Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3787730 Português

Leia o excerto a seguir, extraído de um documento orientador do ensino de Língua Portuguesa:


"A leitura, entendida como prática discursiva, desloca-se da ideia de mera decodificação para uma experiência interacional complexa, em que o sujeito-leitor atua como coautor dos sentidos, reelaborando-os à luz de seu repertório e das múltiplas materialidades textuais com que interage."


Considerando os fundamentos teóricos da linguística textual e os princípios que norteiam o ensino de leitura nos documentos curriculares oficiais, assinale a alternativa que apresenta uma interpretação compatível com os desdobramentos pedagógicos desse entendimento.

Alternativas
Q3787728 Português

A respeito da relação entre a norma culta e o ensino da língua portuguesa no contexto escolar brasileiro, analise as proposições a seguir e a relação lógica entre elas:



I. A imposição da norma culta como paradigma absoluto de correção nos ambientes escolares frequentemente compromete a construção de uma competência linguística crítica, ao limitar as possibilidades de reflexão sobre o funcionamento real da língua.



PORQUE



II. A norma culta, sendo um produto historicamente legitimado por práticas institucionais, apresenta-se como uma instância objetiva, isenta de marcas ideológicas, o que justifica seu uso preferencial no processo de letramento formal.



Com base nessas proposições, assinale a opção correta: 

Alternativas
Q3787662 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    O desenvolvimento da Inteligência Artificial Generativa (IAG) depende do treinamento de vastos conjuntos de informações para que o modelo aprenda sobre linguagem, padrões e conhecimento geral. Esses dados podem incluir textos, imagens ou vídeos, os quais frequentemente são protegidos por direitos autorais.

    Se, por um lado, a criatividade e o conteúdo humano precisam ser preservados e recompensados, por outro, regras rígidas de direitos autorais para o treinamento da IAG podem trazer efeitos colaterais preocupantes, tais como: custos proibitivos para empresas de pequeno porte, aumentando a vantagem competitiva das grandes empresas; fuga de centros de IA para países mais permissivos; menor precisão diante da menor quantidade de dados; e repressão da pesquisa aberta e concentração de inovação em ambientes fechados.

    O conteúdo, enquanto obra passível de proteção, é utilizado somente como insumo técnico para ensinar o modelo sobre as relações estatísticas entre os seus elementos. Embora esses vetores não reproduzam diretamente a obra original e os modelos não armazenem os dados como um banco de referência consultável, eles podem carregar sua estrutura em forma matemática, o que poderia levar à conclusão de que, a partir disso, seria possível reconstruir o conteúdo protegido.

    Diferentemente de um livro digital ou de uma música arquivada, esses sistemas não guardam cada obra de forma individual, mas extraem padrões estatísticos gerais a partir do conjunto de uma grande massa toda. A memorização de trechos específicos pode ocorrer, mas em pequena escala. Em geral, o modelo generaliza e o impacto de cada obra isolada se dilui dentro da massa de dados, não havendo como rastrear a contribuição unitária. Isso torna inadequado tratar o treinamento desses modelos como se fosse equivalente ao uso individualizado de uma obra musical, jornalística ou literária.

    No Brasil, há fundamentos jurídicos que permitem a aplicação do “uso justo”, conforme entendimentos do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre a Lei de Direitos Autorais, quando: se tratar de situação especial; não prejudicar a exploração normal da obra; e não causar dano injustificado aos interesses do autor.

    Em geral, no caso do “treinamento justo”, os argumentos são: os dados são utilizados apenas como insumos técnicos, para ensinar padrões estatísticos, e não para copiar as obras originais; o aprendizado de máquina é comparável ao processo humano de indução e generalização; e a responsabilização deve ser aplicada em relação aos resultados produzidos que violem direitos autorais.

     Ou seja, o tema é desafiador e de alta complexidade, sob a perspectiva técnica e jurídica. A tensão entre garantir a remuneração e o reconhecimento dos criadores, por um lado, e não inviabilizar a inovação tecnológica, por outro, exige abordagem regulatória cuidadosa, proporcional e tecnologicamente embasada.


(Rony Vainzof. Treinamento da IA, direitos autorais e regulação. www.estadao.com.br, 21.10.2025. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o vocábulo destacado pode ser substituído, mantendo-se o sentido do trecho, pelo que está entre colchetes, empregado em sentido figurado.
Alternativas
Q3787295 Português
Para responder a questão, considere a seguinte frase, retirada do texto:


“Ao investir nesses novos formatos de capacitação, as empresas têm a oportunidade não só de melhorar a produtividade e a qualidade de seus serviços, mas também de reter talentos”. 
Considerando a frase acima, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) A expressão “Ao investir” poderia ser substituída por “Conquanto se invista”, sem causar alteração de sentido.
( ) Os termos correlatos “não só... mas também” estabelecem uma conexão de coordenação entre as orações.
( ) Se a expressão “não só... mas também” fosse substituída por “não só... mas ainda”, o sentido original seria mantido.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3787233 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    O desenvolvimento da Inteligência Artificial Generativa (IAG) depende do treinamento de vastos conjuntos de informações para que o modelo aprenda sobre linguagem, padrões e conhecimento geral. Esses dados podem incluir textos, imagens ou vídeos, os quais frequentemente são protegidos por direitos autorais.

