Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3715178 Português
Texto CG2A1


    Imagino que a escrita nasceu da necessidade de não esquecer. O primeiro pré-homem que pensou “preciso me lembrar disso” deve ter olhado em volta procurando alguma coisa que ele ainda não sabia o que era. Era um pedaço de papel e uma Bic. Claro que, para chegar ao papel e à esferográfica, tivemos que passar antes pelo risco com vara no chão, o rabisco com carvão na parede da caverna, o hieróglifo no tablete de barro etc. Mas a angústia primordial foi a de perder o pensamento fugidio ou a cena insólita. Pense em quantas ideias não desapareceram para sempre por falta de algo que as retivesse na memória e no mundo. A história da civilização teria sido outra se, antes de inventar a roda, o homem tivesse inventado o bloco de notas.

    As espécies que não desenvolveram a escrita valem-se da memória intuitiva. O salmão sabe, não sabendo, o caminho certo para o lugar onde nasceu e onde deve depositar seus ovos. Dizem que o elefante guarda na memória tudo que lhe acontece na vida, principalmente as desfeitas, mas vá pedir que ele bote seu ressentimento no papel. Já o homem pode ser definido como o animal que precisa consultar as suas notas. Nas sociedades não letradas, as lembranças sobrevivem na recitação reiterada e no mito tribal, que é a memória ritualizada. As outras dependem do memorando.

    E mesmo com todas as formas de anotação inventadas pelo homem desde as primeiras cavernas, inclusive o notebook, a angústia persiste. Estou escrevendo isto porque acordei com uma boa ideia para um texto e botei a ideia num papel. Normalmente não faço isso, porque sempre me esqueço de ter um bloco de notas à mão para não esquecer a eventual ideia e porque sei, intuitivamente, que, se tivesse o bloco de notas à mão, a ideia viria no chuveiro. Mas desta vez a ideia coincidiu com a proximidade de um pedaço de papel e um lápis, e anotei-a assim que acordei. Não exatamente a ideia, mas uma frase que me faria lembrar da ideia. Estou com ela aqui. “Conhece-te a ti mesmo, mas não fique íntimo”.

   E não consigo me lembrar de qual era a ideia de que a frase me faria lembrar. Algo sobre os perigos da autoanálise muito aprofundada? Sobre o pensamento socrático? Ou o quê? Não consigo me lembrar. Um consolo, numa situação destas, é pensar que, se a ideia não é lembrada, é porque não era tão boa assim. Mas geralmente se pensa o contrário: as melhores ideias são as que a gente esqueceu. O que é terrível.


Luís Fernando Verissimo. Memória e anotações. In: Estadão, 22/9/2011. Internet: <www.estadao.com.br> (com adaptações).  
A partir das características do texto CG2A1, é correto classificá-lo, quanto ao gênero textual, como  
Alternativas
Q3715177 Português
Texto CG2A1


    Imagino que a escrita nasceu da necessidade de não esquecer. O primeiro pré-homem que pensou “preciso me lembrar disso” deve ter olhado em volta procurando alguma coisa que ele ainda não sabia o que era. Era um pedaço de papel e uma Bic. Claro que, para chegar ao papel e à esferográfica, tivemos que passar antes pelo risco com vara no chão, o rabisco com carvão na parede da caverna, o hieróglifo no tablete de barro etc. Mas a angústia primordial foi a de perder o pensamento fugidio ou a cena insólita. Pense em quantas ideias não desapareceram para sempre por falta de algo que as retivesse na memória e no mundo. A história da civilização teria sido outra se, antes de inventar a roda, o homem tivesse inventado o bloco de notas.

    As espécies que não desenvolveram a escrita valem-se da memória intuitiva. O salmão sabe, não sabendo, o caminho certo para o lugar onde nasceu e onde deve depositar seus ovos. Dizem que o elefante guarda na memória tudo que lhe acontece na vida, principalmente as desfeitas, mas vá pedir que ele bote seu ressentimento no papel. Já o homem pode ser definido como o animal que precisa consultar as suas notas. Nas sociedades não letradas, as lembranças sobrevivem na recitação reiterada e no mito tribal, que é a memória ritualizada. As outras dependem do memorando.

    E mesmo com todas as formas de anotação inventadas pelo homem desde as primeiras cavernas, inclusive o notebook, a angústia persiste. Estou escrevendo isto porque acordei com uma boa ideia para um texto e botei a ideia num papel. Normalmente não faço isso, porque sempre me esqueço de ter um bloco de notas à mão para não esquecer a eventual ideia e porque sei, intuitivamente, que, se tivesse o bloco de notas à mão, a ideia viria no chuveiro. Mas desta vez a ideia coincidiu com a proximidade de um pedaço de papel e um lápis, e anotei-a assim que acordei. Não exatamente a ideia, mas uma frase que me faria lembrar da ideia. Estou com ela aqui. “Conhece-te a ti mesmo, mas não fique íntimo”.

