Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3739693 Português
Leia o Texto I para responder à questão.

Texto I - A ciência comprova: o sono de qualidade é essencial para a saúde

Por Paula Felix - Atualizado em 4 jun 2024


   “Tanto o sono quanto a insônia, quando imoderados, são ruins”, ensina um dos aforismos hipocráticos apresentados no Corpus Hipocraticum, o fabuloso compêndio de tratados sobre a saúde cuja autoria foi atribuída a Hipócrates, o estudioso grego que, cerca de 400 anos antes de Cristo, criou as bases da medicina ocidental. A coleção foi a cartilha das faculdades médicas até o fim do século XVIII, quando informações obtidas por meio dos métodos científicos que começavam a surgir deram início à substituição de ensinamentos baseados somente em evidências empíricas. Contudo, muito do conhecimento registrado na obra resistiu ao escrutínio, permanecendo entre os pilares do que se sabe atualmente a respeito do corpo humano. Aimportância do sono é um deles — e a ciência sabe cada vez mais a respeito dessa relevância.

   No entanto, até agora a recomendação de dormir bem não integrava a lista oficial de hábitos a serem adotados para uma vida saudável, juntando-se à boa alimentação e à prática de exercícios físicos. Embora tenha se tornado mais conhecida, a orientação figurava entre os itens complementares, não essenciais. Isso mudou completamente na semana passada, quando a Associação Americana do Coração divulgou a atualização das sete métricas que determinam os parâmetros para preservar ou melhorar a saúde do coração e do cérebro, o Life's Essential 7. Pela primeira vez, a principal entidade do mundo da cardiologia incluiu o sono nessa lista. Ter um descanso noturno de qualidade ganhou a mesma importância que a alimentação saudável, a realização de exercícios físicos e do controle do peso, da pressão arterial, da concentração de gorduras e açúcar no sangue e de manter-se longe do cigarro. E o Life's Essential 7 virou Life's Essential 8. O sono de boa qualidade, definiu a entidade, deve ocorrer sem interrupções e durar, em média, de sete a nove horas por noite. “A inclusão do sono reflete os achados das pesquisas mais recentes, que confirmam seu impacto para a saúde em geral”, diz Donald M. Lloyd-Jones, presidente da associação.

   Dormir é um processo fisiológico essencial para a sobrevivência porque está envolvido nas funções biológicas vitais. Atítulo de exemplo: déficits de sono perturbam terrivelmente delicados mecanismos que permitem o funcionamento correto do metabolismo, processo pelo qual são atendidas todas as necessidades energéticas e estruturais de um ser vivo. Por isso, o impacto negativo no desempenho de funções como o uso e armazenamento de gordura e a concentração de açúcar e colesterol no sangue é brutal. Além disso, o sono contribui para preservar a integridade cerebral, mantendo seguras a capacidade de aprendizado, de memória, de cognição, de regulação emocional e a habilidade de o cérebro se adaptar a circunstâncias diferentes. Daí sua importância no tratamento de sequelas deixadas por acidente vascular cerebral ou lesões de outra origem e na prevenção da doença de Alzheimer. Uma das características da enfermidade é o depósito de uma proteína sobre os neurônios, levando-os à morte. Quando o repouso é de qualidade, esse risco diminui porque o cérebro passa por uma limpeza. “Mas, se dormimos pouco, esse sistema não funciona”, explica a neurologista Márcia Assis, vice-presidente da Associação Brasileira do Sono. Talvez por um capricho de Hipnos, o deus do sono na mitologia grega, todo esse espetacular avanço no entendimento do papel do descanso na saúde acontece no momento em que a humanidade nunca esteve tão insone. Insônia não é um problema novo, claro, mas a eclosão da Covid-19 agravou demais a situação. No Brasil, uma pesquisa feita pela Associação Brasileira do Sono entre novembro de 2020 e abril de 2021 apontou que nada menos do que 70% dos entrevistados relataram sintomas do problema.

   Na verdade, o que se viu nos últimos dois anos foi uma combinação de elementos associada à perda do sono. Estresse, ansiedade e depressão, em primeiro lugar, uniram-se ao que a ciência batizou de procrastinação por vingança na hora de dormir. Pessoas que se viam sobrecarregadas pelas tarefas, sem momentos de lazer e isoladas socialmente, começaram a adiar o momento de ir para a cama, tentando achar um tempo de lazer. Assim, noites e madrugadas foram ocupadas na frente da televisão, em jogos de videogame e redes sociais. As poucas pesquisas disponíveis apontam o perfil dos que mais usam a estratégia: estudantes, mulheres e os que têm o hábito de adiar tudo, segundo a entidade americana Sleep Foundation.

   Fazer frente a esse roubo do sono pela vida moderna é desafiador. Há métodos consagrados, como a terapia cognitivo-comportamental, cujo objetivo é ajudar o indivíduo a detectar o que está errado no seu entendimento e treiná-lo para mudar o comportamento derivado do equívoco. Um exemplo simples é corrigir o pensamento de que a cama pode ser também um lugar para trabalhar, associando a ao ato de dormir.

Contudo, é preciso abrir novos caminhos. Um deles está surgindo da adequação da dieta à noite, evitando o que sabidamente faz mal, como o consumo de alimentos industrializados, e buscando opções que fazem bem. Nesse quesito, a ciência vem garimpando ótimos achados, como a constatação dos benefícios do kiwi e do arroz. Investe-se, ainda, na investigação do potencial dos aplicativos que prometem noites tranquilas. Eles ainda não contam com a chancela científica, mas análises iniciais indicam conclusões promissoras. Uma delas, feita na Universidade Stanford, nos Estados Unidos, testou a eficácia do Insomnia Coach, mostrando que 28% dos participantes dormiram melhor em seis semanas de uso. No grupo de controle, o índice foi de 4%.