    Se, por um lado, a criatividade e o conteúdo humano precisam ser preservados e recompensados, por outro, regras rígidas de direitos autorais para o treinamento da IAG podem trazer efeitos colaterais preocupantes, tais como: custos proibitivos para empresas de pequeno porte, aumentando a vantagem competitiva das grandes empresas; fuga de centros de IA para países mais permissivos; menor precisão diante da menor quantidade de dados; e repressão da pesquisa aberta e concentração de inovação em ambientes fechados.

    O conteúdo, enquanto obra passível de proteção, é utilizado somente como insumo técnico para ensinar o modelo sobre as relações estatísticas entre os seus elementos. Embora esses vetores não reproduzam diretamente a obra original e os modelos não armazenem os dados como um banco de referência consultável, eles podem carregar sua estrutura em forma matemática, o que poderia levar à conclusão de que, a partir disso, seria possível reconstruir o conteúdo protegido.

    Diferentemente de um livro digital ou de uma música arquivada, esses sistemas não guardam cada obra de forma individual, mas extraem padrões estatísticos gerais a partir do conjunto de uma grande massa toda. A memorização de trechos específicos pode ocorrer, mas em pequena escala. Em geral, o modelo generaliza e o impacto de cada obra isolada se dilui dentro da massa de dados, não havendo como rastrear a contribuição unitária. Isso torna inadequado tratar o treinamento desses modelos como se fosse equivalente ao uso individualizado de uma obra musical, jornalística ou literária.

     No Brasil, há fundamentos jurídicos que permitem a aplicação do “uso justo”, conforme entendimentos do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre a Lei de Direitos Autorais, quando: se tratar de situação especial; não prejudicar a exploração normal da obra; e não causar dano injustificado aos interesses do autor.

    Em geral, no caso do “treinamento justo”, os argumentos são: os dados são utilizados apenas como insumos técnicos, para ensinar padrões estatísticos, e não para copiar as obras originais; o aprendizado de máquina é comparável ao processo humano de indução e generalização; e a responsabilização deve ser aplicada em relação aos resultados produzidos que violem direitos autorais.

Ou seja, o tema é desafiador e de alta complexidade, sob a perspectiva técnica e jurídica. A tensão entre garantir a remuneração e o reconhecimento dos criadores, por um lado, e não inviabilizar a inovação tecnológica, por outro, exige abordagem regulatória cuidadosa, proporcional e tecnologicamente embasada.


(Rony Vainzof. Treinamento da IA, direitos autorais e regulação. www.estadao.com.br, 21.10.2025. Adaptado)
Está em conformidade com o que se afirma no texto e com a norma-padrão de concordância verbal e nominal a frase:
Alternativas
Q3787192 Português

Texto para a questão.



O direito de papel 



    No dia 26 de agosto de 1789, os deputados franceses lançaram um dos grandes documentos da modernidade: a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Era um vigoroso manifesto iluminista contra o Antigo Regime. Foi uma resposta ao crescimento dos movimentos sociais no verão de 1789, nas tensas semanas entre a queda da Bastilha, a onda de saques do Grande Medo e o fim dos direitos feudais (4 de agosto). Na semana que vem, o documento completa 228 anos.



    Os artigos da Declaração demolem o prédio secular do Absolutismo de Direito divino e da desigualdade social pelo nascimento. Era um novo mundo, pelo menos no papel. Deputados homens, na maioria de origem burguesa, refizeram o mundo pela sua perspectiva. Quando uma voz dissidente e feminina, Olympe de Gouges, lançou a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, foi parar na guilhotina. Sejamos justos: a guilhotina não era machista. A lâmina ignorou gênero: matou Danton, Robespierre, Luís XVI, Maria Antonieta, freiras carmelitas e Lavoisier. 



    O texto de 26 de agosto é fundacional nas suas glórias e limitações. Suas ideias varreram a Europa e atravessaram o oceano. A Revolução de 1789 resultou na tirania napoleônica, porém, curiosamente, foi Napoleão que difundiu muitos legados revolucionários, inclusive o sistema métrico decimal. Os ingleses se orgulham de não terem sido invadidos pelo corso, juntam a seu nacionalismo invicto as jardas, as libras e até “stones”.



