Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Domingas, Catarina e Juliana foram três mulheres negras que viveram em São Paulo entre os séculos 18 e 19 e que tiveram algo em comum: foram mães que viveram as violências da escravidão. Os fragmentos dessas vivências ficaram registrados em documentos judiciais e cartas de alforria, e é a partir desses documentos que a historiadora Enidelce Bertin vem reconstituindo as histórias de vida delas e de outras mulheres negras do período.
A partir dos documentos de arquivo, a historiadora descobriu que Juliana trabalhou por décadas para Inácia e sua mãe, tendo ajudado a criar a senhora e seus irmãos. Reconhecendo os bons serviços de Juliana, em 1773, Inácia lhe concedeu a alforria. Mas permaneceram no cativeiro as duas filhas de Juliana.
Catarina também obteve o reconhecimento de sua senhora pelos bons serviços prestados. Em 1805, a senhora registrou a carta de alforria que concedia a liberdade a Catarina. Mas seus filhos não tiveram a mesma sorte. Enquanto os mais velhos continuaram a servi-la, o mais novo, ainda um bebê, ficaria com a mãe apenas até desmamar. Para a senhora escravista, o menino era uma promessa de investimento para aumentar seu patrimônio.
Muitas décadas depois, Domingas viveu algo diferente. Ela tinha 24 anos quando abriu uma ação judicial contando que foi “posta para fora de casa” na ocasião dos partos de seus dois filhos, Turíbia e Acelino. Era maio de 1881 e o alvo do processo era Urbano Augusto da Silva Macedo, a quem Domingas acusava de abandono senhorial. Na época, com a Lei do Ventre Livre em vigor, os senhores já não davam valor aos filhos das mulheres escravizadas, pois não podiam mais reivindicá-los como propriedade e tomá-los como parte de seu patrimônio.
Enidelce argumenta que a maternidade negra no período pode ser encarada como um “campo de disputas entre aqueles que viam a sua razão de ser na ‘produção de crias’” e no cuidado dos filhos dos senhores, e as mulheres que “ansiavam por proteção e liberdade para seus filhos”, conforme escreve.
“Nem sempre a resistência é visível na documentação, justamente porque o discurso senhorial está ali mais bem representado. Quando aquelas mulheres estão tentando comprar sua alforria, quando tentam ficar próximas de suas crianças, há indícios de resistência. Mas o que me interessa mais é tirar essas pessoas da invisibilidade”, conta a pesquisadora.
(Silvana Salles, Historiadora reconstitui histórias de vida da maternidade negra durante a escravidão. Disponível em: https://jornal.usp.br/?p=901049. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Domingas, Catarina e Juliana foram três mulheres negras que viveram em São Paulo entre os séculos 18 e 19 e que tiveram algo em comum: foram mães que viveram as violências da escravidão. Os fragmentos dessas vivências ficaram registrados em documentos judiciais e cartas de alforria, e é a partir desses documentos que a historiadora Enidelce Bertin vem reconstituindo as histórias de vida delas e de outras mulheres negras do período.
A partir dos documentos de arquivo, a historiadora descobriu que Juliana trabalhou por décadas para Inácia e sua mãe, tendo ajudado a criar a senhora e seus irmãos. Reconhecendo os bons serviços de Juliana, em 1773, Inácia lhe concedeu a alforria. Mas permaneceram no cativeiro as duas filhas de Juliana.
Catarina também obteve o reconhecimento de sua senhora pelos bons serviços prestados. Em 1805, a senhora registrou a carta de alforria que concedia a liberdade a Catarina. Mas seus filhos não tiveram a mesma sorte. Enquanto os mais velhos continuaram a servi-la, o mais novo, ainda um bebê, ficaria com a mãe apenas até desmamar. Para a senhora escravista, o menino era uma promessa de investimento para aumentar seu patrimônio.
Muitas décadas depois, Domingas viveu algo diferente. Ela tinha 24 anos quando abriu uma ação judicial contando que foi “posta para fora de casa” na ocasião dos partos de seus dois filhos, Turíbia e Acelino. Era maio de 1881 e o alvo do processo era Urbano Augusto da Silva Macedo, a quem Domingas acusava de abandono senhorial. Na época, com a Lei do Ventre Livre em vigor, os senhores já não davam valor aos filhos das mulheres escravizadas, pois não podiam mais reivindicá-los como propriedade e tomá-los como parte de seu patrimônio.
