Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3721248 Português
Texto: Adultização

    Um modo de exploração de crianças na internet gerou intenso debate no Brasil após viralização recente, nas redes sociais, de vídeo em que o influenciador Felipe Brassanim Pereira abordou o tema. Trata-se da adultização, uma aceleração forçada do desenvolvimento infantil, fazendo com que as crianças adotem comportamentos ou responsabilidades que não correspondem à idade delas. Esse processo pode acontecer de várias formas: ao sobrecarregar a criança com tarefas de adulto, ao lhe impor uma cobrança excessiva sobre desempenho escolar ou esportivo, ao permitir que ela tenha acesso a conteúdos inadequados para a idade.
    Guilherme Polanczyk, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, afirma que muitos pais têm a ideia de que acelerar o desenvolvimento de uma criança pode torná-la mais madura: “A gente vê isso em crianças muito pequenas, com um ano e meio, em que os pais querem tirar fraldas. Muitas vezes, têm a tendência de os pais ficarem orgulhosos quando os filhos eventualmente não querem mais brincar.” Mas, segundo o médico, pular etapas não é saudável: nosso cérebro evolui conforme nos desenvolvemos – e, nos primeiros anos de vida, ainda não estamos preparados para lidar com pressões, tarefas e algumas emoções.  
    Um relatório do Comitê Interdepartamental sobre Deterioração Física, produzido pelo governo britânico em 1904, já alertava para os efeitos negativos desse processo. “Naquela época, o fenômeno era muito preocupante por causa, por exemplo, da primeira fase da industrialização, em que havia crianças trabalhando, crianças pequenas que deveriam estar na escola, em fornerias e metalúrgicas, em lugares insalubres”, explica Anderson Nitsche, neuropediatra no Hospital Pequeno Príncipe. Com o passar dos anos, novos estudos revelaram que pessoas que são submetidas à adultização têm mais chance de sofrer de ansiedade, depressão, dificuldade de socialização, falta de empatia, problemas no processo de aprendizagem e atenção dispersa.
    Embora a adultização seja um fenômeno antigo, ela ganhou uma nova dimensão com as redes sociais. Com cada vez mais acesso às telas e à internet, as crianças passaram a ter contato com muito conteúdo – e, muitas vezes, viraram elas próprias criadoras e influenciadoras nas redes sociais. Pesquisa recente, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, mostrou que 93% dos brasileiros entre 9 e 16 anos, ou seja, mais de 24 milhões de crianças e adolescentes, são usuários da internet. Pesquisas científicas indicam que a constante exposição às redes sociais ativa o circuito de recompensa do cérebro e pode provocar uma enxurrada de dopamina, neurotransmissor ligado ao bem-estar. Esse mecanismo pode ser altamente viciante: a dopamina gera o desejo de repetir a experiência, com mais frequência e intensidade.
    O que fazer? Do ponto de vista coletivo, vários projetos de lei sobre o assunto foram apresentados nos últimos anos. Atualmente, o que está mais avançado é o PL 2628, que já foi aprovado no Senado Federal e estabelece deveres de cuidado das plataformas digitais com os mais jovens, a remoção de conteúdos que violem os direitos dos menores de idade e a criação de mecanismos de controle parental. “Nesse momento, existe um movimento internacional de regulação das mídias, do que nós chamamos de big techs. (...)”, afirma Evelyn Eisenstein, coordenadora do Grupo de Trabalho Saúde Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria.
    Do ponto de vista individual, há uma série de cuidados no que diz respeito ao compartilhamento de conteúdos envolvendo crianças na internet, como evitar a exposição excessiva nas redes sociais. Fotos e vídeos aparentemente inofensivos, por exemplo, podem acabar caindo em cadeias internacionais de pedofilia. Outra recomendação dos especialistas é controlar o tempo de uso de celulares, tablets e smartphones das crianças.
    “Vai passear com seus filhos, em um local com natureza. Vai ver a borboletinha, vai ver a cor da flor. Deixa essa criança descobrir o mundo, fora das telas. O gatinho que ela vê na tela é bidimensional. O gatinho que pula ali no colo dela é tridimensional”, destaca Evelyn Eisenstein.

ANDRÉ BIERNATH
Adaptado de bbc.com, 15/08/2025. 
No debate apresentado no texto, é estabelecida distinção entre o significado de “adultização” e o da seguinte palavra:  
Alternativas
Q3721215 Português
Texto: Adultização

     Um modo de exploração de crianças na internet gerou intenso debate no Brasil após viralização recente, nas redes sociais, de vídeo em que o influenciador Felipe Brassanim Pereira abordou o tema. Trata-se da adultização, uma aceleração forçada do desenvolvimento infantil, fazendo com que as crianças adotem comportamentos ou responsabilidades que não correspondem à idade delas. Esse processo pode acontecer de várias formas: ao sobrecarregar a criança com tarefas de adulto, ao lhe impor uma cobrança excessiva sobre desempenho escolar ou esportivo, ao permitir que ela tenha acesso a conteúdos inadequados para a idade.
    Guilherme Polanczyk, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, afirma que muitos pais têm a ideia de que acelerar o desenvolvimento de uma criança pode torná-la mais madura: “A gente vê isso em crianças muito pequenas, com um ano e meio, em que os pais querem tirar fraldas. Muitas vezes, têm a tendência de os pais ficarem orgulhosos quando os filhos eventualmente não querem mais brincar.” Mas, segundo o médico, pular etapas não é saudável: nosso cérebro evolui conforme nos desenvolvemos – e, nos primeiros anos de vida, ainda não estamos preparados para lidar com pressões, tarefas e algumas emoções.
    Um relatório do Comitê Interdepartamental sobre Deterioração Física, produzido pelo governo britânico em 1904, já alertava para os efeitos negativos desse processo. “Naquela época, o fenômeno era muito preocupante por causa, por exemplo, da primeira fase da industrialização, em que havia crianças trabalhando, crianças pequenas que deveriam estar na escola, em fornerias e metalúrgicas, em lugares insalubres”, explica Anderson Nitsche, neuropediatra no Hospital Pequeno Príncipe. Com o passar dos anos, novos estudos revelaram que pessoas que são submetidas à adultização têm mais chance de sofrer de ansiedade, depressão, dificuldade de socialização, falta de empatia, problemas no processo de aprendizagem e atenção dispersa.
    Embora a adultização seja um fenômeno antigo, ela ganhou uma nova dimensão com as redes sociais. Com cada vez mais acesso às telas e à internet, as crianças passaram a ter contato com muito conteúdo – e, muitas vezes, viraram elas próprias criadoras e influenciadoras nas redes sociais. Pesquisa recente, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, mostrou que 93% dos brasileiros entre 9 e 16 anos, ou seja, mais de 24 milhões de crianças e adolescentes, são usuários da internet. Pesquisas científicas indicam que a constante exposição às redes sociais ativa o circuito de recompensa do cérebro e pode provocar uma enxurrada de dopamina, neurotransmissor ligado ao bem-estar. Esse mecanismo pode ser altamente viciante: a dopamina gera o desejo de repetir a experiência, com mais frequência e intensidade.
    O que fazer? Do ponto de vista coletivo, vários projetos de lei sobre o assunto foram apresentados nos últimos anos. Atualmente, o que está mais avançado é o PL 2628, que já foi aprovado no Senado Federal e estabelece deveres de cuidado das plataformas digitais com os mais jovens, a remoção de conteúdos que violem os direitos dos menores de idade e a criação de mecanismos de controle parental. “Nesse momento, existe um movimento internacional de regulação das mídias, do que nós chamamos de big techs. (...)”, afirma Evelyn Eisenstein, coordenadora do Grupo de Trabalho Saúde Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria.   
    Do ponto de vista individual, há uma série de cuidados no que diz respeito ao compartilhamento de conteúdos envolvendo crianças na internet, como evitar a exposição excessiva nas redes sociais. Fotos e vídeos aparentemente inofensivos, por exemplo, podem acabar caindo em cadeias internacionais de pedofilia. Outra recomendação dos especialistas é controlar o tempo de uso de celulares, tablets e smartphones das crianças.
    “Vai passear com seus filhos, em um local com natureza. Vai ver a borboletinha, vai ver a cor da flor. Deixa essa criança descobrir o mundo, fora das telas. O gatinho que ela vê na tela é bidimensional. O gatinho que pula ali no colo dela é tridimensional”, destaca Evelyn Eisenstein.

