Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3685302 Português
As palavras destacadas estão corretamente interpretadas entre parênteses, EXCETO em: 
Alternativas
Q3685299 Português
A RAÇA SUPERIOR

Walcyr Carrasco


    A espécie humana acredita ser a única inteligente. Puro engano. Há tempos imemoriais nós, os humanos, fomos derrotados por uma raça superior, muito mais esperta. Mais que derrotados, fomos domesticados. Pelos cachorros.

    De fato, sob qualquer índice de avaliação, a raça canina se mostra superior. Quem convive com um cão gosta de dizer que é “dono”. Como acreditar, se tudo prova que o cachorro é dono do homem? Na questão da alimentação, por exemplo.

    Qualquer pessoa gasta dinheiro e tempo para comprar ração. Analisa os vários tipos e até experimenta uns pedacinhos para avaliar o sabor. Corre atrás de ossos para proporcionar tardes de degustação ao cachorro. Compra imitações de borracha. Indústrias pesquisam novas rações nutritivas.

    Gastam uma fábula em propaganda. Ou seja: sem levantar uma pata, o cachorro faz com que os seres humanos trabalhem torrando neurônios, tempo e dinheiro simplesmente para alimentá-los! Certa vez tive uma cachorrinha que só podia comer arroz com cenoura e carne moída. Estava sem empregada. Durante um mês levantava uma hora antes, preparava a comida e saía para trabalhar. Ao voltar, servia uma nova refeição e lavava o prato. Em troca, ela me lambia os dedos. Eu me sentia no cúmulo da felicidade só de receber essas lambidinhas! Seja dita a verdade: quem era dono de quem? 

    E na questão amorosa? Quando gosta de alguém, o cão abana o rabo. Pode ser um desconhecido. Gostou, abanou. Quando está a fim, deita-se de patas para cima e lança um olhar bem pidoncho. Até o coração mais duro não resiste a dar carinho, coçar as orelhas, fazer uns afagos. Eu, não. Nunca me deitei de barriga para ficar me oferecendo. Vontade não faltou, mas e a coragem? Nós, seres humanos, usamos artifícios. Gastamos dinheiro em perfumes, em cabeleireiros, em dermatologistas. Vamos a happy hours, jantares, festas, barzinhos da moda, entramos em chats da internet, só para achar quem nos coce as orelhas. Se alguém faz festa para todo mundo que conhece, rebolando como um cãozinho, vem o veredicto:

    — Ih! Está com carência afetiva.

    Toca a procurar terapeuta. Horas e horas dedicadas a analisar a pura vontade de buscar amor! Revistas dedicam quilômetros de papel a práticas de sedução. Como olhar de lado, como sorrir, como se oferecer sem dar na vista.

    Mais: como ter coragem de expressar os sentimentos. Cachorro, não. Abana o rabo e pronto. Muitas vezes, com ciúme, já tive vontade de morder alguém. Ao contrário, sorri simpaticamente enquanto o sangue fervia. Cães não possuem esse tipo de constrangimento. Atiram-se em cima do rival. Mordem a mão de quem acaricia. Até conseguirem seu quinhão de afeto. Mas também não guardam raiva. Depois de rosnarem um para o outro, dois cães saem pulando e brincando juntos.

    Que espécie sabe lidar melhor com as próprias emoções?

    A questão da pele também é importante. Criamos indústrias do vestuário porque não estamos satisfeitos com a própria pele, e inventamos estratagemas para cobri-la. Boa parte da humanidade se dedica a fabricar tecidos, a inventar e a vender roupas. Qualquer pessoa ambiciona se vestir bem. Fortunas são despendidas em novos guarda-roupas. A moda vira, e toca a gastar tudo outra vez.

    Cachorro, não. Nasce vestido. Imagine-se quanto delírio, quanta mão-de-obra seria evitada se o ser humano tivesse a mesma tranquilidade a respeito da própria aparência.

    Chegamos ao X da questão. Criamos filosofias, escrevemos livros. Há quem faça ioga, meditação. Tudo para aprender a aceitar o fardo da existência. O cão já nasce aceitando. A vida é e não é, deve pensar o cão, com a sabedoria de um mestre zen. É o que constato todo dia ao chegar em casa exausto do trabalho, de mau humor com o chefe, com a fatura do cartão de crédito prestes a me degolar, o cheque especial batendo as folhas em torno de minhas orelhas como uma ave de rapina.

    Sento na varanda e meu cachorro se aproxima: Sem nenhuma preocupação na vida. Deita-se aos meus pés e prepara-se para receber sua dose cotidiana de carinho. Eu me submeto. Raça superior é isso aí.

    Disponível em: https://www.refletirpararefletir.com.br/4-cronicas-do-walcyr-carrasco
    Acesso em: 13 set. 2025
Há linguagem conotativa em:

1. “Se alguém faz festa para todo mundo que conhece, rebolando como um cãozinho, vem o veredicto [...]”
2. “Ou seja: sem levantar uma pata, o cachorro faz com que os seres humanos trabalhem torrando neurônios, tempo e dinheiro simplesmente para alimentá-los!”
3. “É o que constato todo dia ao chegar em casa exausto do trabalho, de mau humor com o chefe, com a fatura do cartão de crédito prestes a me degolar, o cheque especial batendo as folhas em torno de minhas orelhas como uma ave de rapina.”
4. “Criamos indústrias do vestuário porque não estamos satisfeitos com a própria pele, e inventamos estratagemas para cobri-la.” 
Alternativas
Q3685298 Português
A RAÇA SUPERIOR

Walcyr Carrasco


    A espécie humana acredita ser a única inteligente. Puro engano. Há tempos imemoriais nós, os humanos, fomos derrotados por uma raça superior, muito mais esperta. Mais que derrotados, fomos domesticados. Pelos cachorros.

    De fato, sob qualquer índice de avaliação, a raça canina se mostra superior. Quem convive com um cão gosta de dizer que é “dono”. Como acreditar, se tudo prova que o cachorro é dono do homem? Na questão da alimentação, por exemplo.

    Qualquer pessoa gasta dinheiro e tempo para comprar ração. Analisa os vários tipos e até experimenta uns pedacinhos para avaliar o sabor. Corre atrás de ossos para proporcionar tardes de degustação ao cachorro. Compra imitações de borracha. Indústrias pesquisam novas rações nutritivas.

    Gastam uma fábula em propaganda. Ou seja: sem levantar uma pata, o cachorro faz com que os seres humanos trabalhem torrando neurônios, tempo e dinheiro simplesmente para alimentá-los! Certa vez tive uma cachorrinha que só podia comer arroz com cenoura e carne moída. Estava sem empregada. Durante um mês levantava uma hora antes, preparava a comida e saía para trabalhar. Ao voltar, servia uma nova refeição e lavava o prato. Em troca, ela me lambia os dedos. Eu me sentia no cúmulo da felicidade só de receber essas lambidinhas! Seja dita a verdade: quem era dono de quem? 

    E na questão amorosa? Quando gosta de alguém, o cão abana o rabo. Pode ser um desconhecido. Gostou, abanou. Quando está a fim, deita-se de patas para cima e lança um olhar bem pidoncho. Até o coração mais duro não resiste a dar carinho, coçar as orelhas, fazer uns afagos. Eu, não. Nunca me deitei de barriga para ficar me oferecendo. Vontade não faltou, mas e a coragem? Nós, seres humanos, usamos artifícios. Gastamos dinheiro em perfumes, em cabeleireiros, em dermatologistas. Vamos a happy hours, jantares, festas, barzinhos da moda, entramos em chats da internet, só para achar quem nos coce as orelhas. Se alguém faz festa para todo mundo que conhece, rebolando como um cãozinho, vem o veredicto:

    — Ih! Está com carência afetiva.

    Toca a procurar terapeuta. Horas e horas dedicadas a analisar a pura vontade de buscar amor! Revistas dedicam quilômetros de papel a práticas de sedução. Como olhar de lado, como sorrir, como se oferecer sem dar na vista.

    Mais: como ter coragem de expressar os sentimentos. Cachorro, não. Abana o rabo e pronto. Muitas vezes, com ciúme, já tive vontade de morder alguém. Ao contrário, sorri simpaticamente enquanto o sangue fervia. Cães não possuem esse tipo de constrangimento. Atiram-se em cima do rival. Mordem a mão de quem acaricia. Até conseguirem seu quinhão de afeto. Mas também não guardam raiva. Depois de rosnarem um para o outro, dois cães saem pulando e brincando juntos.

