Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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A Base Nacional Comum Curricular publicada pelo MEC em 2017, em seu item 4.1.1 (p.67) que abre a descrição do componente de Língua Portuguesa no Ensino Fundamental, diz que:
“O componente Língua Portuguesa da BNCC dialoga com documentos e orientações curriculares produzidos nas últimas décadas, buscando atualizá-los em relação às pesquisas recentes da área e às transformações das práticas de linguagem ocorridas neste século, devidas em grande parte ao desenvolvimento das tecnologias digitais da informação e comunicação (TDIC). Assume-se aqui a perspectiva enunciativo-discursiva de linguagem, já assumida em outros documentos, como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), para os quais a linguagem é “uma forma de ação interindividual orientada para uma finalidade específica; um processo de interlocução que se realiza nas práticas sociais existentes numa sociedade, nos distintos momentos de sua história” (BRASIL, 1998, p. 20).
Diante desta afirmação, podemos concluir que nas aulas de língua portuguesa que atenderem às recomendações apresentadas no documento, a unidade de trabalho a ser considerada no desenvolvimento das habilidades previstas para o componente curricular de Língua Portuguesa será
A Base Nacional Comum Curricular nos apresenta entre as competências específicas de língua portuguesa para o ensino fundamental a de
Uma das dificuldades das classificações semânticas de palavras é a diferenciação entre o que é homonímia e o que é polissemia. O portal “Brasil Escola” explica a diferença da seguinte forma: “A polissemia é quando uma mesma palavra tem mais de um significado. A homonímia é quando palavras diferentes têm a mesma grafia e/ou a mesma pronúncia, mas significados diferentes”. Sabendo disso, assinale abaixo o único par de frases em que as palavras destacadas apresentam polissemia, e não homonímia.
Texto 3
Luz no fim do túnel?
As substâncias psicodélicas vêm sendo cada vez mais estudadas pela ciência nas últimas décadas. Em 2022, por exemplo, uma pesquisa publicada no periódico JAMA Psychiatry concluiu que cápsulas de psilocibina (presente nos famosos cogumelos mágicos), em combinação com tratamento psicológico, reduziram em 83% a dependência de álcool entre os pacientes, todos alcoólatras diagnosticados. “Além da psilocibina, outra substância bastante estudada atualmente é o MDMA (ecstasy). A teoria mais aceita atualmente é que os psicodélicos agem diretamente nos receptores de serotonina, aumentando a janela de aprendizado do cérebro e auxiliando a pessoa a enfrentar melhor os pensamentos ruminantes que levam ao vício, fortalecendo a neuroplasticidade”, explica a psicoterapeuta e nutricionista Pollyanna Esteves, que defende o uso de psicodélicos em contextos medicinais.
Segundo a especialista, ao utilizar o psicodélico com supervisão médica e direcionado para o tratamento, o paciente pode acessar traumas e questões de forma mais profunda, facilitando a luta contra o vício “Muitos pacientes descrevem o tratamento como um retorno para casa após muito tempo. Durante a sessão, a pessoa é capaz de vivenciar experiências que a ajudam a compreender as raízes do vício. A partir daí, desenvolve-se um senso de amor próprio, essencial para aceitar que aquele comportamento nocivo e viciado não tem mais lugar em sua vida.”
Revista Mente Afiada: curiosidades. Ano 2, nº 14 – março de 2025
Ao utilizar-se de uma pergunta para dar título ao texto 3 (“Luz no fim do túnel?”), seu enunciador realiza
Texto 3
Luz no fim do túnel?
As substâncias psicodélicas vêm sendo cada vez mais estudadas pela ciência nas últimas décadas. Em 2022, por exemplo, uma pesquisa publicada no periódico JAMA Psychiatry concluiu que cápsulas de psilocibina (presente nos famosos cogumelos mágicos), em combinação com tratamento psicológico, reduziram em 83% a dependência de álcool entre os pacientes, todos alcoólatras diagnosticados. “Além da psilocibina, outra substância bastante estudada atualmente é o MDMA (ecstasy). A teoria mais aceita atualmente é que os psicodélicos agem diretamente nos receptores de serotonina, aumentando a janela de aprendizado do cérebro e auxiliando a pessoa a enfrentar melhor os pensamentos ruminantes que levam ao vício, fortalecendo a neuroplasticidade”, explica a psicoterapeuta e nutricionista Pollyanna Esteves, que defende o uso de psicodélicos em contextos medicinais.
