Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3693929 Português

Leia o texto a seguir:



 População brasileira chega a 213,4 milhões em julho de 2025


A população brasileira alcançou o contingente de 213,4 milhões de habitantes em 1º de julho de 2025. A estimativa foi divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e representa crescimento de 0,39% em relação ao ano anterior.


A publicação da estimativa populacional no Diário Oficial da União é um requisito do Tribunal de Contas da União e serve como base para cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios, transferências de recursos da União para os entes federativos.


Para se chegar à estimativa populacional, o IBGE parte do último censo realizado (2022) e faz projeção anual em cima de dados como taxas de mortalidade e nascimento. Os dados também são fundamentais para indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos entre os censos.


Na publicação, o IBGE aponta a população de todos os estados, do Distrito Federal, regiões metropolitanas e municípios. Uma novidade de 2025 é a inclusão de Boa Esperança do Norte, com 5.877 habitantes no Mato Grosso, o mais novo município do país, que soma atualmente 5.571 cidades.


De acordo com o gerente de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica do IBGE, Marcio Minamiguchi, o Brasil vivencia tendência de crescimento cada vez menor.


Os resultados mostram uma desaceleração, o que já era indicado pelo Censo 2022 e pelas Projeções da População, avalia.


De acordo com o instituto, a população brasileira seguirá em trajetória de crescimento até 2041, atingindo 220,43 milhões de habitantes, passando a encolher a partir de 2042. Em 2070, o país deve ter 199,2 milhões de pessoas.


 Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/2025/08/1056711-populacao-brasileira-chega-a 2134-milhoes-em-julho-de-2025.html. Acesso em 28/08/205

Com base no texto, há uma relação entre o Censo de 2022 e as projeções mencionadas para 2041 e 2070. Essa relação indica que o Censo de 2022:
Alternativas
Q3693928 Português

Leia o texto a seguir:



 População brasileira chega a 213,4 milhões em julho de 2025


A população brasileira alcançou o contingente de 213,4 milhões de habitantes em 1º de julho de 2025. A estimativa foi divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e representa crescimento de 0,39% em relação ao ano anterior.


A publicação da estimativa populacional no Diário Oficial da União é um requisito do Tribunal de Contas da União e serve como base para cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios, transferências de recursos da União para os entes federativos.


Para se chegar à estimativa populacional, o IBGE parte do último censo realizado (2022) e faz projeção anual em cima de dados como taxas de mortalidade e nascimento. Os dados também são fundamentais para indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos entre os censos.


Na publicação, o IBGE aponta a população de todos os estados, do Distrito Federal, regiões metropolitanas e municípios. Uma novidade de 2025 é a inclusão de Boa Esperança do Norte, com 5.877 habitantes no Mato Grosso, o mais novo município do país, que soma atualmente 5.571 cidades.


De acordo com o gerente de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica do IBGE, Marcio Minamiguchi, o Brasil vivencia tendência de crescimento cada vez menor.


Os resultados mostram uma desaceleração, o que já era indicado pelo Censo 2022 e pelas Projeções da População, avalia.


De acordo com o instituto, a população brasileira seguirá em trajetória de crescimento até 2041, atingindo 220,43 milhões de habitantes, passando a encolher a partir de 2042. Em 2070, o país deve ter 199,2 milhões de pessoas.


 Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/2025/08/1056711-populacao-brasileira-chega-a 2134-milhoes-em-julho-de-2025.html. Acesso em 28/08/205

Segundo as informações do texto, o município de Boa Esperança do Norte:
Alternativas
Q3693927 Português

Leia o texto a seguir:



 População brasileira chega a 213,4 milhões em julho de 2025


A população brasileira alcançou o contingente de 213,4 milhões de habitantes em 1º de julho de 2025. A estimativa foi divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e representa crescimento de 0,39% em relação ao ano anterior.


A publicação da estimativa populacional no Diário Oficial da União é um requisito do Tribunal de Contas da União e serve como base para cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios, transferências de recursos da União para os entes federativos.


Para se chegar à estimativa populacional, o IBGE parte do último censo realizado (2022) e faz projeção anual em cima de dados como taxas de mortalidade e nascimento. Os dados também são fundamentais para indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos entre os censos.


Na publicação, o IBGE aponta a população de todos os estados, do Distrito Federal, regiões metropolitanas e municípios. Uma novidade de 2025 é a inclusão de Boa Esperança do Norte, com 5.877 habitantes no Mato Grosso, o mais novo município do país, que soma atualmente 5.571 cidades.


De acordo com o gerente de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica do IBGE, Marcio Minamiguchi, o Brasil vivencia tendência de crescimento cada vez menor.


Os resultados mostram uma desaceleração, o que já era indicado pelo Censo 2022 e pelas Projeções da População, avalia.


De acordo com o instituto, a população brasileira seguirá em trajetória de crescimento até 2041, atingindo 220,43 milhões de habitantes, passando a encolher a partir de 2042. Em 2070, o país deve ter 199,2 milhões de pessoas.


 Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/2025/08/1056711-populacao-brasileira-chega-a 2134-milhoes-em-julho-de-2025.html. Acesso em 28/08/205

O objetivo principal do texto anterior é:
Alternativas
Q3693721 Português
“Proponho-me a que não seja complexo o que escreverei, embora obrigado a usar as palavras que vos sustentam. A história – determino com falso livre arbítrio – vai ter uns sete personagens e eu sou um dos mais importantes deles, é claro. Eu, Rodrigo S.M. (...)"
(LISPECTOR, Clarice – A Hora da Estrela)
Em relação a esse trecho, a expressão destacada poderia ser substituída sem prejuízo de sentido por:
Alternativas
Q3693556 Português
O Texto IV se refere à questão.


