Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3815867 Português
Leia o trecho a seguir, extraído de Memórias Póstumas de Brás Cubas:
'Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos.'
Nesta célebre frase, a justaposição de 'quinze meses' com 'onze contos de réis' tem a finalidade de estabelecer uma crítica, por meio da ironia machadiana. Qual das alternativas a seguir expressa a intenção principal do narrador ao fazer essa afirmação?
Alternativas
Q3815866 Português

“E, no entanto, uma mulher como você e um

homem como eu raramente

se encontram na Terra.”


Fonte: Joseph Conrad, do livro Between Tides.


Com base na interpretação da frase, analise e marque a opção correta nas seguintes proposições.

Alternativas
Q3815788 Português

Assino embaixo o abaixo-assinado 


Faz poucos dias que numa caminhada pela Redenção um grupo me abordou para assinar um abaixo assinado pelo fim da escala 6x1. Assinei, é claro.


Lá assinei de caneta e papel mesmo, mas a maior parte dos abaixo-assinados, agora, é digital. A essência deles continua a mesma: reunir um grupo de pessoas numa mesma causa. É uma ótima ferramenta de exercício da democracia. Com abaixo-assinados de milhares de assinaturas é possível fazer pressão nas instituições e promover mudanças importantes. Petições públicas podem mudar o rumo do país e se tornar assunto nos corredores do poder.


Por curiosidade fui pesquisar os abaixo-assinados mais assinados do país!


O líder desse ranking é justamente um abaixo-assinado em defesa da Amazônia. Foram mais de 6 milhões de assinaturas num período de 5 anos em que esse abaixo-assinado correu o país.

Os outros populares foram sobre o impeachment da ex-presidente Dilma, contra os aumentos de salários de ministros do STF e juízes, pela prisão após condenação em 2ª instância. Temas populares e que também reuniram milhares e milhares de assinaturas.


Mas será que eles funcionam? Sim, e muito! A Constituição prevê que um projeto de lei pode nascer de um abaixo-assinado com pelo menos 1% do eleitorado nacional. Parece difícil, mas já aconteceu: leis importantes surgiram assim, como a Lei da Ficha Limpa, fruto de mobilização popular.


O que me chama atenção é que, mesmo com redes sociais e hashtags, o velho ato de assinar continua sendo poderoso. É um gesto simples, mas que carrega significado: dizer “eu me importo”. Quando milhões se unem, governos ou empresas não podem ignorar. O abaixo-assinado pela Amazônia, por exemplo, levou mais de 6 milhões de vozes até o Ministério do Meio Ambiente e abriu diálogo sobre políticas públicas.


Talvez a gente precise resgatar esse espírito coletivo. Não é só opinião, é ação. Então, se alguém te parar na rua com uma prancheta ou te mandar um link pedindo apoio, pense duas vezes antes de ignorar. Pode parecer pouco, mas é assim que grandes mudanças começam: com uma assinatura.


Autor: Marco Matos - GZH (adaptado)

No trecho “leis importantes surgiram assim, como a Lei da Ficha Limpa, fruto de mobilização popular”, a palavra sublinhada é empregada em sentido figurado. Considerando o contexto, assinale a alternativa que pode substituir adequadamente a palavra “fruto”, sem prejuízo de sentido. 
Alternativas
Q3815787 Português

Assino embaixo o abaixo-assinado 


Faz poucos dias que numa caminhada pela Redenção um grupo me abordou para assinar um abaixo assinado pelo fim da escala 6x1. Assinei, é claro.


Lá assinei de caneta e papel mesmo, mas a maior parte dos abaixo-assinados, agora, é digital. A essência deles continua a mesma: reunir um grupo de pessoas numa mesma causa. É uma ótima ferramenta de exercício da democracia. Com abaixo-assinados de milhares de assinaturas é possível fazer pressão nas instituições e promover mudanças importantes. Petições públicas podem mudar o rumo do país e se tornar assunto nos corredores do poder.


Por curiosidade fui pesquisar os abaixo-assinados mais assinados do país!


O líder desse ranking é justamente um abaixo-assinado em defesa da Amazônia. Foram mais de 6 milhões de assinaturas num período de 5 anos em que esse abaixo-assinado correu o país.

Os outros populares foram sobre o impeachment da ex-presidente Dilma, contra os aumentos de salários de ministros do STF e juízes, pela prisão após condenação em 2ª instância. Temas populares e que também reuniram milhares e milhares de assinaturas.


Mas será que eles funcionam? Sim, e muito! A Constituição prevê que um projeto de lei pode nascer de um abaixo-assinado com pelo menos 1% do eleitorado nacional. Parece difícil, mas já aconteceu: leis importantes surgiram assim, como a Lei da Ficha Limpa, fruto de mobilização popular.


