Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3719106 Português
Entre o bizarro e o extraordinário




Ao se deparar com cientistas fazendo cócegas em ratos, você pode se revoltar com o desperdício de tempo e dinheiro em algo que à primeira vista não traz retorno para a sociedade. Para muitos, a ciência só tem valor se tiver aplicação imediata e evidente.

Acontece que existe um valor inerente ao conhecimento que muitas vezes não se revela em uma única pesquisa. A chamada “ciência básica”, que se dedica a investigar os fundamentos de fenômenos naturais, pode viabilizar soluções para problemas complexos.

Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer, ao identificar vocalizações ultrassônicas comparáveis às gargalhadas humanas. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas? Por que algumas partes do corpo são mais sensíveis?

Ao investigar o córtex somatossensorial dos ratos, responsável por receber e processar informações sensoriais, os cientistas identificaram células que respondiam às cócegas e a outros estímulos, como brincadeiras. Se ansiosos, os ratos sentiam menos cócegas e a atividade dessas células era reduzida. São achados que ajudam a compreender a base neurobiológica das emoções positivas e abrem caminho para tratamentos contra a ansiedade e a depressão.

Não por acaso, o prêmio IgNobel, uma sátira ao Nobel, homenageia pesquisas aparentemente bizarras que “fazem as pessoas rirem e depois pensarem”. Entre os premiados estão estudos que avaliaram os fenômenos físicos responsáveis pelos escorregões em cascas de banana; o motivo pelo qual pica-paus não têm dor de cabeça; por que os cocôs de pequenos marsupiais são cúbicos, entre outros.

Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas “inúteis”. Depois de anos investigando uma espécie de água-viva bioluminescente, o químico Osamu Shimomura conseguiu isolar a proteína fluorescente verde (GPF), feito que provocaria uma revolução na medicina. Com os avanços da engenharia genética, cientistas passaram a inserir o gene que comanda a produção da GFP em células e em animais de laboratório, permitindo rastrear processos celulares em tempo real. A descoberta rendeu o Nobel de Química ao cientista, tornando-se uma ferramenta fundamental na criação de tratamentos e diagnósticos para seres humanos.

Analisar se o bocejo é contagioso entre tartarugas pode parecer estúpido, mas testar essa hipótese ajuda a entender as origens evolutivas do comportamento social e da empatia. Pesquisas estranhas que tratam de hábitos humanos também podem gerar aplicações que vão da psicologia à economia, a exemplo de um estudo holandês que mostrou como a vontade de urinar influencia a tomada de decisões.

Na próxima vez que você ler a respeito de uma pesquisa aparentemente excêntrica, tente resistir ao impulso de julgá-la: esteja aberto a se surpreender com a capacidade de transformar o improvável em conhecimento.


(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
No 5º§, o autor cita o prêmio de nome “IgNobel”, trocadilho originado a partir da aproximação dos termos “Nobel” e “ignóbil”. O sentido denotativo desse último vocábulo é: 
Alternativas
Q3719105 Português
Entre o bizarro e o extraordinário




Ao se deparar com cientistas fazendo cócegas em ratos, você pode se revoltar com o desperdício de tempo e dinheiro em algo que à primeira vista não traz retorno para a sociedade. Para muitos, a ciência só tem valor se tiver aplicação imediata e evidente.

Acontece que existe um valor inerente ao conhecimento que muitas vezes não se revela em uma única pesquisa. A chamada “ciência básica”, que se dedica a investigar os fundamentos de fenômenos naturais, pode viabilizar soluções para problemas complexos.

Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer, ao identificar vocalizações ultrassônicas comparáveis às gargalhadas humanas. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas? Por que algumas partes do corpo são mais sensíveis?

Ao investigar o córtex somatossensorial dos ratos, responsável por receber e processar informações sensoriais, os cientistas identificaram células que respondiam às cócegas e a outros estímulos, como brincadeiras. Se ansiosos, os ratos sentiam menos cócegas e a atividade dessas células era reduzida. São achados que ajudam a compreender a base neurobiológica das emoções positivas e abrem caminho para tratamentos contra a ansiedade e a depressão.

Não por acaso, o prêmio IgNobel, uma sátira ao Nobel, homenageia pesquisas aparentemente bizarras que “fazem as pessoas rirem e depois pensarem”. Entre os premiados estão estudos que avaliaram os fenômenos físicos responsáveis pelos escorregões em cascas de banana; o motivo pelo qual pica-paus não têm dor de cabeça; por que os cocôs de pequenos marsupiais são cúbicos, entre outros.

Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas “inúteis”. Depois de anos investigando uma espécie de água-viva bioluminescente, o químico Osamu Shimomura conseguiu isolar a proteína fluorescente verde (GPF), feito que provocaria uma revolução na medicina. Com os avanços da engenharia genética, cientistas passaram a inserir o gene que comanda a produção da GFP em células e em animais de laboratório, permitindo rastrear processos celulares em tempo real. A descoberta rendeu o Nobel de Química ao cientista, tornando-se uma ferramenta fundamental na criação de tratamentos e diagnósticos para seres humanos.

Analisar se o bocejo é contagioso entre tartarugas pode parecer estúpido, mas testar essa hipótese ajuda a entender as origens evolutivas do comportamento social e da empatia. Pesquisas estranhas que tratam de hábitos humanos também podem gerar aplicações que vão da psicologia à economia, a exemplo de um estudo holandês que mostrou como a vontade de urinar influencia a tomada de decisões.

Na próxima vez que você ler a respeito de uma pesquisa aparentemente excêntrica, tente resistir ao impulso de julgá-la: esteja aberto a se surpreender com a capacidade de transformar o improvável em conhecimento.


(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
Releia esta passagem: “Pesquisas estranhas que tratam de hábitos humanos também podem gerar aplicações que vão da psicologia à economia, [...]”. (7º§) A única paráfrase que NÃO acarreta substancial alteração semântica está em:
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Q3719104 Português
Entre o bizarro e o extraordinário




Ao se deparar com cientistas fazendo cócegas em ratos, você pode se revoltar com o desperdício de tempo e dinheiro em algo que à primeira vista não traz retorno para a sociedade. Para muitos, a ciência só tem valor se tiver aplicação imediata e evidente.

