Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3776863 Português

Texto 1


Leia com atenção a canção abaixo de autoria de Chico César e responda às questões a seguir:


Deus me proteja de mim

E da maldade de gente boa

Da bondade da pessoa ruim

Deus me governe e guarde, ilumine e zele assim


Deus me proteja de mim

E da maldade de gente boa

Da bondade da pessoa ruim

Deus me governe e guarde, ilumine e zele assim


Caminho se conhece andando

Então vez em quando é bom se perder

Perdido fica perguntando

Vai só procurando

E acha sem saber


Perigo é se encontrar perdido

Deixar sem ter sido

Não olhar, não ver

Bom mesmo é ter sexto sentido

Sair distraído, espalhar bem-querer



CÉSAR, Chico. Deus me proteja de mim. Disponível em: https://www. letras.mus.br/chico-cesar/1281067/. Acessado em: 28/10/2025.

No texto 1, a expressão “Deus me proteja de mim” revela, em seu cerne, uma reflexão sobre:
Alternativas
Q3776797 Português
Os tipos textuais são definidos por suas estruturas linguísticas e finalidades comunicativas específicas, não se confundindo com gêneros textuais. Assim, cada tipo textual apresenta características próprias, como o predomínio de determinadas classes gramaticais, a presença de intencionalidade discursiva e o modo como organiza as informações no texto.
Analise atentamente as colunas abaixo e relacione os textos às suas respectivas classificações tipológicas, conforme as definições da gramática textual.

Coluna 01:
(__) Apresenta sequência de fatos reais ou fictícios, com uso narrador, personagens, tempo e espaço definidos.
(__) Estrutura-se em introdução, desenvolvimento e conclusão, com defesa de um ponto de vista.
(__) Descreve seres, lugares ou sensações de forma pormenorizada, utilizando adjetivos e verbos de ligação.
(__) Expõe informações de modo objetivo, buscando explicar conceitos ou fenômenos sem emitir opinião.
(__) Instrui o leitor quanto à realização de uma ação, empregando verbos no modo imperativo.

Coluna 02:
I. Texto descritivo
II. Texto dissertativo
III. Texto narrativo
IV. Texto injuntivo
V. Texto expositivo

Assinale a alternativa com a sequência CORRETA: 
Alternativas
Q3776640 Português

Texto I


I.A., uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso?


Por Raphael Conceição



    O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante acerca do que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”.

    A discussão que tenho proposto em inúmeras palestras, oficinas e workshops sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana.    

    É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade.

    Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de seu fraque.

    É divertido ver, admito. Mas não é mágica. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos.

    Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, demandamos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorre de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos.

    Se de melhor ou pior, bom, o critério e a decisão ficam à nossa conta.

    De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltem contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em cálculo e correlação, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica.

    A máquina avança pela nossa real inteligência e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que há pouco pareciam impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com alta taxa de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas. 

    A TV interferiu no rádio. O digital no impresso. O CD no vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro.

    A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai respondê-la seremos nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos).

    Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu creio que sim.

    Mas esse papo é para um próximo texto.

    Um abraço, enter, e até lá.



Fonte:

https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/1057 224-i-a-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto 

No encerramento do texto, ao afirmar “Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual” (12º parágrafo), a função da linguagem que se destaca é a:
Alternativas
Q3776639 Português

Texto I


I.A., uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso?


Por Raphael Conceição



    O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante acerca do que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”.

    A discussão que tenho proposto em inúmeras palestras, oficinas e workshops sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana.    

    É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade.

    Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de seu fraque.

    É divertido ver, admito. Mas não é mágica. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos.

    Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, demandamos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorre de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos.

    Se de melhor ou pior, bom, o critério e a decisão ficam à nossa conta.

    De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltem contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em cálculo e correlação, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica.

    A máquina avança pela nossa real inteligência e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que há pouco pareciam impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com alta taxa de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas. 

    A TV interferiu no rádio. O digital no impresso. O CD no vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro.

    A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai respondê-la seremos nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos).

    Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu creio que sim.

    Mas esse papo é para um próximo texto.

    Um abraço, enter, e até lá.



Fonte:

https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/1057 224-i-a-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto 

Em “[...] a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos” (6º parágrafo), ocorre figura de linguagem denominada: 
Alternativas
Q3776635 Português

Texto I


I.A., uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso?


Por Raphael Conceição



    O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante acerca do que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”.

    A discussão que tenho proposto em inúmeras palestras, oficinas e workshops sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana.    

    É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade.

    Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de seu fraque.

    É divertido ver, admito. Mas não é mágica. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos.

    Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, demandamos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorre de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos.

    Se de melhor ou pior, bom, o critério e a decisão ficam à nossa conta.

    De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltem contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em cálculo e correlação, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica.

    A máquina avança pela nossa real inteligência e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que há pouco pareciam impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com alta taxa de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas. 

    A TV interferiu no rádio. O digital no impresso. O CD no vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro.

    A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai respondê-la seremos nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos).

    Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu creio que sim.

    Mas esse papo é para um próximo texto.

    Um abraço, enter, e até lá.



Fonte:

https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/1057 224-i-a-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto 

No trecho “um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana” (2º parágrafo), o termo em destaque cumpre a função de:
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Q3776634 Português

Texto I


I.A., uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso?


Por Raphael Conceição



    O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante acerca do que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”.

    A discussão que tenho proposto em inúmeras palestras, oficinas e workshops sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana.    

    É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade.

    Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de seu fraque.

    É divertido ver, admito. Mas não é mágica. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos.

    Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, demandamos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorre de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos.

    Se de melhor ou pior, bom, o critério e a decisão ficam à nossa conta.

    De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltem contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em cálculo e correlação, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica.

    A máquina avança pela nossa real inteligência e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que há pouco pareciam impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com alta taxa de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas. 

    A TV interferiu no rádio. O digital no impresso. O CD no vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro.

    A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai respondê-la seremos nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos).

    Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu creio que sim.

    Mas esse papo é para um próximo texto.

    Um abraço, enter, e até lá.



Fonte:

https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/1057 224-i-a-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto 

"Se é possível sonhar? Eu creio que sim" (12º parágrafo).
Nesse trecho, o autor utiliza um recurso discursivo específico, com o objetivo de: 
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Q3776633 Português

Texto I


I.A., uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso?


Por Raphael Conceição



    O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante acerca do que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”.

    A discussão que tenho proposto em inúmeras palestras, oficinas e workshops sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana.    

    É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade.

    Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de seu fraque.

    É divertido ver, admito. Mas não é mágica. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos.

    Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, demandamos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorre de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos.

    Se de melhor ou pior, bom, o critério e a decisão ficam à nossa conta.

    De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltem contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em cálculo e correlação, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica.

    A máquina avança pela nossa real inteligência e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que há pouco pareciam impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com alta taxa de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas. 

    A TV interferiu no rádio. O digital no impresso. O CD no vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro.

    A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai respondê-la seremos nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos).

    Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu creio que sim.

    Mas esse papo é para um próximo texto.

    Um abraço, enter, e até lá.



Fonte:

https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/1057 224-i-a-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto 

O autor critica o termo "inteligência artificial" principalmente por considerar que:  
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: AL-AM Provas: FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Administrador de Empresa | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Analista de Redes de Comunicação de Dados | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Analista de Sistema | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Assistente Social | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Bibliotecário | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Enfermeiro | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Cientista Politico | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Contador | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Pedagogo | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Design Gráfico | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Engenheiro Civil | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Engenheiro Eletricista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Profissional de Educação Física | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Programador | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Psicólogo | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Fisioterapeuta | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Redator | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Economista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Historiador | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Intérprete de Libras e sinais | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Endocrinologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Jornalista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Ginecologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Urologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Odontologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Cardiologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Clinico Geral |
Q3776546 Português
“Não, não direi que assisti às alvoradas do romantismo, que também eu fui fazer poesia efetiva no regaço da Itália; não direi coisa nenhuma.” (Memórias Póstumas de Brás Cubas)
Nessa frase há um aspecto diferente na estruturação, que é
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: AL-AM Provas: FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Administrador de Empresa | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Analista de Redes de Comunicação de Dados | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Analista de Sistema | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Assistente Social | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Bibliotecário | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Enfermeiro | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Cientista Politico | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Contador | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Pedagogo | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Design Gráfico | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Engenheiro Civil | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Engenheiro Eletricista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Profissional de Educação Física | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Programador | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Psicólogo | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Fisioterapeuta | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Redator | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Economista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Historiador | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Intérprete de Libras e sinais | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Endocrinologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Jornalista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Ginecologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Urologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Odontologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Cardiologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Clinico Geral |
Q3776538 Português
Observe o texto abaixo, retirado do livro “Composições Infantis”, da autoria de Millôr Fernandes.
“O leão é um animal que há muito tempo não vai ao barbeiro. Senão teria cortado o cabelo e ficaria muito igual à mulher dele. O leão tem a cabeça muito grande que é para não poder fugir da jaula. Agora na jaula quem põe ele lá é o guarda e aí está por que é o rei dos animais. O leão dizem que é feroz, mas deve ser quando a gente não está olhando porque quando a gente está olhando ele fica o tempo todo dormindo e não há jeito de enferocizá-lo e quem fica furioso com isso é o guarda. O leão também papai gosta muito de jogar nele, mas isso só quando sonha com elefante. E aí é que dá cobra.”
A observação correta sobre esse segmento textual
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: AL-AM Provas: FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Administrador de Empresa | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Analista de Redes de Comunicação de Dados | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Analista de Sistema | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Assistente Social | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Bibliotecário | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Enfermeiro | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Cientista Politico | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Contador | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Pedagogo | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Design Gráfico | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Engenheiro Civil | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Engenheiro Eletricista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Profissional de Educação Física | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Programador | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Psicólogo | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Fisioterapeuta | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Redator | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Economista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Historiador | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Intérprete de Libras e sinais | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Endocrinologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Jornalista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Ginecologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Urologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Odontologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Cardiologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Clinico Geral |
Q3776535 Português
Leia com atenção o texto a seguir, retirado do romance lusitano O Barão de Lavos.
“Naquela noite de março, desabrida e húmida, uma grande animação fervilhava alacremente ao fundo da Rua do Salitre. Era em 1867. Frente a frente, as Variedades e o Circo Price alinhavam os seus bicos de gás festeiros, a que as vergastadas do noroeste impunham um tremelilhar inquieto. Quinta feira — noite de cabriolas com sobrescrito à fina sociedade. Enchente certa no Circo. De cada lado do portal da entrada, um semicírculo compacto de gente se agitava, tendo por centro cada um seu postigo de bilheteiro, e ambos por igual colados, premidos sofregamente contra a parede verdoenga do barracão, e arredondando pela rua fora, numa irregularidade gritada e confusa, a toda a largura do macadame.”
Sobre a sua tipologia textual, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3776403 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