ANDRÉ BIERNATH
Adaptado de bbc.com, 15/08/2025. 
No 5º parágrafo, as intervenções de natureza coletiva são apresentadas numa sequência de contextos que pode ser descrita como:  
Alternativas
Q3721081 Português
Texto: Quem Controla Nossa Memória?

    Minha investigação acadêmica buscou entender como as ferramentas de inteligência artificial (IA) influenciam o comportamento humano. O que descobri foi alarmante. Imagens geradas por IA estavam repletas de estereótipos quando retratavam grupos historicamente marginalizados, como mulheres, pessoas com deficiência, LGBTI+ e não brancos. Mais preocupante ainda foi perceber que os participantes da minha pesquisa reproduziam preconceitos ao interagir com essas imagens.
    As imagens têm poder, tanto de uma perspectiva histórica quanto cultural. Elas podem interromper conflitos, mudar opiniões políticas e unir pessoas. Publicitários sabem disso e exploram essa capacidade em mídias tradicionais e digitais. O advento da IA amplia esse potencial de influência, mas também traz riscos inéditos: e se a IA puder moldar o passado, alterando registros históricos e reescrevendo a realidade?
    No começo de 2024, durante o Super Bowl, a cantora Alicia Keys desafinou em sua apresentação enquanto cantava “If I Ain’t Got You”. No dia seguinte, a versão oficial do vídeo havia sido corrigida. Quem não gravou o evento ao vivo não encontrará o erro original. Esse episódio pode parecer banal, mas mostra como registros podem ser alterados ou apagados, criando uma história oficial que não corresponde à realidade. Se um erro em um show pode ser apagado, o que impediria que registros históricos e culturais fossem modificados? Quem decide o que é real? Quem controla a verdade?
    Durante minha pesquisa, desenvolvi um conceito chamado de apagamento pela IA (“AI Erasure”, no original em inglês). Ele explora os riscos por duas vias: a capacidade de essas ferramentas moldarem registros e a possibilidade de apagá-los. O que coloca, de modo geral, a memória coletiva em risco. 
    Se imagens sintéticas podem influenciar preconceitos, o que impede que vídeos, áudios e mídias manipuladas também distorçam a história? A digitalização democratizou o acesso à informação, mas não garante diversidade nem representação. Ferramentas do estilo Wikipedia, que tinha o objetivo inicial de democratizar a informação, mostram como dados digitalizados podem estar cheios de informações equivocadas. A solução, então, passa por regulamentação, ética e rigor na construção de bancos de dados.
    O apagamento pela IA também envolve manipulações intencionais por governos autoritários ou corporações, criando registros que promovem interesses políticos ou econômicos. Isso pode levar à homogeneização da história, apagando a diversidade humana em nome de narrativas dominantes. Quem controla nossa memória?
    Stephanie Dinkins é uma artista que cria representações de mulheres negras em sistemas de IA. Recentemente, no jornal americano The New York Times, ela questionou por que a palavra “escravo” não podia ser usada por uma ferramenta generativa. Para atenuar preconceitos raciais e imagens ofensivas, algumas empresas passaram a proibir certas palavras nas entradas de texto submetidos a geradores, como “escravo” e “fascista”. O que Dinkins propõe ecoa o conceito de “apagamento pela IA”: “O que essa tecnologia está fazendo com a história? Podemos ver que alguém está tentando corrigir o viés, mas, ao mesmo tempo, isso apaga um pedaço da história.”
    Vivemos num momento histórico de alerta para o futuro digital. Devemos levantar questões urgentes sobre o que escolhemos lembrar, quem é representado nos arquivos digitais e como a IA pode remodelar nossa compreensão da história e identidade. Diante dessas ameaças, é urgente questionar quem será representado nos arquivos digitais e como a IA poderá remodelar a compreensão sobre história e identidade. É preciso defender a diversidade, regulamentar as tecnologias e proteger memórias e culturas contra o apagamento digital.
    A integração da IA nos sistemas sociais requer responsabilidade coletiva para evitar que a história seja moldada e apagada ao sabor de interesses específicos. Se não agirmos agora, arriscaremos perder muito mais do que dados: perderemos parte essencial do que nos torna humanos.  

GUILDO MELO
Adaptado de nexojornal.com.br, 09/03/2025. 
No 8º parágrafo, o tipo de organização textual predominante é: 
Alternativas
Q3721080 Português
Texto: Quem Controla Nossa Memória?

    Minha investigação acadêmica buscou entender como as ferramentas de inteligência artificial (IA) influenciam o comportamento humano. O que descobri foi alarmante. Imagens geradas por IA estavam repletas de estereótipos quando retratavam grupos historicamente marginalizados, como mulheres, pessoas com deficiência, LGBTI+ e não brancos. Mais preocupante ainda foi perceber que os participantes da minha pesquisa reproduziam preconceitos ao interagir com essas imagens.
    As imagens têm poder, tanto de uma perspectiva histórica quanto cultural. Elas podem interromper conflitos, mudar opiniões políticas e unir pessoas. Publicitários sabem disso e exploram essa capacidade em mídias tradicionais e digitais. O advento da IA amplia esse potencial de influência, mas também traz riscos inéditos: e se a IA puder moldar o passado, alterando registros históricos e reescrevendo a realidade?
    No começo de 2024, durante o Super Bowl, a cantora Alicia Keys desafinou em sua apresentação enquanto cantava “If I Ain’t Got You”. No dia seguinte, a versão oficial do vídeo havia sido corrigida. Quem não gravou o evento ao vivo não encontrará o erro original. Esse episódio pode parecer banal, mas mostra como registros podem ser alterados ou apagados, criando uma história oficial que não corresponde à realidade. Se um erro em um show pode ser apagado, o que impediria que registros históricos e culturais fossem modificados? Quem decide o que é real? Quem controla a verdade?
    Durante minha pesquisa, desenvolvi um conceito chamado de apagamento pela IA (“AI Erasure”, no original em inglês). Ele explora os riscos por duas vias: a capacidade de essas ferramentas moldarem registros e a possibilidade de apagá-los. O que coloca, de modo geral, a memória coletiva em risco. 
    Se imagens sintéticas podem influenciar preconceitos, o que impede que vídeos, áudios e mídias manipuladas também distorçam a história? A digitalização democratizou o acesso à informação, mas não garante diversidade nem representação. Ferramentas do estilo Wikipedia, que tinha o objetivo inicial de democratizar a informação, mostram como dados digitalizados podem estar cheios de informações equivocadas. A solução, então, passa por regulamentação, ética e rigor na construção de bancos de dados.
    O apagamento pela IA também envolve manipulações intencionais por governos autoritários ou corporações, criando registros que promovem interesses políticos ou econômicos. Isso pode levar à homogeneização da história, apagando a diversidade humana em nome de narrativas dominantes. Quem controla nossa memória?
    Stephanie Dinkins é uma artista que cria representações de mulheres negras em sistemas de IA. Recentemente, no jornal americano The New York Times, ela questionou por que a palavra “escravo” não podia ser usada por uma ferramenta generativa. Para atenuar preconceitos raciais e imagens ofensivas, algumas empresas passaram a proibir certas palavras nas entradas de texto submetidos a geradores, como “escravo” e “fascista”. O que Dinkins propõe ecoa o conceito de “apagamento pela IA”: “O que essa tecnologia está fazendo com a história? Podemos ver que alguém está tentando corrigir o viés, mas, ao mesmo tempo, isso apaga um pedaço da história.”
    Vivemos num momento histórico de alerta para o futuro digital. Devemos levantar questões urgentes sobre o que escolhemos lembrar, quem é representado nos arquivos digitais e como a IA pode remodelar nossa compreensão da história e identidade. Diante dessas ameaças, é urgente questionar quem será representado nos arquivos digitais e como a IA poderá remodelar a compreensão sobre história e identidade. É preciso defender a diversidade, regulamentar as tecnologias e proteger memórias e culturas contra o apagamento digital.
    A integração da IA nos sistemas sociais requer responsabilidade coletiva para evitar que a história seja moldada e apagada ao sabor de interesses específicos. Se não agirmos agora, arriscaremos perder muito mais do que dados: perderemos parte essencial do que nos torna humanos.  

