Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Ano: 2025 Banca: EDUCA Órgão: Prefeitura de Brejo do Cruz - PB Provas: EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Agente Fiscal de Tributos | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Ginecologista e Obstetra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Psicopedagogo | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Terapeuta Ocupacional | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Fonoaudiólogo | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Psiquiatra CAPS | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Urologista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Neuropsicopedagogo | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Veterinário | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Nutricionista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Odontólogo Bucomaxilofacial | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Odontólogo Periodondista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Supervisor Pedagógico – Classe C | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Odontólogo | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Música | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Psiquiatra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Cardiologista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Clínico Plantonista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Geriatra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe A – Anos Iniciais | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe A – Educação Infantil | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Arte | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Ciências | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Educação Física | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Inglês | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Matemática | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Arquiteto | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Assistente Social | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Biomédico | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Contador | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Enfermeiro CAPS | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Enfermeiro Obstetra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Enfermeiro Plantonista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Enfermeiro PSF | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Engenheiro Ambiental | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Engenheiro Civil | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Fisioterapeuta | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Otorrinolaringologista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Pediatra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Traumatologista e Ortopedista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Ultrassonografista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Unidade Básica de Saúde | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Farmacêutico | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Português | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Profissional de Educação Física | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Psicólogo |
Q3744643 Português

TEXTO 3


Conheço inúmeras pessoas que mentem, inventando origens fidalgas. Para falar a verdade, mente-se por qualquer motivo: as pessoas ficam com vergonha quando estão doentes e dizem que estão ótimas; comentam que a amiga está bem vestida, quando acham um horror; elogiam alguém que emagreceu, para comentar nas costas que continua gordíssima. Eu mesmo minto: digo que vou viajar para fugir de um almoço; reclamo que não me sinto bem e fujo de um compromisso; finjo para mim mesmo que no próximo mês começo um regime e perderei a barriga. Faço promessas para depois da novela. Para um amigo, prometo visitá-lo em Los Angeles. Outro em San Francisco. Marquei uma viagem à Rússia com um grupo, só falta “definir a data”. Ao meu editor, digo que escreverei um livro. Combino de montar um grupo de cozinha gourmet. E deixo tudo para depois, quem sabe? Ultimamente, tento parar com isso. Se me convidam, digo que não posso. Se vou a uma peça de teatro e não gosto, digo isso mesmo, que não gostei. Sempre dá errado, a pessoa preferia uma mentira. A franqueza, descobri, é muito malvista. Até considerada falta de educação.


Fonte: CARRASCO, Walcyr. Época. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-blogs/walcyr-carrasco/.

O pronome “isso”, em “tento parar com isso”, retoma:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: EDUCA Órgão: Prefeitura de Brejo do Cruz - PB Provas: EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Agente Fiscal de Tributos | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Ginecologista e Obstetra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Psicopedagogo | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Terapeuta Ocupacional | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Fonoaudiólogo | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Psiquiatra CAPS | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Urologista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Neuropsicopedagogo | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Veterinário | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Nutricionista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Odontólogo Bucomaxilofacial | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Odontólogo Periodondista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Supervisor Pedagógico – Classe C | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Odontólogo | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Música | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Psiquiatra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Cardiologista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Clínico Plantonista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Geriatra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe A – Anos Iniciais | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe A – Educação Infantil | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Arte | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Ciências | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Educação Física | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Inglês | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Matemática | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Arquiteto | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Assistente Social | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Biomédico | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Contador | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Enfermeiro CAPS | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Enfermeiro Obstetra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Enfermeiro Plantonista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Enfermeiro PSF | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Engenheiro Ambiental | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Engenheiro Civil | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Fisioterapeuta | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Otorrinolaringologista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Pediatra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Traumatologista e Ortopedista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Ultrassonografista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Unidade Básica de Saúde | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Farmacêutico | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Português | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Profissional de Educação Física | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Psicólogo |
Q3744642 Português

TEXTO 3


Conheço inúmeras pessoas que mentem, inventando origens fidalgas. Para falar a verdade, mente-se por qualquer motivo: as pessoas ficam com vergonha quando estão doentes e dizem que estão ótimas; comentam que a amiga está bem vestida, quando acham um horror; elogiam alguém que emagreceu, para comentar nas costas que continua gordíssima. Eu mesmo minto: digo que vou viajar para fugir de um almoço; reclamo que não me sinto bem e fujo de um compromisso; finjo para mim mesmo que no próximo mês começo um regime e perderei a barriga. Faço promessas para depois da novela. Para um amigo, prometo visitá-lo em Los Angeles. Outro em San Francisco. Marquei uma viagem à Rússia com um grupo, só falta “definir a data”. Ao meu editor, digo que escreverei um livro. Combino de montar um grupo de cozinha gourmet. E deixo tudo para depois, quem sabe? Ultimamente, tento parar com isso. Se me convidam, digo que não posso. Se vou a uma peça de teatro e não gosto, digo isso mesmo, que não gostei. Sempre dá errado, a pessoa preferia uma mentira. A franqueza, descobri, é muito malvista. Até considerada falta de educação.


Fonte: CARRASCO, Walcyr. Época. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-blogs/walcyr-carrasco/.

