Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3671613 Português
Assinale a alternativa cujas palavras preenchem corretamente as lacunas da afirmação abaixo, na mesma ordem:

O tipo textual _______ caracteriza-se por apresentar _______, com o objetivo de que alguma atitude seja tomada pelo _______. Em sua estrutura, é normalmente marcado pela ocorrência de _______. 
Alternativas
Q3671608 Português
Associe cada frase abaixo à figura de linguagem que nela se encontra. A seguir, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta obtida.

(I) Estou com uma ferida bem no céu da boca.
(II) Nós garantimos o pão de cada dia com o suor do nosso rosto.
(III) O bem e o mal são duas faces de uma mesma moeda.
(IV) Tal coisa só vai acontecer se eu passar desta para melhor.

(a) Eufemismo
(b) Metonímia
(c) Disfemismo
(d) Catacrese
(e) Prosopopeia
(f) Antítese
Alternativas
Q3671604 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


A nova estética digital


   Quem não tem vaidades? E quanto mais celebrados, mais vaidosos – embora alguns disfarcem melhor. O cabelo e a maquiagem das mulheres recebem atenções permanentes. Repetir a mesma roupa? Os homens, à menor oportunidade, acertam o nó da gravata e dão uma olhadinha no cabelo. E têm outras vaidades. Montblanc? Rolex?

   Com a pandemia furiosa de Covid-19, agora somos todos atores de televisão, qualquer que seja o evento. Só que não aprendemos a converter nossas vaidades para a realidade da telinha. Vale lembrar, quando Kennedy disputou as eleições com Nixon, antes de ele entrar em qualquer recinto onde houvesse câmeras de televisão, seus prepostos asseguravam que a iluminação estivesse correta. E entrava maquiado. Nixon não se deu conta dessa liturgia e suas olheiras eram exageradas por uma iluminação errada. Parece que essa condição contribuiu para sua derrota.

   Pelo abrupto das novidades, as centenas de lives, entrevistas, Zooms e transmissões pelo YouTube são feitas ao arrepio das artes cinematográficas. A maquiagem pode estar impecável. Mas e se a iluminação está horrenda? Carecas brilhando, olhos desaparecidos na escuridão? Podemos ler as lombadas dos livros atrás, mas a cara está fora de foco. Muito longe da câmera, perde-se a expressão facial. Perto demais, expõe o narigão. Luz fluorescente tinge a cara de roxo. Contraluz excessiva faz a imagem enevoada. (...)

  Após o trabalhão de aprender a se maquiar, vestir e apresentar, subitamente, isso é apenas a metade. Falta o contrarregra do estúdio cuidando de cada detalhe visual. Na TV, antes da era forçada das lives, nenhum programa ia ao ar com alguém praguejando contra panes na técnica. A eletrônica, sabemos, tanto valoriza a voz maviosa como exagera o timbre esganiçado. Por isso foi sempre preciso gravar antes, com zelo e atenção.

  Hoje, não mais. Temos de aprender tudo de novo. Esboroa a elegância dos modos e da roupa, diante da presença de dezenas de tropeços visuais. A epidemia obriga a introduzir outras habilidades na etiqueta e na elegância. Saber apresentar-se na tela de videoconferência passou a fazer parte do nosso repertório de competências sociais.


CASTRO, Claudio Moura. A nova estética
digital. Veja. 3 jun. 2020. Disponível em
<https://veja.abril.com.br/coluna/claudiomoura-castro/a-nova-estetica-digital/>.
“Pelo abrupto das novidades, as centenas de lives, entrevistas, Zooms e transmissões pelo YouTube são feitas ao arrepio das artes cinematográficas.”

Em relação ao trecho acima, transcrito do texto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3671603 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


A nova estética digital


   Quem não tem vaidades? E quanto mais celebrados, mais vaidosos – embora alguns disfarcem melhor. O cabelo e a maquiagem das mulheres recebem atenções permanentes. Repetir a mesma roupa? Os homens, à menor oportunidade, acertam o nó da gravata e dão uma olhadinha no cabelo. E têm outras vaidades. Montblanc? Rolex?

   Com a pandemia furiosa de Covid-19, agora somos todos atores de televisão, qualquer que seja o evento. Só que não aprendemos a converter nossas vaidades para a realidade da telinha. Vale lembrar, quando Kennedy disputou as eleições com Nixon, antes de ele entrar em qualquer recinto onde houvesse câmeras de televisão, seus prepostos asseguravam que a iluminação estivesse correta. E entrava maquiado. Nixon não se deu conta dessa liturgia e suas olheiras eram exageradas por uma iluminação errada. Parece que essa condição contribuiu para sua derrota.

   Pelo abrupto das novidades, as centenas de lives, entrevistas, Zooms e transmissões pelo YouTube são feitas ao arrepio das artes cinematográficas. A maquiagem pode estar impecável. Mas e se a iluminação está horrenda? Carecas brilhando, olhos desaparecidos na escuridão? Podemos ler as lombadas dos livros atrás, mas a cara está fora de foco. Muito longe da câmera, perde-se a expressão facial. Perto demais, expõe o narigão. Luz fluorescente tinge a cara de roxo. Contraluz excessiva faz a imagem enevoada. (...)

