Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3805654 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


Profissões extintas pela tecnologia: veja quais não resistiram ao avanço digital

Automação provocou o fim de carreiras; Transformações atingiram setores bancário e de transporte, reduzindo posto de caixas e cobradores.


   Ao longo das últimas décadas, o avanço da tecnologia reconfigurou processos produtivos e afetou profissões até então consideradas indispensáveis. Diversas ocupações simplesmente deixaram de existir ou foram drasticamente reduzidas, substituídas por máquinas, programas computacionais ou soluções mais eficientes proporcionadas pela inovação tecnológica. Entre as carreiras que desapareceram, destacam-se profissões ligadas à manipulação de mídias, à digitação e ao atendimento presencial em funções rotineiras.

   O datilógrafo, por exemplo, foi uma figura central em escritórios durante o século XX. Com a popularização dos computadores pessoais e a digitalização dos processos, o trabalho de digitação passou a ser parte integrante de outras carreiras, tornando a função de datilógrafo obsoleta. O operador de telégrafo, responsável por receber e transmitir mensagens via código Morse, foi gradualmente superado pelo advento do telefone e, depois, pela comunicação digital. Locadoras de vídeo e seus atendentes, que foram muito populares entre os anos 1980 e 2000, cederam espaço aos serviços de streaming e às mídias digitais on demand.

    Acendedores de poste, profissionais encarregados de ligar manualmente a iluminação pública, tornaram-se desnecessários com a automação dos sistemas elétricos e uso de temporizadores. Cobradores de ônibus e pedágios vêm perdendo espaço para sistemas integrados de cobrança automática, como cartões inteligentes, aplicativos e sensores sem contato. Leitores de medidores de água e energia quase desapareceram em grandes cidades, já que a telemetria permite a leitura remota e automatizada, otimizando o acesso às informações de consumo.

   No setor bancário, funções como caixa e atendente presencial foram drasticamente reduzidas com a digitalização dos serviços e o acesso remoto via aplicativos. Reveladores de fotografia, essenciais no processo químico de revelação de filmes, tornaram-se raridade diante da fotografia digital, que dispensa a etapa física de processamento da imagem. Profissões como arquivista manual, de fundamental importância no controle de documentos físicos, perderam espaço para sistemas informatizados de organização e armazenamento em nuvem.

    O desaparecimento dessas carreiras reflete não só o progresso, mas a necessidade constante de adaptação dos trabalhadores diante de um cenário em que habilidades técnicas e conhecimento digital são cada vez mais valorizados. Em contraponto, habilidades inerentemente humanas, como criatividade, empatia e capacidade de solucionar problemas complexos, seguem como diferencial. O fenômeno reforça a importância da qualificação e do aprendizado contínuo para enfrentar as transformações do mercado.


(Portal Economia – 30/07/2025 – https://noticiamais360.com.br/)
A partir da análise do texto, é possível inferir criticamente que a tecnologia no contexto contemporâneo:
Alternativas
Q3805653 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


Profissões extintas pela tecnologia: veja quais não resistiram ao avanço digital

Automação provocou o fim de carreiras; Transformações atingiram setores bancário e de transporte, reduzindo posto de caixas e cobradores.


   Ao longo das últimas décadas, o avanço da tecnologia reconfigurou processos produtivos e afetou profissões até então consideradas indispensáveis. Diversas ocupações simplesmente deixaram de existir ou foram drasticamente reduzidas, substituídas por máquinas, programas computacionais ou soluções mais eficientes proporcionadas pela inovação tecnológica. Entre as carreiras que desapareceram, destacam-se profissões ligadas à manipulação de mídias, à digitação e ao atendimento presencial em funções rotineiras.

   O datilógrafo, por exemplo, foi uma figura central em escritórios durante o século XX. Com a popularização dos computadores pessoais e a digitalização dos processos, o trabalho de digitação passou a ser parte integrante de outras carreiras, tornando a função de datilógrafo obsoleta. O operador de telégrafo, responsável por receber e transmitir mensagens via código Morse, foi gradualmente superado pelo advento do telefone e, depois, pela comunicação digital. Locadoras de vídeo e seus atendentes, que foram muito populares entre os anos 1980 e 2000, cederam espaço aos serviços de streaming e às mídias digitais on demand.

    Acendedores de poste, profissionais encarregados de ligar manualmente a iluminação pública, tornaram-se desnecessários com a automação dos sistemas elétricos e uso de temporizadores. Cobradores de ônibus e pedágios vêm perdendo espaço para sistemas integrados de cobrança automática, como cartões inteligentes, aplicativos e sensores sem contato. Leitores de medidores de água e energia quase desapareceram em grandes cidades, já que a telemetria permite a leitura remota e automatizada, otimizando o acesso às informações de consumo.

   No setor bancário, funções como caixa e atendente presencial foram drasticamente reduzidas com a digitalização dos serviços e o acesso remoto via aplicativos. Reveladores de fotografia, essenciais no processo químico de revelação de filmes, tornaram-se raridade diante da fotografia digital, que dispensa a etapa física de processamento da imagem. Profissões como arquivista manual, de fundamental importância no controle de documentos físicos, perderam espaço para sistemas informatizados de organização e armazenamento em nuvem.

    O desaparecimento dessas carreiras reflete não só o progresso, mas a necessidade constante de adaptação dos trabalhadores diante de um cenário em que habilidades técnicas e conhecimento digital são cada vez mais valorizados. Em contraponto, habilidades inerentemente humanas, como criatividade, empatia e capacidade de solucionar problemas complexos, seguem como diferencial. O fenômeno reforça a importância da qualificação e do aprendizado contínuo para enfrentar as transformações do mercado.


(Portal Economia – 30/07/2025 – https://noticiamais360.com.br/)
O tema central do texto pode ser sintetizado como:
Alternativas
Q3805532 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão:

legado

a casa não foi partida ao meio
não foram deixados quartos
para filhos, sobrinhos ou netos
não foi resumida à lembrança
ou teve as portas lacradas

talvez as paredes ganhassem nova pintura
ou novos quadros ou um relógio mais atual
quem sabe as portas e janelas substituídas
alguns novos ladrilhos e espelhos de tomadas
ou os caibros que o avô nos últimos dias
viu cheios de brocas e garantiu trocar

imaginei a casa com portas nos quartos
um forro de gesso ou madeirite talvez aparelhos de ar condicionado
coisas que nunca teve

mas a casa não ganhou nem pintura nem quadros
nem portas ou janelas ou relógios novos
muito menos ladrinhos ou forro de gesso
muito menos foi partida ao meio


(PACHECO, Abilio. Inventário de andanças. Belém: Folheando, 2025, p.53)
No poema legado, na última estrofe, considerando uma perspectiva discursiva, assinale a alternativa que melhor infere o sentido simbólico da não transformação do espaço doméstico.
Alternativas
Q3805528 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão:

legado

a casa não foi partida ao meio
não foram deixados quartos
para filhos, sobrinhos ou netos
não foi resumida à lembrança
ou teve as portas lacradas

talvez as paredes ganhassem nova pintura
ou novos quadros ou um relógio mais atual
quem sabe as portas e janelas substituídas
alguns novos ladrilhos e espelhos de tomadas
ou os caibros que o avô nos últimos dias
viu cheios de brocas e garantiu trocar

imaginei a casa com portas nos quartos
um forro de gesso ou madeirite talvez aparelhos de ar condicionado
coisas que nunca teve

mas a casa não ganhou nem pintura nem quadros
nem portas ou janelas ou relógios novos
muito menos ladrinhos ou forro de gesso
muito menos foi partida ao meio


(PACHECO, Abilio. Inventário de andanças. Belém: Folheando, 2025, p.53)
Sobre o poema de Abilio Pacheco, analise as assertivas:

1. A ausência de maiúsculas sugere um tom confessional, íntimo, como se o eu lírico estivesse falando baixo, quase num sussurro. Isso combina com o tema: luto, memória, silêncio.
2. A casa retratada não é opulenta nem modernizada. Assim como a tipografia, ela é simples, sem destaque, sem ornamentos. A minúscula traduz visualmente essa condição.
3. Não há pontos altos, não há “início com letra grande”. Tudo permanece nivelado, discreto, sem alarde — como a casa que não muda, como uma herança que não se celebra.
4. A falta de maiúsculas pode indicar falta de hierarquia entre elementos: todos os versos têm o mesmo peso, como se as memórias estivessem misturadas e sem ordem após a perda.

A opção correta é:
Alternativas
Q3805527 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

Entenda a lógica por trás das ‘bets’, os sistemas de apostas on-line

A principal motivação para apostar é a “emoção”, aponta um estudo do Instituto QualiBest

    Os brasileiros estão cada vez mais animados com o mercado de apostas. Pelo menos é o que mostra o estudo Raio X do Investidor Brasileiro, realizado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais em parceria com o Datafolha.
   O levantamento mostra que cerca de 22 milhões de brasileiros (14% da população) dizem ter feito pelo menos uma ‘bet’ em 2023. Os números chamam a atenção, principalmente ao comparar com a quantidade de pessoas que investem na B3 (a Bolsa de valores): há somente 3,7 milhões de pessoas no Brasil. Logo, constata-se uma preferência maior da população por bets ou ao menos uma maior propagação. Mas qual é a lógica por trás dos sistemas de apostas on-line?
   O setor de apostas on-line foi regulamentado no Brasil em 2018. De lá para cá, o mercado popularizou e hoje chovem diferentes tipos de bet, como as apostas esportivas que se destacam principalmente entre o público masculino consumidor de futebol.
  Outras modalidades também se popularizaram, mas é preciso cuidado e atenção. Os jogos “do Tigrinho” e “do Aviãozinho” causaram diversas polêmicas e são ilegais no País. Nesse ponto, há uma diferença crucial: jogos como o do Tigre são considerados de azar, categoria proibida no Brasil, seguindo a lógica dos caça-níqueis e dos cassinos. Já as apostas esportivas são enquadradas no mesmo segmento das loterias.
    A “Lei das Bets”, sancionada em dezembro do ano passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, trouxe alguns fatores relevantes para os investidores. Houve uma imposição de 15% de Imposto de Renda da Pessoa Física sobre o lucro líquido dos prêmios. Além disso, algumas categorias de indivíduos são impedidas de apostar, incluindo menores de idade, pessoas com influência significativa, agentes públicos relacionados à regulação e fiscalização da atividade, entre outros.
   Para maximizar os resultados, muitos investidores confiam em sua intuição. Outros, por sua vez, utilizam algoritmos mais sofisticados e tendem a obter resultados mais consistentes: eles levam em consideração o histórico de resultados e o desempenho dos atletas, analisam o histórico de confrontos, avaliam a eficácia de cada equipe em diferentes aspectos do esporte, e assim por diante. Por essa razão, esse ambiente é mais propício à lógica do que à emoção.
  Plataformas como Bet365, Betfair, Betdaq, WBX e Ladbrokes Exchange movimentam cifras astronômicas anualmente, o que tem atraído crescente interesse tanto de analistas financeiros quanto de entusiastas de futebol, basquete e outras modalidades esportivas.
    O trading esportivo oferece uma gama variada de opções de apostas em cada tipo de partida: desde prever o vencedor até estimar o número de gols ou pontos no total do jogo. Os apostadores podem combinar essas variáveis; quanto mais específicas forem, menos provável será o resultado, mas maior será o potencial de ganhos se a aposta for bemsucedida.