    Que espécie sabe lidar melhor com as próprias emoções?

    A questão da pele também é importante. Criamos indústrias do vestuário porque não estamos satisfeitos com a própria pele, e inventamos estratagemas para cobri-la. Boa parte da humanidade se dedica a fabricar tecidos, a inventar e a vender roupas. Qualquer pessoa ambiciona se vestir bem. Fortunas são despendidas em novos guarda-roupas. A moda vira, e toca a gastar tudo outra vez.

    Cachorro, não. Nasce vestido. Imagine-se quanto delírio, quanta mão-de-obra seria evitada se o ser humano tivesse a mesma tranquilidade a respeito da própria aparência.

    Chegamos ao X da questão. Criamos filosofias, escrevemos livros. Há quem faça ioga, meditação. Tudo para aprender a aceitar o fardo da existência. O cão já nasce aceitando. A vida é e não é, deve pensar o cão, com a sabedoria de um mestre zen. É o que constato todo dia ao chegar em casa exausto do trabalho, de mau humor com o chefe, com a fatura do cartão de crédito prestes a me degolar, o cheque especial batendo as folhas em torno de minhas orelhas como uma ave de rapina.

    Sento na varanda e meu cachorro se aproxima: Sem nenhuma preocupação na vida. Deita-se aos meus pés e prepara-se para receber sua dose cotidiana de carinho. Eu me submeto. Raça superior é isso aí.

    Disponível em: https://www.refletirpararefletir.com.br/4-cronicas-do-walcyr-carrasco
    Acesso em: 13 set. 2025
Em alguns trechos, o locutor do texto faz uso da linguagem informal, o que pode ser percebido em:
Alternativas
Q3685297 Português
A RAÇA SUPERIOR

Walcyr Carrasco


    A espécie humana acredita ser a única inteligente. Puro engano. Há tempos imemoriais nós, os humanos, fomos derrotados por uma raça superior, muito mais esperta. Mais que derrotados, fomos domesticados. Pelos cachorros.

    De fato, sob qualquer índice de avaliação, a raça canina se mostra superior. Quem convive com um cão gosta de dizer que é “dono”. Como acreditar, se tudo prova que o cachorro é dono do homem? Na questão da alimentação, por exemplo.

    Qualquer pessoa gasta dinheiro e tempo para comprar ração. Analisa os vários tipos e até experimenta uns pedacinhos para avaliar o sabor. Corre atrás de ossos para proporcionar tardes de degustação ao cachorro. Compra imitações de borracha. Indústrias pesquisam novas rações nutritivas.

    Gastam uma fábula em propaganda. Ou seja: sem levantar uma pata, o cachorro faz com que os seres humanos trabalhem torrando neurônios, tempo e dinheiro simplesmente para alimentá-los! Certa vez tive uma cachorrinha que só podia comer arroz com cenoura e carne moída. Estava sem empregada. Durante um mês levantava uma hora antes, preparava a comida e saía para trabalhar. Ao voltar, servia uma nova refeição e lavava o prato. Em troca, ela me lambia os dedos. Eu me sentia no cúmulo da felicidade só de receber essas lambidinhas! Seja dita a verdade: quem era dono de quem? 

    E na questão amorosa? Quando gosta de alguém, o cão abana o rabo. Pode ser um desconhecido. Gostou, abanou. Quando está a fim, deita-se de patas para cima e lança um olhar bem pidoncho. Até o coração mais duro não resiste a dar carinho, coçar as orelhas, fazer uns afagos. Eu, não. Nunca me deitei de barriga para ficar me oferecendo. Vontade não faltou, mas e a coragem? Nós, seres humanos, usamos artifícios. Gastamos dinheiro em perfumes, em cabeleireiros, em dermatologistas. Vamos a happy hours, jantares, festas, barzinhos da moda, entramos em chats da internet, só para achar quem nos coce as orelhas. Se alguém faz festa para todo mundo que conhece, rebolando como um cãozinho, vem o veredicto:

    — Ih! Está com carência afetiva.

    Toca a procurar terapeuta. Horas e horas dedicadas a analisar a pura vontade de buscar amor! Revistas dedicam quilômetros de papel a práticas de sedução. Como olhar de lado, como sorrir, como se oferecer sem dar na vista.

    Mais: como ter coragem de expressar os sentimentos. Cachorro, não. Abana o rabo e pronto. Muitas vezes, com ciúme, já tive vontade de morder alguém. Ao contrário, sorri simpaticamente enquanto o sangue fervia. Cães não possuem esse tipo de constrangimento. Atiram-se em cima do rival. Mordem a mão de quem acaricia. Até conseguirem seu quinhão de afeto. Mas também não guardam raiva. Depois de rosnarem um para o outro, dois cães saem pulando e brincando juntos.

    Que espécie sabe lidar melhor com as próprias emoções?

    A questão da pele também é importante. Criamos indústrias do vestuário porque não estamos satisfeitos com a própria pele, e inventamos estratagemas para cobri-la. Boa parte da humanidade se dedica a fabricar tecidos, a inventar e a vender roupas. Qualquer pessoa ambiciona se vestir bem. Fortunas são despendidas em novos guarda-roupas. A moda vira, e toca a gastar tudo outra vez.

    Cachorro, não. Nasce vestido. Imagine-se quanto delírio, quanta mão-de-obra seria evitada se o ser humano tivesse a mesma tranquilidade a respeito da própria aparência.

    Chegamos ao X da questão. Criamos filosofias, escrevemos livros. Há quem faça ioga, meditação. Tudo para aprender a aceitar o fardo da existência. O cão já nasce aceitando. A vida é e não é, deve pensar o cão, com a sabedoria de um mestre zen. É o que constato todo dia ao chegar em casa exausto do trabalho, de mau humor com o chefe, com a fatura do cartão de crédito prestes a me degolar, o cheque especial batendo as folhas em torno de minhas orelhas como uma ave de rapina.

    Sento na varanda e meu cachorro se aproxima: Sem nenhuma preocupação na vida. Deita-se aos meus pés e prepara-se para receber sua dose cotidiana de carinho. Eu me submeto. Raça superior é isso aí.

    Disponível em: https://www.refletirpararefletir.com.br/4-cronicas-do-walcyr-carrasco
    Acesso em: 13 set. 2025
São indicações de que os cachorros são uma raça superior, EXCETO
Alternativas
Q3685105 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O Que É Estresse Ambiental e Como Lidar com Ele


Você já percebeu como, às vezes, a bateria do seucelular acaba rápido demais porque vários aplicativosestão rodando em segundo plano, sugando energia semque você perceba? O estresse ambiental funciona damesma forma no seu sistema nervoso.


Diferente do estresse agudo, que surge de forma intensa e passageira (como prazos apertados, provas ouemergências), o estresse ambiental é mais sutil econtínuo. Ele vai se acumulando lentamente, alimentadopor fatores como bagunça, barulho, poluição, excesso deestímulos digitais, multitarefa constante, necessidade dese adaptar a diferentes ambientes sociais ecomparações nas redes.


O problema do estresse ambiental é que ele se somasilenciosamente, mudando seu estado natural de calmapara um de tensão constante, em que o corpo nãoconsegue mais relaxar de verdade, afirma Bean.


Esse tipo de estresse pode impactar sua saúde deformas que você não percebe de imediato. "Quando seu corpo está constantemente reagindo a estressores ambientais, sua resiliência vai diminuindo com o tempo. O cérebro e o corpo ficam sobrecarregados e com menos recursos para lidar com o que aparece", explica Polina Shkadron, terapeuta em Nova York especializada em TDAH.


Esse acúmulo pode virar um ciclo vicioso, onde até os pequenos estresses do dia a dia, que antes pareciam fáceis de lidar, passam a ser opressores, já que o sistema nervoso está no limite. Com o tempo, isso pode levar a burnout, ansiedade, dificuldades emocionais, problemas de sono, inflamações, baixa imunidade e até dores crônicas.