Texto IV- Blanco
Marisa Monte


Me vejo no que vejo
Como entrar por meus olhos
Em um olho mais límpido
Me olha o que eu olho
É minha criação
Isto que vejo
Perceber é conceber
Águas de pensamentos
Sou a criatura do que vejo


Fonte: PAZ, Octavio. Blanco. Intérprete: Marisa Monte. Barulhinho Bom. Londres: EMI, 1996. Letra disponível em: https://www.letras.mus.br/marisamonte/47272/. Acesso em: 4 out. 2025.
A função da linguagem predominante no Texto IV é:
Alternativas
Q3693555 Português
O Texto IV se refere à questão.


Texto IV- Blanco
Marisa Monte


Me vejo no que vejo
Como entrar por meus olhos
Em um olho mais límpido
Me olha o que eu olho
É minha criação
Isto que vejo
Perceber é conceber
Águas de pensamentos
Sou a criatura do que vejo


Fonte: PAZ, Octavio. Blanco. Intérprete: Marisa Monte. Barulhinho Bom. Londres: EMI, 1996. Letra disponível em: https://www.letras.mus.br/marisamonte/47272/. Acesso em: 4 out. 2025.
Ainda considerando o verso “Sou a criatura do que vejo”, é CORRETO afirmar que se trata de uma:
Alternativas
Q3693545 Português
O Texto I deve ser lido para responder à questão.

Texto I


PAÍSES PRECISAM TRATAR A SOLIDÃO COMO UM PROBLEMA PÚBLICO

Sucesso de uma nação não é apenas produzir mais, é perder menos gente para o silêncio

Waldemar Magaldi Filho

20 set. 2025 às 10h10


   Quando a vida perde o fio do sentido, até um simples resfriado pode derrubar. Não é exagero poético, é uma descrição precisa do que acontece quando o organismo psíquico se vê sem horizonte, sem pertencimento, sem uma razão que amarre as horas do dia.

   Longe de um misticismo nebuloso, essa "tarefa" é o nome clássico de uma experiência cotidiana, a sensação de ter valor para alguém, de que o esforço tem direção, de que o mundo ainda nos pede algo. Quando esse chamado some, o corpo registra, a imunidade cede, a mente fecha e ficamos "bloqueados". O destino de pessoas e de sociedades muda quando o sentido deixa de existir.

   É aí que entra um termo incômodo, nascido do esforço de dois economistas, Anne Case e Angus Deaton: "mortes por desespero". A expressão reúne três causas de morte que se expandiram em certas populações ao longo das últimas décadas: suicídio, overdose de drogas e doenças hepáticas relacionadas ao álcool.

   Por trás dos números o desenho social de isolamento, perda de propósito, empregos que somem, comunidades que se desfazem, dor crônica tratada como mercadoria. O fenômeno foi fotografado com nitidez em partes dos Estados Unidos. Mas não se trata de um destino americano, é um alerta universal. Quando vínculos esgarçam e perspectivas encolhem, a curva do desespero sobe. E desespero não é só um afeto, é uma política do corpo.

   A literatura de saúde pública insiste que o sentido é também um determinante social. Não basta aconselhar resiliência individual quando as estruturas que sustentam a vida comum – trabalho digno, moradia, transporte, escola, cuidado – estão corroídas.

   Não se trata de eleger um culpado único – crises têm múltiplas causas, da inovação tecnológica aos choques geopolíticos –, mas de notar um padrão, quando políticas públicas passam a tratar a segurança econômica, a saúde, a educação e o cuidado como linhas de custo a serem comprimidas, a conta aparece em outro lugar.

   Aparece na sobrecarga das famílias, na precarização silenciosa de territórios, na medicalização do sofrimento social, na anestesia como resposta. Aretórica da meritocracia sem freios é psicologicamente tóxica porque produz um tipo de vergonha que isola. E isolamento é adubo para o desespero.

   Dizer que "a matéria ganhou primazia sobre a alma" não é uma oposição simplista entre economia má e espiritualidade boa. É uma constatação sobre prioridades, quando o preço vira a linguagem, perde estatuto de valor. O resultado é uma sociedade eficiente para produzir coisas e inábil para acolher pessoas. E, no entanto, não há contradição entre prosperidade e sentido, há desordem de metas.

   O desafio é civilizatório, alinhar incentivos econômicos a finalidades humanas. Isso significa cinco linhas de ação que cabem na pauta pública e na vida miúda: políticas de emprego que recompensem o trabalho decente; um sistema de saúde que integre cuidado mental desde a atenção primária; regulação e responsabilidade corporativa em mercados que lidam com dor e dependência; investimento em educação continuada e requalificação que devolvam horizonte a trabalhadores em transição; e, por fim, uma agenda de convivência que trate a solidão como problema público, promovendo espaços, tempos e serviços que refaçam a comunidade.


Fonte: MAGALDI FILHO, Waldemar. Países precisam tratar a solidão como um problema público. Folha de São Paulo, 20 set. 2025. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2025/09/uma-sociedade-eficiente-para-produzir-coisas-e-inabil-em-acolher-pessoas.shtml. Acesso em: 20 set. 2025. Adaptado. 
Sobre o propósito comunicativo do Texto I, é CORRETO afirmar que se trata de:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Chapecó - SC Provas: FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental e EJA em Nível de 1º a 5º Ano | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Arte | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Educação Especial) - Guia-Intérprete | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Ciências | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Educação Física | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Educação Infantil | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Ensino Religioso | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Geografia | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Educação Especial) - Instrutor de Libras | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Educação Especial) - Professor Bilíngue – Tradutor e Intérprete de Libras | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Educação Especial) - Professor de Atendimento Educacional Especializado (AEE) | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Educação Especial) - Professor em Turma | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - História | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Oficinas Temáticas) - Oficina de Dança | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Língua Estrangeira - Inglês | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Língua Portuguesa | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Oficinas Temáticas) - Oficina de Informática/Tecnologias | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Oficinas Temáticas) - Oficina de Lutas | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Matemática | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Oficinas Temáticas) - Oficina de Música | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Oficinas Temáticas) - Oficina de Teatro |
Q3693285 Português
Texto 1

Saudades das más notícias


Notícias tristes, lamentáveis, humanamente pesadas. Mas nunca se tinha notícias tão trágicas e sinistras quanto a desta pandemia, cujo número de vítimas diárias faz chorar o próprio Todo Poderoso. Mais de 1.900 mortes num único dia é como se empilhássemos a queda de cinco Boeings destroçados contra uma montanha. Difícil para a sensibilidade da alma humana.