Enidelce argumenta que a maternidade negra no período pode ser encarada como um “campo de disputas entre aqueles que viam a sua razão de ser na ‘produção de crias’” e no cuidado dos filhos dos senhores, e as mulheres que “ansiavam por proteção e liberdade para seus filhos”, conforme escreve.
“Nem sempre a resistência é visível na documentação, justamente porque o discurso senhorial está ali mais bem representado. Quando aquelas mulheres estão tentando comprar sua alforria, quando tentam ficar próximas de suas crianças, há indícios de resistência. Mas o que me interessa mais é tirar essas pessoas da invisibilidade”, conta a pesquisadora.
(Silvana Salles, Historiadora reconstitui histórias de vida da maternidade negra durante a escravidão. Disponível em: https://jornal.usp.br/?p=901049. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Domingas, Catarina e Juliana foram três mulheres negras que viveram em São Paulo entre os séculos 18 e 19 e que tiveram algo em comum: foram mães que viveram as violências da escravidão. Os fragmentos dessas vivências ficaram registrados em documentos judiciais e cartas de alforria, e é a partir desses documentos que a historiadora Enidelce Bertin vem reconstituindo as histórias de vida delas e de outras mulheres negras do período.
A partir dos documentos de arquivo, a historiadora descobriu que Juliana trabalhou por décadas para Inácia e sua mãe, tendo ajudado a criar a senhora e seus irmãos. Reconhecendo os bons serviços de Juliana, em 1773, Inácia lhe concedeu a alforria. Mas permaneceram no cativeiro as duas filhas de Juliana.
Catarina também obteve o reconhecimento de sua senhora pelos bons serviços prestados. Em 1805, a senhora registrou a carta de alforria que concedia a liberdade a Catarina. Mas seus filhos não tiveram a mesma sorte. Enquanto os mais velhos continuaram a servi-la, o mais novo, ainda um bebê, ficaria com a mãe apenas até desmamar. Para a senhora escravista, o menino era uma promessa de investimento para aumentar seu patrimônio.
Muitas décadas depois, Domingas viveu algo diferente. Ela tinha 24 anos quando abriu uma ação judicial contando que foi “posta para fora de casa” na ocasião dos partos de seus dois filhos, Turíbia e Acelino. Era maio de 1881 e o alvo do processo era Urbano Augusto da Silva Macedo, a quem Domingas acusava de abandono senhorial. Na época, com a Lei do Ventre Livre em vigor, os senhores já não davam valor aos filhos das mulheres escravizadas, pois não podiam mais reivindicá-los como propriedade e tomá-los como parte de seu patrimônio.
Enidelce argumenta que a maternidade negra no período pode ser encarada como um “campo de disputas entre aqueles que viam a sua razão de ser na ‘produção de crias’” e no cuidado dos filhos dos senhores, e as mulheres que “ansiavam por proteção e liberdade para seus filhos”, conforme escreve.
“Nem sempre a resistência é visível na documentação, justamente porque o discurso senhorial está ali mais bem representado. Quando aquelas mulheres estão tentando comprar sua alforria, quando tentam ficar próximas de suas crianças, há indícios de resistência. Mas o que me interessa mais é tirar essas pessoas da invisibilidade”, conta a pesquisadora.
(Silvana Salles, Historiadora reconstitui histórias de vida da maternidade negra durante a escravidão. Disponível em: https://jornal.usp.br/?p=901049. Adaptado)
I."Sempre em todos os tempos teve duas línguas, a língua geral e a língua literária, aquela falada e esta escrita. Sei que esta distinção inda pode ser mais especializada e que são mais numerosas ainda as línguas simultâneas duma fala só porém essa divisão primeira me basta pra argumentar. Enfim [...] sucede que a maioria pra escrever veste fraque, alguns casacas e o resto o paletó de domingo, ao passo que eu me dispo até do paletó semanal. E não é falta de educação não. Porque se uma tentativa destas se generaliza toda gente creio que está em condições de compreender que daí em diante, maleducado vai ficar o que veste casaca, fraque ou paletó domingueiro, ao passo que o em mangas de camisa é que fica o que está certo, o que está com todos, o que está na moda. E a linguagem em mangas de camisa é que fica a língua literária, a língua eternizada e a língua nobre duma raça num dos seus períodos".
