Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3806954 Português
Conscientização sobre Gliomas: Como Informação e Atenção Podem Salvar Vidas


Recentemente foi lançada no Brasil a campanha "Isso é um Glioma", apresentada durante o 12º Congresso Todos Juntos Contra o Câncer, evento importante que reúne pacientes, oncologistas, profissionais da área e entidades de saúde em São Paulo. A iniciativa da farmacêutica francesa Servier busca preencher uma lacuna de informação sobre esse tumor, que apesar de ser o câncer cerebral primário mais comum, ainda é pouco conhecido pela população.

O destaque foi o movimento #PelaNossaCabeça, com imagens dos diferentes ângulos da cabeça de pacientes médicos e pessoas comuns, sob o olhar criativo e humanizado do fotógrafo brasileiro Thiago Santos. Quem esteve presente no evento teve a oportunidade de ser fotografado pelo próprio Thiago Santos, que fez fotos dos rostos de quem passava pelo estande, incentivando-os a postar nas redes sociais para gerar visibilidade para um tema essencial, destacando que o glioma não escolhe idade, gênero ou classe social.

Para além das imagens e do engajamento nas redes sociais, com a participação também de influenciadores digitais, a campanha se mostra, especialmente, na combinação entre ciência e humanização na página issoeumglioma.com.br.

Histórias reais, como a dos pacientes Flávio Agapito e Gustavo Gaiote, reforçaram que o impacto do diagnóstico vai muito além da dimensão médica: afeta sonhos, famílias e perspectivas de futuro. Ao mesmo tempo, profissionais da saúde ofereceram clareza técnica, explicando o que são os gliomas, como se desenvolvem e quais são os caminhos possíveis de tratamento. Essa união entre conhecimento científico e testemunho humano cria um elo fundamental de confiança, cumprindo um papel educativo sobre a doença.

O glioma é o tumor maligno primário mais comum do cérebro, que pode surgir em qualquer idade, especialmente nos adultos jovens. Os sintomas mais comuns incluem alterações na função cognitiva como déficit de memória, raciocínio, e alterações no comportamento, convulsões, dificuldades de fala, dificuldades de coordenação motora ou equilíbrio, dor de cabeça intensa e recorrente, náusea e vômito. No entanto, nem todos os gliomas são iguais e um diagnóstico correto e assertivo é fundamental.

Os tratamentos vêm evoluindo de modo muito importante, vivemos uma fase de avanços significativos. As técnicas de cirurgia vêm sendo aprimoradas, assim como a radioterapia. E recentemente, novas medicações que atuam diretamente nas células do tumor, o que chamamos de terapia direcionada, vem sendo desenvolvidas com resultados importantes e que podem impactar de forma positiva a vida dos pacientes.


https://forbes.com.br/colunas/2025/10/dr-fernando-maluf-conscientizaca o-sobre-gliomas-como-informacao-e-atencao-podem-salvar-vidas/
Ao considerar as informações presentes no texto, observa-se que ele não se limita a descrever características clínicas da doença, mas também aborda mudanças recentes no campo terapêutico. A partir dessa perspectiva, percebe-se que a compreensão do glioma envolve tanto a complexidade de seu diagnóstico quanto o acompanhamento das inovações terapêuticas. Assim, pode-se AFIRMAR que o texto evidencia:
Alternativas
Q3806953 Português
Conscientização sobre Gliomas: Como Informação e Atenção Podem Salvar Vidas


Recentemente foi lançada no Brasil a campanha "Isso é um Glioma", apresentada durante o 12º Congresso Todos Juntos Contra o Câncer, evento importante que reúne pacientes, oncologistas, profissionais da área e entidades de saúde em São Paulo. A iniciativa da farmacêutica francesa Servier busca preencher uma lacuna de informação sobre esse tumor, que apesar de ser o câncer cerebral primário mais comum, ainda é pouco conhecido pela população.

O destaque foi o movimento #PelaNossaCabeça, com imagens dos diferentes ângulos da cabeça de pacientes médicos e pessoas comuns, sob o olhar criativo e humanizado do fotógrafo brasileiro Thiago Santos. Quem esteve presente no evento teve a oportunidade de ser fotografado pelo próprio Thiago Santos, que fez fotos dos rostos de quem passava pelo estande, incentivando-os a postar nas redes sociais para gerar visibilidade para um tema essencial, destacando que o glioma não escolhe idade, gênero ou classe social.

Para além das imagens e do engajamento nas redes sociais, com a participação também de influenciadores digitais, a campanha se mostra, especialmente, na combinação entre ciência e humanização na página issoeumglioma.com.br.

Histórias reais, como a dos pacientes Flávio Agapito e Gustavo Gaiote, reforçaram que o impacto do diagnóstico vai muito além da dimensão médica: afeta sonhos, famílias e perspectivas de futuro. Ao mesmo tempo, profissionais da saúde ofereceram clareza técnica, explicando o que são os gliomas, como se desenvolvem e quais são os caminhos possíveis de tratamento. Essa união entre conhecimento científico e testemunho humano cria um elo fundamental de confiança, cumprindo um papel educativo sobre a doença.