Nenhuma empresa estará imune se bolha da IA estourar, diz chefe do Google à BBC

 

Em entrevista à BBC, em novembro de 2025, Sundar Pichai, CEO da Alphabet, afirmou que nenhuma empresa ficará imune caso uma eventual bolha da inteligência artificial (IA) estoure. Embora reconheça que o momento atual seja extraordinário em termos de investimentos, ele alerta para um componente de irracionalidade no crescimento acelerado do setor.


As declarações ocorrem em meio a temores no Vale do Silício e em outros centros tecnológicos, causados pela valorização vertiginosa de empresas de IA e pelos bilhões investidos nessa indústria. Pichai reconhece que o Google pode resistir melhor devido ao seu modelo de negócios integrado, mas ressalta que todas as empresas sofrerão impactos.


Ele comparou a situação à exuberância irracional da bolha das empresas, afirmando que ciclos de investimento misturam elementos racionais e irracionais. Apesar dos riscos, acredita que a IA é uma tecnologia profunda e duradoura.


A Alphabet tem investido fortemente no desenvolvimento de superchips, em modelos de IA e em infraestrutura, incluindo cinco bilhões destinados ao Reino Unido, onde pretende ampliar pesquisas e treinar seus sistemas, fortalecendo o país como polo de IA.


Pichai também alertou para a alta demanda energética da IA, que já representa 1,5% do consumo global de eletricidade. Isso levou a empresa a desacelerar metas climáticas, embora mantenha o compromisso de zerar as emissões até 2030.


Por fim, ele destacou que a IA transformará o mercado de trabalho, afetando todas as profissões. Segundo Pichai, as pessoas que aprenderem a utilizar essas ferramentas estarão em melhor posição para enfrentar as mudanças provocadas pela nova tecnologia.

 

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c620p53kny5o.adaptado.

A reflexão apresentada no texto aborda os impactos econômicos, tecnológicos e sociais da expansão acelerada da inteligência artificial, destacando tanto seu potencial transformador quanto os riscos associados a um possível excesso de investimentos no setor.
De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3776338 Português

Nenhuma empresa estará imune se bolha da IA estourar, diz chefe do Google à BBC


Em entrevista à BBC, em novembro de 2025, Sundar Pichai, CEO da Alphabet, afirmou que nenhuma empresa ficará imune caso uma eventual bolha da inteligência artificial (IA) estoure. Embora reconheça que o momento atual seja extraordinário em termos de investimentos, ele alerta para um componente de irracionalidade no crescimento acelerado do setor. 