Os sinais variam de pessoa para pessoa, mas alguns sintomas comuns incluem:


 • Sensação constante de estar "no limite", mesmo quando nada está visivelmente errado

  • Tensão no corpo (principalmente no pescoço, mandíbula, quadris ou assoalho pélvico) que só se percebe ao parar e prestar atenção

 • Dificuldade para dormir ou acordar cansado 

 • Sentir-se sobrecarregado por decisões simples ou incapaz de concluir tarefas

 • Hipersensibilidade a sons ou interações sociais 

 • Uma sensação persistente de que nunca é suficiente — tempo, energia, produtividade ou até valor pessoal


Não dá para eliminar completamente esse tipo de estresse, mas é possível reduzir seu impacto. "O segredo é aprender a controlá-lo antes que ele se torne crônico", orienta Bean. Aqui vão algumas estratégias simples:


 • Faça micro pausas: Afaste-se dos dispositivos, alongue-se, respire fundo, faça um escaneamento corporal ou dê uma volta rápida no quarteirão. "Até pausas de 60 segundos podem quebrar o ciclo do estresse", diz Bean.

 • Estabeleça limites sensoriais: Reduza distrações digitais, barulhos de fundo, luzes fortes e bagunça sempre que possível. Isso ajuda a evitar a sobrecarga sensorial.

 • Mantenha conexões sociais: Ligue para alguém querido, marque encontros, cozinhe com amigos ou faça atividades em grupo. Estar com pessoas que te entendem ajuda o sistema nervoso a se acalmar, afirma Schwartzberg.

 • Mexa o corpo: Caminhadas, alongamentos, yoga ou tai chi ajudam a liberar tensão acumulada e te reconectar com o corpo.

  • Reserve tempo para o prazer: "Separe ao menos um momento no dia que não seja sobre ser produtivo", recomenda Bean. Pode ser tomar um chá, escrever, cuidar das plantas ou ouvir seu podcast favorito. "Eu gosto de fazer um 'sacudir geral' no corpo para 'lavar' o dia", conta Schwartzberg. 

  • Use a voz: Cantar, fazer humming (zumbido com a boca fechada) ou soltar o ar lentamente estimula o nervo vago, o que ajuda a trazer calma. 

 • Não engula seus sentimentos: O estresse aumenta quando suprimimos o que sentimos. Schwartzberg sugere reconhecer suas necessidades, mesmo que de forma simples: "Preciso de um tempo de silêncio" ou "Podemos conversar quando estivermos mais descansados?"

 • E lembre-se: você está dando conta. Um passo de cada vez já faz diferença.


https://forbes.com.br/forbessaude/2025/08/o-que-e-estresse-ambientale-como-lidar-com-ele/ 
As manifestações do estresse crônico podem se apresentar de maneiras sutis e diversas, afetando tanto o corpo quanto as emoções. O texto mostra que esses sinais, embora variem entre indivíduos, revelam um padrão de desgaste progressivo que altera a percepção de si e do ambiente. Considerando essa descrição, qual conclusão é condizente com a interpretação do trecho?
Alternativas
Q3685104 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O Que É Estresse Ambiental e Como Lidar com Ele


Você já percebeu como, às vezes, a bateria do seucelular acaba rápido demais porque vários aplicativosestão rodando em segundo plano, sugando energia semque você perceba? O estresse ambiental funciona damesma forma no seu sistema nervoso.


Diferente do estresse agudo, que surge de forma intensa e passageira (como prazos apertados, provas ouemergências), o estresse ambiental é mais sutil econtínuo. Ele vai se acumulando lentamente, alimentadopor fatores como bagunça, barulho, poluição, excesso deestímulos digitais, multitarefa constante, necessidade dese adaptar a diferentes ambientes sociais ecomparações nas redes.


O problema do estresse ambiental é que ele se somasilenciosamente, mudando seu estado natural de calmapara um de tensão constante, em que o corpo nãoconsegue mais relaxar de verdade, afirma Bean.


Esse tipo de estresse pode impactar sua saúde deformas que você não percebe de imediato. "Quando seu corpo está constantemente reagindo a estressores ambientais, sua resiliência vai diminuindo com o tempo. O cérebro e o corpo ficam sobrecarregados e com menos recursos para lidar com o que aparece", explica Polina Shkadron, terapeuta em Nova York especializada em TDAH.


Esse acúmulo pode virar um ciclo vicioso, onde até os pequenos estresses do dia a dia, que antes pareciam fáceis de lidar, passam a ser opressores, já que o sistema nervoso está no limite. Com o tempo, isso pode levar a burnout, ansiedade, dificuldades emocionais, problemas de sono, inflamações, baixa imunidade e até dores crônicas.


Os sinais variam de pessoa para pessoa, mas alguns sintomas comuns incluem:


 • Sensação constante de estar "no limite", mesmo quando nada está visivelmente errado

  • Tensão no corpo (principalmente no pescoço, mandíbula, quadris ou assoalho pélvico) que só se percebe ao parar e prestar atenção

 • Dificuldade para dormir ou acordar cansado 

 • Sentir-se sobrecarregado por decisões simples ou incapaz de concluir tarefas

 • Hipersensibilidade a sons ou interações sociais 

 • Uma sensação persistente de que nunca é suficiente — tempo, energia, produtividade ou até valor pessoal


Não dá para eliminar completamente esse tipo de estresse, mas é possível reduzir seu impacto. "O segredo é aprender a controlá-lo antes que ele se torne crônico", orienta Bean. Aqui vão algumas estratégias simples:


 • Faça micro pausas: Afaste-se dos dispositivos, alongue-se, respire fundo, faça um escaneamento corporal ou dê uma volta rápida no quarteirão. "Até pausas de 60 segundos podem quebrar o ciclo do estresse", diz Bean.

 • Estabeleça limites sensoriais: Reduza distrações digitais, barulhos de fundo, luzes fortes e bagunça sempre que possível. Isso ajuda a evitar a sobrecarga sensorial.

 • Mantenha conexões sociais: Ligue para alguém querido, marque encontros, cozinhe com amigos ou faça atividades em grupo. Estar com pessoas que te entendem ajuda o sistema nervoso a se acalmar, afirma Schwartzberg.

 • Mexa o corpo: Caminhadas, alongamentos, yoga ou tai chi ajudam a liberar tensão acumulada e te reconectar com o corpo.

  • Reserve tempo para o prazer: "Separe ao menos um momento no dia que não seja sobre ser produtivo", recomenda Bean. Pode ser tomar um chá, escrever, cuidar das plantas ou ouvir seu podcast favorito. "Eu gosto de fazer um 'sacudir geral' no corpo para 'lavar' o dia", conta Schwartzberg. 

  • Use a voz: Cantar, fazer humming (zumbido com a boca fechada) ou soltar o ar lentamente estimula o nervo vago, o que ajuda a trazer calma. 

 • Não engula seus sentimentos: O estresse aumenta quando suprimimos o que sentimos. Schwartzberg sugere reconhecer suas necessidades, mesmo que de forma simples: "Preciso de um tempo de silêncio" ou "Podemos conversar quando estivermos mais descansados?"

 • E lembre-se: você está dando conta. Um passo de cada vez já faz diferença.


https://forbes.com.br/forbessaude/2025/08/o-que-e-estresse-ambientale-como-lidar-com-ele/ 
Muitas vezes, situações corriqueiras que antes eram administradas sem maiores dificuldades passam a ganhar proporções exageradas quando o organismo já se encontra sobrecarregado. Esse processo, ao se intensificar, desencadeia um efeito cascata que pode comprometer diversas dimensões da saúde. Considerando as informações do texto, qual interpretação é a adequada?
Alternativas
Q3685103 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O Que É Estresse Ambiental e Como Lidar com Ele


Você já percebeu como, às vezes, a bateria do seucelular acaba rápido demais porque vários aplicativosestão rodando em segundo plano, sugando energia semque você perceba? O estresse ambiental funciona damesma forma no seu sistema nervoso.


Diferente do estresse agudo, que surge de forma intensa e passageira (como prazos apertados, provas ouemergências), o estresse ambiental é mais sutil econtínuo. Ele vai se acumulando lentamente, alimentadopor fatores como bagunça, barulho, poluição, excesso deestímulos digitais, multitarefa constante, necessidade dese adaptar a diferentes ambientes sociais ecomparações nas redes.


O problema do estresse ambiental é que ele se somasilenciosamente, mudando seu estado natural de calmapara um de tensão constante, em que o corpo nãoconsegue mais relaxar de verdade, afirma Bean.


Esse tipo de estresse pode impactar sua saúde deformas que você não percebe de imediato. "Quando seu corpo está constantemente reagindo a estressores ambientais, sua resiliência vai diminuindo com o tempo. O cérebro e o corpo ficam sobrecarregados e com menos recursos para lidar com o que aparece", explica Polina Shkadron, terapeuta em Nova York especializada em TDAH.