Acontece que existe um valor inerente ao conhecimento que muitas vezes não se revela em uma única pesquisa. A chamada “ciência básica”, que se dedica a investigar os fundamentos de fenômenos naturais, pode viabilizar soluções para problemas complexos.

Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer, ao identificar vocalizações ultrassônicas comparáveis às gargalhadas humanas. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas? Por que algumas partes do corpo são mais sensíveis?

Ao investigar o córtex somatossensorial dos ratos, responsável por receber e processar informações sensoriais, os cientistas identificaram células que respondiam às cócegas e a outros estímulos, como brincadeiras. Se ansiosos, os ratos sentiam menos cócegas e a atividade dessas células era reduzida. São achados que ajudam a compreender a base neurobiológica das emoções positivas e abrem caminho para tratamentos contra a ansiedade e a depressão.

Não por acaso, o prêmio IgNobel, uma sátira ao Nobel, homenageia pesquisas aparentemente bizarras que “fazem as pessoas rirem e depois pensarem”. Entre os premiados estão estudos que avaliaram os fenômenos físicos responsáveis pelos escorregões em cascas de banana; o motivo pelo qual pica-paus não têm dor de cabeça; por que os cocôs de pequenos marsupiais são cúbicos, entre outros.

Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas “inúteis”. Depois de anos investigando uma espécie de água-viva bioluminescente, o químico Osamu Shimomura conseguiu isolar a proteína fluorescente verde (GPF), feito que provocaria uma revolução na medicina. Com os avanços da engenharia genética, cientistas passaram a inserir o gene que comanda a produção da GFP em células e em animais de laboratório, permitindo rastrear processos celulares em tempo real. A descoberta rendeu o Nobel de Química ao cientista, tornando-se uma ferramenta fundamental na criação de tratamentos e diagnósticos para seres humanos.

Analisar se o bocejo é contagioso entre tartarugas pode parecer estúpido, mas testar essa hipótese ajuda a entender as origens evolutivas do comportamento social e da empatia. Pesquisas estranhas que tratam de hábitos humanos também podem gerar aplicações que vão da psicologia à economia, a exemplo de um estudo holandês que mostrou como a vontade de urinar influencia a tomada de decisões.

Na próxima vez que você ler a respeito de uma pesquisa aparentemente excêntrica, tente resistir ao impulso de julgá-la: esteja aberto a se surpreender com a capacidade de transformar o improvável em conhecimento.


(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
Na passagem Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas “inúteis”. (6º§), as aspas em “inúteis” sugerem, conforme o contexto:
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Q3719103 Português
Entre o bizarro e o extraordinário




Ao se deparar com cientistas fazendo cócegas em ratos, você pode se revoltar com o desperdício de tempo e dinheiro em algo que à primeira vista não traz retorno para a sociedade. Para muitos, a ciência só tem valor se tiver aplicação imediata e evidente.

Acontece que existe um valor inerente ao conhecimento que muitas vezes não se revela em uma única pesquisa. A chamada “ciência básica”, que se dedica a investigar os fundamentos de fenômenos naturais, pode viabilizar soluções para problemas complexos.

Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer, ao identificar vocalizações ultrassônicas comparáveis às gargalhadas humanas. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas? Por que algumas partes do corpo são mais sensíveis?

Ao investigar o córtex somatossensorial dos ratos, responsável por receber e processar informações sensoriais, os cientistas identificaram células que respondiam às cócegas e a outros estímulos, como brincadeiras. Se ansiosos, os ratos sentiam menos cócegas e a atividade dessas células era reduzida. São achados que ajudam a compreender a base neurobiológica das emoções positivas e abrem caminho para tratamentos contra a ansiedade e a depressão.

Não por acaso, o prêmio IgNobel, uma sátira ao Nobel, homenageia pesquisas aparentemente bizarras que “fazem as pessoas rirem e depois pensarem”. Entre os premiados estão estudos que avaliaram os fenômenos físicos responsáveis pelos escorregões em cascas de banana; o motivo pelo qual pica-paus não têm dor de cabeça; por que os cocôs de pequenos marsupiais são cúbicos, entre outros.

Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas “inúteis”. Depois de anos investigando uma espécie de água-viva bioluminescente, o químico Osamu Shimomura conseguiu isolar a proteína fluorescente verde (GPF), feito que provocaria uma revolução na medicina. Com os avanços da engenharia genética, cientistas passaram a inserir o gene que comanda a produção da GFP em células e em animais de laboratório, permitindo rastrear processos celulares em tempo real. A descoberta rendeu o Nobel de Química ao cientista, tornando-se uma ferramenta fundamental na criação de tratamentos e diagnósticos para seres humanos.

Analisar se o bocejo é contagioso entre tartarugas pode parecer estúpido, mas testar essa hipótese ajuda a entender as origens evolutivas do comportamento social e da empatia. Pesquisas estranhas que tratam de hábitos humanos também podem gerar aplicações que vão da psicologia à economia, a exemplo de um estudo holandês que mostrou como a vontade de urinar influencia a tomada de decisões.

Na próxima vez que você ler a respeito de uma pesquisa aparentemente excêntrica, tente resistir ao impulso de julgá-la: esteja aberto a se surpreender com a capacidade de transformar o improvável em conhecimento.


(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
Segundo o contexto, os adjetivos “bizarro” e “extraordinário”, no título do texto, caracterizam, respectivamente:
Alternativas
Q3719102 Português
Entre o bizarro e o extraordinário




Ao se deparar com cientistas fazendo cócegas em ratos, você pode se revoltar com o desperdício de tempo e dinheiro em algo que à primeira vista não traz retorno para a sociedade. Para muitos, a ciência só tem valor se tiver aplicação imediata e evidente.

Acontece que existe um valor inerente ao conhecimento que muitas vezes não se revela em uma única pesquisa. A chamada “ciência básica”, que se dedica a investigar os fundamentos de fenômenos naturais, pode viabilizar soluções para problemas complexos.

Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer, ao identificar vocalizações ultrassônicas comparáveis às gargalhadas humanas. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas? Por que algumas partes do corpo são mais sensíveis?