Lembro-me de um ano, em meio aos 1950 e 1960, em que houve apenas um – isso mesmo –, um assassinato na cidade. Um açougueiro usou suas habilidades de corte em um desafeto, que ficou em decúbito no chão do estabelecimento.

De manhã, havia uma fila, não para comprar a costumeira alcatra, mas para admirar o defunto. Era uma cidade gostosamente provinciana, em que se podia atravessar a rua lendo um jornal e dormir com portas e janelas abertas.


O panorama dos telhados limosos, do casario baixo, vizinho da Praça XV, tinha o dom de me remeter à velha Lisboa, com seus becos e ruelas de nomes pitorescos e sonantes, como Rua do Salitre, Rua da Alegria, Travessa do Quebra-Pentes, Beco do Arco Escuro, Rua dos Arameiros, Alameda do Amor Perfeito – e outras raridades tão bem “achadas”.


Para designar ruas e associá-las aos sentimentos, ou ao exercício das profissões, neste Brasil das más notícias, estaríamos obrigados a batizar a maioria das vias públicas com nomes infamantes, como “Rua dos Trampolineiros”, “Rua dos Mensaleiros”, “Alameda dos Petroleiros”, “Avenida dos Corruptos”, “Superquadra dos Corruptores”, “Largo dos Delatores” – ou, para um maior índice de “realismo” – “Calçada dos Doleiros”, sem falarmos no “Congresso dos mais de 300 Picaretas”, como um dia descreveu um antigo presidente.


Em Brasília, onde não há inocentes, só cúmplices – como escreveu Nelson Rodrigues – o país corre o sério risco de se transformar na “República dos Tristes Fados”. Parece que vão faltar lágrimas para o tanto que ainda teremos a lamentar. Ainda vamos sentir saudades das más notícias, que eram apenas más, nunca tragicamente tão incomuns.


Vamos sentir falta das sete pragas bíblicas do Egito, que incluíam rios de sangue e nuvens de gafanhotos. Teremos que rogar a Deus mais do que consolo e misericórdia. Teremos que pedir um grande milagre que salve a humanidade.


RAMOS, Sérgio da Costa. Disponível em: https://ndmais.com.br/ saude/sergio-da-costa-ramos-saudades-das-mas-noticias/. Acesso em: 15 de set 2025. Publicado em 06/03/21. Adaptado. 
De acordo com o texto 1, é correto afirmar que: 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Chapecó - SC Provas: FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental e EJA em Nível de 1º a 5º Ano | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Arte | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Educação Especial) - Guia-Intérprete | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Ciências | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Educação Física | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Educação Infantil | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Ensino Religioso | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Geografia | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Educação Especial) - Instrutor de Libras | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Educação Especial) - Professor Bilíngue – Tradutor e Intérprete de Libras | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Educação Especial) - Professor de Atendimento Educacional Especializado (AEE) | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Educação Especial) - Professor em Turma | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - História | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Oficinas Temáticas) - Oficina de Dança | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Língua Estrangeira - Inglês | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Língua Portuguesa | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Oficinas Temáticas) - Oficina de Informática/Tecnologias | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Oficinas Temáticas) - Oficina de Lutas | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Matemática | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Oficinas Temáticas) - Oficina de Música | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Oficinas Temáticas) - Oficina de Teatro |
Q3693284 Português
Texto 1

Saudades das más notícias


Notícias tristes, lamentáveis, humanamente pesadas. Mas nunca se tinha notícias tão trágicas e sinistras quanto a desta pandemia, cujo número de vítimas diárias faz chorar o próprio Todo Poderoso. Mais de 1.900 mortes num único dia é como se empilhássemos a queda de cinco Boeings destroçados contra uma montanha. Difícil para a sensibilidade da alma humana.


Lembro-me de um ano, em meio aos 1950 e 1960, em que houve apenas um – isso mesmo –, um assassinato na cidade. Um açougueiro usou suas habilidades de corte em um desafeto, que ficou em decúbito no chão do estabelecimento.

De manhã, havia uma fila, não para comprar a costumeira alcatra, mas para admirar o defunto. Era uma cidade gostosamente provinciana, em que se podia atravessar a rua lendo um jornal e dormir com portas e janelas abertas.


O panorama dos telhados limosos, do casario baixo, vizinho da Praça XV, tinha o dom de me remeter à velha Lisboa, com seus becos e ruelas de nomes pitorescos e sonantes, como Rua do Salitre, Rua da Alegria, Travessa do Quebra-Pentes, Beco do Arco Escuro, Rua dos Arameiros, Alameda do Amor Perfeito – e outras raridades tão bem “achadas”.


Para designar ruas e associá-las aos sentimentos, ou ao exercício das profissões, neste Brasil das más notícias, estaríamos obrigados a batizar a maioria das vias públicas com nomes infamantes, como “Rua dos Trampolineiros”, “Rua dos Mensaleiros”, “Alameda dos Petroleiros”, “Avenida dos Corruptos”, “Superquadra dos Corruptores”, “Largo dos Delatores” – ou, para um maior índice de “realismo” – “Calçada dos Doleiros”, sem falarmos no “Congresso dos mais de 300 Picaretas”, como um dia descreveu um antigo presidente.


Em Brasília, onde não há inocentes, só cúmplices – como escreveu Nelson Rodrigues – o país corre o sério risco de se transformar na “República dos Tristes Fados”. Parece que vão faltar lágrimas para o tanto que ainda teremos a lamentar. Ainda vamos sentir saudades das más notícias, que eram apenas más, nunca tragicamente tão incomuns.


Vamos sentir falta das sete pragas bíblicas do Egito, que incluíam rios de sangue e nuvens de gafanhotos. Teremos que rogar a Deus mais do que consolo e misericórdia. Teremos que pedir um grande milagre que salve a humanidade.