Esse acúmulo pode virar um ciclo vicioso, onde até os pequenos estresses do dia a dia, que antes pareciam fáceis de lidar, passam a ser opressores, já que o sistema nervoso está no limite. Com o tempo, isso pode levar a burnout, ansiedade, dificuldades emocionais, problemas de sono, inflamações, baixa imunidade e até dores crônicas.


Os sinais variam de pessoa para pessoa, mas alguns sintomas comuns incluem:


 • Sensação constante de estar "no limite", mesmo quando nada está visivelmente errado

  • Tensão no corpo (principalmente no pescoço, mandíbula, quadris ou assoalho pélvico) que só se percebe ao parar e prestar atenção

 • Dificuldade para dormir ou acordar cansado 

 • Sentir-se sobrecarregado por decisões simples ou incapaz de concluir tarefas

 • Hipersensibilidade a sons ou interações sociais 

 • Uma sensação persistente de que nunca é suficiente — tempo, energia, produtividade ou até valor pessoal


Não dá para eliminar completamente esse tipo de estresse, mas é possível reduzir seu impacto. "O segredo é aprender a controlá-lo antes que ele se torne crônico", orienta Bean. Aqui vão algumas estratégias simples:


 • Faça micro pausas: Afaste-se dos dispositivos, alongue-se, respire fundo, faça um escaneamento corporal ou dê uma volta rápida no quarteirão. "Até pausas de 60 segundos podem quebrar o ciclo do estresse", diz Bean.

 • Estabeleça limites sensoriais: Reduza distrações digitais, barulhos de fundo, luzes fortes e bagunça sempre que possível. Isso ajuda a evitar a sobrecarga sensorial.

 • Mantenha conexões sociais: Ligue para alguém querido, marque encontros, cozinhe com amigos ou faça atividades em grupo. Estar com pessoas que te entendem ajuda o sistema nervoso a se acalmar, afirma Schwartzberg.

 • Mexa o corpo: Caminhadas, alongamentos, yoga ou tai chi ajudam a liberar tensão acumulada e te reconectar com o corpo.

  • Reserve tempo para o prazer: "Separe ao menos um momento no dia que não seja sobre ser produtivo", recomenda Bean. Pode ser tomar um chá, escrever, cuidar das plantas ou ouvir seu podcast favorito. "Eu gosto de fazer um 'sacudir geral' no corpo para 'lavar' o dia", conta Schwartzberg. 

  • Use a voz: Cantar, fazer humming (zumbido com a boca fechada) ou soltar o ar lentamente estimula o nervo vago, o que ajuda a trazer calma. 

 • Não engula seus sentimentos: O estresse aumenta quando suprimimos o que sentimos. Schwartzberg sugere reconhecer suas necessidades, mesmo que de forma simples: "Preciso de um tempo de silêncio" ou "Podemos conversar quando estivermos mais descansados?"

 • E lembre-se: você está dando conta. Um passo de cada vez já faz diferença.


https://forbes.com.br/forbessaude/2025/08/o-que-e-estresse-ambientale-como-lidar-com-ele/ 
O enfrentamento do estresse cotidiano não depende apenas de eliminá-lo, mas de adotar estratégias capazes de reduzir seus efeitos nocivos. O texto apresenta diferentes formas de cuidado que buscam restaurar o equilíbrio físico e emocional do indivíduo, mesmo em meio às pressões diárias. Nesse sentido, qual interpretação está alinhada à proposta apresentada?
Alternativas
Q3685102 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O Que É Estresse Ambiental e Como Lidar com Ele


Você já percebeu como, às vezes, a bateria do seucelular acaba rápido demais porque vários aplicativosestão rodando em segundo plano, sugando energia semque você perceba? O estresse ambiental funciona damesma forma no seu sistema nervoso.


Diferente do estresse agudo, que surge de forma intensa e passageira (como prazos apertados, provas ouemergências), o estresse ambiental é mais sutil econtínuo. Ele vai se acumulando lentamente, alimentadopor fatores como bagunça, barulho, poluição, excesso deestímulos digitais, multitarefa constante, necessidade dese adaptar a diferentes ambientes sociais ecomparações nas redes.


O problema do estresse ambiental é que ele se somasilenciosamente, mudando seu estado natural de calmapara um de tensão constante, em que o corpo nãoconsegue mais relaxar de verdade, afirma Bean.


Esse tipo de estresse pode impactar sua saúde deformas que você não percebe de imediato. "Quando seu corpo está constantemente reagindo a estressores ambientais, sua resiliência vai diminuindo com o tempo. O cérebro e o corpo ficam sobrecarregados e com menos recursos para lidar com o que aparece", explica Polina Shkadron, terapeuta em Nova York especializada em TDAH.


Esse acúmulo pode virar um ciclo vicioso, onde até os pequenos estresses do dia a dia, que antes pareciam fáceis de lidar, passam a ser opressores, já que o sistema nervoso está no limite. Com o tempo, isso pode levar a burnout, ansiedade, dificuldades emocionais, problemas de sono, inflamações, baixa imunidade e até dores crônicas.


Os sinais variam de pessoa para pessoa, mas alguns sintomas comuns incluem:


 • Sensação constante de estar "no limite", mesmo quando nada está visivelmente errado

  • Tensão no corpo (principalmente no pescoço, mandíbula, quadris ou assoalho pélvico) que só se percebe ao parar e prestar atenção

 • Dificuldade para dormir ou acordar cansado 

 • Sentir-se sobrecarregado por decisões simples ou incapaz de concluir tarefas

 • Hipersensibilidade a sons ou interações sociais 

 • Uma sensação persistente de que nunca é suficiente — tempo, energia, produtividade ou até valor pessoal


Não dá para eliminar completamente esse tipo de estresse, mas é possível reduzir seu impacto. "O segredo é aprender a controlá-lo antes que ele se torne crônico", orienta Bean. Aqui vão algumas estratégias simples:


 • Faça micro pausas: Afaste-se dos dispositivos, alongue-se, respire fundo, faça um escaneamento corporal ou dê uma volta rápida no quarteirão. "Até pausas de 60 segundos podem quebrar o ciclo do estresse", diz Bean.

 • Estabeleça limites sensoriais: Reduza distrações digitais, barulhos de fundo, luzes fortes e bagunça sempre que possível. Isso ajuda a evitar a sobrecarga sensorial.

 • Mantenha conexões sociais: Ligue para alguém querido, marque encontros, cozinhe com amigos ou faça atividades em grupo. Estar com pessoas que te entendem ajuda o sistema nervoso a se acalmar, afirma Schwartzberg.

 • Mexa o corpo: Caminhadas, alongamentos, yoga ou tai chi ajudam a liberar tensão acumulada e te reconectar com o corpo.

  • Reserve tempo para o prazer: "Separe ao menos um momento no dia que não seja sobre ser produtivo", recomenda Bean. Pode ser tomar um chá, escrever, cuidar das plantas ou ouvir seu podcast favorito. "Eu gosto de fazer um 'sacudir geral' no corpo para 'lavar' o dia", conta Schwartzberg. 

  • Use a voz: Cantar, fazer humming (zumbido com a boca fechada) ou soltar o ar lentamente estimula o nervo vago, o que ajuda a trazer calma. 

 • Não engula seus sentimentos: O estresse aumenta quando suprimimos o que sentimos. Schwartzberg sugere reconhecer suas necessidades, mesmo que de forma simples: "Preciso de um tempo de silêncio" ou "Podemos conversar quando estivermos mais descansados?"

 • E lembre-se: você está dando conta. Um passo de cada vez já faz diferença.


https://forbes.com.br/forbessaude/2025/08/o-que-e-estresse-ambientale-como-lidar-com-ele/ 
Muitas vezes, situações do cotidiano que parecem inofensivas podem exercer um impacto profundo sobre o equilíbrio físico e mental das pessoas. No caso do estresse ambiental, descrito no texto, esse efeito não ocorre de forma imediata, mas de maneira contínua e cumulativa. Considerando a explicação apresentada, qual interpretação é a adequada?
Alternativas
Q3684743 Português

Leia o texto e responda à questão.