O texto apresenta marcas típicas:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: EDUCA Órgão: Prefeitura de Brejo do Cruz - PB Provas: EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Agente Fiscal de Tributos | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Ginecologista e Obstetra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Psicopedagogo | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Terapeuta Ocupacional | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Fonoaudiólogo | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Psiquiatra CAPS | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Urologista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Neuropsicopedagogo | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Veterinário | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Nutricionista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Odontólogo Bucomaxilofacial | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Odontólogo Periodondista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Supervisor Pedagógico – Classe C | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Odontólogo | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Música | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Psiquiatra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Cardiologista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Clínico Plantonista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Geriatra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe A – Anos Iniciais | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe A – Educação Infantil | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Arte | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Ciências | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Educação Física | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Inglês | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Matemática | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Arquiteto | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Assistente Social | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Biomédico | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Contador | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Enfermeiro CAPS | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Enfermeiro Obstetra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Enfermeiro Plantonista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Enfermeiro PSF | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Engenheiro Ambiental | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Engenheiro Civil | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Fisioterapeuta | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Otorrinolaringologista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Pediatra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Traumatologista e Ortopedista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Ultrassonografista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Unidade Básica de Saúde | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Farmacêutico | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Português | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Profissional de Educação Física | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Psicólogo |
Q3744641 Português
TEXTO 2

Navegar é preciso

Fernando Pessoa

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
“Navegar é preciso; viver não é preciso”.
Quero para mim o espírito [d]esta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:
Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.
Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.

PESSOA, Fernando. Obra poética. Organização de Maria Aliete
Galhoz. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2004.

No trecho “o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade”, o eu-lírico manifesta:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: EDUCA Órgão: Prefeitura de Brejo do Cruz - PB Provas: EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Agente Fiscal de Tributos | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Ginecologista e Obstetra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Psicopedagogo | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Terapeuta Ocupacional | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Fonoaudiólogo | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Psiquiatra CAPS | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Urologista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Neuropsicopedagogo | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Veterinário | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Nutricionista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Odontólogo Bucomaxilofacial | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Odontólogo Periodondista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Supervisor Pedagógico – Classe C | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Odontólogo | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Música | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Psiquiatra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Cardiologista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Clínico Plantonista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Geriatra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe A – Anos Iniciais | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe A – Educação Infantil | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Arte | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Ciências | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Educação Física | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Inglês | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Matemática | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Arquiteto | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Assistente Social | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Biomédico | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Contador | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Enfermeiro CAPS | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Enfermeiro Obstetra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Enfermeiro Plantonista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Enfermeiro PSF | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Engenheiro Ambiental | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Engenheiro Civil | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Fisioterapeuta | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Otorrinolaringologista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Pediatra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Traumatologista e Ortopedista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Ultrassonografista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Unidade Básica de Saúde | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Farmacêutico | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Português | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Profissional de Educação Física | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Psicólogo |
Q3744639 Português
TEXTO 2

Navegar é preciso

Fernando Pessoa

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
“Navegar é preciso; viver não é preciso”.
Quero para mim o espírito [d]esta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:
Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.
Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.

PESSOA, Fernando. Obra poética. Organização de Maria Aliete
Galhoz. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2004.

A expressão “minha alma a lenha desse fogo” representa:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: EDUCA Órgão: Prefeitura de Brejo do Cruz - PB Provas: EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Agente Fiscal de Tributos | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Ginecologista e Obstetra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Psicopedagogo | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Terapeuta Ocupacional | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Fonoaudiólogo | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Psiquiatra CAPS | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Urologista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Neuropsicopedagogo | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Veterinário | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Nutricionista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Odontólogo Bucomaxilofacial | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Odontólogo Periodondista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Supervisor Pedagógico – Classe C | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Odontólogo | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Música | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Psiquiatra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Cardiologista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Clínico Plantonista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Geriatra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe A – Anos Iniciais | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe A – Educação Infantil | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Arte | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Ciências | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Educação Física | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Inglês | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Matemática | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Arquiteto | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Assistente Social | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Biomédico | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Contador | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Enfermeiro CAPS | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Enfermeiro Obstetra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Enfermeiro Plantonista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Enfermeiro PSF | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Engenheiro Ambiental | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Engenheiro Civil | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Fisioterapeuta | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Otorrinolaringologista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Pediatra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Traumatologista e Ortopedista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Ultrassonografista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Unidade Básica de Saúde | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Farmacêutico | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Português | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Profissional de Educação Física | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Psicólogo |
Q3744638 Português
TEXTO 2

Navegar é preciso

Fernando Pessoa

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
“Navegar é preciso; viver não é preciso”.
Quero para mim o espírito [d]esta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:
Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.
Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.

PESSOA, Fernando. Obra poética. Organização de Maria Aliete
Galhoz. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2004.

No verso “Navegar é preciso; viver não é preciso” o eu-lírico manifesta que: 
Alternativas
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Q3744637 Português
TEXTO 2

Navegar é preciso

Fernando Pessoa

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
“Navegar é preciso; viver não é preciso”.
Quero para mim o espírito [d]esta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:
Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.
Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.

PESSOA, Fernando. Obra poética. Organização de Maria Aliete
Galhoz. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2004.

O verso “Viver não é necessário; o que é necessário é criar” reconfigura o sentido de “preciso” no enunciado original, deslocando-o de uma ideia de: 
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Q3744635 Português
TEXTO1


Pesquisa com animais identifica atividade do cérebro associada à resistência ao estresse

Estudos com ratos mostram que há uma neurofisiologia complexa por trás de processos associados à resiliência e à vulnerabilidade ao estresse


Um estudo realizado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e publicado no The Journal of Neuroscience investigou as atividades neurais envolvidas no processamento de controle sobre o estresse. O trabalho foi conduzido pelo pesquisador Danilo Benette Marques, sob orientação dos professores João Pereira Leite e Rafael Naime Ruggiero, em colaboração com Matheus Teixeira Rossignoli e Lêzio Soares Bueno-Júnior.
Os pesquisadores realizaram um experimento em ratos em que um grupo de animais recebia choques moderados nas patas, dos quais podiam escapar se pulassem por cima de um pequeno muro. De maneira equivalente, outro grupo de animais recebia as mesmas quantidades, intensidades e durações de choques, porém de forma inescapável.
E, por fim, outro grupo de sujeitos não recebia choques. Enquanto isso, os cientistas registraram a atividade elétrica do hipocampo e do córtex pré-frontal, duas regiões do cérebro que já haviam sido amplamente associadas aos efeitos do estresse e da depressão por estudos anteriores.