   A saída pela tecnologia é uma avenida a ser pavimentada. O Instituto Federal de Tecnologia de Zurique explora o recurso com competência. Recentemente, a instituição apresentou um dispositivo capaz de prolongar, por meio de estimulação sonora, a etapa do sono profundo, a mais restauradora. O SleepLoop, uma espécie de capacete que a pessoa usa para dormir, mostrou-se eficaz em testes. Aos poucos, o conhecimento impulsiona invenções dessa ordem, talhadas para promover o reencontro do ser humano com o sono de Hipnos. Hipócrates dormiria tranquilo.


Fonte: FÉLIX, Paula. A ciência comprova: o sono de qualidade é essencial para a saúde. In: Revista Veja. Edição nº 2797. Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/a-ciencia-comprova-o-sono-de-qualidade-e-essencial-para-a-saude/ Acesso em 22 de set. de 2025. [adaptado]
No que se refere às dimensões semânticas, pragmáticas e discursivas do Texto I, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3739692 Português
Leia o Texto I para responder à questão.

Texto I - A ciência comprova: o sono de qualidade é essencial para a saúde

Por Paula Felix - Atualizado em 4 jun 2024


   “Tanto o sono quanto a insônia, quando imoderados, são ruins”, ensina um dos aforismos hipocráticos apresentados no Corpus Hipocraticum, o fabuloso compêndio de tratados sobre a saúde cuja autoria foi atribuída a Hipócrates, o estudioso grego que, cerca de 400 anos antes de Cristo, criou as bases da medicina ocidental. A coleção foi a cartilha das faculdades médicas até o fim do século XVIII, quando informações obtidas por meio dos métodos científicos que começavam a surgir deram início à substituição de ensinamentos baseados somente em evidências empíricas. Contudo, muito do conhecimento registrado na obra resistiu ao escrutínio, permanecendo entre os pilares do que se sabe atualmente a respeito do corpo humano. Aimportância do sono é um deles — e a ciência sabe cada vez mais a respeito dessa relevância.

   No entanto, até agora a recomendação de dormir bem não integrava a lista oficial de hábitos a serem adotados para uma vida saudável, juntando-se à boa alimentação e à prática de exercícios físicos. Embora tenha se tornado mais conhecida, a orientação figurava entre os itens complementares, não essenciais. Isso mudou completamente na semana passada, quando a Associação Americana do Coração divulgou a atualização das sete métricas que determinam os parâmetros para preservar ou melhorar a saúde do coração e do cérebro, o Life's Essential 7. Pela primeira vez, a principal entidade do mundo da cardiologia incluiu o sono nessa lista. Ter um descanso noturno de qualidade ganhou a mesma importância que a alimentação saudável, a realização de exercícios físicos e do controle do peso, da pressão arterial, da concentração de gorduras e açúcar no sangue e de manter-se longe do cigarro. E o Life's Essential 7 virou Life's Essential 8. O sono de boa qualidade, definiu a entidade, deve ocorrer sem interrupções e durar, em média, de sete a nove horas por noite. “A inclusão do sono reflete os achados das pesquisas mais recentes, que confirmam seu impacto para a saúde em geral”, diz Donald M. Lloyd-Jones, presidente da associação.

   Dormir é um processo fisiológico essencial para a sobrevivência porque está envolvido nas funções biológicas vitais. Atítulo de exemplo: déficits de sono perturbam terrivelmente delicados mecanismos que permitem o funcionamento correto do metabolismo, processo pelo qual são atendidas todas as necessidades energéticas e estruturais de um ser vivo. Por isso, o impacto negativo no desempenho de funções como o uso e armazenamento de gordura e a concentração de açúcar e colesterol no sangue é brutal. Além disso, o sono contribui para preservar a integridade cerebral, mantendo seguras a capacidade de aprendizado, de memória, de cognição, de regulação emocional e a habilidade de o cérebro se adaptar a circunstâncias diferentes. Daí sua importância no tratamento de sequelas deixadas por acidente vascular cerebral ou lesões de outra origem e na prevenção da doença de Alzheimer. Uma das características da enfermidade é o depósito de uma proteína sobre os neurônios, levando-os à morte. Quando o repouso é de qualidade, esse risco diminui porque o cérebro passa por uma limpeza. “Mas, se dormimos pouco, esse sistema não funciona”, explica a neurologista Márcia Assis, vice-presidente da Associação Brasileira do Sono. Talvez por um capricho de Hipnos, o deus do sono na mitologia grega, todo esse espetacular avanço no entendimento do papel do descanso na saúde acontece no momento em que a humanidade nunca esteve tão insone. Insônia não é um problema novo, claro, mas a eclosão da Covid-19 agravou demais a situação. No Brasil, uma pesquisa feita pela Associação Brasileira do Sono entre novembro de 2020 e abril de 2021 apontou que nada menos do que 70% dos entrevistados relataram sintomas do problema.