O que me chama atenção é que, mesmo com redes sociais e hashtags, o velho ato de assinar continua sendo poderoso. É um gesto simples, mas que carrega significado: dizer “eu me importo”. Quando milhões se unem, governos ou empresas não podem ignorar. O abaixo-assinado pela Amazônia, por exemplo, levou mais de 6 milhões de vozes até o Ministério do Meio Ambiente e abriu diálogo sobre políticas públicas.


Talvez a gente precise resgatar esse espírito coletivo. Não é só opinião, é ação. Então, se alguém te parar na rua com uma prancheta ou te mandar um link pedindo apoio, pense duas vezes antes de ignorar. Pode parecer pouco, mas é assim que grandes mudanças começam: com uma assinatura.


Autor: Marco Matos - GZH (adaptado)

No desfecho do texto, o autor retoma argumentos apresentados anteriormente e dirige-se diretamente ao leitor, buscando produzir determinado efeito de sentido. Nesse contexto, analise as assertivas a seguir.
I. O autor defende que o ato de assinar abaixo-assinados, ainda que simples, possui valor simbólico e pode integrar processos mais amplos de participação democrática.
II. O texto sugere que a ação individual perde relevância diante das mobilizações coletivas impulsionadas pelas redes sociais.
III. O encerramento do texto reforça a ideia de que grandes transformações sociais podem ter origem em gestos cotidianos de engajamento.

Das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3815786 Português

Assino embaixo o abaixo-assinado 


Faz poucos dias que numa caminhada pela Redenção um grupo me abordou para assinar um abaixo assinado pelo fim da escala 6x1. Assinei, é claro.


Lá assinei de caneta e papel mesmo, mas a maior parte dos abaixo-assinados, agora, é digital. A essência deles continua a mesma: reunir um grupo de pessoas numa mesma causa. É uma ótima ferramenta de exercício da democracia. Com abaixo-assinados de milhares de assinaturas é possível fazer pressão nas instituições e promover mudanças importantes. Petições públicas podem mudar o rumo do país e se tornar assunto nos corredores do poder.


Por curiosidade fui pesquisar os abaixo-assinados mais assinados do país!


O líder desse ranking é justamente um abaixo-assinado em defesa da Amazônia. Foram mais de 6 milhões de assinaturas num período de 5 anos em que esse abaixo-assinado correu o país.

Os outros populares foram sobre o impeachment da ex-presidente Dilma, contra os aumentos de salários de ministros do STF e juízes, pela prisão após condenação em 2ª instância. Temas populares e que também reuniram milhares e milhares de assinaturas.


Mas será que eles funcionam? Sim, e muito! A Constituição prevê que um projeto de lei pode nascer de um abaixo-assinado com pelo menos 1% do eleitorado nacional. Parece difícil, mas já aconteceu: leis importantes surgiram assim, como a Lei da Ficha Limpa, fruto de mobilização popular.


O que me chama atenção é que, mesmo com redes sociais e hashtags, o velho ato de assinar continua sendo poderoso. É um gesto simples, mas que carrega significado: dizer “eu me importo”. Quando milhões se unem, governos ou empresas não podem ignorar. O abaixo-assinado pela Amazônia, por exemplo, levou mais de 6 milhões de vozes até o Ministério do Meio Ambiente e abriu diálogo sobre políticas públicas.


Talvez a gente precise resgatar esse espírito coletivo. Não é só opinião, é ação. Então, se alguém te parar na rua com uma prancheta ou te mandar um link pedindo apoio, pense duas vezes antes de ignorar. Pode parecer pouco, mas é assim que grandes mudanças começam: com uma assinatura.


Autor: Marco Matos - GZH (adaptado)

Ao longo do texto, o autor relata uma experiência pessoal para defender uma prática de participação política. Nesse contexto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3815779 Português
Analise a seguinte sentença:
"O sol beijava a terra suavemente ao entardecer."
Nessa frase, a palavra destacada "beijava" é empregada com a finalidade de conferir ao texto um efeito de sentido específico, característico de uma figura de linguagem. A principal função estilística desse emprego é:  
Alternativas
Q3815776 Português
Quem és tu?
[...] Quando não és consciente da tua dependência em relação ao olhar dos demais, vives tremendo diante do possível abandono dos outros que, como todos, aprendeste a temer. E o preço para não temer é acatar, é ser o que os demais, “que tanto nos querem”, nos pressionam a ser, nos pressionam a fazer e nos pressionam a pensar. [...]  [...] Mas se não acontece assim, Se tens o “infortúnio” de ser aceito e elogiado, então... estás abandonado à tua própria consciência de liberdade, estás forçado a decidir: acatamento ou solidão; estás preso entre ser o que deves ser ou não ser nada para ninguém. E a partir de então... poderás ser, mas apenas sozinho, e apenas para ti. (adaptado) 
Fonte: BUCAY, Jorge. Deixa-me que te conte, os contos que me ensinaram a viver, 2004.