   E não consigo me lembrar de qual era a ideia de que a frase me faria lembrar. Algo sobre os perigos da autoanálise muito aprofundada? Sobre o pensamento socrático? Ou o quê? Não consigo me lembrar. Um consolo, numa situação destas, é pensar que, se a ideia não é lembrada, é porque não era tão boa assim. Mas geralmente se pensa o contrário: as melhores ideias são as que a gente esqueceu. O que é terrível.


Luís Fernando Verissimo. Memória e anotações. In: Estadão, 22/9/2011. Internet: <www.estadao.com.br> (com adaptações).  
No texto CG2A1, o vocábulo “insólita” (quinto período do primeiro parágrafo) está empregado no sentido de  
Alternativas
Q3715176 Português
Texto CG2A1


    Imagino que a escrita nasceu da necessidade de não esquecer. O primeiro pré-homem que pensou “preciso me lembrar disso” deve ter olhado em volta procurando alguma coisa que ele ainda não sabia o que era. Era um pedaço de papel e uma Bic. Claro que, para chegar ao papel e à esferográfica, tivemos que passar antes pelo risco com vara no chão, o rabisco com carvão na parede da caverna, o hieróglifo no tablete de barro etc. Mas a angústia primordial foi a de perder o pensamento fugidio ou a cena insólita. Pense em quantas ideias não desapareceram para sempre por falta de algo que as retivesse na memória e no mundo. A história da civilização teria sido outra se, antes de inventar a roda, o homem tivesse inventado o bloco de notas.

    As espécies que não desenvolveram a escrita valem-se da memória intuitiva. O salmão sabe, não sabendo, o caminho certo para o lugar onde nasceu e onde deve depositar seus ovos. Dizem que o elefante guarda na memória tudo que lhe acontece na vida, principalmente as desfeitas, mas vá pedir que ele bote seu ressentimento no papel. Já o homem pode ser definido como o animal que precisa consultar as suas notas. Nas sociedades não letradas, as lembranças sobrevivem na recitação reiterada e no mito tribal, que é a memória ritualizada. As outras dependem do memorando.

    E mesmo com todas as formas de anotação inventadas pelo homem desde as primeiras cavernas, inclusive o notebook, a angústia persiste. Estou escrevendo isto porque acordei com uma boa ideia para um texto e botei a ideia num papel. Normalmente não faço isso, porque sempre me esqueço de ter um bloco de notas à mão para não esquecer a eventual ideia e porque sei, intuitivamente, que, se tivesse o bloco de notas à mão, a ideia viria no chuveiro. Mas desta vez a ideia coincidiu com a proximidade de um pedaço de papel e um lápis, e anotei-a assim que acordei. Não exatamente a ideia, mas uma frase que me faria lembrar da ideia. Estou com ela aqui. “Conhece-te a ti mesmo, mas não fique íntimo”.

   E não consigo me lembrar de qual era a ideia de que a frase me faria lembrar. Algo sobre os perigos da autoanálise muito aprofundada? Sobre o pensamento socrático? Ou o quê? Não consigo me lembrar. Um consolo, numa situação destas, é pensar que, se a ideia não é lembrada, é porque não era tão boa assim. Mas geralmente se pensa o contrário: as melhores ideias são as que a gente esqueceu. O que é terrível.


Luís Fernando Verissimo. Memória e anotações. In: Estadão, 22/9/2011. Internet: <www.estadao.com.br> (com adaptações).  
Conclui-se do texto CG2A1 que o fato que levou o autor a escrevê-lo foi 
Alternativas
Q3714790 Português
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que apresenta elementos constitutivos dos gêneros do discurso, conforme Bakhtin (2003), com suas respectivas definições:

Primeira coluna: conceito
1. Conteúdo temático
2. Composição
3. Estilo
4. Produção textual escolar
5. Intervenção docente

Segunda coluna: definição
(__) Organização estrutural e arquitetônica do texto, determinada pelo gênero e pelas condições de produção do discurso.
(__) Ação mediadora que orienta a elaboração de textos com coerência, coesão e adequação às convenções da língua escrita.
(__) Perspectiva de ensino em que a escrita é concebida como prática de interlocução real entre sujeitos, com propósitos comunicativos definidos.
(__) Seleção e uso de recursos lexicais e gramaticais que conferem singularidade à enunciação.
(__) Dimensão temática do enunciado, relacionada ao projeto discursivo do locutor e às condições de produção da linguagem.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Alternativas
Q3714786 Português
Associe a primeira coluna, que apresenta objetivos de leitura propostos por Solé (1998), à segunda coluna, que descreve suas respectivas finalidades:

Primeira coluna: objetivos de leitura
1. Ler para obter informação de caráter geral
2. Ler para seguir instruções
3. Ler para revisão de escrita própria
4. Ler para comunicar um texto a um auditório
5. Ler por prazer

Segunda coluna: finalidade
(__) Desenvolver a fruição pessoal, incentivando a autonomia do estudante na escolha de gêneros literários ou de interesse.
(__) Localizar orientações em gêneros instrucionais como receitas, bulas ou regras de jogos, para compreender procedimentos.
(__) Estimular o leitor a explorar jornais, revistas e sites para decidir se prossegue ou não na leitura, de acordo com o interesse.
(__) Incentivar a autocorreção de textos produzidos pelo próprio estudante, aprimorando a clareza e a coesão.
(__) Desenvolver oratória e expressividade por meio de gêneros como seminários, saraus ou debates.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Alternativas
Q3714696 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Leia o texto que segue. Ele foi extraído da obra Ideias para adiar o fim do mundo, composta por duas palestras e uma entrevista feitas por Ailton Krenak e que foram transcritas e organizadas no livro.