   Na verdade, o que se viu nos últimos dois anos foi uma combinação de elementos associada à perda do sono. Estresse, ansiedade e depressão, em primeiro lugar, uniram-se ao que a ciência batizou de procrastinação por vingança na hora de dormir. Pessoas que se viam sobrecarregadas pelas tarefas, sem momentos de lazer e isoladas socialmente, começaram a adiar o momento de ir para a cama, tentando achar um tempo de lazer. Assim, noites e madrugadas foram ocupadas na frente da televisão, em jogos de videogame e redes sociais. As poucas pesquisas disponíveis apontam o perfil dos que mais usam a estratégia: estudantes, mulheres e os que têm o hábito de adiar tudo, segundo a entidade americana Sleep Foundation.

   Fazer frente a esse roubo do sono pela vida moderna é desafiador. Há métodos consagrados, como a terapia cognitivo-comportamental, cujo objetivo é ajudar o indivíduo a detectar o que está errado no seu entendimento e treiná-lo para mudar o comportamento derivado do equívoco. Um exemplo simples é corrigir o pensamento de que a cama pode ser também um lugar para trabalhar, associando a ao ato de dormir.

Contudo, é preciso abrir novos caminhos. Um deles está surgindo da adequação da dieta à noite, evitando o que sabidamente faz mal, como o consumo de alimentos industrializados, e buscando opções que fazem bem. Nesse quesito, a ciência vem garimpando ótimos achados, como a constatação dos benefícios do kiwi e do arroz. Investe-se, ainda, na investigação do potencial dos aplicativos que prometem noites tranquilas. Eles ainda não contam com a chancela científica, mas análises iniciais indicam conclusões promissoras. Uma delas, feita na Universidade Stanford, nos Estados Unidos, testou a eficácia do Insomnia Coach, mostrando que 28% dos participantes dormiram melhor em seis semanas de uso. No grupo de controle, o índice foi de 4%.

   A saída pela tecnologia é uma avenida a ser pavimentada. O Instituto Federal de Tecnologia de Zurique explora o recurso com competência. Recentemente, a instituição apresentou um dispositivo capaz de prolongar, por meio de estimulação sonora, a etapa do sono profundo, a mais restauradora. O SleepLoop, uma espécie de capacete que a pessoa usa para dormir, mostrou-se eficaz em testes. Aos poucos, o conhecimento impulsiona invenções dessa ordem, talhadas para promover o reencontro do ser humano com o sono de Hipnos. Hipócrates dormiria tranquilo.


Fonte: FÉLIX, Paula. A ciência comprova: o sono de qualidade é essencial para a saúde. In: Revista Veja. Edição nº 2797. Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/a-ciencia-comprova-o-sono-de-qualidade-e-essencial-para-a-saude/ Acesso em 22 de set. de 2025. [adaptado]
Considerando os elementos da situação sociocomunicativa observadas no Texto “A ciência comprova: o sono de qualidade é essencial para a saúde”, publicado na Revista Veja, marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3739691 Português
Leia o Texto I para responder à questão.

Texto I - A ciência comprova: o sono de qualidade é essencial para a saúde

Por Paula Felix - Atualizado em 4 jun 2024


   “Tanto o sono quanto a insônia, quando imoderados, são ruins”, ensina um dos aforismos hipocráticos apresentados no Corpus Hipocraticum, o fabuloso compêndio de tratados sobre a saúde cuja autoria foi atribuída a Hipócrates, o estudioso grego que, cerca de 400 anos antes de Cristo, criou as bases da medicina ocidental. A coleção foi a cartilha das faculdades médicas até o fim do século XVIII, quando informações obtidas por meio dos métodos científicos que começavam a surgir deram início à substituição de ensinamentos baseados somente em evidências empíricas. Contudo, muito do conhecimento registrado na obra resistiu ao escrutínio, permanecendo entre os pilares do que se sabe atualmente a respeito do corpo humano. Aimportância do sono é um deles — e a ciência sabe cada vez mais a respeito dessa relevância.

   No entanto, até agora a recomendação de dormir bem não integrava a lista oficial de hábitos a serem adotados para uma vida saudável, juntando-se à boa alimentação e à prática de exercícios físicos. Embora tenha se tornado mais conhecida, a orientação figurava entre os itens complementares, não essenciais. Isso mudou completamente na semana passada, quando a Associação Americana do Coração divulgou a atualização das sete métricas que determinam os parâmetros para preservar ou melhorar a saúde do coração e do cérebro, o Life's Essential 7. Pela primeira vez, a principal entidade do mundo da cardiologia incluiu o sono nessa lista. Ter um descanso noturno de qualidade ganhou a mesma importância que a alimentação saudável, a realização de exercícios físicos e do controle do peso, da pressão arterial, da concentração de gorduras e açúcar no sangue e de manter-se longe do cigarro. E o Life's Essential 7 virou Life's Essential 8. O sono de boa qualidade, definiu a entidade, deve ocorrer sem interrupções e durar, em média, de sete a nove horas por noite. “A inclusão do sono reflete os achados das pesquisas mais recentes, que confirmam seu impacto para a saúde em geral”, diz Donald M. Lloyd-Jones, presidente da associação.