RAMOS, Sérgio da Costa. Disponível em: https://ndmais.com.br/ saude/sergio-da-costa-ramos-saudades-das-mas-noticias/. Acesso em: 15 de set 2025. Publicado em 06/03/21. Adaptado. 
Sobre o texto 1, é correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3693120 Português

Leia o texto abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta.


Por que o Rio Grande do Sul voltou a ter enchentes com mortes?


Treze meses após enfrentar uma enchente histórica, o Rio Grande do Sul volta a se defrontar com a força das águas. Desde a segunda semana de junho, são quatro mortes em decorrência das chuvas, conforme a Defesa Civil do estado. Uma pessoa continua desaparecida. A população acompanha, com apreensão, e teme mais estragos.

“A gente fica o dia todo tenso, ainda mais com esse vento sul. Estamos rezando para que o vento vire e mande essa água para o outro lado”, desabafa Rafael Sartori, presidente da Associação do Comércio do Mercado Público Central de Porto Alegre (Ascomepc), mercado localizado no Centro Histórico, onde a água passou de 1,80 metro em 2024.


Especial para a Gazeta do Povo 25/06/2025


Os eventos noticiados estão relacionados com a(o) 

Alternativas
Q3693110 Português

Padrões de beleza: as consequências do encaixe na sociedade 


Uma série de parâmetros que indica quem se encaixa nos padrões de beleza traz consequências sérias



    Desde a antiguidade há a formação de padrões. Conforme o passar do tempo, os conceitos de beleza também mudaram. Algo que sempre integrou o imaginário social, esses padrões influenciaram a forma como muitas pessoas enxergam a si mesmas e, assim, trazem inúmeras consequências para a sociedade. 


    Na atualidade, os padrões de beleza possuem variedades locais, mas costumam envolver pessoas altas, magras e loiras. O grande problema é que muitos consideram a aparência divulgada nas redes sociais, em revistas e na TV como o modelo ideal de beleza a ser seguido. No entanto, essas imagens não refletem a completa realidade, porque muitas vezes possuem edições, filtros e efeitos. Assim, muitas pessoas começam a se inspirar em algo que é apenas uma ilusão, ou uma realidade criada com os recursos de mídia. A visão dos padrões 


    As pessoas passam cada vez mais a buscar e se encaixar nesses padrões e, muitas vezes, sequer reconhecem a existência dele. Começa, nesse ponto, a confusão entre gosto e os padrões de beleza. 


    Gosto é algo que varia de pessoa para pessoa e depende de suas vivências e experiências, já os padrões envolvem algo comum entre todos da sociedade. Quanto às aparências mais valorizadas, as que não são reconhecidas pela existência dos padrões de beleza, ganham mais valor por serem do gosto de cada um. O que impressiona é que, para ser uma particularidade, esse gosto é muito parecido entre todas as pessoas, e então dá-se o ciclo de padrões. 


A tentativa de desconstrução dos padrões de beleza 


    É preocupante também que, na tentativa de desconstruir essa busca incessante por seguir aos padrões, muitos caem na armadilha de reforçá-los. Isso ocorre, por exemplo, quando as pessoas afirmam que o importante é a beleza interior, e não exterior. 


    Esse discurso, embora seja em parte muito rico, por mostrar que as características psicológicas e emocionais são mais importantes do que a aparência, acaba encerrando o debate sobre os padrões e, de certa forma, enfatizando-os. Isso acontece porque pressupõe que existem pessoas mais bonitas do que outras, mas que isso não deve ser tão levado em consideração.


    Enquanto todas essas afirmações se propagam, os padrões de beleza são cada vez mais disseminados e passam a afetar a realidade de mais e mais pessoas. 


Consequências das tentativas de encaixe


    Como primeira consequência, podemos apontar a redução da autoestima, afinal, muitos começam a se comparar com pessoas consideradas bonitas e passam a questionar a própria beleza. Assim, podem passar a não gostar do que enxergam no espelho e a buscar se modificar para ficar mais próximo aos padrões. Maquiagens, intervenções estéticas, mudanças no cabelo e até mais edições nas próprias fotos.


    Tudo isso começa a ter dimensões gigantes, e a grande maioria passa a tentar seguir esses padrões, fazendo o necessário para isso. O que muitos não conseguem notar é que essa prática, inúmeras vezes, ocasiona a perda da singularidade, pois é evidente que, ao seguir um mesmo modelo, todos passam a ficar, de certa maneira, parecidos. 


    Isso se agrava ainda mais quando as tentativas por se encaixar naquilo que é considerado bonito passam a afetar a saúde mental e física. Um exemplo são os transtornos alimentares, que refletem justamente a forma como a busca por um corpo “perfeito” pode prejudicar gravemente a saúde e a vida de uma pessoa.


    Nesse cenário, a beleza é associada a um padrão, o que significa que algumas características são valorizadas e outras menosprezadas, fazendo com que alguns se encaixem mais e outros menos. E o que mais impressiona é que muitas pessoas insistem em negar a existência dos padrões e de seus aspectos negativos ao invés de questioná-los. 


    Então, fica a reflexão: não seria melhor lutar para desconstruir esses padrões de beleza do que continuar nessa busca insana por seguir um modelo ilusório que aprisiona e dita como as pessoas devem ser? 


Por Camille Magri Garabosky – Fala! Cásper – Em 07/07/2021

https://falauniversidades.com.br/opiniao-padroes-de-beleza-as-consequencias-do-encaixe-na-sociedade/ 

“Esse discurso, embora seja em parte muito rico, por mostrar que as características psicológicas e emocionais são mais importantes do que a aparência, acaba encerrando o debate sobre os padrões e, de certa forma, enfatizando-os¹. Isso² acontece porque pressupõe que existem pessoas mais bonitas do que outras, mas que isso³ não deve ser tão levado em consideração”. 