  Após o trabalhão de aprender a se maquiar, vestir e apresentar, subitamente, isso é apenas a metade. Falta o contrarregra do estúdio cuidando de cada detalhe visual. Na TV, antes da era forçada das lives, nenhum programa ia ao ar com alguém praguejando contra panes na técnica. A eletrônica, sabemos, tanto valoriza a voz maviosa como exagera o timbre esganiçado. Por isso foi sempre preciso gravar antes, com zelo e atenção.

  Hoje, não mais. Temos de aprender tudo de novo. Esboroa a elegância dos modos e da roupa, diante da presença de dezenas de tropeços visuais. A epidemia obriga a introduzir outras habilidades na etiqueta e na elegância. Saber apresentar-se na tela de videoconferência passou a fazer parte do nosso repertório de competências sociais.


CASTRO, Claudio Moura. A nova estética
digital. Veja. 3 jun. 2020. Disponível em
<https://veja.abril.com.br/coluna/claudiomoura-castro/a-nova-estetica-digital/>.
“Esboroa a elegância dos modos e da roupa, diante da presença de dezenas de tropeços visuais.”

As palavras destacadas no trecho acima, transcrito do texto, na mesma ordem em que se apresentam, têm o mesmo sentido de:
Alternativas
Q3671602 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


A nova estética digital


   Quem não tem vaidades? E quanto mais celebrados, mais vaidosos – embora alguns disfarcem melhor. O cabelo e a maquiagem das mulheres recebem atenções permanentes. Repetir a mesma roupa? Os homens, à menor oportunidade, acertam o nó da gravata e dão uma olhadinha no cabelo. E têm outras vaidades. Montblanc? Rolex?

   Com a pandemia furiosa de Covid-19, agora somos todos atores de televisão, qualquer que seja o evento. Só que não aprendemos a converter nossas vaidades para a realidade da telinha. Vale lembrar, quando Kennedy disputou as eleições com Nixon, antes de ele entrar em qualquer recinto onde houvesse câmeras de televisão, seus prepostos asseguravam que a iluminação estivesse correta. E entrava maquiado. Nixon não se deu conta dessa liturgia e suas olheiras eram exageradas por uma iluminação errada. Parece que essa condição contribuiu para sua derrota.

   Pelo abrupto das novidades, as centenas de lives, entrevistas, Zooms e transmissões pelo YouTube são feitas ao arrepio das artes cinematográficas. A maquiagem pode estar impecável. Mas e se a iluminação está horrenda? Carecas brilhando, olhos desaparecidos na escuridão? Podemos ler as lombadas dos livros atrás, mas a cara está fora de foco. Muito longe da câmera, perde-se a expressão facial. Perto demais, expõe o narigão. Luz fluorescente tinge a cara de roxo. Contraluz excessiva faz a imagem enevoada. (...)

  Após o trabalhão de aprender a se maquiar, vestir e apresentar, subitamente, isso é apenas a metade. Falta o contrarregra do estúdio cuidando de cada detalhe visual. Na TV, antes da era forçada das lives, nenhum programa ia ao ar com alguém praguejando contra panes na técnica. A eletrônica, sabemos, tanto valoriza a voz maviosa como exagera o timbre esganiçado. Por isso foi sempre preciso gravar antes, com zelo e atenção.

  Hoje, não mais. Temos de aprender tudo de novo. Esboroa a elegância dos modos e da roupa, diante da presença de dezenas de tropeços visuais. A epidemia obriga a introduzir outras habilidades na etiqueta e na elegância. Saber apresentar-se na tela de videoconferência passou a fazer parte do nosso repertório de competências sociais.


CASTRO, Claudio Moura. A nova estética
digital. Veja. 3 jun. 2020. Disponível em
<https://veja.abril.com.br/coluna/claudiomoura-castro/a-nova-estetica-digital/>.
Em relação ao tipo e gênero textuais em que se enquadra o texto “A nova estética digital”, é correto afirmar que se trata de um(a):
Alternativas
Q3671583 Português
“Eu e o oceano Atlântico fazemos algum ruído e funcionamos fora dos horários civis.”

(BRAGA, Rubem. Recado ao Sr. 903. Disponível: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11526/recado-aosr-903)

No trecho acima, o que o narrador e o oceano Atlântico têm em comum?
Alternativas
Q3671577 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


“Eu fui aparelhado para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios...”


Trecho do poema Apanhador de desperdícios, de Manoel de Barros.
No trecho do texto de Manoel de Barros, por que ele diz ter abundância de ser feliz?
Alternativas
Q3670556 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Meu coração



    No fim, desculpe a literatura, é tudo entre nós e o nosso coração. Depois do dito e do feito, depois da paixão e da razão, depois da vida das células e da vida social e da vida cívica e das idas e das voltas, e da História e da biografia, e do que os outros fizeram conosco e nós fizemos com os outros, é tudo entre nós e ele. Segundos fora. Nós e ele. A única conversa que vale, a única intimidade que conta. O coração não tem nada a ver com nada, fora a sístole e a diástole e a sua fisiologia medíocre. Ele nem nos daria conversa, se não dependesse de nós, se não precisasse da embalagem, dos terminais e de alguém que cuide dele. Tudo que lhe atribuem, do mais romântico ao mais calhorda, é falso. Trata-se de um mero músculo, e de um músculo egoísta, que só quer saber da sua própria sobrevivência. Da qual, por uma cruel coincidência, depende a nossa.