Como apostar de maneira mais segura?

    Uma das principais motivações para os brasileiros se envolverem em jogos é a excitante “emoção” da aposta. Uma pesquisa realizada pelo Instituto QualiBest e a ENV Media, agência especializada na indústria de iGaming, revela que aproximadamente 38% das pessoas entrevistadas realizam apostas on-line pelo menos uma vez por semana, enquanto outros 23% o fazem quinzenalmente. Participaram 550 pessoas maiores de 18 anos, de todas as classes sociais e regiões do Brasil.
    Embora as apostas esportivas não sejam tão imprevisíveis quanto uma “Mega-Sena”, cujos resultados dependem puramente da sorte, sua natureza não sistemática não proporciona o mesmo nível de segurança que os investimentos nas bolsas.
    A regra básica é clara: para realizar um investimento, é essencial uma pesquisa aprofundada. A leitura e análise da dinâmica do setor onde se deseja investir fazem parte do dia a dia daqueles que optam por direcionar seus recursos para o mercado de ações ou instituições financeiras. É o entendimento dos fundamentos dos ativos que permite uma tomada de decisão embasada.
   Embora existam métodos sofisticados para prever resultados mais prováveis, o risco das apostas esportivas é elevado porque os eventos esportivos estão sujeitos a uma variedade de circunstâncias imprevistas. As surpresas, como resultados inesperados, são exemplos comuns disso. Apesar do aumento do desempenho dos jogadores e da profissionalização na gestão dos clubes, os noventa minutos de uma partida de futebol ainda contêm um elemento de imprevisibilidade.
    Nesse contexto, a experiência como torcedor pode ser útil, pois é evidente que, em alguns dias, a sorte não está a favor: o goleiro defende, a trave impede, o juiz invalida. Portanto, há uma parcela significativa de incerteza e fortuna envolvida nesse fenômeno. Por outro lado, no mercado de ações, os fundamentos permitem uma previsão mais precisa do destino do dinheiro investido.
    Do ponto de vista técnico, é crucial ressaltar que até mesmo investimentos de alto risco garantem a aquisição de um ativo. Seja uma participação em uma empresa, um contrato de câmbio, um título do governo, uma debênture ou qualquer outro ativo negociado por meio de uma plataforma online, o investidor possui uma propriedade tangível.
    Entretanto, no caso das apostas esportivas, isso não se aplica: no final das contas, pode-se ficar sem nada.

(Geovani Bucci – maio/2024 https://einvestidor.estadao.com.br/comportamento/como-funcionam-as-bets-apostas-esportivas/)
Leia atentamente as afirmações a seguir sobre a lógica das apostas on-line descrita no texto, em seguida assinale Verdadeiro (V) ou Falso (F) para cada afirmação:

1. A principal motivação dos brasileiros para apostar é a emoção proporcionada pela experiência, e não a análise racional dos resultados.
2. Jogos como “Tigrinho” e “Aviãozinho” são ilegais e considerados de azar, enquanto apostas esportivas regulamentadas permitem algum grau de análise lógica.
3. Apostadores que utilizam histórico de confrontos, desempenho de atletas e algoritmos eliminam completamente o risco das apostas esportivas.
4. Investimentos na bolsa oferecem ativos tangíveis e previsibilidade maior que as apostas esportivas, que permanecem parciais e probabilísticas.
5. A Lei das Bets regulamenta as apostas, cria limites para os apostadores e tributa lucros, mas não garante que as apostas sejam isentas de risco.

Marque a opção correta:
Alternativas
Q3805525 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

Entenda a lógica por trás das ‘bets’, os sistemas de apostas on-line

A principal motivação para apostar é a “emoção”, aponta um estudo do Instituto QualiBest

    Os brasileiros estão cada vez mais animados com o mercado de apostas. Pelo menos é o que mostra o estudo Raio X do Investidor Brasileiro, realizado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais em parceria com o Datafolha.
   O levantamento mostra que cerca de 22 milhões de brasileiros (14% da população) dizem ter feito pelo menos uma ‘bet’ em 2023. Os números chamam a atenção, principalmente ao comparar com a quantidade de pessoas que investem na B3 (a Bolsa de valores): há somente 3,7 milhões de pessoas no Brasil. Logo, constata-se uma preferência maior da população por bets ou ao menos uma maior propagação. Mas qual é a lógica por trás dos sistemas de apostas on-line?
   O setor de apostas on-line foi regulamentado no Brasil em 2018. De lá para cá, o mercado popularizou e hoje chovem diferentes tipos de bet, como as apostas esportivas que se destacam principalmente entre o público masculino consumidor de futebol.
  Outras modalidades também se popularizaram, mas é preciso cuidado e atenção. Os jogos “do Tigrinho” e “do Aviãozinho” causaram diversas polêmicas e são ilegais no País. Nesse ponto, há uma diferença crucial: jogos como o do Tigre são considerados de azar, categoria proibida no Brasil, seguindo a lógica dos caça-níqueis e dos cassinos. Já as apostas esportivas são enquadradas no mesmo segmento das loterias.
    A “Lei das Bets”, sancionada em dezembro do ano passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, trouxe alguns fatores relevantes para os investidores. Houve uma imposição de 15% de Imposto de Renda da Pessoa Física sobre o lucro líquido dos prêmios. Além disso, algumas categorias de indivíduos são impedidas de apostar, incluindo menores de idade, pessoas com influência significativa, agentes públicos relacionados à regulação e fiscalização da atividade, entre outros.
   Para maximizar os resultados, muitos investidores confiam em sua intuição. Outros, por sua vez, utilizam algoritmos mais sofisticados e tendem a obter resultados mais consistentes: eles levam em consideração o histórico de resultados e o desempenho dos atletas, analisam o histórico de confrontos, avaliam a eficácia de cada equipe em diferentes aspectos do esporte, e assim por diante. Por essa razão, esse ambiente é mais propício à lógica do que à emoção.
  Plataformas como Bet365, Betfair, Betdaq, WBX e Ladbrokes Exchange movimentam cifras astronômicas anualmente, o que tem atraído crescente interesse tanto de analistas financeiros quanto de entusiastas de futebol, basquete e outras modalidades esportivas.
    O trading esportivo oferece uma gama variada de opções de apostas em cada tipo de partida: desde prever o vencedor até estimar o número de gols ou pontos no total do jogo. Os apostadores podem combinar essas variáveis; quanto mais específicas forem, menos provável será o resultado, mas maior será o potencial de ganhos se a aposta for bemsucedida.

Como apostar de maneira mais segura?

    Uma das principais motivações para os brasileiros se envolverem em jogos é a excitante “emoção” da aposta. Uma pesquisa realizada pelo Instituto QualiBest e a ENV Media, agência especializada na indústria de iGaming, revela que aproximadamente 38% das pessoas entrevistadas realizam apostas on-line pelo menos uma vez por semana, enquanto outros 23% o fazem quinzenalmente. Participaram 550 pessoas maiores de 18 anos, de todas as classes sociais e regiões do Brasil.
    Embora as apostas esportivas não sejam tão imprevisíveis quanto uma “Mega-Sena”, cujos resultados dependem puramente da sorte, sua natureza não sistemática não proporciona o mesmo nível de segurança que os investimentos nas bolsas.
    A regra básica é clara: para realizar um investimento, é essencial uma pesquisa aprofundada. A leitura e análise da dinâmica do setor onde se deseja investir fazem parte do dia a dia daqueles que optam por direcionar seus recursos para o mercado de ações ou instituições financeiras. É o entendimento dos fundamentos dos ativos que permite uma tomada de decisão embasada.
   Embora existam métodos sofisticados para prever resultados mais prováveis, o risco das apostas esportivas é elevado porque os eventos esportivos estão sujeitos a uma variedade de circunstâncias imprevistas. As surpresas, como resultados inesperados, são exemplos comuns disso. Apesar do aumento do desempenho dos jogadores e da profissionalização na gestão dos clubes, os noventa minutos de uma partida de futebol ainda contêm um elemento de imprevisibilidade.
    Nesse contexto, a experiência como torcedor pode ser útil, pois é evidente que, em alguns dias, a sorte não está a favor: o goleiro defende, a trave impede, o juiz invalida. Portanto, há uma parcela significativa de incerteza e fortuna envolvida nesse fenômeno. Por outro lado, no mercado de ações, os fundamentos permitem uma previsão mais precisa do destino do dinheiro investido.
    Do ponto de vista técnico, é crucial ressaltar que até mesmo investimentos de alto risco garantem a aquisição de um ativo. Seja uma participação em uma empresa, um contrato de câmbio, um título do governo, uma debênture ou qualquer outro ativo negociado por meio de uma plataforma online, o investidor possui uma propriedade tangível.
    Entretanto, no caso das apostas esportivas, isso não se aplica: no final das contas, pode-se ficar sem nada.

