Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 98.899 questões

Q3741866 Português
Venda de agrotóxicos banidos em países europeus explode e Brasil é o maior consumidor


Enquanto criam regras restritivas e promovem o banimento de diversos produtos químicos de uso agrícola, países europeus seguem produzindo e exportando agrotóxicos considerados por eles mesmos altamente nocivos à saúde pública e ao meio ambiente.
[...]

Em 2024, os estados-membros da União Europeia (UE) aprovaram a exportação de quase 122 mil toneladas de agrotóxicos cujo uso é proibido em suas próprias fazendas. Isso representou um aumento de 50% na comparação com as 81 mil toneladas notificadas em 2018. Em números de produtos, 75 agrotóxicos proibidos para proteger a saúde humana e o meio ambiente nos países europeus foram notificados para exportação da UE em 2024. Isso é quase o dobro dos 41 produtos exportados em 2018.

No total, as exportações de agrotóxicos proibidos pela UE foram destinadas a 93 países diferentes no ano passado; 75% deles eram países de baixa e média renda, onde as regulamentações são mais frágeis. Os Estados Unidos são o maior importador, seguido pelo Brasil, o maior mercado mundial de agrotóxicos.

"Como a gente diz no Brasil, dois pesos e duas medidas, que é isso: 'o que para mim é proibido, mas eu exporto para vocês'. Então, é claramente esse 'dois pesos e duas medidas' que a Europa tem adotado", afirma a pesquisadora Larissa Bombardi, autora do livro Agrotóxicos e o colonialismo químico. Ela atribui o aumento significativo da exportação desses produtos a um forte lobby exercido pela indústria química nos países do bloco.

[...]

Em outubro de 2020, a Comissão Europeia prometeu "dar o exemplo" e pôr fim à exportação de agrotóxicos proibidos na União Europeia (UE), como parte de uma nova estratégia para produtos químicos apresentada como um pilar do "Pacto Verde Europeu".

Para Alan Tygel, integrante da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, [...]"esse aumento na exportação de agrotóxicos, banidos da União Europeia, para o Brasil e para outros países do Sul Global não provoca um grande espanto, porque a gente que acompanha o dia a dia da política, vem percebendo o avanço da direita, o avanço da extrema direita, e a Europa mostrando a sua verdadeira face, que é a face da pilhagem do lucro a qualquer custo, em cima das vidas e dos territórios do Sul Global e, em especial, do Brasil", destaca.

Tygel lembra que, historicamente, o registro de agrotóxicos no Brasil obedecia a uma análise tripartite, que envolvia o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). No entanto, mudanças legislativas foram enfraquecendo o papel das agências reguladoras e dando poderes a mais ao Mapa, dominado pelo lobby do agronegócio. Essa situação tem resultado em um aumento gradativo da liberação dessas substâncias, ainda que um setor do governo defenda abertamente o banimento dos banidos.

"Se a gente olha os dados de 20 anos atrás, só aumenta o uso de agrotóxicos, aumenta a área plantada com agrotóxicos, aumenta o faturamento da indústria de agrotóxicos, que é um faturamento pornográfico. Não há nada na economia brasileira que cresça 8% ao ano nos últimos 20 anos constantemente. Nada, nem inflação, nem PIB, nem lucro de banco, nada. É só o mercado de agrotóxico que cresce nessa taxa", ressalta.


(Disponível em: https://iclnoticias.com.br/agrotoxicos-banidos-brasil-consumidor/. Acesso em: 16 out. 2025. Adaptado.)
A partir da leitura do texto como um todo, é correto afirmar que:

I. Mudanças na legislação enfraqueceram a atuação das agências que regulam o comércio e o uso de agrotóxicos. No cenário atual, o Ministério da Agricultura e Pecuária tem mais poder que o Ibama e a Anvisa, além de ser cooptado pelo agronegócio.
II. O Ibama, a Anvisa e o Mapa são importantes órgãos na análise e na liberação de agrotóxicos comercializados e utilizados na agricultura no Brasil. Para que um produto seja registrado e tenha sua venda liberada, os três órgãos precisam estar de acordo. Nesse cenário, pode-se concluir que, se foi liberada a comercialização, é porque houve uma rigorosa análise, mesmo havendo pressão do setor de agronegócios.
III. Há certa hipocrisia dos países da UE, uma vez que, aquilo que eles consideram nocivo para o meio ambiente e sua população, eles continuam produzindo para ser vendido para países do Sul Global, composto, em sua maior parte, por países mais pobres.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3741865 Português
Venda de agrotóxicos banidos em países europeus explode e Brasil é o maior consumidor


Enquanto criam regras restritivas e promovem o banimento de diversos produtos químicos de uso agrícola, países europeus seguem produzindo e exportando agrotóxicos considerados por eles mesmos altamente nocivos à saúde pública e ao meio ambiente.
[...]

Em 2024, os estados-membros da União Europeia (UE) aprovaram a exportação de quase 122 mil toneladas de agrotóxicos cujo uso é proibido em suas próprias fazendas. Isso representou um aumento de 50% na comparação com as 81 mil toneladas notificadas em 2018. Em números de produtos, 75 agrotóxicos proibidos para proteger a saúde humana e o meio ambiente nos países europeus foram notificados para exportação da UE em 2024. Isso é quase o dobro dos 41 produtos exportados em 2018.

No total, as exportações de agrotóxicos proibidos pela UE foram destinadas a 93 países diferentes no ano passado; 75% deles eram países de baixa e média renda, onde as regulamentações são mais frágeis. Os Estados Unidos são o maior importador, seguido pelo Brasil, o maior mercado mundial de agrotóxicos.

"Como a gente diz no Brasil, dois pesos e duas medidas, que é isso: 'o que para mim é proibido, mas eu exporto para vocês'. Então, é claramente esse 'dois pesos e duas medidas' que a Europa tem adotado", afirma a pesquisadora Larissa Bombardi, autora do livro Agrotóxicos e o colonialismo químico. Ela atribui o aumento significativo da exportação desses produtos a um forte lobby exercido pela indústria química nos países do bloco.

[...]

Em outubro de 2020, a Comissão Europeia prometeu "dar o exemplo" e pôr fim à exportação de agrotóxicos proibidos na União Europeia (UE), como parte de uma nova estratégia para produtos químicos apresentada como um pilar do "Pacto Verde Europeu".

Para Alan Tygel, integrante da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, [...]"esse aumento na exportação de agrotóxicos, banidos da União Europeia, para o Brasil e para outros países do Sul Global não provoca um grande espanto, porque a gente que acompanha o dia a dia da política, vem percebendo o avanço da direita, o avanço da extrema direita, e a Europa mostrando a sua verdadeira face, que é a face da pilhagem do lucro a qualquer custo, em cima das vidas e dos territórios do Sul Global e, em especial, do Brasil", destaca.