JORNAL DA USP. Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/pesquisa-com-animais-identificaatividade-do-cerebro-associada-a-resistencia-ao-estresse/



Quanto ao gênero, o texto 1 se classifica como:
Alternativas
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Q3744634 Português
TEXTO1


Pesquisa com animais identifica atividade do cérebro associada à resistência ao estresse

Estudos com ratos mostram que há uma neurofisiologia complexa por trás de processos associados à resiliência e à vulnerabilidade ao estresse


Um estudo realizado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e publicado no The Journal of Neuroscience investigou as atividades neurais envolvidas no processamento de controle sobre o estresse. O trabalho foi conduzido pelo pesquisador Danilo Benette Marques, sob orientação dos professores João Pereira Leite e Rafael Naime Ruggiero, em colaboração com Matheus Teixeira Rossignoli e Lêzio Soares Bueno-Júnior.
Os pesquisadores realizaram um experimento em ratos em que um grupo de animais recebia choques moderados nas patas, dos quais podiam escapar se pulassem por cima de um pequeno muro. De maneira equivalente, outro grupo de animais recebia as mesmas quantidades, intensidades e durações de choques, porém de forma inescapável.
E, por fim, outro grupo de sujeitos não recebia choques. Enquanto isso, os cientistas registraram a atividade elétrica do hipocampo e do córtex pré-frontal, duas regiões do cérebro que já haviam sido amplamente associadas aos efeitos do estresse e da depressão por estudos anteriores.


JORNAL DA USP. Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/pesquisa-com-animais-identificaatividade-do-cerebro-associada-a-resistencia-ao-estresse/



No trecho “E, por fim, outro grupo de sujeitos não recebia choques”, a expressão em destaque desempenha a função de:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: EDUCA Órgão: Prefeitura de Brejo do Cruz - PB Provas: EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Agente Fiscal de Tributos | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Ginecologista e Obstetra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Psicopedagogo | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Terapeuta Ocupacional | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Fonoaudiólogo | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Psiquiatra CAPS | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Urologista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Neuropsicopedagogo | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Veterinário | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Nutricionista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Odontólogo Bucomaxilofacial | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Odontólogo Periodondista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Supervisor Pedagógico – Classe C | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Odontólogo | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Música | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Psiquiatra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Cardiologista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Clínico Plantonista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Geriatra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe A – Anos Iniciais | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe A – Educação Infantil | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Arte | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Ciências | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Educação Física | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Inglês | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Matemática | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Arquiteto | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Assistente Social | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Biomédico | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Contador | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Enfermeiro CAPS | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Enfermeiro Obstetra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Enfermeiro Plantonista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Enfermeiro PSF | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Engenheiro Ambiental | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Engenheiro Civil | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Fisioterapeuta | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Otorrinolaringologista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Pediatra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Traumatologista e Ortopedista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Ultrassonografista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Unidade Básica de Saúde | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Farmacêutico | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Português | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Profissional de Educação Física | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Psicólogo |
Q3744633 Português
TEXTO1


Pesquisa com animais identifica atividade do cérebro associada à resistência ao estresse

Estudos com ratos mostram que há uma neurofisiologia complexa por trás de processos associados à resiliência e à vulnerabilidade ao estresse


Um estudo realizado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e publicado no The Journal of Neuroscience investigou as atividades neurais envolvidas no processamento de controle sobre o estresse. O trabalho foi conduzido pelo pesquisador Danilo Benette Marques, sob orientação dos professores João Pereira Leite e Rafael Naime Ruggiero, em colaboração com Matheus Teixeira Rossignoli e Lêzio Soares Bueno-Júnior.
Os pesquisadores realizaram um experimento em ratos em que um grupo de animais recebia choques moderados nas patas, dos quais podiam escapar se pulassem por cima de um pequeno muro. De maneira equivalente, outro grupo de animais recebia as mesmas quantidades, intensidades e durações de choques, porém de forma inescapável.
E, por fim, outro grupo de sujeitos não recebia choques. Enquanto isso, os cientistas registraram a atividade elétrica do hipocampo e do córtex pré-frontal, duas regiões do cérebro que já haviam sido amplamente associadas aos efeitos do estresse e da depressão por estudos anteriores.


JORNAL DA USP. Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/pesquisa-com-animais-identificaatividade-do-cerebro-associada-a-resistencia-ao-estresse/



Sobre o objetivo principal do estudo descrito no texto, pode-se inferir que os pesquisadores buscavam:
Alternativas
Q3744597 Português
    Homens adoecem mais e vivem menos do que as mulheres em quase todos os países, segundo uma revisão global da Universidade do Sul da Dinamarca.

    A pesquisa analisou marcadores de gênero em saúde em mais de 200 países, focando em hipertensão, diabetes e HIV/Aids. Os resultados mostram que homens têm taxas mais altas dessas doenças, morrem mais cedo por causa delas e procuram menos o sistema de saúde, tanto para diagnóstico quanto para tratamento.

    O estudo aponta fatores sociais e culturais como principais explicações para esse padrão. As normas de gênero, os comportamentos de risco e a associação entre doença e fragilidade ajudam a afastar os homens do cuidado com a saúde. Eles costumam fumar mais, negligenciar prevenção e minimizar sintomas.