O glioma é o tumor maligno primário mais comum do cérebro, que pode surgir em qualquer idade, especialmente nos adultos jovens. Os sintomas mais comuns incluem alterações na função cognitiva como déficit de memória, raciocínio, e alterações no comportamento, convulsões, dificuldades de fala, dificuldades de coordenação motora ou equilíbrio, dor de cabeça intensa e recorrente, náusea e vômito. No entanto, nem todos os gliomas são iguais e um diagnóstico correto e assertivo é fundamental.

Os tratamentos vêm evoluindo de modo muito importante, vivemos uma fase de avanços significativos. As técnicas de cirurgia vêm sendo aprimoradas, assim como a radioterapia. E recentemente, novas medicações que atuam diretamente nas células do tumor, o que chamamos de terapia direcionada, vem sendo desenvolvidas com resultados importantes e que podem impactar de forma positiva a vida dos pacientes.


https://forbes.com.br/colunas/2025/10/dr-fernando-maluf-conscientizaca o-sobre-gliomas-como-informacao-e-atencao-podem-salvar-vidas/
Ao observar o relato presente no trecho, nota-se que a discussão sobre o glioma não se limita à exposição de dados clínicos. A presença de pacientes e profissionais indica uma construção discursiva que busca envolver diferentes dimensões da experiência com a doença. Considerando essa articulação entre experiências pessoais e conhecimento técnico, é possível concluir que o texto desta
Alternativas
Q3806907 Português

TEXTO III


Leia o texto a seguir e responda à questão.


Direção Defensiva e Convivência no Trânsito


    O trânsito é feito pelas pessoas. E, como nas outras atividades humanas, quatro princípios são importantes para o relacionamento e a convivência social no trânsito. O primeiro deles é a dignidade da pessoa humana, do qual derivam os Direitos Humanos e os valores e atitudes fundamentais para o convívio social democrático. O segundo princípio é a igualdade de direitos. Todos têm a possibilidade de exercer a cidadania plenamente. Um outro é o da participação, que fundamenta a mobilização da sociedade para organizar-se em torno dos problemas de trânsito e de suas consequências. Finalmente, o princípio da corresponsabilidade pela vida social, que diz respeito à formação de atitudes e ao aprender a valorizar comportamentos necessários à segurança no trânsito.


Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/dt000002.pdf (Adaptado).

A finalidade principal do texto é: 
Alternativas
Q3806905 Português

TEXTO III


Leia o texto a seguir e responda à questão.


Direção Defensiva e Convivência no Trânsito


    O trânsito é feito pelas pessoas. E, como nas outras atividades humanas, quatro princípios são importantes para o relacionamento e a convivência social no trânsito. O primeiro deles é a dignidade da pessoa humana, do qual derivam os Direitos Humanos e os valores e atitudes fundamentais para o convívio social democrático. O segundo princípio é a igualdade de direitos. Todos têm a possibilidade de exercer a cidadania plenamente. Um outro é o da participação, que fundamenta a mobilização da sociedade para organizar-se em torno dos problemas de trânsito e de suas consequências. Finalmente, o princípio da corresponsabilidade pela vida social, que diz respeito à formação de atitudes e ao aprender a valorizar comportamentos necessários à segurança no trânsito.


Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/dt000002.pdf (Adaptado).

No trecho “Um outro é o da participação, que fundamenta a mobilização da sociedade para organizar-se em torno dos problemas de trânsito…”, o conectivo “que” estabelece uma relação de: 
Alternativas
Q3806904 Português

TEXTO III


Leia o texto a seguir e responda à questão.


Direção Defensiva e Convivência no Trânsito


    O trânsito é feito pelas pessoas. E, como nas outras atividades humanas, quatro princípios são importantes para o relacionamento e a convivência social no trânsito. O primeiro deles é a dignidade da pessoa humana, do qual derivam os Direitos Humanos e os valores e atitudes fundamentais para o convívio social democrático. O segundo princípio é a igualdade de direitos. Todos têm a possibilidade de exercer a cidadania plenamente. Um outro é o da participação, que fundamenta a mobilização da sociedade para organizar-se em torno dos problemas de trânsito e de suas consequências. Finalmente, o princípio da corresponsabilidade pela vida social, que diz respeito à formação de atitudes e ao aprender a valorizar comportamentos necessários à segurança no trânsito.


Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/dt000002.pdf (Adaptado).

 No texto, o termo “corresponsabilidade” significa: 
Alternativas
Q3806897 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão.


TEXTO I


O verdadeiro perigo da inteligência artificial é a estupidez humana


É noite e você decide sair para jantar. É possível que seu parceiro não saiba o que você quer comer, mas a inteligência artificial sabe: à tarde, ela te viu assistindo a vídeos de tacos e tem certeza de que agora você não consegue parar de pensar neles.