Ao investigar o córtex somatossensorial dos ratos, responsável por receber e processar informações sensoriais, os cientistas identificaram células que respondiam às cócegas e a outros estímulos, como brincadeiras. Se ansiosos, os ratos sentiam menos cócegas e a atividade dessas células era reduzida. São achados que ajudam a compreender a base neurobiológica das emoções positivas e abrem caminho para tratamentos contra a ansiedade e a depressão.

Não por acaso, o prêmio IgNobel, uma sátira ao Nobel, homenageia pesquisas aparentemente bizarras que “fazem as pessoas rirem e depois pensarem”. Entre os premiados estão estudos que avaliaram os fenômenos físicos responsáveis pelos escorregões em cascas de banana; o motivo pelo qual pica-paus não têm dor de cabeça; por que os cocôs de pequenos marsupiais são cúbicos, entre outros.

Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas “inúteis”. Depois de anos investigando uma espécie de água-viva bioluminescente, o químico Osamu Shimomura conseguiu isolar a proteína fluorescente verde (GPF), feito que provocaria uma revolução na medicina. Com os avanços da engenharia genética, cientistas passaram a inserir o gene que comanda a produção da GFP em células e em animais de laboratório, permitindo rastrear processos celulares em tempo real. A descoberta rendeu o Nobel de Química ao cientista, tornando-se uma ferramenta fundamental na criação de tratamentos e diagnósticos para seres humanos.

Analisar se o bocejo é contagioso entre tartarugas pode parecer estúpido, mas testar essa hipótese ajuda a entender as origens evolutivas do comportamento social e da empatia. Pesquisas estranhas que tratam de hábitos humanos também podem gerar aplicações que vão da psicologia à economia, a exemplo de um estudo holandês que mostrou como a vontade de urinar influencia a tomada de decisões.

Na próxima vez que você ler a respeito de uma pesquisa aparentemente excêntrica, tente resistir ao impulso de julgá-la: esteja aberto a se surpreender com a capacidade de transformar o improvável em conhecimento.


(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
“Considerando sua estrutura linguístico-composicional, sua temática e sua finalidade comunicativa, o texto lido é representante do gênero ___________, no qual predomina a tipologia ___________.” Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior. 
Alternativas
Q3719066 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A segunda vida da saudade


A saudade é uma repescagem. Pela saudade, você descobre que ama alguém mais do que imaginava: é uma necessidade de companhia despertada pela solidão mais funda.


A saudade é um GPS do coração. Você se vê desorientado, longe de um destino, e percebe o valor de uma presença que completa o seu humor, acolhe seus defeitos e ilumina seus dias.


É uma lembrança a dois. Diferente da nostalgia, que é pessoal e intransferível, a saudade se partilha, sofre junto. A nostalgia é encerrada; a saudade é um sentimento em progresso.


Pela saudade, você revisa seus atos e reconhece suas limitações. Não é julgamento do outro, mas de si mesmo com o outro. Uma justiça emocional que tenta consertar omissões e faltas de gentileza.


Ela começa no medo para vencer o medo. Ensina coragem para defender sua autenticidade, enfrentando preconceitos e opiniões alheias. Fortalece vínculos, aponta quem merece permanecer.


A saudade não deixa ninguém para trás. Emparelha almas, sincroniza pensamentos. Consegue ser perdão e gratidão ao mesmo tempo.


É a memória, no período de escassez, de tudo o que foi bom. Um trailer do fim que não queremos assistir. Uma despedida dentro do encontro. Um adeus ensaiado que vira vínculo duradouro e definitivo.



Texto Adaptado


CARPINEJAR, Fabrício. A segunda vida da saudade. O Tempo, 26 set. 2025. Disponível em:

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/9/26/a-seg unda-vida-da-saudade . Acesso em: 26 out. 2025.

Com base no texto e considerando os princípios semântico-discursivos que regem os processos de significação no texto, assinale a alternativa que apresenta a leitura precisa e teoricamente fundamentada da construção textual da ideia de "saudade". 
Alternativas
Q3719062 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A segunda vida da saudade


A saudade é uma repescagem. Pela saudade, você descobre que ama alguém mais do que imaginava: é uma necessidade de companhia despertada pela solidão mais funda.


A saudade é um GPS do coração. Você se vê desorientado, longe de um destino, e percebe o valor de uma presença que completa o seu humor, acolhe seus defeitos e ilumina seus dias.


É uma lembrança a dois. Diferente da nostalgia, que é pessoal e intransferível, a saudade se partilha, sofre junto. A nostalgia é encerrada; a saudade é um sentimento em progresso.


Pela saudade, você revisa seus atos e reconhece suas limitações. Não é julgamento do outro, mas de si mesmo com o outro. Uma justiça emocional que tenta consertar omissões e faltas de gentileza.


Ela começa no medo para vencer o medo. Ensina coragem para defender sua autenticidade, enfrentando preconceitos e opiniões alheias. Fortalece vínculos, aponta quem merece permanecer.


A saudade não deixa ninguém para trás. Emparelha almas, sincroniza pensamentos. Consegue ser perdão e gratidão ao mesmo tempo.


É a memória, no período de escassez, de tudo o que foi bom. Um trailer do fim que não queremos assistir. Uma despedida dentro do encontro. Um adeus ensaiado que vira vínculo duradouro e definitivo.



Texto Adaptado


CARPINEJAR, Fabrício. A segunda vida da saudade. O Tempo, 26 set. 2025. Disponível em:

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/9/26/a-seg unda-vida-da-saudade . Acesso em: 26 out. 2025.

Considerando os mecanismos semânticos de sinonímia no fragmento "A saudade é um GPS do coração. Você se vê desorientado, longe de um destino, e percebe o valor de uma presença que completa o seu humor, acolhe seus defeitos e ilumina seus dias" e a relevância contextual na seleção lexical, assinale a alternativa que contém substituições sinônimas que preservam, de forma precisa, os sentidos pretendidos pelo autor.
Alternativas
Q3719014 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A segunda vida da saudade


A saudade é uma repescagem. Pela saudade, você descobre que ama alguém mais do que imaginava: é uma necessidade de companhia despertada pela solidão mais funda.


A saudade é um GPS do coração. Você se vê desorientado, longe de um destino, e percebe o valor de uma presença que completa o seu humor, acolhe seus defeitos e ilumina seus dias.


