperar. Viver não é só contar os anos, mas fazer com que cada momento valha a pena.”

  Tudo isso também está ligado ao modo como vivemos a primeira metade da vida. “Se tivemos validação, relações saudáveis e autonomia, é natural que levemos isso para a segunda fase. O conceito “joyspan” tem muito a ver com a responsabilidade de ter colocado a vida sob nosso próprio controle, sem terceirizá-la. É como uma colheita: quanto melhor plantamos antes, melhor vivemos depois”, complementa. [...]



Fonte: Suzuki, Mariana. “Joyspan”: o segredo para uma longevidade cheia de significado. Disponível em: vidasimples.com/saude-emocional/. Acesso em: 13 ago. 2025. Adaptado. 
Analise as afirmativas a seguir tendo em vista as ideias que se podem inferir do texto.

I- A alegria de viver somente permanecerá se negarmos as perdas que a velhice nos impõe.
II- A velhice é unanimemente valorizada tendo em vista as experiências que foram acumuladas.
III- A valorização das pequenas coisas do dia a dia é uma forma de cultivar a alegria na velhice.
IV- O reconhecimento daquilo que nos faz bem e daquilo que nos faz mal traz leveza à velhice.
V- A despreocupação com as cobranças externas torna a fase da velhice mais leve e verdadeira.

Estão CORRETAS as afirmativas 
Alternativas
Q3622406 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por Que a Paciência É a Chave para o Seu Bem-Estar


Se você nasceu antes da avalanche digital e tecnológica − celulares, smartphones, internet, redes sociais, streamings, IA -, certamente vai se lembrar de como o mundo corria em um ritmo mais lento. A paciência era uma habilidade obrigatória: era preciso esperar uma semana para ver o novo capítulo da sua série favorita, ou buscar o orelhão mais próximo para combinar um programa. Caso contrário, poderíamos ser tomados pela ansiedade, ficando "malucos".


O problema é que o mundo digital virou tudo de cabeça para baixo, tornando-nos extremamente impacientes. Para se ter uma ideia, há quem desista de uma compra online em apenas 22 segundos, e mais da metade dos que buscam algo no Google abandonam a página encontrada se ela não carrega em 3 segundos. Três segundos! Nos acostumamos à velocidade da luz, e agora queremos que tudo aconteça no mesmo ritmo.


Mas aqui vai uma verdade que é possível que você não goste de saber: a impaciência não nos traz conforto algum. Primeiro, porque o mundo não vai acelerar só porque você deseja. Segundo, porque impõe uma dose extra e desnecessária de estresse. Se você lida com a ansiedade, manter esse senso de urgência ligado 24 horas por dia, sem uma válvula de escape, faz nosso motor interno começar a falhar: coração, respiração e mente ficam mais acelerados, e o cansaço toma conta. Em resumo: a impaciência sabota o nosso bem-estar


O Caminho para a Calma: Como Cultivar a Paciência


Como cultivar a paciência em um mundo que parece conspirar contra ela? Paciência diz respeito, essencialmente, ao controle das nossas emoções e à forma como respondemos às frustrações da vida: se de modo impulsivo, emocional e descontrolado (típico de quem é impaciente) ou de maneira mais refletida e racional.


Cultivar paciência não é algo que se faz da noite para o dia. Ao contrário, é uma competência vital que conquistamos dia após dia, incorporando pequenos (mas poderosos) gestos na nossa rotina.


1. Respire


Essa é das dicas das mais óbvias, mas com efeitos profundos. Pare por alguns minutos, feche os olhos e inspire e expire profundamente. A respiração lenta e consciente acalma a mente, permitindo que os pensamentos lógicos retornem ao primeiro plano, relegando as reações emocionais a um segundo plano.


2. Identifique a Raiz da Sua Impaciência


Pare por alguns segundos e faça a si mesmo essa pergunta: será que é realmente o trânsito parado que o está levando ao limite, a buzinar sem parar e a gritar pela janela? Ou, ao contrário, é possível que você tenha tantas entregas importantes a fazer que apenas alguns minutos parados na rua já foram suficientes para descontrolá-lo? Se a segunda opção for a resposta, que tal conversar com sua liderança para evitar que tantas tarefas não fiquem acumuladas em um único? dia


3. Aceite o Que Não Está em Suas Mãos


O trânsito é um exemplo clássico, assim como o atraso inevitável em uma consulta médica. Que tal virar o jogo e aproveitar esse momento em seu benefício? Escute um podcast, leia algo ou até adiante trabalho. Transforme o que seria uma fonte de estresse em uma oportunidade de relaxamento ou de produtividade.


Leia mais em: https://forbes.com.br/coluna/2025/07/por-que-a-paciencia-e-a-chave-para-o-seu-bem-estar

Quanto à tipologia e ao gênero textual, o texto ' Por Que a Paciência É a Chave para o Seu Bem-Estar' poder ser considerado predominantemente:
Alternativas
Q3622402 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por Que a Paciência É a Chave para o Seu Bem-Estar


Se você nasceu antes da avalanche digital e tecnológica − celulares, smartphones, internet, redes sociais, streamings, IA -, certamente vai se lembrar de como o mundo corria em um ritmo mais lento. A paciência era uma habilidade obrigatória: era preciso esperar uma semana para ver o novo capítulo da sua série favorita, ou buscar o orelhão mais próximo para combinar um programa. Caso contrário, poderíamos ser tomados pela ansiedade, ficando "malucos".


O problema é que o mundo digital virou tudo de cabeça para baixo, tornando-nos extremamente impacientes. Para se ter uma ideia, há quem desista de uma compra online em apenas 22 segundos, e mais da metade dos que buscam algo no Google abandonam a página encontrada se ela não carrega em 3 segundos. Três segundos! Nos acostumamos à velocidade da luz, e agora queremos que tudo aconteça no mesmo ritmo.