GUILDO MELO
Adaptado de nexojornal.com.br, 09/03/2025. 
O episódio relatado no 7º parágrafo reitera outras passagens do texto em que certo uso recente da IA pode ser caracterizado como:  
Alternativas
Q3721076 Português
Texto: Quem Controla Nossa Memória?

    Minha investigação acadêmica buscou entender como as ferramentas de inteligência artificial (IA) influenciam o comportamento humano. O que descobri foi alarmante. Imagens geradas por IA estavam repletas de estereótipos quando retratavam grupos historicamente marginalizados, como mulheres, pessoas com deficiência, LGBTI+ e não brancos. Mais preocupante ainda foi perceber que os participantes da minha pesquisa reproduziam preconceitos ao interagir com essas imagens.
    As imagens têm poder, tanto de uma perspectiva histórica quanto cultural. Elas podem interromper conflitos, mudar opiniões políticas e unir pessoas. Publicitários sabem disso e exploram essa capacidade em mídias tradicionais e digitais. O advento da IA amplia esse potencial de influência, mas também traz riscos inéditos: e se a IA puder moldar o passado, alterando registros históricos e reescrevendo a realidade?
    No começo de 2024, durante o Super Bowl, a cantora Alicia Keys desafinou em sua apresentação enquanto cantava “If I Ain’t Got You”. No dia seguinte, a versão oficial do vídeo havia sido corrigida. Quem não gravou o evento ao vivo não encontrará o erro original. Esse episódio pode parecer banal, mas mostra como registros podem ser alterados ou apagados, criando uma história oficial que não corresponde à realidade. Se um erro em um show pode ser apagado, o que impediria que registros históricos e culturais fossem modificados? Quem decide o que é real? Quem controla a verdade?
    Durante minha pesquisa, desenvolvi um conceito chamado de apagamento pela IA (“AI Erasure”, no original em inglês). Ele explora os riscos por duas vias: a capacidade de essas ferramentas moldarem registros e a possibilidade de apagá-los. O que coloca, de modo geral, a memória coletiva em risco. 
    Se imagens sintéticas podem influenciar preconceitos, o que impede que vídeos, áudios e mídias manipuladas também distorçam a história? A digitalização democratizou o acesso à informação, mas não garante diversidade nem representação. Ferramentas do estilo Wikipedia, que tinha o objetivo inicial de democratizar a informação, mostram como dados digitalizados podem estar cheios de informações equivocadas. A solução, então, passa por regulamentação, ética e rigor na construção de bancos de dados.
    O apagamento pela IA também envolve manipulações intencionais por governos autoritários ou corporações, criando registros que promovem interesses políticos ou econômicos. Isso pode levar à homogeneização da história, apagando a diversidade humana em nome de narrativas dominantes. Quem controla nossa memória?
    Stephanie Dinkins é uma artista que cria representações de mulheres negras em sistemas de IA. Recentemente, no jornal americano The New York Times, ela questionou por que a palavra “escravo” não podia ser usada por uma ferramenta generativa. Para atenuar preconceitos raciais e imagens ofensivas, algumas empresas passaram a proibir certas palavras nas entradas de texto submetidos a geradores, como “escravo” e “fascista”. O que Dinkins propõe ecoa o conceito de “apagamento pela IA”: “O que essa tecnologia está fazendo com a história? Podemos ver que alguém está tentando corrigir o viés, mas, ao mesmo tempo, isso apaga um pedaço da história.”
    Vivemos num momento histórico de alerta para o futuro digital. Devemos levantar questões urgentes sobre o que escolhemos lembrar, quem é representado nos arquivos digitais e como a IA pode remodelar nossa compreensão da história e identidade. Diante dessas ameaças, é urgente questionar quem será representado nos arquivos digitais e como a IA poderá remodelar a compreensão sobre história e identidade. É preciso defender a diversidade, regulamentar as tecnologias e proteger memórias e culturas contra o apagamento digital.
    A integração da IA nos sistemas sociais requer responsabilidade coletiva para evitar que a história seja moldada e apagada ao sabor de interesses específicos. Se não agirmos agora, arriscaremos perder muito mais do que dados: perderemos parte essencial do que nos torna humanos.  

GUILDO MELO
Adaptado de nexojornal.com.br, 09/03/2025. 
O 3º parágrafo, em relação às ideias contidas no 2° parágrafo, tem a função de apresentar uma: 
Alternativas
Q3721075 Português
Texto: Quem Controla Nossa Memória?

    Minha investigação acadêmica buscou entender como as ferramentas de inteligência artificial (IA) influenciam o comportamento humano. O que descobri foi alarmante. Imagens geradas por IA estavam repletas de estereótipos quando retratavam grupos historicamente marginalizados, como mulheres, pessoas com deficiência, LGBTI+ e não brancos. Mais preocupante ainda foi perceber que os participantes da minha pesquisa reproduziam preconceitos ao interagir com essas imagens.
    As imagens têm poder, tanto de uma perspectiva histórica quanto cultural. Elas podem interromper conflitos, mudar opiniões políticas e unir pessoas. Publicitários sabem disso e exploram essa capacidade em mídias tradicionais e digitais. O advento da IA amplia esse potencial de influência, mas também traz riscos inéditos: e se a IA puder moldar o passado, alterando registros históricos e reescrevendo a realidade?
    No começo de 2024, durante o Super Bowl, a cantora Alicia Keys desafinou em sua apresentação enquanto cantava “If I Ain’t Got You”. No dia seguinte, a versão oficial do vídeo havia sido corrigida. Quem não gravou o evento ao vivo não encontrará o erro original. Esse episódio pode parecer banal, mas mostra como registros podem ser alterados ou apagados, criando uma história oficial que não corresponde à realidade. Se um erro em um show pode ser apagado, o que impediria que registros históricos e culturais fossem modificados? Quem decide o que é real? Quem controla a verdade?
    Durante minha pesquisa, desenvolvi um conceito chamado de apagamento pela IA (“AI Erasure”, no original em inglês). Ele explora os riscos por duas vias: a capacidade de essas ferramentas moldarem registros e a possibilidade de apagá-los. O que coloca, de modo geral, a memória coletiva em risco. 
    Se imagens sintéticas podem influenciar preconceitos, o que impede que vídeos, áudios e mídias manipuladas também distorçam a história? A digitalização democratizou o acesso à informação, mas não garante diversidade nem representação. Ferramentas do estilo Wikipedia, que tinha o objetivo inicial de democratizar a informação, mostram como dados digitalizados podem estar cheios de informações equivocadas. A solução, então, passa por regulamentação, ética e rigor na construção de bancos de dados.
    O apagamento pela IA também envolve manipulações intencionais por governos autoritários ou corporações, criando registros que promovem interesses políticos ou econômicos. Isso pode levar à homogeneização da história, apagando a diversidade humana em nome de narrativas dominantes. Quem controla nossa memória?
    Stephanie Dinkins é uma artista que cria representações de mulheres negras em sistemas de IA. Recentemente, no jornal americano The New York Times, ela questionou por que a palavra “escravo” não podia ser usada por uma ferramenta generativa. Para atenuar preconceitos raciais e imagens ofensivas, algumas empresas passaram a proibir certas palavras nas entradas de texto submetidos a geradores, como “escravo” e “fascista”. O que Dinkins propõe ecoa o conceito de “apagamento pela IA”: “O que essa tecnologia está fazendo com a história? Podemos ver que alguém está tentando corrigir o viés, mas, ao mesmo tempo, isso apaga um pedaço da história.”
    Vivemos num momento histórico de alerta para o futuro digital. Devemos levantar questões urgentes sobre o que escolhemos lembrar, quem é representado nos arquivos digitais e como a IA pode remodelar nossa compreensão da história e identidade. Diante dessas ameaças, é urgente questionar quem será representado nos arquivos digitais e como a IA poderá remodelar a compreensão sobre história e identidade. É preciso defender a diversidade, regulamentar as tecnologias e proteger memórias e culturas contra o apagamento digital.
    A integração da IA nos sistemas sociais requer responsabilidade coletiva para evitar que a história seja moldada e apagada ao sabor de interesses específicos. Se não agirmos agora, arriscaremos perder muito mais do que dados: perderemos parte essencial do que nos torna humanos.  