    Em 1948, a jovem ONU revisitou a Declaração. A Segunda Guerra Mundial ainda contabilizava seus genocídios e a Guerra Fria estremecia Berlim. A Assembleia aproveitou o momento e organizou a Declaração Universal dos Direitos Humanos.



    É impossível discordar de uma única linha do texto. Ali está o melhor da humanidade como nós sonharíamos que ela fosse: tolerante, democrática, igualitária e respeitadora das diferenças. Ali o Homo sapiens, na sua sangrenta trajetória de guerras e preconceitos, deu uma pequena parada, respirou fundo e sonhou que as coisas poderiam ser de outra maneira. De muitas formas, o texto da ONU cumpre a origem da palavra dupla: o não lugar e o lugar bom. Se você nunca leu o texto de 1948, vale a pena consultá-lo como uma baliza de valores. 



    Meus alunos sempre questionam a validade de tais documentos. Do que adiantaria dizer que todos os homens são iguais e nascem livres, se por toda parte são desiguais e a maioria não é livre de forma metafórica ou prática? Qual o sentido de um papel diante do imperativo da força? O racista da Virgínia continua sua convicção canalha com ou sem o texto da ONU. O agressor de mulheres nunca leu Simone de Beauvoir. Se lesse, mudaria algo? O homofóbico responde a dramas pessoais internos que não serão transformados com as obras completas de Freud em alemão. O mundo real e material, o mundo aqui e agora, de que forma um papel pode mudá-lo? A dúvida é pertinente e forte. 



Fonte: https://www.estadao.com.br/cultura/leandro-karnal/o direito-de-papel/ (adaptado). 

Considerando o uso contextual dos vocábulos “baliza” e “pertinente” no texto, analise as assertivas: 


I. No trecho em que se afirma que a Declaração Universal dos Direitos Humanos funciona como “uma baliza de valores”, o termo “baliza” poderia ser substituído, sem alteração do sentido global e com ajuste de concordância, por “referencial”, preservando-se a ideia de parâmetro orientador.


II. No momento em que o autor qualifica a dúvida dos alunos como “pertinente e forte”, o adjetivo “pertinente” admite substituição sinonímica por “congruente”, mantendo-se o sentido de adequação contextual e relevância da questão levantada.


Das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3787191 Português

Texto para a questão.



O direito de papel 



    No dia 26 de agosto de 1789, os deputados franceses lançaram um dos grandes documentos da modernidade: a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Era um vigoroso manifesto iluminista contra o Antigo Regime. Foi uma resposta ao crescimento dos movimentos sociais no verão de 1789, nas tensas semanas entre a queda da Bastilha, a onda de saques do Grande Medo e o fim dos direitos feudais (4 de agosto). Na semana que vem, o documento completa 228 anos.



    Os artigos da Declaração demolem o prédio secular do Absolutismo de Direito divino e da desigualdade social pelo nascimento. Era um novo mundo, pelo menos no papel. Deputados homens, na maioria de origem burguesa, refizeram o mundo pela sua perspectiva. Quando uma voz dissidente e feminina, Olympe de Gouges, lançou a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, foi parar na guilhotina. Sejamos justos: a guilhotina não era machista. A lâmina ignorou gênero: matou Danton, Robespierre, Luís XVI, Maria Antonieta, freiras carmelitas e Lavoisier. 



    O texto de 26 de agosto é fundacional nas suas glórias e limitações. Suas ideias varreram a Europa e atravessaram o oceano. A Revolução de 1789 resultou na tirania napoleônica, porém, curiosamente, foi Napoleão que difundiu muitos legados revolucionários, inclusive o sistema métrico decimal. Os ingleses se orgulham de não terem sido invadidos pelo corso, juntam a seu nacionalismo invicto as jardas, as libras e até “stones”.



    Em 1948, a jovem ONU revisitou a Declaração. A Segunda Guerra Mundial ainda contabilizava seus genocídios e a Guerra Fria estremecia Berlim. A Assembleia aproveitou o momento e organizou a Declaração Universal dos Direitos Humanos.



    É impossível discordar de uma única linha do texto. Ali está o melhor da humanidade como nós sonharíamos que ela fosse: tolerante, democrática, igualitária e respeitadora das diferenças. Ali o Homo sapiens, na sua sangrenta trajetória de guerras e preconceitos, deu uma pequena parada, respirou fundo e sonhou que as coisas poderiam ser de outra maneira. De muitas formas, o texto da ONU cumpre a origem da palavra dupla: o não lugar e o lugar bom. Se você nunca leu o texto de 1948, vale a pena consultá-lo como uma baliza de valores. 



