Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Leia o texto e responda à questão.
“A Cartomante”
Machado de Assis
HAMLET observa a Horácio que há mais coisas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa sexta-feira de novembro de 1869, quando este ria dela por ter ido na véspera consultar uma cartomante; a diferença é que o fazia por outras palavras.
— Ria, ria. Os homens são assim; não acreditam em nada. Pois saiba que fui, e que ela me disse coisas admiráveis.
Camilo ria; e, rindo, pegou-lhe nas mãos enluvadas, tão bonitas, que ele tinha vontade de as beijar. Não as beijou; mas ficou a olhá-las, com um ar de contemplação de artista. Rita retirou as mãos, e perguntou se ele ia vê-la no domingo.
— Vou.
— Jura?
— Juro.
Era mistificação. No domingo não podia ir; tinha que assistir a um jantar em casa de Vilela, seu amigo de infância, que se casara com Rita havia tempos. Camilo e Vilela eram íntimos; fora ele que os aproximara antes do casamento. Depois, afastou-se um pouco; via-os menos; até que, um dia, a convivência, o acaso e os olhos de Rita trouxeram o que trazem às vezes: uma dessas paixões que começam devagar e acabam depressa, ou começam depressa e acabam devagar.
Na véspera, Rita, inquieta de um recado anônimo, buscara a cartomante. A mulher morava em uma das ruas do centro, italiana, morena e magra, com grandes olhos. Abriu um baralho de cartas compridas e enxovalhadas; enquanto as baralhava, olhava por baixo dos olhos para o moço que lhe levava a alma e a vontade. Voltou três cartas e disse: — Não tenha medo; tudo há de correr bem.
Rita saiu aliviada. No dia seguinte, disse a Camilo que a cartomante confirmara a felicidade deles. Camilo, que não acreditava nessas coisas, achou graça; mas não lhe custou crer no sorriso da amiga.
No sábado, recebeu um bilhete de Vilela: pedia-lhe que fosse à sua casa, logo, sem demora. Camilo sentiu um calafrio. Ajuntou lembranças dispersas, recados estranhos, gestos vagos. Tinha medo; e, contudo, foi. No caminho, passou pela casa de Rita. Encontrou-a pálida.
— Vai — disse ela —, mas escreve-me logo. E, por favor, antes de ir, vem comigo à cartomante. Quero saber se há perigo.
Camilo cedeu. A cartomante disse-lhes coisas doces e vagas, que parecem talhadas para qualquer destino; e Rita respirou. Camilo riu, e saiu. Ao chegar à casa de Vilela, achou o amigo pálido, sereno, com os olhos fixos. — Entra — disse Vilela.
Entrou. Na sala ao lado, viu, estendida no sofá, Rita, com o peito manchado de sangue. Não teve um grito. Vilela, de costas, murmurou: — Era infiel. Logo depois, ouviu-se um estampido.
Fonte: https://machadodeassis.net/ - (Adaptado)
Leia o texto e responda à questão.
“A Cartomante”
Machado de Assis
HAMLET observa a Horácio que há mais coisas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa sexta-feira de novembro de 1869, quando este ria dela por ter ido na véspera consultar uma cartomante; a diferença é que o fazia por outras palavras.
— Ria, ria. Os homens são assim; não acreditam em nada. Pois saiba que fui, e que ela me disse coisas admiráveis.
Camilo ria; e, rindo, pegou-lhe nas mãos enluvadas, tão bonitas, que ele tinha vontade de as beijar. Não as beijou; mas ficou a olhá-las, com um ar de contemplação de artista. Rita retirou as mãos, e perguntou se ele ia vê-la no domingo.
— Vou.
— Jura?
— Juro.
Era mistificação. No domingo não podia ir; tinha que assistir a um jantar em casa de Vilela, seu amigo de infância, que se casara com Rita havia tempos. Camilo e Vilela eram íntimos; fora ele que os aproximara antes do casamento. Depois, afastou-se um pouco; via-os menos; até que, um dia, a convivência, o acaso e os olhos de Rita trouxeram o que trazem às vezes: uma dessas paixões que começam devagar e acabam depressa, ou começam depressa e acabam devagar.
Na véspera, Rita, inquieta de um recado anônimo, buscara a cartomante. A mulher morava em uma das ruas do centro, italiana, morena e magra, com grandes olhos. Abriu um baralho de cartas compridas e enxovalhadas; enquanto as baralhava, olhava por baixo dos olhos para o moço que lhe levava a alma e a vontade. Voltou três cartas e disse: — Não tenha medo; tudo há de correr bem.
Rita saiu aliviada. No dia seguinte, disse a Camilo que a cartomante confirmara a felicidade deles. Camilo, que não acreditava nessas coisas, achou graça; mas não lhe custou crer no sorriso da amiga.
No sábado, recebeu um bilhete de Vilela: pedia-lhe que fosse à sua casa, logo, sem demora. Camilo sentiu um calafrio. Ajuntou lembranças dispersas, recados estranhos, gestos vagos. Tinha medo; e, contudo, foi. No caminho, passou pela casa de Rita. Encontrou-a pálida.
— Vai — disse ela —, mas escreve-me logo. E, por favor, antes de ir, vem comigo à cartomante. Quero saber se há perigo.