Mas aqui vai uma verdade que é possível que você não goste de saber: a impaciência não nos traz conforto algum. Primeiro, porque o mundo não vai acelerar só porque você deseja. Segundo, porque impõe uma dose extra e desnecessária de estresse. Se você lida com a ansiedade, manter esse senso de urgência ligado 24 horas por dia, sem uma válvula de escape, faz nosso motor interno começar a falhar: coração, respiração e mente ficam mais acelerados, e o cansaço toma conta. Em resumo: a impaciência sabota o nosso bem-estar


O Caminho para a Calma: Como Cultivar a Paciência


Como cultivar a paciência em um mundo que parece conspirar contra ela? Paciência diz respeito, essencialmente, ao controle das nossas emoções e à forma como respondemos às frustrações da vida: se de modo impulsivo, emocional e descontrolado (típico de quem é impaciente) ou de maneira mais refletida e racional.


Cultivar paciência não é algo que se faz da noite para o dia. Ao contrário, é uma competência vital que conquistamos dia após dia, incorporando pequenos (mas poderosos) gestos na nossa rotina.


1. Respire


Essa é das dicas das mais óbvias, mas com efeitos profundos. Pare por alguns minutos, feche os olhos e inspire e expire profundamente. A respiração lenta e consciente acalma a mente, permitindo que os pensamentos lógicos retornem ao primeiro plano, relegando as reações emocionais a um segundo plano.


2. Identifique a Raiz da Sua Impaciência


Pare por alguns segundos e faça a si mesmo essa pergunta: será que é realmente o trânsito parado que o está levando ao limite, a buzinar sem parar e a gritar pela janela? Ou, ao contrário, é possível que você tenha tantas entregas importantes a fazer que apenas alguns minutos parados na rua já foram suficientes para descontrolá-lo? Se a segunda opção for a resposta, que tal conversar com sua liderança para evitar que tantas tarefas não fiquem acumuladas em um único? dia


3. Aceite o Que Não Está em Suas Mãos


O trânsito é um exemplo clássico, assim como o atraso inevitável em uma consulta médica. Que tal virar o jogo e aproveitar esse momento em seu benefício? Escute um podcast, leia algo ou até adiante trabalho. Transforme o que seria uma fonte de estresse em uma oportunidade de relaxamento ou de produtividade.


Leia mais em: https://forbes.com.br/coluna/2025/07/por-que-a-paciencia-e-a-chave-para-o-seu-bem-estar

Figuras de linguagem são recursos usados na língua para tornar a comunicação mais expressiva. Elas vão além do sentido literal das palavras e ajudam a destacar ideias, causar impacto ou criar diferentes efeitos nos textos e falas.
O trecho a seguir que apresenta a figura de linguagem correspondente de forma correta é:
Alternativas
Q3622129 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


TEXTO II


A Canoa


Em um largo rio, de difícil travessia, havia um

barqueiro que atravessava

as pessoas de um lado para o outro.

Em uma das viagens, iam um advogado e uma

professora. Como quem gosta de

falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro:

- Companheiro, você entende de leis?

- Não, respondeu o barqueiro.

E o advogado, compadecido: – É uma pena, você

perdeu metade da vida.

- A professora, muito social, entra na conversa:

- Seu barqueiro, você sabe ler e escrever?

- Também não, respondeu o barqueiro.

- Que pena! Condói-se a mesma – Você perdeu

metade de sua vida!

Nisso chega uma onda bastante forte e vira o barco. 

O barqueiro, preocupado, pergunta :

- Vocês sabem nadar?

- Não !!!! Responderam o advogado e a professora,

rapidamente.

- Então…disse o barqueiro… é uma pena – Vocês perderam toda a vida !!!!!

moral da história:

” Não há saber maior ou menor “.

” Há saberes diferentes”.

- Pense nisso e valorize todas as pessoas com as quais

tenha contato -

cada uma delas tem algo de diferente a nos ensinar.


Texto atribuído à Paulo Freire

Disponível em: https://atividadesparaeja.blogspot.com/2013/11/atividadereflexiva-canoa-paulo-freire.html


No trecho:


"O barqueiro, preocupado, pergunta: – Vocês sabem nadar?"


Qual palavra abaixo é sinônimo da palavra destacada? 

Alternativas
Q3622128 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


TEXTO II


A Canoa


Em um largo rio, de difícil travessia, havia um

barqueiro que atravessava

as pessoas de um lado para o outro.

Em uma das viagens, iam um advogado e uma

professora. Como quem gosta de

falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro:

- Companheiro, você entende de leis?

- Não, respondeu o barqueiro.

E o advogado, compadecido: – É uma pena, você

perdeu metade da vida.

- A professora, muito social, entra na conversa:

- Seu barqueiro, você sabe ler e escrever?

- Também não, respondeu o barqueiro.

- Que pena! Condói-se a mesma – Você perdeu

metade de sua vida!

Nisso chega uma onda bastante forte e vira o barco. 

O barqueiro, preocupado, pergunta :

- Vocês sabem nadar?

- Não !!!! Responderam o advogado e a professora,

rapidamente.

- Então…disse o barqueiro… é uma pena – Vocês perderam toda a vida !!!!!

moral da história:

” Não há saber maior ou menor “.

” Há saberes diferentes”.

- Pense nisso e valorize todas as pessoas com as quais

tenha contato -

cada uma delas tem algo de diferente a nos ensinar.


Texto atribuído à Paulo Freire

Disponível em: https://atividadesparaeja.blogspot.com/2013/11/atividadereflexiva-canoa-paulo-freire.html


De acordo com as informações apresentadas no texto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3622122 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


TEXTO I


A Eficácia do Riso


Ao escutar uma piada, daquelas que nos fazem disparar a rir, são produzidos na boca uma série de sons vocálicos que duram de 1/16 segundos e repetem a cada 1/15 segundo. Enquanto os sons são emitidos, o ar sai dos pulmões a mais de 100 Km/h.