(Geovani Bucci – maio/2024 https://einvestidor.estadao.com.br/comportamento/como-funcionam-as-bets-apostas-esportivas/)
Considerando o texto, analise a seguinte afirmação: “A regulamentação das apostas esportivas no Brasil, formalizada pela Lei das Bets, cria um marco jurídico que estabelece tributos sobre os lucros e impõe restrições a determinados grupos de apostadores. Apesar disso, a natureza do risco inerente às apostas esportivas permanece elevada, diferindo de investimentos tradicionais, cuja análise fundamentada permite previsões mais confiáveis.” Com base nesse trecho, qual das interpretações abaixo melhor reflete a complexidade do sistema regulatório e a lógica subjacente das apostas?
Alternativas
Q3805524 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

Entenda a lógica por trás das ‘bets’, os sistemas de apostas on-line

A principal motivação para apostar é a “emoção”, aponta um estudo do Instituto QualiBest

    Os brasileiros estão cada vez mais animados com o mercado de apostas. Pelo menos é o que mostra o estudo Raio X do Investidor Brasileiro, realizado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais em parceria com o Datafolha.
   O levantamento mostra que cerca de 22 milhões de brasileiros (14% da população) dizem ter feito pelo menos uma ‘bet’ em 2023. Os números chamam a atenção, principalmente ao comparar com a quantidade de pessoas que investem na B3 (a Bolsa de valores): há somente 3,7 milhões de pessoas no Brasil. Logo, constata-se uma preferência maior da população por bets ou ao menos uma maior propagação. Mas qual é a lógica por trás dos sistemas de apostas on-line?
   O setor de apostas on-line foi regulamentado no Brasil em 2018. De lá para cá, o mercado popularizou e hoje chovem diferentes tipos de bet, como as apostas esportivas que se destacam principalmente entre o público masculino consumidor de futebol.
  Outras modalidades também se popularizaram, mas é preciso cuidado e atenção. Os jogos “do Tigrinho” e “do Aviãozinho” causaram diversas polêmicas e são ilegais no País. Nesse ponto, há uma diferença crucial: jogos como o do Tigre são considerados de azar, categoria proibida no Brasil, seguindo a lógica dos caça-níqueis e dos cassinos. Já as apostas esportivas são enquadradas no mesmo segmento das loterias.
    A “Lei das Bets”, sancionada em dezembro do ano passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, trouxe alguns fatores relevantes para os investidores. Houve uma imposição de 15% de Imposto de Renda da Pessoa Física sobre o lucro líquido dos prêmios. Além disso, algumas categorias de indivíduos são impedidas de apostar, incluindo menores de idade, pessoas com influência significativa, agentes públicos relacionados à regulação e fiscalização da atividade, entre outros.
   Para maximizar os resultados, muitos investidores confiam em sua intuição. Outros, por sua vez, utilizam algoritmos mais sofisticados e tendem a obter resultados mais consistentes: eles levam em consideração o histórico de resultados e o desempenho dos atletas, analisam o histórico de confrontos, avaliam a eficácia de cada equipe em diferentes aspectos do esporte, e assim por diante. Por essa razão, esse ambiente é mais propício à lógica do que à emoção.
  Plataformas como Bet365, Betfair, Betdaq, WBX e Ladbrokes Exchange movimentam cifras astronômicas anualmente, o que tem atraído crescente interesse tanto de analistas financeiros quanto de entusiastas de futebol, basquete e outras modalidades esportivas.
    O trading esportivo oferece uma gama variada de opções de apostas em cada tipo de partida: desde prever o vencedor até estimar o número de gols ou pontos no total do jogo. Os apostadores podem combinar essas variáveis; quanto mais específicas forem, menos provável será o resultado, mas maior será o potencial de ganhos se a aposta for bemsucedida.

Como apostar de maneira mais segura?

    Uma das principais motivações para os brasileiros se envolverem em jogos é a excitante “emoção” da aposta. Uma pesquisa realizada pelo Instituto QualiBest e a ENV Media, agência especializada na indústria de iGaming, revela que aproximadamente 38% das pessoas entrevistadas realizam apostas on-line pelo menos uma vez por semana, enquanto outros 23% o fazem quinzenalmente. Participaram 550 pessoas maiores de 18 anos, de todas as classes sociais e regiões do Brasil.
    Embora as apostas esportivas não sejam tão imprevisíveis quanto uma “Mega-Sena”, cujos resultados dependem puramente da sorte, sua natureza não sistemática não proporciona o mesmo nível de segurança que os investimentos nas bolsas.
    A regra básica é clara: para realizar um investimento, é essencial uma pesquisa aprofundada. A leitura e análise da dinâmica do setor onde se deseja investir fazem parte do dia a dia daqueles que optam por direcionar seus recursos para o mercado de ações ou instituições financeiras. É o entendimento dos fundamentos dos ativos que permite uma tomada de decisão embasada.
   Embora existam métodos sofisticados para prever resultados mais prováveis, o risco das apostas esportivas é elevado porque os eventos esportivos estão sujeitos a uma variedade de circunstâncias imprevistas. As surpresas, como resultados inesperados, são exemplos comuns disso. Apesar do aumento do desempenho dos jogadores e da profissionalização na gestão dos clubes, os noventa minutos de uma partida de futebol ainda contêm um elemento de imprevisibilidade.
    Nesse contexto, a experiência como torcedor pode ser útil, pois é evidente que, em alguns dias, a sorte não está a favor: o goleiro defende, a trave impede, o juiz invalida. Portanto, há uma parcela significativa de incerteza e fortuna envolvida nesse fenômeno. Por outro lado, no mercado de ações, os fundamentos permitem uma previsão mais precisa do destino do dinheiro investido.
    Do ponto de vista técnico, é crucial ressaltar que até mesmo investimentos de alto risco garantem a aquisição de um ativo. Seja uma participação em uma empresa, um contrato de câmbio, um título do governo, uma debênture ou qualquer outro ativo negociado por meio de uma plataforma online, o investidor possui uma propriedade tangível.
    Entretanto, no caso das apostas esportivas, isso não se aplica: no final das contas, pode-se ficar sem nada.

(Geovani Bucci – maio/2024 https://einvestidor.estadao.com.br/comportamento/como-funcionam-as-bets-apostas-esportivas/)
De acordo com o texto, qual é a principal diferença entre apostas esportivas e investimentos na bolsa de valores?
Alternativas
Q3805523 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

Entenda a lógica por trás das ‘bets’, os sistemas de apostas on-line

A principal motivação para apostar é a “emoção”, aponta um estudo do Instituto QualiBest

    Os brasileiros estão cada vez mais animados com o mercado de apostas. Pelo menos é o que mostra o estudo Raio X do Investidor Brasileiro, realizado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais em parceria com o Datafolha.
   O levantamento mostra que cerca de 22 milhões de brasileiros (14% da população) dizem ter feito pelo menos uma ‘bet’ em 2023. Os números chamam a atenção, principalmente ao comparar com a quantidade de pessoas que investem na B3 (a Bolsa de valores): há somente 3,7 milhões de pessoas no Brasil. Logo, constata-se uma preferência maior da população por bets ou ao menos uma maior propagação. Mas qual é a lógica por trás dos sistemas de apostas on-line?
   O setor de apostas on-line foi regulamentado no Brasil em 2018. De lá para cá, o mercado popularizou e hoje chovem diferentes tipos de bet, como as apostas esportivas que se destacam principalmente entre o público masculino consumidor de futebol.
  Outras modalidades também se popularizaram, mas é preciso cuidado e atenção. Os jogos “do Tigrinho” e “do Aviãozinho” causaram diversas polêmicas e são ilegais no País. Nesse ponto, há uma diferença crucial: jogos como o do Tigre são considerados de azar, categoria proibida no Brasil, seguindo a lógica dos caça-níqueis e dos cassinos. Já as apostas esportivas são enquadradas no mesmo segmento das loterias.
    A “Lei das Bets”, sancionada em dezembro do ano passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, trouxe alguns fatores relevantes para os investidores. Houve uma imposição de 15% de Imposto de Renda da Pessoa Física sobre o lucro líquido dos prêmios. Além disso, algumas categorias de indivíduos são impedidas de apostar, incluindo menores de idade, pessoas com influência significativa, agentes públicos relacionados à regulação e fiscalização da atividade, entre outros.
   Para maximizar os resultados, muitos investidores confiam em sua intuição. Outros, por sua vez, utilizam algoritmos mais sofisticados e tendem a obter resultados mais consistentes: eles levam em consideração o histórico de resultados e o desempenho dos atletas, analisam o histórico de confrontos, avaliam a eficácia de cada equipe em diferentes aspectos do esporte, e assim por diante. Por essa razão, esse ambiente é mais propício à lógica do que à emoção.
  Plataformas como Bet365, Betfair, Betdaq, WBX e Ladbrokes Exchange movimentam cifras astronômicas anualmente, o que tem atraído crescente interesse tanto de analistas financeiros quanto de entusiastas de futebol, basquete e outras modalidades esportivas.
    O trading esportivo oferece uma gama variada de opções de apostas em cada tipo de partida: desde prever o vencedor até estimar o número de gols ou pontos no total do jogo. Os apostadores podem combinar essas variáveis; quanto mais específicas forem, menos provável será o resultado, mas maior será o potencial de ganhos se a aposta for bemsucedida.

Como apostar de maneira mais segura?

    Uma das principais motivações para os brasileiros se envolverem em jogos é a excitante “emoção” da aposta. Uma pesquisa realizada pelo Instituto QualiBest e a ENV Media, agência especializada na indústria de iGaming, revela que aproximadamente 38% das pessoas entrevistadas realizam apostas on-line pelo menos uma vez por semana, enquanto outros 23% o fazem quinzenalmente. Participaram 550 pessoas maiores de 18 anos, de todas as classes sociais e regiões do Brasil.
    Embora as apostas esportivas não sejam tão imprevisíveis quanto uma “Mega-Sena”, cujos resultados dependem puramente da sorte, sua natureza não sistemática não proporciona o mesmo nível de segurança que os investimentos nas bolsas.
    A regra básica é clara: para realizar um investimento, é essencial uma pesquisa aprofundada. A leitura e análise da dinâmica do setor onde se deseja investir fazem parte do dia a dia daqueles que optam por direcionar seus recursos para o mercado de ações ou instituições financeiras. É o entendimento dos fundamentos dos ativos que permite uma tomada de decisão embasada.
   Embora existam métodos sofisticados para prever resultados mais prováveis, o risco das apostas esportivas é elevado porque os eventos esportivos estão sujeitos a uma variedade de circunstâncias imprevistas. As surpresas, como resultados inesperados, são exemplos comuns disso. Apesar do aumento do desempenho dos jogadores e da profissionalização na gestão dos clubes, os noventa minutos de uma partida de futebol ainda contêm um elemento de imprevisibilidade.
    Nesse contexto, a experiência como torcedor pode ser útil, pois é evidente que, em alguns dias, a sorte não está a favor: o goleiro defende, a trave impede, o juiz invalida. Portanto, há uma parcela significativa de incerteza e fortuna envolvida nesse fenômeno. Por outro lado, no mercado de ações, os fundamentos permitem uma previsão mais precisa do destino do dinheiro investido.
    Do ponto de vista técnico, é crucial ressaltar que até mesmo investimentos de alto risco garantem a aquisição de um ativo. Seja uma participação em uma empresa, um contrato de câmbio, um título do governo, uma debênture ou qualquer outro ativo negociado por meio de uma plataforma online, o investidor possui uma propriedade tangível.
    Entretanto, no caso das apostas esportivas, isso não se aplica: no final das contas, pode-se ficar sem nada.

(Geovani Bucci – maio/2024 https://einvestidor.estadao.com.br/comportamento/como-funcionam-as-bets-apostas-esportivas/)
De acordo com o texto, qual das afirmações a seguir melhor explica a lógica subjacente às apostas esportivas?
Alternativas
Q3805023 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

UM LUGAR AO SOL
Érico Veríssimo 


    Entraram na casa vizinha.