"Nosso tempo é especialista em criar ausências: do sentido de viver em sociedade, do próprio sentido da experiência da vida. Isso gera uma intolerância muito grande com relação a quem ainda é capaz de experimentar o prazer de estar vivo, de dançar, de cantar. E está cheio de pequenas constelações de gente espalhada pelo mundo que dança, canta, faz chover. O tipo de humanidade zumbi que estamos sendo convocados a integrar não tolera tanto prazer, tanta fruição de vida. Então, pregam o fim do mundo como uma possibilidade de fazer a gente desistir dos nossos próprios sonhos. E a minha provocação sobre adiar o fim do mundo é exatamente sempre poder contar mais uma história. Se pudermos fazer isso, estaremos adiando o fim."

(KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 13.)
"E a minha provocação sobre adiar o fim do mundo é exatamente sempre poder contar mais uma história. Se pudermos fazer isso, estaremos adiando o fim."

(__) A expressão "contar mais uma história" se refere a uma vida com sentido, pois, para contar mais uma história é preciso viver, o que, de acordo com o texto, pede de nós movimento, vida em sociedade, sonhos.
(__) A palavra "sempre" é um advérbio, desempenhando a função de adjunto adverbial. No caso do excerto, ele modifica a locução verbal "poder contar", conferindo-lhe uma noção de constância, de continuidade. Essa construção estabelece o sentido pretendido por Krenak de que, contando mais uma história continuamente, adiamos o fim do mundo.
(__) A locução verbal "estaremos adiando" (estar + gerúndio) é comumente usada em textos orais, como é o caso da palestra. Ela poderia ser substituída por "adiaremos", mantendo o sentido do texto.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: Prefeitura de Boa Vista - PB Provas: CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - PB - Analista - Especialidade: Analista Clínico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Assistente Social | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Enfermeiro | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Neurocirurgião Pediátrico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Cirurgião-Dentista - Especialidade: Bucomaxilofacial | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Especialista em Epidemiologia e Vigilância em Saúde | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Farmacêutico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Enfermeiro do Trabalho | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Neurologista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Cirurgião-Dentista - Especialidade: Clínico Geral | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Ortopedista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Enfermeiro Intensivista Pediátrico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Engenheiro em Segurança do Trabalho | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Otorrinolaringologista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Pediatra | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Cirurgião-Dentista - Especialidade: Endodontista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Psiquiatra | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Ultrassonografista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Urologista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Cirurgião-Dentista - Especialidade: Especialista em Pacientes PCD | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Cirurgião-Dentista - Especialidade: Estomatologista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Cirurgião-Dentista - Especialidade: Odontopediatra | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Cirurgião-Dentista - Especialidade: Protesista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Anestesiologista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Cirurgião Pediátrico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Cirurgião Plástico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Cirurgião Torácico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Gineco/Obstetra | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Intensivista Pediátrico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Médico do Trabalho | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Nefrologista Pediátrico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Fisioterapeuta | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Fisioterapeuta em Terapia Intensiva Neonatal e Pediátrica | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Fonoaudiólogo | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Nutricionista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Psicólogo | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Terapeuta Ocupacional | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Cirurgião Vascular | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Clínico-Geral | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Dermatologista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Endocrinologista Pediátrico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Gastroenterologista Pediátrico |
Q3714471 Português

Texto CG1A1 


    A relação entre sustentabilidade e saúde não é nova. Desde questões ocupacionais, passando pela qualidade do ar, da água, do solo, do uso de pesticidas, resíduos perigosos e radioativos, os impactos do modo de produção e consumo sobre o meio ambiente têm sempre retornado ao ser humano na forma de danos à saúde. As mudanças climáticas são um divisor de águas nesse processo. Eventos extremos como ondas de calor, secas e inundações modificam os habitats naturais, forçando animais a migrarem para novas áreas. Essa movimentação aumenta as chances de contato entre espécies, inclusive a humana, e facilita a transmissão de patógenos. Além disso, as alterações climáticas influenciam a distribuição de vetores, como mosquitos e carrapatos, expandindo a área geográfica de doenças como a malária e a dengue. Doenças crônicas, cardiovasculares e respiratórias também são acentuadas por altas temperaturas e poluição do ar.