“Se não tomarmos decisões, outros as tomarão por nós”, escreve a jornalista e escritora espanhola Laura G. de Rivera em seu livro Esclavos del algoritmo: Manual de resistencia en la era de la inteligencia artificial (Escravos do Algoritmo: Um Manual de Resistência na Era da Inteligência Artificial, em tradução livre), resultado de anos de pesquisa. anos de pesquisa.


“Vivemos imersos em pensamentos, desejos e sentimentos impostos de fora porque, ao que parece, nós, humanos, somos bastante previsíveis. Basta aplicar a estatística às nossas ações passadas, e é como se alguém lesse nossa mente”, continua.


A precisão em prever nossas necessidades ou desejos é tão grande que Michal Kosinski, psicólogo e professor da Universidade Stanford (EUA), demonstrou em seus experimentos que um algoritmo bem treinado, com dados digitais suficientes, pode prever o que você quer ou do que você gosta mais do que a sua mãe.


Soa bem, em princípio, a ideia de que a inteligência artificial possa prever os interesses de uma pessoa com extrema precisão. Mas isso tem um preço, diz Rivera, e é um preço alto: “Perdemos a liberdade, perdemos a capacidade de sermos nós mesmos, perdemos a imaginação.”


“Trabalhamos de graça para o Instagram ao fazer o upload de nossas fotos, para que a rede social exista e fature milhões. É preciso estar consciente e aproveitar os benefícios das plataformas sem deixar que os riscos nos prejudiquem”, afirma.


[...]


Cristina J. Orgaz. BBC News Mundo. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cg43e1yegk2o (Adaptado).

Analise as afirmações e assinale V para as alternativas VERDADEIRAS e F para as FALSAS:



( ) Segundo o texto, algoritmos podem prever preferências humanas com mais precisão que pessoas próximas.


(  ) A autora defende que a IA, por si só, elimina totalmente a liberdade individual.


( ) O texto afirma que, ao postar fotos nas redes sociais, contribuímos para o funcionamento e o lucro dessas plataformas.



A sequência CORRETA é:

Alternativas
Q3806896 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão.


TEXTO I


O verdadeiro perigo da inteligência artificial é a estupidez humana


É noite e você decide sair para jantar. É possível que seu parceiro não saiba o que você quer comer, mas a inteligência artificial sabe: à tarde, ela te viu assistindo a vídeos de tacos e tem certeza de que agora você não consegue parar de pensar neles.


“Se não tomarmos decisões, outros as tomarão por nós”, escreve a jornalista e escritora espanhola Laura G. de Rivera em seu livro Esclavos del algoritmo: Manual de resistencia en la era de la inteligencia artificial (Escravos do Algoritmo: Um Manual de Resistência na Era da Inteligência Artificial, em tradução livre), resultado de anos de pesquisa. anos de pesquisa.


“Vivemos imersos em pensamentos, desejos e sentimentos impostos de fora porque, ao que parece, nós, humanos, somos bastante previsíveis. Basta aplicar a estatística às nossas ações passadas, e é como se alguém lesse nossa mente”, continua.


A precisão em prever nossas necessidades ou desejos é tão grande que Michal Kosinski, psicólogo e professor da Universidade Stanford (EUA), demonstrou em seus experimentos que um algoritmo bem treinado, com dados digitais suficientes, pode prever o que você quer ou do que você gosta mais do que a sua mãe.


Soa bem, em princípio, a ideia de que a inteligência artificial possa prever os interesses de uma pessoa com extrema precisão. Mas isso tem um preço, diz Rivera, e é um preço alto: “Perdemos a liberdade, perdemos a capacidade de sermos nós mesmos, perdemos a imaginação.”


“Trabalhamos de graça para o Instagram ao fazer o upload de nossas fotos, para que a rede social exista e fature milhões. É preciso estar consciente e aproveitar os benefícios das plataformas sem deixar que os riscos nos prejudiquem”, afirma.


[...]


Cristina J. Orgaz. BBC News Mundo. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cg43e1yegk2o (Adaptado).

O texto é predominantemente: 
Alternativas
Q3806895 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão.


TEXTO I


O verdadeiro perigo da inteligência artificial é a estupidez humana


É noite e você decide sair para jantar. É possível que seu parceiro não saiba o que você quer comer, mas a inteligência artificial sabe: à tarde, ela te viu assistindo a vídeos de tacos e tem certeza de que agora você não consegue parar de pensar neles.


“Se não tomarmos decisões, outros as tomarão por nós”, escreve a jornalista e escritora espanhola Laura G. de Rivera em seu livro Esclavos del algoritmo: Manual de resistencia en la era de la inteligencia artificial (Escravos do Algoritmo: Um Manual de Resistência na Era da Inteligência Artificial, em tradução livre), resultado de anos de pesquisa. anos de pesquisa.


“Vivemos imersos em pensamentos, desejos e sentimentos impostos de fora porque, ao que parece, nós, humanos, somos bastante previsíveis. Basta aplicar a estatística às nossas ações passadas, e é como se alguém lesse nossa mente”, continua.