Após a leitura do texto de Bucay, analise e marque a opção correta nas seguintes afirmações.  
Alternativas
Q3815656 Português

Leia o poema "ARRECIFE", de Rômulo Bourbon:


De um lado vejo o rio,

Ele é bom pra navegar.

Bem no meio do arrecife

vem a onda quebrantar.

Que mundo de oceano!

Certo é que o ser humano

é pequeno frente ao mar.



No poema, quando o autor diz que "o ser humano é pequeno frente ao mar", ele quer mostrar que:
Alternativas
Q3815655 Português
Leia a frase de Antonio Costta:

"O processo da leitura é fundamental tanto para despertar dentro de nós o talento que já nascemos com ele, quanto para descobrirmos nossas verdadeiras aptidões para a vida."

Considerando a perspectiva apresentada por Antonio Costta, a leitura desempenha um papel crucial que se caracteriza por:
Alternativas
Q3815654 Português

Envelhecimento Saudável


"Pessoas idosas saudáveis e independentes contribuem para o bem-estar de sua família e da comunidade, e dizer que elas só recebem ajuda é errado. Mas hoje, mais pessoas estão ficando velhas, e muitas delas têm problemas de dinheiro ou de vida. Ajudar essas pessoas na hora certa fará com que elas ajudem mais a sociedade e evitará que ter muitos idosos vire um problema para a saúde e a ajuda social."


(https://www.paho.org/pt/envelhecimento-saudavel)

De acordo com o texto, as pessoas idosas que são saudáveis e vivem por conta própria (independentes):
Alternativas
Q3815649 Português
A esperança


"A esperança faz você acreditar. O entusiasmo faz você ir à luta e vencer. Não existe um sem o outro. A esperança sem o entusiasmo ou o entusiasmo sem esperança é igual à planta que não recebe adubo e nem água: suas folhas murcham e ela um dia morre. Então, é assim: tudo o que você espera acontecer tem de ser aguardado com fé viva, isto é, com entusiasmo, senão a esperança vai embora e nada acontece (...)."
De acordo com esse trecho, a relação entre "esperança" e "entusiasmo" é apresentada como: 
Alternativas
Q3815154 Português
Analise o seguinte trecho:

"Naquele debate acalorado, as palavras voavam como pedras, atingindo a dignidade de quem as ouvia, sem deixar marcas visíveis, mas feridas profundas."

Considerando o contexto e o efeito de sentido buscado, a expressão destacada "palavras voavam como pedras" emprega a linguagem predominantemente: 
Alternativas
Q3815152 Português
Leia o texto a seguir:
"Atenção, passageiros do voo 345 com destino a Salvador! Informamos que houve um atraso de 40 minutos devido a condições climáticas adversas na rota. O novo horário previsto para a decolagem é às 15h30. Agradecemos a compreensão e solicitamos que permaneçam atentos aos próximos comunicados."
Considerando suas características e sua finalidade, o texto acima é um exemplo de qual gênero textual?
Alternativas
Q3815150 Português
"De repente da calma fez-se o vento Que dos olhos desfez a última chama E da paixão fez-se o pressentimento E do momento imóvel fez-se o drama."
Nos versos, o poeta emprega uma figura de linguagem predominante que consiste em transferir qualidades ou características de uma palavra para outra, estabelecendo uma relação de semelhança implícita entre diferentes conceitos. Essa figura de linguagem é a:
Alternativas
Q3815149 Português
"De repente da calma fez-se o vento Que dos olhos desfez a última chama E da paixão fez-se o pressentimento E do momento imóvel fez-se o drama."
 Nesses versos, o eu lírico descreve uma série de transformações abruptas. A principal característica dessas mudanças é a passagem de um estado de: 
Alternativas
Q3814845 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Sob os trilhos do metrô, hortas urbanas combatem avanço de ultraprocessados na periferia de São Paulo

Moradores do Jardim Ibirapuera plantam legumes e verduras sem agrotóxico como alternativa à pobreza de nutrientes identificada em estudo inédito conduzido pela comunidade.

Adriano Wilkson

Debaixo dos trilhos do metrô de São Paulo, quatro agricultores urbanos observam o lento crescimento de mudas de milho cuidadosamente organizadas em um canteiro montado com restos de construção civil. Alguns metros adiante, pés de alface, couve, banana e erva-cidreira dividem terreno com uma vaca que pasta displicente.