Tygel lembra que, historicamente, o registro de agrotóxicos no Brasil obedecia a uma análise tripartite, que envolvia o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). No entanto, mudanças legislativas foram enfraquecendo o papel das agências reguladoras e dando poderes a mais ao Mapa, dominado pelo lobby do agronegócio. Essa situação tem resultado em um aumento gradativo da liberação dessas substâncias, ainda que um setor do governo defenda abertamente o banimento dos banidos.

"Se a gente olha os dados de 20 anos atrás, só aumenta o uso de agrotóxicos, aumenta a área plantada com agrotóxicos, aumenta o faturamento da indústria de agrotóxicos, que é um faturamento pornográfico. Não há nada na economia brasileira que cresça 8% ao ano nos últimos 20 anos constantemente. Nada, nem inflação, nem PIB, nem lucro de banco, nada. É só o mercado de agrotóxico que cresce nessa taxa", ressalta.


(Disponível em: https://iclnoticias.com.br/agrotoxicos-banidos-brasil-consumidor/. Acesso em: 16 out. 2025. Adaptado.)
"Se a gente olha os dados de 20 anos atrás, só aumenta o uso de agrotóxicos, aumenta a área plantada com agrotóxicos, aumenta o faturamento da indústria de agrotóxicos, que é um faturamento pornográfico. Não há nada na economia brasileira que cresça 8% ao ano nos últimos 20 anos constantemente. Nada, nem inflação, nem PIB, nem lucro de banco, nada. É só o mercado de agrotóxico que cresce nessa taxa", ressalta.
A partir da leitura do excerto anterior, analise as assertivas que seguem:

I. A repetição pode ser um problema de coesão textual, porém, não é o que ocorre no trecho destacado. Nele a repetição foi utilizada como recurso coesivo, enfatizando a ideia e mantendo-a no foco. Nesse caso, a repetição das palavras "aumento" e "agrotóxico" confere ênfase e força argumentativa.
II. A palavra "pornográfico" foi utilizada em sentido figurado, conferindo ao substantivo "faturamento" o sentido de indecente, imoral. Essa leitura é coerente com o conteúdo do excerto.
III. No trecho "Nada, nem inflação, nem PIB, nem lucro de banco, nada", tem-se a conjunção "nem" que, nesse contexto, exerce uma função aditiva e não alternativa.

É correto o que se afirma em
Alternativas
Q3741497 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O ECA digital é um bom avanço


    O Congresso aprovou o Projeto de Lei no 2.628/2022, batizado de “Estatuto da Criança e do Adolescente Digital”, que aguarda a sanção do Executivo. Entre a versão que foi ao plenário da Câmara e a que saiu para a aprovação do Senado, o texto passou por transformações que merecem ser reconhecidas: afastaram-se riscos claros e imediatos à liberdade de expressão e foram refinadas medidas de proteção mais consistentes para crianças e adolescentes. No balanço geral, o resultado é positivo, mas poderia ter sido melhor, e, pelos riscos incorridos numa tramitação desnecessariamente atabalhoada, resta uma sensação de alívio por ter-se evitado um desastre.

    A Câmara quase entregou um arcabouço que permitiria remoções indiscriminadas de conteúdo, sem ordem judicial, a partir de denúncias genéricas. Quase concedeu ao Executivo poderes para suspender redes inteiras por ato administrativo. Quase institucionalizou uma guerra de denúncias, abrindo a porta à censura privada. Esses desastres foram revertidos, felizmente, por pressão da oposição: a legitimidade de denúncia foi limitada a vítimas, responsáveis e órgãos competentes, e a interrupção de plataformas ficou restrita ao Judiciário.

    Mas a tramitação açodada deixou lacunas e ambiguidades. Persistem conceitos vagos, como a exigência de evitar o “uso compulsivo”, que pode ser interpretado de múltiplas maneiras. Permanecem dúvidas sobre a futura “autoridade nacional” responsável por regulamentar e fiscalizar a lei: terá autonomia real, ou será capturada pelo governo de turno? Como se sabe, o diabo mora nos detalhes – mas também, às vezes, na falta deles. Um marco regulatório só se sustenta se for tecnicamente sólido e institucionalmente blindado contra arbitrariedades.

    Além disso, é preciso reconhecer que leis, sozinhas, não resolverão o problema. A exploração infantil nas redes é real e abjeta, mas não será contida apenas por notificações de conteúdo. O avanço regulatório sobre as plataformas não pode servir de pretexto para aliviar responsabilidades dos agentes públicos, transferir culpas e alimentar a ilusão de que a vigilância digital substitui a investigação criminal. Proteger os menores exige corresponsabilidade: família, escola, instituições públicas e empresas precisam agir em conjunto, cada qual no âmbito de sua função.

    O Brasil tem a chance de implementar uma regulação que concilie a proteção integral da infância com o respeito às liberdades. Para tanto, precisará resistir às tentações do sentimentalismo e do voluntarismo, e assumir que nenhum texto legal substituirá a “aldeia inteira” necessária para educar e proteger crianças. Uma lei robusta é um começo. Mas sua aplicação exigirá vigilância, prudência e a coragem de corrigir rumos quando for preciso.


(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 29.08.2025. Adaptado)
Na passagem do último parágrafo do texto “... nenhum texto legal substituirá a ‘aldeia inteira’ necessária para educar e proteger crianças.”, a expressão destacada corresponde a uma
Alternativas
Q3741496 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O ECA digital é um bom avanço


    O Congresso aprovou o Projeto de Lei no 2.628/2022, batizado de “Estatuto da Criança e do Adolescente Digital”, que aguarda a sanção do Executivo. Entre a versão que foi ao plenário da Câmara e a que saiu para a aprovação do Senado, o texto passou por transformações que merecem ser reconhecidas: afastaram-se riscos claros e imediatos à liberdade de expressão e foram refinadas medidas de proteção mais consistentes para crianças e adolescentes. No balanço geral, o resultado é positivo, mas poderia ter sido melhor, e, pelos riscos incorridos numa tramitação desnecessariamente atabalhoada, resta uma sensação de alívio por ter-se evitado um desastre.

    A Câmara quase entregou um arcabouço que permitiria remoções indiscriminadas de conteúdo, sem ordem judicial, a partir de denúncias genéricas. Quase concedeu ao Executivo poderes para suspender redes inteiras por ato administrativo. Quase institucionalizou uma guerra de denúncias, abrindo a porta à censura privada. Esses desastres foram revertidos, felizmente, por pressão da oposição: a legitimidade de denúncia foi limitada a vítimas, responsáveis e órgãos competentes, e a interrupção de plataformas ficou restrita ao Judiciário.

