Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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“O desenvolvimento de fitoterápicos baseados em espécies nativas contribui para a valorização da Amazônia e para o fortalecimento da ciência brasileira.”
Mantendo-se o sentido e aplicando-se corretamente as regras da norma-padrão, essa frase poderia ser reescrita como:
(I) O submarino imergiu nas águas geladas do Atlântico Norte.
(II) O juiz absolveu o réu por ausência de provas.
(III) Você coseu por mais uma hora até terminar o expediente.
(IV) O coreano emigrou devido às condições em que vivia no seu local de nascimento.
(a) costurou.
(b) cozinhou.
(c) saiu do país.
(d) afundou, baixou.
(e) inocentou, perdoou.
(f) acusou, penalizou.
(g) subiu, foi à tona.
(h) entrou no país.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Brasil lidera a desinformação antivacina na América Latina, aponta estudo
Desinformações sobre vacinas cresceram mais de 600 vezes durante a pandemia, segundo o levantamento.
O Brasil concentra 40% de todo o conteúdo antivacina do continente latino-americano. É o que aponta estudo "Anti-vaccine Disinformation in Latin America and the Caribbean" (Desinformação antivacina na América Latina e no Caribe), que mapeou, pela primeira vez, 81 milhões de mensagens publicadas em 1.785 comunidades de teorias da conspiração no Telegram, distribuídas por 18 países, entre 2016 e 2025. O levantamento é coordenado por pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O estudo identificou 175 supostos danos atribuídos às vacinas e 80 falsos "antídotos" vendidos como "detox" para neutralizar seus efeitos. Segundo alerta dos pesquisadores, a desinformação se consolidou como mercado lucrativo e ameaça à saúde pública.
"A desinformação não é acaso, é um projeto daqueles que lucram com isso. Ela se organiza, se financia e se adapta porque há interesses por trás. O que o estudo mostra é que o antivacinismo virou um sistema de medo e lucro que mina a confiança social e fragiliza políticas públicas de saúde", explica Ergon Cugler, pesquisador do DesinfoPop/FGV e coordenador do estudo. [...]
"O Brasil virou o epicentro latino-americano da desinformação antivacina. Isso não acontece por acaso: temos um ambiente digital que ainda engatinha no debate da regulação, plataformas que lucram com o engajamento do medo e desafios estruturais que permitem que o discurso conspiratório floresça", diz Ergon Cugler.
[...]
A pesquisa mapeou os 175 principais supostos danos causados pelas vacinas, divulgados nos grupos de desinformação. As alegações falsas mais comuns vão de morte súbita e alteração do DNA a envenenamento e câncer, seguidas por boatos sobre coágulos, infertilidade e problemas cardíacos.
[...] O estudo também identificou 80 falsos antídotos para supostamente "desfazer" vacinas. Os mais difundidos são o aterramento − ficar descalço no solo − (2,2%), que afirma "limpar energias do corpo"; o dióxido de cloro (1,5%), vendido como "solução milagrosa mineral" mas altamente tóxico; e produtos como alho, ivermectina e zeólita. [...]
"O antivacinismo é mais do que um discurso: é um mercado que transforma pânico em produto. Enfrentar isso exige ação coordenada entre governo, imprensa, plataformas e sociedade. Combater a desinformação é uma questão de soberania informacional e de saúde pública", conclui Ergon Cugler.
(Disponível em: https://iclnoticias.com.br/brasil-lidera-a-desinformacao-antivacina/. Acesso em: 20 out. 2025. Adaptado.)
A respeito do último parágrafo, uma citação direta da fala do coordenador da pesquisa, e tendo todo o texto como referência, analise as sentenças:
"O antivacinismo é mais do que um discurso: é um mercado que transforma pânico em produto. Enfrentar isso exige ação coordenada entre governo, imprensa, plataformas e sociedade. Combater a desinformação é uma questão de soberania informacional e de saúde pública".
Nesse raciocínio construído pelo pesquisador e coordenador da pesquisa, observa-se que:
I.Tem início com a problematização do que é antivacinismo, definindo-o a partir disso, ou seja, é algo mais complexo do que apenas um discurso; é mercadológico, podendo-se inferir que tem como objetivo o lucro. Essa inferência é possível também pela escolha vocabular: mercado, produto.
II.Na sequência, o pesquisador apresenta um caminho possível para enfrentar o discurso mercadológico antivacina, um trabalho conjunto de diversas esferas, o que possibilita ao leitor compreender que o problema é complexo e não se resolverá com movimentos isolados.
III.Finalmente, concluindo seu raciocínio, o pesquisador associa o "antivacinismo" à desinformação, ou seja, o leitor é instigado a compreender que o "antivacinismo" é um entrave à soberania da informação e à saúde pública.
É correto o que se afirma em:
I- É preciso resistir a todas as tentações, em se tratando de consumismo. II- É necessário, na maturidade, renunciar a coisas materiais e imateriais. III- Eleger prioridades é uma questão que diz respeito à individualidade. IV- Trocar o consumismo por momentos de alegria e lazer é uma opção. V- Trazer mais simplicidade e quietude à vida gera tranquilidade e leveza.
Estão CORRETAS as afirmativas
I- A supervalorização de bens materiais poder ser uma das causas da dismorfia financeira. II- A aquisição de conhecimento é a melhor maneira para enfrentar a dismorfia financeira. III- O planejamento das finanças é impossível para aqueles que têm dismorfia financeira. IV- A complexidade das soluções impede o necessário enfrentamento da dismorfia financeira. V- O conhecimento especializado é imprescindível para se combater a dismorfia financeira.
Estão CORRETAS as afirmativas
I- Conflitos familiares. II- Doenças mentais. III- Aversão ao dinheiro. IV- Decisões impulsivas. V- Proposição de metas.
Estão CORRETOS apenas os itens
I- Consumir compulsivamente. II- Anotar cada gasto que é feito. III- Evitar extremante os gastos. IV- Querer aumentar sempre a renda. V- Sentir culpa por cada gasto que faz.
Estão CORRETAS as afirmativas