A precisão em prever nossas necessidades ou desejos é tão grande que Michal Kosinski, psicólogo e professor da Universidade Stanford (EUA), demonstrou em seus experimentos que um algoritmo bem treinado, com dados digitais suficientes, pode prever o que você quer ou do que você gosta mais do que a sua mãe.


Soa bem, em princípio, a ideia de que a inteligência artificial possa prever os interesses de uma pessoa com extrema precisão. Mas isso tem um preço, diz Rivera, e é um preço alto: “Perdemos a liberdade, perdemos a capacidade de sermos nós mesmos, perdemos a imaginação.”


“Trabalhamos de graça para o Instagram ao fazer o upload de nossas fotos, para que a rede social exista e fature milhões. É preciso estar consciente e aproveitar os benefícios das plataformas sem deixar que os riscos nos prejudiquem”, afirma.


[...]


Cristina J. Orgaz. BBC News Mundo. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cg43e1yegk2o (Adaptado).

No trecho “Vivemos imersos em pensamentos, desejos e sentimentos impostos de fora”, a expressão “impostos de fora” indica que tais conteúdos: 
Alternativas
Q3806894 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão.


TEXTO I


O verdadeiro perigo da inteligência artificial é a estupidez humana


É noite e você decide sair para jantar. É possível que seu parceiro não saiba o que você quer comer, mas a inteligência artificial sabe: à tarde, ela te viu assistindo a vídeos de tacos e tem certeza de que agora você não consegue parar de pensar neles.


“Se não tomarmos decisões, outros as tomarão por nós”, escreve a jornalista e escritora espanhola Laura G. de Rivera em seu livro Esclavos del algoritmo: Manual de resistencia en la era de la inteligencia artificial (Escravos do Algoritmo: Um Manual de Resistência na Era da Inteligência Artificial, em tradução livre), resultado de anos de pesquisa. anos de pesquisa.


“Vivemos imersos em pensamentos, desejos e sentimentos impostos de fora porque, ao que parece, nós, humanos, somos bastante previsíveis. Basta aplicar a estatística às nossas ações passadas, e é como se alguém lesse nossa mente”, continua.


A precisão em prever nossas necessidades ou desejos é tão grande que Michal Kosinski, psicólogo e professor da Universidade Stanford (EUA), demonstrou em seus experimentos que um algoritmo bem treinado, com dados digitais suficientes, pode prever o que você quer ou do que você gosta mais do que a sua mãe.


Soa bem, em princípio, a ideia de que a inteligência artificial possa prever os interesses de uma pessoa com extrema precisão. Mas isso tem um preço, diz Rivera, e é um preço alto: “Perdemos a liberdade, perdemos a capacidade de sermos nós mesmos, perdemos a imaginação.”


“Trabalhamos de graça para o Instagram ao fazer o upload de nossas fotos, para que a rede social exista e fature milhões. É preciso estar consciente e aproveitar os benefícios das plataformas sem deixar que os riscos nos prejudiquem”, afirma.


[...]


Cristina J. Orgaz. BBC News Mundo. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cg43e1yegk2o (Adaptado).

De acordo com o texto, é possível inferir que a autora considera que:
Alternativas
Q3806893 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão.


TEXTO I


O verdadeiro perigo da inteligência artificial é a estupidez humana


É noite e você decide sair para jantar. É possível que seu parceiro não saiba o que você quer comer, mas a inteligência artificial sabe: à tarde, ela te viu assistindo a vídeos de tacos e tem certeza de que agora você não consegue parar de pensar neles.


“Se não tomarmos decisões, outros as tomarão por nós”, escreve a jornalista e escritora espanhola Laura G. de Rivera em seu livro Esclavos del algoritmo: Manual de resistencia en la era de la inteligencia artificial (Escravos do Algoritmo: Um Manual de Resistência na Era da Inteligência Artificial, em tradução livre), resultado de anos de pesquisa. anos de pesquisa.


“Vivemos imersos em pensamentos, desejos e sentimentos impostos de fora porque, ao que parece, nós, humanos, somos bastante previsíveis. Basta aplicar a estatística às nossas ações passadas, e é como se alguém lesse nossa mente”, continua.


A precisão em prever nossas necessidades ou desejos é tão grande que Michal Kosinski, psicólogo e professor da Universidade Stanford (EUA), demonstrou em seus experimentos que um algoritmo bem treinado, com dados digitais suficientes, pode prever o que você quer ou do que você gosta mais do que a sua mãe.


Soa bem, em princípio, a ideia de que a inteligência artificial possa prever os interesses de uma pessoa com extrema precisão. Mas isso tem um preço, diz Rivera, e é um preço alto: “Perdemos a liberdade, perdemos a capacidade de sermos nós mesmos, perdemos a imaginação.”


“Trabalhamos de graça para o Instagram ao fazer o upload de nossas fotos, para que a rede social exista e fature milhões. É preciso estar consciente e aproveitar os benefícios das plataformas sem deixar que os riscos nos prejudiquem”, afirma.