    Mas a tramitação açodada deixou lacunas e ambiguidades. Persistem conceitos vagos, como a exigência de evitar o “uso compulsivo”, que pode ser interpretado de múltiplas maneiras. Permanecem dúvidas sobre a futura “autoridade nacional” responsável por regulamentar e fiscalizar a lei: terá autonomia real, ou será capturada pelo governo de turno? Como se sabe, o diabo mora nos detalhes – mas também, às vezes, na falta deles. Um marco regulatório só se sustenta se for tecnicamente sólido e institucionalmente blindado contra arbitrariedades.

    Além disso, é preciso reconhecer que leis, sozinhas, não resolverão o problema. A exploração infantil nas redes é real e abjeta, mas não será contida apenas por notificações de conteúdo. O avanço regulatório sobre as plataformas não pode servir de pretexto para aliviar responsabilidades dos agentes públicos, transferir culpas e alimentar a ilusão de que a vigilância digital substitui a investigação criminal. Proteger os menores exige corresponsabilidade: família, escola, instituições públicas e empresas precisam agir em conjunto, cada qual no âmbito de sua função.

    O Brasil tem a chance de implementar uma regulação que concilie a proteção integral da infância com o respeito às liberdades. Para tanto, precisará resistir às tentações do sentimentalismo e do voluntarismo, e assumir que nenhum texto legal substituirá a “aldeia inteira” necessária para educar e proteger crianças. Uma lei robusta é um começo. Mas sua aplicação exigirá vigilância, prudência e a coragem de corrigir rumos quando for preciso.


(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 29.08.2025. Adaptado)
Comparando-se as informações “... numa tramitação desnecessariamente atabalhoada...” (1° parágrafo) e “Mas a tramitação açodada...” (3° parágrafo), conclui-se corretamente que a tramitação do Projeto de Lei n° 2.628/2022 foi
Alternativas
Q3741190 Português
Associe cada palavra ao seu sinônimo adequadamente, assinalando a alternativa que apresenta a sequência correta obtida:

(I) O submarino imergiu nas águas geladas do Atlântico Norte.
(II) O juiz absolveu o réu por ausência de provas.
(III) Você coseu por mais uma hora até terminar o expediente.
(IV) O coreano emigrou devido às condições em que vivia no seu local de nascimento.

(a) costurou.
(b) cozinhou.
(c) saiu do país.
(d) afundou, baixou.
(e) inocentou, perdoou.
(f) acusou, penalizou.
(g) subiu, foi à tona.
(h) entrou no país. 
Alternativas
Q3741185 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Exigências da vida moderna

         Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro. E uma banana pelo potássio. E também uma laranja pela vitamina C. Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes. Todos os dias devem-se tomar ao menos dois litros de água. E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
         Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que, aos bilhões, ajudam a digestão).
         Cada dia uma Aspirina, previne infarto. Uma taça de vinho tinto também. Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso. Um copo de cerveja, para… não lembro bem para o que, mas faz bem.
         O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.
         Todos os dias deve-se comer fibra. Muita, muitíssima fibra. Fibra suficiente para fazer um pulôver.
         Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.
         E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada. Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia... E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.
         Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e, enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.
         Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.
         Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma. Sobram três, desde que você não pegue trânsito.
         As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia. Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma). (...)

         Agora tenho que ir.
         É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro. E já que vou, levo um jornal... Tchau!
         Viva a vida com bom humor!


(VERISSIMO, Luís Fernando. Exigências da vida moderna. Disponível em <https://www.refletirpararefletir.com.br/4-cronicas-deluis-fernando-verissimo>). 
Em relação ao texto “Exigências da vida moderna”, é correto afirmar que se trata de um(a): 
Alternativas
Q3740683 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Brasil lidera a desinformação antivacina na América Latina, aponta estudo


Desinformações sobre vacinas cresceram mais de 600 vezes durante a pandemia, segundo o levantamento.


O Brasil concentra 40% de todo o conteúdo antivacina do continente latino-americano. É o que aponta estudo "Anti-vaccine Disinformation in Latin America and the Caribbean" (Desinformação antivacina na América Latina e no Caribe), que mapeou, pela primeira vez, 81 milhões de mensagens publicadas em 1.785 comunidades de teorias da conspiração no Telegram, distribuídas por 18 países, entre 2016 e 2025. O levantamento é coordenado por pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV).


O estudo identificou 175 supostos danos atribuídos às vacinas e 80 falsos "antídotos" vendidos como "detox" para neutralizar seus efeitos. Segundo alerta dos pesquisadores, a desinformação se consolidou como mercado lucrativo e ameaça à saúde pública.


"A desinformação não é acaso, é um projeto daqueles que lucram com isso. Ela se organiza, se financia e se adapta porque há interesses por trás. O que o estudo mostra é que o antivacinismo virou um sistema de medo e lucro que mina a confiança social e fragiliza políticas públicas de saúde", explica Ergon Cugler, pesquisador do DesinfoPop/FGV e coordenador do estudo. [...]


"O Brasil virou o epicentro latino-americano da desinformação antivacina. Isso não acontece por acaso: temos um ambiente digital que ainda engatinha no debate da regulação, plataformas que lucram com o engajamento do medo e desafios estruturais que permitem que o discurso conspiratório floresça", diz Ergon Cugler.


 [...]


A pesquisa mapeou os 175 principais supostos danos causados pelas vacinas, divulgados nos grupos de desinformação. As alegações falsas mais comuns vão de morte súbita e alteração do DNA a envenenamento e câncer, seguidas por boatos sobre coágulos, infertilidade e problemas cardíacos.


[...] O estudo também identificou 80 falsos antídotos para supostamente "desfazer" vacinas. Os mais difundidos são o aterramento − ficar descalço no solo − (2,2%), que afirma "limpar energias do corpo"; o dióxido de cloro (1,5%), vendido como "solução milagrosa mineral" mas altamente tóxico; e produtos como alho, ivermectina e zeólita. [...]


"O antivacinismo é mais do que um discurso: é um mercado que transforma pânico em produto. Enfrentar isso exige ação coordenada entre governo, imprensa, plataformas e sociedade. Combater a desinformação é uma questão de soberania informacional e de saúde pública", conclui Ergon Cugler.


(Disponível em: https://iclnoticias.com.br/brasil-lidera-a-desinformacao-antivacina/. Acesso em: 20 out. 2025. Adaptado.)