    Na linha das notícias aterradoras sobre o futuro, o relatório Qualificando o impacto das mudanças climáticas na saúde humana, lançado pelo Fórum Econômico Mundial em janeiro de 2024, aponta que a mudança do clima pode causar até 14,5 milhões de mortes adicionais e perdas econômicas da ordem de 12,5 trilhões de dólares ao redor do mundo até 2050. A pressão sobre os sistemas de saúde será imensa, somando 1,1 trilhão de dólares em custos extras. Entre os impactos projetados, 79% relacionam-se a condições de saúde que se desenvolvem após os eventos climáticos e afetam o bem-estar de indivíduos e comunidades. Ainda, desastres climáticos e o sofrimento gerado por eventos como ondas de calor extremas e o processo de degradação dos ecossistemas exacerbam os riscos para aqueles com transtornos mentais preexistentes, o que aumenta as taxas de suicídio e internações hospitalares. 


    Assim, as novas gerações, que herdarão as consequências mais duras das mudanças climáticas, estão experimentando um aumento significativo de ansiedade, estresse e outros problemas de saúde mental, conhecidos como ansiedade climática ou ecoansiedade. O conceito é definido pela Associação Americana de Psicologia (APA) como um medo crônico da destruição ambiental, que varia de estresse leve a transtornos clínicos como depressão, ansiedade, transtorno de estresse pós-traumático, e pode envolver efeitos intergeracionais, em especial quando os danos ambientais implicam a perda de um modo de vida ou cultura. O sofrimento de crianças e adolescentes associa-se tanto às experiências da emergência climática atual quanto à impossibilidade de imaginar futuros alternativos a distopias socioambientais.


Internet: (com adaptações). 

No penúltimo período do primeiro parágrafo do texto CG1A1, o sentido da forma verbal “influenciam” é o mesmo de 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: Prefeitura de Boa Vista - PB Provas: CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - PB - Analista - Especialidade: Analista Clínico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Assistente Social | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Enfermeiro | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Neurocirurgião Pediátrico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Cirurgião-Dentista - Especialidade: Bucomaxilofacial | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Especialista em Epidemiologia e Vigilância em Saúde | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Farmacêutico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Enfermeiro do Trabalho | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Neurologista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Cirurgião-Dentista - Especialidade: Clínico Geral | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Ortopedista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Enfermeiro Intensivista Pediátrico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Engenheiro em Segurança do Trabalho | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Otorrinolaringologista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Pediatra | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Cirurgião-Dentista - Especialidade: Endodontista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Psiquiatra | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Ultrassonografista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Urologista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Cirurgião-Dentista - Especialidade: Especialista em Pacientes PCD | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Cirurgião-Dentista - Especialidade: Estomatologista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Cirurgião-Dentista - Especialidade: Odontopediatra | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Cirurgião-Dentista - Especialidade: Protesista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Anestesiologista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Cirurgião Pediátrico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Cirurgião Plástico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Cirurgião Torácico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Gineco/Obstetra | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Intensivista Pediátrico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Médico do Trabalho | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Nefrologista Pediátrico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Fisioterapeuta | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Fisioterapeuta em Terapia Intensiva Neonatal e Pediátrica | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Fonoaudiólogo | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Nutricionista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Psicólogo | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Terapeuta Ocupacional | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Cirurgião Vascular | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Clínico-Geral | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Dermatologista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Endocrinologista Pediátrico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Gastroenterologista Pediátrico |
Q3714466 Português

Texto CG1A1 


    A relação entre sustentabilidade e saúde não é nova. Desde questões ocupacionais, passando pela qualidade do ar, da água, do solo, do uso de pesticidas, resíduos perigosos e radioativos, os impactos do modo de produção e consumo sobre o meio ambiente têm sempre retornado ao ser humano na forma de danos à saúde. As mudanças climáticas são um divisor de águas nesse processo. Eventos extremos como ondas de calor, secas e inundações modificam os habitats naturais, forçando animais a migrarem para novas áreas. Essa movimentação aumenta as chances de contato entre espécies, inclusive a humana, e facilita a transmissão de patógenos. Além disso, as alterações climáticas influenciam a distribuição de vetores, como mosquitos e carrapatos, expandindo a área geográfica de doenças como a malária e a dengue. Doenças crônicas, cardiovasculares e respiratórias também são acentuadas por altas temperaturas e poluição do ar.


    Na linha das notícias aterradoras sobre o futuro, o relatório Qualificando o impacto das mudanças climáticas na saúde humana, lançado pelo Fórum Econômico Mundial em janeiro de 2024, aponta que a mudança do clima pode causar até 14,5 milhões de mortes adicionais e perdas econômicas da ordem de 12,5 trilhões de dólares ao redor do mundo até 2050. A pressão sobre os sistemas de saúde será imensa, somando 1,1 trilhão de dólares em custos extras. Entre os impactos projetados, 79% relacionam-se a condições de saúde que se desenvolvem após os eventos climáticos e afetam o bem-estar de indivíduos e comunidades. Ainda, desastres climáticos e o sofrimento gerado por eventos como ondas de calor extremas e o processo de degradação dos ecossistemas exacerbam os riscos para aqueles com transtornos mentais preexistentes, o que aumenta as taxas de suicídio e internações hospitalares. 