Ao caminhar em meio ao verde, por um momento você até poderia supor que saiu da capital paulista, mas o frenesi do trânsito da avenida Guido Caloi, que dá acesso à Marginal Pinheiros, logo chama à realidade. Essa é uma das vias mais movimentadas e caóticas de São Paulo. Mas é ali, no meio de um conjunto de favelas chamado Jardim Ibirapuera, que os moradores decidiram construir uma alternativa à pobreza alimentar que assola a comunidade.

Dos 41 mil moradores do bairro, 13 mil, ou 31%, passam fome. Tecnicamente, essas pessoas vivem em "insegurança alimentar grave", o que significa que a falta de renda as impede de fazer todas as refeições que gostariam. Essa taxa é maior do que a registrada no município de São Paulo como um todo, onde 12% da população passa fome [...]. A conclusão consta em uma pesquisa inédita feita pelo Observatório Ibira30, um braço do Bloco do Beco, organização não governamental que atua no Jardim Ibirapuera desde 2003. Durante seis meses, entre janeiro e junho de 2025, pesquisadores do observatório bateram de porta em porta para entrevistar moradores e investigar seus hábitos alimentares.

As 382 entrevistas revelaram a presença da fome não apenas na ausência de alimentos, mas também no avanço de ultraprocessados e de opções menos nutritivas entre os moradores. Por exemplo, 86% dos entrevistados disseram já terem precisado trocar alimentos saudáveis por opções mais baratas e menos nutritivas.

A situação piorou durante a pandemia, quando muitos moradores perderam renda e precisaram contar com doações para sobreviver. Biscoitos, bebidas açucaradas e alimentos instantâneos se tornaram então ainda mais comuns nas despensas do bairro. Segundo a pesquisa, dois em cada três deles disseram que seus hábitos alimentares pioraram com a chegada da covid.

Foi após esse cenário de crise que um cozinheiro pernambucano viu em um terreno abandonado a chance de produzir comida de qualidade.[...] É nesse pequeno espaço que ele tenta construir, junto com os vizinhos, uma alternativa limpa e natural para substituir o avanço dos ultraprocessados. [...] Hoje as três hortas do bairro produzem verduras, legumes, frutas e plantas para chá, dos quais a população faz uso medicinal.

"Eu me considero hoje outra pessoa mexendo com a terra, trabalhando no ritmo da natureza e sabendo exatamente o que tem no alimento que eu como", afirma Neto, que, assim como os demais agricultores, não usa agrotóxico na produção e adota princípios da agroecologia para fazer a gestão de pragas. "Demora mais, às vezes a gente erra, mas vale a pena porque é saudável." [...]

A etnografia do observatório identificou que no Jardim Ibirapuera 29% dos moradores têm origem no Nordeste e três em cada quatro são pessoas pretas ou pardas. Para muitas delas os hábitos alimentares refletem a cultura e as tradições que a vida e a rotina em uma cidade como São Paulo ainda não foram capazes de apagar.

"Na São Paulo urbana e formalizada, as gôndolas dos mercados podem até ocultar as origens dos ingredientes", escreveu Marcelo Zarzuela Coelho, o Lelo, um dos coordenadores do estudo. "Mas nas periferias, o cuscuz de milho ainda é memória nordestina em estado sólido, o leite de coco ainda carrega o sopro da diáspora africana, o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano, e a mandioca segue sendo mais que raiz: é símbolo de autonomia e continuidade." [...]

"Nosso sonho até 2030 é construir um tripé", explica Luiz Claudio de Souza, articulador institucional do Observatório. "Potencializar as hortas, criar um banco de alimentos, também com a contribuição de mercados e hortifrutis do bairro, e construir uma cozinha comunitária que possa manipular esses alimentos junto com a comunidade. Mas pra isso precisamos de parceiros."

Enquanto esse sonho não se concretiza, os agricultores urbanos colhem das hortas frutos que não se resumem aos vegetais que crescem ali. São valores intangíveis que se espalham pela comunidade como sementes levadas pelo vento. [...]

(Disponível em: https://ojoioeotrigo.com.br/2025/11/sob-os-trilhos-do-metro-hortas-urba nas-combatem-avanco-de-ultraprocessados-na-periferia-de-sao-paulo/. Acesso em: 25 nov. 2025. Adaptado.)
A partir da leitura do texto e da mobilização de seus conhecimentos, analise as sentenças a seguir:

I. A pesquisa que identifica a realidade de pessoas em "insegurança alimentar grave" foi um estudo conduzido pela própria comunidade.