GUILDO MELO
Adaptado de nexojornal.com.br, 09/03/2025. 
O que descobri foi alarmante. Imagens geradas por IA estavam repletas de estereótipos quando retratavam grupos historicamente marginalizados, como mulheres, pessoas com deficiência, LGBTI+ e não brancos. (1º parágrafo)

As duas frases presentes no trecho acima articulam as seguintes formulações, respectivamente:
Alternativas
Q3721073 Português
Texto: Quem Controla Nossa Memória?

    Minha investigação acadêmica buscou entender como as ferramentas de inteligência artificial (IA) influenciam o comportamento humano. O que descobri foi alarmante. Imagens geradas por IA estavam repletas de estereótipos quando retratavam grupos historicamente marginalizados, como mulheres, pessoas com deficiência, LGBTI+ e não brancos. Mais preocupante ainda foi perceber que os participantes da minha pesquisa reproduziam preconceitos ao interagir com essas imagens.
    As imagens têm poder, tanto de uma perspectiva histórica quanto cultural. Elas podem interromper conflitos, mudar opiniões políticas e unir pessoas. Publicitários sabem disso e exploram essa capacidade em mídias tradicionais e digitais. O advento da IA amplia esse potencial de influência, mas também traz riscos inéditos: e se a IA puder moldar o passado, alterando registros históricos e reescrevendo a realidade?
    No começo de 2024, durante o Super Bowl, a cantora Alicia Keys desafinou em sua apresentação enquanto cantava “If I Ain’t Got You”. No dia seguinte, a versão oficial do vídeo havia sido corrigida. Quem não gravou o evento ao vivo não encontrará o erro original. Esse episódio pode parecer banal, mas mostra como registros podem ser alterados ou apagados, criando uma história oficial que não corresponde à realidade. Se um erro em um show pode ser apagado, o que impediria que registros históricos e culturais fossem modificados? Quem decide o que é real? Quem controla a verdade?
    Durante minha pesquisa, desenvolvi um conceito chamado de apagamento pela IA (“AI Erasure”, no original em inglês). Ele explora os riscos por duas vias: a capacidade de essas ferramentas moldarem registros e a possibilidade de apagá-los. O que coloca, de modo geral, a memória coletiva em risco. 
    Se imagens sintéticas podem influenciar preconceitos, o que impede que vídeos, áudios e mídias manipuladas também distorçam a história? A digitalização democratizou o acesso à informação, mas não garante diversidade nem representação. Ferramentas do estilo Wikipedia, que tinha o objetivo inicial de democratizar a informação, mostram como dados digitalizados podem estar cheios de informações equivocadas. A solução, então, passa por regulamentação, ética e rigor na construção de bancos de dados.
    O apagamento pela IA também envolve manipulações intencionais por governos autoritários ou corporações, criando registros que promovem interesses políticos ou econômicos. Isso pode levar à homogeneização da história, apagando a diversidade humana em nome de narrativas dominantes. Quem controla nossa memória?
    Stephanie Dinkins é uma artista que cria representações de mulheres negras em sistemas de IA. Recentemente, no jornal americano The New York Times, ela questionou por que a palavra “escravo” não podia ser usada por uma ferramenta generativa. Para atenuar preconceitos raciais e imagens ofensivas, algumas empresas passaram a proibir certas palavras nas entradas de texto submetidos a geradores, como “escravo” e “fascista”. O que Dinkins propõe ecoa o conceito de “apagamento pela IA”: “O que essa tecnologia está fazendo com a história? Podemos ver que alguém está tentando corrigir o viés, mas, ao mesmo tempo, isso apaga um pedaço da história.”
    Vivemos num momento histórico de alerta para o futuro digital. Devemos levantar questões urgentes sobre o que escolhemos lembrar, quem é representado nos arquivos digitais e como a IA pode remodelar nossa compreensão da história e identidade. Diante dessas ameaças, é urgente questionar quem será representado nos arquivos digitais e como a IA poderá remodelar a compreensão sobre história e identidade. É preciso defender a diversidade, regulamentar as tecnologias e proteger memórias e culturas contra o apagamento digital.
    A integração da IA nos sistemas sociais requer responsabilidade coletiva para evitar que a história seja moldada e apagada ao sabor de interesses específicos. Se não agirmos agora, arriscaremos perder muito mais do que dados: perderemos parte essencial do que nos torna humanos.  

GUILDO MELO
Adaptado de nexojornal.com.br, 09/03/2025. 
Em relação ao tema discutido no texto, a pergunta feita no título aponta para um contexto atual de: 
Alternativas
Q3720812 Português

Leia o texto para responder a questão. 



Ultraprocessados sob análise: estudo com 200 mil adultos nos

EUA revela perigos ocultos


Bebidas açucaradas e carnes processadas lideram a lista de

vilões cardiovasculares


Por The New York Times



    Citar uma condição comum — como doenças cardíacas — já é suficiente para mostrar que há grandes chances de que seguir uma dieta rica em alimentos ultraprocessados esteja associada a ela.


    Mas a categoria de alimentos ultraprocessados é ampla e abrangente. Estima-se que represente 73% do suprimento alimentar dos Estados Unidos e inclua produtos estereotipicamente “não saudáveis”, como refrigerantes, doces e cachorros-quentes, além de produtos aparentemente “saudáveis”, como pães integrais, cereais matinais, iogurtes saborizados e leites vegetais.


    "É uma mistura de alimentos, alguns dos quais provavelmente são mais prejudiciais do que outros", disse Josiemer Mattei, professora associada de nutrição na Escola de Saúde Pública Harvard TH Chan.


    Nesta segunda-feira (1), Mattei e seus colegas publicaram um dos maiores e mais longos estudos sobre alimentos ultraprocessados e saúde cardíaca até o momento. O estudo analisou os riscos do consumo desses alimentos e identificou quais são os piores.


    Um risco geral dos alimentos ultraprocessados


    O estudo, publicado na revista Lancet, incluiu mais de 200 mil adultos nos Estados Unidos. Os participantes preencheram questionários detalhados sobre dieta desde o final da década de 1980 e início da década de 1990, repetindo-os a cada dois ou quatro anos por cerca de 30 anos. A maioria era branca e trabalhava como profissional de saúde. Os pesquisadores investigaram como o consumo de alimentos ultraprocessados se relacionava com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.


    Após ajustes para fatores de risco como tabagismo, histórico familiar, sono e exercícios, os pesquisadores descobriram que quem consumia mais alimentos ultraprocessados teve 11% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares e 16% mais chances de desenvolver doença coronariana em comparação aos que consumiam menos. O risco de acidente vascular cerebral foi ligeiramente mais elevado, mas sem significância estatística.