    Meus alunos sempre questionam a validade de tais documentos. Do que adiantaria dizer que todos os homens são iguais e nascem livres, se por toda parte são desiguais e a maioria não é livre de forma metafórica ou prática? Qual o sentido de um papel diante do imperativo da força? O racista da Virgínia continua sua convicção canalha com ou sem o texto da ONU. O agressor de mulheres nunca leu Simone de Beauvoir. Se lesse, mudaria algo? O homofóbico responde a dramas pessoais internos que não serão transformados com as obras completas de Freud em alemão. O mundo real e material, o mundo aqui e agora, de que forma um papel pode mudá-lo? A dúvida é pertinente e forte. 



Fonte: https://www.estadao.com.br/cultura/leandro-karnal/o direito-de-papel/ (adaptado). 

A leitura global do texto permite compreender a função simbólica atribuída pelo autor às declarações de direitos ao longo da história. Considerando esse eixo interpretativo, analise as assertivas:

I. O texto sustenta que as declarações de direitos fracassam porque operam como utopias abstratas, insustentáveis para orientar práticas sociais, e por isso deveriam ser substituídas por políticas mais coercitivas.

II. A utilização da expressão “não lugar e lugar bom” remete ao caráter utópico dos direitos humanos, compreendidos como horizonte ético que não se realiza plenamente, mas que orienta expectativas coletivas de convivência civilizatória.

III. A evocação da ONU e seus documentos pretende demonstrar que a humanidade finalmente entrou em uma fase de plena igualdade, ainda que persistam pequenas tensões residuais.

Das assertivas, pode-se afirmar que:  
Alternativas
Q3787190 Português

Texto para a questão.



O direito de papel 



    No dia 26 de agosto de 1789, os deputados franceses lançaram um dos grandes documentos da modernidade: a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Era um vigoroso manifesto iluminista contra o Antigo Regime. Foi uma resposta ao crescimento dos movimentos sociais no verão de 1789, nas tensas semanas entre a queda da Bastilha, a onda de saques do Grande Medo e o fim dos direitos feudais (4 de agosto). Na semana que vem, o documento completa 228 anos.



    Os artigos da Declaração demolem o prédio secular do Absolutismo de Direito divino e da desigualdade social pelo nascimento. Era um novo mundo, pelo menos no papel. Deputados homens, na maioria de origem burguesa, refizeram o mundo pela sua perspectiva. Quando uma voz dissidente e feminina, Olympe de Gouges, lançou a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, foi parar na guilhotina. Sejamos justos: a guilhotina não era machista. A lâmina ignorou gênero: matou Danton, Robespierre, Luís XVI, Maria Antonieta, freiras carmelitas e Lavoisier. 



    O texto de 26 de agosto é fundacional nas suas glórias e limitações. Suas ideias varreram a Europa e atravessaram o oceano. A Revolução de 1789 resultou na tirania napoleônica, porém, curiosamente, foi Napoleão que difundiu muitos legados revolucionários, inclusive o sistema métrico decimal. Os ingleses se orgulham de não terem sido invadidos pelo corso, juntam a seu nacionalismo invicto as jardas, as libras e até “stones”.



    Em 1948, a jovem ONU revisitou a Declaração. A Segunda Guerra Mundial ainda contabilizava seus genocídios e a Guerra Fria estremecia Berlim. A Assembleia aproveitou o momento e organizou a Declaração Universal dos Direitos Humanos.



    É impossível discordar de uma única linha do texto. Ali está o melhor da humanidade como nós sonharíamos que ela fosse: tolerante, democrática, igualitária e respeitadora das diferenças. Ali o Homo sapiens, na sua sangrenta trajetória de guerras e preconceitos, deu uma pequena parada, respirou fundo e sonhou que as coisas poderiam ser de outra maneira. De muitas formas, o texto da ONU cumpre a origem da palavra dupla: o não lugar e o lugar bom. Se você nunca leu o texto de 1948, vale a pena consultá-lo como uma baliza de valores. 



    Meus alunos sempre questionam a validade de tais documentos. Do que adiantaria dizer que todos os homens são iguais e nascem livres, se por toda parte são desiguais e a maioria não é livre de forma metafórica ou prática? Qual o sentido de um papel diante do imperativo da força? O racista da Virgínia continua sua convicção canalha com ou sem o texto da ONU. O agressor de mulheres nunca leu Simone de Beauvoir. Se lesse, mudaria algo? O homofóbico responde a dramas pessoais internos que não serão transformados com as obras completas de Freud em alemão. O mundo real e material, o mundo aqui e agora, de que forma um papel pode mudá-lo? A dúvida é pertinente e forte. 



Fonte: https://www.estadao.com.br/cultura/leandro-karnal/o direito-de-papel/ (adaptado). 

O texto emprega recursos de ironia e contraste para ressaltar a distância entre a idealização dos direitos humanos e sua efetividade na vida social contemporânea. Nesse sentido, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3787189 Português

Texto para a questão.