A respeito do último parágrafo, uma citação direta da fala do coordenador da pesquisa, e tendo todo o texto como referência, analise as sentenças:


"O antivacinismo é mais do que um discurso: é um mercado que transforma pânico em produto. Enfrentar isso exige ação coordenada entre governo, imprensa, plataformas e sociedade. Combater a desinformação é uma questão de soberania informacional e de saúde pública".


Nesse raciocínio construído pelo pesquisador e coordenador da pesquisa, observa-se que:



I.Tem início com a problematização do que é antivacinismo, definindo-o a partir disso, ou seja, é algo mais complexo do que apenas um discurso; é mercadológico, podendo-se inferir que tem como objetivo o lucro. Essa inferência é possível também pela escolha vocabular: mercado, produto.


II.Na sequência, o pesquisador apresenta um caminho possível para enfrentar o discurso mercadológico antivacina, um trabalho conjunto de diversas esferas, o que possibilita ao leitor compreender que o problema é complexo e não se resolverá com movimentos isolados.


III.Finalmente, concluindo seu raciocínio, o pesquisador associa o "antivacinismo" à desinformação, ou seja, o leitor é instigado a compreender que o "antivacinismo" é um entrave à soberania da informação e à saúde pública.



É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3740643 Português

Brasil lidera a desinformação antivacina na América Latina, aponta estudo


Desinformações sobre vacinas cresceram mais de 600 vezes durante a pandemia, segundo o levantamento.

O Brasil concentra 40% de todo o conteúdo antivacina do continente latino-americano . É o que aponta o estudo "Anti-vaccine Disinformation in Latin America and the Caribbean" (Desinformação antivacina na América Latina e no Caribe), que mapeou, pela primeira vez, 81 milhões de mensagens publicadas em 1.785 comunidades de teorias da conspiração no Telegram, distribuídas por 18 países, entre 2016 e 2025. O levantamento é coordenado por pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV). 

O estudo identificou 175 supostos danos atribuídos às vacinas e 80 falsos "antídotos" vendidos como "detox" para neutralizar seus efeitos. Segundo alerta dos pesquisadores, a desinformação se consolidou como mercado lucrativo e ameaça à saúde pública.

"A desinformação não é acaso, é um projeto daqueles que lucram com isso. Ela se organiza, se financia e se adapta porque há interesses por trás. O que o estudo mostra é que o antivacinismo virou um sistema de medo e lucro que mina a confiança social e fragiliza políticas públicas de saúde", explica Ergon Cugler, pesquisador do DesinfoPop/FGV e coordenador do estudo. [...]

"O Brasil virou o epicentro latino-americano da desinformação antivacina. Isso não acontece por acaso: temos um ambiente digital que ainda engatinha no debate da regulação, plataformas que lucram com o engajamento do medo e desafios estruturais que permitem que o discurso conspiratório floresça", diz Ergon Cugler.

[...]

A pesquisa mapeou os 175 principais supostos danos causados pelas vacinas, divulgados nos grupos de desinformação. As alegações falsas mais comuns vão de morte súbita e alteração do DNA a envenenamento e câncer, seguidas por boatos sobre coágulos, infertilidade e problemas cardíacos.

[...] O estudo também identificou 80 falsos antídotos para supostamente "desfazer" vacinas. Os mais difundidos são o aterramento − ficar descalço no solo − (2,2%), que afirma "limpar energias do corpo"; o dióxido de cloro (1,5%), vendido como "solução milagrosa mineral" mas altamente tóxico; e produtos como alho, ivermectina e zeólita. [...] 

"O antivacinismo é mais do que um discurso: é um mercado que transforma pânico em produto. Enfrentar isso exige ação coordenada entre governo, imprensa, plataformas e sociedade. Combater a desinformação é uma questão de soberania informacional e de saúde pública", conclui Ergon Cugler.


(Disponível em: https://iclnoticias.com.br/brasil-lidera-a-desinformacao-antivacina/. Acesso em: 20 out. 2025. Adaptado.) 

As sentenças a seguir indicam trechos destacados do texto. Analise-as tendo o texto como referência e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:



(__) No trecho O estudo identificou 175 supostos danos atribuídos às vacinas e 80 falsos "antídotos" vendidos como "detox" para neutralizar seus efeitos (2º parágrafo), os numerais 175 e 80 têm a função de possibilitar a progressão do texto, uma vez que têm como referência os dados do estudo indicados no parágrafo anterior, retomando esses dados ao especificar dois aspectos da pesquisa: (175) supostos danos atribuídos às vacinas e (80) falsos "antídotos". 


(__) No trecho A desinformação não é acaso, é um projeto daqueles que lucram com isso. Ela se organiza, se financia e se adapta porque há interesses por trás (3º parágrafo), tanto o pronome demonstrativo "isso" quanto o pronome pessoal "ela" retomam "a desinformação", evitando repetições desnecessárias e estabelecendo a coesão referencial.


(__) Nos trechos A pesquisa mapeou os 175 principais supostos danos causados pelas vacinas, divulgados nos grupos de desinformação (5º parágrafo) e O estudo também identificou 80 falsos antídotos para supostamente "desfazer" vacinas (6º parágrafo), há dois períodos que exercem duas importantes funções no texto: retomar uma ideia apresentada no início do texto, possibilitando ao leitor localizá-la, ou seja, há uma progressão referencial; e introduzir ideias novas, possibilitando o desenvolvimento do que foi apresentado no 2º parágrafo. Nesse caso, os verbos "mapeou" e "identificou" indicam essas ideias novas e são desenvolvidos na sequência. 



Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:

Alternativas
Q3740642 Português

Brasil lidera a desinformação antivacina na América Latina, aponta estudo


Desinformações sobre vacinas cresceram mais de 600 vezes durante a pandemia, segundo o levantamento.

O Brasil concentra 40% de todo o conteúdo antivacina do continente latino-americano . É o que aponta o estudo "Anti-vaccine Disinformation in Latin America and the Caribbean" (Desinformação antivacina na América Latina e no Caribe), que mapeou, pela primeira vez, 81 milhões de mensagens publicadas em 1.785 comunidades de teorias da conspiração no Telegram, distribuídas por 18 países, entre 2016 e 2025. O levantamento é coordenado por pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV). 

O estudo identificou 175 supostos danos atribuídos às vacinas e 80 falsos "antídotos" vendidos como "detox" para neutralizar seus efeitos. Segundo alerta dos pesquisadores, a desinformação se consolidou como mercado lucrativo e ameaça à saúde pública.