    Fala-se do “time do coração”. Mentira. O coração não tem time. O coração não se interessa por futebol. Só hoje, por exemplo, o meu se deu conta de onde estava. Paris, Nantes, Marselha ou qualquer outra cidade, é tudo o mesmo para ele, desde que ele tenha um lugar seguro onde possa bater e cuidar da sua vidinha. Mas de repente ele se deu conta e pediu satisfações. Para onde eu o tinha trazido? Expliquei. A França, a Copa, o Brasil, os jogos, a beleza dos jogos...

    Meu coração não quis ouvir falar da beleza dos jogos. Ele não tem nenhum senso estético. Quis saber que história era aquela de morte súbita.

    — É uma maneira nova de decidir as partidas que acabam empatadas. Há uma prorrogação e quem marcar o primeiro gol ganha.

    Meu coração não quis acreditar.

    — Quer dizer que, se esse time pelo qual você torce, como é mesmo o nome?

    — Brasil.

    — Quer dizer que, se o Brasil empatar com algum outro time, tem prorrogação com morte súbita?

    — É... 

    — Você sabia disso quando me trouxe para cá?

    — Sabia.

    — Você deliberadamente me trouxe a um evento em que eu posso parar de repente, mesmo não tendo nada a ver com isso? Não era para ser um campeonato de futebol, um esporte, um divertimento, enfim, nada que me dissesse respeito?

    — Desculpe. Eu tentei substituí-lo pelo distanciamento crítico, mas...

    — Só me diz uma coisa. Se a prorrogação terminar sem que ninguém marque gol, o que acontece?

    — Aí decidem nos pênaltis.

    — Me leva pra casa. Me leva pra casa imediatamente. E pare de me envolver nos seus divertimentos. Você parece que não tem coração.

    — Mas nada disso vai acontecer com o Brasil. Prorrogação, pênaltis, nada disso.

    — Quase aconteceu contra a Dinamarca!

    — É, mas...

    — Me tira daqui!



VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

O advérbio que melhor substitui “deliberadamente”, em “— Você deliberadamente me trouxe a um evento em que eu posso parar de repente, mesmo não tendo nada a ver com isso?”, é: 
Alternativas
Q3670552 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Meu coração



    No fim, desculpe a literatura, é tudo entre nós e o nosso coração. Depois do dito e do feito, depois da paixão e da razão, depois da vida das células e da vida social e da vida cívica e das idas e das voltas, e da História e da biografia, e do que os outros fizeram conosco e nós fizemos com os outros, é tudo entre nós e ele. Segundos fora. Nós e ele. A única conversa que vale, a única intimidade que conta. O coração não tem nada a ver com nada, fora a sístole e a diástole e a sua fisiologia medíocre. Ele nem nos daria conversa, se não dependesse de nós, se não precisasse da embalagem, dos terminais e de alguém que cuide dele. Tudo que lhe atribuem, do mais romântico ao mais calhorda, é falso. Trata-se de um mero músculo, e de um músculo egoísta, que só quer saber da sua própria sobrevivência. Da qual, por uma cruel coincidência, depende a nossa.

    Fala-se do “time do coração”. Mentira. O coração não tem time. O coração não se interessa por futebol. Só hoje, por exemplo, o meu se deu conta de onde estava. Paris, Nantes, Marselha ou qualquer outra cidade, é tudo o mesmo para ele, desde que ele tenha um lugar seguro onde possa bater e cuidar da sua vidinha. Mas de repente ele se deu conta e pediu satisfações. Para onde eu o tinha trazido? Expliquei. A França, a Copa, o Brasil, os jogos, a beleza dos jogos...

    Meu coração não quis ouvir falar da beleza dos jogos. Ele não tem nenhum senso estético. Quis saber que história era aquela de morte súbita.

    — É uma maneira nova de decidir as partidas que acabam empatadas. Há uma prorrogação e quem marcar o primeiro gol ganha.

    Meu coração não quis acreditar.

    — Quer dizer que, se esse time pelo qual você torce, como é mesmo o nome?

    — Brasil.

    — Quer dizer que, se o Brasil empatar com algum outro time, tem prorrogação com morte súbita?

    — É... 

    — Você sabia disso quando me trouxe para cá?

    — Sabia.

    — Você deliberadamente me trouxe a um evento em que eu posso parar de repente, mesmo não tendo nada a ver com isso? Não era para ser um campeonato de futebol, um esporte, um divertimento, enfim, nada que me dissesse respeito?

    — Desculpe. Eu tentei substituí-lo pelo distanciamento crítico, mas...

    — Só me diz uma coisa. Se a prorrogação terminar sem que ninguém marque gol, o que acontece?