O direito de papel 



    No dia 26 de agosto de 1789, os deputados franceses lançaram um dos grandes documentos da modernidade: a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Era um vigoroso manifesto iluminista contra o Antigo Regime. Foi uma resposta ao crescimento dos movimentos sociais no verão de 1789, nas tensas semanas entre a queda da Bastilha, a onda de saques do Grande Medo e o fim dos direitos feudais (4 de agosto). Na semana que vem, o documento completa 228 anos.



    Os artigos da Declaração demolem o prédio secular do Absolutismo de Direito divino e da desigualdade social pelo nascimento. Era um novo mundo, pelo menos no papel. Deputados homens, na maioria de origem burguesa, refizeram o mundo pela sua perspectiva. Quando uma voz dissidente e feminina, Olympe de Gouges, lançou a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, foi parar na guilhotina. Sejamos justos: a guilhotina não era machista. A lâmina ignorou gênero: matou Danton, Robespierre, Luís XVI, Maria Antonieta, freiras carmelitas e Lavoisier. 



    O texto de 26 de agosto é fundacional nas suas glórias e limitações. Suas ideias varreram a Europa e atravessaram o oceano. A Revolução de 1789 resultou na tirania napoleônica, porém, curiosamente, foi Napoleão que difundiu muitos legados revolucionários, inclusive o sistema métrico decimal. Os ingleses se orgulham de não terem sido invadidos pelo corso, juntam a seu nacionalismo invicto as jardas, as libras e até “stones”.



    Em 1948, a jovem ONU revisitou a Declaração. A Segunda Guerra Mundial ainda contabilizava seus genocídios e a Guerra Fria estremecia Berlim. A Assembleia aproveitou o momento e organizou a Declaração Universal dos Direitos Humanos.



    É impossível discordar de uma única linha do texto. Ali está o melhor da humanidade como nós sonharíamos que ela fosse: tolerante, democrática, igualitária e respeitadora das diferenças. Ali o Homo sapiens, na sua sangrenta trajetória de guerras e preconceitos, deu uma pequena parada, respirou fundo e sonhou que as coisas poderiam ser de outra maneira. De muitas formas, o texto da ONU cumpre a origem da palavra dupla: o não lugar e o lugar bom. Se você nunca leu o texto de 1948, vale a pena consultá-lo como uma baliza de valores. 



    Meus alunos sempre questionam a validade de tais documentos. Do que adiantaria dizer que todos os homens são iguais e nascem livres, se por toda parte são desiguais e a maioria não é livre de forma metafórica ou prática? Qual o sentido de um papel diante do imperativo da força? O racista da Virgínia continua sua convicção canalha com ou sem o texto da ONU. O agressor de mulheres nunca leu Simone de Beauvoir. Se lesse, mudaria algo? O homofóbico responde a dramas pessoais internos que não serão transformados com as obras completas de Freud em alemão. O mundo real e material, o mundo aqui e agora, de que forma um papel pode mudá-lo? A dúvida é pertinente e forte. 



Fonte: https://www.estadao.com.br/cultura/leandro-karnal/o direito-de-papel/ (adaptado). 

O texto de Leandro Karnal projeta uma tensão entre a força normativa dos documentos de direitos humanos e a realidade histórica marcada por desigualdades persistentes. Considerando a articulação argumentativa do autor, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3787180 Português

Analise o período a seguir:


"O projeto pedagógico da escola é excelente, contudo precisa de maior engajamento da comunidade para funcionar plenamente."  


O termo destacado ("contudo") é um elemento de coesão que estabelece, entre as orações, uma relação de sentido de:

 

Alternativas
Q3787007 Português
Em Os sete saberes necessários à educação do futuro, Edgar Morin comenta sobre a incerteza.
De acordo com o autor,
Alternativas
Q3786997 Português
Discutindo os discursos oficiais dos governos em torno do enfrentamento do analfabetismo, Ferreiro (Com todas as letras, 2000) constata a mobilização de “linguagem militar ou linguagem dos órgãos de saúde pública”, sendo que “batalhas contra o analfabetismo” e “erradicação do analfabetismo” são expressões comuns.
Assinale a alternativa que expressa a posição da autora, refletida no documento final da reunião preparatória do Ano Internacional da Alfabetização, acerca dessas expressões.
Alternativas
Q3786898 Português
Leia a notícia a seguir:

     A Prefeitura de São Paulo afirmou que realizou uma licitação para atualizar o Censo da População de Rua. Segundo a gestão municipal, a nova pesquisa será produzida ainda em 2025. O Censo da População de Rua mais recente foi feito em 2021 e publicado em 2022. Os dados, no entanto, divergem da base de números do governo federal e de outras iniciativas que trabalham com pessoas em situação de vulnerabilidade.