    "Historicamente, o estereótipo do 'ser homem', associado a fatores sociais, culturais, políticos e econômicos, causa impactos negativos na saúde do homem", diz o médico de família e comunidade Wilands Patrício Procópio Gomes, do Einstein Hospital Israelita. Entre os exemplos destacados por Gomes, estão a ideia de que estar doente é sinônimo de fragilidade e a falta de conhecimento sobre o próprio corpo e os eventuais sintomas, além do medo de diagnósticos.

    No Brasil, dados do IBGE refletem esse cenário. Em 2023, a expectativa de vida masculina era de 73,1 anos, contra 79,7 anos das mulheres, uma diferença de quase sete anos. Os homens também fazem menos consultas de rotina e são mais resistentes a exames preventivos e a tratamentos contínuos. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, 82,3% das mulheres haviam ido ao médico no ano anterior, contra 69,4% dos homens.


Fonte: Revista Planeta. Adaptado.
Em "Eles costumam fumar mais, negligenciar a prevenção e minimizar sintomas", a palavra sublinhada pode ser substituída, sem alteração de sentido, por:
Alternativas
Q3744596 Português
    Homens adoecem mais e vivem menos do que as mulheres em quase todos os países, segundo uma revisão global da Universidade do Sul da Dinamarca.

    A pesquisa analisou marcadores de gênero em saúde em mais de 200 países, focando em hipertensão, diabetes e HIV/Aids. Os resultados mostram que homens têm taxas mais altas dessas doenças, morrem mais cedo por causa delas e procuram menos o sistema de saúde, tanto para diagnóstico quanto para tratamento.

    O estudo aponta fatores sociais e culturais como principais explicações para esse padrão. As normas de gênero, os comportamentos de risco e a associação entre doença e fragilidade ajudam a afastar os homens do cuidado com a saúde. Eles costumam fumar mais, negligenciar prevenção e minimizar sintomas.

    "Historicamente, o estereótipo do 'ser homem', associado a fatores sociais, culturais, políticos e econômicos, causa impactos negativos na saúde do homem", diz o médico de família e comunidade Wilands Patrício Procópio Gomes, do Einstein Hospital Israelita. Entre os exemplos destacados por Gomes, estão a ideia de que estar doente é sinônimo de fragilidade e a falta de conhecimento sobre o próprio corpo e os eventuais sintomas, além do medo de diagnósticos.

    No Brasil, dados do IBGE refletem esse cenário. Em 2023, a expectativa de vida masculina era de 73,1 anos, contra 79,7 anos das mulheres, uma diferença de quase sete anos. Os homens também fazem menos consultas de rotina e são mais resistentes a exames preventivos e a tratamentos contínuos. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, 82,3% das mulheres haviam ido ao médico no ano anterior, contra 69,4% dos homens.


Fonte: Revista Planeta. Adaptado.
No trecho "Os homens também fazem menos consultas de rotina e são mais resistentes a exames preventivos e a tratamentos contínuos", o termo sublinhado foi utilizado para indicar que os homens:
Alternativas
Q3744595 Português
    Homens adoecem mais e vivem menos do que as mulheres em quase todos os países, segundo uma revisão global da Universidade do Sul da Dinamarca.

    A pesquisa analisou marcadores de gênero em saúde em mais de 200 países, focando em hipertensão, diabetes e HIV/Aids. Os resultados mostram que homens têm taxas mais altas dessas doenças, morrem mais cedo por causa delas e procuram menos o sistema de saúde, tanto para diagnóstico quanto para tratamento.

    O estudo aponta fatores sociais e culturais como principais explicações para esse padrão. As normas de gênero, os comportamentos de risco e a associação entre doença e fragilidade ajudam a afastar os homens do cuidado com a saúde. Eles costumam fumar mais, negligenciar prevenção e minimizar sintomas.

    "Historicamente, o estereótipo do 'ser homem', associado a fatores sociais, culturais, políticos e econômicos, causa impactos negativos na saúde do homem", diz o médico de família e comunidade Wilands Patrício Procópio Gomes, do Einstein Hospital Israelita. Entre os exemplos destacados por Gomes, estão a ideia de que estar doente é sinônimo de fragilidade e a falta de conhecimento sobre o próprio corpo e os eventuais sintomas, além do medo de diagnósticos.

    No Brasil, dados do IBGE refletem esse cenário. Em 2023, a expectativa de vida masculina era de 73,1 anos, contra 79,7 anos das mulheres, uma diferença de quase sete anos. Os homens também fazem menos consultas de rotina e são mais resistentes a exames preventivos e a tratamentos contínuos. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, 82,3% das mulheres haviam ido ao médico no ano anterior, contra 69,4% dos homens.


Fonte: Revista Planeta. Adaptado.
No segundo parágrafo do texto, a palavra "delas", sublinhada, faz referência a:
Alternativas
Q3744594 Português
    Homens adoecem mais e vivem menos do que as mulheres em quase todos os países, segundo uma revisão global da Universidade do Sul da Dinamarca.

    A pesquisa analisou marcadores de gênero em saúde em mais de 200 países, focando em hipertensão, diabetes e HIV/Aids. Os resultados mostram que homens têm taxas mais altas dessas doenças, morrem mais cedo por causa delas e procuram menos o sistema de saúde, tanto para diagnóstico quanto para tratamento.

    O estudo aponta fatores sociais e culturais como principais explicações para esse padrão. As normas de gênero, os comportamentos de risco e a associação entre doença e fragilidade ajudam a afastar os homens do cuidado com a saúde. Eles costumam fumar mais, negligenciar prevenção e minimizar sintomas.