(Mário de Andrade, A gramatiquinha da fala brasileira (obra póstuma), 2022, p.109. Foi respeitada a redação dada pelo autor em seus manuscritos.)
II."Uma derivação do mito da língua 'primitiva' é a ideia de que as pessoas que não têm educação formal e não se valem das formas linguísticas padronizadas e prescritas pela tradição gramatical falam 'tudo errado'. [...] muitas pessoas das camadas dominantes da sociedade consideram que os pobres, os analfabetos, os habitantes da zona rural (e, em alguns lugares, as mulheres, os jovens, os negros, os judeus, os imigrantes etc.) não sabem falar, têm vocabulário pobre e são incapazes de raciocínio lógico".
(Marcos Bagno, Gramática pedagógica do português brasileiro, 2012, p. 96.)
Apesar da distância que separam os dois textos, é correto afirmar que ambos tecem uma crítica concreta:
Literatura interativa para jovens leitores
"Outras versões de nós", da escritora espanhola Esperanza Luque, é um livro dedicado a reafirmar as possibilidades diversas do amor
Partindo das questões que cercam o "final feliz" das histórias de amor, a escritora espanhola Esperanza Luque convida o público jovem a embarcar em uma narrativa colaborativa pelo passado, presente e futuro de Charlotte, personagem principal de Outras versões de nós, sua obra mais recente.
Publicado no Brasil pela Mood, selo de literatura jovem do grupo Ciranda Cultural, o livro de Luque se apossa do gênero livro-jogo através do conceito de "escolha sua própria aventura". Popularizado nos Estados Unidos durante as décadas de 1980 e 1990, esse tipo de livro permite que os próprios leitores participem ativamente da construção da história através de escolhas que mudam o decorrer da narrativa.
De maneira geral, é bem simples. Após algumas páginas de leitura, o livro lhe dá diferentes escolhas sobre como a trama deve seguir e indica a página que deve ser lida em seguida, com base na sua escolha. Seguindo assim pelas diversas situações, o leitor pode escolher as versões da história de sua preferência, até chegar ao final. Depois, caso deseje, pode ler o livro tomando novas decisões e assim descobrir versões diferentes da anterior.
Em Outras versões de nós, a protagonista é Charlotte, uma artista de coração partido que encontra uma misteriosa vidente que lhe permite mudar decisões tomadas no passado. A partir desse cenário, os leitores podem percorrer até seis diferentes tramas que variam entre comédia romântica, história natalina e enredo escolar. Para somar ainda mais à experiência, fica na mão dos leitores se tudo isso vai se passar na Era Vitoriana, durante a Segunda Guerra Mundial ou outro período temporal.
Através de cada escolha é possível questionar definições e conceitos próprios, permitindo que o livro funcione como um espelho e assim, propor reflexões íntimas. Ao escrever uma obra interativa, Esperanza Luque passa aos seus leitores a mensagem de que não existe apenas um final feliz e sim, diversos caminhos a serem percorridos e vivenciados com autenticidade.
(Disponível em: https://www.pernambucorevista.com.br/secoes/noticias/literatura-interat iva-para-jovens-leitores. Acesso em: 30 out. 2025.)
Os fatores de coesão textual são aqueles que dão conta da estruturação da sequência superficial do texto, não se tratando de princípios meramente sintáticos, mas de uma espécie de semântica da sintaxe textual, ou seja, dos mecanismos formais de uma língua que permitem estabelecer entre os elementos linguísticos do texto, relações de sentido. A coesão não constitui condição necessária nem suficiente para que um texto seja um texto, porém, o uso de elementos coesivos dão ao texto maior legibilidade.
