Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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I. Provocar reflexão sobre o verdadeiro sentido do ato de ler.
II. Insinuar que a leitura ocorre apenas com o domínio da escrita.
III. Introduzir a ideia de que ler não se limita a decodificar.
IV. Reforçar a ideia de que ler se restringe ao livro.
I. O foco narrativo em primeira pessoa filtra acontecimentos pelo olhar do narrador-personagem, permitindo ironia e parcialidade na leitura do fato narrado.
II. O tempo narrativo pode apresentar anacronias, como flashback, organizando a ordem do relato de forma diferente da ordem dos acontecimentos.
III. O espaço contribui para clima e sentido, dialogando com ações e conflitos das personagens e reforçando o efeito de leitura construído no enredo.
IV. O enredo reduz-se a descrição de cenário, e a construção de personagem depende de adjetivos explícitos do narrador como estratégia central.
V. A crônica caracteriza-se por trama complexa e múltiplos núcleos de ação, com desfecho surpreendente como regra no fechamento do texto.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
I. Um roteiro de escrita delimita objetivo comunicativo, público e ordem de tópicos, servindo como guia flexível durante a textualização.
II. Um parágrafo bem estruturado dispensa tópico frasal, pois a coesão garante-se pela repetição de palavras-chave.
III. Um esquema pode organizar argumentos em blocos, articulando relações de causa, exemplificação e contraposição antes da redação final.
IV. A progressão temática em parágrafos envolve retomar informação conhecida e agregar informação nova, evitando saltos abruptos entre ideias.
V. Planejamento de texto reduz-se a escolher título e tamanho, mantendo a mesma sequência de ideias em qualquer gênero.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
I. A notícia costuma apresentar tese do veículo e defender uma posição institucional sobre o fato narrado.
II. A reportagem aprofunda um tema, amplia contexto e mobiliza múltiplas fontes, com maior extensão e recorte investigativo.
III. O editorial caracteriza-se por assinatura individual e por relato de experiência pessoal como eixo central de persuasão.
IV. A carta de leitor tem formato administrativo, com vocabulário jurídico, e circula principalmente em processos internos de órgãos públicos.
V. O artigo de opinião apresenta ponto de vista autoral, com tese, argumentos e identificação do autor em espaço de debate público.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
I. A paródia mantém o núcleo de sentido do texto-fonte e altera principalmente o grau de formalidade, buscando reescrever com linguagem mais neutra.
II. A paráfrase retoma um enunciado preservando o núcleo de sentido, com mudanças de formulação e ajustes ao novo contexto de circulação.
III. A paródia retoma um texto para produzir deslocamento de sentido, gerando efeito crítico ou humorístico por inversão, exagero ou contraste.
IV. A interdiscursividade envolve diálogo entre formações discursivas, acionando modos de dizer de diferentes esferas, ainda que haja ausência de referência a uma obra específica.
V. A intertextualidade depende de citação literal e de referência explícita ao autor do texto-fonte.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A Geração Z superou a obsessão dos millennials pela extrema magreza, mas agora tem seu próprio problema: medo de envelhecer.
Setenta e nove por cento dos jovens já usam produtos antienvelhecimento, apesar de não precisarem deles. Esse comportamento tem sido explorado tanto pelos algoritmos das redes sociais quanto pela indústria cosmética.
Se há algo que podemos agradecer à Geração Z é ter dado uma reviravolta no discurso do body positive para fazer com que criticar o peso alheio se tornasse um tabu. A obsessão por tamanhos pequenos, que durante os anos 2000 virou um grave problema de saúde em todo o mundo graças ao impulso dos millennials, desapareceu quase por completo do nosso dia a dia. Lamentavelmente, os jovens da Gen Z preencheram esse vazio com uma nova obsessão.
Obcecados pela gerontofobia, o medo de envelhecer, a Geração Z impulsionou uma obsessão pelo cuidado da pele que, ainda mais reforçada pelos filtros das redes sociais, acabou desaguando no que especialistas passaram a chamar de cosmitorexia. Diferentemente dos transtornos de comportamento alimentar do passado, a mudança levou esses jovens a comprar e consumir produtos cosméticos de forma compulsiva.
Não ajuda que os algoritmos das redes sociais tenham visto uma verdadeira mina de ouro nas rotinas de beleza com dezenas de potinhos coloridos cheios de cremes e séruns. Tampouco ajuda que, sob esse mesmo discurso, a indústria cosmética esteja impulsionando o termo " prejuvenation " para vender a ideia de que precisamos cuidar de rugas e imperfeições muito antes de elas aparecerem.
No pior dos casos, o fenômeno deu origem ao que ficou conhecido como Sephora Kids, uma legião de jovens e pré-adolescentes que utilizam cosméticos antienvelhecimento de um jeito claramente insalubre. Estudos como o da Yale Medicine alertam que o uso de certos ingredientes, como retinol ou vitamina C, em peles ainda em desenvolvimento, longe de evitar que pareçam envelhecidas no futuro, na verdade, pode acelerar o processo.
São mencionados produtos de renovação celular que, embora possam auxiliar adultos a conferir à pele uma aparência menos envelhecida, podem, quando utilizados por pessoas jovens e em altas concentrações, provocar queimaduras, dermatites e eczemas crônicos, em razão da maior facilidade de absorção decorrente da menor espessura da pele.