II. No contexto da comunidade, estar entre aquelas pessoas que vivem em "insegurança alimentar grave" é resultado da falta de renda, ou seja, sem renda elas não podem fazer todas as refeições diárias.

III. No Jardim Ibirapuera há, proporcionalmente, mais pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar do que em toda a cidade de São Paulo.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3814844 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Sob os trilhos do metrô, hortas urbanas combatem avanço de ultraprocessados na periferia de São Paulo

Moradores do Jardim Ibirapuera plantam legumes e verduras sem agrotóxico como alternativa à pobreza de nutrientes identificada em estudo inédito conduzido pela comunidade.

Adriano Wilkson

Debaixo dos trilhos do metrô de São Paulo, quatro agricultores urbanos observam o lento crescimento de mudas de milho cuidadosamente organizadas em um canteiro montado com restos de construção civil. Alguns metros adiante, pés de alface, couve, banana e erva-cidreira dividem terreno com uma vaca que pasta displicente.

Ao caminhar em meio ao verde, por um momento você até poderia supor que saiu da capital paulista, mas o frenesi do trânsito da avenida Guido Caloi, que dá acesso à Marginal Pinheiros, logo chama à realidade. Essa é uma das vias mais movimentadas e caóticas de São Paulo. Mas é ali, no meio de um conjunto de favelas chamado Jardim Ibirapuera, que os moradores decidiram construir uma alternativa à pobreza alimentar que assola a comunidade.

Dos 41 mil moradores do bairro, 13 mil, ou 31%, passam fome. Tecnicamente, essas pessoas vivem em "insegurança alimentar grave", o que significa que a falta de renda as impede de fazer todas as refeições que gostariam. Essa taxa é maior do que a registrada no município de São Paulo como um todo, onde 12% da população passa fome [...]. A conclusão consta em uma pesquisa inédita feita pelo Observatório Ibira30, um braço do Bloco do Beco, organização não governamental que atua no Jardim Ibirapuera desde 2003. Durante seis meses, entre janeiro e junho de 2025, pesquisadores do observatório bateram de porta em porta para entrevistar moradores e investigar seus hábitos alimentares.

As 382 entrevistas revelaram a presença da fome não apenas na ausência de alimentos, mas também no avanço de ultraprocessados e de opções menos nutritivas entre os moradores. Por exemplo, 86% dos entrevistados disseram já terem precisado trocar alimentos saudáveis por opções mais baratas e menos nutritivas.

A situação piorou durante a pandemia, quando muitos moradores perderam renda e precisaram contar com doações para sobreviver. Biscoitos, bebidas açucaradas e alimentos instantâneos se tornaram então ainda mais comuns nas despensas do bairro. Segundo a pesquisa, dois em cada três deles disseram que seus hábitos alimentares pioraram com a chegada da covid.

Foi após esse cenário de crise que um cozinheiro pernambucano viu em um terreno abandonado a chance de produzir comida de qualidade.[...] É nesse pequeno espaço que ele tenta construir, junto com os vizinhos, uma alternativa limpa e natural para substituir o avanço dos ultraprocessados. [...] Hoje as três hortas do bairro produzem verduras, legumes, frutas e plantas para chá, dos quais a população faz uso medicinal.

"Eu me considero hoje outra pessoa mexendo com a terra, trabalhando no ritmo da natureza e sabendo exatamente o que tem no alimento que eu como", afirma Neto, que, assim como os demais agricultores, não usa agrotóxico na produção e adota princípios da agroecologia para fazer a gestão de pragas. "Demora mais, às vezes a gente erra, mas vale a pena porque é saudável." [...]

A etnografia do observatório identificou que no Jardim Ibirapuera 29% dos moradores têm origem no Nordeste e três em cada quatro são pessoas pretas ou pardas. Para muitas delas os hábitos alimentares refletem a cultura e as tradições que a vida e a rotina em uma cidade como São Paulo ainda não foram capazes de apagar.

"Na São Paulo urbana e formalizada, as gôndolas dos mercados podem até ocultar as origens dos ingredientes", escreveu Marcelo Zarzuela Coelho, o Lelo, um dos coordenadores do estudo. "Mas nas periferias, o cuscuz de milho ainda é memória nordestina em estado sólido, o leite de coco ainda carrega o sopro da diáspora africana, o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano, e a mandioca segue sendo mais que raiz: é símbolo de autonomia e continuidade." [...]

"Nosso sonho até 2030 é construir um tripé", explica Luiz Claudio de Souza, articulador institucional do Observatório. "Potencializar as hortas, criar um banco de alimentos, também com a contribuição de mercados e hortifrutis do bairro, e construir uma cozinha comunitária que possa manipular esses alimentos junto com a comunidade. Mas pra isso precisamos de parceiros."