[...]


Cristina J. Orgaz. BBC News Mundo. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cg43e1yegk2o (Adaptado).

O texto alerta, principalmente, para o fato de que: 
Alternativas
Q3806861 Português
Sobre leitura crítica e letramento literário, analise as afirmativas sobre o papel da leitura na educação básica:

I. A leitura deve ser compreendida como um processo dinâmico, no qual o leitor atribui significados singulares às palavras, ultrapassando a mera decodificação.
II. O efeito de estranhamento nas obras literárias funciona como mecanismo de amadurecimento, transformação e ampliação da experiência crítica do leitor.
III. A leitura na escola deve ser interpretativa, objetiva de fatos e enredos, para garantir uniformidade de compreensão entre os alunos.
IV. O desenvolvimento das habilidades de leitura envolve estratégias múltiplas, que podem ocorrer simultânea ou sequencialmente, integrando competências cognitivas automáticas e conscientes.
V. A interação entre leitor e texto é essencial para a produção de sentidos e para a formação crítica e social do indivíduo.

A alternativa correta é:
Alternativas
Q3806859 Português

Para a questão, considere o texto “Aniversário”, de Álvaro de Campos:



Aniversário



No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,


Eu era feliz e ninguém estava morto.


Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,


E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.



No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,


Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,


De ser inteligente para entre a família,


E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.


Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.


Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.



Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,


O que fui de coração e parentesco.


O que fui de serões de meia-província,


O que fui de amarem-me e eu ser menino,


O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui…


A que distância!…


(Nem o acho…) O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!



O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,


Pondo grelado nas paredes…


O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),


O que eu sou hoje é terem vendido a casa,


É terem morrido todos,


É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio…



No tempo em que festejavam o dia dos meus anos…


Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!


Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,


Por uma viagem metafísica e carnal,


Com uma dualidade de eu para mim…


Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!



Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui…


A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça,


com mais copos,


O aparador com muitas coisas: doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado,


As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,


No tempo em que festejavam o dia dos meus anos…



Para, meu coração!


Não penses! Deixa o pensar na cabeça!


Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!


Hoje já não faço anos.


Duro.


Somam-se-me dias.


Serei velho quando o for.


Mais nada.


Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!…



O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!…

Contexto: Segundo a BNCC, a habilidade EM13LP17 propõe que o estudante analise o fenômeno da variação linguística em seus diferentes níveis (fonético-fonológico, lexical, sintático, semântico e estilístico-pragmático) e dimensões (regional, histórica, social, situacional, ocupacional, etária etc.).
No poema “Aniversário”, de Álvaro de Campos, a linguagem poética reflete escolhas conscientes do autor para expressar a subjetividade e o impacto emocional da memória do passado.
Leia o trecho abaixo:
"Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida."

Considerando a habilidade EM13LP17, analise as alternativas e assinale a que apresenta a interpretação mais adequada sobre a variação linguística e estilística presente nesse trecho.
Alternativas
Q3806855 Português
De acordo com a origem e a história da língua portuguesa, identifique a alternativa que representa corretamente uma das etapas do desenvolvimento do português.
Alternativas
Q3806750 Português
Leia o texto a seguir com atenção:
Trata-se de uma estrutura visual, geralmente organizada como um calendário, que auxilia na organização e gerenciamento das atividades de um projeto, setor ou evento. Essa ferramenta permite que cada pessoa envolvida compreenda claramente suas responsabilidades, as tarefas que lhe foram atribuídas e os prazos para sua execução.
O conceito tem origem no grego, a partir da junção de "khronos", que significa tempo, e "gramma", que se refere a algo escrito ou desenhado, evidenciando seu propósito: registrar de forma planejada o que precisa ser realizado dentro de períodos definidos.
Ao utilizar essa prática, torna-se possível alinhar a equipe, evitar atrasos e garantir que todas as etapas sejam cumpridas de forma organizada e eficiente, promovendo maior controle e previsibilidade nos processos administrativos e operacionais.
Com base no texto acima, assinale a alternativa correta, indicando o tema central abordado.
Alternativas
Q3806735 Português
Mais de 170 mil brasileiros vivem em diálise por doença renal crônica


A doença renal crônica (DRC) é um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil e no mundo. Caracterizada pela perda lenta e progressiva da função dos rins, a condição pode evoluir silenciosamente por meses ou anos, o que dificulta o diagnóstico precoce e aumenta o risco de complicações. Estima-se que mais de 10% da população mundial tenha algum grau de doença renal crônica, o que equivale a cerca de 850 milhões de pessoas.

No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), mais de 170 mil pessoas estão atualmente em diálise, número que cresce ano após ano. O dado é ainda mais preocupante porque apenas uma fração dos pacientes com insuficiência renal consegue receber diagnóstico ou acompanhamento adequados.

Os principais fatores que impulsionam o aumento da DRC são o diabetes, a hipertensão arterial e a obesidade — condições que também estão em ascensão no país. Além disso, o sedentarismo, a má alimentação e o envelhecimento populacional contribuem para o avanço da doença.