Tendo essa definição como referência, analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Um dos recursos coesivos mais eficientes na construção de um texto é a progressão realizada por meio de expressões nominais. Um exemplo disso está nas expressões "literatura interativa" (no título), "narrativa colaborativa" (1º parágrafo), "esse tipo de livro" (2º parágrafo), "o livro" (3º parágrafo). Eles retomam o mesmo macro assunto (o gênero literário) e possibilitam, além da articulação das ideias, a progressão delas, apresentando ao leitor informações novas, mas retomando o que já fora tratado.
(__)No 5º parágrafo, a expressão "Ao escrever uma obra interativa" retoma não o gênero literário livro-jogo, mas a obra específica de Esperanza Luque, Outras versões de nós. Desse modo, é possível ao leitor saber quando o texto trata do gênero e quando trata da obra em si.
(__)No 3º parágrafo, a expressão "De maneira geral, é bem simples" tem papel importante no texto: estabelecer uma progressão sequencial, usando o recurso do parafraseamento, isto é, o autor do texto explica ou esclarece para o leitor algo que foi dito anteriormente. Nesse caso, o autor amplia o conceito ou a explicação do que seja gênero livro-jogo, tratado introdutoriamente no parágrafo anterior.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
A respeito da definição apresentada no excerto, ela se refere a:
Leia o texto a seguir:


Analise as sentenças a seguir, tendo como referência a leitura da tirinha:
I.O sentido não está no texto, ele é construído a partir da interação autor-texto-leitor. Essa interação acontece tanto pela materialidade linguística, e no caso da tirinha, também pelo texto não verbal, apresentados pelo autor, quanto pelos conhecimentos prévios que o leitor mobiliza.
II.No processo de construção dos sentidos em um texto, o autor pode lançar mão de diversos recursos, entre eles as figuras de linguagem, construindo sentidos distintos do literal. Na tirinha, há uma metáfora e uma personificação, respectivamente nos 2º e 7º quadrinhos.
III.Na tirinha, Armandinho deixa explícito que não pode sujar o uniforme nas poças de lama. Na sequência de quadros, o leitor é convocado, como parte do processo de construção de sentidos, a identificar um pressuposto a partir das falas dos personagens: está implícito no texto que criança não resiste a uma poça de lama. Esse pressuposto é estabelecido ou posto pela construção linguística "Eu não consegui".
É correto o que se afirma em:
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna no excerto:
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.
O que é a oxitocina, o 'hormônio do amor' que nos deixa mais sociáveis — versão reduzida em 50%
O que ocorre no cérebro quando o amor parece dominar o ambiente? Durante muito tempo, biólogos apontaram a oxitocina como principal explicação. Essa pequena proteína, formada por nove aminoácidos, ficou conhecida como hormônio do amor por sua relação com vínculo afetivo, cuidados maternos e comportamentos sociais positivos.
Pesquisas recentes, porém, mostram um quadro mais complexo. Estudos com animais indicam que a oxitocina não produz diretamente bons comportamentos sociais; ela aperfeiçoa a percepção de sinais sociais, permitindo que o indivíduo aprenda a direcionar seu comportamento com maior precisão.
A antiga visão de que a oxitocina era liberada em interações com indivíduos importantes — como filhos ou parceiros — permanece válida, mas pesquisadores observaram que bloquear sua ação impede camundongos de reconhecer figuras relevantes, sugerindo papel essencial no aprendizado social. Avanços recentes permitiram registrar neurônios produtores de oxitocina, revelando que ela filtra ruídos sensoriais. Em ratos, por exemplo, reduz disparos aleatórios no centro olfativo, destacando odores significativos. Esse refinamento foi comparado à capacidade de pais ouvirem o choro do bebê mesmo em meio a ruídos.
A oxitocina também intensifica o sistema de recompensas, levando animais a priorizar estímulos sociais. Entre arganazes-do-campo, isso facilita a formação de pares monogâmicos: o odor do parceiro torna-se uma recompensa.
O papel da oxitocina varia conforme o contexto. Ela amplia cuidados maternos, mas também agressões contra intrusos; em fêmeas de arganazes-do-campo, seu efeito depende de já haver vínculo formado. Em humanos, estudo de 2012 mostrou que homens comprometidos mantiveram maior distância de uma mulher desconhecida após receber oxitocina, efeito não observado em solteiros.