    Em uma análise combinada com outros 19 estudos envolvendo cerca de 1,25 milhão de adultos, os pesquisadores encontraram que quem consumia mais ultraprocessados tinha 17% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares, 23% mais chances de doença coronariana e 9% mais chances de sofrer um derrame, em comparação aos que consumiam menos.


    O tamanho do estudo e a frequência das verificações dietéticas fazem dele “um dos estudos mais robustos” sobre o tema, afirmou Niyati Parekh, professora de nutrição em saúde pública na Universidade de Nova York.


    Ainda assim, o estudo tem limitações comuns a pesquisas nutricionais. Os questionários não foram projetados para classificar o grau de processamento dos alimentos, então os pesquisadores tiveram de determinar quais eram provavelmente ultraprocessados posteriormente. Além disso, os nutrientes de alguns produtos, como cereais matinais, podem ter mudado ao longo das décadas, tornando os resultados menos aplicáveis aos alimentos atuais.


    Como a maioria dos participantes era branca e bem informada sobre saúde, os resultados podem não se aplicar a toda a população. E, como ressaltou Mattei, esses estudos não provam causa e efeito; mostram apenas associação. O que chama atenção é a consistência global das evidências ligando ultraprocessados à saúde precária. [...]


Disponível em https://oglobo.globo.com/saude/ciencia/noticia/2025/09/04/ultraprocessadossob-analise-estudo-com-200-mil-adultos-nos-eua-revela-perigosocultos.ghtml

Apesar de o estudo ter sido considerado “um dos estudos mais robustos”, o texto também ressalta que “esses estudos não provam causa e efeito; mostram apenas associação”. Qual é a principal implicação dessa ressalva para a interpretação dos resultados? 
Alternativas
Q3720811 Português

Leia o texto para responder a questão. 



Ultraprocessados sob análise: estudo com 200 mil adultos nos

EUA revela perigos ocultos


Bebidas açucaradas e carnes processadas lideram a lista de

vilões cardiovasculares


Por The New York Times



    Citar uma condição comum — como doenças cardíacas — já é suficiente para mostrar que há grandes chances de que seguir uma dieta rica em alimentos ultraprocessados esteja associada a ela.


    Mas a categoria de alimentos ultraprocessados é ampla e abrangente. Estima-se que represente 73% do suprimento alimentar dos Estados Unidos e inclua produtos estereotipicamente “não saudáveis”, como refrigerantes, doces e cachorros-quentes, além de produtos aparentemente “saudáveis”, como pães integrais, cereais matinais, iogurtes saborizados e leites vegetais.


    "É uma mistura de alimentos, alguns dos quais provavelmente são mais prejudiciais do que outros", disse Josiemer Mattei, professora associada de nutrição na Escola de Saúde Pública Harvard TH Chan.


    Nesta segunda-feira (1), Mattei e seus colegas publicaram um dos maiores e mais longos estudos sobre alimentos ultraprocessados e saúde cardíaca até o momento. O estudo analisou os riscos do consumo desses alimentos e identificou quais são os piores.


    Um risco geral dos alimentos ultraprocessados


    O estudo, publicado na revista Lancet, incluiu mais de 200 mil adultos nos Estados Unidos. Os participantes preencheram questionários detalhados sobre dieta desde o final da década de 1980 e início da década de 1990, repetindo-os a cada dois ou quatro anos por cerca de 30 anos. A maioria era branca e trabalhava como profissional de saúde. Os pesquisadores investigaram como o consumo de alimentos ultraprocessados se relacionava com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.


    Após ajustes para fatores de risco como tabagismo, histórico familiar, sono e exercícios, os pesquisadores descobriram que quem consumia mais alimentos ultraprocessados teve 11% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares e 16% mais chances de desenvolver doença coronariana em comparação aos que consumiam menos. O risco de acidente vascular cerebral foi ligeiramente mais elevado, mas sem significância estatística.


    Em uma análise combinada com outros 19 estudos envolvendo cerca de 1,25 milhão de adultos, os pesquisadores encontraram que quem consumia mais ultraprocessados tinha 17% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares, 23% mais chances de doença coronariana e 9% mais chances de sofrer um derrame, em comparação aos que consumiam menos.


    O tamanho do estudo e a frequência das verificações dietéticas fazem dele “um dos estudos mais robustos” sobre o tema, afirmou Niyati Parekh, professora de nutrição em saúde pública na Universidade de Nova York.


    Ainda assim, o estudo tem limitações comuns a pesquisas nutricionais. Os questionários não foram projetados para classificar o grau de processamento dos alimentos, então os pesquisadores tiveram de determinar quais eram provavelmente ultraprocessados posteriormente. Além disso, os nutrientes de alguns produtos, como cereais matinais, podem ter mudado ao longo das décadas, tornando os resultados menos aplicáveis aos alimentos atuais.


    Como a maioria dos participantes era branca e bem informada sobre saúde, os resultados podem não se aplicar a toda a população. E, como ressaltou Mattei, esses estudos não provam causa e efeito; mostram apenas associação. O que chama atenção é a consistência global das evidências ligando ultraprocessados à saúde precária. [...]


Disponível em https://oglobo.globo.com/saude/ciencia/noticia/2025/09/04/ultraprocessadossob-analise-estudo-com-200-mil-adultos-nos-eua-revela-perigosocultos.ghtml

No trecho “Citar uma condição comum [...] já é suficiente para mostrar que há grandes chances de que seguir uma dieta rica em alimentos ultraprocessados esteja associada a ela. Mas a categoria de alimentos ultraprocessados é ampla e abrangente”. A conjunção “mas” introduz uma ideia de 
Alternativas
Q3720808 Português

Leia o texto para responder a questão. 



Ultraprocessados sob análise: estudo com 200 mil adultos nos

EUA revela perigos ocultos


Bebidas açucaradas e carnes processadas lideram a lista de

vilões cardiovasculares


Por The New York Times



    Citar uma condição comum — como doenças cardíacas — já é suficiente para mostrar que há grandes chances de que seguir uma dieta rica em alimentos ultraprocessados esteja associada a ela.


    Mas a categoria de alimentos ultraprocessados é ampla e abrangente. Estima-se que represente 73% do suprimento alimentar dos Estados Unidos e inclua produtos estereotipicamente “não saudáveis”, como refrigerantes, doces e cachorros-quentes, além de produtos aparentemente “saudáveis”, como pães integrais, cereais matinais, iogurtes saborizados e leites vegetais.


    "É uma mistura de alimentos, alguns dos quais provavelmente são mais prejudiciais do que outros", disse Josiemer Mattei, professora associada de nutrição na Escola de Saúde Pública Harvard TH Chan.


    Nesta segunda-feira (1), Mattei e seus colegas publicaram um dos maiores e mais longos estudos sobre alimentos ultraprocessados e saúde cardíaca até o momento. O estudo analisou os riscos do consumo desses alimentos e identificou quais são os piores.


    Um risco geral dos alimentos ultraprocessados


    O estudo, publicado na revista Lancet, incluiu mais de 200 mil adultos nos Estados Unidos. Os participantes preencheram questionários detalhados sobre dieta desde o final da década de 1980 e início da década de 1990, repetindo-os a cada dois ou quatro anos por cerca de 30 anos. A maioria era branca e trabalhava como profissional de saúde. Os pesquisadores investigaram como o consumo de alimentos ultraprocessados se relacionava com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.


    Após ajustes para fatores de risco como tabagismo, histórico familiar, sono e exercícios, os pesquisadores descobriram que quem consumia mais alimentos ultraprocessados teve 11% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares e 16% mais chances de desenvolver doença coronariana em comparação aos que consumiam menos. O risco de acidente vascular cerebral foi ligeiramente mais elevado, mas sem significância estatística.