    Assim, as novas gerações, que herdarão as consequências mais duras das mudanças climáticas, estão experimentando um aumento significativo de ansiedade, estresse e outros problemas de saúde mental, conhecidos como ansiedade climática ou ecoansiedade. O conceito é definido pela Associação Americana de Psicologia (APA) como um medo crônico da destruição ambiental, que varia de estresse leve a transtornos clínicos como depressão, ansiedade, transtorno de estresse pós-traumático, e pode envolver efeitos intergeracionais, em especial quando os danos ambientais implicam a perda de um modo de vida ou cultura. O sofrimento de crianças e adolescentes associa-se tanto às experiências da emergência climática atual quanto à impossibilidade de imaginar futuros alternativos a distopias socioambientais.


Internet: (com adaptações). 

Em relação aos danos à saúde provocados pelas mudanças climáticas, é correto afirmar, de acordo com o primeiro parágrafo do texto CG1A1, que 
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Q3713969 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quem são os povos quilombolas?


Os povos quilombolas são descendentes de pessoas negras escravizadas que resistiram à escravidão no Brasil. Durante os séculos de escravidão no país, muitos fugiram das fazendas de café e das plantações de cana-de-açúcar e formaram comunidades conhecidas como quilombos, geralmente em áreas de difícil acesso, como as matas.

O termo "quilombo" vem da língua banto e significa "povoação". Essas comunidades funcionavam com base na coletividade com desenvolvimento social, econômico e político. Com o tempo, mesmo após a destruição de muitos quilombos, as comunidades sobreviventes se fortaleceram e passaram a preservar suas tradições e identidades.

Atualmente, segundo o Decreto n.º 4.887/2023, uma comunidade quilombola é um grupo étnico-racial que se autodeclara como tal, ou seja, que se reconhece como descendente de quilombo e mantém práticas culturais, sociais e religiosas próprias. O reconhecimento leva em conta critérios étnico-raciais e culturais, respeitando o direito à autodeclaração, algo fundamental para a valorização da diversidade e da identidade quilombola no país.

Os quilombolas são agricultores, guardiãs de sementes, marisqueiras e pescadores, apanhadores de flores, de coco-babaçu, de açaí, de buriti e outras práticas com base no cultivo.

Um dos quilombos mais conhecidos da história do Brasil é o Quilombo dos Palmares, fundado no século XVI na região da Serra da Barriga, localizada em Alagoas. [...] Durante quase cem anos, Palmares resistiu aos ataques de tropas portuguesas, holandesas e bandeirantes paulistas, sendo destruído em 1695. [...] Os ataques aos quilombos aconteciam porque os negros escravizados fugiam das fazendas, em busca de liberdade e para escapar de violências que sofriam. Muitos quilombolas foram mortos por resistirem à recaptura e suas moradias destruídas. Essa destruição também tinha o objetivo de impedir que os fugitivos cultivassem a terra, inclusive a cana-de-açúcar. Para os senhores de engenho, atacar o Quilombo dos Palmares significava não apenas recuperar a mão de obra escravizada, mas também garantir que o plantio de cana ficasse restrito às suas próprias fazendas. [...]

Atualmente, os quilombos continuam sendo espaços de preservação cultural e resistência. Nessas comunidades, os quilombolas mantêm costumes, religiões, formas de plantio, culinária e conhecimentos tradicionais passados de geração em geração.

[...]

Quilombolas e o meio ambiente

Os povos quilombolas vivem em regiões com grande riqueza natural e podem exercer papel importante na proteção desses espaços. Ao proteger florestas, rios e manguezais, essas comunidades ajudam a evitar a degradação ambiental e garantem a manutenção do equilíbrio da natureza. [...] Eles também se organizam, muitas vezes, para enfrentar ameaças como a pesca predatória, o despejo de resíduos e o avanço de empreendimentos que colocam em risco o meio ambiente.

Os quilombolas combinam conhecimento ancestral com a ação coletiva para defender seus territórios. Um exemplo é o Quilombo Kalunga, localizado na Chapada dos Veadeiros (Goiás). Em 2023, moradores atuaram como brigadistas na prevenção de incêndios florestais. O conhecimento tradicional dos kalungas sobre o manejo do fogo, somada às técnicas de pesquisadores do Cerrado que atuam junto ao quilombo, contribuíram para reduzir os incêndios e facilitar o trabalho dos agricultores locais. [...]

Diante dos efeitos das mudanças climáticas, a preservação dos territórios quilombolas se torna ainda mais urgente. [...] No Brasil, por exemplo, a mudança climática afeta a produção de alimentos e a disponibilidade de água, o que atinge diretamente comunidades tradicionais que dependem da agricultura e dos recursos naturais. [...] Para essas comunidades, isso significa enfrentar dificuldades no acesso à água potável, riscos à segurança alimentar e à continuidade de práticas culturais ligadas à terra e à natureza.