    Fernanda sentia sempre uma opressão quando se via na sala da casa de D. Magnólia. Tudo ali tinha um ar tão triste, tão sombrio, tão doentio... Os móveis eram escuros. A Bíblia encadernada de couro negro em cima da mesa. (D. Magnólia era metodista.) Quadros nas paredes com legendas tiradas das Escrituras. Um cheiro de defumação. E – o mais horrível de tudo – no canto da sala, a figura daquele homem sentado, vencido, daquele homem enorme, magro, amarelo, roído pelo câncer. 

    Era Orozimbo, o marido de D. Mag. Quando lhe falava, Fernanda tinha a impressão desagradável de que estava falando com um morto.

    A luz da sala estava apagada. Entrava pelas janelas uma fraca claridade que vinha das lâmpadas da rua.

    Fernanda sentiu logo a presença de Orozimbo. Cumprimentou:

    - Boa noite, seu Zimbo!

    E a voz dele, fraca, doente, mas mesmo assim profunda, incoerentemente musical, respondeu:

    - Boa noite!

    Entraram no quarto de Lu. D. Mag acendeu a luz e retirou-se, fechando a porta. Fernanda viu a menina a chorar estendida na cama, de borco, com a cabeça mergulhada no travesseiro. Ajoelhou-se junto dela, passou-lhe a mão pelos cabelos.

    - Então, bobinha. Por que é que está chorando?

    Lu soluçava sem responder. E depois, como Fernanda insistisse muito na pergunta, explodiu:

    - Eu... eu... queria... fazer... uma fantasia... e... e... essa besta não quer....

    - Não diga assim, Lu. Ela é sua mãe.

    - Besta! Isso que ela é.

    D. Mag chorava no corredor. Por que Deus a castigava assim, dando-lhe uma filha desobediente e blasfema? Não era ela uma boa cristã? Não ia todos os domingos ao culto? Não lhe bastavam os trabalhos que passara com o marido nos primeiros tempos do casamento, quando ele andava na pândega com outras mulheres? Não chegava o que ela sofria agora que ele estava doente e vivia ali no canto, derrotado, a falar na morte, a queixar-se da vida, a atormentá-la a todo o instante? Não bastava a trabalheira que ela tinha de pedalar a Singer todo o dia para ganhar dinheiro para o sustento da casa? Para ganhar dinheiro para dar vestidos e educação àquela ingrata?

    Fernanda passava a mão pela cabeça de Lu e lhe dizia de mansinho:

    - Não vê que não é direito você ir ao baile de carnaval quando seu pai está tão doente? Não vê que sua gente é pobre e que você precisa ter muito juízo?

    Lu explodiu de novo, sentando-se na cama:

    - Eu tenho ódio dela. Tenho ódio dele. Dos dois!

    Fernanda se pôs de pé.

    - Você não sabe o que está dizendo! Ódio de seu pai, de sua mãe?

    Lu tornou a cair de borco. Sua voz saía abafada debaixo do travesseiro.

    - Ódio, ódio, ódio.

    Sim: tinha raiva dos pais. Porque eles não queriam que ela fosse feliz, que tivesse um namorado, que frequentasse os cinemas, os bailes. Que culpa tinha de ter nascido pobre? Que culpa tinha da doença do pai ou das ideias religiosas da mãe? Era moça, queria aproveitar a vida. Um dia a velhice chegava e tudo ficava perdido para sempre. Não havia moças que tinham automóveis, que cantavam no rádio, que viajavam, que dançavam, que possuíam vestidos bonitos? Então? Ela era acaso aleijada? Não. Era um monstro de feia? Também não. Por que não havia de ser feliz? Oh! Deus podia matá-la, podia castigá-la, mas ela não sufocaria por mais tempo aquela raiva.

    - Vamos – murmurou Fernanda – faça uma forcinha. Pelo menos finja. Não vê que sua mãe sofre, seu pai sofre?

    Lu resistia. Obstinava-se. Havia de fazer a fantasia, havia de ir aos bailes do Cassino, nem que para isso tivesse de fugir.

    Fernanda por fim cansou. Sentou-se na cama, passou a mão pela testa. Ela trazia um filho no ventre. Talvez uma filha. Hoje fazia parte de seu ser: amanhã poderia haver uma separação tremenda como a que ela estava vendo... Teria o mundo entre ela e a sua criaturinha. Um milhão de desentendimentos, de conflitos, de interesses em choque....

    - Então Lu, não quer ser boazinha?

    Lu ergueu-se. Tinha uns olhos verdes muito grandes.

    Era fina de corpo e suas mãos, longas e brancas.

    Fernanda contemplou-a com simpatia e pena. Lu tomou-lhe das mãos e, com olhos vermelhos de chorar, perguntou:

    - Tu achas que eu sou má? Achas? Será que nem tu, nem tu me compreendes?

    Encostou a cabeça no peito da outra e desatou de novo o choro.

    Cinco minutos depois Fernanda saiu do quarto.

    D. Mag esperava-a no meio da sala. Nos seus olhos espantados havia uma interrogação ansiosa. Apesar de estarem na penumbra, Fernanda viu a dor que os velava.

    Aproximou-se dela, bateu-lhe no ombro.

    - Não faça caso, D. Mag... Isso passa. Amanhã quando ela voltar da escola e estiver mais calma, eu passo um sermão nela. Por hoje, lhe peço: não diga mais nada. Deixe... Essas criaturinhas são assim. Quanto mais confiança se dá, mais elas incomodam...

    Enquanto falava, Fernanda ouvia, horrorizada, a respiração arquejante do doente no seu canto escuro.

    - Bom, deixe ajudar a mamãe a lavar os pratos.

    Deu boa-noite e voltou para casa.

Um lugar ao sol. Rio de Janeiro, Globo, 1978.

(Dona Mag=Dona Magnólia)     
Em todas as alternativas o significado das palavras destacadas está adequado ao texto, exceto em: 
Alternativas
Q3805022 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

UM LUGAR AO SOL
Érico Veríssimo 


    Entraram na casa vizinha.

    Fernanda sentia sempre uma opressão quando se via na sala da casa de D. Magnólia. Tudo ali tinha um ar tão triste, tão sombrio, tão doentio... Os móveis eram escuros. A Bíblia encadernada de couro negro em cima da mesa. (D. Magnólia era metodista.) Quadros nas paredes com legendas tiradas das Escrituras. Um cheiro de defumação. E – o mais horrível de tudo – no canto da sala, a figura daquele homem sentado, vencido, daquele homem enorme, magro, amarelo, roído pelo câncer. 

    Era Orozimbo, o marido de D. Mag. Quando lhe falava, Fernanda tinha a impressão desagradável de que estava falando com um morto.

    A luz da sala estava apagada. Entrava pelas janelas uma fraca claridade que vinha das lâmpadas da rua.

    Fernanda sentiu logo a presença de Orozimbo. Cumprimentou:

    - Boa noite, seu Zimbo!

    E a voz dele, fraca, doente, mas mesmo assim profunda, incoerentemente musical, respondeu:

    - Boa noite!

    Entraram no quarto de Lu. D. Mag acendeu a luz e retirou-se, fechando a porta. Fernanda viu a menina a chorar estendida na cama, de borco, com a cabeça mergulhada no travesseiro. Ajoelhou-se junto dela, passou-lhe a mão pelos cabelos.

    - Então, bobinha. Por que é que está chorando?

    Lu soluçava sem responder. E depois, como Fernanda insistisse muito na pergunta, explodiu:

    - Eu... eu... queria... fazer... uma fantasia... e... e... essa besta não quer....

    - Não diga assim, Lu. Ela é sua mãe.

    - Besta! Isso que ela é.

    D. Mag chorava no corredor. Por que Deus a castigava assim, dando-lhe uma filha desobediente e blasfema? Não era ela uma boa cristã? Não ia todos os domingos ao culto? Não lhe bastavam os trabalhos que passara com o marido nos primeiros tempos do casamento, quando ele andava na pândega com outras mulheres? Não chegava o que ela sofria agora que ele estava doente e vivia ali no canto, derrotado, a falar na morte, a queixar-se da vida, a atormentá-la a todo o instante? Não bastava a trabalheira que ela tinha de pedalar a Singer todo o dia para ganhar dinheiro para o sustento da casa? Para ganhar dinheiro para dar vestidos e educação àquela ingrata?

    Fernanda passava a mão pela cabeça de Lu e lhe dizia de mansinho:

    - Não vê que não é direito você ir ao baile de carnaval quando seu pai está tão doente? Não vê que sua gente é pobre e que você precisa ter muito juízo?

    Lu explodiu de novo, sentando-se na cama:

    - Eu tenho ódio dela. Tenho ódio dele. Dos dois!

    Fernanda se pôs de pé.

    - Você não sabe o que está dizendo! Ódio de seu pai, de sua mãe?

    Lu tornou a cair de borco. Sua voz saía abafada debaixo do travesseiro.

    - Ódio, ódio, ódio.

    Sim: tinha raiva dos pais. Porque eles não queriam que ela fosse feliz, que tivesse um namorado, que frequentasse os cinemas, os bailes. Que culpa tinha de ter nascido pobre? Que culpa tinha da doença do pai ou das ideias religiosas da mãe? Era moça, queria aproveitar a vida. Um dia a velhice chegava e tudo ficava perdido para sempre. Não havia moças que tinham automóveis, que cantavam no rádio, que viajavam, que dançavam, que possuíam vestidos bonitos? Então? Ela era acaso aleijada? Não. Era um monstro de feia? Também não. Por que não havia de ser feliz? Oh! Deus podia matá-la, podia castigá-la, mas ela não sufocaria por mais tempo aquela raiva.

    - Vamos – murmurou Fernanda – faça uma forcinha. Pelo menos finja. Não vê que sua mãe sofre, seu pai sofre?

    Lu resistia. Obstinava-se. Havia de fazer a fantasia, havia de ir aos bailes do Cassino, nem que para isso tivesse de fugir.

    Fernanda por fim cansou. Sentou-se na cama, passou a mão pela testa. Ela trazia um filho no ventre. Talvez uma filha. Hoje fazia parte de seu ser: amanhã poderia haver uma separação tremenda como a que ela estava vendo... Teria o mundo entre ela e a sua criaturinha. Um milhão de desentendimentos, de conflitos, de interesses em choque....

    - Então Lu, não quer ser boazinha?

    Lu ergueu-se. Tinha uns olhos verdes muito grandes.

    Era fina de corpo e suas mãos, longas e brancas.

    Fernanda contemplou-a com simpatia e pena. Lu tomou-lhe das mãos e, com olhos vermelhos de chorar, perguntou:

    - Tu achas que eu sou má? Achas? Será que nem tu, nem tu me compreendes?

    Encostou a cabeça no peito da outra e desatou de novo o choro.

    Cinco minutos depois Fernanda saiu do quarto.

    D. Mag esperava-a no meio da sala. Nos seus olhos espantados havia uma interrogação ansiosa. Apesar de estarem na penumbra, Fernanda viu a dor que os velava.