Os pronomes destacados no trecho acima estão realizando coesão referencial, pois estão retomando ideias ou termos já mencionados no texto. Após analisar o emprego desses pronomes, aponte a opção que apresenta a coesão referencial correta. 
Alternativas
Q3693106 Português

Padrões de beleza: as consequências do encaixe na sociedade 


Uma série de parâmetros que indica quem se encaixa nos padrões de beleza traz consequências sérias



    Desde a antiguidade há a formação de padrões. Conforme o passar do tempo, os conceitos de beleza também mudaram. Algo que sempre integrou o imaginário social, esses padrões influenciaram a forma como muitas pessoas enxergam a si mesmas e, assim, trazem inúmeras consequências para a sociedade. 


    Na atualidade, os padrões de beleza possuem variedades locais, mas costumam envolver pessoas altas, magras e loiras. O grande problema é que muitos consideram a aparência divulgada nas redes sociais, em revistas e na TV como o modelo ideal de beleza a ser seguido. No entanto, essas imagens não refletem a completa realidade, porque muitas vezes possuem edições, filtros e efeitos. Assim, muitas pessoas começam a se inspirar em algo que é apenas uma ilusão, ou uma realidade criada com os recursos de mídia. A visão dos padrões 


    As pessoas passam cada vez mais a buscar e se encaixar nesses padrões e, muitas vezes, sequer reconhecem a existência dele. Começa, nesse ponto, a confusão entre gosto e os padrões de beleza. 


    Gosto é algo que varia de pessoa para pessoa e depende de suas vivências e experiências, já os padrões envolvem algo comum entre todos da sociedade. Quanto às aparências mais valorizadas, as que não são reconhecidas pela existência dos padrões de beleza, ganham mais valor por serem do gosto de cada um. O que impressiona é que, para ser uma particularidade, esse gosto é muito parecido entre todas as pessoas, e então dá-se o ciclo de padrões. 


A tentativa de desconstrução dos padrões de beleza 


    É preocupante também que, na tentativa de desconstruir essa busca incessante por seguir aos padrões, muitos caem na armadilha de reforçá-los. Isso ocorre, por exemplo, quando as pessoas afirmam que o importante é a beleza interior, e não exterior. 


    Esse discurso, embora seja em parte muito rico, por mostrar que as características psicológicas e emocionais são mais importantes do que a aparência, acaba encerrando o debate sobre os padrões e, de certa forma, enfatizando-os. Isso acontece porque pressupõe que existem pessoas mais bonitas do que outras, mas que isso não deve ser tão levado em consideração.


    Enquanto todas essas afirmações se propagam, os padrões de beleza são cada vez mais disseminados e passam a afetar a realidade de mais e mais pessoas. 


Consequências das tentativas de encaixe


    Como primeira consequência, podemos apontar a redução da autoestima, afinal, muitos começam a se comparar com pessoas consideradas bonitas e passam a questionar a própria beleza. Assim, podem passar a não gostar do que enxergam no espelho e a buscar se modificar para ficar mais próximo aos padrões. Maquiagens, intervenções estéticas, mudanças no cabelo e até mais edições nas próprias fotos.


    Tudo isso começa a ter dimensões gigantes, e a grande maioria passa a tentar seguir esses padrões, fazendo o necessário para isso. O que muitos não conseguem notar é que essa prática, inúmeras vezes, ocasiona a perda da singularidade, pois é evidente que, ao seguir um mesmo modelo, todos passam a ficar, de certa maneira, parecidos. 


    Isso se agrava ainda mais quando as tentativas por se encaixar naquilo que é considerado bonito passam a afetar a saúde mental e física. Um exemplo são os transtornos alimentares, que refletem justamente a forma como a busca por um corpo “perfeito” pode prejudicar gravemente a saúde e a vida de uma pessoa.


    Nesse cenário, a beleza é associada a um padrão, o que significa que algumas características são valorizadas e outras menosprezadas, fazendo com que alguns se encaixem mais e outros menos. E o que mais impressiona é que muitas pessoas insistem em negar a existência dos padrões e de seus aspectos negativos ao invés de questioná-los. 


    Então, fica a reflexão: não seria melhor lutar para desconstruir esses padrões de beleza do que continuar nessa busca insana por seguir um modelo ilusório que aprisiona e dita como as pessoas devem ser? 


Por Camille Magri Garabosky – Fala! Cásper – Em 07/07/2021

https://falauniversidades.com.br/opiniao-padroes-de-beleza-as-consequencias-do-encaixe-na-sociedade/ 

Considerando as características do texto "Padrões de beleza: as consequências do encaixe na sociedade", assinale a alternativa que melhor descreve seu gênero e tipologia textual predominante: 
Alternativas
Q3693105 Português

Padrões de beleza: as consequências do encaixe na sociedade 


Uma série de parâmetros que indica quem se encaixa nos padrões de beleza traz consequências sérias



    Desde a antiguidade há a formação de padrões. Conforme o passar do tempo, os conceitos de beleza também mudaram. Algo que sempre integrou o imaginário social, esses padrões influenciaram a forma como muitas pessoas enxergam a si mesmas e, assim, trazem inúmeras consequências para a sociedade. 


    Na atualidade, os padrões de beleza possuem variedades locais, mas costumam envolver pessoas altas, magras e loiras. O grande problema é que muitos consideram a aparência divulgada nas redes sociais, em revistas e na TV como o modelo ideal de beleza a ser seguido. No entanto, essas imagens não refletem a completa realidade, porque muitas vezes possuem edições, filtros e efeitos. Assim, muitas pessoas começam a se inspirar em algo que é apenas uma ilusão, ou uma realidade criada com os recursos de mídia. A visão dos padrões 


    As pessoas passam cada vez mais a buscar e se encaixar nesses padrões e, muitas vezes, sequer reconhecem a existência dele. Começa, nesse ponto, a confusão entre gosto e os padrões de beleza. 


    Gosto é algo que varia de pessoa para pessoa e depende de suas vivências e experiências, já os padrões envolvem algo comum entre todos da sociedade. Quanto às aparências mais valorizadas, as que não são reconhecidas pela existência dos padrões de beleza, ganham mais valor por serem do gosto de cada um. O que impressiona é que, para ser uma particularidade, esse gosto é muito parecido entre todas as pessoas, e então dá-se o ciclo de padrões. 