Uma gargalhada provoca aceleração dos batimentos cardíacos, elevação da pressão arterial e dilatação das pupilas.


Os adultos riem em média 20 vezes por dia, e as crianças até dez vezes mais. Rir é um aspecto tão inerente à existência humana que esquecemos como são interessantes esses ataques repentinos de alegria.


Por que as pessoas riem quando escutam uma piada? Segundo o escritor húngaro Arthur Kostler (1905- 1983), o riso é um reflexo de luxo, que não possui utilidade biológica.


Entretanto a Natureza não investe em algo inútil, acredita-se que o impulso de rir possa ter contribuído para a sobrevivência no decurso da evolução.


A gelotologia que pesquisa sobre o riso, aponta que esta é a mais antiga forma de comunicação.


Os centros da linguagem estão situados no córtex mais recente, e o riso origina-se de uma parte mais antiga do cérebro, responsável pelas emoções como o medo e a alegria. Razão pela qual o riso escapa ao controle consciente. Não se pode dar uma boa gargalhada atendendo a um comando, muito menos é possível reprimi-la. 


O riso pode apresentar um aspecto físico, cognitivo e emocional. Acontecimento este que não reduz o senso de humor a uma única região do cérebro.


Rir, achar algo engraçado, é um processo complexo, que requer várias etapas do pensamento.



Por Patrícia Lopes

Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/a-eficacia-riso.htm. 

De acordo com o texto I, marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3622121 Português
No dia 08/08/2025, o Jornal do Brasil publicou a seguinte notícia:

O etnobotânico Hemerson Dantas dos Santos Pataxó Hãhãhãi – como o próprio nome indica – pertence a uma etnia indígena e é doutorando do Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Em seu estudo, ele catalogou 175 plantas medicinais utilizadas pelo seu povo com a intenção de resgatar os saberes ancestrais no uso de tais plantas, perdidos ao longo dos tempos. O pesquisador descobriu 43 plantas utilizadas para o tratamento de três enfermidades – diabetes, verminoses e hipertensão. Além disso, a investigação verificou que 79% das 175 plantas pesquisadas têm seus usos em consonância com apontamentos da literatura científica recente.

Disponível em: https://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/ciencia/2025/07/1056179-pesquisador-indigena-cataloga-150-plantas-medicinais-de-seuterritorio.html. Acesso em: 20 ago. 2025.

Quais das afirmativas a seguir explica o fenômeno a que o texto se refere? Assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3622116 Português
O Choro foi reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio cultural do Brasil. É uma prática complexa e diversa, presente em todas as regiões do Brasil e disseminada em outros países. Analise o seguinte fragmento de texto sobre esse assunto:

O Choro está na gênese de outros___________________ da música popular brasileira. Desenvolveu-se no Brasil com as harmonias e ritmos europeus, _____________ e indígenas, e é uma das manifestações culturais que mostram muita fisionomia do povo. Resultado das criações musicais das classes _______________ do Rio de Janeiro no final do século dezenove, o Choro é uma fusão de influências musicais. Seus primeiros expoentes, como Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e ____________, foram fundamentais para a sua consolidação e disseminação. 

As palavras que completam corretamente as lacunas do fragmento de texto apresentado, na ordem, são: 
Alternativas
Q3622095 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01


O paraíso é um estado de espírito 


    Quando penso em paraíso, a imagem que me vem à cabeça é de uma praia de mar azulinho, céu de brigadeiro, silêncio, alegria e eu no modo desligadona. E você?

    Na vida que acontece fora da nossa imaginação, mesmo diante do mar mais azul, muitas vezes estamos acinzentados de medo, raiva, tédio ou tristeza. O corpo tira férias, mas a mente não. Porque mesmo que a gente desconecte logo do trabalho, as danadas das emoções reprimidas acham espaço pra emergir. 

    Escrevo essa coluna da Tailândia, mais precisamente de um dos hotéis usados para as gravações da terceira temporada da série “The White Lotus” e resolvi te contar isso porque é extremo e irônico. Vim para essas férias idealizando leveza, certa de que seria uma pausa divertida, sem grandes lições. Afinal, essa coisa de caos psicológico e drama da série é pura ficção. Rá! 

    Já na primeira massagem percebi que o silêncio impecável do lugar despertava uma melancolia guardada, e logo me vi frustrada por não estar flutuando pela praia com meus gêmeos fofos, nem aceitando bem as frustrações da minha família. Afinal, como não estamos todos morrendo de felicidade só por estar no paraíso? Resolvi voltar para mim mesma com mais atenção, ajustar meus pedidos e expectativas, e me lembrei que tudo estava bem viver férias deliciosas, mesmo que diferentes da minha imaginação. 

    Nossa inabilidade de lidar com frustrações acompanha a bagagem. Isso é tão verdade que tem até nome: o paradoxo do lazer. Quanto mais expectativa colocamos no tempo livre, mais ele vira fonte de pressão. Queremos que cada momento seja inesquecível. Sem perceber, levamos para as férias a mesma lógica de produtividade que nos exaure no trabalho. [...]

    Além do que sentimos, os incômodos também aparecem no outro, que nem sempre entende o que está vindo à tona. Lidar com isso exige flexibilidade. Ninguém vira uma versão perfeita só porque mudou de cenário. Crianças se entediam, casais se desentendem, amigos se desencontram. Ver essas dinâmicas menos como falhas e mais como parte do pacote ajuda a sair do modo controle e entrar no modo conexão. [...] 

    Quando vivemos as férias como exercício de presença, não como projeto de perfeição, a volta ao trabalho também muda. Não voltamos esperando que as férias tenham sido mágicas, nem carregando a frustração de não termos descansado direito. Voltamos um pouco mais íntimos de nós mesmos. Com um olhar menos rígido para o trabalho, menos idealizado para o descanso, mais conscientes dos próprios limites. 