"A desinformação não é acaso, é um projeto daqueles que lucram com isso. Ela se organiza, se financia e se adapta porque há interesses por trás. O que o estudo mostra é que o antivacinismo virou um sistema de medo e lucro que mina a confiança social e fragiliza políticas públicas de saúde", explica Ergon Cugler, pesquisador do DesinfoPop/FGV e coordenador do estudo. [...]

"O Brasil virou o epicentro latino-americano da desinformação antivacina. Isso não acontece por acaso: temos um ambiente digital que ainda engatinha no debate da regulação, plataformas que lucram com o engajamento do medo e desafios estruturais que permitem que o discurso conspiratório floresça", diz Ergon Cugler.

[...]

A pesquisa mapeou os 175 principais supostos danos causados pelas vacinas, divulgados nos grupos de desinformação. As alegações falsas mais comuns vão de morte súbita e alteração do DNA a envenenamento e câncer, seguidas por boatos sobre coágulos, infertilidade e problemas cardíacos.

[...] O estudo também identificou 80 falsos antídotos para supostamente "desfazer" vacinas. Os mais difundidos são o aterramento − ficar descalço no solo − (2,2%), que afirma "limpar energias do corpo"; o dióxido de cloro (1,5%), vendido como "solução milagrosa mineral" mas altamente tóxico; e produtos como alho, ivermectina e zeólita. [...] 

"O antivacinismo é mais do que um discurso: é um mercado que transforma pânico em produto. Enfrentar isso exige ação coordenada entre governo, imprensa, plataformas e sociedade. Combater a desinformação é uma questão de soberania informacional e de saúde pública", conclui Ergon Cugler.


(Disponível em: https://iclnoticias.com.br/brasil-lidera-a-desinformacao-antivacina/. Acesso em: 20 out. 2025. Adaptado.) 

A respeito do último parágrafo, uma citação direta da fala do coordenador da pesquisa, e tendo todo o texto como referência, analise as sentenças:


"O antivacinismo é mais do que um discurso: é um mercado que transforma pânico em produto. Enfrentar isso exige ação coordenada entre governo, imprensa, plataformas e sociedade. Combater a desinformação é uma questão de soberania informacional e de saúde pública".


Nesse raciocínio construído pelo pesquisador e coordenador da pesquisa, observa-se que:



I. Tem início com a problematização do que é antivacinismo, definindo-o a partir disso, ou seja, é algo mais complexo do que apenas um discurso; é mercadológico, podendo-se inferir que tem como objetivo o lucro. Essa inferência é possível também pela escolha vocabular: mercado, produto.


II. Na sequência, o pesquisador apresenta um caminho possível para enfrentar o discurso mercadológico antivacina, um trabalho conjunto de diversas esferas, o que possibilita ao leitor compreender que o problema é complexo e não se resolverá com movimentos isolados.


III. Finalmente, concluindo seu raciocínio, o pesquisador associa o "antivacinismo" à desinformação, ou seja, o leitor é instigado a compreender que o "antivacinismo" é um entrave à soberania da informação e à saúde pública.



É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3740619 Português
Prioridades


       Muito do que gastamos (e nos desgastamos) nesse consumismo feroz podia ser negociado com a gente mesmo: uma hora de alegria em troca daquele sapato. Uma tarde de amor em troca da prestação do carro do ano; um fim de semana em família em lugar daquele trabalho extra que está me matando e ainda por cima detesto.

        Não sei se sou otimista demais, ou fora da realidade. Mas, à medida que fui gostando mais do meu jeans, camiseta e mocassins, me agitando menos, querendo ter menos, fui ficando mais tranquila e mais divertida. Sapato e roupa simbolizam bem mais do que isso que são: representam uma escolha de vida, uma postura interior.

        Nunca fui modelo de nada, graças a Deus. Mas amadurecer me obrigou a fazer muita faxina nos armários da alma e na bolsa também. Resistir a certas tentações é burrice; mas fugir de outras pode ser crescimento, e muito mais alegria. Cada um que examine o baú de suas prioridades, e faça a arrumação que quiser ou puder. Que seja para aliviar a vida, o coração e o pensamento – não para inventar de acumular ali mais alguns compromissos estéreis e mortais.



Disponível em: https://www.pensador.com/cronicas_curtas/. Acesso em: 30 out. 2025.
Em “Mas, à medida que fui gostando mais do meu jeans, camiseta e mocassins, me agitando menos, querendo ter menos, fui ficando mais tranquila e mais divertida.”, a expressão “à medida que” insere uma ideia de 
Alternativas
Q3740616 Português
Prioridades


       Muito do que gastamos (e nos desgastamos) nesse consumismo feroz podia ser negociado com a gente mesmo: uma hora de alegria em troca daquele sapato. Uma tarde de amor em troca da prestação do carro do ano; um fim de semana em família em lugar daquele trabalho extra que está me matando e ainda por cima detesto.

        Não sei se sou otimista demais, ou fora da realidade. Mas, à medida que fui gostando mais do meu jeans, camiseta e mocassins, me agitando menos, querendo ter menos, fui ficando mais tranquila e mais divertida. Sapato e roupa simbolizam bem mais do que isso que são: representam uma escolha de vida, uma postura interior.

        Nunca fui modelo de nada, graças a Deus. Mas amadurecer me obrigou a fazer muita faxina nos armários da alma e na bolsa também. Resistir a certas tentações é burrice; mas fugir de outras pode ser crescimento, e muito mais alegria. Cada um que examine o baú de suas prioridades, e faça a arrumação que quiser ou puder. Que seja para aliviar a vida, o coração e o pensamento – não para inventar de acumular ali mais alguns compromissos estéreis e mortais.



Disponível em: https://www.pensador.com/cronicas_curtas/. Acesso em: 30 out. 2025.
No texto, “jeans”, “camiseta” e “mocassins” representam, em relação à vida, um estilo 
Alternativas
Q3740424 Português
Texto 01


Dismorfia financeira: como lidar com a visão distorcida do seu dinheiro?


    Viver fora da própria realidade financeira é mais comum do que parece. No entanto, essa sensação de apenas desorganização pode ter raízes emocionais profundas. E isso tem nome. A dismorfia financeira é uma distorção na percepção da própria situação econômica. Ela faz com que algumas pessoas gastem muito além do que podem ou, no extremo oposto, tenham medo constante de gastar mesmo com estabilidade.

    O termo pode afetar tanto quem tem pouco dinheiro quanto quem tem muito. “Tem gente que vive como se tivesse uma fortuna, frequentando restaurantes caros, comprando roupas de grife e assumindo financiamentos impossíveis”, afirma Adriana Ricci, especialista em planejamento financeiro. Por outro lado, há pessoas com salários altos, boas reservas e ainda assim com medo de gastar. A culpa aparece após cada pequena compra e sempre junto com aquele pensamento de “e se faltar dinheiro amanhã?”.