O fato de 79% dos jovens entre 7 e 17 anos terem recorrido a esse tipo de produto depois de vê-lo nas mãos do influenciador da moda só evidencia que transformar a pureza da pele em um símbolo de status social está longe de ser um comportamento saudável nessas idades. Isso é ainda mais preocupante, considerando que as impurezas, rugas e pelos permanecerão.
https://www.xataka.com.br/ciencia/a-geracao-z-superou-a-obsessao-dos-millennials-pela-extrema-magreza-agora-tem-seu-proprio-problema-medo-envelhecer-adaptado
"São mencionados produtos de renovação celular que, embora possam auxiliar adultos a conferir à pele uma aparência menos envelhecida, podem, quando utilizados por pessoas jovens e em altas concentrações, provocar queimaduras, dermatites e eczemas crônicos, em razão da maior facilidade de absorção decorrente da menor espessura da pele."
Considerando os mecanismos de coesão e coerência empregados no trecho, julgue as afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F).
I. O conectivo 'embora' introduz uma relação de concessão, estabelecendo contraste entre o benefício dos produtos para adultos e os possíveis efeitos nocivos quando utilizados por pessoas jovens, podendo ser substituído por 'porquanto', sem prejuízo do sentido essencial do enunciado.
II. Em '...quando utilizados por pessoas jovens e em altas concentrações' estabelece uma relação de condição e restringe a ocorrência dos efeitos nocivos, contribuindo para a progressão coerente do enunciado.
III. O pronome relativo 'que' retoma exclusivamente 'produtos de renovação celular', sendo responsável por introduzir uma oração explicativa que não interfere na delimitação do referente.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A Geração Z superou a obsessão dos millennials pela extrema magreza, mas agora tem seu próprio problema: medo de envelhecer.
Setenta e nove por cento dos jovens já usam produtos antienvelhecimento, apesar de não precisarem deles. Esse comportamento tem sido explorado tanto pelos algoritmos das redes sociais quanto pela indústria cosmética.
Se há algo que podemos agradecer à Geração Z é ter dado uma reviravolta no discurso do body positive para fazer com que criticar o peso alheio se tornasse um tabu. A obsessão por tamanhos pequenos, que durante os anos 2000 virou um grave problema de saúde em todo o mundo graças ao impulso dos millennials, desapareceu quase por completo do nosso dia a dia. Lamentavelmente, os jovens da Gen Z preencheram esse vazio com uma nova obsessão.
Obcecados pela gerontofobia, o medo de envelhecer, a Geração Z impulsionou uma obsessão pelo cuidado da pele que, ainda mais reforçada pelos filtros das redes sociais, acabou desaguando no que especialistas passaram a chamar de cosmitorexia. Diferentemente dos transtornos de comportamento alimentar do passado, a mudança levou esses jovens a comprar e consumir produtos cosméticos de forma compulsiva.
Não ajuda que os algoritmos das redes sociais tenham visto uma verdadeira mina de ouro nas rotinas de beleza com dezenas de potinhos coloridos cheios de cremes e séruns. Tampouco ajuda que, sob esse mesmo discurso, a indústria cosmética esteja impulsionando o termo " prejuvenation " para vender a ideia de que precisamos cuidar de rugas e imperfeições muito antes de elas aparecerem.
No pior dos casos, o fenômeno deu origem ao que ficou conhecido como Sephora Kids, uma legião de jovens e pré-adolescentes que utilizam cosméticos antienvelhecimento de um jeito claramente insalubre. Estudos como o da Yale Medicine alertam que o uso de certos ingredientes, como retinol ou vitamina C, em peles ainda em desenvolvimento, longe de evitar que pareçam envelhecidas no futuro, na verdade, pode acelerar o processo.
São mencionados produtos de renovação celular que, embora possam auxiliar adultos a conferir à pele uma aparência menos envelhecida, podem, quando utilizados por pessoas jovens e em altas concentrações, provocar queimaduras, dermatites e eczemas crônicos, em razão da maior facilidade de absorção decorrente da menor espessura da pele.
O fato de 79% dos jovens entre 7 e 17 anos terem recorrido a esse tipo de produto depois de vê-lo nas mãos do influenciador da moda só evidencia que transformar a pureza da pele em um símbolo de status social está longe de ser um comportamento saudável nessas idades. Isso é ainda mais preocupante, considerando que as impurezas, rugas e pelos permanecerão.
https://www.xataka.com.br/ciencia/a-geracao-z-superou-a-obsessao-dos-millennials-pela-extrema-magreza-agora-tem-seu-proprio-problema-medo-envelhecer-adaptado
Com base no texto, que aborda os hábitos da Geração Z relacionados ao cuidado com a pele e à preocupação com o envelhecimento, julgue as afirmativas a seguir:
I. O medo de envelhecer da Geração Z substituiu a obsessão pela magreza dos millennials, mas gerou outro tipo de comportamento compulsivo.
II. Antes da Geração Z, era socialmente aceitável fazer comentários sobre o corpo das pessoas, especialmente sobre o peso.
III. A indústria cosmética cria demanda a partir de medos artificiais sobre envelhecimento precoce, fazendo com que jovens e adultos acreditem que devem usar produtos antes de precisarem.
IV. Existe uma nova forma de pressão estética sobre crianças e adolescentes, semelhante à pressão que antes afetava apenas adultos.
V. A obsessão por uma pele perfeita entre adolescentes pode aumentar a ansiedade e a insatisfação corporal, mesmo sem relação direta com transtornos alimentares.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
Ao receber a solicitação, o servidor verificou que o pedido era pertinente e que sua análise deveria ser feita com prioridade.
No contexto da frase, a palavra pertinente significa:
Em ambientes de trabalho, a comunicação eficiente não depende apenas de falar corretamente, mas também de compreender o que o outro diz, o contexto em que diz e a finalidade da mensagem. Uma orientação mal interpretada pode gerar retrabalho, atrasos e falhas evitáveis. Por isso, ler com atenção não é atitude passiva, mas prática indispensável para a boa execução das tarefas.
Com base no texto, assinale a alternativa correta.