É uma lembrança a dois. Diferente da nostalgia, que é pessoal e intransferível, a saudade se partilha, sofre junto. A nostalgia é encerrada; a saudade é um sentimento em progresso.


Pela saudade, você revisa seus atos e reconhece suas limitações. Não é julgamento do outro, mas de si mesmo com o outro. Uma justiça emocional que tenta consertar omissões e faltas de gentileza.


Ela começa no medo para vencer o medo. Ensina coragem para defender sua autenticidade, enfrentando preconceitos e opiniões alheias. Fortalece vínculos, aponta quem merece permanecer.


A saudade não deixa ninguém para trás. Emparelha almas, sincroniza pensamentos. Consegue ser perdão e gratidão ao mesmo tempo.


A  a memória, no período de escassez, de tudo o que foi bom. Um trailer do fim que não queremos assistir. Uma despedida dentro do encontro. Um adeus ensaiado que vira vínculo duradouro e definitivo.



Texto Adaptado



CARPINEJAR, Fabrício. A segunda vida da saudade. O Tempo, 26 set. 2025. Disponível em:

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/9/26/a-seg unda-vida-da-saudade . Acesso em: 26 out. 2025.

Considerando os mecanismos semânticos de sinonímia no fragmento "A saudade é um GPS do coração. Você se vê desorientado, longe de um destino, e percebe o valor de uma presença que completa o seu humor, acolhe seus defeitos e ilumina seus dias" e a relevância contextual na seleção lexical, assinale a alternativa que contém substituições sinônimas que preservam, de forma precisa, os sentidos pretendidos pelo autor. 
Alternativas
Q3719013 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A segunda vida da saudade


A saudade é uma repescagem. Pela saudade, você descobre que ama alguém mais do que imaginava: é uma necessidade de companhia despertada pela solidão mais funda.


A saudade é um GPS do coração. Você se vê desorientado, longe de um destino, e percebe o valor de uma presença que completa o seu humor, acolhe seus defeitos e ilumina seus dias.


É uma lembrança a dois. Diferente da nostalgia, que é pessoal e intransferível, a saudade se partilha, sofre junto. A nostalgia é encerrada; a saudade é um sentimento em progresso.


Pela saudade, você revisa seus atos e reconhece suas limitações. Não é julgamento do outro, mas de si mesmo com o outro. Uma justiça emocional que tenta consertar omissões e faltas de gentileza.


Ela começa no medo para vencer o medo. Ensina coragem para defender sua autenticidade, enfrentando preconceitos e opiniões alheias. Fortalece vínculos, aponta quem merece permanecer.


A saudade não deixa ninguém para trás. Emparelha almas, sincroniza pensamentos. Consegue ser perdão e gratidão ao mesmo tempo.


A  a memória, no período de escassez, de tudo o que foi bom. Um trailer do fim que não queremos assistir. Uma despedida dentro do encontro. Um adeus ensaiado que vira vínculo duradouro e definitivo.



Texto Adaptado



CARPINEJAR, Fabrício. A segunda vida da saudade. O Tempo, 26 set. 2025. Disponível em:

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/9/26/a-seg unda-vida-da-saudade . Acesso em: 26 out. 2025.

Com base no texto e considerando os princípios semântico-discursivos que regem os processos de significação no texto, assinale a alternativa que apresenta a leitura precisa e teoricamente fundamentada da construção textual da ideia de "saudade".
Alternativas
Q3718993 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Você teria um tempinho?

    — Não? Nem quinze minutos para tomarmos um café? Ah, entendo, o trabalho te chama, apesar de ter terminado o expediente. Fica para outro momento, então. Tchau!

    Diálogos do gênero passaram a fazer parte das conversas entre amigos. Querem-se bem, sentem saudade, adorariam partilhar o que está acontecendo... mas ausentam-se. Qualquer eventual disponibilidade será para colocar algumas coisas em dia, pois seu chefe insiste para você pôr de lado o que lhe parece não ter importância: sua vida pessoal. O adiantado da noite parece um bom horário para enviar um whats. Na expectativa de resposta rápida, claro. E assim tudo vai seguindo e ficamos cada vez mais pobres interiormente, por nos desfazermos do saudável propósito de gastar como desejamos o que nos pertence de fato e de direito.

    No extremo da escala econômica, a dos ricos, o luxo maior passou a ser a ostentação de longos períodos sem fazer nada. Importante: o silêncio faz parte do pacote. Mostrar poder passou a incluir a chance de continuar inserido no sistema; porém, com largos intervalos dedicados a si. Considero-me afortunado por ter amigos receptivos, acostumados a acolher os meus convites. Finais de tarde geralmente são destinados para garimpar os seres que me são queridos e estão dispostos a sentar ao meu lado, se possível sem olhar de maneira obsessiva para o celular. Atribuo a tal escolha um bom percentual da minha saúde mental. Dar-se de presente isso é uma declaração de amor próprio. Uma ideia revolucionária em um mundo utilitarista. É possível abrir essas brechas, apesar da agenda estar abarrotada. A ideia não é original e nem pretende ser. Aliás, tem-me parecido cada vez mais importante resgatar o natural, como nossos pais e avós faziam. Seguir o fluxo. O corpo e a mente darão o norte.

    Mudar é simples e complexo, ao mesmo tempo. Pode-se começar com modestas doses semanais, dando ________ a um projeto que qualifica a existência. Pense em alguém ausente há muito e o surpreenda, manifestando a vontade de saber como está. Depois virão outros, numa sucessão repleta de abraços, agregada ____ delicadeza da escuta atenta, bem como do acolhimento das suas experiências. Chama-se a isso educação para os sentidos. Reformular o que causa desconforto, ajustando, em doses iguais, compromisso e prazer. Não quero parecer simplista, mas repousa nas mãos de cada um a possibilidade de abrir _______ no calendário pessoal. Liste o essencial e mantenha-se fiel a ele. O dia só é curto quando mal aproveitado.

    A sabedoria está em encontrar boas soluções, sem brigar com aquilo que nos é oferecido. A serenidade não precisa ser buscada no topo de uma montanha. O caos vai tentar te alcançar. Caminhe por ele, deixando-se afetar o mínimo possível. Ao agir dessa forma, estará na companhia dos melhores. E ainda vão lhe sobrar horas para fazer o que bem entender.