Muitos pacientes só descobrem o problema em fases avançadas, quando já apresentam sintomas como inchaço nas pernas, anemia, fadiga, alterações urinárias e pressão arterial difícil de controlar. Nessa etapa, as opções de tratamento são mais limitadas e incluem hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante de rim. O impacto é expressivo tanto na vida do paciente, que precisa se adaptar a uma rotina de sessões frequentes de diálise, quanto no sistema de saúde, que arca com custos elevados do tratamento contínuo. No Brasil, estima-se que a diálise consuma bilhões de reais por ano do orçamento público, reforçando a importância da prevenção.

A boa notícia é que a progressão da doença renal crônica pode ser retardada quando o diagnóstico é feito em fase precoce. Um exame simples de sangue, que mede a creatinina, e um exame de urina são suficientes para identificar precocemente a doença. Campanhas de rastreamento em populações de risco, como diabéticos e hipertensos, têm se mostrado estratégias eficazes para detectar o problema antes que chegue a estágios críticos.

Nos últimos anos, novos medicamentos também têm ajudado a retardar a progressão da doença. Entre eles estão os inibidores de SGLT2, originalmente desenvolvidos para o tratamento do diabetes, mas que demonstraram benefícios significativos na proteção da função renal e na redução de eventos cardiovasculares. Essa integração entre o cuidado metabólico, o controle da pressão arterial e a atenção ao peso corporal adequado é essencial para reduzir a carga da doença.

A prevenção ainda é a melhor estratégia. Evitar automedicação, reduzir o consumo de sal e ultraprocessados e manter um estilo de vida saudável são medidas simples que podem preservar a função dos rins. O crescimento expressivo do número de pacientes em diálise serve como alerta: a estimativa é que, nas próximas duas décadas, a DRC pode se tornar uma das cinco principais causas de morte no mundo.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/mais-de-170-mil-brasileiros-vivemem-dialise-por-doenca-renal-cronica/#goog_rewarded
Ao analisar o texto, percebe-se que o enfoque não está apenas na descrição de medicamentos, mas também na articulação entre práticas clínicas e hábitos de vida para enfrentar a Doença Renal Crônica. Além disso, o texto aponta para um cenário preocupante quanto ao futuro da doença. Considerando essas informações, assinale a alternativa que sintetiza a mensagem central apresentada:
Alternativas
Q3806734 Português
Mais de 170 mil brasileiros vivem em diálise por doença renal crônica


A doença renal crônica (DRC) é um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil e no mundo. Caracterizada pela perda lenta e progressiva da função dos rins, a condição pode evoluir silenciosamente por meses ou anos, o que dificulta o diagnóstico precoce e aumenta o risco de complicações. Estima-se que mais de 10% da população mundial tenha algum grau de doença renal crônica, o que equivale a cerca de 850 milhões de pessoas.

No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), mais de 170 mil pessoas estão atualmente em diálise, número que cresce ano após ano. O dado é ainda mais preocupante porque apenas uma fração dos pacientes com insuficiência renal consegue receber diagnóstico ou acompanhamento adequados.

Os principais fatores que impulsionam o aumento da DRC são o diabetes, a hipertensão arterial e a obesidade — condições que também estão em ascensão no país. Além disso, o sedentarismo, a má alimentação e o envelhecimento populacional contribuem para o avanço da doença.

Muitos pacientes só descobrem o problema em fases avançadas, quando já apresentam sintomas como inchaço nas pernas, anemia, fadiga, alterações urinárias e pressão arterial difícil de controlar. Nessa etapa, as opções de tratamento são mais limitadas e incluem hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante de rim. O impacto é expressivo tanto na vida do paciente, que precisa se adaptar a uma rotina de sessões frequentes de diálise, quanto no sistema de saúde, que arca com custos elevados do tratamento contínuo. No Brasil, estima-se que a diálise consuma bilhões de reais por ano do orçamento público, reforçando a importância da prevenção.

A boa notícia é que a progressão da doença renal crônica pode ser retardada quando o diagnóstico é feito em fase precoce. Um exame simples de sangue, que mede a creatinina, e um exame de urina são suficientes para identificar precocemente a doença. Campanhas de rastreamento em populações de risco, como diabéticos e hipertensos, têm se mostrado estratégias eficazes para detectar o problema antes que chegue a estágios críticos.

Nos últimos anos, novos medicamentos também têm ajudado a retardar a progressão da doença. Entre eles estão os inibidores de SGLT2, originalmente desenvolvidos para o tratamento do diabetes, mas que demonstraram benefícios significativos na proteção da função renal e na redução de eventos cardiovasculares. Essa integração entre o cuidado metabólico, o controle da pressão arterial e a atenção ao peso corporal adequado é essencial para reduzir a carga da doença.