    Aproximou-se dela, bateu-lhe no ombro.

    - Não faça caso, D. Mag... Isso passa. Amanhã quando ela voltar da escola e estiver mais calma, eu passo um sermão nela. Por hoje, lhe peço: não diga mais nada. Deixe... Essas criaturinhas são assim. Quanto mais confiança se dá, mais elas incomodam...

    Enquanto falava, Fernanda ouvia, horrorizada, a respiração arquejante do doente no seu canto escuro.

    - Bom, deixe ajudar a mamãe a lavar os pratos.

    Deu boa-noite e voltou para casa.

Um lugar ao sol. Rio de Janeiro, Globo, 1978.

(Dona Mag=Dona Magnólia)     
Qual é a posição de Fernanda em relação ao conflito entre Lu e D. Magnólia? 
Alternativas
Q3805021 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

UM LUGAR AO SOL
Érico Veríssimo 


    Entraram na casa vizinha.

    Fernanda sentia sempre uma opressão quando se via na sala da casa de D. Magnólia. Tudo ali tinha um ar tão triste, tão sombrio, tão doentio... Os móveis eram escuros. A Bíblia encadernada de couro negro em cima da mesa. (D. Magnólia era metodista.) Quadros nas paredes com legendas tiradas das Escrituras. Um cheiro de defumação. E – o mais horrível de tudo – no canto da sala, a figura daquele homem sentado, vencido, daquele homem enorme, magro, amarelo, roído pelo câncer. 

    Era Orozimbo, o marido de D. Mag. Quando lhe falava, Fernanda tinha a impressão desagradável de que estava falando com um morto.

    A luz da sala estava apagada. Entrava pelas janelas uma fraca claridade que vinha das lâmpadas da rua.

    Fernanda sentiu logo a presença de Orozimbo. Cumprimentou:

    - Boa noite, seu Zimbo!

    E a voz dele, fraca, doente, mas mesmo assim profunda, incoerentemente musical, respondeu:

    - Boa noite!

    Entraram no quarto de Lu. D. Mag acendeu a luz e retirou-se, fechando a porta. Fernanda viu a menina a chorar estendida na cama, de borco, com a cabeça mergulhada no travesseiro. Ajoelhou-se junto dela, passou-lhe a mão pelos cabelos.

    - Então, bobinha. Por que é que está chorando?

    Lu soluçava sem responder. E depois, como Fernanda insistisse muito na pergunta, explodiu:

    - Eu... eu... queria... fazer... uma fantasia... e... e... essa besta não quer....

    - Não diga assim, Lu. Ela é sua mãe.

    - Besta! Isso que ela é.

    D. Mag chorava no corredor. Por que Deus a castigava assim, dando-lhe uma filha desobediente e blasfema? Não era ela uma boa cristã? Não ia todos os domingos ao culto? Não lhe bastavam os trabalhos que passara com o marido nos primeiros tempos do casamento, quando ele andava na pândega com outras mulheres? Não chegava o que ela sofria agora que ele estava doente e vivia ali no canto, derrotado, a falar na morte, a queixar-se da vida, a atormentá-la a todo o instante? Não bastava a trabalheira que ela tinha de pedalar a Singer todo o dia para ganhar dinheiro para o sustento da casa? Para ganhar dinheiro para dar vestidos e educação àquela ingrata?

    Fernanda passava a mão pela cabeça de Lu e lhe dizia de mansinho:

    - Não vê que não é direito você ir ao baile de carnaval quando seu pai está tão doente? Não vê que sua gente é pobre e que você precisa ter muito juízo?

    Lu explodiu de novo, sentando-se na cama:

    - Eu tenho ódio dela. Tenho ódio dele. Dos dois!

    Fernanda se pôs de pé.

    - Você não sabe o que está dizendo! Ódio de seu pai, de sua mãe?

    Lu tornou a cair de borco. Sua voz saía abafada debaixo do travesseiro.

    - Ódio, ódio, ódio.

    Sim: tinha raiva dos pais. Porque eles não queriam que ela fosse feliz, que tivesse um namorado, que frequentasse os cinemas, os bailes. Que culpa tinha de ter nascido pobre? Que culpa tinha da doença do pai ou das ideias religiosas da mãe? Era moça, queria aproveitar a vida. Um dia a velhice chegava e tudo ficava perdido para sempre. Não havia moças que tinham automóveis, que cantavam no rádio, que viajavam, que dançavam, que possuíam vestidos bonitos? Então? Ela era acaso aleijada? Não. Era um monstro de feia? Também não. Por que não havia de ser feliz? Oh! Deus podia matá-la, podia castigá-la, mas ela não sufocaria por mais tempo aquela raiva.

    - Vamos – murmurou Fernanda – faça uma forcinha. Pelo menos finja. Não vê que sua mãe sofre, seu pai sofre?

    Lu resistia. Obstinava-se. Havia de fazer a fantasia, havia de ir aos bailes do Cassino, nem que para isso tivesse de fugir.

    Fernanda por fim cansou. Sentou-se na cama, passou a mão pela testa. Ela trazia um filho no ventre. Talvez uma filha. Hoje fazia parte de seu ser: amanhã poderia haver uma separação tremenda como a que ela estava vendo... Teria o mundo entre ela e a sua criaturinha. Um milhão de desentendimentos, de conflitos, de interesses em choque....

    - Então Lu, não quer ser boazinha?

    Lu ergueu-se. Tinha uns olhos verdes muito grandes.

    Era fina de corpo e suas mãos, longas e brancas.

    Fernanda contemplou-a com simpatia e pena. Lu tomou-lhe das mãos e, com olhos vermelhos de chorar, perguntou:

    - Tu achas que eu sou má? Achas? Será que nem tu, nem tu me compreendes?

    Encostou a cabeça no peito da outra e desatou de novo o choro.

    Cinco minutos depois Fernanda saiu do quarto.

    D. Mag esperava-a no meio da sala. Nos seus olhos espantados havia uma interrogação ansiosa. Apesar de estarem na penumbra, Fernanda viu a dor que os velava.

    Aproximou-se dela, bateu-lhe no ombro.

    - Não faça caso, D. Mag... Isso passa. Amanhã quando ela voltar da escola e estiver mais calma, eu passo um sermão nela. Por hoje, lhe peço: não diga mais nada. Deixe... Essas criaturinhas são assim. Quanto mais confiança se dá, mais elas incomodam...

    Enquanto falava, Fernanda ouvia, horrorizada, a respiração arquejante do doente no seu canto escuro.

    - Bom, deixe ajudar a mamãe a lavar os pratos.

    Deu boa-noite e voltou para casa.

Um lugar ao sol. Rio de Janeiro, Globo, 1978.

(Dona Mag=Dona Magnólia)     
Como D. Magnólia reage à rebeldia da filha Lu?  
Alternativas
Q3805019 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

UM LUGAR AO SOL
Érico Veríssimo 


    Entraram na casa vizinha.

    Fernanda sentia sempre uma opressão quando se via na sala da casa de D. Magnólia. Tudo ali tinha um ar tão triste, tão sombrio, tão doentio... Os móveis eram escuros. A Bíblia encadernada de couro negro em cima da mesa. (D. Magnólia era metodista.) Quadros nas paredes com legendas tiradas das Escrituras. Um cheiro de defumação. E – o mais horrível de tudo – no canto da sala, a figura daquele homem sentado, vencido, daquele homem enorme, magro, amarelo, roído pelo câncer. 

    Era Orozimbo, o marido de D. Mag. Quando lhe falava, Fernanda tinha a impressão desagradável de que estava falando com um morto.

    A luz da sala estava apagada. Entrava pelas janelas uma fraca claridade que vinha das lâmpadas da rua.

    Fernanda sentiu logo a presença de Orozimbo. Cumprimentou:

    - Boa noite, seu Zimbo!

    E a voz dele, fraca, doente, mas mesmo assim profunda, incoerentemente musical, respondeu:

    - Boa noite!

    Entraram no quarto de Lu. D. Mag acendeu a luz e retirou-se, fechando a porta. Fernanda viu a menina a chorar estendida na cama, de borco, com a cabeça mergulhada no travesseiro. Ajoelhou-se junto dela, passou-lhe a mão pelos cabelos.

    - Então, bobinha. Por que é que está chorando?

    Lu soluçava sem responder. E depois, como Fernanda insistisse muito na pergunta, explodiu:

    - Eu... eu... queria... fazer... uma fantasia... e... e... essa besta não quer....

    - Não diga assim, Lu. Ela é sua mãe.

    - Besta! Isso que ela é.

    D. Mag chorava no corredor. Por que Deus a castigava assim, dando-lhe uma filha desobediente e blasfema? Não era ela uma boa cristã? Não ia todos os domingos ao culto? Não lhe bastavam os trabalhos que passara com o marido nos primeiros tempos do casamento, quando ele andava na pândega com outras mulheres? Não chegava o que ela sofria agora que ele estava doente e vivia ali no canto, derrotado, a falar na morte, a queixar-se da vida, a atormentá-la a todo o instante? Não bastava a trabalheira que ela tinha de pedalar a Singer todo o dia para ganhar dinheiro para o sustento da casa? Para ganhar dinheiro para dar vestidos e educação àquela ingrata?

    Fernanda passava a mão pela cabeça de Lu e lhe dizia de mansinho:

    - Não vê que não é direito você ir ao baile de carnaval quando seu pai está tão doente? Não vê que sua gente é pobre e que você precisa ter muito juízo?

    Lu explodiu de novo, sentando-se na cama:

    - Eu tenho ódio dela. Tenho ódio dele. Dos dois!

    Fernanda se pôs de pé.

    - Você não sabe o que está dizendo! Ódio de seu pai, de sua mãe?

    Lu tornou a cair de borco. Sua voz saía abafada debaixo do travesseiro.

    - Ódio, ódio, ódio.

    Sim: tinha raiva dos pais. Porque eles não queriam que ela fosse feliz, que tivesse um namorado, que frequentasse os cinemas, os bailes. Que culpa tinha de ter nascido pobre? Que culpa tinha da doença do pai ou das ideias religiosas da mãe? Era moça, queria aproveitar a vida. Um dia a velhice chegava e tudo ficava perdido para sempre. Não havia moças que tinham automóveis, que cantavam no rádio, que viajavam, que dançavam, que possuíam vestidos bonitos? Então? Ela era acaso aleijada? Não. Era um monstro de feia? Também não. Por que não havia de ser feliz? Oh! Deus podia matá-la, podia castigá-la, mas ela não sufocaria por mais tempo aquela raiva.

    - Vamos – murmurou Fernanda – faça uma forcinha. Pelo menos finja. Não vê que sua mãe sofre, seu pai sofre?