As declarações ocorrem em meio a temores no Vale do Silício e em outros centros tecnológicos, causados pela valorização vertiginosa de empresas de IA e pelos bilhões investidos nessa indústria. Pichai reconhece que o Google pode resistir melhor devido ao seu modelo de negócios integrado, mas ressalta que todas as empresas sofrerão impactos.

Ele comparou a situação à exuberância irracional da bolha das empresas, afirmando que ciclos de investimento misturam elementos racionais e irracionais. Apesar dos riscos, acredita que a IA é uma tecnologia profunda e duradoura.

A Alphabet tem investido fortemente no desenvolvimento de superchips, em modelos de IA e em infraestrutura, incluindo cinco bilhões destinados ao Reino Unido, onde pretende ampliar pesquisas e treinar seus sistemas, fortalecendo o país como polo de IA.

Pichai também alertou para a alta demanda energética da IA, que já representa 1,5% do consumo global de eletricidade. Isso levou a empresa a desacelerar metas climáticas, embora mantenha o compromisso de zerar as emissões até 2030.

Por fim, ele destacou que a IA transformará o mercado de trabalho, afetando todas as profissões. Segundo Pichai, as pessoas que aprenderem a utilizar essas ferramentas estarão em melhor posição para enfrentar as mudanças provocadas pela nova tecnologia.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c620p53kny5o.adaptado.

A reflexão apresentada no texto aborda os impactos econômicos, tecnológicos e sociais da expansão acelerada da inteligência artificial, destacando tanto seu potencial transformador quanto os riscos associados a um possível excesso de investimentos no setor.



De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Q3776216 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Com celular e redes sociais, sofrimento e bullying perseguem adolescentes por onde quer que vão

Nesta reportagem da série da BBC News Brasil dedicada à saúde mental, o foco recai sobre o cuidado profissional do sofrimento na adolescência, etapa marcada por transformações profundas e determinantes para a passagem à vida adulta.

O debate ganhou força após a estreia da série Adolescência, da Netflix, que acompanha a história de Jaime, de treze anos, acusado de esfaquear uma colega. Fora da ficção, adolescentes buscam apoio terapêutico por diversas razões, sendo o amor um tema recorrente, conforme aponta a psicanalista Diana Lichtenstein Corso, coautora de Adolescência em cartaz: psicanálise e filmes para entendê-la. Segundo ela, o sentimento deve ser levado a sério desde cedo, pois toda conquista é vivida como uma grande aventura e cada ruptura como uma catástrofe.

Conflitos nas amizades e dilemas éticos também são frequentes, assim como a timidez, que o adolescente enxerga como falha grave. Em uma era de hiperexposição, qualquer recuo natural pode ser sentido como incapacidade pessoal. Diana defende que se debata a pressão para se mostrar nas redes, bem como os padrões superficiais impostos nesse ambiente.

Nesse contexto, a escola desempenha papel central. Longe de ser neutra, reproduz desigualdades sociais e, ao mesmo tempo, oferece espaço de acolhimento. Pressões acadêmicas e exclusões se somam a formas de violência explícitas ou simbólicas. O psicanalista Alexandre Patrício de Almeida sugere que docentes recebam preparo para lidar com a saúde mental de alunos e que também sejam cuidados, com espaços regulares de escuta. Já o psicanalista Mário Corso alerta que, diante da busca dos pais por instituições rigorosas e competitivas, a escola deveria funcionar como escudo contra cobranças excessivas, focando no presente do aluno, reduzindo a ansiedade em torno de desempenho e fortalecendo a socialização.

O cuidado clínico começa com a nomeação da dor. Almeida explica que o processo terapêutico ajuda o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento, preferencialmente em perspectiva coletiva que envolva família, escola e comunidade. Ele ressalta a importância de fortalecer estruturas como os CAPS Infanto-Juvenis do SUS.

Para a psicanalista Rosa Maria Marini, as narrativas dos jovens — seja em diários, seja nas redes sociais — oferecem acesso ao mundo interno, cabendo ao analista ajudá-los a elaborar essas experiências. A adolescência é um período de separação dos pais e de construção de uma intimidade própria, como ressalta a psicanalista Adela Stoppel de Gueller. Por isso, o sigilo e a confiança são fundamentais, tornando o psicanalista um interlocutor adulto que não exerce o papel de autoridade familiar.

Outro desafio é a influência digital. A psicanalista Diana Lichtenstein Corso compara a formação da identidade a uma colcha de retalhos construída a partir de múltiplas referências sociais, culturais e familiares. A internet, porém, multiplica essas referências e as troca de forma incessante, produzindo instabilidade semelhante às imagens de um caleidoscópio. Essa dinâmica compromete a organização do pensamento e intensifica fragilidades psíquicas.