(Disponível em: https://www.politize.com.br/quilombolas/#quilombolas-e-o-meio-ambient e. Acesso em 29 set. 2025. Adaptado.)
Analise as sentenças que seguem e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas.
De acordo com o texto Quem são os povos quilombolas?

(__)Questões étnico-raciais e culturais são critérios para reconhecer a identidade quilombola de uma pessoa e é seu direito a autodeclaração como pertencente ao povo.
(__)O Quilombo dos Palmares, um dos mais conhecidos da história do país, foi destruído no final do século XVII. Os ataques e a destruição dos quilombos, por parte de tropas e bandeirantes, objetivavam impedir o cultivo da terra pelos quilombolas, capturar e recuperar a mão de obra escravizada e manter o domínio na produção de cana-de-açúcar. 
(__)Os povos quilombolas estão restritos a regiões com grande riqueza natural, as quais protegem, ajudando a evitar a degradação ambiental e garantindo a manutenção do equilíbrio da natureza. Entretanto, esses povos são uma barreira ao avanço das regiões onde estão situados porque seus territórios são protegidos por Decreto, impedindo empreendimentos e atividades como a pesca, os quais podem gerar desenvolvimento para outras populações locais.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3713968 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Leia o texto que segue. Ele foi extraído da obra Ideias para adiar o fim do mundo , composta por duas palestras e uma entrevista feitas por Ailton Krenak e que foram transcritas e organizadas no livro.


"Nosso tempo é especialista em criar ausências: do sentido de viver em sociedade, do próprio sentido da experiência da vida. Isso gera uma intolerância muito grande com relação a quem ainda é capaz de experimentar o prazer de estar vivo, de dançar, de cantar. E está cheio de pequenas constelações de gente espalhada pelo mundo que dança, canta, faz chover. O tipo de humanidade zumbi que estamos sendo convocados a integrar não tolera tanto prazer, tanta fruição de vida. Então, pregam o fim do mundo como uma possibilidade de fazer a gente desistir dos nossos próprios sonhos. E a minha provocação sobre adiar o fim do mundo é exatamente sempre poder contar mais uma história. Se pudermos fazer isso, estaremos adiando o fim."


(KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 13.)
Leia o excerto:

"E a minha provocação sobre adiar o fim do mundo é exatamente sempre poder contar mais uma história. Se pudermos fazer isso, estaremos adiando o fim."

(__)A expressão "contar mais uma história" se refere a uma vida com sentido, pois, para contar mais uma história é preciso viver, o que, de acordo com o texto, pede de nós movimento, vida em sociedade, sonhos.
(__)A palavra "sempre" é um advérbio, desempenhando a função de adjunto adverbial. No caso do excerto, ele modifica a locução verbal "poder contar", conferindo-lhe uma noção de constância, de continuidade. Essa construção estabelece o sentido pretendido por Krenak de que, contando mais uma história continuamente, adiamos o fim do mundo.
(__)A locução verbal "estaremos adiando" (estar + gerúndio) é comumente usada em textos orais, como é o caso da palestra. Ela poderia ser substituída por "adiaremos", mantendo o sentido do texto.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3713966 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Leia o texto que segue. Ele foi extraído da obra Ideias para adiar o fim do mundo , composta por duas palestras e uma entrevista feitas por Ailton Krenak e que foram transcritas e organizadas no livro.


"Nosso tempo é especialista em criar ausências: do sentido de viver em sociedade, do próprio sentido da experiência da vida. Isso gera uma intolerância muito grande com relação a quem ainda é capaz de experimentar o prazer de estar vivo, de dançar, de cantar. E está cheio de pequenas constelações de gente espalhada pelo mundo que dança, canta, faz chover. O tipo de humanidade zumbi que estamos sendo convocados a integrar não tolera tanto prazer, tanta fruição de vida. Então, pregam o fim do mundo como uma possibilidade de fazer a gente desistir dos nossos próprios sonhos. E a minha provocação sobre adiar o fim do mundo é exatamente sempre poder contar mais uma história. Se pudermos fazer isso, estaremos adiando o fim."


(KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 13.)
Analise as sentenças a seguir de acordo com o texto:

I.O dançar, o cantar e o contar histórias são exemplos de experiências de vida que Krenak mobiliza para comparar, de alguma maneira, duas instâncias da nossa sociedade: a das pessoas comprometidas com o desenvolvimento, que levam a sério o fim do mundo, e a das pessoas hipnotizadas pelo prazer, pela vida desregrada e sem compromisso social.
II.Ainda que vivamos em um tempo especialista em destruir, de alguma forma, o sentido de viver em sociedade, há coletivos espalhados pelo mundo que resistem a essa vida sem sentido, indo na contramão de um mundo que, convencido de seu fim, não sonha mais, não constrói sentidos para o viver.
III.A humanidade que tem sido ofertada pelo nosso tempo é uma humanidade que não tolera o prazer. Para nos convencer a fazer parte dessa humanidade, o argumento está no fim do mundo, que se aproxima, logo, não há pelo que sonhar. Para Krenak, adiar o fim do mundo está em o ser humano não ceder a essa humanidade zumbi, mas resistir, tendo mais uma história para contar.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3712271 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quem são os povos quilombolas?