A tentativa de desconstrução dos padrões de beleza 


    É preocupante também que, na tentativa de desconstruir essa busca incessante por seguir aos padrões, muitos caem na armadilha de reforçá-los. Isso ocorre, por exemplo, quando as pessoas afirmam que o importante é a beleza interior, e não exterior. 


    Esse discurso, embora seja em parte muito rico, por mostrar que as características psicológicas e emocionais são mais importantes do que a aparência, acaba encerrando o debate sobre os padrões e, de certa forma, enfatizando-os. Isso acontece porque pressupõe que existem pessoas mais bonitas do que outras, mas que isso não deve ser tão levado em consideração.


    Enquanto todas essas afirmações se propagam, os padrões de beleza são cada vez mais disseminados e passam a afetar a realidade de mais e mais pessoas. 


Consequências das tentativas de encaixe


    Como primeira consequência, podemos apontar a redução da autoestima, afinal, muitos começam a se comparar com pessoas consideradas bonitas e passam a questionar a própria beleza. Assim, podem passar a não gostar do que enxergam no espelho e a buscar se modificar para ficar mais próximo aos padrões. Maquiagens, intervenções estéticas, mudanças no cabelo e até mais edições nas próprias fotos.


    Tudo isso começa a ter dimensões gigantes, e a grande maioria passa a tentar seguir esses padrões, fazendo o necessário para isso. O que muitos não conseguem notar é que essa prática, inúmeras vezes, ocasiona a perda da singularidade, pois é evidente que, ao seguir um mesmo modelo, todos passam a ficar, de certa maneira, parecidos. 


    Isso se agrava ainda mais quando as tentativas por se encaixar naquilo que é considerado bonito passam a afetar a saúde mental e física. Um exemplo são os transtornos alimentares, que refletem justamente a forma como a busca por um corpo “perfeito” pode prejudicar gravemente a saúde e a vida de uma pessoa.


    Nesse cenário, a beleza é associada a um padrão, o que significa que algumas características são valorizadas e outras menosprezadas, fazendo com que alguns se encaixem mais e outros menos. E o que mais impressiona é que muitas pessoas insistem em negar a existência dos padrões e de seus aspectos negativos ao invés de questioná-los. 


    Então, fica a reflexão: não seria melhor lutar para desconstruir esses padrões de beleza do que continuar nessa busca insana por seguir um modelo ilusório que aprisiona e dita como as pessoas devem ser? 


Por Camille Magri Garabosky – Fala! Cásper – Em 07/07/2021

https://falauniversidades.com.br/opiniao-padroes-de-beleza-as-consequencias-do-encaixe-na-sociedade/ 

O texto aborda a tentativa de desconstrução dos padrões de beleza. Qual é a armadilha mencionada que pode, paradoxalmente, reforçar esses padrões?
Alternativas
Q3693104 Português

Padrões de beleza: as consequências do encaixe na sociedade 


Uma série de parâmetros que indica quem se encaixa nos padrões de beleza traz consequências sérias



    Desde a antiguidade há a formação de padrões. Conforme o passar do tempo, os conceitos de beleza também mudaram. Algo que sempre integrou o imaginário social, esses padrões influenciaram a forma como muitas pessoas enxergam a si mesmas e, assim, trazem inúmeras consequências para a sociedade. 


    Na atualidade, os padrões de beleza possuem variedades locais, mas costumam envolver pessoas altas, magras e loiras. O grande problema é que muitos consideram a aparência divulgada nas redes sociais, em revistas e na TV como o modelo ideal de beleza a ser seguido. No entanto, essas imagens não refletem a completa realidade, porque muitas vezes possuem edições, filtros e efeitos. Assim, muitas pessoas começam a se inspirar em algo que é apenas uma ilusão, ou uma realidade criada com os recursos de mídia. A visão dos padrões 


    As pessoas passam cada vez mais a buscar e se encaixar nesses padrões e, muitas vezes, sequer reconhecem a existência dele. Começa, nesse ponto, a confusão entre gosto e os padrões de beleza. 


    Gosto é algo que varia de pessoa para pessoa e depende de suas vivências e experiências, já os padrões envolvem algo comum entre todos da sociedade. Quanto às aparências mais valorizadas, as que não são reconhecidas pela existência dos padrões de beleza, ganham mais valor por serem do gosto de cada um. O que impressiona é que, para ser uma particularidade, esse gosto é muito parecido entre todas as pessoas, e então dá-se o ciclo de padrões. 


A tentativa de desconstrução dos padrões de beleza 


    É preocupante também que, na tentativa de desconstruir essa busca incessante por seguir aos padrões, muitos caem na armadilha de reforçá-los. Isso ocorre, por exemplo, quando as pessoas afirmam que o importante é a beleza interior, e não exterior. 


    Esse discurso, embora seja em parte muito rico, por mostrar que as características psicológicas e emocionais são mais importantes do que a aparência, acaba encerrando o debate sobre os padrões e, de certa forma, enfatizando-os. Isso acontece porque pressupõe que existem pessoas mais bonitas do que outras, mas que isso não deve ser tão levado em consideração.


    Enquanto todas essas afirmações se propagam, os padrões de beleza são cada vez mais disseminados e passam a afetar a realidade de mais e mais pessoas. 


Consequências das tentativas de encaixe


    Como primeira consequência, podemos apontar a redução da autoestima, afinal, muitos começam a se comparar com pessoas consideradas bonitas e passam a questionar a própria beleza. Assim, podem passar a não gostar do que enxergam no espelho e a buscar se modificar para ficar mais próximo aos padrões. Maquiagens, intervenções estéticas, mudanças no cabelo e até mais edições nas próprias fotos.


    Tudo isso começa a ter dimensões gigantes, e a grande maioria passa a tentar seguir esses padrões, fazendo o necessário para isso. O que muitos não conseguem notar é que essa prática, inúmeras vezes, ocasiona a perda da singularidade, pois é evidente que, ao seguir um mesmo modelo, todos passam a ficar, de certa maneira, parecidos. 