Para Mário Corso, não é coincidência que o aumento de sofrimento mental entre adolescentes acompanhe a disseminação de smartphones e redes sociais. O bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a vida do jovem a qualquer hora do dia. Nesse sentido, ele considera positiva a lei que proíbe o uso de celulares em escolas públicas e privadas do Brasil, embora reconheça que o desafio permanece dentro de casa, já que muitos pais também se tornaram dependentes dos aparelhos.

Assim, em meio a cobranças sociais, pressões acadêmicas e influências digitais, a adolescência revela-se um período de intensas vulnerabilidades, em que o cuidado profissional, aliado ao apoio familiar, escolar e comunitário, torna-se essencial para preservar a saúde mental e oferecer aos jovens um caminho de construção de identidade, dignidade e pertencimento.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgr66y4gg1o.ADAPTADO.
O texto apresenta reflexões sobre a adolescência, abordando questões sociais, familiares e psicológicas, com o objetivo de discutir problemas e propor caminhos de enfrentamento.

Com base no texto, assinale a alternativa correta quanto à tipologia e ao gênero textual. 
Alternativas
Q3776215 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Com celular e redes sociais, sofrimento e bullying perseguem adolescentes por onde quer que vão

Nesta reportagem da série da BBC News Brasil dedicada à saúde mental, o foco recai sobre o cuidado profissional do sofrimento na adolescência, etapa marcada por transformações profundas e determinantes para a passagem à vida adulta.

O debate ganhou força após a estreia da série Adolescência, da Netflix, que acompanha a história de Jaime, de treze anos, acusado de esfaquear uma colega. Fora da ficção, adolescentes buscam apoio terapêutico por diversas razões, sendo o amor um tema recorrente, conforme aponta a psicanalista Diana Lichtenstein Corso, coautora de Adolescência em cartaz: psicanálise e filmes para entendê-la. Segundo ela, o sentimento deve ser levado a sério desde cedo, pois toda conquista é vivida como uma grande aventura e cada ruptura como uma catástrofe.

Conflitos nas amizades e dilemas éticos também são frequentes, assim como a timidez, que o adolescente enxerga como falha grave. Em uma era de hiperexposição, qualquer recuo natural pode ser sentido como incapacidade pessoal. Diana defende que se debata a pressão para se mostrar nas redes, bem como os padrões superficiais impostos nesse ambiente.

Nesse contexto, a escola desempenha papel central. Longe de ser neutra, reproduz desigualdades sociais e, ao mesmo tempo, oferece espaço de acolhimento. Pressões acadêmicas e exclusões se somam a formas de violência explícitas ou simbólicas. O psicanalista Alexandre Patrício de Almeida sugere que docentes recebam preparo para lidar com a saúde mental de alunos e que também sejam cuidados, com espaços regulares de escuta. Já o psicanalista Mário Corso alerta que, diante da busca dos pais por instituições rigorosas e competitivas, a escola deveria funcionar como escudo contra cobranças excessivas, focando no presente do aluno, reduzindo a ansiedade em torno de desempenho e fortalecendo a socialização.

O cuidado clínico começa com a nomeação da dor. Almeida explica que o processo terapêutico ajuda o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento, preferencialmente em perspectiva coletiva que envolva família, escola e comunidade. Ele ressalta a importância de fortalecer estruturas como os CAPS Infanto-Juvenis do SUS.

Para a psicanalista Rosa Maria Marini, as narrativas dos jovens — seja em diários, seja nas redes sociais — oferecem acesso ao mundo interno, cabendo ao analista ajudá-los a elaborar essas experiências. A adolescência é um período de separação dos pais e de construção de uma intimidade própria, como ressalta a psicanalista Adela Stoppel de Gueller. Por isso, o sigilo e a confiança são fundamentais, tornando o psicanalista um interlocutor adulto que não exerce o papel de autoridade familiar.

Outro desafio é a influência digital. A psicanalista Diana Lichtenstein Corso compara a formação da identidade a uma colcha de retalhos construída a partir de múltiplas referências sociais, culturais e familiares. A internet, porém, multiplica essas referências e as troca de forma incessante, produzindo instabilidade semelhante às imagens de um caleidoscópio. Essa dinâmica compromete a organização do pensamento e intensifica fragilidades psíquicas.

Para Mário Corso, não é coincidência que o aumento de sofrimento mental entre adolescentes acompanhe a disseminação de smartphones e redes sociais. O bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a vida do jovem a qualquer hora do dia. Nesse sentido, ele considera positiva a lei que proíbe o uso de celulares em escolas públicas e privadas do Brasil, embora reconheça que o desafio permanece dentro de casa, já que muitos pais também se tornaram dependentes dos aparelhos.