    — Aí decidem nos pênaltis.

    — Me leva pra casa. Me leva pra casa imediatamente. E pare de me envolver nos seus divertimentos. Você parece que não tem coração.

    — Mas nada disso vai acontecer com o Brasil. Prorrogação, pênaltis, nada disso.

    — Quase aconteceu contra a Dinamarca!

    — É, mas...

    — Me tira daqui!



VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

O texto é marcado pela figura de linguagem: 
Alternativas
Q3669398 Português
Observe o enunciado abaixo e assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna:

A história é a matéria-prima para as __________ nacionalistas ou étnicas ou fundamentalistas, tal como as papoulas são a matéria-prima para o vício da heroína. O passado é um elemento essencial, talvez o elemento essencial nessas ideologias. Se não há nenhum __________ satisfatório, sempre é possível inventá-lo. De fato, na natureza das coisas não costuma haver nenhum passado completamente __________, porque o fenômeno que essas ideologias pretendem justificar não é antigo ou eterno mas historicamente novo.
Alternativas
Q3668663 Português

O que tem na escola


    Helena gosta muito de ir ___ escola diariamente. Lá, além de estudar bastante, ela brinca com seus colegas Felipe e Vitória.   

    O inspetor da escola é bastante sério e chama-se Nicolau. Ele ordena que todos os alunos se comportem dentro das classes.

    A diretora da escola onde Helena estuda é uma mulher alta e chama-se Denise. Ela pede para que todos os alunos cantem o hino nacional antes do início das aulas.

    A garota tem aula com duas professoras, uma que ensina educação física e uma outra que ensina as demais matérias.

    Quando Helena for para a próxima série ela terá um número maior de professores, pois também terá uma quantidade maior de matérias para aprender. Quando não está em horário de aula, a garota gosta de frequentar a biblioteca da escola. O bibliotecário chama-se Ivan e é uma pessoa bastante querida pelos alunos.

    O horário da merenda é um dos prediletos de Helena, pois são servidas refeições que ela e seus colegas consideram muito saborosas. Quando está de férias, Helena sente saudade de seus colegas e dos outros membros da escola. 


(Autor desconhecido. Disponível em: https://lingua.com/pt/portugues/leitura/escola/)  

Qual termo pode substituir a palavra "garota" na oração abaixo sem alterar o sentido original?


Oração: "A garota tem aula com duas professoras, uma que ensina educação física e uma outra que ensina as demais matérias." 

Alternativas
Q3668662 Português

O que tem na escola


    Helena gosta muito de ir ___ escola diariamente. Lá, além de estudar bastante, ela brinca com seus colegas Felipe e Vitória.   

    O inspetor da escola é bastante sério e chama-se Nicolau. Ele ordena que todos os alunos se comportem dentro das classes.

    A diretora da escola onde Helena estuda é uma mulher alta e chama-se Denise. Ela pede para que todos os alunos cantem o hino nacional antes do início das aulas.

    A garota tem aula com duas professoras, uma que ensina educação física e uma outra que ensina as demais matérias.

    Quando Helena for para a próxima série ela terá um número maior de professores, pois também terá uma quantidade maior de matérias para aprender. Quando não está em horário de aula, a garota gosta de frequentar a biblioteca da escola. O bibliotecário chama-se Ivan e é uma pessoa bastante querida pelos alunos.

    O horário da merenda é um dos prediletos de Helena, pois são servidas refeições que ela e seus colegas consideram muito saborosas. Quando está de férias, Helena sente saudade de seus colegas e dos outros membros da escola. 


(Autor desconhecido. Disponível em: https://lingua.com/pt/portugues/leitura/escola/)  

Com base no texto, podemos concluir que Helena:  
Alternativas
Q3665648 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A pedra reiterada

Wilker Sousa

Poucos poemas causaram tanta celeuma na literatura brasileira quanto "No Meio do Caminho". Publicado originalmente nas páginas da Revista da Antropofagia, em 1928, e dois anos mais tarde em Alguma Poesia − livro de estreia de Drummond −, "o poeminha da pedra" incitou reações extremadas, tanto de enaltecimento quanto do mais ferino repúdio. A concisão, a coloquialidade e a repetição daqueles versos brancos eram a mais bem acabada realização dos ideais modernistas até então, o que despertou a admiração imediata dos expoentes do movimento: "Não pode haver dúvida: Carlos Drummond de Andrade é um dos grandes poetas do Brasil" (Manuel Bandeira); "O 'No Meio do Caminho' é formidável" (Mário de Andrade). Por outro lado, essas mesmas características incitaram a ira dos herdeiros do "lirismo comedido" de Bilac, entre eles o jornalista Godin da Fonseca: "O sr. Carlos Drummond é difícil. Por mais que esprema o cérebro, não sai nada. Vê uma pedra no meio do caminho (...) e fica repetindo a coisa feito papagaio".