    No fim, o verdadeiro paraíso talvez não seja um lugar nem um estado fixo, mas a capacidade de atravessar o que surge com humanidade. Um paraíso imperfeito, mas verdadeiro, que vai com a gente da praia para o escritório, do silêncio para o Zoom, do descanso para a ação. [...]


Fonte: PROENÇA, Marina. O paraíso é um estado de espírito. Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/o-paraiso-e-um-estado-de-espirito/. Acesso em: 9 ago. 2025. Adaptado. 
Analise as passagens a seguir, tendo em vista o uso da linguagem conotativa como recurso de expressão.

I- “Quando penso em paraíso, a imagem que me vem à cabeça é de uma praia de mar azulinho, céu de brigadeiro, silêncio, alegria e eu no modo desligadona. E você?”
II- “Na vida que acontece fora da nossa imaginação, mesmo diante do mar mais azul, muitas vezes estamos acinzentados de medo, raiva, tédio ou tristeza. O corpo tira férias, mas a mente não.”
III- “[...] e me lembrei que tudo estava bem viver férias deliciosas, mesmo que diferentes da minha imaginação.”
IV- “Afinal, como não estamos todos morrendo de felicidade só por estar no paraíso? Resolvi voltar para mim mesma com mais atenção [...]”
V- “Ver essas dinâmicas menos como falhas e mais como parte do pacote ajuda a sair do modo controle e entrar no modo conexão.”

A linguagem conotativa está presente nas passagens  
Alternativas
Q3622094 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01


O paraíso é um estado de espírito 


    Quando penso em paraíso, a imagem que me vem à cabeça é de uma praia de mar azulinho, céu de brigadeiro, silêncio, alegria e eu no modo desligadona. E você?

    Na vida que acontece fora da nossa imaginação, mesmo diante do mar mais azul, muitas vezes estamos acinzentados de medo, raiva, tédio ou tristeza. O corpo tira férias, mas a mente não. Porque mesmo que a gente desconecte logo do trabalho, as danadas das emoções reprimidas acham espaço pra emergir. 

    Escrevo essa coluna da Tailândia, mais precisamente de um dos hotéis usados para as gravações da terceira temporada da série “The White Lotus” e resolvi te contar isso porque é extremo e irônico. Vim para essas férias idealizando leveza, certa de que seria uma pausa divertida, sem grandes lições. Afinal, essa coisa de caos psicológico e drama da série é pura ficção. Rá! 

    Já na primeira massagem percebi que o silêncio impecável do lugar despertava uma melancolia guardada, e logo me vi frustrada por não estar flutuando pela praia com meus gêmeos fofos, nem aceitando bem as frustrações da minha família. Afinal, como não estamos todos morrendo de felicidade só por estar no paraíso? Resolvi voltar para mim mesma com mais atenção, ajustar meus pedidos e expectativas, e me lembrei que tudo estava bem viver férias deliciosas, mesmo que diferentes da minha imaginação. 

    Nossa inabilidade de lidar com frustrações acompanha a bagagem. Isso é tão verdade que tem até nome: o paradoxo do lazer. Quanto mais expectativa colocamos no tempo livre, mais ele vira fonte de pressão. Queremos que cada momento seja inesquecível. Sem perceber, levamos para as férias a mesma lógica de produtividade que nos exaure no trabalho. [...]

    Além do que sentimos, os incômodos também aparecem no outro, que nem sempre entende o que está vindo à tona. Lidar com isso exige flexibilidade. Ninguém vira uma versão perfeita só porque mudou de cenário. Crianças se entediam, casais se desentendem, amigos se desencontram. Ver essas dinâmicas menos como falhas e mais como parte do pacote ajuda a sair do modo controle e entrar no modo conexão. [...] 

    Quando vivemos as férias como exercício de presença, não como projeto de perfeição, a volta ao trabalho também muda. Não voltamos esperando que as férias tenham sido mágicas, nem carregando a frustração de não termos descansado direito. Voltamos um pouco mais íntimos de nós mesmos. Com um olhar menos rígido para o trabalho, menos idealizado para o descanso, mais conscientes dos próprios limites. 

    No fim, o verdadeiro paraíso talvez não seja um lugar nem um estado fixo, mas a capacidade de atravessar o que surge com humanidade. Um paraíso imperfeito, mas verdadeiro, que vai com a gente da praia para o escritório, do silêncio para o Zoom, do descanso para a ação. [...]


Fonte: PROENÇA, Marina. O paraíso é um estado de espírito. Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/o-paraiso-e-um-estado-de-espirito/. Acesso em: 9 ago. 2025. Adaptado. 
De acordo com o texto, o “paradoxo do lazer” consiste no(a)
Alternativas
Q3622093 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01


O paraíso é um estado de espírito 


    Quando penso em paraíso, a imagem que me vem à cabeça é de uma praia de mar azulinho, céu de brigadeiro, silêncio, alegria e eu no modo desligadona. E você?

    Na vida que acontece fora da nossa imaginação, mesmo diante do mar mais azul, muitas vezes estamos acinzentados de medo, raiva, tédio ou tristeza. O corpo tira férias, mas a mente não. Porque mesmo que a gente desconecte logo do trabalho, as danadas das emoções reprimidas acham espaço pra emergir. 

    Escrevo essa coluna da Tailândia, mais precisamente de um dos hotéis usados para as gravações da terceira temporada da série “The White Lotus” e resolvi te contar isso porque é extremo e irônico. Vim para essas férias idealizando leveza, certa de que seria uma pausa divertida, sem grandes lições. Afinal, essa coisa de caos psicológico e drama da série é pura ficção. Rá! 