Segundo a especialista, ao utilizar o psicodélico com supervisão médica e direcionado para o tratamento, o paciente pode acessar traumas e questões de forma mais profunda, facilitando a luta contra o vício “Muitos pacientes descrevem o tratamento como um retorno para casa após muito tempo. Durante a sessão, a pessoa é capaz de vivenciar experiências que a ajudam a compreender as raízes do vício. A partir daí, desenvolve-se um senso de amor próprio, essencial para aceitar que aquele comportamento nocivo e viciado não tem mais lugar em sua vida.”
Revista Mente Afiada: curiosidades. Ano 2, nº 14 – março de 2025
A partir de seus elementos composicionais, podemos classificar o texto 3 como um texto em que predomina a tipologia textual
Texto 3
Luz no fim do túnel?
As substâncias psicodélicas vêm sendo cada vez mais estudadas pela ciência nas últimas décadas. Em 2022, por exemplo, uma pesquisa publicada no periódico JAMA Psychiatry concluiu que cápsulas de psilocibina (presente nos famosos cogumelos mágicos), em combinação com tratamento psicológico, reduziram em 83% a dependência de álcool entre os pacientes, todos alcoólatras diagnosticados. “Além da psilocibina, outra substância bastante estudada atualmente é o MDMA (ecstasy). A teoria mais aceita atualmente é que os psicodélicos agem diretamente nos receptores de serotonina, aumentando a janela de aprendizado do cérebro e auxiliando a pessoa a enfrentar melhor os pensamentos ruminantes que levam ao vício, fortalecendo a neuroplasticidade”, explica a psicoterapeuta e nutricionista Pollyanna Esteves, que defende o uso de psicodélicos em contextos medicinais.
Segundo a especialista, ao utilizar o psicodélico com supervisão médica e direcionado para o tratamento, o paciente pode acessar traumas e questões de forma mais profunda, facilitando a luta contra o vício “Muitos pacientes descrevem o tratamento como um retorno para casa após muito tempo. Durante a sessão, a pessoa é capaz de vivenciar experiências que a ajudam a compreender as raízes do vício. A partir daí, desenvolve-se um senso de amor próprio, essencial para aceitar que aquele comportamento nocivo e viciado não tem mais lugar em sua vida.”
Revista Mente Afiada: curiosidades. Ano 2, nº 14 – março de 2025
Existem dores que só quem conviveu com o vício de perto conhece bem: os desaparecimentos por dias, as brigas constantes, a sensação de que aquele pesadelo nunca vai passar. Em muitos momentos, tudo o que as famílias e amigos do adicto desejam é que houvesse uma pílula mágica que acabasse com esse sofrimento. E bem, ela não existe, mas isso não quer dizer que a luta contra o vício seja um beco sem saída. A busca por tratamento psicológico, desenvolvimento de hobbies, laços sociais mais saudáveis e a reflexão sobre um novo propósito de vida e a reelaboração de traumas, tudo isso pode ajudar. E, em meio à luta contra o abuso de substâncias, a ciência parece ter encontrado um aliado inesperado: os psicodélicos.
Revista Mente Afiada: curiosidades. Ano 2, nº 14 – março de 2025
Os textos 1 e 3 foram retirados da mesma publicação, em razão disso, fica claro que seus autores previram que o leitor teria acesso aos dois textos em momentos próximos. Sabemos que a intertextualidade é o nome dado à relação que é feita quando em um texto é citado outro texto que já existe. No caso dos textos 1 e 3, há
No poema de Conceição Evaristo, a coesão sequencial entre as estrofes se dá nos primeiros versos de cada estrofe, por meio
Texto 1
Existem dores que só quem conviveu com o vício de perto conhece bem: os desaparecimentos por dias, as brigas constantes, a sensação de que aquele pesadelo nunca vai passar. Em muitos momentos, tudo o que as famílias e amigos do adicto desejam é que houvesse uma pílula mágica que acabasse com esse sofrimento. E bem, ela não existe, mas isso não quer dizer que a luta contra o vício seja um beco sem saída. A busca por tratamento psicológico, desenvolvimento de hobbies, laços sociais mais saudáveis e a reflexão sobre um novo propósito de vida e a reelaboração de traumas, tudo isso pode ajudar. E, em meio à luta contra o abuso de substâncias, a ciência parece ter encontrado um aliado inesperado: os psicodélicos.