Às críticas e aos comentários jocosos, Drummond mostrou-se primeiramente "seco e encalistrado", depois simplesmente se acostumou. Com o passar dos anos, em vez de ostentar as glórias literárias recebidas como forma de resposta, optou por um caminho mais criativo e irônico. Após quatro décadas da publicação do poema na Revista da Antropofagia, em 1968 o poeta trouxe à luz o livro Uma Pedra no Meio do Caminho − Biografia de um Poema, reunião de centenas de comentários acerca daqueles versos: "colecionei e publiquei tudo o que se escreveu sobre a pedra no caminho, pró e contra, (...) pois a essa altura a pedra havia assumido aspectos existenciais e filosóficos que nunca me passaram pela cabeça", explicou em entrevista. [...]

Ao topar com a pedra

[...]

"Li Drummond pela primeira vez aos 15 anos. A palavra que melhor define minha impressão não foi 'gostei'. Foram: impacto e atropelo. O que era aquilo?", revela Armando Freitas Filho. Reação semelhante teve Fernando Paixão, [...] "Se bem me lembro, [o primeiro contato com "No Meio do Caminho"] foi por meio de um livro escolar e a primeira reação foi de estranhamento. [...] Como se trata de um continente muito diverso do fazer poético, confesso, a pedra passou despercebida nesse momento." [...]

"Nunca me esquecerei desse acontecimento"

Por ocasião do lançamento de Alguma Poesia, em 1930, Murilo Mendes enviou uma carta a Drummond, na qual explicitava sua reação à leitura do "poeminha": "É o tipo de poema no meio da cabeça da gente. Nunca me esquecerei. Não sai". De fato. Lá se vão mais de 80 anos e a poesia brasileira permanece sob o impacto provocador da pedra, conforme explica Armando Freitas Filho: "Mesmo inconscientemente pagamos pedágio ao nosso poeta maior. Essa pedra, para sempre, é a minha Esfinge antes da Esfinge: não pergunta nada, mas me encara. Ou, então, é como a de Sísifo: missão e sina, acompanha minha vida, e minha poética".

A exemplo de Armando, na medida em que passou a conviver com a poesia de Drummond, Fernando Paixão fez o percurso do estranhamento à influência: "Sem querer, a pedra também se tornou um elemento recorrente em meus versos − gosto, sim, de interrogar a sua forma e (falta de) sentido. E também admiro a sua lição de concisão e minimalismo. Prova que é possível fazer boa poesia com poucas palavras". E, ao que parece, a lição drummondiana continuará a se impor como contraponto a toda poesia comedida, cuja perenidade se limita à data de publicação. [...]

(Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/home/a-pedra-reiterada/. Acesso em: 09 set. 2025. Adaptado.)
De acordo com o texto, é possível afirmar que:

I. Carlos Drummond de Andrade, ao colecionar vários textos publicados a respeito de seu poema "No meio do caminho tinha uma pedra", pode entrar em contato com diversas leituras e compreensões do poema. Ele se surpreendeu com as dimensões que seu poema alcançou, positiva e negativamente, ressignificando a peça central do texto, a pedra, e extrapolando a própria compreensão que ele tinha daquilo que escrevera, ao ponto de publicar uma "biografia do poema" a partir desses recortes colecionados.
II. Fernando Paixão, também poeta, reconhece a influência da poesia de Drummond, mas afirma que, do estranhamento à influência, a pedra drummondiana se tornou uma pedra, um obstáculo em seu caminho poético, levando-o a dúvidas e interrogações. Hoje, Paixão admira a lição de concisão e de minimalismo que o objeto central do poema de Drummond lhe ensinou, provando que, com poucas palavras, também é possível fazer boa poesia.
III. O poema "No meio do caminho", de Drummond, diz o seguinte: No meio do caminho tinha uma pedra/ tinha uma pedra no meio do caminho/ tinha uma pedra/ no meio do caminho tinha uma pedra./ Nunca me esquecerei desse acontecimento/ na vida de minhas retinas tão fatigadas./ Nunca me esquecerei que no meio do caminho/ tinha uma pedra/ tinha uma pedra no meio do caminho/ no meio do caminho tinha uma pedra . O título do texto, "A pedra reiterada", remete não apenas à repetição da palavra "pedra", no poema, como também à permanência viva do poema na cena literária brasileira. O poema é, desde que publicado, repetidamente lido, criticado e analisado, tornando-se objeto de inspiração de outros poetas, ecoando reiteradamente e sendo contraponto à poesia comedida, cuja vida é curta.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3665646 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A pedra reiterada

Wilker Sousa

Poucos poemas causaram tanta celeuma na literatura brasileira quanto "No Meio do Caminho". Publicado originalmente nas páginas da Revista da Antropofagia, em 1928, e dois anos mais tarde em Alguma Poesia − livro de estreia de Drummond −, "o poeminha da pedra" incitou reações extremadas, tanto de enaltecimento quanto do mais ferino repúdio. A concisão, a coloquialidade e a repetição daqueles versos brancos eram a mais bem acabada realização dos ideais modernistas até então, o que despertou a admiração imediata dos expoentes do movimento: "Não pode haver dúvida: Carlos Drummond de Andrade é um dos grandes poetas do Brasil" (Manuel Bandeira); "O 'No Meio do Caminho' é formidável" (Mário de Andrade). Por outro lado, essas mesmas características incitaram a ira dos herdeiros do "lirismo comedido" de Bilac, entre eles o jornalista Godin da Fonseca: "O sr. Carlos Drummond é difícil. Por mais que esprema o cérebro, não sai nada. Vê uma pedra no meio do caminho (...) e fica repetindo a coisa feito papagaio".