(Lorena Vale, “Prefeitura de SP diz que fará novo Censo da População de Rua em 2025; último levantamento é de 2021”, G1. Disponível em: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/ 2025/10/06/prefeitura-de-sp-diz-que-fara-novo-censo-da-populacaode-rua-em-2025-ultimo-levantamento-e-de-2021.ghtml. Adaptado)

A atividade noticiada é fundamental para
Alternativas
Q3786883 Português
Leia o excerto a seguir para responder à questão.


Por que o tempo voa: uma investigação sobretudo científica


    Pensamos constantemente no tempo: avaliamos sua duração, consideramos o ontem e o amanhã, distinguimos o antes do depois. Habitamos no tempo e sobre ele, antecipando, lembrando, observando sua passagem. Em geral essas experiências são conscientes e, até onde podemos afirmar, exclusivas de nossa espécie. Mas, por baixo da superfície, sem que se pense nisso, infundindo toda vida e retroagindo a 4 bilhões de anos, está o ciclo circadiano, o tempo que se mede em dias.

    Para um fenômeno biológico, ele é notavelmente mecânico em sua confiabilidade, e nas últimas duas décadas cientistas deram largos passos delineando seus fundamentos genéticos e bioquímicos. De todos os relógios que existem em nós, o relógio circadiano é de longe o mais compreendido. Se a exploração científica do tempo humano fosse mapeada como uma jornada física, começaria em terra firme e à luz do dia, com nosso conhecimento dos ritmos circadianos, e baixaria para uma pantanosa obscuridade.

    Ritmos circadianos são comumente associados ao ciclo sono-vigília de alguém. Mas esse é um indicador enganoso: embora seus padrões de sono sejam influenciados por seu relógio circadiano, eles também são sujeitos ao controle da consciência. Você pode optar por ir cedo para a cama e se levantar cedo; viver como uma coruja, dormindo de dia e ficando desperto à noite; ou mesmo dispensar o sono por dias a fio. Não se passa por cima do relógio circadiano com tanta facilidade; se fosse assim, ele não seria digno de consideração.


(Alan Burdick, Por que o tempo voa: uma investigação sobretudo científica. Adaptado)
Considere as passagens a seguir:

•  “Em geral essas experiências são conscientes e, até onde podemos afirmar, exclusivas de nossa espécie.” (1° parágrafo)
•  “... o relógio circadiano é de longe o mais compreendido.” (2° parágrafo)

No contexto empregado, os termos destacados indicam, correta e respectivamente,
Alternativas
Q3786882 Português
Leia o excerto a seguir para responder à questão.


Por que o tempo voa: uma investigação sobretudo científica


    Pensamos constantemente no tempo: avaliamos sua duração, consideramos o ontem e o amanhã, distinguimos o antes do depois. Habitamos no tempo e sobre ele, antecipando, lembrando, observando sua passagem. Em geral essas experiências são conscientes e, até onde podemos afirmar, exclusivas de nossa espécie. Mas, por baixo da superfície, sem que se pense nisso, infundindo toda vida e retroagindo a 4 bilhões de anos, está o ciclo circadiano, o tempo que se mede em dias.

    Para um fenômeno biológico, ele é notavelmente mecânico em sua confiabilidade, e nas últimas duas décadas cientistas deram largos passos delineando seus fundamentos genéticos e bioquímicos. De todos os relógios que existem em nós, o relógio circadiano é de longe o mais compreendido. Se a exploração científica do tempo humano fosse mapeada como uma jornada física, começaria em terra firme e à luz do dia, com nosso conhecimento dos ritmos circadianos, e baixaria para uma pantanosa obscuridade.

    Ritmos circadianos são comumente associados ao ciclo sono-vigília de alguém. Mas esse é um indicador enganoso: embora seus padrões de sono sejam influenciados por seu relógio circadiano, eles também são sujeitos ao controle da consciência. Você pode optar por ir cedo para a cama e se levantar cedo; viver como uma coruja, dormindo de dia e ficando desperto à noite; ou mesmo dispensar o sono por dias a fio. Não se passa por cima do relógio circadiano com tanta facilidade; se fosse assim, ele não seria digno de consideração.


(Alan Burdick, Por que o tempo voa: uma investigação sobretudo científica. Adaptado)
Considere a passagem a seguir:

•  “Mas, por baixo da superfície, sem que se pense nisso, infundindo toda vida e retroagindo a 4 bilhões de anos, está o ciclo circadiano, o tempo que se mede em dias.” (1° parágrafo)

O trecho destacado pode ser substituído, sem alteração do sentido original, por:
Alternativas
Q3786881 Português
Leia o excerto a seguir para responder à questão.