    Já na primeira massagem percebi que o silêncio impecável do lugar despertava uma melancolia guardada, e logo me vi frustrada por não estar flutuando pela praia com meus gêmeos fofos, nem aceitando bem as frustrações da minha família. Afinal, como não estamos todos morrendo de felicidade só por estar no paraíso? Resolvi voltar para mim mesma com mais atenção, ajustar meus pedidos e expectativas, e me lembrei que tudo estava bem viver férias deliciosas, mesmo que diferentes da minha imaginação. 

    Nossa inabilidade de lidar com frustrações acompanha a bagagem. Isso é tão verdade que tem até nome: o paradoxo do lazer. Quanto mais expectativa colocamos no tempo livre, mais ele vira fonte de pressão. Queremos que cada momento seja inesquecível. Sem perceber, levamos para as férias a mesma lógica de produtividade que nos exaure no trabalho. [...]

    Além do que sentimos, os incômodos também aparecem no outro, que nem sempre entende o que está vindo à tona. Lidar com isso exige flexibilidade. Ninguém vira uma versão perfeita só porque mudou de cenário. Crianças se entediam, casais se desentendem, amigos se desencontram. Ver essas dinâmicas menos como falhas e mais como parte do pacote ajuda a sair do modo controle e entrar no modo conexão. [...] 

    Quando vivemos as férias como exercício de presença, não como projeto de perfeição, a volta ao trabalho também muda. Não voltamos esperando que as férias tenham sido mágicas, nem carregando a frustração de não termos descansado direito. Voltamos um pouco mais íntimos de nós mesmos. Com um olhar menos rígido para o trabalho, menos idealizado para o descanso, mais conscientes dos próprios limites. 

    No fim, o verdadeiro paraíso talvez não seja um lugar nem um estado fixo, mas a capacidade de atravessar o que surge com humanidade. Um paraíso imperfeito, mas verdadeiro, que vai com a gente da praia para o escritório, do silêncio para o Zoom, do descanso para a ação. [...]


Fonte: PROENÇA, Marina. O paraíso é um estado de espírito. Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/o-paraiso-e-um-estado-de-espirito/. Acesso em: 9 ago. 2025. Adaptado. 
De acordo com o texto, as férias representam um período de 
Alternativas
Q3622092 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01


O paraíso é um estado de espírito 


    Quando penso em paraíso, a imagem que me vem à cabeça é de uma praia de mar azulinho, céu de brigadeiro, silêncio, alegria e eu no modo desligadona. E você?

    Na vida que acontece fora da nossa imaginação, mesmo diante do mar mais azul, muitas vezes estamos acinzentados de medo, raiva, tédio ou tristeza. O corpo tira férias, mas a mente não. Porque mesmo que a gente desconecte logo do trabalho, as danadas das emoções reprimidas acham espaço pra emergir. 

    Escrevo essa coluna da Tailândia, mais precisamente de um dos hotéis usados para as gravações da terceira temporada da série “The White Lotus” e resolvi te contar isso porque é extremo e irônico. Vim para essas férias idealizando leveza, certa de que seria uma pausa divertida, sem grandes lições. Afinal, essa coisa de caos psicológico e drama da série é pura ficção. Rá! 

    Já na primeira massagem percebi que o silêncio impecável do lugar despertava uma melancolia guardada, e logo me vi frustrada por não estar flutuando pela praia com meus gêmeos fofos, nem aceitando bem as frustrações da minha família. Afinal, como não estamos todos morrendo de felicidade só por estar no paraíso? Resolvi voltar para mim mesma com mais atenção, ajustar meus pedidos e expectativas, e me lembrei que tudo estava bem viver férias deliciosas, mesmo que diferentes da minha imaginação. 

    Nossa inabilidade de lidar com frustrações acompanha a bagagem. Isso é tão verdade que tem até nome: o paradoxo do lazer. Quanto mais expectativa colocamos no tempo livre, mais ele vira fonte de pressão. Queremos que cada momento seja inesquecível. Sem perceber, levamos para as férias a mesma lógica de produtividade que nos exaure no trabalho. [...]

    Além do que sentimos, os incômodos também aparecem no outro, que nem sempre entende o que está vindo à tona. Lidar com isso exige flexibilidade. Ninguém vira uma versão perfeita só porque mudou de cenário. Crianças se entediam, casais se desentendem, amigos se desencontram. Ver essas dinâmicas menos como falhas e mais como parte do pacote ajuda a sair do modo controle e entrar no modo conexão. [...] 

    Quando vivemos as férias como exercício de presença, não como projeto de perfeição, a volta ao trabalho também muda. Não voltamos esperando que as férias tenham sido mágicas, nem carregando a frustração de não termos descansado direito. Voltamos um pouco mais íntimos de nós mesmos. Com um olhar menos rígido para o trabalho, menos idealizado para o descanso, mais conscientes dos próprios limites. 

    No fim, o verdadeiro paraíso talvez não seja um lugar nem um estado fixo, mas a capacidade de atravessar o que surge com humanidade. Um paraíso imperfeito, mas verdadeiro, que vai com a gente da praia para o escritório, do silêncio para o Zoom, do descanso para a ação. [...]


Fonte: PROENÇA, Marina. O paraíso é um estado de espírito. Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/o-paraiso-e-um-estado-de-espirito/. Acesso em: 9 ago. 2025. Adaptado. 
De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que o paraíso, no imaginário das pessoas, está relacionado a(à)

I- lugar físico.
II- perfeição
III- imperfeição.
IV- um estado permanente.
V- um estado transitório.

Estão CORRETOS os itens
Alternativas
Q3622067 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01


A brisa me chamou. E eu fui sem mapa, só com coragem 


    Outro dia me peguei tomando café com calma. Silêncio ao redor, xícara quente nas mãos, nenhum pensamento urgente batendo à porta. Foi aí que percebi: alguma coisa em mim mudou. Na verdade, muita coisa mudou.