Assim, em meio a cobranças sociais, pressões acadêmicas e influências digitais, a adolescência revela-se um período de intensas vulnerabilidades, em que o cuidado profissional, aliado ao apoio familiar, escolar e comunitário, torna-se essencial para preservar a saúde mental e oferecer aos jovens um caminho de construção de identidade, dignidade e pertencimento.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgr66y4gg1o.ADAPTADO.
O cuidado clínico começa com a nomeação da dor. Almeida explica que o processo terapêutico ajuda o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento, preferencialmente em perspectiva coletiva que envolva família, escola e comunidade.

Em relação ao uso da linguagem nesse trecho, é correto afirmar que ele se caracteriza pelo emprego de:
Alternativas
Q3776208 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Com celular e redes sociais, sofrimento e bullying perseguem adolescentes por onde quer que vão

Nesta reportagem da série da BBC News Brasil dedicada à saúde mental, o foco recai sobre o cuidado profissional do sofrimento na adolescência, etapa marcada por transformações profundas e determinantes para a passagem à vida adulta.

O debate ganhou força após a estreia da série Adolescência, da Netflix, que acompanha a história de Jaime, de treze anos, acusado de esfaquear uma colega. Fora da ficção, adolescentes buscam apoio terapêutico por diversas razões, sendo o amor um tema recorrente, conforme aponta a psicanalista Diana Lichtenstein Corso, coautora de Adolescência em cartaz: psicanálise e filmes para entendê-la. Segundo ela, o sentimento deve ser levado a sério desde cedo, pois toda conquista é vivida como uma grande aventura e cada ruptura como uma catástrofe.

Conflitos nas amizades e dilemas éticos também são frequentes, assim como a timidez, que o adolescente enxerga como falha grave. Em uma era de hiperexposição, qualquer recuo natural pode ser sentido como incapacidade pessoal. Diana defende que se debata a pressão para se mostrar nas redes, bem como os padrões superficiais impostos nesse ambiente.

Nesse contexto, a escola desempenha papel central. Longe de ser neutra, reproduz desigualdades sociais e, ao mesmo tempo, oferece espaço de acolhimento. Pressões acadêmicas e exclusões se somam a formas de violência explícitas ou simbólicas. O psicanalista Alexandre Patrício de Almeida sugere que docentes recebam preparo para lidar com a saúde mental de alunos e que também sejam cuidados, com espaços regulares de escuta. Já o psicanalista Mário Corso alerta que, diante da busca dos pais por instituições rigorosas e competitivas, a escola deveria funcionar como escudo contra cobranças excessivas, focando no presente do aluno, reduzindo a ansiedade em torno de desempenho e fortalecendo a socialização.

O cuidado clínico começa com a nomeação da dor. Almeida explica que o processo terapêutico ajuda o adolescente a reconhecer sentimentos e a refletir sobre formas de enfrentamento, preferencialmente em perspectiva coletiva que envolva família, escola e comunidade. Ele ressalta a importância de fortalecer estruturas como os CAPS Infanto-Juvenis do SUS.

Para a psicanalista Rosa Maria Marini, as narrativas dos jovens — seja em diários, seja nas redes sociais — oferecem acesso ao mundo interno, cabendo ao analista ajudá-los a elaborar essas experiências. A adolescência é um período de separação dos pais e de construção de uma intimidade própria, como ressalta a psicanalista Adela Stoppel de Gueller. Por isso, o sigilo e a confiança são fundamentais, tornando o psicanalista um interlocutor adulto que não exerce o papel de autoridade familiar.

Outro desafio é a influência digital. A psicanalista Diana Lichtenstein Corso compara a formação da identidade a uma colcha de retalhos construída a partir de múltiplas referências sociais, culturais e familiares. A internet, porém, multiplica essas referências e as troca de forma incessante, produzindo instabilidade semelhante às imagens de um caleidoscópio. Essa dinâmica compromete a organização do pensamento e intensifica fragilidades psíquicas.

Para Mário Corso, não é coincidência que o aumento de sofrimento mental entre adolescentes acompanhe a disseminação de smartphones e redes sociais. O bullying, antes restrito ao espaço escolar, hoje invade a vida do jovem a qualquer hora do dia. Nesse sentido, ele considera positiva a lei que proíbe o uso de celulares em escolas públicas e privadas do Brasil, embora reconheça que o desafio permanece dentro de casa, já que muitos pais também se tornaram dependentes dos aparelhos.