   Dormir é um processo fisiológico essencial para a sobrevivência porque está envolvido nas funções biológicas vitais. Atítulo de exemplo: déficits de sono perturbam terrivelmente delicados mecanismos que permitem o funcionamento correto do metabolismo, processo pelo qual são atendidas todas as necessidades energéticas e estruturais de um ser vivo. Por isso, o impacto negativo no desempenho de funções como o uso e armazenamento de gordura e a concentração de açúcar e colesterol no sangue é brutal. Além disso, o sono contribui para preservar a integridade cerebral, mantendo seguras a capacidade de aprendizado, de memória, de cognição, de regulação emocional e a habilidade de o cérebro se adaptar a circunstâncias diferentes. Daí sua importância no tratamento de sequelas deixadas por acidente vascular cerebral ou lesões de outra origem e na prevenção da doença de Alzheimer. Uma das características da enfermidade é o depósito de uma proteína sobre os neurônios, levando-os à morte. Quando o repouso é de qualidade, esse risco diminui porque o cérebro passa por uma limpeza. “Mas, se dormimos pouco, esse sistema não funciona”, explica a neurologista Márcia Assis, vice-presidente da Associação Brasileira do Sono. Talvez por um capricho de Hipnos, o deus do sono na mitologia grega, todo esse espetacular avanço no entendimento do papel do descanso na saúde acontece no momento em que a humanidade nunca esteve tão insone. Insônia não é um problema novo, claro, mas a eclosão da Covid-19 agravou demais a situação. No Brasil, uma pesquisa feita pela Associação Brasileira do Sono entre novembro de 2020 e abril de 2021 apontou que nada menos do que 70% dos entrevistados relataram sintomas do problema.

   Na verdade, o que se viu nos últimos dois anos foi uma combinação de elementos associada à perda do sono. Estresse, ansiedade e depressão, em primeiro lugar, uniram-se ao que a ciência batizou de procrastinação por vingança na hora de dormir. Pessoas que se viam sobrecarregadas pelas tarefas, sem momentos de lazer e isoladas socialmente, começaram a adiar o momento de ir para a cama, tentando achar um tempo de lazer. Assim, noites e madrugadas foram ocupadas na frente da televisão, em jogos de videogame e redes sociais. As poucas pesquisas disponíveis apontam o perfil dos que mais usam a estratégia: estudantes, mulheres e os que têm o hábito de adiar tudo, segundo a entidade americana Sleep Foundation.

   Fazer frente a esse roubo do sono pela vida moderna é desafiador. Há métodos consagrados, como a terapia cognitivo-comportamental, cujo objetivo é ajudar o indivíduo a detectar o que está errado no seu entendimento e treiná-lo para mudar o comportamento derivado do equívoco. Um exemplo simples é corrigir o pensamento de que a cama pode ser também um lugar para trabalhar, associando a ao ato de dormir.

Contudo, é preciso abrir novos caminhos. Um deles está surgindo da adequação da dieta à noite, evitando o que sabidamente faz mal, como o consumo de alimentos industrializados, e buscando opções que fazem bem. Nesse quesito, a ciência vem garimpando ótimos achados, como a constatação dos benefícios do kiwi e do arroz. Investe-se, ainda, na investigação do potencial dos aplicativos que prometem noites tranquilas. Eles ainda não contam com a chancela científica, mas análises iniciais indicam conclusões promissoras. Uma delas, feita na Universidade Stanford, nos Estados Unidos, testou a eficácia do Insomnia Coach, mostrando que 28% dos participantes dormiram melhor em seis semanas de uso. No grupo de controle, o índice foi de 4%.

   A saída pela tecnologia é uma avenida a ser pavimentada. O Instituto Federal de Tecnologia de Zurique explora o recurso com competência. Recentemente, a instituição apresentou um dispositivo capaz de prolongar, por meio de estimulação sonora, a etapa do sono profundo, a mais restauradora. O SleepLoop, uma espécie de capacete que a pessoa usa para dormir, mostrou-se eficaz em testes. Aos poucos, o conhecimento impulsiona invenções dessa ordem, talhadas para promover o reencontro do ser humano com o sono de Hipnos. Hipócrates dormiria tranquilo.


Fonte: FÉLIX, Paula. A ciência comprova: o sono de qualidade é essencial para a saúde. In: Revista Veja. Edição nº 2797. Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/a-ciencia-comprova-o-sono-de-qualidade-e-essencial-para-a-saude/ Acesso em 22 de set. de 2025. [adaptado]
Apartir do contexto apresentado no Texto I, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I- O sono de qualidade é um fator essencial para a manutenção da saúde física e mental, pois influencia o metabolismo, a memória, a cognição, a regulação emocional e até a prevenção de doenças como o Alzheimer.

PORQUE

II- O sono colabora com a preservação da saúde do coração e do cérebro, a ciência reconhece-o como um hábito tão importante quanto a prática de exercícios físicos e a boa alimentação.

Arespeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3739619 Português

Leia o Texto 7 para responder à questão.


Texto 7


Aceitei vir aqui para falar um pouco da importância do ato de ler. Me parece indispensável, ao procurar falar de tal importância, dizer algo do momento mesmo em que me preparava para aqui estar hoje; dizer algo do processo em que me inseri enquanto ia escrevendo este texto que agora leio, processo que envolvia uma compreensão crítica do ato de ler, que não se esgota na decodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita, mas que se antecipa e se alonga na inteligência do mundo. A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto.


[...]