Os povos quilombolas são descendentes de pessoas negras escravizadas que resistiram à escravidão no Brasil. Durante os séculos de escravidão no país, muitos fugiram das fazendas de café e das plantações de cana-de-açúcar e formaram comunidades conhecidas como quilombos, geralmente em áreas de difícil acesso, como as matas.


O termo "quilombo" vem da língua banto e significa "povoação". Essas comunidades funcionavam com base na coletividade com desenvolvimento social, econômico e político. Com o tempo, mesmo após a destruição de muitos quilombos, as comunidades sobreviventes se fortaleceram e passaram a preservar suas tradições e identidades.


Atualmente, segundo o Decreto n.º 4.887/2023, uma comunidade quilombola é um grupo étnico-racial que se autodeclara como tal, ou seja, que se reconhece como descendente de quilombo e mantém práticas culturais, sociais e religiosas próprias. O reconhecimento leva em conta critérios étnico-raciais e culturais, respeitando o direito à autodeclaração, algo fundamental para a valorização da diversidade e da identidade quilombola no país.


Os quilombolas são agricultores, guardiãs de sementes, marisqueiras e pescadores, apanhadores de flores, de coco-babaçu, de açaí, de buriti e outras práticas com base no cultivo.


Um dos quilombos mais conhecidos da história do Brasil é o Quilombo dos Palmares, fundado no século XVI na região da Serra da Barriga, localizada em Alagoas. [...] Durante quase cem anos, Palmares resistiu aos ataques de tropas portuguesas, holandesas e bandeirantes paulistas, sendo destruído em 1695. [...] Os ataques aos quilombos aconteciam porque os negros escravizados fugiam das fazendas, em busca de liberdade e para escapar de violências que sofriam. Muitos quilombolas foram mortos por resistirem à recaptura e suas moradias destruídas. Essa destruição também tinha o objetivo de impedir que os fugitivos cultivassem a terra, inclusive a cana-de-açúcar. Para os senhores de engenho, atacar o Quilombo dos Palmares significava não apenas recuperar a mão de obra escravizada, mas também garantir que o plantio de cana ficasse restrito às suas próprias fazendas. [...]


Atualmente, os quilombos continuam sendo espaços de preservação cultural e resistência. Nessas comunidades,  quilombolas mantêm costumes, religiões, formas de plantio, culinária e conhecimentos tradicionais passados de geração em geração.


[...]


Quilombolas e o meio ambiente


Os povos quilombolas vivem em regiões com grande riqueza natural e podem exercer papel importante na proteção desses espaços. Ao proteger florestas, rios e manguezais, essas comunidades ajudam a evitar a degradação ambiental e garantem a manutenção do equilíbrio da natureza. [...] Eles também se organizam, muitas vezes, para enfrentar ameaças como a pesca predatória, o despejo de resíduos e o avanço de empreendimentos que colocam em risco o meio ambiente.


Os quilombolas combinam conhecimento ancestral com a ação coletiva para defender seus territórios. Um exemplo é o Quilombo Kalunga, localizado na Chapada dos Veadeiros (Goiás). Em 2023, moradores atuaram como brigadistas na prevenção de incêndios florestais. O conhecimento tradicional dos kalungas sobre o manejo do fogo, somada às técnicas de pesquisadores do Cerrado que atuam junto ao quilombo, contribuíram para reduzir os incêndios e facilitar o trabalho dos agricultores locais. [...]


Diante dos efeitos das mudanças climáticas, a preservação dos territórios quilombolas se torna ainda mais urgente. [...] No Brasil, por exemplo, a mudança climática afeta a produção de alimentos e a disponibilidade de água, o que atinge diretamente comunidades tradicionais que dependem da agricultura e dos recursos naturais. [...] Para essas comunidades, isso significa enfrentar dificuldades no acesso à água potável, riscos à segurança alimentar e à continuidade de práticas culturais ligadas à terra e à natureza.


(Disponível em: https://www.politize.com.br/quilombolas/#quilombolas-e-o-meio-ambient e. Acesso em 29 set. 2025. Adaptado.)
Analise as sentenças que seguem e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas.

De acordo com o texto Quem são os povos quilombolas?