    Isso se agrava ainda mais quando as tentativas por se encaixar naquilo que é considerado bonito passam a afetar a saúde mental e física. Um exemplo são os transtornos alimentares, que refletem justamente a forma como a busca por um corpo “perfeito” pode prejudicar gravemente a saúde e a vida de uma pessoa.


    Nesse cenário, a beleza é associada a um padrão, o que significa que algumas características são valorizadas e outras menosprezadas, fazendo com que alguns se encaixem mais e outros menos. E o que mais impressiona é que muitas pessoas insistem em negar a existência dos padrões e de seus aspectos negativos ao invés de questioná-los. 


    Então, fica a reflexão: não seria melhor lutar para desconstruir esses padrões de beleza do que continuar nessa busca insana por seguir um modelo ilusório que aprisiona e dita como as pessoas devem ser? 


Por Camille Magri Garabosky – Fala! Cásper – Em 07/07/2021

https://falauniversidades.com.br/opiniao-padroes-de-beleza-as-consequencias-do-encaixe-na-sociedade/ 

De acordo com o texto, qual é a principal diferença entre "gosto" e "padrões de beleza"? 
Alternativas
Q3692996 Português
Numa página oficial lê-se: “Agende sua vacina agora” (botão), “veja os estudos que embasaram a decisão” (links para artigos) e uma seção que parodia slogans conhecidos para reforçar a mensagem. A classificação correta é: 
Alternativas
Q3692686 Português
Com base no trecho a seguir, analise as afirmativas:

“[...] o tema das relações interpessoais na escola está indissociavelmente conectado à realização das necessidades educativas fundamentais do desenvolvimento pessoal e intelectual de cada aluno. [...] a qualidade da educação prevê também a formação da personalidade do educando em sua integralidade, para a qual é imprescindível contar com a liberdade, a pluralidade e a democracia.” (BAIA E MACHADO, 2021)

( ) A formação integral do educando envolve tanto aspectos individuais quanto sociais, que não podem ser tratados de forma separada.
( ) A função da escola, segundo o texto, se restringe ao fornecimento de informações e conteúdos acadêmicos.
( ) Para que se atinja uma educação de qualidade, é necessário que a escola promova valores como liberdade, pluralidade e democracia.


Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3692632 Português
LEIA o texto a seguir para responder a questão.

O bom e o mau


Carlos Heitor Cony

        Se me perguntarem (ninguém me pergunta nada há muito tempo) o que mais me irrita atualmente e o que mais me gratifica, eu responderei que é o computador. Na verdade, fica difícil imaginar a vida profissional sem ele, seus recursos de memória e arquivo, a capacidade de fazer correções, eliminar ou acrescentar palavras e parágrafos.

        É também irritante, sobretudo com os programas cada vez mais avançados que bolam para os usuários. Não sei qual foi o gênio que programou os dias da semana (segunda, terça, quarta etc.) com maiúsculas. Não os uso assim, e toda vez que começo a escrever "na segunda fila" ou "ter ou não ter, eis a questão" sou obrigado a eliminar a maiúscula, pois o computador, para melhor e mais rapidamente me servir, acha que eu vou escrever o que não quero nem preciso escrever.

        Acho que já contei esta história. Se contei, conto-a outra vez, pois ela expressa exatamente o que o computador pode nos dar de bom e ruim. Um escritor norte-americano escreveu um romance em que o personagem principal teria o nome de Julieta. Um amigo, que leu os originais, achou que o nome italianado não combinava com a mocinha do oeste dos Estados Unidos, que devia se chamar Bárbara, Carol ou Kate.

        O autor concordou e usando o recurso do "replace", ordenou que toda vez que aparecesse a palavra "Julieta", fosse ela substituída pela palavra "Bárbara". Mandou o original assim emendado para a editora e quando recebeu o primeiro exemplar de sua obra, verificou que os seus personagens haviam ido ao teatro assistir a uma peça de Shakespeare intitulada "Romeu e Bárbara".

        Ao computador pode-se aplicar aquele pensamento do cão de Quincas Borba, que para facilitar as coisas, tinha o mesmo nome do dono: "Nada é completamente bom, nada é completamente mau".

CONY, Carlos Heitor. In: Manuel da Costa Pinto (Org.). Crônica brasileira contemporânea: antologia de crônicas. São Paulo: Salamandra, 2005. p. 30-31
Para o autor Carlos Heitor Cony:
Alternativas
Q3691711 Português
Quem sabe Deus está ouvindo


          Outro dia eu estava distraído, chupando um caju na varanda, e fiquei com a castanha na mão, sem saber onde botar. Perto de mim havia um vaso de antúrio; pus a castanha ali, calcandoa um pouco para entrar na terra, sem sequer me dar conta do que fazia.

           Na semana seguinte a empregada me chamou a atenção: a castanha estava brotando. Alguma coisa verde saía da terra, em forma de concha. Dois ou três dias depois acordei cedo, e vi que durante a noite aquela coisa verde lançara para o ar um caule com pequenas folhas. É impressionante a rapidez com que essa plantinha cresce e vai abrindo folhas novas. Notei que a empregada regava com especial carinho a planta, e caçoei dela:

           — Você vai criar um cajueiro aí?

           Embaraçada, ela confessou: tinha de arrancar a mudinha, naturalmente; mas estava com pena.

          — Mas é melhor arrancar logo, não é? Fiquei em silêncio. Seria exagero dizer: silêncio criminoso — mas confesso que havia nele um certo remorso. Um silêncio covarde. Não tenho terra onde plantar um cajueiro, e seria uma tolice permitir que ele crescesse ali mais alguns centímetros, sem nenhum futuro. Eu fora o culpado, com meu gesto leviano de enterrar a castanha, mas isto a empregada não sabe: ela pensa que tudo foi obra do acaso. Arrancar a plantinha com a minha mão — disso eu não seria capaz; nem mesmo dar ordem para que ela o fizesse. Se ela o fizer, darei de ombros e não pensarei mais no caso; mas que o faça com sua mão, por sua iniciativa. Para a castanha e sua linda plantinha seremos dois deuses contrários, mas igualmente ignaros: eu, o deus da Vida; ela, o da Morte.