    Depois de 20 anos numa estrada reta e sólida, dessas que a gente aprende a percorrer com os olhos fechados, a vida – com toda sua delicadeza e estranheza – veio e tirou o chão dos meus pés por um instante. Me vi de frente com a pergunta que eu adiava fazia tempo: e se agora for a hora de ir por outro caminho? 

    Dessa vez, não tentei voltar correndo para o conhecido. Não procurei reconstruir o mesmo cenário de antes. Ao invés disso, respirei fundo e decidi escutar o que há anos falava baixinho dentro de mim: o desejo de trabalhar com as pessoas, para as pessoas. O que era plano B, virou prioridade. E o que antes era sonho de canto de caderno, virou bússola. Foi uma escolha. Uma escolha com raízes. Priorizei o que conversa com meus valores, com a minha verdade. E, olha, não foi só uma troca de rumo profissional — foi uma troca de pele.  

    Hoje não aceito mais café tomado em pé. Quero tempo pra sentir o gosto. Não permito mais que meus dias sejam todos iguais, tão previsíveis que parecem cópia carbono. Preciso de espaço para o improviso, para a pausa, para o silêncio. Curiosamente, nunca me senti tão criativa. Tão viva. Tão inteira. E olha que passei a vida colecionando elogios pela objetividade, pelo foco, pelo resultado. Mas hoje, meu melhor resultado tem outro nome: leveza. Satisfação. Presença. 

    Sou mãe de adolescente, casada há 21 anos, cheia de histórias, certezas e revisões. E sigo acreditando que ainda posso – e devo – experimentar. Como quem entra num buffet elegante, com olhos curiosos e apetite por descobertas. Tenho testado novas técnicas nos atendimentos, estudado temas que antes pareciam fora do roteiro, redescoberto músicas, clipes, sensações que ficaram esquecidas em algum canto do passado.

    E o mais bonito de tudo isso é perceber que a bagagem que carrego – essa que veio dos anos vividos, dos desafios superados, das perguntas sem resposta – tem se tornado ferramenta. Tem sido ponte. Tem me permitido apoiar outras pessoas a se encontrarem no meio do caos, a se olharem com mais ternura, a enxergar luz em lugares onde antes só viam sombra. Mostrar que está tudo bem estar em obra. Que não é preciso estar pronto para estar em movimento. E que, às vezes, é preciso uma boa sacudida da vida para que a gente, enfim, escolha por onde deseja caminhar. 

    Tenho me permitido viver com mais poesia – e essa tem sido, talvez, minha maior revolução. 

    Porque às vezes é isso: a brisa chama, e a gente precisa ter coragem de largar o mapa. Para, enfim, se encontrar no caminho que faz sentido – mesmo que ele nem exista no papel.


Fonte: BORGONI, Tatiana Salvador. A brisa me chamou. E eu fui sem mapa, só com coragem. Disponível em: https://vidasimples.co/voce-simples/. Acesso em: 13 ago. 2025. Adaptado.
Assinale a alternativa que identifica corretamente as marcas linguísticas presentes no texto que comprovam o uso predominante da função emotiva/expressiva no texto. 
Alternativas
Q3622066 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01


A brisa me chamou. E eu fui sem mapa, só com coragem 


    Outro dia me peguei tomando café com calma. Silêncio ao redor, xícara quente nas mãos, nenhum pensamento urgente batendo à porta. Foi aí que percebi: alguma coisa em mim mudou. Na verdade, muita coisa mudou.

    Depois de 20 anos numa estrada reta e sólida, dessas que a gente aprende a percorrer com os olhos fechados, a vida – com toda sua delicadeza e estranheza – veio e tirou o chão dos meus pés por um instante. Me vi de frente com a pergunta que eu adiava fazia tempo: e se agora for a hora de ir por outro caminho? 

    Dessa vez, não tentei voltar correndo para o conhecido. Não procurei reconstruir o mesmo cenário de antes. Ao invés disso, respirei fundo e decidi escutar o que há anos falava baixinho dentro de mim: o desejo de trabalhar com as pessoas, para as pessoas. O que era plano B, virou prioridade. E o que antes era sonho de canto de caderno, virou bússola. Foi uma escolha. Uma escolha com raízes. Priorizei o que conversa com meus valores, com a minha verdade. E, olha, não foi só uma troca de rumo profissional — foi uma troca de pele.  

    Hoje não aceito mais café tomado em pé. Quero tempo pra sentir o gosto. Não permito mais que meus dias sejam todos iguais, tão previsíveis que parecem cópia carbono. Preciso de espaço para o improviso, para a pausa, para o silêncio. Curiosamente, nunca me senti tão criativa. Tão viva. Tão inteira. E olha que passei a vida colecionando elogios pela objetividade, pelo foco, pelo resultado. Mas hoje, meu melhor resultado tem outro nome: leveza. Satisfação. Presença. 

    Sou mãe de adolescente, casada há 21 anos, cheia de histórias, certezas e revisões. E sigo acreditando que ainda posso – e devo – experimentar. Como quem entra num buffet elegante, com olhos curiosos e apetite por descobertas. Tenho testado novas técnicas nos atendimentos, estudado temas que antes pareciam fora do roteiro, redescoberto músicas, clipes, sensações que ficaram esquecidas em algum canto do passado.

    E o mais bonito de tudo isso é perceber que a bagagem que carrego – essa que veio dos anos vividos, dos desafios superados, das perguntas sem resposta – tem se tornado ferramenta. Tem sido ponte. Tem me permitido apoiar outras pessoas a se encontrarem no meio do caos, a se olharem com mais ternura, a enxergar luz em lugares onde antes só viam sombra. Mostrar que está tudo bem estar em obra. Que não é preciso estar pronto para estar em movimento. E que, às vezes, é preciso uma boa sacudida da vida para que a gente, enfim, escolha por onde deseja caminhar. 