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Texto 1
Existem dores que só quem conviveu com o vício de perto conhece bem: os desaparecimentos por dias, as brigas constantes, a sensação de que aquele pesadelo nunca vai passar. Em muitos momentos, tudo o que as famílias e amigos do adicto desejam é que houvesse uma pílula mágica que acabasse com esse sofrimento. E bem, ela não existe, mas isso não quer dizer que a luta contra o vício seja um beco sem saída. A busca por tratamento psicológico, desenvolvimento de hobbies, laços sociais mais saudáveis e a reflexão sobre um novo propósito de vida e a reelaboração de traumas, tudo isso pode ajudar. E, em meio à luta contra o abuso de substâncias, a ciência parece ter encontrado um aliado inesperado: os psicodélicos.
Revista Mente Afiada: curiosidades. Ano 2, nº 14 – março de 2025
Texto 1
Existem dores que só quem conviveu com o vício de perto conhece bem: os desaparecimentos por dias, as brigas constantes, a sensação de que aquele pesadelo nunca vai passar. Em muitos momentos, tudo o que as famílias e amigos do adicto desejam é que houvesse uma pílula mágica que acabasse com esse sofrimento. E bem, ela não existe, mas isso não quer dizer que a luta contra o vício seja um beco sem saída. A busca por tratamento psicológico, desenvolvimento de hobbies, laços sociais mais saudáveis e a reflexão sobre um novo propósito de vida e a reelaboração de traumas, tudo isso pode ajudar. E, em meio à luta contra o abuso de substâncias, a ciência parece ter encontrado um aliado inesperado: os psicodélicos.
Revista Mente Afiada: curiosidades. Ano 2, nº 14 – março de 2025
Texto 1
Existem dores que só quem conviveu com o vício de perto conhece bem: os desaparecimentos por dias, as brigas constantes, a sensação de que aquele pesadelo nunca vai passar. Em muitos momentos, tudo o que as famílias e amigos do adicto desejam é que houvesse uma pílula mágica que acabasse com esse sofrimento. E bem, ela não existe, mas isso não quer dizer que a luta contra o vício seja um beco sem saída. A busca por tratamento psicológico, desenvolvimento de hobbies, laços sociais mais saudáveis e a reflexão sobre um novo propósito de vida e a reelaboração de traumas, tudo isso pode ajudar. E, em meio à luta contra o abuso de substâncias, a ciência parece ter encontrado um aliado inesperado: os psicodélicos.
Revista Mente Afiada: curiosidades. Ano 2, nº 14 – março de 2025
Texto 1
Existem dores que só quem conviveu com o vício de perto conhece bem: os desaparecimentos por dias, as brigas constantes, a sensação de que aquele pesadelo nunca vai passar. Em muitos momentos, tudo o que as famílias e amigos do adicto desejam é que houvesse uma pílula mágica que acabasse com esse sofrimento. E bem, ela não existe, mas isso não quer dizer que a luta contra o vício seja um beco sem saída. A busca por tratamento psicológico, desenvolvimento de hobbies, laços sociais mais saudáveis e a reflexão sobre um novo propósito de vida e a reelaboração de traumas, tudo isso pode ajudar. E, em meio à luta contra o abuso de substâncias, a ciência parece ter encontrado um aliado inesperado: os psicodélicos.
Revista Mente Afiada: curiosidades. Ano 2, nº 14 – março de 2025

Considere a seguinte charge:

Bons tempos aqueles em que nossa preocupação era que nossos filhos não mexessem com tóxico em vez de agrotóxico! Charge: Duke (domtotal.com)
Na charge de Duke, a relação entre os termos “tóxico” e “agrotóxico” estabelece um processo de gradação de significado que transcende a composição morfológica. Dessa forma, assinale a alternativa que melhor explica essa gradação semântica no contexto discursivo da charge.


Conheça cidade na Espanha onde é tradição moradores se encharcarem de vinho
Uma taça de vinho da Borgonha durante o jantar. Um Chardonnay gelado ao pôr do sol. Um espumante na celebração de um casamento. Normalmente, uma taça de vinho é algo para ser apreciado, saboreado devagar. Exceto em uma pequena e tranquila cidade no norte da Espanha, onde o vinho vira munição.