    Desfrute sem culpa.

Autor: Gilmar Marcílio – GZH (adaptado).
No trecho em que o autor menciona “No extremo da escala econômica, a dos ricos, o luxo maior passou a ser a ostentação de longos períodos sem fazer nada”, o termo “luxo maior” indica que, para essa classe social, o verdadeiro sinal de status consiste em:
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Q3718992 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Você teria um tempinho?

    — Não? Nem quinze minutos para tomarmos um café? Ah, entendo, o trabalho te chama, apesar de ter terminado o expediente. Fica para outro momento, então. Tchau!

    Diálogos do gênero passaram a fazer parte das conversas entre amigos. Querem-se bem, sentem saudade, adorariam partilhar o que está acontecendo... mas ausentam-se. Qualquer eventual disponibilidade será para colocar algumas coisas em dia, pois seu chefe insiste para você pôr de lado o que lhe parece não ter importância: sua vida pessoal. O adiantado da noite parece um bom horário para enviar um whats. Na expectativa de resposta rápida, claro. E assim tudo vai seguindo e ficamos cada vez mais pobres interiormente, por nos desfazermos do saudável propósito de gastar como desejamos o que nos pertence de fato e de direito.

    No extremo da escala econômica, a dos ricos, o luxo maior passou a ser a ostentação de longos períodos sem fazer nada. Importante: o silêncio faz parte do pacote. Mostrar poder passou a incluir a chance de continuar inserido no sistema; porém, com largos intervalos dedicados a si. Considero-me afortunado por ter amigos receptivos, acostumados a acolher os meus convites. Finais de tarde geralmente são destinados para garimpar os seres que me são queridos e estão dispostos a sentar ao meu lado, se possível sem olhar de maneira obsessiva para o celular. Atribuo a tal escolha um bom percentual da minha saúde mental. Dar-se de presente isso é uma declaração de amor próprio. Uma ideia revolucionária em um mundo utilitarista. É possível abrir essas brechas, apesar da agenda estar abarrotada. A ideia não é original e nem pretende ser. Aliás, tem-me parecido cada vez mais importante resgatar o natural, como nossos pais e avós faziam. Seguir o fluxo. O corpo e a mente darão o norte.

    Mudar é simples e complexo, ao mesmo tempo. Pode-se começar com modestas doses semanais, dando ________ a um projeto que qualifica a existência. Pense em alguém ausente há muito e o surpreenda, manifestando a vontade de saber como está. Depois virão outros, numa sucessão repleta de abraços, agregada ____ delicadeza da escuta atenta, bem como do acolhimento das suas experiências. Chama-se a isso educação para os sentidos. Reformular o que causa desconforto, ajustando, em doses iguais, compromisso e prazer. Não quero parecer simplista, mas repousa nas mãos de cada um a possibilidade de abrir _______ no calendário pessoal. Liste o essencial e mantenha-se fiel a ele. O dia só é curto quando mal aproveitado.

    A sabedoria está em encontrar boas soluções, sem brigar com aquilo que nos é oferecido. A serenidade não precisa ser buscada no topo de uma montanha. O caos vai tentar te alcançar. Caminhe por ele, deixando-se afetar o mínimo possível. Ao agir dessa forma, estará na companhia dos melhores. E ainda vão lhe sobrar horas para fazer o que bem entender.

    Desfrute sem culpa.

Autor: Gilmar Marcílio – GZH (adaptado).
O texto de Gilmar Marcílio reflete sobre a forma como o tempo tem sido utilizado nas relações humanas contemporâneas. O narrador observa que, diante da rotina acelerada e das exigências profissionais, as pessoas acabam abrindo mão de momentos simples de convivência e descanso. Nesse contexto, o autor associa a “pobreza interior” à atitude de quem:
Alternativas
Q3718974 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Teleamigos, telepiadas, hora certa

     As pessoas são receosas de emprestar o celular ao marido ou à esposa — e mesmo aos filhos, como passatempo para distraí-los. Enfrentam o medo da invasão de privacidade.

      Somos viciados e compulsivos em nossas individualidades.

      Imagine um único telefone de uso comum para a família inteira. Nos anos 70 e 80, partilhava-se um fixo.

      Havia um só número, com um aparelho na sala e outro no quarto dos pais, que mantinham o controle de tudo.

     Se meus irmãos e eu atendíamos um colega da escola, eles chegavam ao despudor de nos ouvir na extensão: arapongas afetivos, espiões de nossos romances, auditores de nossas amizades. Escutavam nossas confidências secretas, proibidas, passionais.

    Descobríamos a presença deles pela respiração pesada. Ou porque, no fim, tossiam ou espirravam em seus grampos domésticos.

      Gritávamos:

      — Baixe o fone aí, está ocupado!

      Não devíamos nos estender demais na prosa.

    Forçavam interrupções de seu esconderijo, girando números no disco de vidro como se quisessem fazer uma ligação. Tratavase do aviso para desocupar imediatamente: um ultimato, um constrangimento.

     O mandamento mais corriqueiro vinha na forma de reprimenda:

     — Telefone é para dar recado, não para bobagens.

     Naquela época, era preciso permanecer parado no corredor para conversar, no aparato constituído pela mesinha, a toalhinha de crochê, a lista telefônica e a cadeira. O cabo preso à tomada não nos permitia ir para longe.

     Abstraíamo-nos do lugar. Enrolávamos o fio espiralado entre os dedos, como um terço.

  O bocal emanava um chulé das nossas bocas. Requeria limpeza mensal para a remoção do mofo dos perdigotos. Desenroscávamos a peça de plástico cheia de furinhos.

     Ainda sofríamos com as linhas cruzadas: uma voz desconhecida entrava do além.

    As ondas eletromagnéticas de dois aparelhos se sobrepunham, especialmente quando os fios estavam muito próximos ou danificados.

    Estranhava-se o timbre intruso surgido do nada: “quem é você?”. Convencíamos o sujeito a desligar. Às vezes, ele insistia e não arredava o pé. A saída que nos restava era bater o gancho, temendo que fosse um psicopata.

    Quem se sentia sozinho recorria ao 138, que apresentava a oportunidade do teleamigos, em que você interagia com usuários dos mais diferentes Estados.