Essa variabilidade contextual ajuda a explicar o insucesso de sprays de oxitocina no tratamento do autismo em ensaios clínicos amplos. Sem considerar ambientes negativos, como bullying escolar, a substância pode até intensificar experiências desfavoráveis.
Apesar de seu papel central na regulação dos comportamentos sociais, a oxitocina não atua sozinha. Como ressaltam alguns pesquisadores, apaixonar-se envolve corpo e cérebro como um todo: sensações, cognição e memória. A oxitocina é apenas um dos moduladores desse processo complexo — longe de ser sua explicação única.
https://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-60801668.adaptado.
Em relação aos mecanismos de coesão textual presentes na frase, é CORRETO afirmar que:
Brasil vai com 6 duplas ao mata-mata do Mundial de vôlei de praia
Duas delas disputam a fase eliminatória a partir de 3h desta terça
[...] Das 96 duplas (masculinas e femininas) que iniciaram o Mundial, 32 lutarão por vaga nas oitavas: 12 delas se classificaram de forma direta (primeiro e segundo lugares de cada chave) e as quatro melhores terceiras colocadas também carimbaram a vaga. Outras quatro terão de vencer a repescagem (com as demais terceiras colocadas) para seguir no Mundial. Todos os jogos a partir dos 32 avos de final serão eliminatórios até o fim da competição.
(Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2025-11/brasil-vai-com -6-duplas-ao-mata-mata-do-mundial-de-volei-de-praia. Acesso em: 19 nov. 2025. Adaptado.)
O tempo e o modo verbais marcam posição importante na construção textual e dos sentidos pretendidos pelo autor. O excerto é parte de uma notícia publicada entre a primeira fase do Mundial de vôlei de praia e as oitavas de final. Isso exige do autor escolhas temporais e de modo para que o leitor consiga transitar entre o que é passado, presente e futuro, sem confusão em sua leitura e entendimento. Dito isso, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Os verbos "iniciar", "classificar" e "carimbar" estão no pretérito perfeito do indicativo, pois se referem a ações já concluídas no passado; no caso, o referente é a primeira fase do Mundial.
(__)O verbo "lutar" está no futuro do presente do indicativo e se refere à etapa posterior à primeira fase e ainda não executada. O mesmo ocorre com os verbos "ter" e "ser".
(__)A forma como o texto foi construído, no que se refere aos tempos verbais, possibilita ao leitor perceber anterioridade e posterioridade em relação ao tempo de enunciação. Isso inclui os verbos "ir" e "disputar", no título e subtítulo respectivamente, que estão no presente do indicativo, exprimindo uma ideia de "futuro". Exprimir o sentido de futuro é uma das possibilidades desse tempo verbal.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
O excerto é uma fala de Chimamanda Adichie, escritora nigeriana, em entrevista à Folha de São Paulo. Considere a leitura dele e a mobilização de seus conhecimentos prévios e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)A palavra "biscoito", nesse contexto, não significa literalmente alimento feito com farinha e outros ingredientes, mas curtidas, atenção no contexto das redes sociais virtuais especialmente.
(__)Em "reduzi-lo", tem-se o pronome oblíquo átono "o", que substitui "racismo" evitando sua repetição. O pronome está posposto ao verbo porque, quando se tem verbo no infinitivo, antecedido por preposição, é preferível que esse pronome em específico fique após o verbo.
(__)De acordo com a declaração de Chimamanda Adichie, lutar contra o racismo é uma forma de evitar que ele se estabeleça em nossa sociedade atual, em uma corrida contra o tempo, uma vez que, no passado, o racismo não deveria ter acontecido.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
(__)Entre 2023 e 2025, houve um aumento no percentual de jovens e adultos que não consomem bebidas alcoólicas.
(__)Entre os motivos que impulsionam a redução no consumo de álcool entre jovens e adultos está evitar os conflitos em casa.
(__)Essa mudança no perfil de jovens e adultos, reduzindo o consumo de álcool, ecoou no desempenho da indústria de bebidas alcoólicas que se viu obrigada a mudar o nicho para não sofrer com mais perdas de capital.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
A respeito do texto em análise, é correto afirmar que ele é:
I.O leitor, como cidadão, também é responsável pelo destino e pelo modo como descarta o "lixo" que ele produz.