Todo dia 29 de junho, centenas de moradores se reúnem no município de Haro para celebrar o vinho pelo qual a região de La Rioja é famosa — festa que culmina na Batalla del Vino, que significa "Batalha do Vinho" na tradução literal.
O que começou como uma procissão religiosa até a Ermida de San Felices, um santuário histórico no alto de uma colina, evoluiu para uma vibrante festa cultural: milhares de pessoas se ensopam de vinho tinto, usando pistolas d’água, baldes e garrafas.
O evento, caótico e animado, atrai turistas de toda parte, ansiosos para mergulhar no clima festivo. Mas, apesar dos litros e litros de vinho lançados pelos ares, autoridades locais estão preocupadas com visitantes que confundem a tradição com uma desculpa para exagerar na bebida. “Não podemos transformar isso em apenas mais uma festa de bebedeira”, disse José Luis Pérez Pastor, ministro de cultura, turismo, esportes e juventude de La Rioja, à CNN internacional.
A programação começa às 7h30 da manhã, quando o prefeito de Haro e membros da Irmandade de San Felices lideram os peregrinos até os penhascos de Bilibio, onde fica a Ermida. Depois de uma missa celebrada no local, um foguete anuncia o início da batalha. Vestidos de branco da cabeça aos pés, com lenços vermelhos no pescoço, os participantes começam a se molhar mutuamente até ficarem tingidos de roxo.
Embora hoje seja visto como um festival alegre e inusitado, o evento é profundamente ligado à tradição, à religiosidade e ao folclore local. Reza a lenda que tudo começou no século VI, quando peregrinos homenageavam São Felices, padroeiro de Haro, visitando as cavernas onde ele foi enterrado.
Com o tempo, essas peregrinações deram lugar a celebrações mais animadas, com os chamados “batismos de vinho”, que evoluíram até se tornarem as batalhas que se vê hoje. Outra versão conta que, no século XII, uma disputa de terras entre Haro e a cidade vizinha de Miranda de Ebro levou os moradores a fazer caminhadas periódicas para marcar os limites das propriedades. Diz-se que isso durou mais de 400 anos — até que o costume virou bagunça, e os dois lados começaram a jogar vinho uns nos outros.
As regras estão descritas no site oficial da Batalla del Vino: o objetivo é manchar o vizinho de vinho, deixando-o mais escuro do que o "Pendón de Haro", uma bandeira tradicional da cidade. Caminhões-tanque gigantes, cada um com até 15 mil litros de vinho, são disponibilizados pela prefeitura para abastecer os “armamentos” dos foliões.
No total, até 50 mil litros podem ser arremessados a cada edição. Embora pareça um desperdício de bom vinho, o líquido usado na batalha não serve para engarrafamento — é de baixo valor comercial, muitas vezes excedente ou de qualidade inferior. Depois, o vinho que escorre morro abaixo é absorvido pela terra ou levado pela chuva, segundo as autoridades locais.
Ao meio-dia, após horas de batalha, todos voltam para a Plaza de la Paz, no centro de Haro, onde desfilam ao som de bandas de metais — antes de, como manda a tradição espanhola, seguir para uma arena de touradas e outras atividades. Ao longo do dia, é comum que os participantes também se reúnam para comer caracoles, um prato típico de caracóis cozidos em molho de tomate e pimentões.
Fonte: Conheça cidade na Espanha onde é tradição moradores se encharcarem de vinho | CNN Brasil V&G
Conheça cidade na Espanha onde é tradição moradores se encharcarem de vinho
Uma taça de vinho da Borgonha durante o jantar. Um Chardonnay gelado ao pôr do sol. Um espumante na celebração de um casamento. Normalmente, uma taça de vinho é algo para ser apreciado, saboreado devagar. Exceto em uma pequena e tranquila cidade no norte da Espanha, onde o vinho vira munição.
Todo dia 29 de junho, centenas de moradores se reúnem no município de Haro para celebrar o vinho pelo qual a região de La Rioja é famosa — festa que culmina na Batalla del Vino, que significa "Batalha do Vinho" na tradução literal.
O que começou como uma procissão religiosa até a Ermida de San Felices, um santuário histórico no alto de uma colina, evoluiu para uma vibrante festa cultural: milhares de pessoas se ensopam de vinho tinto, usando pistolas d’água, baldes e garrafas.