Promoção da Saúde



        Promoção da saúde é o nome dado ao processo de capacitação da comunidade para atuar na melhoria de sua qualidade de vida e saúde, incluindo uma maior participação no controle deste processo. Para atingir um estado de completo bem-estar físico, mental e social os indivíduos e grupos devem saber identificar aspirações, satisfazer necessidades e modificar favoravelmente o meio ambiente. A saúde deve ser vista como um recurso para a vida, e não como objetivo de viver. Nesse sentido, a saúde é um conceito positivo, que enfatiza os recursos sociais e pessoais, bem como as capacidades físicas. Assim, a promoção da saúde não é responsabilidade exclusiva do setor saúde, e vai para além de um estilo de vida saudável, na direção de um bem-estar global.


        As condições e os recursos fundamentais para a saúde são: paz, habitação, educação, alimentação, renda, ecossistema estável, recursos sustentáveis, justiça social e equidade O incremento nas condições de saúde requer uma base sólida nestes pré-requisitos básicos. A saúde é o maior recurso para o desenvolvimento social, econômico e pessoal, assim como uma importante dimensão da qualidade de vida. Fatores políticos, econômicos, sociais, culturais, ambientais, comportamentais e biológicos podem tanto favorecer como prejudicar a saúde. As ações de promoção da saúde objetivam, através da defesa da saúde, fazer com que as condições descritas sejam cada vez mais favoráveis.


        Alcançar a equidade em saúde é um dos focos da promoção da saúde. As ações de promoção da saúde objetivam reduzir as diferenças no estado de saúde da população e assegurar oportunidades e recursos igualitários para capacitar todas as pessoas a realizar completamente seu potencial de saúde. Isto inclui uma base sólida: ambientes favoráveis, acesso à informação, a experiências e habilidades na vida, bem como oportunidades que permitam fazer escolhas por uma vida mais sadia. As pessoas não podem realizar completamente seu potencial de saúde se não forem capazes de controlar os fatores determinantes de sua saúde, o que se aplica igualmente para homens mulheres.


Fonte: Carta de Ottawa para Promoção da Saúde (1986) — OPAS/OMS 

Assinale a alternativa cuja inferência não se sustenta pelo texto. 
Alternativas
Q3684741 Português

Leia o texto e responda à questão.


Promoção da Saúde



        Promoção da saúde é o nome dado ao processo de capacitação da comunidade para atuar na melhoria de sua qualidade de vida e saúde, incluindo uma maior participação no controle deste processo. Para atingir um estado de completo bem-estar físico, mental e social os indivíduos e grupos devem saber identificar aspirações, satisfazer necessidades e modificar favoravelmente o meio ambiente. A saúde deve ser vista como um recurso para a vida, e não como objetivo de viver. Nesse sentido, a saúde é um conceito positivo, que enfatiza os recursos sociais e pessoais, bem como as capacidades físicas. Assim, a promoção da saúde não é responsabilidade exclusiva do setor saúde, e vai para além de um estilo de vida saudável, na direção de um bem-estar global.


        As condições e os recursos fundamentais para a saúde são: paz, habitação, educação, alimentação, renda, ecossistema estável, recursos sustentáveis, justiça social e equidade O incremento nas condições de saúde requer uma base sólida nestes pré-requisitos básicos. A saúde é o maior recurso para o desenvolvimento social, econômico e pessoal, assim como uma importante dimensão da qualidade de vida. Fatores políticos, econômicos, sociais, culturais, ambientais, comportamentais e biológicos podem tanto favorecer como prejudicar a saúde. As ações de promoção da saúde objetivam, através da defesa da saúde, fazer com que as condições descritas sejam cada vez mais favoráveis.


        Alcançar a equidade em saúde é um dos focos da promoção da saúde. As ações de promoção da saúde objetivam reduzir as diferenças no estado de saúde da população e assegurar oportunidades e recursos igualitários para capacitar todas as pessoas a realizar completamente seu potencial de saúde. Isto inclui uma base sólida: ambientes favoráveis, acesso à informação, a experiências e habilidades na vida, bem como oportunidades que permitam fazer escolhas por uma vida mais sadia. As pessoas não podem realizar completamente seu potencial de saúde se não forem capazes de controlar os fatores determinantes de sua saúde, o que se aplica igualmente para homens mulheres.


Fonte: Carta de Ottawa para Promoção da Saúde (1986) — OPAS/OMS 

Considerando a relação entre fins e meios no texto, assinale a alternativa que reescreve o eixo central sem perda do sentido essencial. 
Alternativas
Q3684335 Português
Texto CG2A1

A alusão ao princípio republicano tornou-se extremamente frequente no Brasil, não só em textos acadêmicos e decisões judiciais, como também nos debates travados na sociedade por pessoas alheias ao mundo do direito. O tema tem vindo à baila, por exemplo, em discussões sobre a corrupção e seu combate; sobre privilégios concedidos a autoridades públicas e poderosos de todo tipo; sobre a persistência no país de cultura patrimonialista e desigualitária, que não separa o público do privado e não trata a todos com o mesmo respeito e consideração. Existe na sociedade a difusa percepção, infelizmente correta, de que, embora nossa forma de governo seja a república e não a monarquia, falta República — com “r” maiúsculo — às nossas relações políticas e sociais.

A Constituição Federal de 1988 consagrou o princípio republicano em seu art. 1.º e acolheu diversos elementos e institutos que guardam estreita relação com o ideário republicano: o direito à igualdade; a legitimidade de todo cidadão para propor ação popular visando à garantia da coisa pública; os princípios da moralidade, publicidade e impessoalidade administrativa; as exigências constitucionais de concurso público e licitação; entre tantos outros.  

O próprio nome atribuído ao país — República Federativa do Brasil — sinaliza a centralidade do princípio republicano entre nós. Essa centralidade foi reforçada pelo povo brasileiro no plebiscito ocorrido em 1993, quando, por expressiva maioria, optamos pela manutenção da forma republicana de governo, em detrimento da monarquia. Porém, entre a proclamação do princípio e a realidade há um abismo que ainda não fomos capazes de transpor nestes trinta anos de vigência da Carta de 1988.

O republicanismo projeta um ideal ambicioso para a política. Deseja-se que a política — compreendida em sentido amplo — tenha importância para as pessoas, que não devem limitar suas atividades e atenção a seus interesses e negócios privados. Ademais, espera-se que a política não se resuma à disputa entre forças movidas por interesses egoísticos, mas se volte à busca coletiva do bem comum.

Nessa chave, a esfera pública é idealmente concebida não como algo similar ao mercado — em que os agentes visam apenas a defender os próprios interesses —, mas como um fórum, em que existe disputa, mas também troca de razões e argumentos, objetivando-se a identificação e a persecução do interesse público. Não se afirma que essa seja a realidade da política nas sociedades contemporâneas. Trata-se, isso sim, do ideal normativo a ser perseguido para a construção do Estado republicano.

Daniel Sarmento. O princípio republicano nos 30 anos da Constituição de 88. Revista EMERJ,
v. 20, n.º 3, Rio de Janeiro, set. – dez./2018. Internet: <www.emerj.tjrj.jus.br> (com adaptações).  

A respeito dos sentidos e das relações de coesão e coerência estabelecidas no texto CG2A1, julgue o item que se segue. 


A expressão “Nessa chave” (primeiro período do último parágrafo) poderia ser substituída por Sob esse ângulo, sem prejuízo da coerência textual. 

Alternativas
Q3684334 Português
Texto CG2A1

A alusão ao princípio republicano tornou-se extremamente frequente no Brasil, não só em textos acadêmicos e decisões judiciais, como também nos debates travados na sociedade por pessoas alheias ao mundo do direito. O tema tem vindo à baila, por exemplo, em discussões sobre a corrupção e seu combate; sobre privilégios concedidos a autoridades públicas e poderosos de todo tipo; sobre a persistência no país de cultura patrimonialista e desigualitária, que não separa o público do privado e não trata a todos com o mesmo respeito e consideração. Existe na sociedade a difusa percepção, infelizmente correta, de que, embora nossa forma de governo seja a república e não a monarquia, falta República — com “r” maiúsculo — às nossas relações políticas e sociais.

A Constituição Federal de 1988 consagrou o princípio republicano em seu art. 1.º e acolheu diversos elementos e institutos que guardam estreita relação com o ideário republicano: o direito à igualdade; a legitimidade de todo cidadão para propor ação popular visando à garantia da coisa pública; os princípios da moralidade, publicidade e impessoalidade administrativa; as exigências constitucionais de concurso público e licitação; entre tantos outros.  