Enquanto esse sonho não se concretiza, os agricultores urbanos colhem das hortas frutos que não se resumem aos vegetais que crescem ali. São valores intangíveis que se espalham pela comunidade como sementes levadas pelo vento. [...]

(Disponível em: https://ojoioeotrigo.com.br/2025/11/sob-os-trilhos-do-metro-hortas-urba nas-combatem-avanco-de-ultraprocessados-na-periferia-de-sao-paulo/. Acesso em: 25 nov. 2025. Adaptado.)
Considerando o texto como um todo, no excerto: "Enquanto esse sonho não se concretiza, os agricultores urbanos colhem das hortas frutos que não se resumem aos vegetais que crescem ali. São valores intangíveis que se espalham pela comunidade como sementes levadas pelo vento", a palavra intangíveis tem o mesmo sentido de:
Alternativas
Q3814843 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Sob os trilhos do metrô, hortas urbanas combatem avanço de ultraprocessados na periferia de São Paulo

Moradores do Jardim Ibirapuera plantam legumes e verduras sem agrotóxico como alternativa à pobreza de nutrientes identificada em estudo inédito conduzido pela comunidade.

Adriano Wilkson

Debaixo dos trilhos do metrô de São Paulo, quatro agricultores urbanos observam o lento crescimento de mudas de milho cuidadosamente organizadas em um canteiro montado com restos de construção civil. Alguns metros adiante, pés de alface, couve, banana e erva-cidreira dividem terreno com uma vaca que pasta displicente.

Ao caminhar em meio ao verde, por um momento você até poderia supor que saiu da capital paulista, mas o frenesi do trânsito da avenida Guido Caloi, que dá acesso à Marginal Pinheiros, logo chama à realidade. Essa é uma das vias mais movimentadas e caóticas de São Paulo. Mas é ali, no meio de um conjunto de favelas chamado Jardim Ibirapuera, que os moradores decidiram construir uma alternativa à pobreza alimentar que assola a comunidade.

Dos 41 mil moradores do bairro, 13 mil, ou 31%, passam fome. Tecnicamente, essas pessoas vivem em "insegurança alimentar grave", o que significa que a falta de renda as impede de fazer todas as refeições que gostariam. Essa taxa é maior do que a registrada no município de São Paulo como um todo, onde 12% da população passa fome [...]. A conclusão consta em uma pesquisa inédita feita pelo Observatório Ibira30, um braço do Bloco do Beco, organização não governamental que atua no Jardim Ibirapuera desde 2003. Durante seis meses, entre janeiro e junho de 2025, pesquisadores do observatório bateram de porta em porta para entrevistar moradores e investigar seus hábitos alimentares.

As 382 entrevistas revelaram a presença da fome não apenas na ausência de alimentos, mas também no avanço de ultraprocessados e de opções menos nutritivas entre os moradores. Por exemplo, 86% dos entrevistados disseram já terem precisado trocar alimentos saudáveis por opções mais baratas e menos nutritivas.

A situação piorou durante a pandemia, quando muitos moradores perderam renda e precisaram contar com doações para sobreviver. Biscoitos, bebidas açucaradas e alimentos instantâneos se tornaram então ainda mais comuns nas despensas do bairro. Segundo a pesquisa, dois em cada três deles disseram que seus hábitos alimentares pioraram com a chegada da covid.

Foi após esse cenário de crise que um cozinheiro pernambucano viu em um terreno abandonado a chance de produzir comida de qualidade.[...] É nesse pequeno espaço que ele tenta construir, junto com os vizinhos, uma alternativa limpa e natural para substituir o avanço dos ultraprocessados. [...] Hoje as três hortas do bairro produzem verduras, legumes, frutas e plantas para chá, dos quais a população faz uso medicinal.

"Eu me considero hoje outra pessoa mexendo com a terra, trabalhando no ritmo da natureza e sabendo exatamente o que tem no alimento que eu como", afirma Neto, que, assim como os demais agricultores, não usa agrotóxico na produção e adota princípios da agroecologia para fazer a gestão de pragas. "Demora mais, às vezes a gente erra, mas vale a pena porque é saudável." [...]

A etnografia do observatório identificou que no Jardim Ibirapuera 29% dos moradores têm origem no Nordeste e três em cada quatro são pessoas pretas ou pardas. Para muitas delas os hábitos alimentares refletem a cultura e as tradições que a vida e a rotina em uma cidade como São Paulo ainda não foram capazes de apagar.