    "Historicamente, o estereótipo do 'ser homem', associado a fatores sociais, culturais, políticos e econômicos, causa impactos negativos na saúde do homem", diz o médico de família e comunidade Wilands Patrício Procópio Gomes, do Einstein Hospital Israelita. Entre os exemplos destacados por Gomes, estão a ideia de que estar doente é sinônimo de fragilidade e a falta de conhecimento sobre o próprio corpo e os eventuais sintomas, além do medo de diagnósticos.

    No Brasil, dados do IBGE refletem esse cenário. Em 2023, a expectativa de vida masculina era de 73,1 anos, contra 79,7 anos das mulheres, uma diferença de quase sete anos. Os homens também fazem menos consultas de rotina e são mais resistentes a exames preventivos e a tratamentos contínuos. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, 82,3% das mulheres haviam ido ao médico no ano anterior, contra 69,4% dos homens.


Fonte: Revista Planeta. Adaptado.
O quarto parágrafo do texto inicia com aspas duplas, que foram utilizadas para:
Alternativas
Q3744593 Português
    Homens adoecem mais e vivem menos do que as mulheres em quase todos os países, segundo uma revisão global da Universidade do Sul da Dinamarca.

    A pesquisa analisou marcadores de gênero em saúde em mais de 200 países, focando em hipertensão, diabetes e HIV/Aids. Os resultados mostram que homens têm taxas mais altas dessas doenças, morrem mais cedo por causa delas e procuram menos o sistema de saúde, tanto para diagnóstico quanto para tratamento.

    O estudo aponta fatores sociais e culturais como principais explicações para esse padrão. As normas de gênero, os comportamentos de risco e a associação entre doença e fragilidade ajudam a afastar os homens do cuidado com a saúde. Eles costumam fumar mais, negligenciar prevenção e minimizar sintomas.

    "Historicamente, o estereótipo do 'ser homem', associado a fatores sociais, culturais, políticos e econômicos, causa impactos negativos na saúde do homem", diz o médico de família e comunidade Wilands Patrício Procópio Gomes, do Einstein Hospital Israelita. Entre os exemplos destacados por Gomes, estão a ideia de que estar doente é sinônimo de fragilidade e a falta de conhecimento sobre o próprio corpo e os eventuais sintomas, além do medo de diagnósticos.

    No Brasil, dados do IBGE refletem esse cenário. Em 2023, a expectativa de vida masculina era de 73,1 anos, contra 79,7 anos das mulheres, uma diferença de quase sete anos. Os homens também fazem menos consultas de rotina e são mais resistentes a exames preventivos e a tratamentos contínuos. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, 82,3% das mulheres haviam ido ao médico no ano anterior, contra 69,4% dos homens.


Fonte: Revista Planeta. Adaptado.
A partir das informações apresentadas no texto, dentre os seguintes, assinalar o comportamento mais comum entre os homens.
Alternativas
Q3744592 Português
    Homens adoecem mais e vivem menos do que as mulheres em quase todos os países, segundo uma revisão global da Universidade do Sul da Dinamarca.

    A pesquisa analisou marcadores de gênero em saúde em mais de 200 países, focando em hipertensão, diabetes e HIV/Aids. Os resultados mostram que homens têm taxas mais altas dessas doenças, morrem mais cedo por causa delas e procuram menos o sistema de saúde, tanto para diagnóstico quanto para tratamento.

    O estudo aponta fatores sociais e culturais como principais explicações para esse padrão. As normas de gênero, os comportamentos de risco e a associação entre doença e fragilidade ajudam a afastar os homens do cuidado com a saúde. Eles costumam fumar mais, negligenciar prevenção e minimizar sintomas.

    "Historicamente, o estereótipo do 'ser homem', associado a fatores sociais, culturais, políticos e econômicos, causa impactos negativos na saúde do homem", diz o médico de família e comunidade Wilands Patrício Procópio Gomes, do Einstein Hospital Israelita. Entre os exemplos destacados por Gomes, estão a ideia de que estar doente é sinônimo de fragilidade e a falta de conhecimento sobre o próprio corpo e os eventuais sintomas, além do medo de diagnósticos.

    No Brasil, dados do IBGE refletem esse cenário. Em 2023, a expectativa de vida masculina era de 73,1 anos, contra 79,7 anos das mulheres, uma diferença de quase sete anos. Os homens também fazem menos consultas de rotina e são mais resistentes a exames preventivos e a tratamentos contínuos. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, 82,3% das mulheres haviam ido ao médico no ano anterior, contra 69,4% dos homens.


Fonte: Revista Planeta. Adaptado.
De acordo como texto, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

( ) Homens tendem a procurar menos consultas de rotina e exames preventivos do que as mulheres.
( ) O estudo apontou que fatores biológicos são os únicos responsáveis pela menor longevidade masculina.
( ) No Brasil, em 2023, a expectativa de vida dos homens era quase sete anos menor do que a das mulheres.
Alternativas
Q3744536 Português
Entre a tela e a realidade


Poderia ser só mais uma fanfic − mas essa é uma história real.

Cresci na época em que estavam se popularizando fóruns, blogs e redes sociais. Eu e minha melhor amiga, Carla, super fãs de literatura e de bandas, encontramos na internet várias comunidades de fãs que escreviam suas próprias histórias: as fanfics. Mergulhamos nesse mundo e, em meio a leituras e escritas, encontramos uma amizade inesperada: Isa.

Minha conexão com ela foi instantânea, e logo estávamos conversando todos os dias, dividindo segredos e sonhos, construindo uma amizade que transcendia as telas. Carla também era amiga dela, mas eu estava me inserindo ainda mais na vida de Isa.