Algum tempo depois, como professor também de português, nos meus vinte anos, vivi intensamente a importância elo de ler e de escrever, no fundo indicotomizáveis, com os alunos das primeiras séries do então chamado curso ginasial. A regência verbal, a sintaxe de concordância, o problema da crase, o sinclitismo pronominal, nada disso era reduzido por mim a tabletes de conhecimentos que devessem ser engolidos pelos estudantes. Tudo isso, pelo contrário, era proposto à curiosidade dos alunos de maneira dinâmica e viva, no corpo mesmo de textos, ora de autores que estudávamos, ora deles próprios, como objetos a serem desvelados e não como algo parado, cujo perfil eu descrevesse. Os alunos não tinham que memorizar mecanicamente a descrição do objeto, mas apreender a sua significação profunda. Só apreendendo-a seriam capazes de saber, por isso, de memorizá-la, de fixá-la. A memorização mecânica da descrição do elo não se constitui em conhecimento do objeto. Por isso, é que a leitura de um texto, tomado como pura descrição de um objeto é feita no sentido de memorizá-la, nem é real leitura, nem dela portanto resulta o conhecimento do objeto de que o texto fala.


FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. São Paulo: Autores Associados: Cortez, 1989.

Em sua análise sobre o ato de ler, Paulo Freire amplia o entendimento da leitura, articulando-a à compreensão do contexto social e cultural. A partir dessa perspectiva, o letramento é entendido como 
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Q3739617 Português

Leia os Textos I e II a seguir.

Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/03/policiaprende-jovens-de-classe-media-com-300-kg-de-maconha-no-rio.html. Acesso em: 14 out. 2025.

Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://g1.globo.com/ceara/noticia/2015/03/policia-prendetraficante-com-10-quilos-de-maconha-em-fortaleza.html. Acesso em: 14 out. 2025.


No Texto I, aparece uma manchete referente ao bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro/RJ, tradicional bairro de classe média, enquanto, no Texto II, trata-se do Conjunto Esperança, localizado em uma região periférica de Fortaleza/CE. A análise das duas manchetes, vinculadas a contextos sociais distintos, pode ser usada no ensino de Língua Portuguesa conforme as orientações da BNCC, que propõe o desenvolvimento da leitura crítica e reflexiva de textos da mídia. Nessa perspectiva, o trabalho pedagógico com esse material contribui para

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Q3739614 Português

Leia o Texto 6 para responder à questão.


Crônica tem essa vantagem: não obriga ao paletó-egravata do editorialista, forçado a definir uma posição correta diante dos grandes problemas; não exige de quem a faz o nervosismo saltitante do repórter, responsável pela apuração do fato na hora mesma em que ele acontece; dispensa a especialização suada em economia, finanças, política nacional e internacional, esporte, religião e o mais que imaginar se possa. Sei bem que existem o cronista político, o esportivo, o religioso, o econômico etc., mas a crônica de que estou falando é aquela que não precisa entender de nada ao falar de tudo. Não se exige do cronista geral a informação ou comentários precisos que cobramos dos outros. O que lhe pedimos é uma espécie de loucura mansa, que desenvolva determinado ponto de vista não ortodoxo e não trivial e desperte em nós a inclinação para o jogo da fantasia, o absurdo e a vadiação de espírito. Claro que ele deve ser um cara confiável, ainda na divagação. Não se compreende, ou não compreendo, cronista faccioso, que sirva a interesse pessoal ou de grupo, porque a crônica é território livre da imaginação, empenhada em circular entre os acontecimentos do dia, sem procurar influir neles. Fazer mais do que isso seria pretensão descabida de sua parte. Ele sabe que seu prazo de atuação é limitado: minutos no café da manhã ou à espera do coletivo.


[...]

Foi o que esse outrora-rapaz fez ou tentou fazer em mais de seis décadas. Em certo período, consagrou mais tempo a tarefas burocráticas do que ao jornalismo, porém jamais deixou de ser homem de jornal, leitor implacável de jornais, interessado em seguir não apenas o desdobrar das notícias como as diferentes maneiras de apresentá-las ao público. Uma página bem diagramada causava-lhe prazer estético; a charge, a foto, a reportagem, a legenda bem feitas, o estilo particular de cada diário ou revista eram para ele (e são) motivos de alegria profissional.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Ciao. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17506/ciao. Acesso em: 10 out. 2025. [Adaptado].

No Texto 6, ao distinguir a crônica de outros gêneros jornalísticos, o escritor Carlos Drummond de Andrade faz referência a funções discursivas típicas de editoriais, reportagens e colunas. Essa relação evidencia que o autor
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Q3739613 Português

Leia a tirinha a seguir.

Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://suburbanodigital.blogspot.com/2019/04/tirinha-doarmandinho-vendo-por-do-sol.html Acesso em: 12 out. 2025.


Na tirinha, o efeito de humor decorre do duplo sentido associado à frase “Vendo pôr do sol”, interpretada de maneiras distintas pelos personagens. A situação apresentada evidencia que

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Q3739612 Português

Leia o Texto 5 para responder à questão.