Às críticas e aos comentários jocosos, Drummond mostrou-se primeiramente "seco e encalistrado", depois simplesmente se acostumou. Com o passar dos anos, em vez de ostentar as glórias literárias recebidas como forma de resposta, optou por um caminho mais criativo e irônico. Após quatro décadas da publicação do poema na Revista da Antropofagia, em 1968 o poeta trouxe à luz o livro Uma Pedra no Meio do Caminho − Biografia de um Poema, reunião de centenas de comentários acerca daqueles versos: "colecionei e publiquei tudo o que se escreveu sobre a pedra no caminho, pró e contra, (...) pois a essa altura a pedra havia assumido aspectos existenciais e filosóficos que nunca me passaram pela cabeça", explicou em entrevista. [...]

Ao topar com a pedra

[...]

"Li Drummond pela primeira vez aos 15 anos. A palavra que melhor define minha impressão não foi 'gostei'. Foram: impacto e atropelo. O que era aquilo?", revela Armando Freitas Filho. Reação semelhante teve Fernando Paixão, [...] "Se bem me lembro, [o primeiro contato com "No Meio do Caminho"] foi por meio de um livro escolar e a primeira reação foi de estranhamento. [...] Como se trata de um continente muito diverso do fazer poético, confesso, a pedra passou despercebida nesse momento." [...]

"Nunca me esquecerei desse acontecimento"

Por ocasião do lançamento de Alguma Poesia, em 1930, Murilo Mendes enviou uma carta a Drummond, na qual explicitava sua reação à leitura do "poeminha": "É o tipo de poema no meio da cabeça da gente. Nunca me esquecerei. Não sai". De fato. Lá se vão mais de 80 anos e a poesia brasileira permanece sob o impacto provocador da pedra, conforme explica Armando Freitas Filho: "Mesmo inconscientemente pagamos pedágio ao nosso poeta maior. Essa pedra, para sempre, é a minha Esfinge antes da Esfinge: não pergunta nada, mas me encara. Ou, então, é como a de Sísifo: missão e sina, acompanha minha vida, e minha poética".

A exemplo de Armando, na medida em que passou a conviver com a poesia de Drummond, Fernando Paixão fez o percurso do estranhamento à influência: "Sem querer, a pedra também se tornou um elemento recorrente em meus versos − gosto, sim, de interrogar a sua forma e (falta de) sentido. E também admiro a sua lição de concisão e minimalismo. Prova que é possível fazer boa poesia com poucas palavras". E, ao que parece, a lição drummondiana continuará a se impor como contraponto a toda poesia comedida, cuja perenidade se limita à data de publicação. [...]

(Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/home/a-pedra-reiterada/. Acesso em: 09 set. 2025. Adaptado.)
Um dos recursos mobilizados no processo de interpretação de textos é considerar e analisar o contexto interno em que determinadas palavras aparecem, os sentidos construídos e os significados atribuídos às palavras pelo autor dentro do texto. Tendo isso em consideração e o texto como referência, analise as assertivas que seguem:

I. O texto se inicia com a seguinte declaração: "Poucos poemas causaram tanta celeuma na literatura brasileira quanto 'No Meio do Caminho'", ou seja, poucos poemas causaram tanto alarido, alvoroço na literatura brasileira como o poema de Drummond. 
II. Em "'Como se trata de um continente muito diverso do fazer poético, confesso, a pedra passou despercebida nesse momento'", a palavra "continente" pode ser substituída por "universo", considerando que ambas podem ter o sentido, nesse contexto, de "domínio", isto é, domínio literário.
III. Em "'o poeminha da pedra' incitou reações extremadas, tanto de enaltecimento quanto do mais ferino repúdio", a palavra "ferino" significa cruel; assim, o poema de Drummond incitou desde reações que o elevavam, quanto reações do mais cruel repúdio.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3664401 Português

    Na manhã de 1º de novembro de 1755, um terremoto com epicentro a cerca de 290 km da costa portuguesa atingiu Lisboa, a quarta maior cidade europeia, durante as celebrações do feriado cristão do Dia de Todos os Santos. Os efeitos e reverberações da catástrofe, amplamente divulgada e exaustivamente interpretada, abalaram a consciência europeia e se fizeram sentir muito além dos limites espaciais e temporais do desastre. O que parecia sólido desmanchou-se no ar.

    Após o primeiro abalo, às 9h30 da manhã de um domingo de sol, dois grandes choques sucederam-se em rápido intervalo e foram seguidos, cerca de meia-hora mais tarde, por um tsunami com ondas de até 12 metros que adentraram a foz do rio Tejo e cobriram o centro da capital. Atiçada pelo grande número de velas e candelabros acesos nas casas e igrejas, uma tempestade de fogo alastrou-se pela cidade; o incêndio durou seis dias e reduziu a cinzas o pouco que ainda restara, além de produzir uma nuvem de fumaça que bloqueou a luz solar.