A prevenção ainda é a melhor estratégia. Evitar automedicação, reduzir o consumo de sal e ultraprocessados e manter um estilo de vida saudável são medidas simples que podem preservar a função dos rins. O crescimento expressivo do número de pacientes em diálise serve como alerta: a estimativa é que, nas próximas duas décadas, a DRC pode se tornar uma das cinco principais causas de morte no mundo.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/mais-de-170-mil-brasileiros-vivemem-dialise-por-doenca-renal-cronica/#goog_rewarded
Ao analisar o texto, percebe-se que a Doença Renal Crônica é apresentada não apenas como uma condição médica, mas também como um problema social crescente, ligado ao estilo de vida e às mudanças demográficas da população. Considerando essa perspectiva ampliada sobre o tema, assinale a alternativa que expressa a ideia central do texto: 
Alternativas
Q3806729 Português
Minha avó era uma boa contadora de histórias. Só que ela não contava as histórias, ela as vivia. Ou melhor, talvez as histórias ganhassem vida na vida que ela vivia. Era assim, mesmo, um pouco claro e muito confuso. Meus primos e eu não conseguíamos definir o que ela era. E quando a víamos sorrateiramente sair rumo ao mato, ficávamos atentos, pois sabíamos que haveria algo novo para conhecermos naquele dia.

MUNDURUKU, Daniel. A história de uma vez: Um olhar sobre o contador de histórias indígena. Disponível em: pluriverso.online. Acesso em: 30 out. 2025.

De acordo com o texto, é correto afirmar que a avó do narrador
Alternativas
Q3806675 Português
Nova Combinação de Terapias Mostra Resultados Inéditos Contra o Câncer de Bexiga

Um novo estudo trouxe esperança para pessoas com câncer de bexiga em estágio avançado. Até pouco tempo atrás, a melhor opção de tratamento era a quimioterapia antes da cirurgia, que ajudava a reduzir o risco de metástases e aumentava as chances de cura. Mas essa estratégia não servia para todos: muitos pacientes não podiam receber esse tipo de quimioterapia e acabavam tendo como única alternativa a cirurgia, com resultados nem sempre satisfatórios.

O trabalho mostrou que a combinação do imunoterápico pembrolizumabe com o anticorpo conjugado à droga enfortumabe vedotina, administrada antes e depois da cirurgia, promoveu melhora significativa na sobrevida livre de eventos, na sobrevida global e na taxa de resposta patológica completa em comparação à cirurgia isolada. É a primeira terapia sistêmica perioperatória a demonstrar superioridade nesse cenário, abrindo caminho para um possível novo padrão de tratamento.

No Brasil, o câncer de bexiga merece atenção especial. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são diagnosticados cerca de 11,3 mil novos casos por ano, o que representa aproximadamente 3,3% de todos os casos de câncer entre homens. Embora não esteja entre os mais incidentes, a doença apresenta prognóstico variável e desafiador. Nos tumores não invasivos de músculo, a sobrevida em cinco anos pode chegar a 90%, mas cai para 60% ou menos nos casos invasivos. Além disso, a taxa de recidiva após a cirurgia ultrapassa 50% em dois anos.

Por isso, os resultados do estudo são tão relevantes. Eles representam não apenas uma vitória científica, mas também um avanço com impacto humano direto, oferecendo mais sobrevida, qualidade de vida e esperança para pacientes que até então enfrentavam limitações terapêuticas importantes. Também ampliam as opções para aqueles que não podiam se beneficiar da quimioterapia convencional.

O desafio agora está em transformar essa inovação em acesso. Os resultados marcam um novo capítulo na luta contra o câncer de bexiga. O próximo passo é garantir que a esperança gerada pela ciência não se restrinja a poucos, mas alcance quem mais precisa.


https://forbes.com.br/colunas/2025/10/fernando-maluf-nova-combinaca o-de-terapias-mostra-resultados-ineditos-contra-o-cancer-de-bexiga/
O texto apresenta dados relevantes sobre o câncer de bexiga no Brasil, destacando não apenas sua incidência, mas também a complexidade de seu prognóstico e a alta taxa de recorrência após o tratamento. A partir dessas informações, é possível perceber que o desafio relacionado à doença vai além do diagnóstico inicial. Considerando esse panorama, assinale a alternativa que expressa a ideia central do texto.
Alternativas
Q3806674 Português
Nova Combinação de Terapias Mostra Resultados Inéditos Contra o Câncer de Bexiga

Um novo estudo trouxe esperança para pessoas com câncer de bexiga em estágio avançado. Até pouco tempo atrás, a melhor opção de tratamento era a quimioterapia antes da cirurgia, que ajudava a reduzir o risco de metástases e aumentava as chances de cura. Mas essa estratégia não servia para todos: muitos pacientes não podiam receber esse tipo de quimioterapia e acabavam tendo como única alternativa a cirurgia, com resultados nem sempre satisfatórios.

O trabalho mostrou que a combinação do imunoterápico pembrolizumabe com o anticorpo conjugado à droga enfortumabe vedotina, administrada antes e depois da cirurgia, promoveu melhora significativa na sobrevida livre de eventos, na sobrevida global e na taxa de resposta patológica completa em comparação à cirurgia isolada. É a primeira terapia sistêmica perioperatória a demonstrar superioridade nesse cenário, abrindo caminho para um possível novo padrão de tratamento.