Texto 5


O resgate do tempo dos livros Vivemos hoje esse enorme desafio: conseguir despertar uma geração entorpecida e viciada pelo que acessa nas telas e pelo que compartilha nas redes sociais para o interesse pelos livros. O desafio é grande porque ler é uma prática que exige solitude, que pede concentração e que desperta a imaginação, mas não oferece os estímulos visuais e sonoros que estimulam e viciam os jovens, além de ser dependente do domínio da competência escrita e do letramento. Ler não é tarefa fácil para quem ainda não foi “conquistado” e é impraticável para quem não compreende aquilo que lê. Preocupa saber que, segundo a 6ª edição da pesquisa, entre os 53% dos brasileiros que declararam não serem leitores de livros, 36% informaram que não leem porque têm dificuldades de compreensão. Porém, ler também não é tarefa fácil para aquele a quem não foi concedido o direito à descoberta do prazer de ler – somente 25% dos entrevistados, entre 14 e 39 anos, declararam gostar muito de ler. Não ter paciência para ler, não ter tempo ou não gostar de ler são as principais alegações apresentadas na pesquisa por quem está sempre conectado e compartilhando seu momento na internet, com selfies ou memes: mais de 90% dos entrevistados entre 14 e 39 anos estão na internet ou nas redes sociais durante seu tempo livre. Resgatar esses jovens das telas é um grande desafio para professores, famílias e mediadores de leitura. Apesar do poder da internet em roubar o tempo do livro, temos outros desafios que são fundamentais, inclusive para resgatar o tempo para o livro. Talvez seja necessário entender o que permeia essa necessidade de conexão digital para promover outras conexões: compartilhar experiências de leitura, envolver as famílias nas práticas leitoras, criar grupos – presenciais ou online – para a troca dessas experiências; recontar as histórias e analisar os personagens; descobrir livros em uma biblioteca...


FAILLA, Zoara. “Retratos” e leituras da 6ª pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. In: FAILLA, Zoara (org.). Retratos da leitura no Brasil 6. São Paulo: Instituto Pró-Livro, 2025. p. 25-26

A compreensão de um texto argumentativo requer que o leitor reconheça a relação entre as ideias apresentadas e identifique os argumentos que sustentam o ponto de vista do autor. Na leitura do Texto 5, essa compreensão implica
Alternativas
Q3739611 Português

Leia o Texto 5 para responder à questão.


Texto 5


O resgate do tempo dos livros Vivemos hoje esse enorme desafio: conseguir despertar uma geração entorpecida e viciada pelo que acessa nas telas e pelo que compartilha nas redes sociais para o interesse pelos livros. O desafio é grande porque ler é uma prática que exige solitude, que pede concentração e que desperta a imaginação, mas não oferece os estímulos visuais e sonoros que estimulam e viciam os jovens, além de ser dependente do domínio da competência escrita e do letramento. Ler não é tarefa fácil para quem ainda não foi “conquistado” e é impraticável para quem não compreende aquilo que lê. Preocupa saber que, segundo a 6ª edição da pesquisa, entre os 53% dos brasileiros que declararam não serem leitores de livros, 36% informaram que não leem porque têm dificuldades de compreensão. Porém, ler também não é tarefa fácil para aquele a quem não foi concedido o direito à descoberta do prazer de ler – somente 25% dos entrevistados, entre 14 e 39 anos, declararam gostar muito de ler. Não ter paciência para ler, não ter tempo ou não gostar de ler são as principais alegações apresentadas na pesquisa por quem está sempre conectado e compartilhando seu momento na internet, com selfies ou memes: mais de 90% dos entrevistados entre 14 e 39 anos estão na internet ou nas redes sociais durante seu tempo livre. Resgatar esses jovens das telas é um grande desafio para professores, famílias e mediadores de leitura. Apesar do poder da internet em roubar o tempo do livro, temos outros desafios que são fundamentais, inclusive para resgatar o tempo para o livro. Talvez seja necessário entender o que permeia essa necessidade de conexão digital para promover outras conexões: compartilhar experiências de leitura, envolver as famílias nas práticas leitoras, criar grupos – presenciais ou online – para a troca dessas experiências; recontar as histórias e analisar os personagens; descobrir livros em uma biblioteca...


FAILLA, Zoara. “Retratos” e leituras da 6ª pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. In: FAILLA, Zoara (org.). Retratos da leitura no Brasil 6. São Paulo: Instituto Pró-Livro, 2025. p. 25-26

Em tempos marcados pelo uso constante das telas e pela influência das redes sociais sobre o comportamento dos jovens, muitos educadores enfrentam o desafio de despertar o interesse pela leitura. De acordo com o Texto 5, o principal obstáculo para a formação de leitores na atualidade é
Alternativas
Q3739605 Português
No ensino de Língua Portuguesa, a dimensão oral não deve ser ignorada, nem ter sua importância diminuída. Isso porque o tratamento das práticas orais compreende, entre outros fatores, que os estudantes possam:

I.Refletir sobre diferentes contextos e situações sociais em que se produzem textos orais e sobre as diferenças em termos formais, estilísticos e linguísticos que esses contextos determinam, incluindo-se aí a multimodalidade e a multissemiose.
II.Conhecer e refletir sobre as tradições orais e seus gêneros, considerando-se as práticas sociais em que tais textos surgem e se perpetuam, bem como os sentidos que geram. 
III.Proceder a uma escuta crítica, voltada para questões relativas ao contexto de produção dos textos, para o conteúdo em questão, para a observação de estratégias discursivas e dos recursos linguísticos utilizados pelos colegas, a fim de construir senso crítico a respeito de suas próprias manifestações textuais orais.
IV.Produzir textos pertencentes a gêneros orais, preferencialmente aqueles do âmbito persuasivo-argumentativo, a fim de que desenvolvam habilidades de persuasão e de argumentação.