    A tragédia de Lisboa foi o mais aterrador desastre natural pontual da Europa desde a erupção do Vesúvio em 79 d.C. “O demônio do terror”, declarou Goethe, “talvez nunca antes tivesse se espalhado pelo mundo com tal força e velocidade”. Mas o que tornou o terremoto de 1755 a primeira catástrofe natural moderna não foi apenas sua inusitada magnitude. Foram seus impactos e reverberações na história das ideias e nas políticas públicas. As controvérsias em torno da interpretação e do real sentido — o porquê e o para que — da tragédia, de um lado, e as respostas práticas por ela demandadas, de outro, produziram profundos abalos no pensamento religioso, filosófico e científico europeu e inauguraram uma nova época no modo como passamos a perceber e lidar com situações catastróficas.

    Geralmente, eventos catastróficos pontuam a trajetória humana desde os tempos imemoriais: a família de legendas em torno do dilúvio primordial que demarca as grandes eras da existência e inaugura um novo tempo — narrativa comum às mais diversas tradições culturais e religiões do oriente e ocidente — atesta a ubiquidade do tema desde a mais remota ancestralidade.



Fonte: Revista Brasileira. Adaptado.

No 3º parágrafo, o texto faz referência à expressão “O demônio do terror”, escrita por Goethe, famoso escritor alemão. Considerando o seu contexto de aplicação, podemos afirmar que é um exemplo de: 
Alternativas
Q3664400 Português

    Na manhã de 1º de novembro de 1755, um terremoto com epicentro a cerca de 290 km da costa portuguesa atingiu Lisboa, a quarta maior cidade europeia, durante as celebrações do feriado cristão do Dia de Todos os Santos. Os efeitos e reverberações da catástrofe, amplamente divulgada e exaustivamente interpretada, abalaram a consciência europeia e se fizeram sentir muito além dos limites espaciais e temporais do desastre. O que parecia sólido desmanchou-se no ar.

    Após o primeiro abalo, às 9h30 da manhã de um domingo de sol, dois grandes choques sucederam-se em rápido intervalo e foram seguidos, cerca de meia-hora mais tarde, por um tsunami com ondas de até 12 metros que adentraram a foz do rio Tejo e cobriram o centro da capital. Atiçada pelo grande número de velas e candelabros acesos nas casas e igrejas, uma tempestade de fogo alastrou-se pela cidade; o incêndio durou seis dias e reduziu a cinzas o pouco que ainda restara, além de produzir uma nuvem de fumaça que bloqueou a luz solar.

    A tragédia de Lisboa foi o mais aterrador desastre natural pontual da Europa desde a erupção do Vesúvio em 79 d.C. “O demônio do terror”, declarou Goethe, “talvez nunca antes tivesse se espalhado pelo mundo com tal força e velocidade”. Mas o que tornou o terremoto de 1755 a primeira catástrofe natural moderna não foi apenas sua inusitada magnitude. Foram seus impactos e reverberações na história das ideias e nas políticas públicas. As controvérsias em torno da interpretação e do real sentido — o porquê e o para que — da tragédia, de um lado, e as respostas práticas por ela demandadas, de outro, produziram profundos abalos no pensamento religioso, filosófico e científico europeu e inauguraram uma nova época no modo como passamos a perceber e lidar com situações catastróficas.

    Geralmente, eventos catastróficos pontuam a trajetória humana desde os tempos imemoriais: a família de legendas em torno do dilúvio primordial que demarca as grandes eras da existência e inaugura um novo tempo — narrativa comum às mais diversas tradições culturais e religiões do oriente e ocidente — atesta a ubiquidade do tema desde a mais remota ancestralidade.



Fonte: Revista Brasileira. Adaptado.

Sobre os aspectos gerais e específicos do texto, assinalar a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3664399 Português

    Na manhã de 1º de novembro de 1755, um terremoto com epicentro a cerca de 290 km da costa portuguesa atingiu Lisboa, a quarta maior cidade europeia, durante as celebrações do feriado cristão do Dia de Todos os Santos. Os efeitos e reverberações da catástrofe, amplamente divulgada e exaustivamente interpretada, abalaram a consciência europeia e se fizeram sentir muito além dos limites espaciais e temporais do desastre. O que parecia sólido desmanchou-se no ar.

    Após o primeiro abalo, às 9h30 da manhã de um domingo de sol, dois grandes choques sucederam-se em rápido intervalo e foram seguidos, cerca de meia-hora mais tarde, por um tsunami com ondas de até 12 metros que adentraram a foz do rio Tejo e cobriram o centro da capital. Atiçada pelo grande número de velas e candelabros acesos nas casas e igrejas, uma tempestade de fogo alastrou-se pela cidade; o incêndio durou seis dias e reduziu a cinzas o pouco que ainda restara, além de produzir uma nuvem de fumaça que bloqueou a luz solar.