O próprio nome atribuído ao país — República Federativa do Brasil — sinaliza a centralidade do princípio republicano entre nós. Essa centralidade foi reforçada pelo povo brasileiro no plebiscito ocorrido em 1993, quando, por expressiva maioria, optamos pela manutenção da forma republicana de governo, em detrimento da monarquia. Porém, entre a proclamação do princípio e a realidade há um abismo que ainda não fomos capazes de transpor nestes trinta anos de vigência da Carta de 1988.

O republicanismo projeta um ideal ambicioso para a política. Deseja-se que a política — compreendida em sentido amplo — tenha importância para as pessoas, que não devem limitar suas atividades e atenção a seus interesses e negócios privados. Ademais, espera-se que a política não se resuma à disputa entre forças movidas por interesses egoísticos, mas se volte à busca coletiva do bem comum.

Nessa chave, a esfera pública é idealmente concebida não como algo similar ao mercado — em que os agentes visam apenas a defender os próprios interesses —, mas como um fórum, em que existe disputa, mas também troca de razões e argumentos, objetivando-se a identificação e a persecução do interesse público. Não se afirma que essa seja a realidade da política nas sociedades contemporâneas. Trata-se, isso sim, do ideal normativo a ser perseguido para a construção do Estado republicano.

Daniel Sarmento. O princípio republicano nos 30 anos da Constituição de 88. Revista EMERJ,
v. 20, n.º 3, Rio de Janeiro, set. – dez./2018. Internet: <www.emerj.tjrj.jus.br> (com adaptações).  

A respeito dos sentidos e das relações de coesão e coerência estabelecidas no texto CG2A1, julgue o item que se segue. 


Por meio do emprego da expressão “isso sim” (último período do texto), o autor retoma e, ao mesmo tempo, confirma a ideia apresentada anteriormente.

Alternativas
Q3684333 Português
Texto CG2A1

A alusão ao princípio republicano tornou-se extremamente frequente no Brasil, não só em textos acadêmicos e decisões judiciais, como também nos debates travados na sociedade por pessoas alheias ao mundo do direito. O tema tem vindo à baila, por exemplo, em discussões sobre a corrupção e seu combate; sobre privilégios concedidos a autoridades públicas e poderosos de todo tipo; sobre a persistência no país de cultura patrimonialista e desigualitária, que não separa o público do privado e não trata a todos com o mesmo respeito e consideração. Existe na sociedade a difusa percepção, infelizmente correta, de que, embora nossa forma de governo seja a república e não a monarquia, falta República — com “r” maiúsculo — às nossas relações políticas e sociais.

A Constituição Federal de 1988 consagrou o princípio republicano em seu art. 1.º e acolheu diversos elementos e institutos que guardam estreita relação com o ideário republicano: o direito à igualdade; a legitimidade de todo cidadão para propor ação popular visando à garantia da coisa pública; os princípios da moralidade, publicidade e impessoalidade administrativa; as exigências constitucionais de concurso público e licitação; entre tantos outros.  

O próprio nome atribuído ao país — República Federativa do Brasil — sinaliza a centralidade do princípio republicano entre nós. Essa centralidade foi reforçada pelo povo brasileiro no plebiscito ocorrido em 1993, quando, por expressiva maioria, optamos pela manutenção da forma republicana de governo, em detrimento da monarquia. Porém, entre a proclamação do princípio e a realidade há um abismo que ainda não fomos capazes de transpor nestes trinta anos de vigência da Carta de 1988.

O republicanismo projeta um ideal ambicioso para a política. Deseja-se que a política — compreendida em sentido amplo — tenha importância para as pessoas, que não devem limitar suas atividades e atenção a seus interesses e negócios privados. Ademais, espera-se que a política não se resuma à disputa entre forças movidas por interesses egoísticos, mas se volte à busca coletiva do bem comum.

Nessa chave, a esfera pública é idealmente concebida não como algo similar ao mercado — em que os agentes visam apenas a defender os próprios interesses —, mas como um fórum, em que existe disputa, mas também troca de razões e argumentos, objetivando-se a identificação e a persecução do interesse público. Não se afirma que essa seja a realidade da política nas sociedades contemporâneas. Trata-se, isso sim, do ideal normativo a ser perseguido para a construção do Estado republicano.

Daniel Sarmento. O princípio republicano nos 30 anos da Constituição de 88. Revista EMERJ,
v. 20, n.º 3, Rio de Janeiro, set. – dez./2018. Internet: <www.emerj.tjrj.jus.br> (com adaptações).  

A respeito dos sentidos e das relações de coesão e coerência estabelecidas no texto CG2A1, julgue o item que se segue. 


O referente das formas pronominais “suas” e “seus”, no segundo período do quarto parágrafo, é “pessoas”. 

Alternativas
Q3684332 Português
Texto CG2A1

A alusão ao princípio republicano tornou-se extremamente frequente no Brasil, não só em textos acadêmicos e decisões judiciais, como também nos debates travados na sociedade por pessoas alheias ao mundo do direito. O tema tem vindo à baila, por exemplo, em discussões sobre a corrupção e seu combate; sobre privilégios concedidos a autoridades públicas e poderosos de todo tipo; sobre a persistência no país de cultura patrimonialista e desigualitária, que não separa o público do privado e não trata a todos com o mesmo respeito e consideração. Existe na sociedade a difusa percepção, infelizmente correta, de que, embora nossa forma de governo seja a república e não a monarquia, falta República — com “r” maiúsculo — às nossas relações políticas e sociais.

A Constituição Federal de 1988 consagrou o princípio republicano em seu art. 1.º e acolheu diversos elementos e institutos que guardam estreita relação com o ideário republicano: o direito à igualdade; a legitimidade de todo cidadão para propor ação popular visando à garantia da coisa pública; os princípios da moralidade, publicidade e impessoalidade administrativa; as exigências constitucionais de concurso público e licitação; entre tantos outros.  

O próprio nome atribuído ao país — República Federativa do Brasil — sinaliza a centralidade do princípio republicano entre nós. Essa centralidade foi reforçada pelo povo brasileiro no plebiscito ocorrido em 1993, quando, por expressiva maioria, optamos pela manutenção da forma republicana de governo, em detrimento da monarquia. Porém, entre a proclamação do princípio e a realidade há um abismo que ainda não fomos capazes de transpor nestes trinta anos de vigência da Carta de 1988.

O republicanismo projeta um ideal ambicioso para a política. Deseja-se que a política — compreendida em sentido amplo — tenha importância para as pessoas, que não devem limitar suas atividades e atenção a seus interesses e negócios privados. Ademais, espera-se que a política não se resuma à disputa entre forças movidas por interesses egoísticos, mas se volte à busca coletiva do bem comum.

Nessa chave, a esfera pública é idealmente concebida não como algo similar ao mercado — em que os agentes visam apenas a defender os próprios interesses —, mas como um fórum, em que existe disputa, mas também troca de razões e argumentos, objetivando-se a identificação e a persecução do interesse público. Não se afirma que essa seja a realidade da política nas sociedades contemporâneas. Trata-se, isso sim, do ideal normativo a ser perseguido para a construção do Estado republicano.

Daniel Sarmento. O princípio republicano nos 30 anos da Constituição de 88. Revista EMERJ,
v. 20, n.º 3, Rio de Janeiro, set. – dez./2018. Internet: <www.emerj.tjrj.jus.br> (com adaptações).  

A respeito dos sentidos e das relações de coesão e coerência estabelecidas no texto CG2A1, julgue o item que se segue. 


O termo “Ademais” (último período do quarto parágrafo) introduz uma oração que expressa consequência em relação à afirmação feita no período imediatamente anterior. 

Alternativas
Q3684330 Português
Texto CG2A1

A alusão ao princípio republicano tornou-se extremamente frequente no Brasil, não só em textos acadêmicos e decisões judiciais, como também nos debates travados na sociedade por pessoas alheias ao mundo do direito. O tema tem vindo à baila, por exemplo, em discussões sobre a corrupção e seu combate; sobre privilégios concedidos a autoridades públicas e poderosos de todo tipo; sobre a persistência no país de cultura patrimonialista e desigualitária, que não separa o público do privado e não trata a todos com o mesmo respeito e consideração. Existe na sociedade a difusa percepção, infelizmente correta, de que, embora nossa forma de governo seja a república e não a monarquia, falta República — com “r” maiúsculo — às nossas relações políticas e sociais.

A Constituição Federal de 1988 consagrou o princípio republicano em seu art. 1.º e acolheu diversos elementos e institutos que guardam estreita relação com o ideário republicano: o direito à igualdade; a legitimidade de todo cidadão para propor ação popular visando à garantia da coisa pública; os princípios da moralidade, publicidade e impessoalidade administrativa; as exigências constitucionais de concurso público e licitação; entre tantos outros.  