O evento, caótico e animado, atrai turistas de toda parte, ansiosos para mergulhar no clima festivo. Mas, apesar dos litros e litros de vinho lançados pelos ares, autoridades locais estão preocupadas com visitantes que confundem a tradição com uma desculpa para exagerar na bebida. “Não podemos transformar isso em apenas mais uma festa de bebedeira”, disse José Luis Pérez Pastor, ministro de cultura, turismo, esportes e juventude de La Rioja, à CNN internacional.
A programação começa às 7h30 da manhã, quando o prefeito de Haro e membros da Irmandade de San Felices lideram os peregrinos até os penhascos de Bilibio, onde fica a Ermida. Depois de uma missa celebrada no local, um foguete anuncia o início da batalha. Vestidos de branco da cabeça aos pés, com lenços vermelhos no pescoço, os participantes começam a se molhar mutuamente até ficarem tingidos de roxo.
Embora hoje seja visto como um festival alegre e inusitado, o evento é profundamente ligado à tradição, à religiosidade e ao folclore local. Reza a lenda que tudo começou no século VI, quando peregrinos homenageavam São Felices, padroeiro de Haro, visitando as cavernas onde ele foi enterrado.
Com o tempo, essas peregrinações deram lugar a celebrações mais animadas, com os chamados “batismos de vinho”, que evoluíram até se tornarem as batalhas que se vê hoje. Outra versão conta que, no século XII, uma disputa de terras entre Haro e a cidade vizinha de Miranda de Ebro levou os moradores a fazer caminhadas periódicas para marcar os limites das propriedades. Diz-se que isso durou mais de 400 anos — até que o costume virou bagunça, e os dois lados começaram a jogar vinho uns nos outros.
As regras estão descritas no site oficial da Batalla del Vino: o objetivo é manchar o vizinho de vinho, deixando-o mais escuro do que o "Pendón de Haro", uma bandeira tradicional da cidade. Caminhões-tanque gigantes, cada um com até 15 mil litros de vinho, são disponibilizados pela prefeitura para abastecer os “armamentos” dos foliões.
No total, até 50 mil litros podem ser arremessados a cada edição. Embora pareça um desperdício de bom vinho, o líquido usado na batalha não serve para engarrafamento — é de baixo valor comercial, muitas vezes excedente ou de qualidade inferior. Depois, o vinho que escorre morro abaixo é absorvido pela terra ou levado pela chuva, segundo as autoridades locais.
Ao meio-dia, após horas de batalha, todos voltam para a Plaza de la Paz, no centro de Haro, onde desfilam ao som de bandas de metais — antes de, como manda a tradição espanhola, seguir para uma arena de touradas e outras atividades. Ao longo do dia, é comum que os participantes também se reúnam para comer caracoles, um prato típico de caracóis cozidos em molho de tomate e pimentões.
Fonte: Conheça cidade na Espanha onde é tradição moradores se encharcarem de vinho | CNN Brasil V&G
Laia o texto a seguir para responder a questão.
Meu celular, minha vida
Há uma nova doença nos anais da medicina: a nomofobia, o medo de ficar sem celular. O termo foi cunhado no Reino Unido, e deriva de “no mobile phobia”.
O fato é óbvio: para qualquer lugar que se olhe, as pessoas estão atentas ao celular – rua, restaurante, local de trabalho, ônibus, metrô, escola e até igreja.
(...)
Uma das anomalias de nossa época pós-moderna é o esgarçamento das relações pessoais e comunitárias. A família tradicional, que se reunia à mesa de refeições ou na sala para conversar, é hoje um bem escasso. As relações matrimoniais mal resistem à primeira crise. Segundo o IBGE, as uniões conjugais duram, em média, cerca de sete anos!
Na opinião de Aristóteles, amizades são imprescindíveis à nossa felicidade. No entanto, nesse mundo competitivo, muitas andam contaminadas por inveja, ciúme, cobranças ou prejudicadas pela falta de tempo.
Resta então, nesse mar revolto no qual naufragam antigos e saudáveis costumes, a ilha salvadora do celular! O aparelho corresponde muito bem às contradições da pós-modernidade: por ele me comunico, sem conversar; opino, sem me comprometer; me expresso, sem me envolver; troco mensagens e torpedos, sem me doar a ninguém e a nenhuma causa.