Por que o tempo voa: uma investigação sobretudo científica


    Pensamos constantemente no tempo: avaliamos sua duração, consideramos o ontem e o amanhã, distinguimos o antes do depois. Habitamos no tempo e sobre ele, antecipando, lembrando, observando sua passagem. Em geral essas experiências são conscientes e, até onde podemos afirmar, exclusivas de nossa espécie. Mas, por baixo da superfície, sem que se pense nisso, infundindo toda vida e retroagindo a 4 bilhões de anos, está o ciclo circadiano, o tempo que se mede em dias.

    Para um fenômeno biológico, ele é notavelmente mecânico em sua confiabilidade, e nas últimas duas décadas cientistas deram largos passos delineando seus fundamentos genéticos e bioquímicos. De todos os relógios que existem em nós, o relógio circadiano é de longe o mais compreendido. Se a exploração científica do tempo humano fosse mapeada como uma jornada física, começaria em terra firme e à luz do dia, com nosso conhecimento dos ritmos circadianos, e baixaria para uma pantanosa obscuridade.

    Ritmos circadianos são comumente associados ao ciclo sono-vigília de alguém. Mas esse é um indicador enganoso: embora seus padrões de sono sejam influenciados por seu relógio circadiano, eles também são sujeitos ao controle da consciência. Você pode optar por ir cedo para a cama e se levantar cedo; viver como uma coruja, dormindo de dia e ficando desperto à noite; ou mesmo dispensar o sono por dias a fio. Não se passa por cima do relógio circadiano com tanta facilidade; se fosse assim, ele não seria digno de consideração.


(Alan Burdick, Por que o tempo voa: uma investigação sobretudo científica. Adaptado)
Assinale a alternativa em que se identifica corretamente o emprego da expressão destacada em sentido próprio ou figurado.
Alternativas
Q3786880 Português
Leia o excerto a seguir para responder à questão.


Por que o tempo voa: uma investigação sobretudo científica


    Pensamos constantemente no tempo: avaliamos sua duração, consideramos o ontem e o amanhã, distinguimos o antes do depois. Habitamos no tempo e sobre ele, antecipando, lembrando, observando sua passagem. Em geral essas experiências são conscientes e, até onde podemos afirmar, exclusivas de nossa espécie. Mas, por baixo da superfície, sem que se pense nisso, infundindo toda vida e retroagindo a 4 bilhões de anos, está o ciclo circadiano, o tempo que se mede em dias.

    Para um fenômeno biológico, ele é notavelmente mecânico em sua confiabilidade, e nas últimas duas décadas cientistas deram largos passos delineando seus fundamentos genéticos e bioquímicos. De todos os relógios que existem em nós, o relógio circadiano é de longe o mais compreendido. Se a exploração científica do tempo humano fosse mapeada como uma jornada física, começaria em terra firme e à luz do dia, com nosso conhecimento dos ritmos circadianos, e baixaria para uma pantanosa obscuridade.

    Ritmos circadianos são comumente associados ao ciclo sono-vigília de alguém. Mas esse é um indicador enganoso: embora seus padrões de sono sejam influenciados por seu relógio circadiano, eles também são sujeitos ao controle da consciência. Você pode optar por ir cedo para a cama e se levantar cedo; viver como uma coruja, dormindo de dia e ficando desperto à noite; ou mesmo dispensar o sono por dias a fio. Não se passa por cima do relógio circadiano com tanta facilidade; se fosse assim, ele não seria digno de consideração.


(Alan Burdick, Por que o tempo voa: uma investigação sobretudo científica. Adaptado)
Na expressão “ciclo sono-vigília” (3° parágrafo), os termos “sono” e “vigília” são antônimos.

Assinale a alternativa que apresenta corretamente o antônimo de palavra retirada do texto.
Alternativas
Q3786879 Português
Leia o excerto a seguir para responder à questão.


Por que o tempo voa: uma investigação sobretudo científica


    Pensamos constantemente no tempo: avaliamos sua duração, consideramos o ontem e o amanhã, distinguimos o antes do depois. Habitamos no tempo e sobre ele, antecipando, lembrando, observando sua passagem. Em geral essas experiências são conscientes e, até onde podemos afirmar, exclusivas de nossa espécie. Mas, por baixo da superfície, sem que se pense nisso, infundindo toda vida e retroagindo a 4 bilhões de anos, está o ciclo circadiano, o tempo que se mede em dias.

    Para um fenômeno biológico, ele é notavelmente mecânico em sua confiabilidade, e nas últimas duas décadas cientistas deram largos passos delineando seus fundamentos genéticos e bioquímicos. De todos os relógios que existem em nós, o relógio circadiano é de longe o mais compreendido. Se a exploração científica do tempo humano fosse mapeada como uma jornada física, começaria em terra firme e à luz do dia, com nosso conhecimento dos ritmos circadianos, e baixaria para uma pantanosa obscuridade.