"Na São Paulo urbana e formalizada, as gôndolas dos mercados podem até ocultar as origens dos ingredientes", escreveu Marcelo Zarzuela Coelho, o Lelo, um dos coordenadores do estudo. "Mas nas periferias, o cuscuz de milho ainda é memória nordestina em estado sólido, o leite de coco ainda carrega o sopro da diáspora africana, o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano, e a mandioca segue sendo mais que raiz: é símbolo de autonomia e continuidade." [...]

"Nosso sonho até 2030 é construir um tripé", explica Luiz Claudio de Souza, articulador institucional do Observatório. "Potencializar as hortas, criar um banco de alimentos, também com a contribuição de mercados e hortifrutis do bairro, e construir uma cozinha comunitária que possa manipular esses alimentos junto com a comunidade. Mas pra isso precisamos de parceiros."

Enquanto esse sonho não se concretiza, os agricultores urbanos colhem das hortas frutos que não se resumem aos vegetais que crescem ali. São valores intangíveis que se espalham pela comunidade como sementes levadas pelo vento. [...]

(Disponível em: https://ojoioeotrigo.com.br/2025/11/sob-os-trilhos-do-metro-hortas-urba nas-combatem-avanco-de-ultraprocessados-na-periferia-de-sao-paulo/. Acesso em: 25 nov. 2025. Adaptado.)
De acordo com o texto, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__) A fome não está apenas na falta de acesso a alimentos. Diante da impossibilidade de adquirir alimentos mais nutritivos, as pessoas os trocam por ultraprocessados, que são opções mais baratas. Isso também é entendido como fome.

(__) Os planos futuros dos agricultores se estruturam em três frentes: o fortalecimento da produção nas hortas, a criação de um fundo, uma reserva de alimentos e a construção de uma cozinha comunitária para manipulação dos alimentos.

(__) O principal objetivo dos agricultores ao construir as hortas é impedir a entrada de ultraprocessados na comunidade, criando uma barreira natural e limpa e obrigando a comunidade a mudar seus hábitos alimentares.

(__) A maioria dos moradores do Jardim Ibirapuera é constituída por pessoas negras.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3814839 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Sob os trilhos do metrô, hortas urbanas combatem avanço de ultraprocessados na periferia de São Paulo

Moradores do Jardim Ibirapuera plantam legumes e verduras sem agrotóxico como alternativa à pobreza de nutrientes identificada em estudo inédito conduzido pela comunidade.

Adriano Wilkson

Debaixo dos trilhos do metrô de São Paulo, quatro agricultores urbanos observam o lento crescimento de mudas de milho cuidadosamente organizadas em um canteiro montado com restos de construção civil. Alguns metros adiante, pés de alface, couve, banana e erva-cidreira dividem terreno com uma vaca que pasta displicente.

Ao caminhar em meio ao verde, por um momento você até poderia supor que saiu da capital paulista, mas o frenesi do trânsito da avenida Guido Caloi, que dá acesso à Marginal Pinheiros, logo chama à realidade. Essa é uma das vias mais movimentadas e caóticas de São Paulo. Mas é ali, no meio de um conjunto de favelas chamado Jardim Ibirapuera, que os moradores decidiram construir uma alternativa à pobreza alimentar que assola a comunidade.

Dos 41 mil moradores do bairro, 13 mil, ou 31%, passam fome. Tecnicamente, essas pessoas vivem em "insegurança alimentar grave", o que significa que a falta de renda as impede de fazer todas as refeições que gostariam. Essa taxa é maior do que a registrada no município de São Paulo como um todo, onde 12% da população passa fome [...]. A conclusão consta em uma pesquisa inédita feita pelo Observatório Ibira30, um braço do Bloco do Beco, organização não governamental que atua no Jardim Ibirapuera desde 2003. Durante seis meses, entre janeiro e junho de 2025, pesquisadores do observatório bateram de porta em porta para entrevistar moradores e investigar seus hábitos alimentares.

As 382 entrevistas revelaram a presença da fome não apenas na ausência de alimentos, mas também no avanço de ultraprocessados e de opções menos nutritivas entre os moradores. Por exemplo, 86% dos entrevistados disseram já terem precisado trocar alimentos saudáveis por opções mais baratas e menos nutritivas.

A situação piorou durante a pandemia, quando muitos moradores perderam renda e precisaram contar com doações para sobreviver. Biscoitos, bebidas açucaradas e alimentos instantâneos se tornaram então ainda mais comuns nas despensas do bairro. Segundo a pesquisa, dois em cada três deles disseram que seus hábitos alimentares pioraram com a chegada da covid.