   Segundo a psicóloga Anastácia Cristina Macuco Brum, a raiz emocional desse comportamento muitas vezes vem de uma dificuldade na autopercepção. “Muita gente atrela o próprio valor humano ao poder aquisitivo ou às conquistas materiais”, afirma.

   Entre os principais sinais estão o viver de aparência, o consumo por impulso e a comparação constante. “Comprar uma roupa cara, alugar um carro que não pode pagar ou morar em um bairro fora do padrão financeiro são exemplos clássicos”, diz a especialista. No outro extremo, o medo de gastar se torna sufocante. Convites são recusados, viagens adiadas e trocas de carro evitadas, mesmo quando as contas estão em dia.

    A dismorfia financeira não afeta só o bolso, mas pode gerar gatilhos emocionais como depressão, ansiedade, compulsividade e até burnout. Além disso, impacta nas relações familiares com brigas e ressentimentos, principalmente quando o assunto é dívida. “A pessoa sente que precisa trabalhar cada vez mais para manter um padrão que nunca parece suficiente”, avalia Adriana [...]

    Planejar as finanças vira uma tarefa quase impossível para quem sofre de dismorfia financeira. É mais fácil fugir do que olhar de frente. Muitas vezes, a pessoa nem sabe ao certo quanto ganha, quanto gasta ou para onde o dinheiro vai. As decisões são tomadas no impulso, sem estratégia.

    O primeiro movimento, para Adriana, é reconhecer o padrão: “Quando você entende que age de forma disfuncional gastando além do que pode ou vivendo com medo de gastar, fica mais fácil começar a mudança”, afirma. Entre as estratégias iniciais, ela sugere passos simples e possíveis como anotar todos os gastos, estabelecer metas reais e começar a consumir conteúdos sobre o tema. Pode ser um livro, uma palestra ou até um curso online. “Você não precisa virar um especialista, mas precisa cuidar do próprio dinheiro com carinho, olhar para ele com atenção.” [...]


Fonte: SUZUKI, Mariana. Dismorfia financeira: como lidar com a visão distorcida do seu dinheiro? Disponível em: vidasimples.co/carreira-e-financas/dismorfia-financeira. Acesso em: 26 out. 2025. Adaptado.
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista as ideias veiculadas pelo texto.
I- A supervalorização de bens materiais poder ser uma das causas da dismorfia financeira. II- A aquisição de conhecimento é a melhor maneira para enfrentar a dismorfia financeira. III- O planejamento das finanças é impossível para aqueles que têm dismorfia financeira. IV- A complexidade das soluções impede o necessário enfrentamento da dismorfia financeira. V- O conhecimento especializado é imprescindível para se combater a dismorfia financeira.
Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q3740423 Português
Texto 01


Dismorfia financeira: como lidar com a visão distorcida do seu dinheiro?


    Viver fora da própria realidade financeira é mais comum do que parece. No entanto, essa sensação de apenas desorganização pode ter raízes emocionais profundas. E isso tem nome. A dismorfia financeira é uma distorção na percepção da própria situação econômica. Ela faz com que algumas pessoas gastem muito além do que podem ou, no extremo oposto, tenham medo constante de gastar mesmo com estabilidade.

    O termo pode afetar tanto quem tem pouco dinheiro quanto quem tem muito. “Tem gente que vive como se tivesse uma fortuna, frequentando restaurantes caros, comprando roupas de grife e assumindo financiamentos impossíveis”, afirma Adriana Ricci, especialista em planejamento financeiro. Por outro lado, há pessoas com salários altos, boas reservas e ainda assim com medo de gastar. A culpa aparece após cada pequena compra e sempre junto com aquele pensamento de “e se faltar dinheiro amanhã?”.

   Segundo a psicóloga Anastácia Cristina Macuco Brum, a raiz emocional desse comportamento muitas vezes vem de uma dificuldade na autopercepção. “Muita gente atrela o próprio valor humano ao poder aquisitivo ou às conquistas materiais”, afirma.

   Entre os principais sinais estão o viver de aparência, o consumo por impulso e a comparação constante. “Comprar uma roupa cara, alugar um carro que não pode pagar ou morar em um bairro fora do padrão financeiro são exemplos clássicos”, diz a especialista. No outro extremo, o medo de gastar se torna sufocante. Convites são recusados, viagens adiadas e trocas de carro evitadas, mesmo quando as contas estão em dia.

    A dismorfia financeira não afeta só o bolso, mas pode gerar gatilhos emocionais como depressão, ansiedade, compulsividade e até burnout. Além disso, impacta nas relações familiares com brigas e ressentimentos, principalmente quando o assunto é dívida. “A pessoa sente que precisa trabalhar cada vez mais para manter um padrão que nunca parece suficiente”, avalia Adriana [...]

    Planejar as finanças vira uma tarefa quase impossível para quem sofre de dismorfia financeira. É mais fácil fugir do que olhar de frente. Muitas vezes, a pessoa nem sabe ao certo quanto ganha, quanto gasta ou para onde o dinheiro vai. As decisões são tomadas no impulso, sem estratégia.

    O primeiro movimento, para Adriana, é reconhecer o padrão: “Quando você entende que age de forma disfuncional gastando além do que pode ou vivendo com medo de gastar, fica mais fácil começar a mudança”, afirma. Entre as estratégias iniciais, ela sugere passos simples e possíveis como anotar todos os gastos, estabelecer metas reais e começar a consumir conteúdos sobre o tema. Pode ser um livro, uma palestra ou até um curso online. “Você não precisa virar um especialista, mas precisa cuidar do próprio dinheiro com carinho, olhar para ele com atenção.” [...]


Fonte: SUZUKI, Mariana. Dismorfia financeira: como lidar com a visão distorcida do seu dinheiro? Disponível em: vidasimples.co/carreira-e-financas/dismorfia-financeira. Acesso em: 26 out. 2025. Adaptado.
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista as consequências da dismorfia financeira.
I- Conflitos familiares. II- Doenças mentais. III- Aversão ao dinheiro. IV- Decisões impulsivas. V- Proposição de metas.
Estão CORRETOS apenas os itens
Alternativas
Q3740422 Português
Texto 01


Dismorfia financeira: como lidar com a visão distorcida do seu dinheiro?