O próprio nome atribuído ao país — República Federativa do Brasil — sinaliza a centralidade do princípio republicano entre nós. Essa centralidade foi reforçada pelo povo brasileiro no plebiscito ocorrido em 1993, quando, por expressiva maioria, optamos pela manutenção da forma republicana de governo, em detrimento da monarquia. Porém, entre a proclamação do princípio e a realidade há um abismo que ainda não fomos capazes de transpor nestes trinta anos de vigência da Carta de 1988.

O republicanismo projeta um ideal ambicioso para a política. Deseja-se que a política — compreendida em sentido amplo — tenha importância para as pessoas, que não devem limitar suas atividades e atenção a seus interesses e negócios privados. Ademais, espera-se que a política não se resuma à disputa entre forças movidas por interesses egoísticos, mas se volte à busca coletiva do bem comum.

Nessa chave, a esfera pública é idealmente concebida não como algo similar ao mercado — em que os agentes visam apenas a defender os próprios interesses —, mas como um fórum, em que existe disputa, mas também troca de razões e argumentos, objetivando-se a identificação e a persecução do interesse público. Não se afirma que essa seja a realidade da política nas sociedades contemporâneas. Trata-se, isso sim, do ideal normativo a ser perseguido para a construção do Estado republicano.

Daniel Sarmento. O princípio republicano nos 30 anos da Constituição de 88. Revista EMERJ,
v. 20, n.º 3, Rio de Janeiro, set. – dez./2018. Internet: <www.emerj.tjrj.jus.br> (com adaptações).  

A respeito dos sentidos e das relações de coesão e coerência estabelecidas no texto CG2A1, julgue o item que se segue. 


Conclui-se das relações de sentido estabelecidas no quarto parágrafo que o vocábulo “política” (último período) retoma, por coesão referencial, “republicanismo” (primeiro período).

Alternativas
Q3684329 Português
Texto CG2A1

A alusão ao princípio republicano tornou-se extremamente frequente no Brasil, não só em textos acadêmicos e decisões judiciais, como também nos debates travados na sociedade por pessoas alheias ao mundo do direito. O tema tem vindo à baila, por exemplo, em discussões sobre a corrupção e seu combate; sobre privilégios concedidos a autoridades públicas e poderosos de todo tipo; sobre a persistência no país de cultura patrimonialista e desigualitária, que não separa o público do privado e não trata a todos com o mesmo respeito e consideração. Existe na sociedade a difusa percepção, infelizmente correta, de que, embora nossa forma de governo seja a república e não a monarquia, falta República — com “r” maiúsculo — às nossas relações políticas e sociais.

A Constituição Federal de 1988 consagrou o princípio republicano em seu art. 1.º e acolheu diversos elementos e institutos que guardam estreita relação com o ideário republicano: o direito à igualdade; a legitimidade de todo cidadão para propor ação popular visando à garantia da coisa pública; os princípios da moralidade, publicidade e impessoalidade administrativa; as exigências constitucionais de concurso público e licitação; entre tantos outros.  

O próprio nome atribuído ao país — República Federativa do Brasil — sinaliza a centralidade do princípio republicano entre nós. Essa centralidade foi reforçada pelo povo brasileiro no plebiscito ocorrido em 1993, quando, por expressiva maioria, optamos pela manutenção da forma republicana de governo, em detrimento da monarquia. Porém, entre a proclamação do princípio e a realidade há um abismo que ainda não fomos capazes de transpor nestes trinta anos de vigência da Carta de 1988.

O republicanismo projeta um ideal ambicioso para a política. Deseja-se que a política — compreendida em sentido amplo — tenha importância para as pessoas, que não devem limitar suas atividades e atenção a seus interesses e negócios privados. Ademais, espera-se que a política não se resuma à disputa entre forças movidas por interesses egoísticos, mas se volte à busca coletiva do bem comum.

Nessa chave, a esfera pública é idealmente concebida não como algo similar ao mercado — em que os agentes visam apenas a defender os próprios interesses —, mas como um fórum, em que existe disputa, mas também troca de razões e argumentos, objetivando-se a identificação e a persecução do interesse público. Não se afirma que essa seja a realidade da política nas sociedades contemporâneas. Trata-se, isso sim, do ideal normativo a ser perseguido para a construção do Estado republicano.

Daniel Sarmento. O princípio republicano nos 30 anos da Constituição de 88. Revista EMERJ,
v. 20, n.º 3, Rio de Janeiro, set. – dez./2018. Internet: <www.emerj.tjrj.jus.br> (com adaptações).  

Considerando as ideias veiculadas no texto CG2A1 e seus aspectos discursivos, julgue o item a seguir. 


Considerado o republicanismo previsto na Constituição Federal de 1988, conforme apresentado no texto, infere-se que a política deve espelhar o paradigma do mercado. 

Alternativas
Q3684328 Português
Texto CG2A1

A alusão ao princípio republicano tornou-se extremamente frequente no Brasil, não só em textos acadêmicos e decisões judiciais, como também nos debates travados na sociedade por pessoas alheias ao mundo do direito. O tema tem vindo à baila, por exemplo, em discussões sobre a corrupção e seu combate; sobre privilégios concedidos a autoridades públicas e poderosos de todo tipo; sobre a persistência no país de cultura patrimonialista e desigualitária, que não separa o público do privado e não trata a todos com o mesmo respeito e consideração. Existe na sociedade a difusa percepção, infelizmente correta, de que, embora nossa forma de governo seja a república e não a monarquia, falta República — com “r” maiúsculo — às nossas relações políticas e sociais.

A Constituição Federal de 1988 consagrou o princípio republicano em seu art. 1.º e acolheu diversos elementos e institutos que guardam estreita relação com o ideário republicano: o direito à igualdade; a legitimidade de todo cidadão para propor ação popular visando à garantia da coisa pública; os princípios da moralidade, publicidade e impessoalidade administrativa; as exigências constitucionais de concurso público e licitação; entre tantos outros.  

O próprio nome atribuído ao país — República Federativa do Brasil — sinaliza a centralidade do princípio republicano entre nós. Essa centralidade foi reforçada pelo povo brasileiro no plebiscito ocorrido em 1993, quando, por expressiva maioria, optamos pela manutenção da forma republicana de governo, em detrimento da monarquia. Porém, entre a proclamação do princípio e a realidade há um abismo que ainda não fomos capazes de transpor nestes trinta anos de vigência da Carta de 1988.

O republicanismo projeta um ideal ambicioso para a política. Deseja-se que a política — compreendida em sentido amplo — tenha importância para as pessoas, que não devem limitar suas atividades e atenção a seus interesses e negócios privados. Ademais, espera-se que a política não se resuma à disputa entre forças movidas por interesses egoísticos, mas se volte à busca coletiva do bem comum.

Nessa chave, a esfera pública é idealmente concebida não como algo similar ao mercado — em que os agentes visam apenas a defender os próprios interesses —, mas como um fórum, em que existe disputa, mas também troca de razões e argumentos, objetivando-se a identificação e a persecução do interesse público. Não se afirma que essa seja a realidade da política nas sociedades contemporâneas. Trata-se, isso sim, do ideal normativo a ser perseguido para a construção do Estado republicano.

Daniel Sarmento. O princípio republicano nos 30 anos da Constituição de 88. Revista EMERJ,
v. 20, n.º 3, Rio de Janeiro, set. – dez./2018. Internet: <www.emerj.tjrj.jus.br> (com adaptações).  

Considerando as ideias veiculadas no texto CG2A1 e seus aspectos discursivos, julgue o item a seguir. 


Infere-se do texto que o rompimento com o patrimonialismo é um atributo que se espera da “República — com ‘r’ maiúsculo”. 

Alternativas
Q3684327 Português
Texto CG2A1

A alusão ao princípio republicano tornou-se extremamente frequente no Brasil, não só em textos acadêmicos e decisões judiciais, como também nos debates travados na sociedade por pessoas alheias ao mundo do direito. O tema tem vindo à baila, por exemplo, em discussões sobre a corrupção e seu combate; sobre privilégios concedidos a autoridades públicas e poderosos de todo tipo; sobre a persistência no país de cultura patrimonialista e desigualitária, que não separa o público do privado e não trata a todos com o mesmo respeito e consideração. Existe na sociedade a difusa percepção, infelizmente correta, de que, embora nossa forma de governo seja a república e não a monarquia, falta República — com “r” maiúsculo — às nossas relações políticas e sociais.