Carla, com autoestima baixa, fingia ser outra pessoa nos grupos online. Enquanto minha amizade com Isa se tornava mais íntima, Carla se tornava a menina popular, mas insatisfeita e com ciúmes. Eu também sentia ciúme de Isa. As tensões aumentaram e a situação acabou explodindo.

Mergulhada em um universo de histórias fictícias, não percebi que minha vida estava se transformando em uma trama real. A amizade com Isa me cegou para a importância de Carla, minha melhor amiga desde os oito anos.

A ficção pode nos iludir, mas a realidade sempre nos traz de volta. Por sorte, eu e Carla nos perdoamos e seguimos em frente. Hoje escrevemos histórias originais, e Carla até publicou um romance na Amazon. Tenho muito orgulho da minha melhor amiga e não quero perdê-la nunca mais.



FERNANDES, Billie. Entre a tela e a realidade. In: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Livros Abertos USP: coletânea de textos literários contemporâneos. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2021. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 4 nov. 2025. 
No texto "Entre a tela e a realidade", a narradora relata experiências de amizade mediadas pela internet e reflete sobre o limite entre ficção e realidade. Considerando os elementos constitutivos da comunicação e as funções da linguagem predominantes, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3744449 Português
Texto: Escrever para quê?

Itamar Vieira Jr.


      Este deveria ser um texto sobre o poder da literatura de nos deslocar para o lugar do outro. Como leitor e autor compreendo que esse talvez seja um dos sentidos mais proeminentes da ficção.

     Deslocar-se para o lugar do outro expande nosso horizonte, por natureza limitado, e reestabelece entre nós o exercício da alteridade. Sendo assim, é provável que, em um mundo onde vige o altericídio, a incapacidade de coexistir com o diferente, a literatura nos devolva algo importante. Mas, às vezes, a ficção parece ser apenas um grito no vão da vida, sem qualquer utilidade ou função, como dizem os que sempre tiveram voz.

      Enquanto escrevia para esta coluna, recebi uma mensagem de uma amiga, professora, liderança da comunidade quilombola de Iúna, localizada na Chapada Diamantina. Uma mensagem que me comoveu, porque neste país a vida dos que foram historicamente subalternizados permanece em risco, desde o nosso passado colonial e escravista que continua a nos assombrar.

       Precisei interromper minhas intenções iniciais para escrever sobre o que importa, sobre o agora, sobre os ameaçados, já que quem escreve, penso, deve refletir sobre seu tempo.

      Na mensagem, ela me relatava que a casa onde vive tinha sido incendiada. Tinha perdido quase tudo, restando alguns poucos utensílios da cozinha. Para os que vivem na comunidade quilombola, o incêndio criminoso transmite uma mensagem importante: a vida dos que defendem justiça social para os vulneráveis da história continua em risco.

       A literatura se alimenta da capacidade de observarmos o mundo à nossa volta, de evocarmos a memória e de, também, imaginarmos vidas e histórias. Essa liderança — que não se sente segura nem mesmo para revelar seu nome — é uma das muitas pessoas que me ensinaram sobre nós mesmos, sobre a relação dos quilombolas com a terra, e que me fez conhecer o Brasil em sua diversidade e profundidade.

       Graças à sua delicada paciência e capacidade de ensinar e envolver seus aprendizes, aprendi sobre o jarê, sobre o sistema de morada que substituiu o sistema escravista em muitas regiões do país após a Abolição.

     Muitos não sabem, mas seu rosto e sua voz de liderança se fundem aos de Bibiana, personagem de “Torto Arado”, na livre adaptação teatral da premiada diretora Christiane Jatahy — “Depois do Silêncio” —, que já percorreu mais de dez países na Europa e continua a encontrar seu público narrando uma das faces do drama fundiário brasileiro. Mesmo tendo emprestado seu corpo para contar o Brasil, ela se encontra em risco.

      Enquanto eu escrevia o romance, a mesma comunidade viveu um dos eventos mais tristes de sua história quando seis trabalhadores rurais foram assassinados em circunstâncias nunca esclarecidas. Muitos precisaram se afastar temporariamente do território onde nasceram e cresceram, sem que o poder público fizesse o suficiente para protegê-los. 

       A literatura registrou nas páginas do livro o drama humano que nos assola de forma aviltante, mas certamente não é capaz de atos práticos para proteger os que precisam ser protegidos. É preciso que as autoridades compreendam os riscos e se antecipem às ameaças que têm ceifado vidas desde que o Brasil é Brasil.

      Se a literatura pode suscitar a empatia dos que leem, escrever sobre a realidade, sobre os que têm suas vidas ameaçadas, pode nos convocar à responsabilidade pelos que continuam marcados para morrer?

      Escrevo para tornar a vida dessa liderança responsabilidade de todos nós que nos importamos com o outro e defendemos um país mais justo para todos.


Adaptada de:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/itam
ar-vieira-junior/2024/02/escrever-para-
que.shtml 
A pergunta do título do texto evoca:
Alternativas
Q3744448 Português
Texto: Escrever para quê?

Itamar Vieira Jr.


      Este deveria ser um texto sobre o poder da literatura de nos deslocar para o lugar do outro. Como leitor e autor compreendo que esse talvez seja um dos sentidos mais proeminentes da ficção.

     Deslocar-se para o lugar do outro expande nosso horizonte, por natureza limitado, e reestabelece entre nós o exercício da alteridade. Sendo assim, é provável que, em um mundo onde vige o altericídio, a incapacidade de coexistir com o diferente, a literatura nos devolva algo importante. Mas, às vezes, a ficção parece ser apenas um grito no vão da vida, sem qualquer utilidade ou função, como dizem os que sempre tiveram voz.