Assim, em meio a cobranças sociais, pressões acadêmicas e influências digitais, a adolescência revela-se um período de intensas vulnerabilidades, em que o cuidado profissional, aliado ao apoio familiar, escolar e comunitário, torna-se essencial para preservar a saúde mental e oferecer aos jovens um caminho de construção de identidade, dignidade e pertencimento.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgr66y4gg1o.ADAPTADO.
A adolescência, segundo o texto, é descrita como fase de vulnerabilidade, em que transformações internas e pressões externas se entrelaçam, exigindo atenção cuidadosa.

De acordo com o texto base, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3776188 Português

Nenhuma empresa estará imune se bolha da IA estourar, diz chefe do Google à BBC


Em entrevista à BBC, em novembro de 2025, Sundar Pichai, CEO da Alphabet, afirmou que nenhuma empresa ficará imune caso uma eventual bolha da inteligência artificial (IA) estoure. Embora reconheça que o momento atual seja extraordinário em termos de investimentos, ele alerta para um componente de irracionalidade no crescimento acelerado do setor. 

As declarações ocorrem em meio a temores no Vale do Silício e em outros centros tecnológicos, causados pela valorização vertiginosa de empresas de IA e pelos bilhões investidos nessa indústria. Pichai reconhece que o Google pode resistir melhor devido ao seu modelo de negócios integrado, mas ressalta que todas as empresas sofrerão impactos.

Ele comparou a situação à exuberância irracional da bolha das empresas, afirmando que ciclos de investimento misturam elementos racionais e irracionais. Apesar dos riscos, acredita que a IA é uma tecnologia profunda e duradoura.

A Alphabet tem investido fortemente no desenvolvimento de superchips, em modelos de IA e em infraestrutura, incluindo cinco bilhões destinados ao Reino Unido, onde pretende ampliar pesquisas e treinar seus sistemas, fortalecendo o país como polo de IA.

Pichai também alertou para a alta demanda energética da IA, que já representa 1,5% do consumo global de eletricidade. Isso levou a empresa a desacelerar metas climáticas, embora mantenha o compromisso de zerar as emissões até 2030.

Por fim, ele destacou que a IA transformará o mercado de trabalho, afetando todas as profissões. Segundo Pichai, as pessoas que aprenderem a utilizar essas ferramentas estarão em melhor posição para enfrentar as mudanças provocadas pela nova tecnologia.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c620p53kny5o.adaptado.

A reflexão apresentada no texto aborda os impactos econômicos, tecnológicos e sociais da expansão acelerada da inteligência artificial, destacando tanto seu potencial transformador quanto os riscos associados a um possível excesso de investimentos no setor.



De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3776108 Português

Nenhuma empresa estará imune se bolha da IA estourar, diz chefe do Google à BBC


Em entrevista à BBC, em novembro de 2025, Sundar Pichai, CEO da Alphabet, afirmou que nenhuma empresa ficará imune caso uma eventual bolha da inteligência artificial (IA) estoure. Embora reconheça que o momento atual seja extraordinário em termos de investimentos, ele alerta para um componente de irracionalidade no crescimento acelerado do setor. 

As declarações ocorrem em meio a temores no Vale do Silício e em outros centros tecnológicos, causados pela valorização vertiginosa de empresas de IA e pelos bilhões investidos nessa indústria. Pichai reconhece que o Google pode resistir melhor devido ao seu modelo de negócios integrado, mas ressalta que todas as empresas sofrerão impactos.

Ele comparou a situação à exuberância irracional da bolha das empresas, afirmando que ciclos de investimento misturam elementos racionais e irracionais. Apesar dos riscos, acredita que a IA é uma tecnologia profunda e duradoura.

A Alphabet tem investido fortemente no desenvolvimento de superchips, em modelos de IA e em infraestrutura, incluindo cinco bilhões destinados ao Reino Unido, onde pretende ampliar pesquisas e treinar seus sistemas, fortalecendo o país como polo de IA.

Pichai também alertou para a alta demanda energética da IA, que já representa 1,5% do consumo global de eletricidade. Isso levou a empresa a desacelerar metas climáticas, embora mantenha o compromisso de zerar as emissões até 2030.

Por fim, ele destacou que a IA transformará o mercado de trabalho, afetando todas as profissões. Segundo Pichai, as pessoas que aprenderem a utilizar essas ferramentas estarão em melhor posição para enfrentar as mudanças provocadas pela nova tecnologia.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c620p53kny5o.adaptado.

A reflexão apresentada no texto aborda os impactos econômicos, tecnológicos e sociais da expansão acelerada da inteligência artificial, destacando tanto seu potencial transformador quanto os riscos associados a um possível excesso de investimentos no setor.