           Hoje pela manhã ela começou a me dizer alguma coisa — “seu Rubem, o cajueiro…” — mas o telefone tocou, fui atender, e a frase não se completou. Agora mesmo ela voltou da feira; trouxe um pequeno vaso com terra e transplantou para ele a mudinha. Veio me mostrar: 

         — Eu comprei um vaso.
       
         — Ahn...
         
          Depois de um silêncio, eu disse:
 
         — Cajueiro sente muito a mudança, morre à toa... Ela olhou a plantinha e disse com convicção: — Esse aqui não vai morrer, não senhor.

          Eu devia lhe perguntar o que ela vai fazer com aquilo, daqui a uma, duas semanas. Ela espera, talvez, que eu o leve para o quintal de algum amigo; ela mesma não tem onde plantá-lo. Senti que ela tivera medo de que eu a censurasse pela compra do vaso e ficara aliviada com minha indiferença. Antes de me sentar para escrever, eu disse, sorrindo, uma frase profética, dita apenas por dizer:

         — Ainda vou chupar muito caju desse cajueiro!

          Ela riu muito, depois ficou séria, levou o vaso para a varanda, e, ao passar por mim na sala, disse baixo, com certa gravidade:

          — É capaz mesmo, seu Rubem; quem sabe Deus está ouvindo o que o senhor está dizendo...

        Mas eu acho, sem falsa modéstia, que Deus deve andar muito ocupado com as bombas de hidrogênio e outros assuntos maiores.



BRAGA, R. Ai de ti, Copacabana! Rio de Janeiro, 1960. Disponível em < https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/12044/quemsabe-deus-esta-ouvindo>. 
A figura de linguagem presente no trecho “— Cajueiro sente muito a mudança, morre à toa...” é a de:
Alternativas
Q3691710 Português
Quem sabe Deus está ouvindo


          Outro dia eu estava distraído, chupando um caju na varanda, e fiquei com a castanha na mão, sem saber onde botar. Perto de mim havia um vaso de antúrio; pus a castanha ali, calcandoa um pouco para entrar na terra, sem sequer me dar conta do que fazia.

           Na semana seguinte a empregada me chamou a atenção: a castanha estava brotando. Alguma coisa verde saía da terra, em forma de concha. Dois ou três dias depois acordei cedo, e vi que durante a noite aquela coisa verde lançara para o ar um caule com pequenas folhas. É impressionante a rapidez com que essa plantinha cresce e vai abrindo folhas novas. Notei que a empregada regava com especial carinho a planta, e caçoei dela:

           — Você vai criar um cajueiro aí?

           Embaraçada, ela confessou: tinha de arrancar a mudinha, naturalmente; mas estava com pena.

          — Mas é melhor arrancar logo, não é? Fiquei em silêncio. Seria exagero dizer: silêncio criminoso — mas confesso que havia nele um certo remorso. Um silêncio covarde. Não tenho terra onde plantar um cajueiro, e seria uma tolice permitir que ele crescesse ali mais alguns centímetros, sem nenhum futuro. Eu fora o culpado, com meu gesto leviano de enterrar a castanha, mas isto a empregada não sabe: ela pensa que tudo foi obra do acaso. Arrancar a plantinha com a minha mão — disso eu não seria capaz; nem mesmo dar ordem para que ela o fizesse. Se ela o fizer, darei de ombros e não pensarei mais no caso; mas que o faça com sua mão, por sua iniciativa. Para a castanha e sua linda plantinha seremos dois deuses contrários, mas igualmente ignaros: eu, o deus da Vida; ela, o da Morte.

           Hoje pela manhã ela começou a me dizer alguma coisa — “seu Rubem, o cajueiro…” — mas o telefone tocou, fui atender, e a frase não se completou. Agora mesmo ela voltou da feira; trouxe um pequeno vaso com terra e transplantou para ele a mudinha. Veio me mostrar: 

         — Eu comprei um vaso.
       
         — Ahn...
         
          Depois de um silêncio, eu disse:
 
         — Cajueiro sente muito a mudança, morre à toa... Ela olhou a plantinha e disse com convicção: — Esse aqui não vai morrer, não senhor.

          Eu devia lhe perguntar o que ela vai fazer com aquilo, daqui a uma, duas semanas. Ela espera, talvez, que eu o leve para o quintal de algum amigo; ela mesma não tem onde plantá-lo. Senti que ela tivera medo de que eu a censurasse pela compra do vaso e ficara aliviada com minha indiferença. Antes de me sentar para escrever, eu disse, sorrindo, uma frase profética, dita apenas por dizer:

         — Ainda vou chupar muito caju desse cajueiro!

          Ela riu muito, depois ficou séria, levou o vaso para a varanda, e, ao passar por mim na sala, disse baixo, com certa gravidade:

          — É capaz mesmo, seu Rubem; quem sabe Deus está ouvindo o que o senhor está dizendo...

        Mas eu acho, sem falsa modéstia, que Deus deve andar muito ocupado com as bombas de hidrogênio e outros assuntos maiores.



BRAGA, R. Ai de ti, Copacabana! Rio de Janeiro, 1960. Disponível em < https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/12044/quemsabe-deus-esta-ouvindo>. 
Pela última fala da empregada, conclui-se que, para ela:
Alternativas
Q3691586 Português
A figura de linguagem definida como quebra ou interrupção do fio da frase, ficando termos sintaticamente desligados do resto do período, sem função é a(o): 
Alternativas
Respostas
10321: D
10322: C
10323: D
10324: B
10325: D
10326: E
10327: B
10328: A
10329: B
10330: D
10331: C
10332: B
10333: C
10334: D
10335: D
10336: B
10337: B
10338: D
10339: B
10340: E