      Enquanto escrevia para esta coluna, recebi uma mensagem de uma amiga, professora, liderança da comunidade quilombola de Iúna, localizada na Chapada Diamantina. Uma mensagem que me comoveu, porque neste país a vida dos que foram historicamente subalternizados permanece em risco, desde o nosso passado colonial e escravista que continua a nos assombrar.

       Precisei interromper minhas intenções iniciais para escrever sobre o que importa, sobre o agora, sobre os ameaçados, já que quem escreve, penso, deve refletir sobre seu tempo.

      Na mensagem, ela me relatava que a casa onde vive tinha sido incendiada. Tinha perdido quase tudo, restando alguns poucos utensílios da cozinha. Para os que vivem na comunidade quilombola, o incêndio criminoso transmite uma mensagem importante: a vida dos que defendem justiça social para os vulneráveis da história continua em risco.

       A literatura se alimenta da capacidade de observarmos o mundo à nossa volta, de evocarmos a memória e de, também, imaginarmos vidas e histórias. Essa liderança — que não se sente segura nem mesmo para revelar seu nome — é uma das muitas pessoas que me ensinaram sobre nós mesmos, sobre a relação dos quilombolas com a terra, e que me fez conhecer o Brasil em sua diversidade e profundidade.

       Graças à sua delicada paciência e capacidade de ensinar e envolver seus aprendizes, aprendi sobre o jarê, sobre o sistema de morada que substituiu o sistema escravista em muitas regiões do país após a Abolição.

     Muitos não sabem, mas seu rosto e sua voz de liderança se fundem aos de Bibiana, personagem de “Torto Arado”, na livre adaptação teatral da premiada diretora Christiane Jatahy — “Depois do Silêncio” —, que já percorreu mais de dez países na Europa e continua a encontrar seu público narrando uma das faces do drama fundiário brasileiro. Mesmo tendo emprestado seu corpo para contar o Brasil, ela se encontra em risco.

      Enquanto eu escrevia o romance, a mesma comunidade viveu um dos eventos mais tristes de sua história quando seis trabalhadores rurais foram assassinados em circunstâncias nunca esclarecidas. Muitos precisaram se afastar temporariamente do território onde nasceram e cresceram, sem que o poder público fizesse o suficiente para protegê-los. 

       A literatura registrou nas páginas do livro o drama humano que nos assola de forma aviltante, mas certamente não é capaz de atos práticos para proteger os que precisam ser protegidos. É preciso que as autoridades compreendam os riscos e se antecipem às ameaças que têm ceifado vidas desde que o Brasil é Brasil.

      Se a literatura pode suscitar a empatia dos que leem, escrever sobre a realidade, sobre os que têm suas vidas ameaçadas, pode nos convocar à responsabilidade pelos que continuam marcados para morrer?

      Escrevo para tornar a vida dessa liderança responsabilidade de todos nós que nos importamos com o outro e defendemos um país mais justo para todos.


Adaptada de:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/itam
ar-vieira-junior/2024/02/escrever-para-
que.shtml 
Na expressão É preciso que (10º parágrafo), o narrador evidencia um sentimento de: 
Alternativas
Q3744447 Português
Texto: Escrever para quê?

Itamar Vieira Jr.


      Este deveria ser um texto sobre o poder da literatura de nos deslocar para o lugar do outro. Como leitor e autor compreendo que esse talvez seja um dos sentidos mais proeminentes da ficção.

     Deslocar-se para o lugar do outro expande nosso horizonte, por natureza limitado, e reestabelece entre nós o exercício da alteridade. Sendo assim, é provável que, em um mundo onde vige o altericídio, a incapacidade de coexistir com o diferente, a literatura nos devolva algo importante. Mas, às vezes, a ficção parece ser apenas um grito no vão da vida, sem qualquer utilidade ou função, como dizem os que sempre tiveram voz.

      Enquanto escrevia para esta coluna, recebi uma mensagem de uma amiga, professora, liderança da comunidade quilombola de Iúna, localizada na Chapada Diamantina. Uma mensagem que me comoveu, porque neste país a vida dos que foram historicamente subalternizados permanece em risco, desde o nosso passado colonial e escravista que continua a nos assombrar.

       Precisei interromper minhas intenções iniciais para escrever sobre o que importa, sobre o agora, sobre os ameaçados, já que quem escreve, penso, deve refletir sobre seu tempo.

      Na mensagem, ela me relatava que a casa onde vive tinha sido incendiada. Tinha perdido quase tudo, restando alguns poucos utensílios da cozinha. Para os que vivem na comunidade quilombola, o incêndio criminoso transmite uma mensagem importante: a vida dos que defendem justiça social para os vulneráveis da história continua em risco.

       A literatura se alimenta da capacidade de observarmos o mundo à nossa volta, de evocarmos a memória e de, também, imaginarmos vidas e histórias. Essa liderança — que não se sente segura nem mesmo para revelar seu nome — é uma das muitas pessoas que me ensinaram sobre nós mesmos, sobre a relação dos quilombolas com a terra, e que me fez conhecer o Brasil em sua diversidade e profundidade.

       Graças à sua delicada paciência e capacidade de ensinar e envolver seus aprendizes, aprendi sobre o jarê, sobre o sistema de morada que substituiu o sistema escravista em muitas regiões do país após a Abolição.