II.É possível inferir que o descarte adequado do lixo produzido começa no contexto de vida do leitor (casa, trabalho...), logo, saber diferenciar resíduo de rejeito o ajudará a decidir como separar e descartar seu lixo.
III.Resíduo e rejeito não são sinônimas; elas são antônimas.
É correto o que se apresenta em:
(__)O texto tem como objetivo informar o leitor a respeito do que é resíduo e rejeito no contexto do lixo urbano produzido .
(__)O texto é uma carta ao leitor, uma vez que ele se inicia com "Você sabia...?".
(__)Para alcançar seu objetivo, a autora utiliza uma linguagem objetiva, sem foco nas impressões pessoais, mas em informações.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Para que um texto tenha sentido e seja claro, alcançando seu objetivo, é preciso que o autor mobilize recursos para articular as ideias. Esses recursos não são escolhidos aleatoriamente, mas com um propósito: construir sentidos. Tendo isso em consideração e o excerto anterior, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)A expressão "Para isso" retoma a ideia expressa no período anterior ("que pode ser reutilizado ou reciclado") e anuncia, introduz uma complementação, dando sequência ao texto.
(__)A expressão "ou seja" tem como função, nesse contexto, de anunciar uma explicação ou esclarecimento do que foi posto antes, contribuindo não apenas para o desenvolvimento da ideia, como também para que fique claro o que se está discutindo.
(__)"Em outras palavras" é uma expressão que apenas anuncia a repetição do que já foi dito, sendo um recurso desnecessário na construção do texto porque não amplia a discussão do tema, apenas repete o que já foi dito, mas com outras palavras.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
I.Os resíduos produzidos variam de pessoa para pessoa, estando ligados, por exemplo, ao modo de vida e ao tipo de alimentação de cada uma.
II.O contexto social e econômico de uma pessoa influencia no tipo de resíduo que ela produz.
III.O lugar onde a pessoa vive (bairro, cidade, estado) é um fator que interfere na relação que se tem com a produção de lixo.
De acordo com o texto, é correto o que se afirma em:
(__) Uma prática docente ancorada nos multiletramentos contribui para que os sujeitos envolvidos no processo ensino-aprendizagem mobilizem diversas formas de significar os textos através do emprego de diferentes semioses (cores, imagens, sons etc.), em uma atitude mais autônoma e crítica.
(__) A escola é um espaço discursivo composto por uma diversidade de culturas, sejam elas familiares, religiosas, do campo, das periferias, dos grandes centros urbanos, de línguas, etc., das quais provem o público heterogêneo que a compõe. Cabe a essa escola definir com exatidão o que deve ou não ser mobilizado no processo ensino-aprendizagem, orientando os estudantes a focarem naquilo que é proposto em cada prática de linguagem, a fim de homogeneizar o ensino, alcançar a todos e prepará-los para o mercado de trabalho.
(__) A Integração entre Língua Portuguesa, Literatura, Língua Estrangeira e Arte passa também por compreender essas práticas de linguagem como construção social, ou seja, o sujeito interpreta e reinventa os sentidos também a partir de suas referências culturais, linguísticas, literárias, etc., criando novas formas de identificar e expressar ideias, sentimentos e valores, em um contínuo processo de significação contextualizado, dialógico e ideológico.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
(__) Refletir sobre as transformações ocorridas nos campos de atividades em função do desenvolvimento das tecnologias de comunicação e informação, do uso do hipertexto e da hipermídia e do surgimento da Web 2.0 como forma de ampliar as possibilidades de participação na cultura digital e contemplar os novos e os multiletramentos.
(__) Mostrar-se ou tornar-se receptivo a textos que rompam com seu universo de expectativa, que representem um desafio em relação às suas possibilidades atuais e suas experiências anteriores de leitura, apoiando-se nas marcas linguísticas, em seu conhecimento sobre os gêneros e a temática e nas orientações dadas pelo professor.
(__) Identificar implícitos e os efeitos de sentido decorrentes de determinados usos expressivos da linguagem, da pontuação e de outras notações, da escolha de determinadas palavras ou expressões e identificar efeitos de ironia ou humor.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: