Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Texto para a questão.
TEXTO 2
Vi hoje em uma TV que o narcotráfico comprou um pelotão inteiro das forças armadas no México. Imagina só no Equador. Mas não se espante. O pior não é o narco comprar militar, mas sim juízes ou desembargadores. Como acontece na América Latina. Hoje foi solto um perigosíssimo líder do PCC, que foi preso na Bolívia e trazido ao Brasil. Não ficou preso 24 horas. E, no Rio, a milícia suborna a prefeitura em quinhentos mil reais para liberar alvará de construção. Portanto. Não falem do Equador.
Fragmento adaptado de comentário de leitor, publicado no Painel do Leitor da Folha de S.Paulo. Título da matéria: "Pior do que pagar impostos é assistir tanta corrupção com tamanha impunidade, diz assinante". Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/paineldoleitor/2024/01/pior do-que-pagar-impostos-e-assistir-tanta-corrupcao-com-tamanha impunidade-diz-assinante.shtml.
Sobre a concordância e a coesão textual no TEXTO 2, assinale a alternativa INCORRETA:
Texto para a questão.
TEXTO 2
Vi hoje em uma TV que o narcotráfico comprou um pelotão inteiro das forças armadas no México. Imagina só no Equador. Mas não se espante. O pior não é o narco comprar militar, mas sim juízes ou desembargadores. Como acontece na América Latina. Hoje foi solto um perigosíssimo líder do PCC, que foi preso na Bolívia e trazido ao Brasil. Não ficou preso 24 horas. E, no Rio, a milícia suborna a prefeitura em quinhentos mil reais para liberar alvará de construção. Portanto. Não falem do Equador.
Fragmento adaptado de comentário de leitor, publicado no Painel do Leitor da Folha de S.Paulo. Título da matéria: "Pior do que pagar impostos é assistir tanta corrupção com tamanha impunidade, diz assinante". Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/paineldoleitor/2024/01/pior do-que-pagar-impostos-e-assistir-tanta-corrupcao-com-tamanha impunidade-diz-assinante.shtml.
Texto para a questão.
TEXTO 1
Chove. A noite sombria e gelada, ao invés de embalar, me rouba o sono. Eu, debaixo do edredom macio, no aconchego do calor de meu quarto escuro, passo a cismar. Um vento frio que advém de fora, vaza a fresta da janela de onde adentra uma réstia de um poste vizinho. Apesar da comodidade de meu leito, não consigo conciliar-me com Morfeu. Vem-me à memória a criança imunda nos braços da mãe, chorando debaixo de um viaduto. Chorava de fome. Agora, talvez, chore também de frio. Eles precisam é de justiça social, não de uma moeda ou um de cobertor.
Fragmento adaptado da crônica "Desigualdades", de Tarcisio Cardoso. Disponível em: https://tarcisiofcardoso.com.br/cronica-desigualdades/.
"O corpo docente decidiu ratificar a escolha do livro didático para o próximo ano letivo."
Assinale a alternativa que apresenta um sinônimo correto para a palavra destacada, mantendo o sentido original do texto:
Texto de Apoio:
A tirania do relógio
A vida moderna nos impôs uma relação paradoxal com o tempo: quanto mais ferramentas temos para economizá-lo, menos parecemos possuí-lo. A tecnologia, que prometia nos libertar das tarefas mecânicas para o ócio criativo, transformou-se em uma coleira digital. O "agora" tornou-se obsoleto antes mesmo de acontecer, atropelado pela notificação seguinte que exige atenção imediata.
Nesse cenário, a pressa deixa de ser uma necessidade circunstancial e passa a ser um estado de espírito, quase uma virtude corporativa. Quem para, pensa; e quem pensa, na lógica da produtividade desenfreada, está perdendo tempo. No entanto, é nos intervalos, no silêncio entre uma tarefa e outra, que a vida realmente acontece e onde a saúde mental respira.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como escola pública de Cubatão deixou rotina de drogas e violência e se tornou uma das 'melhores do mundo'
O professor Régis Marques conheceu a Escola Estadual Parque dos Sonhos ao receber, em 2016, convite para assumir sua direção. Ao buscar informações, encontrou notícias sobre violência, furtos e invasões, além do apelido Parque dos Pesadelos. Apesar da má fama, aceitou o desafio.
Nove anos depois, a escola ganhou o prêmio internacional Melhor Escola do Mundo 2025 na categoria Superação de Adversidades, reconhecida por transformar uma realidade marcada por insegurança. Localizada no Jardim Real, área isolada para onde foram reassentadas famílias da Serra do Mar, a escola convivia com invasões e uso de drogas no espaço. Em 2016, tinha apenas cento e dezesseis alunos, muitos pedindo transferência.
Régis estabeleceu a meta de transformar a instituição. A equipe reconstruiu a estrutura física com apoio de empresas, arrecadando cem mil reais. Para se aproximar da comunidade, abriu a escola aos finais de semana e criou cursinhos. Voluntários, como Ana Gabriela Lima, passaram a ajudar em diversas atividades. Em tempo integral, a escola ampliou seu currículo com vinte e três projetos, de culinária a esportes como patinação. A escuta dos alunos e o olhar humanizado fortaleceram vínculos. A estudante Ester Silva, inicialmente resistente ao tempo integral, encontrou pertencimento no teatro.
Inspirado em modelo cubano, o projeto 'A escola vai à sua casa' promove visitas às famílias de alunos com problemas de frequência ou indisciplina, permitindo compreender suas condições de vida. Os corredores exibem grafites de figuras ligadas aos direitos humanos, integrando o projeto pedagógico que inclui a 'Semana da não Violência', com debates e práticas restaurativas. Régis destaca que não violência é questionar sistemas opressivos, e reforça que a escola prioriza a união, independentemente de posições políticas.
A conquista do prêmio emocionou a comunidade. A escola quase dobrou seu índice no Idesp, passando de 2,2 para 4,6 em uma década. Para os professores, contudo, o impacto vai além dos números: vê-se na proteção social oferecida, como relatos de estudantes que revelaram abusos nas aulas de tutoria. Régis reconhece desafios, mas celebra o percurso: uma escola que quase fechou por falta de alunos em 2016 iniciará 2026 com cerca de mil e duzentos estudantes, simbolizando seu papel como agente de transformação social.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjwy9n1npe8o.adaptado
Transformações significativas no ambiente escolar podem surgir de práticas que aproximam a comunidade, fortalecem vínculos e ampliam as oportunidades oferecidas aos estudantes.
De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
A compreensão da linguagem em suas manifestações orais e escritas, no interior das múltiplas esferas da vida social, contribui para o ensino de Língua Portuguesa ao:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.
O que é a oxitocina, o 'hormônio do amor' que nos deixa mais sociáveis — versão reduzida em 50%
O que ocorre no cérebro quando o amor parece dominar o ambiente? Durante muito tempo, biólogos apontaram a oxitocina como principal explicação. Essa pequena proteína, formada por nove aminoácidos, ficou conhecida como hormônio do amor por sua relação com vínculo afetivo, cuidados maternos e comportamentos sociais positivos.
Pesquisas recentes, porém, mostram um quadro mais complexo. Estudos com animais indicam que a oxitocina não produz diretamente bons comportamentos sociais; ela aperfeiçoa a percepção de sinais sociais, permitindo que o indivíduo aprenda a direcionar seu comportamento com maior precisão.
A antiga visão de que a oxitocina era liberada em interações com indivíduos importantes — como filhos ou parceiros — permanece válida, mas pesquisadores observaram que bloquear sua ação impede camundongos de reconhecer figuras relevantes, sugerindo papel essencial no aprendizado social. Avanços recentes permitiram registrar neurônios produtores de oxitocina, revelando que ela filtra ruídos sensoriais. Em ratos, por exemplo, reduz disparos aleatórios no centro olfativo, destacando odores significativos. Esse refinamento foi comparado à capacidade de pais ouvirem o choro do bebê mesmo em meio a ruídos.
A oxitocina também intensifica o sistema de recompensas, levando animais a priorizar estímulos sociais. Entre arganazes-do-campo, isso facilita a formação de pares monogâmicos: o odor do parceiro torna-se uma recompensa.
O papel da oxitocina varia conforme o contexto. Ela amplia cuidados maternos, mas também agressões contra intrusos; em fêmeas de arganazes-do-campo, seu efeito depende de já haver vínculo formado. Em humanos, estudo de 2012 mostrou que homens comprometidos mantiveram maior distância de uma mulher desconhecida após receber oxitocina, efeito não observado em solteiros.
Essa variabilidade contextual ajuda a explicar o insucesso de sprays de oxitocina no tratamento do autismo em ensaios clínicos amplos. Sem considerar ambientes negativos, como bullying escolar, a substância pode até intensificar experiências desfavoráveis.
Apesar de seu papel central na regulação dos comportamentos sociais, a oxitocina não atua sozinha. Como ressaltam alguns pesquisadores, apaixonar-se envolve corpo e cérebro como um todo: sensações, cognição e memória. A oxitocina é apenas um dos moduladores desse processo complexo — longe de ser sua explicação única.
https://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-60801668.adaptado.
De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Considerando as informações do texto, é CORRETO afirmar que a deflação observada nesses países está relacionada principalmente a:
De acordo com o texto, a principal preocupação em relação à deflação é que ela:
Com base nesse trecho e nas ideias desenvolvidas ao longo do texto, é CORRETO concluir que o autor reconhece que:
Com base nessas informações, infere-se que o autor considera a deflação um fenômeno:
Assinale a alternativa CORRETA.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Robôs cuidadores e roupas com GPS: as apostas do Japão contra crise de demência entre idosos
Atualmente, cerca de 30% da população japonesa tem sessenta e cinco anos ou mais, o que agrava a crise diante da redução da força de trabalho e das restrições à entrada de estrangeiros para atuar nos cuidados.
O governo japonês trata a demência como prioridade e estima que os gastos com saúde e assistência social chegarão a quatorze trilhões de ienes até 2030. Para aliviar a pressão sobre o sistema, a principal aposta é a tecnologia. Sistemas com GPS e dispositivos vestíveis ajudam a localizar idosos perdidos, enquanto redes comunitárias, como funcionários de lojas de conveniência, recebem alertas em tempo real para agilizar os resgates.
A inteligência artificial também é usada para a detecção precoce da doença. O sistema aiGait, da Fujitsu, analisa a postura e a forma de caminhar para identificar sinais iniciais de demência. Já a Universidade Waseda desenvolve o robô humanoide AIREC, projetado para auxiliar em tarefas cotidianas e, futuramente, em cuidados mais complexos.
Robôs semelhantes já são utilizados em casas de repouso para tocar músicas aos residentes ou orientá-los em exercícios simples de alongamento. Eles também monitoram pacientes durante a noite, instalados sob os colchões para acompanhar o sono e as condições de saúde, reduzindo a necessidade de rondas humanas.
Outro exemplo é o Poketomo, pequeno robô que lembra horários de medicamentos, informa sobre o clima e conversa com pessoas que vivem sozinhas, ajudando a reduzir o isolamento social. Apesar dos avanços, especialistas reforçam que os robôs devem complementar, e não substituir, os cuidadores humanos.
O valor das relações humanas aparece em um restaurante, em Tóquio, onde pessoas com demência trabalham atendendo clientes. Criado por Akiko Kanna, o espaço promove o engajamento social e mostra que, embora a tecnologia seja uma aliada, a conexão humana continua sendo essencial para quem vive com a doença.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1dzq7gpkqgo.adaptado.
O texto apresenta informações sobre transformações sociais, desafios demográficos e estratégias adotadas para o cuidado de pessoas idosas em um contexto de envelhecimento populacional.
De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.