     Muitos não sabem, mas seu rosto e sua voz de liderança se fundem aos de Bibiana, personagem de “Torto Arado”, na livre adaptação teatral da premiada diretora Christiane Jatahy — “Depois do Silêncio” —, que já percorreu mais de dez países na Europa e continua a encontrar seu público narrando uma das faces do drama fundiário brasileiro. Mesmo tendo emprestado seu corpo para contar o Brasil, ela se encontra em risco.

      Enquanto eu escrevia o romance, a mesma comunidade viveu um dos eventos mais tristes de sua história quando seis trabalhadores rurais foram assassinados em circunstâncias nunca esclarecidas. Muitos precisaram se afastar temporariamente do território onde nasceram e cresceram, sem que o poder público fizesse o suficiente para protegê-los. 

       A literatura registrou nas páginas do livro o drama humano que nos assola de forma aviltante, mas certamente não é capaz de atos práticos para proteger os que precisam ser protegidos. É preciso que as autoridades compreendam os riscos e se antecipem às ameaças que têm ceifado vidas desde que o Brasil é Brasil.

      Se a literatura pode suscitar a empatia dos que leem, escrever sobre a realidade, sobre os que têm suas vidas ameaçadas, pode nos convocar à responsabilidade pelos que continuam marcados para morrer?

      Escrevo para tornar a vida dessa liderança responsabilidade de todos nós que nos importamos com o outro e defendemos um país mais justo para todos.


Adaptada de:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/itam
ar-vieira-junior/2024/02/escrever-para-
que.shtml 
A partir da análise do texto, a expressão desde que o Brasil é Brasil estabelece uma circunstância de: 
Alternativas
Q3744446 Português
Texto: Escrever para quê?

Itamar Vieira Jr.


      Este deveria ser um texto sobre o poder da literatura de nos deslocar para o lugar do outro. Como leitor e autor compreendo que esse talvez seja um dos sentidos mais proeminentes da ficção.

     Deslocar-se para o lugar do outro expande nosso horizonte, por natureza limitado, e reestabelece entre nós o exercício da alteridade. Sendo assim, é provável que, em um mundo onde vige o altericídio, a incapacidade de coexistir com o diferente, a literatura nos devolva algo importante. Mas, às vezes, a ficção parece ser apenas um grito no vão da vida, sem qualquer utilidade ou função, como dizem os que sempre tiveram voz.

      Enquanto escrevia para esta coluna, recebi uma mensagem de uma amiga, professora, liderança da comunidade quilombola de Iúna, localizada na Chapada Diamantina. Uma mensagem que me comoveu, porque neste país a vida dos que foram historicamente subalternizados permanece em risco, desde o nosso passado colonial e escravista que continua a nos assombrar.

       Precisei interromper minhas intenções iniciais para escrever sobre o que importa, sobre o agora, sobre os ameaçados, já que quem escreve, penso, deve refletir sobre seu tempo.

      Na mensagem, ela me relatava que a casa onde vive tinha sido incendiada. Tinha perdido quase tudo, restando alguns poucos utensílios da cozinha. Para os que vivem na comunidade quilombola, o incêndio criminoso transmite uma mensagem importante: a vida dos que defendem justiça social para os vulneráveis da história continua em risco.

       A literatura se alimenta da capacidade de observarmos o mundo à nossa volta, de evocarmos a memória e de, também, imaginarmos vidas e histórias. Essa liderança — que não se sente segura nem mesmo para revelar seu nome — é uma das muitas pessoas que me ensinaram sobre nós mesmos, sobre a relação dos quilombolas com a terra, e que me fez conhecer o Brasil em sua diversidade e profundidade.

       Graças à sua delicada paciência e capacidade de ensinar e envolver seus aprendizes, aprendi sobre o jarê, sobre o sistema de morada que substituiu o sistema escravista em muitas regiões do país após a Abolição.

     Muitos não sabem, mas seu rosto e sua voz de liderança se fundem aos de Bibiana, personagem de “Torto Arado”, na livre adaptação teatral da premiada diretora Christiane Jatahy — “Depois do Silêncio” —, que já percorreu mais de dez países na Europa e continua a encontrar seu público narrando uma das faces do drama fundiário brasileiro. Mesmo tendo emprestado seu corpo para contar o Brasil, ela se encontra em risco.

      Enquanto eu escrevia o romance, a mesma comunidade viveu um dos eventos mais tristes de sua história quando seis trabalhadores rurais foram assassinados em circunstâncias nunca esclarecidas. Muitos precisaram se afastar temporariamente do território onde nasceram e cresceram, sem que o poder público fizesse o suficiente para protegê-los. 

       A literatura registrou nas páginas do livro o drama humano que nos assola de forma aviltante, mas certamente não é capaz de atos práticos para proteger os que precisam ser protegidos. É preciso que as autoridades compreendam os riscos e se antecipem às ameaças que têm ceifado vidas desde que o Brasil é Brasil.

      Se a literatura pode suscitar a empatia dos que leem, escrever sobre a realidade, sobre os que têm suas vidas ameaçadas, pode nos convocar à responsabilidade pelos que continuam marcados para morrer?

      Escrevo para tornar a vida dessa liderança responsabilidade de todos nós que nos importamos com o outro e defendemos um país mais justo para todos.


Adaptada de:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/itam
ar-vieira-junior/2024/02/escrever-para-
que.shtml 
No 8° parágrafo, a relação entre o fato de a liderança quilombola ter sido uma inspiração literária e de se encontrar em risco expõe uma: 
Alternativas
Respostas
9541: A
9542: D
9543: C
9544: C
9545: D
9546: A
9547: C
9548: B
9549: D
9550: A
9551: B
9552: D
9553: C
9554: A
9555: B
9556: D
9557: A
9558: C
9559: D
9560: B