Camilo cedeu. A cartomante disse-lhes coisas doces e vagas, que parecem talhadas para qualquer destino; e Rita respirou. Camilo riu, e saiu. Ao chegar à casa de Vilela, achou o amigo pálido, sereno, com os olhos fixos. — Entra — disse Vilela.
Entrou. Na sala ao lado, viu, estendida no sofá, Rita, com o peito manchado de sangue. Não teve um grito. Vilela, de costas, murmurou: — Era infiel. Logo depois, ouviu-se um estampido.
Fonte: https://machadodeassis.net/ - (Adaptado)
Disponível em: https://portaltj.tjrj.jus.br/documents/d/portalconhecimento/004-revistadireito203-serviotuliosantosvieira. Acesso em: 17 out. 2025.
Com base no texto, analise as assertivas abaixo e a seguir, aponte a alternativa CORRETA.
I. O tema central do texto é a manipulação da linguagem como instrumento de poder.
II. A tese defendida é que a complexidade da linguagem oficial é um subproduto acidental da burocracia.
III. A expressão "vocábulos de sentido camaleônico" exemplifica o efeito de sentido discutido no texto, referindo-se a palavras intencionalmente ambíguas.
IV. O público-alvo do texto em análise é composto por especialistas em linguística.
Estão CORRETAS as assertivas:
1. Metáfora
2. Metonímia
3. Antítese
4. Paradoxo
( ) “Luz no olhar e trevas no peito.”
( ) “Pediu-lhe a mão em casamento.”
( ) “Estamos vivendo uma guerra pacífica.”
( ) “Aquele rapaz é um pavão de tão exibido.”
A Rotina de Dona Maria
Dona Maria acorda cedo todos os dias. Ela mora em uma casa simples, mas que está sempre arrumada.
O trabalho de Maria é na feira. Ela ajuda a montar a barraca de frutas e verduras antes do sol nascer. Seu João, o dono da barraca, é um homem trabalhador e paga Maria no final do dia.
Com o dinheiro, Maria compra o arroz, o feijão e o pão para sua família. À noite, depois de tudo pronto, ela gosta de sentar na varanda e conversar com sua vizinha, a Dona Joana. O dia é cansativo, mas Maria fica feliz por ter o trabalho e a família perto.
A Rotina de Dona Maria
Dona Maria acorda cedo todos os dias. Ela mora em uma casa simples, mas que está sempre arrumada.
O trabalho de Maria é na feira. Ela ajuda a montar a barraca de frutas e verduras antes do sol nascer. Seu João, o dono da barraca, é um homem trabalhador e paga Maria no final do dia.
Com o dinheiro, Maria compra o arroz, o feijão e o pão para sua família. À noite, depois de tudo pronto, ela gosta de sentar na varanda e conversar com sua vizinha, a Dona Joana. O dia é cansativo, mas Maria fica feliz por ter o trabalho e a família perto.
A Rotina de Dona Maria
Dona Maria acorda cedo todos os dias. Ela mora em uma casa simples, mas que está sempre arrumada.
O trabalho de Maria é na feira. Ela ajuda a montar a barraca de frutas e verduras antes do sol nascer. Seu João, o dono da barraca, é um homem trabalhador e paga Maria no final do dia.
Com o dinheiro, Maria compra o arroz, o feijão e o pão para sua família. À noite, depois de tudo pronto, ela gosta de sentar na varanda e conversar com sua vizinha, a Dona Joana. O dia é cansativo, mas Maria fica feliz por ter o trabalho e a família perto.
A Rotina de Dona Maria
Dona Maria acorda cedo todos os dias. Ela mora em uma casa simples, mas que está sempre arrumada.
O trabalho de Maria é na feira. Ela ajuda a montar a barraca de frutas e verduras antes do sol nascer. Seu João, o dono da barraca, é um homem trabalhador e paga Maria no final do dia.
Com o dinheiro, Maria compra o arroz, o feijão e o pão para sua família. À noite, depois de tudo pronto, ela gosta de sentar na varanda e conversar com sua vizinha, a Dona Joana. O dia é cansativo, mas Maria fica feliz por ter o trabalho e a família perto.
A Rotina de Dona Maria
Dona Maria acorda cedo todos os dias. Ela mora em uma casa simples, mas que está sempre arrumada.
O trabalho de Maria é na feira. Ela ajuda a montar a barraca de frutas e verduras antes do sol nascer. Seu João, o dono da barraca, é um homem trabalhador e paga Maria no final do dia.
Com o dinheiro, Maria compra o arroz, o feijão e o pão para sua família. À noite, depois de tudo pronto, ela gosta de sentar na varanda e conversar com sua vizinha, a Dona Joana. O dia é cansativo, mas Maria fica feliz por ter o trabalho e a família perto.
Logo no cabeçalho dos noticiários percebeu que seu plano de ir até a faculdade saber das novidades e depois se apresentar no quartel (ia dar plantão) era inexequível.
I. Incapaz de encontrar A Solução para seus questionamentos existenciais, o protagonista imerge na loucura;
II. O texto representa um conflito existente apenas no século passado. Na atualidade, os direitos são respeitados e os embates acontecem, apenas, no plano das ideias;
III. Em momentos distintos, a irmã de João José diz que ele está louco. Embora sejam momentos diferentes, o contexto é o mesmo:
IV. Não ter medo e não ter pena são imperativos geradores de sanidade e equilíbrio.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o tema central do texto.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o tema central do texto.