É correto o que se apresenta em:
Alternativas
Q3739604 Português
Tendo em vista o trabalho com a leitura nas aulas de Língua Portuguesa, analise as estratégias e procedimentos de leitura elencados a seguir e registre V para verdadeiras e F para falsas:

(__)Selecionar procedimentos de leitura adequados a diferentes objetivos e interesses, levando em conta características do gênero e suporte do texto, de forma a realizar uma leitura autônoma sobre temas familiares.
(__)Estabelecer relações entre o texto e conhecimentos prévios, vivências, valores e crenças.
(__)Identificar ou selecionar, em função do contexto de ocorrência, a acepção mais adequada de um vocábulo ou expressão.
(__)Buscar, localizar, selecionar e analisar estruturas gramaticais estudadas anteriormente.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3739602 Português
A noção de _________________ é importante instrumento de construção do letramento escolar, permitindo ao estudante agir eficazmente em situações sociais de comunicação. Cada grupo social, em sua época, possui um conjunto de formas ____________ que reflete a realidade ou o cotidiano em transformação. Nesse sentido, as mudanças sociais se refletem inclusive nas normas (relativamente estáveis) dos enunciados. Considerando que as atividades humanas são inesgotáveis em suas diversas e variadas esferas, elas resultam na heterogeneidade e complexidade dos ___________, os quais se diversificam à medida que essas atividades se ampliam e se modificam.

Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas do excerto:
Alternativas
Q3739201 Português
A leitura, compreendida a partir das proposições de Isabel Solé, envolve não apenas a decodificação linguística, mas também a mobilização de processos inferenciais e estratégias cognitivas que permitam ao sujeito construir significados no decorrer da interação com o texto. Considerando esse referencial, assinale a alternativa que, segundo a autora, apresenta de forma conceitualmente adequada a função das estratégias no processo de leitura.
Alternativas
Q3739182 Português
Presença de Piaget


Psicólogo e pedagogo suíço (1896-1980). Autor do desenvolvimento do pensamento e da linguagem da criança, abordando a epistemologia genética. Em sua carreira, Piaget foi considerado um educador, autor de um método consagrado, mas não foi bem assim. Não desenvolveu um método, mas sim uma teoria, que passou a ser discutida no mundo desenvolvido. Ele mesmo era um estudioso de Biologia.


Devemos nos lembrar do matemático Euclides: "Não há caminho real, caminho curto, que leve à sabedoria."


Quando abordamos a educação intelectual, citamos a faculdade de pensar. Essa faculdade é chamada a inteligência. Esta palavra tem origem em dois termos latinos: intus, que significa dentro, e legere, que significa ler. É a faculdade ou poder do homem de penetrar o sentido íntimo das coisas.


Para compreender o que ocorre na adolescência, Piaget referiu aos quatro estágios de desenvolvimento mental da criança, a partir de dois aspectos: inteligência e afetividade. Quando ela nasce, a sua inteligência é sobretudo sensório-motora. Freud se refere a esse período como "fase oral". O 2º estágio é intuitivo ou simbólico, após dois anos. Aí a criança desenvolve o egocentrismo. O 3º estágio (7 aos 12 anos) é o das operações concretas. E o 4º estágio é o das operações abstratas, quando surgem a discussão e o consenso.


Devemos considerar ligados o intelecto e a afetividade. Esta impulsiona a ação (desejo, amor, entusiasmo) e a inteligência fornece os meios, disciplina a ação. Portanto, é da ação dos dois que se chega à necessária autonomia.


O homem faz projetos a partir do desenvolvimento mental, quando amadurece na vida adulta. A tendência é ampliar cada vez mais a experiência e esta se enriquece, com o aumento da nossa capacidade de relacionamento. Em geral, ele não cessa de aprender, conhecendo o mundo, a liberdade, as relações com o outro, o exercício indispensável da democracia.


Por isso, os estudos de Jean Piaget tornaram-se basilares e ele é mesmo confundido como se fosse um renomado educador.


Arnaldo Niskier


https://www.arnaldoniskier.com.br/cronicas/presenca+de+piaget.html
No trecho "ele é mesmo confundido como se fosse um renomado educador", a construção discursiva do autor indica predominantemente: 
Alternativas
Q3739181 Português
Presença de Piaget


Psicólogo e pedagogo suíço (1896-1980). Autor do desenvolvimento do pensamento e da linguagem da criança, abordando a epistemologia genética. Em sua carreira, Piaget foi considerado um educador, autor de um método consagrado, mas não foi bem assim. Não desenvolveu um método, mas sim uma teoria, que passou a ser discutida no mundo desenvolvido. Ele mesmo era um estudioso de Biologia.


Devemos nos lembrar do matemático Euclides: "Não há caminho real, caminho curto, que leve à sabedoria."


Quando abordamos a educação intelectual, citamos a faculdade de pensar. Essa faculdade é chamada a inteligência. Esta palavra tem origem em dois termos latinos: intus, que significa dentro, e legere, que significa ler. É a faculdade ou poder do homem de penetrar o sentido íntimo das coisas.


Para compreender o que ocorre na adolescência, Piaget referiu aos quatro estágios de desenvolvimento mental da criança, a partir de dois aspectos: inteligência e afetividade. Quando ela nasce, a sua inteligência é sobretudo sensório-motora. Freud se refere a esse período como "fase oral". O 2º estágio é intuitivo ou simbólico, após dois anos. Aí a criança desenvolve o egocentrismo. O 3º estágio (7 aos 12 anos) é o das operações concretas. E o 4º estágio é o das operações abstratas, quando surgem a discussão e o consenso.


Devemos considerar ligados o intelecto e a afetividade. Esta impulsiona a ação (desejo, amor, entusiasmo) e a inteligência fornece os meios, disciplina a ação. Portanto, é da ação dos dois que se chega à necessária autonomia.