De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3776092 Português

"Usuários acreditam ser 'viciados' no Instagram, mas só 2% têm sintomas; entenda por que percepção exagerada faz mal."(Fonte: G1.com). Sobre o assunto noticiado, analise os itens seguintes e marque a alternativa correta:


I- Estudo do grupo Nature revela que a maioria confunde hábito automático com dependência clínica e que só pensar em "vício" já piora a relação como o aplicativo.


II- Uma pesquisa publicada no Scientific Reports, do grupo Nature, mostra que essa sensação de "viciado" é, na maior parte das vezes, um erro de avaliação -e um erro que tem consequências.


III- Segundo o estudo, usuários superestimam o próprio vício. Entre mais de 1.200 adultos analisados, apenas 2% apresentaram sintomas compatíveis com risco clínico de dependência.

Alternativas
Q3776089 Português
"А СOР30, realizada em Belém, chegou ao fim no sábado (22) com a aprovação do Pacote de Belém por 195 países. Após intensos 13 dias de negociações, o evento resultou em 29 decisões que incluem conquistas essenciais em temas como transição justa, financiamento para adaptação às mudanças climáticas e soluções inovadoras para a conservação das florestas tropicais. (...) André Corrêa do Lago, destacou que o espírito da conferência não se encerra com a aprovação do pacote.". (Fonte: DOL.com). Quem é André Corrêa do Lago?
Alternativas
Q3776070 Português

Saúde do homem: Romper tabus e educar desde cedo salva vidas.


Todos os anos, em outubro, o mundo se veste de rosa. Campanhas, eventos, alertas e informações sobre prevenção do câncer de mama dominam as manchetes. Celebridades, profissionais de saúde e redes sociais reforçam a mensagem: "cuidar da saúde é vital". Mas quando o assunto é saúde masculina, o cenário muda drasticamente. Homens também adoecem.


Homens também têm câncer de próstata, doenças cardiovasculares, diabetes, depressão e ansiedade. Porém, ao contrário da saúde feminina, poucas campanhas destacam a prevenção masculina. Poucos profissionais são chamados para orientar, e a mídia raramente reforça a importância de exames periódicos. Resultado: silêncio, invisibilidade e negligência.


A negligência não se limita à saúde mental embora o preconceito sobre vulnerabilidade emocional já seja devastador, mas se estende à saúde física. Muitos homens ignoram sintomas, adiam consultas е confundem cuidado com fraqueza. A sociedade reforça a ideia de que "homem não reclama" ou "homem forte não precisa de médico". E quando se fala em exame de próstata, a situação se agrava: muitos homens viram alvo de piadas, até entre amigos. Enquanto mulheres fazem exames preventivos e ninguém as zomba, homens são ridicularizados por cuidar de si. É nesse ponto que o preconceito começa e ele mata.


Romper esse tabu não é apenas necessário: é urgente. Campanhas como o Novembro Azul existem, mas muitas vezes não têm a mesma força, abrangência e presença que o Outubro Rosa. O câncer de próstata e outras doenças que atingem homens também matam muitas vezes por falta de prevenção.


Precisamos de campanhas consistentes, informação clara sobre sinais de alerta, exames periódicos e os benefícios do cuidado precoсе.


Mais do que tratar doenças, é fundamental educar desde cedo. Assim como ensinamos meninas a cuidar do corpo, a fazer exames preventivos e a valorizar a saúde, precisamos ensinar os meninos a procurar médicos, a prestar atenção aos sinais do corpo e a não ter vergonha de falar sobre saúde.


Romper o tabu deve começar na infância, integrando a educação à cultura familiar e escolar, reforçando que cuidado não é fraqueza, é responsabilidade.


Mostrar que a masculinidade não se perde ao buscar ajuda médica, ao fazer exames de rotina ou ao falar sobre saúde mental é essencial. O cuidado com a saúde deve ser visto como um ato de força, consciência e amor-próprio. A diferença entre a saúde do homem e da mulher não está no corpo, mas na cultura que molda comportamentos. E essa cultura pode e deve ser transformada.


Cuidar da saúde masculina é responsabilidade de todos: sociedade, mídia, empresas, instituições de saúde e cada indivíduo. Campanhas como o Novembro Azul precisam ganhar a mesma relevância que o Outubro Rosa, abordando prevenção, autocuidado, educação desde cedo e respeito porque piadas e preconceito não salvam vidas. Romper tabus salva vidas e transforma a sociedade. 



(Autora: Bruna Gayoso)

Identifique a alternativa em que há emprego da linguagem figurada.
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8699: A
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