    A tragédia de Lisboa foi o mais aterrador desastre natural pontual da Europa desde a erupção do Vesúvio em 79 d.C. “O demônio do terror”, declarou Goethe, “talvez nunca antes tivesse se espalhado pelo mundo com tal força e velocidade”. Mas o que tornou o terremoto de 1755 a primeira catástrofe natural moderna não foi apenas sua inusitada magnitude. Foram seus impactos e reverberações na história das ideias e nas políticas públicas. As controvérsias em torno da interpretação e do real sentido — o porquê e o para que — da tragédia, de um lado, e as respostas práticas por ela demandadas, de outro, produziram profundos abalos no pensamento religioso, filosófico e científico europeu e inauguraram uma nova época no modo como passamos a perceber e lidar com situações catastróficas.

    Geralmente, eventos catastróficos pontuam a trajetória humana desde os tempos imemoriais: a família de legendas em torno do dilúvio primordial que demarca as grandes eras da existência e inaugura um novo tempo — narrativa comum às mais diversas tradições culturais e religiões do oriente e ocidente — atesta a ubiquidade do tema desde a mais remota ancestralidade.



Fonte: Revista Brasileira. Adaptado.

“[...] Atesta a ubiquidade do tema desde a mais remota ancestralidade.” (4º parágrafo)


A palavra sublinhada poderia ser substituída, sem prejuízo ao contexto, por:  

Alternativas
Q3662125 Português
Analise o seguinte texto e julgue as afirmações sobre ele, assinalando (V) ou (F),caso sejam verdadeiras ou falsas. 

Cão! Cão! Cão!

    Abriu a porta e viu o amigo que há tanto não via. Estranhou apenas que ele, amigo, viesse acompanhado de um cão. O cão não muito grande mas bastante forte, de raça indefinida, saltitante e com um ar alegremente agressivo. Abriu a porta e cumprimentou o amigo, com toda efusão. "Quanto tempo!". O cão aproveitou as saudações, se embarafustou casa adentro e logo o barulho na cozinha demonstrava que ele tinha quebrado alguma coisa.     O dono da casa encompridou um pouco as orelhas, o amigo visitante fez um ar de que a coisa não era com ele. "Ora, veja você, a última vez que nos vimos foi..." "Não, foi depois, na..." "E você, casou também?" O cão passou pela sala, o tempo passou pela conversa, o cão entrou pelo quarto e novo barulho de coisa quebrada. Houve um sorriso amarelo por parte do dono da casa, mas perfeita indiferença por parte do visitante. "Quem morreu definitivamente foi o tio... você se lembra dele?" "Lembro, ora, era o que mais... não?"     O cão saltou sobre um móvel, derrubou o abajur, logo trepou com as patas sujas no sofá (o tempo passando) e deixou lá as marcas digitais de sua animalidade. Os dois amigos, tensos, agora preferiam não tomar conhecimento do dogue. E, por fim, o visitante se foi. Se despediu, efusivo como chegara, e se foi. Se foi.     Mas ainda ia indo, quando o dono da casa perguntou: "Não vai levar o seu cão?" "Cão? Cão? Cão? Ah, não! Não é meu, não. Quando eu entrei, ele entrou naturalmente comigo e eu pensei que fosse seu. Não é seu, não?”

FERNANDES, Millor. Fábulas Fabulosas. São Paulo: Nordica, 1973.


( ) No texto, predomina a estrutura narrativa, com ocorrência de estrutura descritiva.
( ) As reticências expressam conhecem muito bem. enunciados incompletos na conversa entre os amigos, pois se conhecem muito bem.
( ) Na narrativa prepondera o tempo psicológico, em função do estado de tensão emocional dos personagens. 
( ) O processo de formação do verbo “encompridou” denomina-se parassíntese.
( ) Tem-se uma ocorrência de conotação em “... o tempo passou pela conversa”.
( ) No trecho “Se despediu, efusivo como chegara, e se foi”, a colocação dos pronomes oblíquos está de acordo com as regras da norma culta formal.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo:
Alternativas
Q3662122 Português




Disponível em: https://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2018/08/23/menino-de-5-anos-manda-bilhete-em-nome-da-professorapara-nao-ir-a-escola-pode-ser-feriado.ghtml. Acesso em: 02 mar. 2025.

Avalie as proposições sobre o bilhete do menino Lucas:

I. É possível indicar todos os componentes do circuito de comunicação: emissor, receptor, mensagem, canal ecódigo.
II. A escrita das palavras “verdade”, “bilete”, “pode” e “senhores” evidencia que Lucas tem domínio da correspondência entre a letra “e” e o som “i” reduzido.
III. A inversão da ordem canônica da frase, na última linha do bilhete, constitui uma marca de coloquialismo.
IV. Lucas demonstra já ter aprendido as normas da pontuação tipicamente usadas no gênero bilhete.

Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.
Alternativas
Q3662023 Português
Assinale a alternativa que apresenta um exemplo da figura de linguagem antítese.
Alternativas
Respostas
9161: A
9162: B
9163: B
9164: A
9165: E
9166: C
9167: C
9168: E
9169: B
9170: C
9171: B
9172: C
9173: D
9174: A
9175: D
9176: C
9177: B
9178: B
9179: A
9180: A