No Brasil, o câncer de bexiga merece atenção especial. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são diagnosticados cerca de 11,3 mil novos casos por ano, o que representa aproximadamente 3,3% de todos os casos de câncer entre homens. Embora não esteja entre os mais incidentes, a doença apresenta prognóstico variável e desafiador. Nos tumores não invasivos de músculo, a sobrevida em cinco anos pode chegar a 90%, mas cai para 60% ou menos nos casos invasivos. Além disso, a taxa de recidiva após a cirurgia ultrapassa 50% em dois anos.

Por isso, os resultados do estudo são tão relevantes. Eles representam não apenas uma vitória científica, mas também um avanço com impacto humano direto, oferecendo mais sobrevida, qualidade de vida e esperança para pacientes que até então enfrentavam limitações terapêuticas importantes. Também ampliam as opções para aqueles que não podiam se beneficiar da quimioterapia convencional.

O desafio agora está em transformar essa inovação em acesso. Os resultados marcam um novo capítulo na luta contra o câncer de bexiga. O próximo passo é garantir que a esperança gerada pela ciência não se restrinja a poucos, mas alcance quem mais precisa.


https://forbes.com.br/colunas/2025/10/fernando-maluf-nova-combinaca o-de-terapias-mostra-resultados-ineditos-contra-o-cancer-de-bexiga/
O texto aborda avanços científicos no tratamento do câncer de bexiga, evidenciando uma mudança significativa no cenário terapêutico. A partir da introdução de novas combinações de medicamentos, o estudo mencionado sugere uma evolução nas possibilidades de cura e na qualidade de vida dos pacientes. Considerando o conteúdo e a intenção comunicativa do autor, assinale a alternativa que expressa a principal contribuição do estudo apresentado.
Alternativas
Q3806673 Português
Nova Combinação de Terapias Mostra Resultados Inéditos Contra o Câncer de Bexiga

Um novo estudo trouxe esperança para pessoas com câncer de bexiga em estágio avançado. Até pouco tempo atrás, a melhor opção de tratamento era a quimioterapia antes da cirurgia, que ajudava a reduzir o risco de metástases e aumentava as chances de cura. Mas essa estratégia não servia para todos: muitos pacientes não podiam receber esse tipo de quimioterapia e acabavam tendo como única alternativa a cirurgia, com resultados nem sempre satisfatórios.

O trabalho mostrou que a combinação do imunoterápico pembrolizumabe com o anticorpo conjugado à droga enfortumabe vedotina, administrada antes e depois da cirurgia, promoveu melhora significativa na sobrevida livre de eventos, na sobrevida global e na taxa de resposta patológica completa em comparação à cirurgia isolada. É a primeira terapia sistêmica perioperatória a demonstrar superioridade nesse cenário, abrindo caminho para um possível novo padrão de tratamento.

No Brasil, o câncer de bexiga merece atenção especial. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são diagnosticados cerca de 11,3 mil novos casos por ano, o que representa aproximadamente 3,3% de todos os casos de câncer entre homens. Embora não esteja entre os mais incidentes, a doença apresenta prognóstico variável e desafiador. Nos tumores não invasivos de músculo, a sobrevida em cinco anos pode chegar a 90%, mas cai para 60% ou menos nos casos invasivos. Além disso, a taxa de recidiva após a cirurgia ultrapassa 50% em dois anos.

Por isso, os resultados do estudo são tão relevantes. Eles representam não apenas uma vitória científica, mas também um avanço com impacto humano direto, oferecendo mais sobrevida, qualidade de vida e esperança para pacientes que até então enfrentavam limitações terapêuticas importantes. Também ampliam as opções para aqueles que não podiam se beneficiar da quimioterapia convencional.

O desafio agora está em transformar essa inovação em acesso. Os resultados marcam um novo capítulo na luta contra o câncer de bexiga. O próximo passo é garantir que a esperança gerada pela ciência não se restrinja a poucos, mas alcance quem mais precisa.


https://forbes.com.br/colunas/2025/10/fernando-maluf-nova-combinaca o-de-terapias-mostra-resultados-ineditos-contra-o-cancer-de-bexiga/
O texto apresenta uma reflexão sobre os impactos de uma descoberta científica recente no tratamento do câncer de bexiga, destacando tanto seu valor clínico quanto suas implicações sociais. Ao mesmo tempo que celebra o avanço médico, o autor alerta para um obstáculo que ultrapassa o campo da ciência. Considerando o conteúdo e o tom do trecho, assinale a alternativa que expressa a mensagem principal do autor.
Alternativas
Respostas
6901: C
6902: C
6903: C
6904: A
6905: B
6906: A
6907: A
6908: B
6909: B
6910: C
6911: D
6912: C
6913: E
6914: C
6915: A
6916: D
6917: D
6918: D
6919: A
6920: A