    Viver fora da própria realidade financeira é mais comum do que parece. No entanto, essa sensação de apenas desorganização pode ter raízes emocionais profundas. E isso tem nome. A dismorfia financeira é uma distorção na percepção da própria situação econômica. Ela faz com que algumas pessoas gastem muito além do que podem ou, no extremo oposto, tenham medo constante de gastar mesmo com estabilidade.

    O termo pode afetar tanto quem tem pouco dinheiro quanto quem tem muito. “Tem gente que vive como se tivesse uma fortuna, frequentando restaurantes caros, comprando roupas de grife e assumindo financiamentos impossíveis”, afirma Adriana Ricci, especialista em planejamento financeiro. Por outro lado, há pessoas com salários altos, boas reservas e ainda assim com medo de gastar. A culpa aparece após cada pequena compra e sempre junto com aquele pensamento de “e se faltar dinheiro amanhã?”.

   Segundo a psicóloga Anastácia Cristina Macuco Brum, a raiz emocional desse comportamento muitas vezes vem de uma dificuldade na autopercepção. “Muita gente atrela o próprio valor humano ao poder aquisitivo ou às conquistas materiais”, afirma.

   Entre os principais sinais estão o viver de aparência, o consumo por impulso e a comparação constante. “Comprar uma roupa cara, alugar um carro que não pode pagar ou morar em um bairro fora do padrão financeiro são exemplos clássicos”, diz a especialista. No outro extremo, o medo de gastar se torna sufocante. Convites são recusados, viagens adiadas e trocas de carro evitadas, mesmo quando as contas estão em dia.

    A dismorfia financeira não afeta só o bolso, mas pode gerar gatilhos emocionais como depressão, ansiedade, compulsividade e até burnout. Além disso, impacta nas relações familiares com brigas e ressentimentos, principalmente quando o assunto é dívida. “A pessoa sente que precisa trabalhar cada vez mais para manter um padrão que nunca parece suficiente”, avalia Adriana [...]

    Planejar as finanças vira uma tarefa quase impossível para quem sofre de dismorfia financeira. É mais fácil fugir do que olhar de frente. Muitas vezes, a pessoa nem sabe ao certo quanto ganha, quanto gasta ou para onde o dinheiro vai. As decisões são tomadas no impulso, sem estratégia.

    O primeiro movimento, para Adriana, é reconhecer o padrão: “Quando você entende que age de forma disfuncional gastando além do que pode ou vivendo com medo de gastar, fica mais fácil começar a mudança”, afirma. Entre as estratégias iniciais, ela sugere passos simples e possíveis como anotar todos os gastos, estabelecer metas reais e começar a consumir conteúdos sobre o tema. Pode ser um livro, uma palestra ou até um curso online. “Você não precisa virar um especialista, mas precisa cuidar do próprio dinheiro com carinho, olhar para ele com atenção.” [...]


Fonte: SUZUKI, Mariana. Dismorfia financeira: como lidar com a visão distorcida do seu dinheiro? Disponível em: vidasimples.co/carreira-e-financas/dismorfia-financeira. Acesso em: 26 out. 2025. Adaptado.
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista os sinais de dismorfia financeira apontados pelo texto.
I- Consumir compulsivamente. II- Anotar cada gasto que é feito. III- Evitar extremante os gastos. IV- Querer aumentar sempre a renda. V- Sentir culpa por cada gasto que faz.
Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q3740421 Português
Texto 01


Dismorfia financeira: como lidar com a visão distorcida do seu dinheiro?


    Viver fora da própria realidade financeira é mais comum do que parece. No entanto, essa sensação de apenas desorganização pode ter raízes emocionais profundas. E isso tem nome. A dismorfia financeira é uma distorção na percepção da própria situação econômica. Ela faz com que algumas pessoas gastem muito além do que podem ou, no extremo oposto, tenham medo constante de gastar mesmo com estabilidade.

    O termo pode afetar tanto quem tem pouco dinheiro quanto quem tem muito. “Tem gente que vive como se tivesse uma fortuna, frequentando restaurantes caros, comprando roupas de grife e assumindo financiamentos impossíveis”, afirma Adriana Ricci, especialista em planejamento financeiro. Por outro lado, há pessoas com salários altos, boas reservas e ainda assim com medo de gastar. A culpa aparece após cada pequena compra e sempre junto com aquele pensamento de “e se faltar dinheiro amanhã?”.

   Segundo a psicóloga Anastácia Cristina Macuco Brum, a raiz emocional desse comportamento muitas vezes vem de uma dificuldade na autopercepção. “Muita gente atrela o próprio valor humano ao poder aquisitivo ou às conquistas materiais”, afirma.

   Entre os principais sinais estão o viver de aparência, o consumo por impulso e a comparação constante. “Comprar uma roupa cara, alugar um carro que não pode pagar ou morar em um bairro fora do padrão financeiro são exemplos clássicos”, diz a especialista. No outro extremo, o medo de gastar se torna sufocante. Convites são recusados, viagens adiadas e trocas de carro evitadas, mesmo quando as contas estão em dia.

    A dismorfia financeira não afeta só o bolso, mas pode gerar gatilhos emocionais como depressão, ansiedade, compulsividade e até burnout. Além disso, impacta nas relações familiares com brigas e ressentimentos, principalmente quando o assunto é dívida. “A pessoa sente que precisa trabalhar cada vez mais para manter um padrão que nunca parece suficiente”, avalia Adriana [...]

    Planejar as finanças vira uma tarefa quase impossível para quem sofre de dismorfia financeira. É mais fácil fugir do que olhar de frente. Muitas vezes, a pessoa nem sabe ao certo quanto ganha, quanto gasta ou para onde o dinheiro vai. As decisões são tomadas no impulso, sem estratégia.

    O primeiro movimento, para Adriana, é reconhecer o padrão: “Quando você entende que age de forma disfuncional gastando além do que pode ou vivendo com medo de gastar, fica mais fácil começar a mudança”, afirma. Entre as estratégias iniciais, ela sugere passos simples e possíveis como anotar todos os gastos, estabelecer metas reais e começar a consumir conteúdos sobre o tema. Pode ser um livro, uma palestra ou até um curso online. “Você não precisa virar um especialista, mas precisa cuidar do próprio dinheiro com carinho, olhar para ele com atenção.” [...]


Fonte: SUZUKI, Mariana. Dismorfia financeira: como lidar com a visão distorcida do seu dinheiro? Disponível em: vidasimples.co/carreira-e-financas/dismorfia-financeira. Acesso em: 26 out. 2025. Adaptado.
De acordo com o texto, a dismorfia financeira é uma
Alternativas
Q3740377 Português
TEXTO I

MOCINHO OU VILÃO?