    Lu resistia. Obstinava-se. Havia de fazer a fantasia, havia de ir aos bailes do Cassino, nem que para isso tivesse de fugir.

    Fernanda por fim cansou. Sentou-se na cama, passou a mão pela testa. Ela trazia um filho no ventre. Talvez uma filha. Hoje fazia parte de seu ser: amanhã poderia haver uma separação tremenda como a que ela estava vendo... Teria o mundo entre ela e a sua criaturinha. Um milhão de desentendimentos, de conflitos, de interesses em choque....

    - Então Lu, não quer ser boazinha?

    Lu ergueu-se. Tinha uns olhos verdes muito grandes.

    Era fina de corpo e suas mãos, longas e brancas.

    Fernanda contemplou-a com simpatia e pena. Lu tomou-lhe das mãos e, com olhos vermelhos de chorar, perguntou:

    - Tu achas que eu sou má? Achas? Será que nem tu, nem tu me compreendes?

    Encostou a cabeça no peito da outra e desatou de novo o choro.

    Cinco minutos depois Fernanda saiu do quarto.

    D. Mag esperava-a no meio da sala. Nos seus olhos espantados havia uma interrogação ansiosa. Apesar de estarem na penumbra, Fernanda viu a dor que os velava.

    Aproximou-se dela, bateu-lhe no ombro.

    - Não faça caso, D. Mag... Isso passa. Amanhã quando ela voltar da escola e estiver mais calma, eu passo um sermão nela. Por hoje, lhe peço: não diga mais nada. Deixe... Essas criaturinhas são assim. Quanto mais confiança se dá, mais elas incomodam...

    Enquanto falava, Fernanda ouvia, horrorizada, a respiração arquejante do doente no seu canto escuro.

    - Bom, deixe ajudar a mamãe a lavar os pratos.

    Deu boa-noite e voltou para casa.

Um lugar ao sol. Rio de Janeiro, Globo, 1978.

(Dona Mag=Dona Magnólia)     
Qual é a principal razão da opressão sentida por Fernanda ao estar na casa de D. Magnólia?  
Alternativas
Q3804797 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como é viver nas cidades com tecnologia mais avançada do mundo



A inteligência artificial (IA), os carros autônomos e as fontes de energia verde deixam de ser exceções para se tornarem o padrão em escala global. A inovação avança em ritmo sem precedentes, e novas invenções, registradas em patentes, surgem continuamente em países e cidades de todos os continentes. Ainda assim, alguns centros urbanos se destacam por promoverem um progresso mais intenso e integrado.


O Índice de Inovação Global 2025 (GII, na sigla em inglês), publicado anualmente pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), identifica os principais polos e países inovadores com base em critérios como investimento, desenvolvimento tecnológico, adoção de inovações e impacto socioeconômico. Segundo o relatório, os cem maiores polos de inovação do planeta — que vão de São Francisco, nos Estados Unidos, até Shenzhen, na China — respondem juntos por mais de 70% do capital de risco e das patentes mundiais.


Para compreender como a tecnologia influencia a vida cotidiana, a BBC conversou com moradores dos cinco principais polos de inovação do mundo, explorando de que forma esses ambientes transformam o cotidiano de quem vive neles e oferecem aos visitantes experiências futurísticas antes mesmo que elas cheguem a outras regiões.


O polo formado por Shenzhen, Hong Kong e Guangzhou, no sul da China, ocupa o primeiro lugar no ranking. Em 2025, a China aparece pela primeira vez entre os dez primeiros países mais inovadores, resultado do aumento de patentes, do avanço científico e do investimento em capital de risco. Nessa região, a inovação é parte inseparável da vida diária.


O britânico Jamie River, residente em Hong Kong há três anos, relata que é possível visitar mercados de rua e encontrar vendedores aceitando pagamentos via QR code ao lado de placas com preços escritos à mão. Pequenos lojistas usam vários aplicativos para gerenciar pedidos de entrega. "A combinação do novo com o antigo cria uma energia peculiar. Ninguém tem medo de testar coisas novas", comenta.


O cartão Octopus, lançado em 1997 para o transporte público, transformou-se em ferramenta de pagamento para compras cotidianas, de máquinas automáticas a parquímetros. River recomenda aos visitantes o passeio de barca Star Ferry à noite, quando ocorre o espetáculo Sinfonia das Luzes, que sincroniza música, lasers e telas de LED em quarenta e três edifícios. Outro ponto de visita é a antiga delegacia PMQ, hoje ocupada por escritórios, lojas e cafés, onde convivem ateliês de caligrafia tradicional e oficinas de impressão 3D.


Sede de gigantes como Huawei e Tencent, Shenzhen evoluiu de uma vila de pescadores para um centro global de tecnologia. A cidade foi escolhida em 1980 como a primeira Zona Econômica Especial da China, recebendo incentivos para impulsionar a inovação. Desde 2008, quando foi nomeada Cidade Criativa da Unesco, passou a abrigar espaços como o Laboratório Aberto de Inovação e o OCT Loft, que oferecem infraestrutura tecnológica acessível.


O morador Leon Huang destaca que esses locais reúnem estudantes, profissionais e entusiastas em um ambiente colaborativo e inclusivo. Entre as atrações, estão os espetáculos de drones na Baía do Parque de Talentos, que chegaram a reunir doze mil aparelhos, estabelecendo recorde mundial.


Em segundo lugar está o polo Tóquio−Yokohama, no Japão, responsável por mais de 10% das patentes internacionais. Para a moradora Dana Yao, o avanço tecnológico japonês é discreto, prático e profundamente humano. Sensores de IA em lojas de conveniência, cartões integrados de transporte e máquinas automáticas são parte do cotidiano.


Entre as experiências recomendadas estão o Henn Na Hotel, em que o check-in é automatizado e o serviço é realizado por robôs, o trem autônomo da linha Yurikamome, com vista panorâmica da baía, e o museu interativo teamLab Planets, que oferece salas imersivas de luz e cor que reagem ao movimento dos visitantes.


Em terceiro lugar, o polo San José−São Francisco, nos Estados Unidos, conhecido como Vale do Silício, concentra a maior quantidade de capital de risco do planeta, gerando 7% de todos os negócios globais e atraindo empreendedores de diversas áreas.


O empresário Ritesh Patel, fundador da Ticket Fairy, afirma que a cidade vive um renascimento tecnológico impulsionado pela inteligência artificial. "Você conversa em um jantar sobre o desafio da sua start-up, e alguém já conhece a pessoa certa para ajudar", diz. Para ele, é possível testar tecnologias que o resto do mundo só conhecerá meses depois — como os carros autônomos Waymo, amplamente usados na região.


A quarta posição pertence a Pequim, que lidera em número de publicações científicas e se destaca por combinar alta tecnologia e tradição. A futurista Elle Farrell-Kingsley descreve a cidade como um ambiente em que inovação, cultura e qualidade de vida coexistem. Aplicativos como Alipay e WeChat concentram pagamentos, tradução e entrega de alimentos. Ela cita o robotáxi Apollo, da Baidu, como símbolo dessa modernidade: "É um carro sem volante e completamente seguro."


Em quinto lugar, Seul, na Coreia do Sul, responde por 5,4% dos pedidos de patentes globais e é líder asiática em investimentos de capital de risco. O morador Chris Oberman afirma que a busca pela inovação vem da escassez de recursos naturais: "Há um impulso coletivo para crescer e não ficar para trás."


Na capital sul-coreana, portas digitais, pagamentos sem dinheiro e lojas automatizadas abertas 24 horas fazem parte da rotina. O rio Cheongyecheon, no centro, é exemplo do planejamento sustentável: mistura natureza, transporte autônomo e design urbano inteligente.


Entre as cidades latino-americanas, São Paulo aparece em quadragésimo nono lugar, e Cidade do México, pela primeira vez no ranking, em septuagésimo nono. Ambas representam o esforço da região em acompanhar o avanço tecnológico global, reforçando a presença latino-americana entre os cem principais polos de inovação do mundo, segundo o relatório da OMPI.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2prv3pm8no.adaptado.

O texto apresenta uma análise comparativa entre diferentes polos de inovação no mundo, mostrando como fatores históricos, econômicos e culturais influenciam o modo como cada cidade se desenvolve tecnologicamente. Embora o avanço da inteligência artificial, da automação e da energia limpa seja global, a distribuição desses benefícios não ocorre de forma uniforme.



De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Q3804794 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como é viver nas cidades com tecnologia mais avançada do mundo



A inteligência artificial (IA), os carros autônomos e as fontes de energia verde deixam de ser exceções para se tornarem o padrão em escala global. A inovação avança em ritmo sem precedentes, e novas invenções, registradas em patentes, surgem continuamente em países e cidades de todos os continentes. Ainda assim, alguns centros urbanos se destacam por promoverem um progresso mais intenso e integrado.


O Índice de Inovação Global 2025 (GII, na sigla em inglês), publicado anualmente pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), identifica os principais polos e países inovadores com base em critérios como investimento, desenvolvimento tecnológico, adoção de inovações e impacto socioeconômico. Segundo o relatório, os cem maiores polos de inovação do planeta — que vão de São Francisco, nos Estados Unidos, até Shenzhen, na China — respondem juntos por mais de 70% do capital de risco e das patentes mundiais.


Para compreender como a tecnologia influencia a vida cotidiana, a BBC conversou com moradores dos cinco principais polos de inovação do mundo, explorando de que forma esses ambientes transformam o cotidiano de quem vive neles e oferecem aos visitantes experiências futurísticas antes mesmo que elas cheguem a outras regiões.


O polo formado por Shenzhen, Hong Kong e Guangzhou, no sul da China, ocupa o primeiro lugar no ranking. Em 2025, a China aparece pela primeira vez entre os dez primeiros países mais inovadores, resultado do aumento de patentes, do avanço científico e do investimento em capital de risco. Nessa região, a inovação é parte inseparável da vida diária.


O britânico Jamie River, residente em Hong Kong há três anos, relata que é possível visitar mercados de rua e encontrar vendedores aceitando pagamentos via QR code ao lado de placas com preços escritos à mão. Pequenos lojistas usam vários aplicativos para gerenciar pedidos de entrega. "A combinação do novo com o antigo cria uma energia peculiar. Ninguém tem medo de testar coisas novas", comenta.


O cartão Octopus, lançado em 1997 para o transporte público, transformou-se em ferramenta de pagamento para compras cotidianas, de máquinas automáticas a parquímetros. River recomenda aos visitantes o passeio de barca Star Ferry à noite, quando ocorre o espetáculo Sinfonia das Luzes, que sincroniza música, lasers e telas de LED em quarenta e três edifícios. Outro ponto de visita é a antiga delegacia PMQ, hoje ocupada por escritórios, lojas e cafés, onde convivem ateliês de caligrafia tradicional e oficinas de impressão 3D.