O fascínio do celular consiste em amenizar minha solidão sem exigir solidarizar-me. Estou na rede, interajo com inúmeras pessoas e, no entanto, fico na minha, olhando o meu umbigo, indiferente ao fato de algumas dessas pessoas estarem sofrendo ou, pelo menos, necessitando de minha presença física consoladora ou incentivadora.
O celular faz de mim, Clark Kent, um Super-Homem. Eu, a quem quase ninguém presta atenção, agora gozo de um público multimídia ligado no que expresso. Em contrapartida, o celular me rouba tempo: de leituras, de trabalho, de convivência familiar e com amigos. Com ele ligado no bolso ou ao meu lado, fica cada vez mais difícil a concentração.
O celular é um espelho mágico. Repare como as pessoas o fitam. É como se se vissem na tela. Por ser um equipamento eletrônico dotado de múltiplos recursos, ele me traz a sensação de que sou um Pequeno Príncipe capaz de visitar sucessivamente diferentes planetas.
(...)
Ah, como é saudável estar bem consigo mesmo e manter o celular desligado por um bom tempo, sobretudo à noite! Mas isso exige o que parece cada vez mais raro nos dias atuais: boa autoestima, falta de ansiedade, consistência subjetiva, gosto pelo silêncio e uma vida ancorada em um sentido altruísta.
FREI BETTO. Meu celular, minha vida. Correio da
cidadania. 06 dez. 2013. Disponível em
<https://www.correiocidadania.com.br/colunistas/frei-betto/9144-06-12-2013-meu-celular-minha-vida>
Laia o texto a seguir para responder a questão.
Meu celular, minha vida
Há uma nova doença nos anais da medicina: a nomofobia, o medo de ficar sem celular. O termo foi cunhado no Reino Unido, e deriva de “no mobile phobia”.
O fato é óbvio: para qualquer lugar que se olhe, as pessoas estão atentas ao celular – rua, restaurante, local de trabalho, ônibus, metrô, escola e até igreja.
(...)
Uma das anomalias de nossa época pós-moderna é o esgarçamento das relações pessoais e comunitárias. A família tradicional, que se reunia à mesa de refeições ou na sala para conversar, é hoje um bem escasso. As relações matrimoniais mal resistem à primeira crise. Segundo o IBGE, as uniões conjugais duram, em média, cerca de sete anos!
Na opinião de Aristóteles, amizades são imprescindíveis à nossa felicidade. No entanto, nesse mundo competitivo, muitas andam contaminadas por inveja, ciúme, cobranças ou prejudicadas pela falta de tempo.
Resta então, nesse mar revolto no qual naufragam antigos e saudáveis costumes, a ilha salvadora do celular! O aparelho corresponde muito bem às contradições da pós-modernidade: por ele me comunico, sem conversar; opino, sem me comprometer; me expresso, sem me envolver; troco mensagens e torpedos, sem me doar a ninguém e a nenhuma causa.
O fascínio do celular consiste em amenizar minha solidão sem exigir solidarizar-me. Estou na rede, interajo com inúmeras pessoas e, no entanto, fico na minha, olhando o meu umbigo, indiferente ao fato de algumas dessas pessoas estarem sofrendo ou, pelo menos, necessitando de minha presença física consoladora ou incentivadora.
O celular faz de mim, Clark Kent, um Super-Homem. Eu, a quem quase ninguém presta atenção, agora gozo de um público multimídia ligado no que expresso. Em contrapartida, o celular me rouba tempo: de leituras, de trabalho, de convivência familiar e com amigos. Com ele ligado no bolso ou ao meu lado, fica cada vez mais difícil a concentração.
O celular é um espelho mágico. Repare como as pessoas o fitam. É como se se vissem na tela. Por ser um equipamento eletrônico dotado de múltiplos recursos, ele me traz a sensação de que sou um Pequeno Príncipe capaz de visitar sucessivamente diferentes planetas.
(...)
Ah, como é saudável estar bem consigo mesmo e manter o celular desligado por um bom tempo, sobretudo à noite! Mas isso exige o que parece cada vez mais raro nos dias atuais: boa autoestima, falta de ansiedade, consistência subjetiva, gosto pelo silêncio e uma vida ancorada em um sentido altruísta.
FREI BETTO. Meu celular, minha vida. Correio da
cidadania. 06 dez. 2013. Disponível em
<https://www.correiocidadania.com.br/colunistas/frei-betto/9144-06-12-2013-meu-celular-minha-vida>