Você sabia que os agrotóxicos podem ser bons e ruins ao mesmo tempo?

   Remédios para plantas, defensivos agrícolas, venenos contra pragas... Esses são alguns nomes pelo quais são conhecidos os agrotóxicos, produtos químicos que servem para prevenir, destruir ou controlar diferentes tipos de praga em plantações. Se, por um lado, eles são um escudo para as plantas, por outro, podem causar danos à saúde de animais, e isso inclui de minhocas a seres humanos. Tudo depende da forma como é aplicado no ambiente.

   Os agrotóxicos podem ser usados em vasos de planta, jardins, pequenas roças ou grandes plantações com o propósito de evitar que microrganismos, e também plantas daninhas, prejudiquem o crescimento dos vegetais.

   Então, vejamos, se os agrotóxicos agem pelo bem dos vegetais, eles são ótimos, certo? Nem sempre. Muitas vezes você vê na feira aqueles legumes, verduras e frutas parecerem mais bonitos para conseguir um preço melhor e, para isso, muitos usam agrotóxicos além da conta. Os resultados disso são: danos à saúde do trabalhador rural, que, em geral, aplica o produto sem proteção; danos à saúde do consumidor, que ingere vegetais contaminados; e dano ao meio ambiente, pela poluição do solo e das águas, que prejudica das minhocas aos peixes.

   E aí, o que fazer? Se você tiver algum receio na hora de fazer a feira, procure comprar os vegetais de produtores que você conheça para evitar consumir produtos contaminados. Outra opção é comprar produtos identificados na embalagem como orgânicos. Esta denominação é garantia de que não são produzidos com o uso de agrotóxicos. É melhor prevenir...(...)


(BELO, Mariana, Toxicologia Ambiental, Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca/ Fiocruz. Disponível em: http://chc.org.br/ mocinho-ou-vilao-2. Acesso em: 3 set. 2025. Texto adaptado).
Considere o trecho: “É melhor prevenir”. O vocábulo ‘prevenir’, neste contexto, pode ser substituído, sem prejudicar o significado por:
Alternativas
Q3740371 Português
TEXTO I

MOCINHO OU VILÃO?

Você sabia que os agrotóxicos podem ser bons e ruins ao mesmo tempo?

   Remédios para plantas, defensivos agrícolas, venenos contra pragas... Esses são alguns nomes pelo quais são conhecidos os agrotóxicos, produtos químicos que servem para prevenir, destruir ou controlar diferentes tipos de praga em plantações. Se, por um lado, eles são um escudo para as plantas, por outro, podem causar danos à saúde de animais, e isso inclui de minhocas a seres humanos. Tudo depende da forma como é aplicado no ambiente.

   Os agrotóxicos podem ser usados em vasos de planta, jardins, pequenas roças ou grandes plantações com o propósito de evitar que microrganismos, e também plantas daninhas, prejudiquem o crescimento dos vegetais.

   Então, vejamos, se os agrotóxicos agem pelo bem dos vegetais, eles são ótimos, certo? Nem sempre. Muitas vezes você vê na feira aqueles legumes, verduras e frutas parecerem mais bonitos para conseguir um preço melhor e, para isso, muitos usam agrotóxicos além da conta. Os resultados disso são: danos à saúde do trabalhador rural, que, em geral, aplica o produto sem proteção; danos à saúde do consumidor, que ingere vegetais contaminados; e dano ao meio ambiente, pela poluição do solo e das águas, que prejudica das minhocas aos peixes.

   E aí, o que fazer? Se você tiver algum receio na hora de fazer a feira, procure comprar os vegetais de produtores que você conheça para evitar consumir produtos contaminados. Outra opção é comprar produtos identificados na embalagem como orgânicos. Esta denominação é garantia de que não são produzidos com o uso de agrotóxicos. É melhor prevenir...(...)


(BELO, Mariana, Toxicologia Ambiental, Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca/ Fiocruz. Disponível em: http://chc.org.br/ mocinho-ou-vilao-2. Acesso em: 3 set. 2025. Texto adaptado).
Considere a leitura do texto “Mocinho ou vilão” e marque a alternativa correta sobre a sua temática principal:
Alternativas
Q3740334 Português
Imagine que você é um estudante e está conversando com um amigo sobre a importância da escola. Seu amigo pergunta: "Por que precisamos ir à escola? Não podemos aprender tudo em casa?" Com certeza esse seu amigo não percebe a importância da escola como uma instituição social que vai além da transmissão de conhecimentos acadêmicos, e que tem um papel fundamental na formação de cidadãos responsáveis e críticos. A Escola tem sim uma grande função social.
A partir do contexto descrito no enunciado desta questão, marque a única alternativa correta: 
Alternativas
Q3740330 Português
A literatura infantil é o conjunto de obras escritas ou adaptadas especificamente para crianças. Ela desempenha um papel essencial no desenvolvimento das crianças, oferecendo não apenas entretenimento como também lições importantes sobre o mundo, valores e comportamentos. Desde as fábulas e contos de fadas até as histórias de aventura e fantasia, os livros infantis estimulam a imaginação e auxiliam na formação da personalidade das crianças. Sobre a literatura infantil pode-se destacar:


I. A literatura infantil é essencial para o desenvolvimento das crianças, oferecendo não apenas entretenimento como também lições sobre valores e comportamentos.

II. Seus principais objetivos incluem o entretenimento, educação, desenvolvimento emocional, estímulo à imaginação e construção do senso crítico.

III. Os gêneros da literatura infantil abrangem fábulas, contos de fadas, contos de mistério, lendas, poesia, fantasia, histórias de aventura, histórias de animais e biografias adaptadas.

IV. Lobato é o pai da literatura infantil brasileira, enquanto autoras como Ruth Rocha, Ana Maria Machado e Lygia Bojunga contribuíram com obras que marcaram o gênero no Brasil.


Marque a alternativa correta:
Alternativas
Q3740325 Português
Imagine que você está planejando uma viagem para um lugar desconhecido. Você precisa de um mapa para saber como chegar lá. A escola é como um mapa que nos ajuda a navegar pelo mundo e a alcançar nossos objetivos. Essa ideia visa destacar a importância da escola como um lugar de aprendizado e desenvolvimento, e como ela pode nos ajudar a alcançar nossos objetivos e a ter sucesso no futuro.
A parir deste contexto, marque a única alternativa correta:
Alternativas
Respostas
9641: A
9642: E
9643: B
9644: C
9645: B
9646: E
9647: B
9648: B
9649: C
9650: B
9651: D
9652: A
9653: D
9654: B
9655: E
9656: C
9657: A
9658: C
9659: C
9660: B