Sede de gigantes como Huawei e Tencent, Shenzhen evoluiu de uma vila de pescadores para um centro global de tecnologia. A cidade foi escolhida em 1980 como a primeira Zona Econômica Especial da China, recebendo incentivos para impulsionar a inovação. Desde 2008, quando foi nomeada Cidade Criativa da Unesco, passou a abrigar espaços como o Laboratório Aberto de Inovação e o OCT Loft, que oferecem infraestrutura tecnológica acessível.


O morador Leon Huang destaca que esses locais reúnem estudantes, profissionais e entusiastas em um ambiente colaborativo e inclusivo. Entre as atrações, estão os espetáculos de drones na Baía do Parque de Talentos, que chegaram a reunir doze mil aparelhos, estabelecendo recorde mundial.


Em segundo lugar está o polo Tóquio−Yokohama, no Japão, responsável por mais de 10% das patentes internacionais. Para a moradora Dana Yao, o avanço tecnológico japonês é discreto, prático e profundamente humano. Sensores de IA em lojas de conveniência, cartões integrados de transporte e máquinas automáticas são parte do cotidiano.


Entre as experiências recomendadas estão o Henn Na Hotel, em que o check-in é automatizado e o serviço é realizado por robôs, o trem autônomo da linha Yurikamome, com vista panorâmica da baía, e o museu interativo teamLab Planets, que oferece salas imersivas de luz e cor que reagem ao movimento dos visitantes.


Em terceiro lugar, o polo San José−São Francisco, nos Estados Unidos, conhecido como Vale do Silício, concentra a maior quantidade de capital de risco do planeta, gerando 7% de todos os negócios globais e atraindo empreendedores de diversas áreas.


O empresário Ritesh Patel, fundador da Ticket Fairy, afirma que a cidade vive um renascimento tecnológico impulsionado pela inteligência artificial. "Você conversa em um jantar sobre o desafio da sua start-up, e alguém já conhece a pessoa certa para ajudar", diz. Para ele, é possível testar tecnologias que o resto do mundo só conhecerá meses depois — como os carros autônomos Waymo, amplamente usados na região.


A quarta posição pertence a Pequim, que lidera em número de publicações científicas e se destaca por combinar alta tecnologia e tradição. A futurista Elle Farrell-Kingsley descreve a cidade como um ambiente em que inovação, cultura e qualidade de vida coexistem. Aplicativos como Alipay e WeChat concentram pagamentos, tradução e entrega de alimentos. Ela cita o robotáxi Apollo, da Baidu, como símbolo dessa modernidade: "É um carro sem volante e completamente seguro."


Em quinto lugar, Seul, na Coreia do Sul, responde por 5,4% dos pedidos de patentes globais e é líder asiática em investimentos de capital de risco. O morador Chris Oberman afirma que a busca pela inovação vem da escassez de recursos naturais: "Há um impulso coletivo para crescer e não ficar para trás."


Na capital sul-coreana, portas digitais, pagamentos sem dinheiro e lojas automatizadas abertas 24 horas fazem parte da rotina. O rio Cheongyecheon, no centro, é exemplo do planejamento sustentável: mistura natureza, transporte autônomo e design urbano inteligente.


Entre as cidades latino-americanas, São Paulo aparece em quadragésimo nono lugar, e Cidade do México, pela primeira vez no ranking, em septuagésimo nono. Ambas representam o esforço da região em acompanhar o avanço tecnológico global, reforçando a presença latino-americana entre os cem principais polos de inovação do mundo, segundo o relatório da OMPI.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2prv3pm8no.adaptado.

O texto evidencia que o avanço tecnológico nas cidades mais inovadoras do mundo não é apenas um fenômeno técnico, mas também uma experiência vivida pelos cidadãos. As descrições de moradores como Jamie River, Dana Yao e Ritesh Patel revelam que o contato direto com a tecnologia redefine a forma de perceber o espaço urbano, o trabalho e as relações sociais, aproximando o cotidiano daquilo que antes era considerado futurista.



De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Q3804792 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como é viver nas cidades com tecnologia mais avançada do mundo



A inteligência artificial (IA), os carros autônomos e as fontes de energia verde deixam de ser exceções para se tornarem o padrão em escala global. A inovação avança em ritmo sem precedentes, e novas invenções, registradas em patentes, surgem continuamente em países e cidades de todos os continentes. Ainda assim, alguns centros urbanos se destacam por promoverem um progresso mais intenso e integrado.


O Índice de Inovação Global 2025 (GII, na sigla em inglês), publicado anualmente pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), identifica os principais polos e países inovadores com base em critérios como investimento, desenvolvimento tecnológico, adoção de inovações e impacto socioeconômico. Segundo o relatório, os cem maiores polos de inovação do planeta — que vão de São Francisco, nos Estados Unidos, até Shenzhen, na China — respondem juntos por mais de 70% do capital de risco e das patentes mundiais.


Para compreender como a tecnologia influencia a vida cotidiana, a BBC conversou com moradores dos cinco principais polos de inovação do mundo, explorando de que forma esses ambientes transformam o cotidiano de quem vive neles e oferecem aos visitantes experiências futurísticas antes mesmo que elas cheguem a outras regiões.


O polo formado por Shenzhen, Hong Kong e Guangzhou, no sul da China, ocupa o primeiro lugar no ranking. Em 2025, a China aparece pela primeira vez entre os dez primeiros países mais inovadores, resultado do aumento de patentes, do avanço científico e do investimento em capital de risco. Nessa região, a inovação é parte inseparável da vida diária.


O britânico Jamie River, residente em Hong Kong há três anos, relata que é possível visitar mercados de rua e encontrar vendedores aceitando pagamentos via QR code ao lado de placas com preços escritos à mão. Pequenos lojistas usam vários aplicativos para gerenciar pedidos de entrega. "A combinação do novo com o antigo cria uma energia peculiar. Ninguém tem medo de testar coisas novas", comenta.


O cartão Octopus, lançado em 1997 para o transporte público, transformou-se em ferramenta de pagamento para compras cotidianas, de máquinas automáticas a parquímetros. River recomenda aos visitantes o passeio de barca Star Ferry à noite, quando ocorre o espetáculo Sinfonia das Luzes, que sincroniza música, lasers e telas de LED em quarenta e três edifícios. Outro ponto de visita é a antiga delegacia PMQ, hoje ocupada por escritórios, lojas e cafés, onde convivem ateliês de caligrafia tradicional e oficinas de impressão 3D.


Sede de gigantes como Huawei e Tencent, Shenzhen evoluiu de uma vila de pescadores para um centro global de tecnologia. A cidade foi escolhida em 1980 como a primeira Zona Econômica Especial da China, recebendo incentivos para impulsionar a inovação. Desde 2008, quando foi nomeada Cidade Criativa da Unesco, passou a abrigar espaços como o Laboratório Aberto de Inovação e o OCT Loft, que oferecem infraestrutura tecnológica acessível.


O morador Leon Huang destaca que esses locais reúnem estudantes, profissionais e entusiastas em um ambiente colaborativo e inclusivo. Entre as atrações, estão os espetáculos de drones na Baía do Parque de Talentos, que chegaram a reunir doze mil aparelhos, estabelecendo recorde mundial.


Em segundo lugar está o polo Tóquio−Yokohama, no Japão, responsável por mais de 10% das patentes internacionais. Para a moradora Dana Yao, o avanço tecnológico japonês é discreto, prático e profundamente humano. Sensores de IA em lojas de conveniência, cartões integrados de transporte e máquinas automáticas são parte do cotidiano.


Entre as experiências recomendadas estão o Henn Na Hotel, em que o check-in é automatizado e o serviço é realizado por robôs, o trem autônomo da linha Yurikamome, com vista panorâmica da baía, e o museu interativo teamLab Planets, que oferece salas imersivas de luz e cor que reagem ao movimento dos visitantes.


Em terceiro lugar, o polo San José−São Francisco, nos Estados Unidos, conhecido como Vale do Silício, concentra a maior quantidade de capital de risco do planeta, gerando 7% de todos os negócios globais e atraindo empreendedores de diversas áreas.


O empresário Ritesh Patel, fundador da Ticket Fairy, afirma que a cidade vive um renascimento tecnológico impulsionado pela inteligência artificial. "Você conversa em um jantar sobre o desafio da sua start-up, e alguém já conhece a pessoa certa para ajudar", diz. Para ele, é possível testar tecnologias que o resto do mundo só conhecerá meses depois — como os carros autônomos Waymo, amplamente usados na região.


A quarta posição pertence a Pequim, que lidera em número de publicações científicas e se destaca por combinar alta tecnologia e tradição. A futurista Elle Farrell-Kingsley descreve a cidade como um ambiente em que inovação, cultura e qualidade de vida coexistem. Aplicativos como Alipay e WeChat concentram pagamentos, tradução e entrega de alimentos. Ela cita o robotáxi Apollo, da Baidu, como símbolo dessa modernidade: "É um carro sem volante e completamente seguro."


Em quinto lugar, Seul, na Coreia do Sul, responde por 5,4% dos pedidos de patentes globais e é líder asiática em investimentos de capital de risco. O morador Chris Oberman afirma que a busca pela inovação vem da escassez de recursos naturais: "Há um impulso coletivo para crescer e não ficar para trás."


Na capital sul-coreana, portas digitais, pagamentos sem dinheiro e lojas automatizadas abertas 24 horas fazem parte da rotina. O rio Cheongyecheon, no centro, é exemplo do planejamento sustentável: mistura natureza, transporte autônomo e design urbano inteligente.


Entre as cidades latino-americanas, São Paulo aparece em quadragésimo nono lugar, e Cidade do México, pela primeira vez no ranking, em septuagésimo nono. Ambas representam o esforço da região em acompanhar o avanço tecnológico global, reforçando a presença latino-americana entre os cem principais polos de inovação do mundo, segundo o relatório da OMPI.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2prv3pm8no.adaptado.

O texto aborda a transformação das grandes cidades em polos de inovação e tecnologia, destacando como o avanço científico e a automação se entrelaçam com os aspectos sociais, econômicos e culturais.


De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que: 

Alternativas
Q3804790 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como é viver nas cidades com tecnologia mais avançada do mundo



A inteligência artificial (IA), os carros autônomos e as fontes de energia verde deixam de ser exceções para se tornarem o padrão em escala global. A inovação avança em ritmo sem precedentes, e novas invenções, registradas em patentes, surgem continuamente em países e cidades de todos os continentes. Ainda assim, alguns centros urbanos se destacam por promoverem um progresso mais intenso e integrado.


O Índice de Inovação Global 2025 (GII, na sigla em inglês), publicado anualmente pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), identifica os principais polos e países inovadores com base em critérios como investimento, desenvolvimento tecnológico, adoção de inovações e impacto socioeconômico. Segundo o relatório, os cem maiores polos de inovação do planeta — que vão de São Francisco, nos Estados Unidos, até Shenzhen, na China — respondem juntos por mais de 70% do capital de risco e das patentes mundiais.