Foi após esse cenário de crise que um cozinheiro pernambucano viu em um terreno abandonado a chance de produzir comida de qualidade.[...] É nesse pequeno espaço que ele tenta construir, junto com os vizinhos, uma alternativa limpa e natural para substituir o avanço dos ultraprocessados. [...] Hoje as três hortas do bairro produzem verduras, legumes, frutas e plantas para chá, dos quais a população faz uso medicinal.

"Eu me considero hoje outra pessoa mexendo com a terra, trabalhando no ritmo da natureza e sabendo exatamente o que tem no alimento que eu como", afirma Neto, que, assim como os demais agricultores, não usa agrotóxico na produção e adota princípios da agroecologia para fazer a gestão de pragas. "Demora mais, às vezes a gente erra, mas vale a pena porque é saudável." [...]

A etnografia do observatório identificou que no Jardim Ibirapuera 29% dos moradores têm origem no Nordeste e três em cada quatro são pessoas pretas ou pardas. Para muitas delas os hábitos alimentares refletem a cultura e as tradições que a vida e a rotina em uma cidade como São Paulo ainda não foram capazes de apagar.

"Na São Paulo urbana e formalizada, as gôndolas dos mercados podem até ocultar as origens dos ingredientes", escreveu Marcelo Zarzuela Coelho, o Lelo, um dos coordenadores do estudo. "Mas nas periferias, o cuscuz de milho ainda é memória nordestina em estado sólido, o leite de coco ainda carrega o sopro da diáspora africana, o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano, e a mandioca segue sendo mais que raiz: é símbolo de autonomia e continuidade." [...]

"Nosso sonho até 2030 é construir um tripé", explica Luiz Claudio de Souza, articulador institucional do Observatório. "Potencializar as hortas, criar um banco de alimentos, também com a contribuição de mercados e hortifrutis do bairro, e construir uma cozinha comunitária que possa manipular esses alimentos junto com a comunidade. Mas pra isso precisamos de parceiros."

Enquanto esse sonho não se concretiza, os agricultores urbanos colhem das hortas frutos que não se resumem aos vegetais que crescem ali. São valores intangíveis que se espalham pela comunidade como sementes levadas pelo vento. [...]

(Disponível em: https://ojoioeotrigo.com.br/2025/11/sob-os-trilhos-do-metro-hortas-urba nas-combatem-avanco-de-ultraprocessados-na-periferia-de-sao-paulo/. Acesso em: 25 nov. 2025. Adaptado.)
Leia o excerto:

"Mas nas periferias, o cuscuz de milho ainda é memória nordestina em estado sólido, o leite de coco ainda carrega o sopro da diáspora africana, o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano, e a mandioca segue sendo mais que raiz: é símbolo de autonomia e continuidade."

Considerando as informações contidas no excerto, o texto e seus conhecimentos prévios, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__) De acordo com o texto, a relação das populações periféricas com o alimento vai além do gesto de se alimentar, de consumi-lo. A relação é cultural, afetiva e histórica. 

(__) Ao afirmar que "o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano", o autor do texto tece uma crítica à valorização dos alimentos originados em culturas brancas, como as europeias, em detrimento daqueles oriundos, por exemplo, dos povos afrodescendentes.

(__) A partir da leitura de todo o texto, é possível compreender que o alimento pode ser muito mais do que apenas comida. Seu modo de produção pode ser um gesto de resistência, por exemplo, aos ultraprocessados.

(__) Quando o imigrante vai para grandes metrópoles, como São Paulo, e leva consigo os alimentos típicos de seu lugar de origem, ele está demonstrando sua indisposição em se adaptar à outra cultura alimentar. Isso fica muito evidente quando o autor do texto lança mão de palavras como "estado sólido", "resiste ao embranquecimento", "autonomia e continuidade".

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3814816 Português
Analise o trecho abaixo:
As atividades de pesquisa e extensão têm sido relacionadas a ideia e a visão de que as organizações, tais como as empresas, enquanto instituições sociais, que existem com uma função voltada para a sociedade, utilizem recursos naturais escassos e afetam a qualidade ambiental (1ª parte). Isso faz com que também gerem resíduos que, em última instância, impactarão a vida da população e o ambiente (2ª parte). Nesse sentido, o princípio que tem gerado a ampliação do comprometimento com melhoria das práticas nas organizações é a responsabilidade social e ambiental (3ª parte).
Quais partes estão corretas? 
Alternativas
Respostas
7221: A
7222: D
7223: C
7224: D
7225: A
7226: D
7227: C
7228: B
7229: A
7230: C
7231: C
7232: B
7233: A
7234: D
7235: C
7236: C
7237: A
7238: C
7239: E
7240: E