A Constituição Federal de 1988 consagrou o princípio republicano em seu art. 1.º e acolheu diversos elementos e institutos que guardam estreita relação com o ideário republicano: o direito à igualdade; a legitimidade de todo cidadão para propor ação popular visando à garantia da coisa pública; os princípios da moralidade, publicidade e impessoalidade administrativa; as exigências constitucionais de concurso público e licitação; entre tantos outros.  

O próprio nome atribuído ao país — República Federativa do Brasil — sinaliza a centralidade do princípio republicano entre nós. Essa centralidade foi reforçada pelo povo brasileiro no plebiscito ocorrido em 1993, quando, por expressiva maioria, optamos pela manutenção da forma republicana de governo, em detrimento da monarquia. Porém, entre a proclamação do princípio e a realidade há um abismo que ainda não fomos capazes de transpor nestes trinta anos de vigência da Carta de 1988.

O republicanismo projeta um ideal ambicioso para a política. Deseja-se que a política — compreendida em sentido amplo — tenha importância para as pessoas, que não devem limitar suas atividades e atenção a seus interesses e negócios privados. Ademais, espera-se que a política não se resuma à disputa entre forças movidas por interesses egoísticos, mas se volte à busca coletiva do bem comum.

Nessa chave, a esfera pública é idealmente concebida não como algo similar ao mercado — em que os agentes visam apenas a defender os próprios interesses —, mas como um fórum, em que existe disputa, mas também troca de razões e argumentos, objetivando-se a identificação e a persecução do interesse público. Não se afirma que essa seja a realidade da política nas sociedades contemporâneas. Trata-se, isso sim, do ideal normativo a ser perseguido para a construção do Estado republicano.

Daniel Sarmento. O princípio republicano nos 30 anos da Constituição de 88. Revista EMERJ,
v. 20, n.º 3, Rio de Janeiro, set. – dez./2018. Internet: <www.emerj.tjrj.jus.br> (com adaptações).  

Considerando as ideias veiculadas no texto CG2A1 e seus aspectos discursivos, julgue o item a seguir. 


De acordo com o texto, ainda há barreiras a serem superadas para se atingir o ideal republicano incluído na denominação dada ao Brasil em razão de sua forma de governo.

Alternativas
Q3684326 Português
Texto CG2A1

A alusão ao princípio republicano tornou-se extremamente frequente no Brasil, não só em textos acadêmicos e decisões judiciais, como também nos debates travados na sociedade por pessoas alheias ao mundo do direito. O tema tem vindo à baila, por exemplo, em discussões sobre a corrupção e seu combate; sobre privilégios concedidos a autoridades públicas e poderosos de todo tipo; sobre a persistência no país de cultura patrimonialista e desigualitária, que não separa o público do privado e não trata a todos com o mesmo respeito e consideração. Existe na sociedade a difusa percepção, infelizmente correta, de que, embora nossa forma de governo seja a república e não a monarquia, falta República — com “r” maiúsculo — às nossas relações políticas e sociais.

A Constituição Federal de 1988 consagrou o princípio republicano em seu art. 1.º e acolheu diversos elementos e institutos que guardam estreita relação com o ideário republicano: o direito à igualdade; a legitimidade de todo cidadão para propor ação popular visando à garantia da coisa pública; os princípios da moralidade, publicidade e impessoalidade administrativa; as exigências constitucionais de concurso público e licitação; entre tantos outros.  

O próprio nome atribuído ao país — República Federativa do Brasil — sinaliza a centralidade do princípio republicano entre nós. Essa centralidade foi reforçada pelo povo brasileiro no plebiscito ocorrido em 1993, quando, por expressiva maioria, optamos pela manutenção da forma republicana de governo, em detrimento da monarquia. Porém, entre a proclamação do princípio e a realidade há um abismo que ainda não fomos capazes de transpor nestes trinta anos de vigência da Carta de 1988.

O republicanismo projeta um ideal ambicioso para a política. Deseja-se que a política — compreendida em sentido amplo — tenha importância para as pessoas, que não devem limitar suas atividades e atenção a seus interesses e negócios privados. Ademais, espera-se que a política não se resuma à disputa entre forças movidas por interesses egoísticos, mas se volte à busca coletiva do bem comum.

Nessa chave, a esfera pública é idealmente concebida não como algo similar ao mercado — em que os agentes visam apenas a defender os próprios interesses —, mas como um fórum, em que existe disputa, mas também troca de razões e argumentos, objetivando-se a identificação e a persecução do interesse público. Não se afirma que essa seja a realidade da política nas sociedades contemporâneas. Trata-se, isso sim, do ideal normativo a ser perseguido para a construção do Estado republicano.

Daniel Sarmento. O princípio republicano nos 30 anos da Constituição de 88. Revista EMERJ,
v. 20, n.º 3, Rio de Janeiro, set. – dez./2018. Internet: <www.emerj.tjrj.jus.br> (com adaptações).  

Considerando as ideias veiculadas no texto CG2A1 e seus aspectos discursivos, julgue o item a seguir. 


No terceiro parágrafo do texto, o autor utiliza a primeira pessoa do plural para referir-se especificamente a si próprio e aos demais indivíduos vinculados à área do direito. 

Alternativas
Q3684325 Português
Texto CG2A1

A alusão ao princípio republicano tornou-se extremamente frequente no Brasil, não só em textos acadêmicos e decisões judiciais, como também nos debates travados na sociedade por pessoas alheias ao mundo do direito. O tema tem vindo à baila, por exemplo, em discussões sobre a corrupção e seu combate; sobre privilégios concedidos a autoridades públicas e poderosos de todo tipo; sobre a persistência no país de cultura patrimonialista e desigualitária, que não separa o público do privado e não trata a todos com o mesmo respeito e consideração. Existe na sociedade a difusa percepção, infelizmente correta, de que, embora nossa forma de governo seja a república e não a monarquia, falta República — com “r” maiúsculo — às nossas relações políticas e sociais.

A Constituição Federal de 1988 consagrou o princípio republicano em seu art. 1.º e acolheu diversos elementos e institutos que guardam estreita relação com o ideário republicano: o direito à igualdade; a legitimidade de todo cidadão para propor ação popular visando à garantia da coisa pública; os princípios da moralidade, publicidade e impessoalidade administrativa; as exigências constitucionais de concurso público e licitação; entre tantos outros.  

O próprio nome atribuído ao país — República Federativa do Brasil — sinaliza a centralidade do princípio republicano entre nós. Essa centralidade foi reforçada pelo povo brasileiro no plebiscito ocorrido em 1993, quando, por expressiva maioria, optamos pela manutenção da forma republicana de governo, em detrimento da monarquia. Porém, entre a proclamação do princípio e a realidade há um abismo que ainda não fomos capazes de transpor nestes trinta anos de vigência da Carta de 1988.

O republicanismo projeta um ideal ambicioso para a política. Deseja-se que a política — compreendida em sentido amplo — tenha importância para as pessoas, que não devem limitar suas atividades e atenção a seus interesses e negócios privados. Ademais, espera-se que a política não se resuma à disputa entre forças movidas por interesses egoísticos, mas se volte à busca coletiva do bem comum.

Nessa chave, a esfera pública é idealmente concebida não como algo similar ao mercado — em que os agentes visam apenas a defender os próprios interesses —, mas como um fórum, em que existe disputa, mas também troca de razões e argumentos, objetivando-se a identificação e a persecução do interesse público. Não se afirma que essa seja a realidade da política nas sociedades contemporâneas. Trata-se, isso sim, do ideal normativo a ser perseguido para a construção do Estado republicano.

Daniel Sarmento. O princípio republicano nos 30 anos da Constituição de 88. Revista EMERJ,
v. 20, n.º 3, Rio de Janeiro, set. – dez./2018. Internet: <www.emerj.tjrj.jus.br> (com adaptações).  

Considerando as ideias veiculadas no texto CG2A1 e seus aspectos discursivos, julgue o item a seguir. 


Depreende-se da leitura do texto que o autor considera a persecução do republicanismo um ideal modesto.  

Alternativas
Respostas
10401: B
10402: C
10403: D
10404: B
10405: A
10406: E
10407: D
10408: E
10409: C
10410: B
10411: C
10412: E
10413: C
10414: E
10415: E
10416: E
10417: C
10418: C
10419: E
10420: E