     A conta aumentava astronomicamente no fim do mês.

    Vai parecer loucura para as gerações digitais, mas pagávamos pelo serviço da hora certa da CRT no 130, que oferecia uma singela gravação do horário em segundos.

    Também colecionávamos taxas de aproximadamente R$ 0,20 com telepiadas, horóscopo ou meteorologia.

    Quem tem mais de 40 anos desfruta de uma espartana paciência. Passou por cada uma que ninguém acredita.


Autor: Fabrício Carpinejar – GZH (adaptado). 

No texto, o autor explora um vocabulário que mescla nostalgia e humor, recriando expressões típicas do cotidiano familiar das décadas de 1970 e 1980. As palavras e expressões selecionadas a seguir revelam diferentes efeitos de sentido dentro do contexto narrativo. Analise-as e assinale a alternativa incorreta quanto à interpretação literal de seus significados.

Alternativas
Q3718973 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Teleamigos, telepiadas, hora certa

     As pessoas são receosas de emprestar o celular ao marido ou à esposa — e mesmo aos filhos, como passatempo para distraí-los. Enfrentam o medo da invasão de privacidade.

      Somos viciados e compulsivos em nossas individualidades.

      Imagine um único telefone de uso comum para a família inteira. Nos anos 70 e 80, partilhava-se um fixo.

      Havia um só número, com um aparelho na sala e outro no quarto dos pais, que mantinham o controle de tudo.

     Se meus irmãos e eu atendíamos um colega da escola, eles chegavam ao despudor de nos ouvir na extensão: arapongas afetivos, espiões de nossos romances, auditores de nossas amizades. Escutavam nossas confidências secretas, proibidas, passionais.

    Descobríamos a presença deles pela respiração pesada. Ou porque, no fim, tossiam ou espirravam em seus grampos domésticos.

      Gritávamos:

      — Baixe o fone aí, está ocupado!

      Não devíamos nos estender demais na prosa.

    Forçavam interrupções de seu esconderijo, girando números no disco de vidro como se quisessem fazer uma ligação. Tratavase do aviso para desocupar imediatamente: um ultimato, um constrangimento.

     O mandamento mais corriqueiro vinha na forma de reprimenda:

     — Telefone é para dar recado, não para bobagens.

     Naquela época, era preciso permanecer parado no corredor para conversar, no aparato constituído pela mesinha, a toalhinha de crochê, a lista telefônica e a cadeira. O cabo preso à tomada não nos permitia ir para longe.

     Abstraíamo-nos do lugar. Enrolávamos o fio espiralado entre os dedos, como um terço.

  O bocal emanava um chulé das nossas bocas. Requeria limpeza mensal para a remoção do mofo dos perdigotos. Desenroscávamos a peça de plástico cheia de furinhos.

     Ainda sofríamos com as linhas cruzadas: uma voz desconhecida entrava do além.

    As ondas eletromagnéticas de dois aparelhos se sobrepunham, especialmente quando os fios estavam muito próximos ou danificados.

    Estranhava-se o timbre intruso surgido do nada: “quem é você?”. Convencíamos o sujeito a desligar. Às vezes, ele insistia e não arredava o pé. A saída que nos restava era bater o gancho, temendo que fosse um psicopata.

    Quem se sentia sozinho recorria ao 138, que apresentava a oportunidade do teleamigos, em que você interagia com usuários dos mais diferentes Estados.

     A conta aumentava astronomicamente no fim do mês.

    Vai parecer loucura para as gerações digitais, mas pagávamos pelo serviço da hora certa da CRT no 130, que oferecia uma singela gravação do horário em segundos.

    Também colecionávamos taxas de aproximadamente R$ 0,20 com telepiadas, horóscopo ou meteorologia.

    Quem tem mais de 40 anos desfruta de uma espartana paciência. Passou por cada uma que ninguém acredita.


Autor: Fabrício Carpinejar – GZH (adaptado). 
O texto retrata de forma nostálgica o uso do telefone fixo nas décadas passadas. A partir da leitura literal do trecho, analise as assertivas:

I. Os pais exerciam vigilância constante sobre as conversas telefônicas dos filhos.
II. As ligações eram limitadas pela presença física do aparelho e pelo comprimento do fio.
III. O serviço de “teleamigos” representava uma alternativa de interação para quem se sentia solitário.

Das assertivas acima, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3718972 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Teleamigos, telepiadas, hora certa

     As pessoas são receosas de emprestar o celular ao marido ou à esposa — e mesmo aos filhos, como passatempo para distraí-los. Enfrentam o medo da invasão de privacidade.

      Somos viciados e compulsivos em nossas individualidades.

      Imagine um único telefone de uso comum para a família inteira. Nos anos 70 e 80, partilhava-se um fixo.

      Havia um só número, com um aparelho na sala e outro no quarto dos pais, que mantinham o controle de tudo.

     Se meus irmãos e eu atendíamos um colega da escola, eles chegavam ao despudor de nos ouvir na extensão: arapongas afetivos, espiões de nossos romances, auditores de nossas amizades. Escutavam nossas confidências secretas, proibidas, passionais.

    Descobríamos a presença deles pela respiração pesada. Ou porque, no fim, tossiam ou espirravam em seus grampos domésticos.

      Gritávamos:

      — Baixe o fone aí, está ocupado!

      Não devíamos nos estender demais na prosa.

    Forçavam interrupções de seu esconderijo, girando números no disco de vidro como se quisessem fazer uma ligação. Tratavase do aviso para desocupar imediatamente: um ultimato, um constrangimento.

     O mandamento mais corriqueiro vinha na forma de reprimenda:

     — Telefone é para dar recado, não para bobagens.

     Naquela época, era preciso permanecer parado no corredor para conversar, no aparato constituído pela mesinha, a toalhinha de crochê, a lista telefônica e a cadeira. O cabo preso à tomada não nos permitia ir para longe.

     Abstraíamo-nos do lugar. Enrolávamos o fio espiralado entre os dedos, como um terço.

  O bocal emanava um chulé das nossas bocas. Requeria limpeza mensal para a remoção do mofo dos perdigotos. Desenroscávamos a peça de plástico cheia de furinhos.