    Ritmos circadianos são comumente associados ao ciclo sono-vigília de alguém. Mas esse é um indicador enganoso: embora seus padrões de sono sejam influenciados por seu relógio circadiano, eles também são sujeitos ao controle da consciência. Você pode optar por ir cedo para a cama e se levantar cedo; viver como uma coruja, dormindo de dia e ficando desperto à noite; ou mesmo dispensar o sono por dias a fio. Não se passa por cima do relógio circadiano com tanta facilidade; se fosse assim, ele não seria digno de consideração.


(Alan Burdick, Por que o tempo voa: uma investigação sobretudo científica. Adaptado)
Com base nas informações do texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q3786758 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Positividade Tóxica


Robert e Julia formam um belo casal, segundo os comentários dos amigos nas fotos publicadas em suas redes sociais. Quase todos os dias, após o trabalho, Robert chega em casa estressado e angustiado, por essa razão acabam desabafando com a esposa. Esses dias, o rapaz cabisbaixo disse a Júlia:

— Ai, ai, ai... estou tão cansado que não vejo a hora de tomar um bom banho, comer alguma coisa e dormir.

A esposa, com uma voz animada, respondeu: — Eu também estou exausta, mas não podemos deixar isso nos desaminar. Daqui a um pouquinho, após o jantar, temos de fazer um bolo juntos, conforme prometemos ontem aos nossos seguidores. Então, vá logo... primeiramente, coloque o meu celular para carregar, depois tome banho e arrume-se.

Robert, com um olhar abatido, disse: 

— Confesso que não estou mais aguentando essa vida na vitrine digital. Há meses venho sentindo algo estranho dentro de mim que eu não consigo expressar. Conversei com a minha mãe, ela me disse para procurar um psicólogo urgente.

Julia, em ideia contrária à sogra, respondeu em tom alto.

— Que psicólogo nada... pare com essa bobeira! Sua mãe é exagerada. Esqueceu que seu horóscopo é de touro?! Sorria! Olhe à sua volta, assista os videozinhos das redes sociais, leia aqueles livros sobre como ganhar dinheiro; afinal de contas, a vida é como um macarrão instantâneo, daquela marca famosa, em três minutos podemos partir, então vamos aproveitar ao máximo! Aff, que psicólogo nada...


PEREIRA, Gisele Carvalho. Positividade Tóxica. In: CALICCHIO, Fátima Christina; CARNEIRO, Otávio Felipe (org.). Crônicas e Minicontos: histórias reflexivas de professores em formação [recurso eletrônico]. Maringá − PR: UniCV, 2024. Disponível em: https://unicv.edu.br/wp-content/uploads/2024/06/Livro-de-Cronicas-e-Mi nicontos-Projeto-GOPT-1-1.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025.
Com base na leitura atenta do texto apresentado, julgue a alternativa correta quanto à interpretação e aos efeitos discursivos construídos pelas personagens no diálogo apresentado.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FRONTE Órgão: Prefeitura de Pouso Redondo - SC Provas: FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de Anos Iniciais Ensino Fundamental - Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de Anos Iniciais Ensino Fundamental - Não Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de Arte - Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de Ciências - Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de Ciências - Não Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de Educação Física - Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de Educação Física - Não Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de Educação Infantil - Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de Geografia - Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de História - Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de História - Não Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de Língua Inglesa - Não Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de Matemática - Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de Matemática - Não Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de Português - Não Habilitado | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Psicólogo | FRONTE - 2025 - Prefeitura de Pouso Redondo - SC - Professor de Educação Infantil - Não Habilitado |
Q3786555 Português

A Ilusão da Conexão 



Em tempos de hiperconectividade, paradoxalmente, nunca estivemos tão isolados. A promessa da era digital era a de um mundo sem fronteiras, onde a troca de informações aproximaria culturas e indivíduos. Contudo, o que observamos é a formação de bolhas sociais herméticas, onde o diálogo é substituído pelo monólogo coletivo de opiniões que apenas se retroalimentam. A tela, que deveria ser uma janela para o mundo, muitas vezes atua como um espelho, refletindo apenas o que queremos ver. Perdemos a paciência para o contraditório, para a leitura demorada, para o silêncio necessário à reflexão. A comunicação tornou-se ágil, mas a compreensão, rasa. Nesse cenário, o desafio contemporâneo não é mais o acesso à informação, mas a capacidade de transformar esse dilúvio de dados em conhecimento estruturado e, sobretudo, em sabedoria para o convívio humano.


No trecho "A tela, que deveria ser uma janela para o mundo, muitas vezes atua como um espelho...", o autor utiliza uma metáfora para criticar:  
Alternativas
Respostas
7261: B
7262: E
7263: B
7264: A
7265: B
7266: A
7267: D
7268: C
7269: B
7270: D
7271: E
7272: C
7273: B
7274: E
7275: A
7276: D
7277: B
7278: B
7279: C
7280: B