    Em uma análise combinada com outros 19 estudos envolvendo cerca de 1,25 milhão de adultos, os pesquisadores encontraram que quem consumia mais ultraprocessados tinha 17% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares, 23% mais chances de doença coronariana e 9% mais chances de sofrer um derrame, em comparação aos que consumiam menos.


    O tamanho do estudo e a frequência das verificações dietéticas fazem dele “um dos estudos mais robustos” sobre o tema, afirmou Niyati Parekh, professora de nutrição em saúde pública na Universidade de Nova York.


    Ainda assim, o estudo tem limitações comuns a pesquisas nutricionais. Os questionários não foram projetados para classificar o grau de processamento dos alimentos, então os pesquisadores tiveram de determinar quais eram provavelmente ultraprocessados posteriormente. Além disso, os nutrientes de alguns produtos, como cereais matinais, podem ter mudado ao longo das décadas, tornando os resultados menos aplicáveis aos alimentos atuais.


    Como a maioria dos participantes era branca e bem informada sobre saúde, os resultados podem não se aplicar a toda a população. E, como ressaltou Mattei, esses estudos não provam causa e efeito; mostram apenas associação. O que chama atenção é a consistência global das evidências ligando ultraprocessados à saúde precária. [...]


Disponível em https://oglobo.globo.com/saude/ciencia/noticia/2025/09/04/ultraprocessadossob-analise-estudo-com-200-mil-adultos-nos-eua-revela-perigosocultos.ghtml

Uma das limitações apontadas pelo estudo é que “a maioria dos participantes era branca e bem informada sobre saúde”. Qual a implicação mais significativa dessa limitação para a aplicabilidade dos resultados?
Alternativas
Q3720807 Português

Leia o texto para responder a questão. 



Ultraprocessados sob análise: estudo com 200 mil adultos nos

EUA revela perigos ocultos


Bebidas açucaradas e carnes processadas lideram a lista de

vilões cardiovasculares


Por The New York Times



    Citar uma condição comum — como doenças cardíacas — já é suficiente para mostrar que há grandes chances de que seguir uma dieta rica em alimentos ultraprocessados esteja associada a ela.


    Mas a categoria de alimentos ultraprocessados é ampla e abrangente. Estima-se que represente 73% do suprimento alimentar dos Estados Unidos e inclua produtos estereotipicamente “não saudáveis”, como refrigerantes, doces e cachorros-quentes, além de produtos aparentemente “saudáveis”, como pães integrais, cereais matinais, iogurtes saborizados e leites vegetais.


    "É uma mistura de alimentos, alguns dos quais provavelmente são mais prejudiciais do que outros", disse Josiemer Mattei, professora associada de nutrição na Escola de Saúde Pública Harvard TH Chan.


    Nesta segunda-feira (1), Mattei e seus colegas publicaram um dos maiores e mais longos estudos sobre alimentos ultraprocessados e saúde cardíaca até o momento. O estudo analisou os riscos do consumo desses alimentos e identificou quais são os piores.


    Um risco geral dos alimentos ultraprocessados


    O estudo, publicado na revista Lancet, incluiu mais de 200 mil adultos nos Estados Unidos. Os participantes preencheram questionários detalhados sobre dieta desde o final da década de 1980 e início da década de 1990, repetindo-os a cada dois ou quatro anos por cerca de 30 anos. A maioria era branca e trabalhava como profissional de saúde. Os pesquisadores investigaram como o consumo de alimentos ultraprocessados se relacionava com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.


    Após ajustes para fatores de risco como tabagismo, histórico familiar, sono e exercícios, os pesquisadores descobriram que quem consumia mais alimentos ultraprocessados teve 11% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares e 16% mais chances de desenvolver doença coronariana em comparação aos que consumiam menos. O risco de acidente vascular cerebral foi ligeiramente mais elevado, mas sem significância estatística.


    Em uma análise combinada com outros 19 estudos envolvendo cerca de 1,25 milhão de adultos, os pesquisadores encontraram que quem consumia mais ultraprocessados tinha 17% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares, 23% mais chances de doença coronariana e 9% mais chances de sofrer um derrame, em comparação aos que consumiam menos.


    O tamanho do estudo e a frequência das verificações dietéticas fazem dele “um dos estudos mais robustos” sobre o tema, afirmou Niyati Parekh, professora de nutrição em saúde pública na Universidade de Nova York.


    Ainda assim, o estudo tem limitações comuns a pesquisas nutricionais. Os questionários não foram projetados para classificar o grau de processamento dos alimentos, então os pesquisadores tiveram de determinar quais eram provavelmente ultraprocessados posteriormente. Além disso, os nutrientes de alguns produtos, como cereais matinais, podem ter mudado ao longo das décadas, tornando os resultados menos aplicáveis aos alimentos atuais.


    Como a maioria dos participantes era branca e bem informada sobre saúde, os resultados podem não se aplicar a toda a população. E, como ressaltou Mattei, esses estudos não provam causa e efeito; mostram apenas associação. O que chama atenção é a consistência global das evidências ligando ultraprocessados à saúde precária. [...]


Disponível em https://oglobo.globo.com/saude/ciencia/noticia/2025/09/04/ultraprocessadossob-analise-estudo-com-200-mil-adultos-nos-eua-revela-perigosocultos.ghtml

O trecho “Ainda assim, o estudo tem limitações comuns a pesquisas nutricionais” introduz uma ressalva no texto. Assinale a alternativa que apresenta qual é a função da expressão “Ainda assim” nesse contexto. 
Alternativas
Q3720806 Português

Leia o texto para responder a questão. 



Ultraprocessados sob análise: estudo com 200 mil adultos nos

EUA revela perigos ocultos


Bebidas açucaradas e carnes processadas lideram a lista de

vilões cardiovasculares


Por The New York Times



    Citar uma condição comum — como doenças cardíacas — já é suficiente para mostrar que há grandes chances de que seguir uma dieta rica em alimentos ultraprocessados esteja associada a ela.


    Mas a categoria de alimentos ultraprocessados é ampla e abrangente. Estima-se que represente 73% do suprimento alimentar dos Estados Unidos e inclua produtos estereotipicamente “não saudáveis”, como refrigerantes, doces e cachorros-quentes, além de produtos aparentemente “saudáveis”, como pães integrais, cereais matinais, iogurtes saborizados e leites vegetais.


    "É uma mistura de alimentos, alguns dos quais provavelmente são mais prejudiciais do que outros", disse Josiemer Mattei, professora associada de nutrição na Escola de Saúde Pública Harvard TH Chan.


    Nesta segunda-feira (1), Mattei e seus colegas publicaram um dos maiores e mais longos estudos sobre alimentos ultraprocessados e saúde cardíaca até o momento. O estudo analisou os riscos do consumo desses alimentos e identificou quais são os piores.


    Um risco geral dos alimentos ultraprocessados


    O estudo, publicado na revista Lancet, incluiu mais de 200 mil adultos nos Estados Unidos. Os participantes preencheram questionários detalhados sobre dieta desde o final da década de 1980 e início da década de 1990, repetindo-os a cada dois ou quatro anos por cerca de 30 anos. A maioria era branca e trabalhava como profissional de saúde. Os pesquisadores investigaram como o consumo de alimentos ultraprocessados se relacionava com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.


    Após ajustes para fatores de risco como tabagismo, histórico familiar, sono e exercícios, os pesquisadores descobriram que quem consumia mais alimentos ultraprocessados teve 11% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares e 16% mais chances de desenvolver doença coronariana em comparação aos que consumiam menos. O risco de acidente vascular cerebral foi ligeiramente mais elevado, mas sem significância estatística.


    Em uma análise combinada com outros 19 estudos envolvendo cerca de 1,25 milhão de adultos, os pesquisadores encontraram que quem consumia mais ultraprocessados tinha 17% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares, 23% mais chances de doença coronariana e 9% mais chances de sofrer um derrame, em comparação aos que consumiam menos.