     Ainda sofríamos com as linhas cruzadas: uma voz desconhecida entrava do além.

    As ondas eletromagnéticas de dois aparelhos se sobrepunham, especialmente quando os fios estavam muito próximos ou danificados.

    Estranhava-se o timbre intruso surgido do nada: “quem é você?”. Convencíamos o sujeito a desligar. Às vezes, ele insistia e não arredava o pé. A saída que nos restava era bater o gancho, temendo que fosse um psicopata.

    Quem se sentia sozinho recorria ao 138, que apresentava a oportunidade do teleamigos, em que você interagia com usuários dos mais diferentes Estados.

     A conta aumentava astronomicamente no fim do mês.

    Vai parecer loucura para as gerações digitais, mas pagávamos pelo serviço da hora certa da CRT no 130, que oferecia uma singela gravação do horário em segundos.

    Também colecionávamos taxas de aproximadamente R$ 0,20 com telepiadas, horóscopo ou meteorologia.

    Quem tem mais de 40 anos desfruta de uma espartana paciência. Passou por cada uma que ninguém acredita.


Autor: Fabrício Carpinejar – GZH (adaptado). 
O texto de Fabrício Carpinejar descreve mudanças de comportamento social provocadas pela evolução das tecnologias de comunicação. O autor recorda hábitos da época do telefone fixo, em contraste com a atual relação das pessoas com o celular. Nesse contexto, o narrador menciona o temor de emprestar o aparelho telefônico a familiares como reflexo de um traço contemporâneo marcado pela:
Alternativas
Q3718695 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Professores gastam mais de 20% da aula para manter a ordem dos alunos em sala, mostra estudo

Tempo gasto pelos docentes brasileiros é acima da média dos países da OCDE, que é de 15%


O tempo dos docentes brasileiros está acima da média dos países da OCDE, em que os professores disseram gastar 15% do tempo de aula para manter a ordem dos alunos.

Segundo o relatório, entre 2018 e 2024, a parcela do tempo de aula dedicada à manutenção da ordem aumentou 2 pontos percentuais — a média da OCDE também aumentou 2 pontos percentuais.

Ainda de acordo com o estudo, 44% dos docentes brasileiros afirmam perder bastante tempo porque os alunos interrompem as aulas. O número também é acima da média da OCDE, que é de 18%. A mesma proporção de brasileiros diz também perder muito tempo esperando os alunos ficarem quietos (a média da OCDE é de 15%).

Comportamento na sala de aula

No estudo, a percepção dos professores sobre a disciplina em sala de aula é medida pela frequência relatada de quatro situações:

"Perco muito tempo porque os alunos interrompem a aula";

"Tenho que esperar muito tempo para que os alunos se acalmem";

"Há muito barulho e desordem disruptivos";

"Muitos alunos só começam a trabalhar muito tempo depois do início da aula".

Conforme a pesquisa, cerca de um em cada cinco professores afirmam sofrer com ruído e desordem significativos em suas salas de aula, em média.

No Brasil, mais de 50% dos professores relataram os desafios. No Chile, Finlândia, Portugal e África do Sul, esse percentual fica em cerca de 33%.

Já na Albânia, Japão e Xangai, por outro lado, menos de 5% dos professores apontam essas questões disciplinares.

Professores iniciantes

A pesquisa também mostra que os professores em começo de carreira relatam mais interrupções em sala de aula do que os seus colegas mais experientes em quase todos os sistemas educacionais.

No Canadá, Áustria, Chile, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Itália e Espanha, por exemplo, mais de 40% dos professores iniciantes afirmam "ruído perturbador frequente". Já em Portugal e no Brasil, esses percentuais aumentam para 59% e 66%, respectivamente.

Entre os professores experientes, essas taxas são mais baixas, abaixo de um terço em todos os sistemas educacionais, exceto em Portugal (33%) e no Brasil (53%).

O estudo foi realizado em 2024 e entrevistou cerca de 280 mil professores e diretores escolares em 17 mil escolas de ensino fundamental II em 55 sistemas educacionais. O Talis tem como objetivo auxiliar na elaboração de estratégias para melhorar a qualidade do ensino e os ambientes de aprendizagem.


https://www.terra.com.br/noticias/educacao/professores-gastam-mais-d e-20-da-aula-para-manter-a-ordem-dos-alunos-em-sala-mostra-estudo, ea20b81839e46ed5ad3f54c718b3bcdaz697ywnm.html?utm_source=cli pboard
O tempo dos docentes brasileiros está acima da média dos países da OCDE, em que os professores disseram gastar 15% do tempo de aula para manter a ordem dos alunos.
Segundo o relatório, entre 2018 e 2024, a parcela do tempo de aula dedicada à manutenção da ordem aumentou 2 pontos percentuais — a média da OCDE também aumentou 2 pontos percentuais. Ainda de acordo com o estudo, 44% dos docentes brasileiros afirmam perder bastante tempo porque os alunos interrompem as aulas. O número também é acima da média da OCDE, que é de 18%.
O emprego das expressões 'segundo o relatório', 'ainda de acordo com o estudo' e 'o número também' é um elemento linguístico que:
Alternativas
Q3718692 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Professores gastam mais de 20% da aula para manter a ordem dos alunos em sala, mostra estudo

Tempo gasto pelos docentes brasileiros é acima da média dos países da OCDE, que é de 15%


O tempo dos docentes brasileiros está acima da média dos países da OCDE, em que os professores disseram gastar 15% do tempo de aula para manter a ordem dos alunos.

Segundo o relatório, entre 2018 e 2024, a parcela do tempo de aula dedicada à manutenção da ordem aumentou 2 pontos percentuais — a média da OCDE também aumentou 2 pontos percentuais.

Ainda de acordo com o estudo, 44% dos docentes brasileiros afirmam perder bastante tempo porque os alunos interrompem as aulas. O número também é acima da média da OCDE, que é de 18%. A mesma proporção de brasileiros diz também perder muito tempo esperando os alunos ficarem quietos (a média da OCDE é de 15%).

Comportamento na sala de aula

No estudo, a percepção dos professores sobre a disciplina em sala de aula é medida pela frequência relatada de quatro situações:

"Perco muito tempo porque os alunos interrompem a aula";

"Tenho que esperar muito tempo para que os alunos se acalmem";

"Há muito barulho e desordem disruptivos";

"Muitos alunos só começam a trabalhar muito tempo depois do início da aula".