(__)Questões étnico-raciais e culturais são critérios para reconhecer a identidade quilombola de uma pessoa e é seu direito a autodeclaração como pertencente ao povo.
(__)O Quilombo dos Palmares, um dos mais conhecidos da história do país, foi destruído no final do século XVII. Os ataques e a destruição dos quilombos, por parte de tropas e bandeirantes, objetivavam impedir o cultivo da terra pelos quilombolas, capturar e recuperar a mão de obra escravizada e manter o domínio na produção de cana-de-açúcar.
(__)Os povos quilombolas estão restritos a regiões com grande riqueza natural, as quais protegem, ajudando a evitar a degradação ambiental e garantindo a manutenção do equilíbrio da natureza. Entretanto, esses povos são uma barreira ao avanço das regiões onde estão situados porque seus territórios são protegidos por Decreto, impedindo empreendimentos e atividades como a pesca, os quais podem gerar desenvolvimento para outras populações locais.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3712092 Português
De acordo com a BNCC, as "práticas de linguagem contemporâneas não só envolvem novos gêneros e textos cada vez mais multissemióticos e multimidiáticos, como também novas formas de produzir, de configurar, de disponibilizar, de replicar e de interagir". Nesse cenário está a internet, que é um espaço democrático: todos podem acessá-la e alimentá-la continuamente. Analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:

I.O espaço da Web é livre e bastante familiar para crianças, adolescentes e jovens de hoje, e a escola deve, de alguma forma, considerá-lo.
PORQUE
II.Há uma demanda que se coloca para a escola: contemplar de forma crítica essas novas práticas de linguagem e produções, não só na perspectiva de atender às muitas demandas sociais que convergem para um uso qualificado e ético das TDIC − necessário para o mundo do trabalho, para estudar, para a vida cotidiana etc. −, mas de também fomentar o debate e outras demandas sociais que cercam essas práticas e usos. É preciso saber reconhecer os discursos de ódio, refletir sobre os limites entre liberdade de expressão e ataque a direitos, aprender a debater ideias, considerando posições e argumentos contrários.

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
Alternativas
Q3712091 Português
Na concepção interacional, ou seja, dialógica da língua, "tanto aquele que escreve como aquele para quem se escreve são vistos como atores/construtores sociais, sujeitos ativos que − dialogicamente − se constroem e são construídos no texto". Nesse sentido, o texto é considerado um evento comunicativo para o qual concorrem:
Alternativas
Q3712090 Português
Analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas.

É objetivo geral no trabalho com leitura e escuta previsto no Currículo da Educação Básica do Sistema Municipal de Ensino de Blumenau:

(__)Ler textos de gêneros e de esferas discursivas diversificados, levantando pressupostos, fazendo inferências justificadas, isto é, compreendendo o que se lê (escrita/semiose).
(__)Oralizar textos com pronúncia clara e com fluência, utilizando os recursos de pontuação, de entonação e de ênfase.
(__)Compreender e respeitar a variação linguística como forma de comunicação própria das idades, das culturas, dos gêneros e das situações interlocutivas.
(__)Ler mais de um texto de autores diferentes que abordam a mesma temática para, através do reconhecimento da intenção do locutor e da intenção do texto, analisar criticamente o enunciado.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3712089 Português
É objetivo da produção de textos, de acordo com o Currículo da Educação Básica do Sistema Municipal de Ensino de Blumenau:

I.Produzir enunciados concretos, isto é, considerando toda a situação específica de interação social.
II.Refletir individual e coletivamente sobre os textos produzidos.
III.Produzir textos com coerência e coesão e, no caso do texto escrito, com observância atenta à gramática normativa, independente do gênero textual.
IV.Expressar sentimentos e opiniões tendo em vista o respeito a posicionamentos contrários.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3712088 Português
Leia o excerto que segue e complete a lacuna:

"A noção de _____________ não se aplica, isoladamente, ao texto, nem ao autor, nem ao leitor, mas se estabelece na relação entre esses três elementos".
(KOCH, Ingedore Villaça e ELIAS, Vanda Maria. Ler e escrever: estratégias de produção textual. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2012. p.194.)

Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do excerto:
Alternativas
Q3712087 Português
É uma das formas de progressão textual de que pode se valer o produtor do texto. Esse tipo de recorrência tem sido frequentemente considerado vicioso e, por isso, condenado. O que ocorre, na verdade é que se trata de um poderoso recurso retórico. Portanto, há situações "viciosas" e situações enfáticas, retóricas. Muitos textos são construídos tomando como base esse recurso, que produz, nesses casos, não só efeitos estilísticos, mas, sobretudo, argumentativos, especialmente com o intuito de persuadir os interlocutores.

Essa definição se refere a: 
Alternativas
Q3712084 Português
A respeito do trabalho com a leitura e a escuta no ensino de Língua Portuguesa a partir da perspectiva teórica da linguagem sociointeracionista, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3712083 Português
A respeito da escrita na perspectiva dialógica da língua, é estratégia mobilizada por quem escreve:

I.Seleção, organização e desenvolvimento das ideias, de modo a garantir a continuidade do tema e sua progressão.
II.Balanceamento entre informações explícitas e implícitas; entre informações "novas" e "dadas", levando em conta o compartilhamento de informações com o leitor e o objetivo da escrita.
III.Revisão da escrita ao longo de todo o processo, guiada pelo objetivo da produção e da interação que o escritor pretende estabelecer com o leitor.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
10021: B
10022: D
10023: B
10024: C
10025: B
10026: A
10027: B
10028: B
10029: C
10030: B
10031: B
10032: A
10033: E
10034: D
10035: C
10036: A
10037: C
10038: A
10039: D
10040: C