    Tenho me permitido viver com mais poesia – e essa tem sido, talvez, minha maior revolução. 

    Porque às vezes é isso: a brisa chama, e a gente precisa ter coragem de largar o mapa. Para, enfim, se encontrar no caminho que faz sentido – mesmo que ele nem exista no papel.


Fonte: BORGONI, Tatiana Salvador. A brisa me chamou. E eu fui sem mapa, só com coragem. Disponível em: https://vidasimples.co/voce-simples/. Acesso em: 13 ago. 2025. Adaptado.
Analise os itens a seguir, tendo em vista os tipos de linguagem usados no texto.

I- Conotativa.
II- Denotativa.
III- Coloquial.
IV- Formal.
V- Verbal.

Estão CORRETOS os itens 
Alternativas
Q3622065 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01


A brisa me chamou. E eu fui sem mapa, só com coragem 


    Outro dia me peguei tomando café com calma. Silêncio ao redor, xícara quente nas mãos, nenhum pensamento urgente batendo à porta. Foi aí que percebi: alguma coisa em mim mudou. Na verdade, muita coisa mudou.

    Depois de 20 anos numa estrada reta e sólida, dessas que a gente aprende a percorrer com os olhos fechados, a vida – com toda sua delicadeza e estranheza – veio e tirou o chão dos meus pés por um instante. Me vi de frente com a pergunta que eu adiava fazia tempo: e se agora for a hora de ir por outro caminho? 

    Dessa vez, não tentei voltar correndo para o conhecido. Não procurei reconstruir o mesmo cenário de antes. Ao invés disso, respirei fundo e decidi escutar o que há anos falava baixinho dentro de mim: o desejo de trabalhar com as pessoas, para as pessoas. O que era plano B, virou prioridade. E o que antes era sonho de canto de caderno, virou bússola. Foi uma escolha. Uma escolha com raízes. Priorizei o que conversa com meus valores, com a minha verdade. E, olha, não foi só uma troca de rumo profissional — foi uma troca de pele.  

    Hoje não aceito mais café tomado em pé. Quero tempo pra sentir o gosto. Não permito mais que meus dias sejam todos iguais, tão previsíveis que parecem cópia carbono. Preciso de espaço para o improviso, para a pausa, para o silêncio. Curiosamente, nunca me senti tão criativa. Tão viva. Tão inteira. E olha que passei a vida colecionando elogios pela objetividade, pelo foco, pelo resultado. Mas hoje, meu melhor resultado tem outro nome: leveza. Satisfação. Presença. 

    Sou mãe de adolescente, casada há 21 anos, cheia de histórias, certezas e revisões. E sigo acreditando que ainda posso – e devo – experimentar. Como quem entra num buffet elegante, com olhos curiosos e apetite por descobertas. Tenho testado novas técnicas nos atendimentos, estudado temas que antes pareciam fora do roteiro, redescoberto músicas, clipes, sensações que ficaram esquecidas em algum canto do passado.

    E o mais bonito de tudo isso é perceber que a bagagem que carrego – essa que veio dos anos vividos, dos desafios superados, das perguntas sem resposta – tem se tornado ferramenta. Tem sido ponte. Tem me permitido apoiar outras pessoas a se encontrarem no meio do caos, a se olharem com mais ternura, a enxergar luz em lugares onde antes só viam sombra. Mostrar que está tudo bem estar em obra. Que não é preciso estar pronto para estar em movimento. E que, às vezes, é preciso uma boa sacudida da vida para que a gente, enfim, escolha por onde deseja caminhar. 

    Tenho me permitido viver com mais poesia – e essa tem sido, talvez, minha maior revolução. 

    Porque às vezes é isso: a brisa chama, e a gente precisa ter coragem de largar o mapa. Para, enfim, se encontrar no caminho que faz sentido – mesmo que ele nem exista no papel.


Fonte: BORGONI, Tatiana Salvador. A brisa me chamou. E eu fui sem mapa, só com coragem. Disponível em: https://vidasimples.co/voce-simples/. Acesso em: 13 ago. 2025. Adaptado.
De acordo com o texto, infere-se que a mudança trouxe

I- curiosidade.
II- criatividade.
III- coragem.
IV- leveza.
V- foco.

Estão CORRETOS os itens 
Alternativas
Q3622064 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01


A brisa me chamou. E eu fui sem mapa, só com coragem 


    Outro dia me peguei tomando café com calma. Silêncio ao redor, xícara quente nas mãos, nenhum pensamento urgente batendo à porta. Foi aí que percebi: alguma coisa em mim mudou. Na verdade, muita coisa mudou.

    Depois de 20 anos numa estrada reta e sólida, dessas que a gente aprende a percorrer com os olhos fechados, a vida – com toda sua delicadeza e estranheza – veio e tirou o chão dos meus pés por um instante. Me vi de frente com a pergunta que eu adiava fazia tempo: e se agora for a hora de ir por outro caminho? 

    Dessa vez, não tentei voltar correndo para o conhecido. Não procurei reconstruir o mesmo cenário de antes. Ao invés disso, respirei fundo e decidi escutar o que há anos falava baixinho dentro de mim: o desejo de trabalhar com as pessoas, para as pessoas. O que era plano B, virou prioridade. E o que antes era sonho de canto de caderno, virou bússola. Foi uma escolha. Uma escolha com raízes. Priorizei o que conversa com meus valores, com a minha verdade. E, olha, não foi só uma troca de rumo profissional — foi uma troca de pele.  