    O tamanho do estudo e a frequência das verificações dietéticas fazem dele “um dos estudos mais robustos” sobre o tema, afirmou Niyati Parekh, professora de nutrição em saúde pública na Universidade de Nova York.


    Ainda assim, o estudo tem limitações comuns a pesquisas nutricionais. Os questionários não foram projetados para classificar o grau de processamento dos alimentos, então os pesquisadores tiveram de determinar quais eram provavelmente ultraprocessados posteriormente. Além disso, os nutrientes de alguns produtos, como cereais matinais, podem ter mudado ao longo das décadas, tornando os resultados menos aplicáveis aos alimentos atuais.


    Como a maioria dos participantes era branca e bem informada sobre saúde, os resultados podem não se aplicar a toda a população. E, como ressaltou Mattei, esses estudos não provam causa e efeito; mostram apenas associação. O que chama atenção é a consistência global das evidências ligando ultraprocessados à saúde precária. [...]


Disponível em https://oglobo.globo.com/saude/ciencia/noticia/2025/09/04/ultraprocessadossob-analise-estudo-com-200-mil-adultos-nos-eua-revela-perigosocultos.ghtml

Considerando o que o texto informa sobre os riscos de saúde e as regras de concordância verbal da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3720805 Português

Leia o texto para responder a questão. 



Ultraprocessados sob análise: estudo com 200 mil adultos nos

EUA revela perigos ocultos


Bebidas açucaradas e carnes processadas lideram a lista de

vilões cardiovasculares


Por The New York Times



    Citar uma condição comum — como doenças cardíacas — já é suficiente para mostrar que há grandes chances de que seguir uma dieta rica em alimentos ultraprocessados esteja associada a ela.


    Mas a categoria de alimentos ultraprocessados é ampla e abrangente. Estima-se que represente 73% do suprimento alimentar dos Estados Unidos e inclua produtos estereotipicamente “não saudáveis”, como refrigerantes, doces e cachorros-quentes, além de produtos aparentemente “saudáveis”, como pães integrais, cereais matinais, iogurtes saborizados e leites vegetais.


    "É uma mistura de alimentos, alguns dos quais provavelmente são mais prejudiciais do que outros", disse Josiemer Mattei, professora associada de nutrição na Escola de Saúde Pública Harvard TH Chan.


    Nesta segunda-feira (1), Mattei e seus colegas publicaram um dos maiores e mais longos estudos sobre alimentos ultraprocessados e saúde cardíaca até o momento. O estudo analisou os riscos do consumo desses alimentos e identificou quais são os piores.


    Um risco geral dos alimentos ultraprocessados


    O estudo, publicado na revista Lancet, incluiu mais de 200 mil adultos nos Estados Unidos. Os participantes preencheram questionários detalhados sobre dieta desde o final da década de 1980 e início da década de 1990, repetindo-os a cada dois ou quatro anos por cerca de 30 anos. A maioria era branca e trabalhava como profissional de saúde. Os pesquisadores investigaram como o consumo de alimentos ultraprocessados se relacionava com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.


    Após ajustes para fatores de risco como tabagismo, histórico familiar, sono e exercícios, os pesquisadores descobriram que quem consumia mais alimentos ultraprocessados teve 11% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares e 16% mais chances de desenvolver doença coronariana em comparação aos que consumiam menos. O risco de acidente vascular cerebral foi ligeiramente mais elevado, mas sem significância estatística.


    Em uma análise combinada com outros 19 estudos envolvendo cerca de 1,25 milhão de adultos, os pesquisadores encontraram que quem consumia mais ultraprocessados tinha 17% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares, 23% mais chances de doença coronariana e 9% mais chances de sofrer um derrame, em comparação aos que consumiam menos.


    O tamanho do estudo e a frequência das verificações dietéticas fazem dele “um dos estudos mais robustos” sobre o tema, afirmou Niyati Parekh, professora de nutrição em saúde pública na Universidade de Nova York.


    Ainda assim, o estudo tem limitações comuns a pesquisas nutricionais. Os questionários não foram projetados para classificar o grau de processamento dos alimentos, então os pesquisadores tiveram de determinar quais eram provavelmente ultraprocessados posteriormente. Além disso, os nutrientes de alguns produtos, como cereais matinais, podem ter mudado ao longo das décadas, tornando os resultados menos aplicáveis aos alimentos atuais.


    Como a maioria dos participantes era branca e bem informada sobre saúde, os resultados podem não se aplicar a toda a população. E, como ressaltou Mattei, esses estudos não provam causa e efeito; mostram apenas associação. O que chama atenção é a consistência global das evidências ligando ultraprocessados à saúde precária. [...]


Disponível em https://oglobo.globo.com/saude/ciencia/noticia/2025/09/04/ultraprocessadossob-analise-estudo-com-200-mil-adultos-nos-eua-revela-perigosocultos.ghtml

O texto menciona que a categoria de alimentos ultraprocessados inclui tanto produtos “estereotipicamente ‘não saudáveis’” quanto “aparentemente ‘saudáveis’”, como pães integrais e iogurtes saborizados. Qual é a principal implicação dessa observação? 
Alternativas
Q3720803 Português

Leia o texto para responder a questão. 



Ultraprocessados sob análise: estudo com 200 mil adultos nos

EUA revela perigos ocultos


Bebidas açucaradas e carnes processadas lideram a lista de

vilões cardiovasculares


Por The New York Times



    Citar uma condição comum — como doenças cardíacas — já é suficiente para mostrar que há grandes chances de que seguir uma dieta rica em alimentos ultraprocessados esteja associada a ela.


    Mas a categoria de alimentos ultraprocessados é ampla e abrangente. Estima-se que represente 73% do suprimento alimentar dos Estados Unidos e inclua produtos estereotipicamente “não saudáveis”, como refrigerantes, doces e cachorros-quentes, além de produtos aparentemente “saudáveis”, como pães integrais, cereais matinais, iogurtes saborizados e leites vegetais.


    "É uma mistura de alimentos, alguns dos quais provavelmente são mais prejudiciais do que outros", disse Josiemer Mattei, professora associada de nutrição na Escola de Saúde Pública Harvard TH Chan.


    Nesta segunda-feira (1), Mattei e seus colegas publicaram um dos maiores e mais longos estudos sobre alimentos ultraprocessados e saúde cardíaca até o momento. O estudo analisou os riscos do consumo desses alimentos e identificou quais são os piores.


    Um risco geral dos alimentos ultraprocessados


    O estudo, publicado na revista Lancet, incluiu mais de 200 mil adultos nos Estados Unidos. Os participantes preencheram questionários detalhados sobre dieta desde o final da década de 1980 e início da década de 1990, repetindo-os a cada dois ou quatro anos por cerca de 30 anos. A maioria era branca e trabalhava como profissional de saúde. Os pesquisadores investigaram como o consumo de alimentos ultraprocessados se relacionava com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.


    Após ajustes para fatores de risco como tabagismo, histórico familiar, sono e exercícios, os pesquisadores descobriram que quem consumia mais alimentos ultraprocessados teve 11% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares e 16% mais chances de desenvolver doença coronariana em comparação aos que consumiam menos. O risco de acidente vascular cerebral foi ligeiramente mais elevado, mas sem significância estatística.


    Em uma análise combinada com outros 19 estudos envolvendo cerca de 1,25 milhão de adultos, os pesquisadores encontraram que quem consumia mais ultraprocessados tinha 17% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares, 23% mais chances de doença coronariana e 9% mais chances de sofrer um derrame, em comparação aos que consumiam menos.


    O tamanho do estudo e a frequência das verificações dietéticas fazem dele “um dos estudos mais robustos” sobre o tema, afirmou Niyati Parekh, professora de nutrição em saúde pública na Universidade de Nova York.


    Ainda assim, o estudo tem limitações comuns a pesquisas nutricionais. Os questionários não foram projetados para classificar o grau de processamento dos alimentos, então os pesquisadores tiveram de determinar quais eram provavelmente ultraprocessados posteriormente. Além disso, os nutrientes de alguns produtos, como cereais matinais, podem ter mudado ao longo das décadas, tornando os resultados menos aplicáveis aos alimentos atuais.


    Como a maioria dos participantes era branca e bem informada sobre saúde, os resultados podem não se aplicar a toda a população. E, como ressaltou Mattei, esses estudos não provam causa e efeito; mostram apenas associação. O que chama atenção é a consistência global das evidências ligando ultraprocessados à saúde precária. [...]


Disponível em https://oglobo.globo.com/saude/ciencia/noticia/2025/09/04/ultraprocessadossob-analise-estudo-com-200-mil-adultos-nos-eua-revela-perigosocultos.ghtml

De acordo com o texto, qual é a principal condição comum que o estudo associa a uma dieta rica em alimentos ultraprocessados?
Alternativas
Q3720639 Português
Leia o texto para responder a questão.


Ronaldinho rasga elogios a Ancelotti e opina sobre Neymar na
Seleção Brasileira

Ídolo do Galo participou da entrevista coletiva de
apresentação do ‘Duelo de Gigantes’, nesta quarta-feira (3), no
Mineirão

Por Daniel Costa e Rômulo Giacomin


    Ronaldinho Gaúcho, ídolo do Atlético, demonstrou confiança no trabalho de Carlo Ancelotti como técnico da Seleção Brasileira. O ex-jogador relembrou a parceria com o treinador italiano e revelou a expectativa de ver o Brasil campeão do mundo sobre o comando do experiente técnico.


    “Faz pouco tempo que chegou, é um treinador que tive a felicidade de trabalhar com ele no Milan. Não preciso nem falar que é um treinador vitorioso e tem experiência, todo mundo já sabe. Desejar sorte, e a gente espera que possa ajudar a fazer o nosso país a voltar a onde ele merece, que é no topo do mundo”, declarou o “Bruxo”.

    
    Ronaldinho comentou também sobre a relação entre Neymar e Seleção Brasileira. O craque do Santos não foi convocado por Ancelotti para as partidas da Data Fifa de setembro, contra Chile e Bolívia, pelas Eliminatórias Sul-Americanas.


    Mesmo assim, Ronaldinho afirmou que confia no talento do astro. A torcida do ídolo atleticano é para que Neymar faça parte da equipe nacional que vai disputar a próxima Copa do Mundo, em 2026.


    “Acredito que em pouco tempo vai estar ali, vai estar ajudando, e a gente espera que possa ajudar muito pra que a gente volte a ser campeão do mundo de novo” - concluiu o Gaúcho.


Disponível em https://www.itatiaia.com.br/esportes/futebol/selecaobrasileira/ronaldinho-rasga-elogios-a-ancelotti-e-opina-sobreneymar-na-selecao-brasileira 
No trecho: “O ex-jogador relembrou a parceria com o treinador italiano e revelou a expectativa de ver o Brasil campeão do mundo sobre o comando do experiente técnico”, qual o significado mais adequado para o vocábulo “experiente” neste contexto?
Alternativas
Q3720635 Português
Leia o texto para responder a questão.


Ronaldinho rasga elogios a Ancelotti e opina sobre Neymar na
Seleção Brasileira

Ídolo do Galo participou da entrevista coletiva de
apresentação do ‘Duelo de Gigantes’, nesta quarta-feira (3), no
Mineirão

Por Daniel Costa e Rômulo Giacomin


    Ronaldinho Gaúcho, ídolo do Atlético, demonstrou confiança no trabalho de Carlo Ancelotti como técnico da Seleção Brasileira. O ex-jogador relembrou a parceria com o treinador italiano e revelou a expectativa de ver o Brasil campeão do mundo sobre o comando do experiente técnico.


    “Faz pouco tempo que chegou, é um treinador que tive a felicidade de trabalhar com ele no Milan. Não preciso nem falar que é um treinador vitorioso e tem experiência, todo mundo já sabe. Desejar sorte, e a gente espera que possa ajudar a fazer o nosso país a voltar a onde ele merece, que é no topo do mundo”, declarou o “Bruxo”.

    
    Ronaldinho comentou também sobre a relação entre Neymar e Seleção Brasileira. O craque do Santos não foi convocado por Ancelotti para as partidas da Data Fifa de setembro, contra Chile e Bolívia, pelas Eliminatórias Sul-Americanas.


    Mesmo assim, Ronaldinho afirmou que confia no talento do astro. A torcida do ídolo atleticano é para que Neymar faça parte da equipe nacional que vai disputar a próxima Copa do Mundo, em 2026.


    “Acredito que em pouco tempo vai estar ali, vai estar ajudando, e a gente espera que possa ajudar muito pra que a gente volte a ser campeão do mundo de novo” - concluiu o Gaúcho.


Disponível em https://www.itatiaia.com.br/esportes/futebol/selecaobrasileira/ronaldinho-rasga-elogios-a-ancelotti-e-opina-sobreneymar-na-selecao-brasileira 
O vocábulo “craque”, utilizada para se referir a Neymar, é um termo comum no futebol. Sendo assim, assinale a alternativa que apresenta um sinônimo adequado de “craque”, corretamente grafado e que se encaixa no contexto de um jogador de destaque. 
Alternativas
Q3720631 Português
Leia o texto para responder a questão.


Ronaldinho rasga elogios a Ancelotti e opina sobre Neymar na
Seleção Brasileira

Ídolo do Galo participou da entrevista coletiva de
apresentação do ‘Duelo de Gigantes’, nesta quarta-feira (3), no
Mineirão

Por Daniel Costa e Rômulo Giacomin


    Ronaldinho Gaúcho, ídolo do Atlético, demonstrou confiança no trabalho de Carlo Ancelotti como técnico da Seleção Brasileira. O ex-jogador relembrou a parceria com o treinador italiano e revelou a expectativa de ver o Brasil campeão do mundo sobre o comando do experiente técnico.


    “Faz pouco tempo que chegou, é um treinador que tive a felicidade de trabalhar com ele no Milan. Não preciso nem falar que é um treinador vitorioso e tem experiência, todo mundo já sabe. Desejar sorte, e a gente espera que possa ajudar a fazer o nosso país a voltar a onde ele merece, que é no topo do mundo”, declarou o “Bruxo”.

    
    Ronaldinho comentou também sobre a relação entre Neymar e Seleção Brasileira. O craque do Santos não foi convocado por Ancelotti para as partidas da Data Fifa de setembro, contra Chile e Bolívia, pelas Eliminatórias Sul-Americanas.


    Mesmo assim, Ronaldinho afirmou que confia no talento do astro. A torcida do ídolo atleticano é para que Neymar faça parte da equipe nacional que vai disputar a próxima Copa do Mundo, em 2026.


    “Acredito que em pouco tempo vai estar ali, vai estar ajudando, e a gente espera que possa ajudar muito pra que a gente volte a ser campeão do mundo de novo” - concluiu o Gaúcho.


Disponível em https://www.itatiaia.com.br/esportes/futebol/selecaobrasileira/ronaldinho-rasga-elogios-a-ancelotti-e-opina-sobreneymar-na-selecao-brasileira 
Assinale a alternativa que apresenta o significado mais adequado para o vocábulo “ídolo” no contexto da frase “Ronaldinho Gaúcho, ídolo do Atlético”. 
Alternativas
Q3720583 Português
Analise as frases abaixo e assinale a que apresenta linguagem formal, adequada a um relatório empresarial.
Alternativas
Q3720581 Português
Assinale a alternativa em que o uso do conector mantém a coerência da ideia apresentada: 
Alternativas
Respostas
9921: C
9922: A
9923: D
9924: B
9925: D
9926: B
9927: A
9928: B
9929: D
9930: B
9931: C
9932: D
9933: A
9934: B
9935: C
9936: C
9937: C
9938: C
9939: B
9940: D