Conforme a pesquisa, cerca de um em cada cinco professores afirmam sofrer com ruído e desordem significativos em suas salas de aula, em média.

No Brasil, mais de 50% dos professores relataram os desafios. No Chile, Finlândia, Portugal e África do Sul, esse percentual fica em cerca de 33%.

Já na Albânia, Japão e Xangai, por outro lado, menos de 5% dos professores apontam essas questões disciplinares.

Professores iniciantes

A pesquisa também mostra que os professores em começo de carreira relatam mais interrupções em sala de aula do que os seus colegas mais experientes em quase todos os sistemas educacionais.

No Canadá, Áustria, Chile, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Itália e Espanha, por exemplo, mais de 40% dos professores iniciantes afirmam "ruído perturbador frequente". Já em Portugal e no Brasil, esses percentuais aumentam para 59% e 66%, respectivamente.

Entre os professores experientes, essas taxas são mais baixas, abaixo de um terço em todos os sistemas educacionais, exceto em Portugal (33%) e no Brasil (53%).

O estudo foi realizado em 2024 e entrevistou cerca de 280 mil professores e diretores escolares em 17 mil escolas de ensino fundamental II em 55 sistemas educacionais. O Talis tem como objetivo auxiliar na elaboração de estratégias para melhorar a qualidade do ensino e os ambientes de aprendizagem.


https://www.terra.com.br/noticias/educacao/professores-gastam-mais-d e-20-da-aula-para-manter-a-ordem-dos-alunos-em-sala-mostra-estudo, ea20b81839e46ed5ad3f54c718b3bcdaz697ywnm.html?utm_source=cli pboard
"Professores gastam mais de 20% da aula para manter a ordem dos alunos em sala, mostra estudo."

Considerando o texto-base, analise as afirmativas a seguir e identifique a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3718634 Português

A segunda vida da saudade 


A saudade é uma repescagem. Pela saudade, você descobre que ama alguém mais do que imaginava: é uma necessidade de companhia despertada pela solidão mais funda.


A saudade é um GPS do coração. Você se vê desorientado, longe de um destino, e percebe o valor de uma presença que completa o seu humor, acolhe seus defeitos e ilumina seus dias.


É uma lembrança a dois. Diferente da nostalgia, que é pessoal e intransferível, a saudade se partilha, sofre junto. A nostalgia é encerrada; a saudade é um sentimento em progresso.


Pela saudade, você revisa seus atos e reconhece suas limitações. Não é julgamento do outro, mas de si mesmo com o outro. Uma justiça emocional que tenta consertar omissões e faltas de gentileza.


Ela começa no medo para vencer o medo. Ensina coragem para defender sua autenticidade, enfrentando preconceitos e opiniões alheias. Fortalece vínculos, aponta quem merece permanecer.


A saudade não deixa ninguém para trás. Emparelha almas, sincroniza pensamentos. Consegue ser perdão e gratidão ao mesmo tempo.


É a memória, no período de escassez, de tudo o que foi bom. Um trailer do fim que não queremos assistir. Uma despedida dentro do encontro. Um adeus ensaiado que vira vínculo duradouro e definitivo.


Texto Adaptado


CARPINEJAR, Fabrício. A segunda vida da saudade. O Tempo, 26 set. 2025. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/9/26/a-seg unda-vida-da-saudade . Acesso em: 26 out. 2025.

Considerando a construção expressiva do texto e os princípios teóricos que regem as figuras de linguagem, assinale a alternativa que apresenta a correta identificação das figuras predominantes no texto, à luz da classificação tradicional e da análise estilística.
Alternativas
Q3718584 Português

A Vida nos Pequenos Instantes 



Viver, para mim, é mais do que simplesmente existir. É sentir o vento bagunçar os cabelos, fechar os olhos para ouvir o som das ondas, encontrar beleza num café quente entre as mãos. É rir de algo bobo, receber um olhar que aquece por dentro, caminhar sem pressa, sabendo que a felicidade não está no destino, mas no percurso. 


Não quero uma vida grandiosa aos olhos do mundo, quero uma que me transborde por dentro. Que me permita sentir, com toda a intensidade, a beleza do simples. Porque é nisso que mora o verdadeiro encanto da vida.


BORGES, Jorgeane. A vida nos pequenos instantes. Disponível em: https://www.pensador.com/pequenos_textos/2/ . Acesso em: 26 out. 2025.

Leia o trecho do texto:


"receber um olhar que aquece por dentro"


Sobre o trecho destacado, assinale a alternativa que apresenta a interpretação adequada:

Alternativas
Q3718583 Português

A Vida nos Pequenos Instantes 



Viver, para mim, é mais do que simplesmente existir. É sentir o vento bagunçar os cabelos, fechar os olhos para ouvir o som das ondas, encontrar beleza num café quente entre as mãos. É rir de algo bobo, receber um olhar que aquece por dentro, caminhar sem pressa, sabendo que a felicidade não está no destino, mas no percurso. 


Não quero uma vida grandiosa aos olhos do mundo, quero uma que me transborde por dentro. Que me permita sentir, com toda a intensidade, a beleza do simples. Porque é nisso que mora o verdadeiro encanto da vida.


BORGES, Jorgeane. A vida nos pequenos instantes. Disponível em: https://www.pensador.com/pequenos_textos/2/ . Acesso em: 26 out. 2025.

Com a afirmação "A felicidade não está no destino, mas no percurso", a autora demonstra que:
Alternativas
Q3718392 Português

Arabutã recebeu, ao longo de sua história, imigrantes de diferentes lugares, que trouxeram costumes, religiões e festas típicas. Esses costumes ainda podem ser vistos em celebrações, na culinária e na arquitetura do município. 


O que esse tipo de tradição representa para a cultura de Arabutã?

Alternativas
Respostas
9961: D
9962: A
9963: A
9964: C
9965: D
9966: C
9967: B
9968: C
9969: D
9970: C
9971: B
9972: B
9973: D
9974: C
9975: A
9976: A
9977: E
9978: A
9979: B
9980: B