    Hoje não aceito mais café tomado em pé. Quero tempo pra sentir o gosto. Não permito mais que meus dias sejam todos iguais, tão previsíveis que parecem cópia carbono. Preciso de espaço para o improviso, para a pausa, para o silêncio. Curiosamente, nunca me senti tão criativa. Tão viva. Tão inteira. E olha que passei a vida colecionando elogios pela objetividade, pelo foco, pelo resultado. Mas hoje, meu melhor resultado tem outro nome: leveza. Satisfação. Presença. 

    Sou mãe de adolescente, casada há 21 anos, cheia de histórias, certezas e revisões. E sigo acreditando que ainda posso – e devo – experimentar. Como quem entra num buffet elegante, com olhos curiosos e apetite por descobertas. Tenho testado novas técnicas nos atendimentos, estudado temas que antes pareciam fora do roteiro, redescoberto músicas, clipes, sensações que ficaram esquecidas em algum canto do passado.

    E o mais bonito de tudo isso é perceber que a bagagem que carrego – essa que veio dos anos vividos, dos desafios superados, das perguntas sem resposta – tem se tornado ferramenta. Tem sido ponte. Tem me permitido apoiar outras pessoas a se encontrarem no meio do caos, a se olharem com mais ternura, a enxergar luz em lugares onde antes só viam sombra. Mostrar que está tudo bem estar em obra. Que não é preciso estar pronto para estar em movimento. E que, às vezes, é preciso uma boa sacudida da vida para que a gente, enfim, escolha por onde deseja caminhar. 

    Tenho me permitido viver com mais poesia – e essa tem sido, talvez, minha maior revolução. 

    Porque às vezes é isso: a brisa chama, e a gente precisa ter coragem de largar o mapa. Para, enfim, se encontrar no caminho que faz sentido – mesmo que ele nem exista no papel.


Fonte: BORGONI, Tatiana Salvador. A brisa me chamou. E eu fui sem mapa, só com coragem. Disponível em: https://vidasimples.co/voce-simples/. Acesso em: 13 ago. 2025. Adaptado.
Analise os itens a seguir tendo em vista a relação que eles estabelecem com a mudança expressa a partir da seguinte afirmativa: “Na verdade muita coisa mudou”.

I- Imprevisibilidade.
II- Improvisação.
III- Objetividade.
IV- Satisfação.
V- Rotina.

Os itens que estabelecem relação com a mudança referida no texto são: 
Alternativas
Q3622063 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01


A brisa me chamou. E eu fui sem mapa, só com coragem 


    Outro dia me peguei tomando café com calma. Silêncio ao redor, xícara quente nas mãos, nenhum pensamento urgente batendo à porta. Foi aí que percebi: alguma coisa em mim mudou. Na verdade, muita coisa mudou.

    Depois de 20 anos numa estrada reta e sólida, dessas que a gente aprende a percorrer com os olhos fechados, a vida – com toda sua delicadeza e estranheza – veio e tirou o chão dos meus pés por um instante. Me vi de frente com a pergunta que eu adiava fazia tempo: e se agora for a hora de ir por outro caminho? 

    Dessa vez, não tentei voltar correndo para o conhecido. Não procurei reconstruir o mesmo cenário de antes. Ao invés disso, respirei fundo e decidi escutar o que há anos falava baixinho dentro de mim: o desejo de trabalhar com as pessoas, para as pessoas. O que era plano B, virou prioridade. E o que antes era sonho de canto de caderno, virou bússola. Foi uma escolha. Uma escolha com raízes. Priorizei o que conversa com meus valores, com a minha verdade. E, olha, não foi só uma troca de rumo profissional — foi uma troca de pele.  

    Hoje não aceito mais café tomado em pé. Quero tempo pra sentir o gosto. Não permito mais que meus dias sejam todos iguais, tão previsíveis que parecem cópia carbono. Preciso de espaço para o improviso, para a pausa, para o silêncio. Curiosamente, nunca me senti tão criativa. Tão viva. Tão inteira. E olha que passei a vida colecionando elogios pela objetividade, pelo foco, pelo resultado. Mas hoje, meu melhor resultado tem outro nome: leveza. Satisfação. Presença. 

    Sou mãe de adolescente, casada há 21 anos, cheia de histórias, certezas e revisões. E sigo acreditando que ainda posso – e devo – experimentar. Como quem entra num buffet elegante, com olhos curiosos e apetite por descobertas. Tenho testado novas técnicas nos atendimentos, estudado temas que antes pareciam fora do roteiro, redescoberto músicas, clipes, sensações que ficaram esquecidas em algum canto do passado.

    E o mais bonito de tudo isso é perceber que a bagagem que carrego – essa que veio dos anos vividos, dos desafios superados, das perguntas sem resposta – tem se tornado ferramenta. Tem sido ponte. Tem me permitido apoiar outras pessoas a se encontrarem no meio do caos, a se olharem com mais ternura, a enxergar luz em lugares onde antes só viam sombra. Mostrar que está tudo bem estar em obra. Que não é preciso estar pronto para estar em movimento. E que, às vezes, é preciso uma boa sacudida da vida para que a gente, enfim, escolha por onde deseja caminhar. 

    Tenho me permitido viver com mais poesia – e essa tem sido, talvez, minha maior revolução. 

    Porque às vezes é isso: a brisa chama, e a gente precisa ter coragem de largar o mapa. Para, enfim, se encontrar no caminho que faz sentido – mesmo que ele nem exista no papel.


Fonte: BORGONI, Tatiana Salvador. A brisa me chamou. E eu fui sem mapa, só com coragem. Disponível em: https://vidasimples.co/voce-simples/. Acesso em: 13 ago. 2025. Adaptado.
Em “O que era plano B, virou prioridade.”, pode-se inferir que o “plano B” seria 
Alternativas
Respostas
11201: A
11202: E
11203: B
11204: E
11205: A
11206: C
11207: A
11208: C
11209: B
11210: E
11211: E
11212: B
11213: E
11214: D
11215: B
11216: C
11217: E
11218: A
11219: B
11220: A