Para compreender como a tecnologia influencia a vida cotidiana, a BBC conversou com moradores dos cinco principais polos de inovação do mundo, explorando de que forma esses ambientes transformam o cotidiano de quem vive neles e oferecem aos visitantes experiências futurísticas antes mesmo que elas cheguem a outras regiões.


O polo formado por Shenzhen, Hong Kong e Guangzhou, no sul da China, ocupa o primeiro lugar no ranking. Em 2025, a China aparece pela primeira vez entre os dez primeiros países mais inovadores, resultado do aumento de patentes, do avanço científico e do investimento em capital de risco. Nessa região, a inovação é parte inseparável da vida diária.


O britânico Jamie River, residente em Hong Kong há três anos, relata que é possível visitar mercados de rua e encontrar vendedores aceitando pagamentos via QR code ao lado de placas com preços escritos à mão. Pequenos lojistas usam vários aplicativos para gerenciar pedidos de entrega. "A combinação do novo com o antigo cria uma energia peculiar. Ninguém tem medo de testar coisas novas", comenta.


O cartão Octopus, lançado em 1997 para o transporte público, transformou-se em ferramenta de pagamento para compras cotidianas, de máquinas automáticas a parquímetros. River recomenda aos visitantes o passeio de barca Star Ferry à noite, quando ocorre o espetáculo Sinfonia das Luzes, que sincroniza música, lasers e telas de LED em quarenta e três edifícios. Outro ponto de visita é a antiga delegacia PMQ, hoje ocupada por escritórios, lojas e cafés, onde convivem ateliês de caligrafia tradicional e oficinas de impressão 3D.


Sede de gigantes como Huawei e Tencent, Shenzhen evoluiu de uma vila de pescadores para um centro global de tecnologia. A cidade foi escolhida em 1980 como a primeira Zona Econômica Especial da China, recebendo incentivos para impulsionar a inovação. Desde 2008, quando foi nomeada Cidade Criativa da Unesco, passou a abrigar espaços como o Laboratório Aberto de Inovação e o OCT Loft, que oferecem infraestrutura tecnológica acessível.


O morador Leon Huang destaca que esses locais reúnem estudantes, profissionais e entusiastas em um ambiente colaborativo e inclusivo. Entre as atrações, estão os espetáculos de drones na Baía do Parque de Talentos, que chegaram a reunir doze mil aparelhos, estabelecendo recorde mundial.


Em segundo lugar está o polo Tóquio−Yokohama, no Japão, responsável por mais de 10% das patentes internacionais. Para a moradora Dana Yao, o avanço tecnológico japonês é discreto, prático e profundamente humano. Sensores de IA em lojas de conveniência, cartões integrados de transporte e máquinas automáticas são parte do cotidiano.


Entre as experiências recomendadas estão o Henn Na Hotel, em que o check-in é automatizado e o serviço é realizado por robôs, o trem autônomo da linha Yurikamome, com vista panorâmica da baía, e o museu interativo teamLab Planets, que oferece salas imersivas de luz e cor que reagem ao movimento dos visitantes.


Em terceiro lugar, o polo San José−São Francisco, nos Estados Unidos, conhecido como Vale do Silício, concentra a maior quantidade de capital de risco do planeta, gerando 7% de todos os negócios globais e atraindo empreendedores de diversas áreas.


O empresário Ritesh Patel, fundador da Ticket Fairy, afirma que a cidade vive um renascimento tecnológico impulsionado pela inteligência artificial. "Você conversa em um jantar sobre o desafio da sua start-up, e alguém já conhece a pessoa certa para ajudar", diz. Para ele, é possível testar tecnologias que o resto do mundo só conhecerá meses depois — como os carros autônomos Waymo, amplamente usados na região.


A quarta posição pertence a Pequim, que lidera em número de publicações científicas e se destaca por combinar alta tecnologia e tradição. A futurista Elle Farrell-Kingsley descreve a cidade como um ambiente em que inovação, cultura e qualidade de vida coexistem. Aplicativos como Alipay e WeChat concentram pagamentos, tradução e entrega de alimentos. Ela cita o robotáxi Apollo, da Baidu, como símbolo dessa modernidade: "É um carro sem volante e completamente seguro."


Em quinto lugar, Seul, na Coreia do Sul, responde por 5,4% dos pedidos de patentes globais e é líder asiática em investimentos de capital de risco. O morador Chris Oberman afirma que a busca pela inovação vem da escassez de recursos naturais: "Há um impulso coletivo para crescer e não ficar para trás."


Na capital sul-coreana, portas digitais, pagamentos sem dinheiro e lojas automatizadas abertas 24 horas fazem parte da rotina. O rio Cheongyecheon, no centro, é exemplo do planejamento sustentável: mistura natureza, transporte autônomo e design urbano inteligente.


Entre as cidades latino-americanas, São Paulo aparece em quadragésimo nono lugar, e Cidade do México, pela primeira vez no ranking, em septuagésimo nono. Ambas representam o esforço da região em acompanhar o avanço tecnológico global, reforçando a presença latino-americana entre os cem principais polos de inovação do mundo, segundo o relatório da OMPI.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2prv3pm8no.adaptado.

O texto analisa como a inovação tecnológica deixou de ser um fenômeno isolado para se tornar um elemento estruturante das relações econômicas e sociais contemporâneas. Ao citar exemplos de cidades como Shenzhen, Tóquio, São Francisco e Seul, o autor revela que a tecnologia atua não apenas como motor econômico, mas também como mecanismo de reorganização das dinâmicas urbanas e da interação entre cidadãos e governos.



De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Q3804438 Português

Leia o texto a seguir.


        A educação é, sem dúvida, um dos pilares do desenvolvimento de qualquer sociedade e deve ser valorizada. Investir em escolas, professores e recursos didáticos significa preparar cidadãos capazes de atuar de maneira crítica e responsável.


        Entretanto, muitas vezes, o discurso em defesa da educação é acompanhado de práticas políticas contraditórias. Não raramente, os mesmos que a enaltecem em seus pronunciamentos oficiais são os que reduzem verbas destinadas ao setor.


        É importante ressaltar que a educação precisa ser valorizada porque é importante para a sociedade. Logo, a construção de uma sociedade mais justa dependerá de uma escola que seja democrática, acessível a todos e que ofereça condições de aprendizado de qualidade, na qual a educação tenha realmente valor.


        A respeito da qualidade textual e dos aspectos de leitura e produção presentes no texto, assinale a alternativa correta: 

Alternativas
Q3804437 Português

A partir da leitura do texto-base, analise as afirmativas que seguem o texto.


A leitura, mais do que decifrar códigos, é um exercício de posicionamento diante do mundo. Quem lê não apenas absorve informações, mas as relaciona com suas experiências, questiona o que está posto e constrói sentidos que ultrapassam o texto. No entanto, em uma sociedade marcada pelo imediatismo e pelo consumo acelerado de conteúdos, o ato de ler tende a ser reduzido a uma prática superficial, em que se busca apenas a informação rápida, sem reflexão.


Nesse contexto, formar leitores críticos exige um trabalho constante de valorização da leitura como prática social e não apenas como habilidade escolar. O texto, seja qual for o gênero literário, deve ser compreendido como espaço de diálogo, em que múltiplas vozes se cruzam e se confrontam.


Por isso, também escrever não é apenas combinar palavras de forma correta, mas construir uma voz autoral capaz de dialogar com diferentes perspectivas, questionar desigualdades e propor novas formas de compreender a realidade. A escola, portanto, tem papel fundamental em criar condições para que leitura e escrita se tornem instrumentos de emancipação.



I - O autor defende que ler vai além da decodificação de palavras, pois envolve interpretação, reflexão e diálogo com o mundo.


II - O texto critica o uso das tecnologias digitais, sugerindo que apenas os textos literários formam leitores críticos.


III - A leitura é apresentada como prática social, capaz de favorecer a construção de sentidos e o posicionamento crítico.


IV - Escrever é visto, no texto, como ato de expressar apenas informações objetivas, sem espaço para subjetividade ou reflexão.



Assinale a alternativa correta:  

Alternativas
Q3804433 Português

Leia as frases a seguir, cada uma com uma figura de linguagem.



I - Aquela menina é uma flor no jardim da vida.


II - Corri tanto que minhas pernas eram asas.


III - Os sinos gritavam anunciando o fim do ano.


IV - Ele disse que estava calmo, mas sua voz tremia feito folha ao vento.



Sobre os recursos expressivos utilizados, é correto afirmar que: 

Alternativas
Q3804430 Português

Analise o texto abaixo.


        O avanço tecnológico tem transformado rapidamente a forma como nos comunicamos. Novas plataformas digitais surgem a cada instante, permitindo que a informação circule em escala global. Entretanto, esse dinamismo não elimina os desafios relacionados à veracidade dos conteúdos compartilhados.


        A velocidade com que notícias falsas se propagam é proporcional à dificuldade que os leitores encontram para avaliar criticamente o que recebem. Por isso, embora o acesso à informação seja um direito fundamental, tal acesso pode gerar riscos quando não acompanhado de formação adequada. Outro aspecto importante é que a responsabilidade de verificar a origem das notícias cabe somente aos órgãos governamentais.


        Nesse contexto, torna-se indispensável que cada cidadão desenvolva competências de leitura crítica. Afinal, de nada adianta a rapidez no compartilhamento de dados se o sujeito não for capaz de distinguir o que contribui para o conhecimento do que apenas alimenta a desinformação. Assim, a construção de uma sociedade mais consciente depende da participação conjunta de indivíduos, instituições de ensino, órgãos reguladores e meios de comunicação.



Com base no texto apresentado e as relações de coesão e coerência, analise as afirmativas a seguir



I - O emprego de "Entretanto" (parágrafo 1) estabelece relação de contraste, reforçando a ideia de que o dinamismo das plataformas não resolve todos os problemas.


II - O trecho "Outro aspecto importante é que a responsabilidade de verificar a origem das notícias cabe somente aos órgãos governamentais" (parágrafo 2) compromete a coerência do texto, pois contradiz o que se afirma no parágrafo 3.


III - A expressão "Nesse contexto" (parágrafo 3) retoma globalmente os argumentos anteriores e contribui para a progressão lógica do texto.


IV - A construção do texto apresenta falhas de coesão, já que não há conectores adequados entre os parágrafos, o que compromete a compreensão.



Assinale a alternativa correta: 

Alternativas
Respostas
7701: A
7702: A
7703: C
7704: A
7705: D
7706: B
7707: A
7708: C
7709: C
7710: B
7711: D
7712: A
7713: B
7714: D
7715: C
7716: B
7717: A
7718: A
7719: B
7720: A