O homem faz projetos a partir do desenvolvimento mental, quando amadurece na vida adulta. A tendência é ampliar cada vez mais a experiência e esta se enriquece, com o aumento da nossa capacidade de relacionamento. Em geral, ele não cessa de aprender, conhecendo o mundo, a liberdade, as relações com o outro, o exercício indispensável da democracia.


Por isso, os estudos de Jean Piaget tornaram-se basilares e ele é mesmo confundido como se fosse um renomado educador.


Arnaldo Niskier


https://www.arnaldoniskier.com.br/cronicas/presenca+de+piaget.html
No contexto do texto, a etimologia apresentada para "inteligência" não se limita a uma curiosidade lexical, mas cumpre a função de: 
Alternativas
Q3739146 Português

“Conecte o cabo de alimentação na tomada. Pressione o botão liga/desliga para ligar o aparelho. Selecione a função desejada utilizando os botões de controle”.


Qual a tipologia do texto acima?


(www.todamateria.com.br/tipologia-textual/)

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Q3739112 Português

Leia o texto a seguir.


3 de maio

... Fui na feira da Rua Carlos de Campos, catar qualquer coisa. Ganhei bastante verdura. Mas ficou sem efeito, porque eu não tenho gordura. Os meninos estão nervosos por não ter o que comer.


6 de maio

 De manhã não fui buscar água. Mandei o João carregar. Eu estava contente. Recebi outra intimação. Eu estava inspirada e os versos eram bonitos e eu esqueci de ir na Delegacia. Era 11 horas quando eu recordei do convite do ilustre tenente da 12ª Delegacia.






... O que eu aviso aos pretendentes à política é que o povo não tolera a fome. É preciso conhecer a fome para saber descrevêla.

Estão construindo um circo aqui na Rua Araguaia. Circo Theatro Nilo.


9 de maio

... Eu cato papel, mas não gosto. Então eu penso: faz de conta que eu estou sonhando.


DE JESUS, Carolina Maria. Quarto de despejo. São Paulo: Ática, 2014. [Adaptado].



Quarto de despejo é um livro autobiográfico de Carolina Maria de Jesus, publicado em 1960, em que a autora relata sua vivência como mãe, moradora da favela e catadora de papel. A estrutura do texto demonstra que Carolina escreve seu livro como 

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Q3739110 Português

Leia o Texto 3 para responder à questão.


Texto 3


Quando Ponciá Vicêncio viu o arco-íris no céu, sentiu um calafrio. Recordou o medo que tivera durante toda a infância. Diziam que menina que passasse por debaixo do arco-íris virava menino. Ela ia buscar o barro na beira do rio e lá estava a cobra celeste bebendo água. Como passar para o outro lado? Às vezes ficava horas e horas na beira do rio esperando a colorida cobra do ar desaparecer. Qual nada! O arco-íris era teimoso! Dava uma aflição danada. Sabia que a mãe estava esperando por ela. 


EVARISTO, Conceição. Ponciá Vicêncio. Rio de Janeiro: Pallas, 2023.

Ponciá Vicêncio é a personagem retratada por Conceição Evaristo no romance de mesmo nome. O trecho trazido no Texto 3 fala do medo de Ponciá de
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Q3739108 Português

Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2

Eu tinha chegado havia pouco ao Rio e estava literalmente na miséria. Vivia fugido de casa de pensão em casa de pensão, sem saber onde e como ganhar dinheiro, quando li, no Jornal do Comércio, o anúncio seguinte: "Precisa-se de um professor de língua javanesa. Cartas etc." Ora, disse cá comigo, está ali uma colocação que não terá muitos concorrentes; se eu capiscasse quatro palavras, ia apresentar-me.


BARRETO, Lima. O homem que sabia javanês e outros contos. São Paulo: Montecristo, 2013.


O Texto 2 traz um trecho do famoso conto de Lima Barreto O homem que sabia javanês, em que o personagem Castelo explica a seu amigo como ingressou na carreira diplomática fingindo saber javanês. Ao afirmar que “Vivia fugido de casa de pensão em casa de pensão”, Castelo quer dizer que 
Alternativas
Q3739106 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.


Fazia muito tempo que Rita Preta não recordava o infortúnio que marcou sua vida de maneira definitiva, e assim continuaria não fosse a chuva repentina que transformava, à sua frente, o espaço entre a avenida e o meio-fio num pequeno riacho. Era sempre assim: imagens que despertavam memórias distantes, boiando e submergindo na corrente das lembranças. A água arrasta folhas secas, sacolas plásticas, fragmentos de objetos, papéis e até mesmo pequenos animais. A lembrança então chega renovada e repleta de detalhes. Ela aperta a bolsa contra a cintura e ajeita o guarda-chuva para se proteger do aguaceiro que prometia parar a cidade. Algumas pessoas sobem no banco do abrigo do ônibus enquanto outras se reúnem debaixo da cobertura de concreto [...].



VIEIRA JUNIOR, Itamar. Coração sem medo. São Paulo: Todavia, 2025.



No romance Coração sem medo, Itamar Vieira Junior narra a história de Rita Preta, uma operadora de caixa de supermercado e mãe de três filhos que vê sua vida ser transformada quando um deles some sem deixar rastro. No trecho trazido no Texto 1, a ação que a faz recordar o infortúnio que marcou sua vida de maneira definitiva é  
Alternativas
Respostas
9681: E
9682: C
9683: C
9684: D
9685: D
9686: A
9687: D
9688: B
9689: C
9690: A
9691: C
9692: B
9693: C
9694: A
9695: A
9696: D
9697: B
9698: C
9699: B
9700: C