Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3818560 Português
"Quando penso em territórios, não me ocorrem apenas os limites geográficos que demarcam um lugar num mapa, não. Um território é uma vida, um agente, uma força vital que participa de quem somos, de nossa identidade e de nosso modo de viver e produzir comunidade. São lugares que entrelaçam histórias, saberes e desejos. As favelas e periferias são locais de resistência e de construção de comunidade. As mulheres que habitam esses espaços são as guardiãs da memória e da cultura — e, sem seus saberes, sem seu lugar à proa de nosso navio, não podemos ir muito longe.

As favelas e periferias das grandes cidades brasileiras formaram-se como arranjos territoriais oriundos de muitos choques, despejos e novas tentativas de reconfiguração da vida — em situações quase sempre piores."


(Disponível em: https://www.geledes.org.br/guardias-da-semente-mulheres-costurandoterritorios-bem-viver/. Acesso em: 08 dez. 2025. Adaptado.) 
De acordo com o texto, analise as sentenças:

I.A definição do que é território se estende para além do conceito de espaços delimitados e demarcados em um mapa, com fronteiras e limites geográficos.
II.Favelas e periferias são territórios no amplo sentido defendido pela autora do texto: geográfico e sócio-histórico (lugar de histórias, de culturas, de cosmovisões diversas compondo-o).
III.As mulheres que compõem as favelas e periferias são essenciais para a existência desses espaços, responsáveis não apenas por protegerem memórias e culturas, como por, de alguma maneira, conduzir a comunidade.


É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3818559 Português
"Quando penso em territórios, não me ocorrem apenas os limites geográficos que demarcam um lugar num mapa, não. Um território é uma vida, um agente, uma força vital que participa de quem somos, de nossa identidade e de nosso modo de viver e produzir comunidade. São lugares que entrelaçam histórias, saberes e desejos. As favelas e periferias são locais de resistência e de construção de comunidade. As mulheres que habitam esses espaços são as guardiãs da memória e da cultura — e, sem seus saberes, sem seu lugar à proa de nosso navio, não podemos ir muito longe.

As favelas e periferias das grandes cidades brasileiras formaram-se como arranjos territoriais oriundos de muitos choques, despejos e novas tentativas de reconfiguração da vida — em situações quase sempre piores."


(Disponível em: https://www.geledes.org.br/guardias-da-semente-mulheres-costurandoterritorios-bem-viver/. Acesso em: 08 dez. 2025. Adaptado.) 
No excerto, a autora do texto lançou mão de uma figura de linguagem, conferindo às ideias maior expressividade:
"[...] sem seus saberes, sem seu lugar à proa de nosso navio , não podemos ir muito longe".
Assinale a alternativa que indica corretamente a figura de linguagem utilizada no excerto:
Alternativas
Q3818558 Português
Quem treina a IA não confia


Quando quem treina IA diariamente diz para não usar, o recado é que a tecnologia não funciona como está sendo divulgada

Trabalhadores que treinam sistemas de IA como ChatGPT, Gemini e Grok estão alertando familiares para não usarem essas ferramentas. Uma reportagem do jornal inglês The Guardian conta que muitos, ao perceberem como é fácil deixar passar conteúdos racistas durante avaliações, abandonam o uso de IA e proíbem filhos de usar chatbots.

Outros avaliadores relatam que empresas os colocam para avaliar respostas sobre saúde e ética sem treinamento especializado e que seu feedback é ignorado. Segundo a NewsGuard, os chatbots reduziram a taxa de respostas "não sei" de 31% para 0% entre 2024 e 2025 e dobraram a reprodução de desinformação.

O problema está na base. Modelos de linguagem apenas preveem palavras baseados em padrões estatísticos. Não pensam, não raciocinam. Décadas de neurociência mostram que linguagem e pensamento são processos separados no cérebro.

Você pode perder a fala e manter o raciocínio intacto. A promessa de que aumentar o tamanho dos modelos levará à superinteligência ignora que cognição humana envolve muito mais que texto. Intuição, habilidades físicas, compreensão social e outras coisas que não cabem em palavras são também essenciais.

A OpenAI enfrenta processo pela morte de um adolescente de 16 anos, que passou meses conversando com ChatGPT antes de morrer por suicídio. A empresa alega "uso inadequado" e diz que menores não podem usar a ferramenta sem autorização dos pais. É cruel ver uma empresa que promete superinteligência admitir que o sistema não consegue identificar e prevenir esse tipo de uso.

A família afirma que o chatbot forneceu instruções de métodos suicidas, incentivou segredo e guiou os passos finais. Segundo uma reportagem do New York Times, a OpenAI diz ter recomendado ajuda 100 vezes, mas evita reconhecer que priorizou crescimento da plataforma sobre segurança.

A Character.AI, que enfrenta processos similares, tomou medidas e bloqueou o acesso de menores de 18 anos, que agora podem usar apenas o modo "Stories", com narrativas guiadas em vez de conversas abertas. Reconheceu que chatbots disponíveis 24 horas não são adequados para adolescentes.

Quando quem treina IA diariamente diz para não usar, o recado é que a tecnologia não funciona como está sendo divulgada. Quem vivencia os bastidores fala menos sobre superinteligência iminente e mais sobre um sistema frágil que confunde prever palavras com pensar.


(Disponível em: https://iclnoticias.com.br/quem-treina-a-ia-nao-confia/. Acesso em: 08 dez. 2025. Adaptado.)
Leia o trecho a seguir:
Quando quem treina IA diariamente diz para não usar, o recado é que a tecnologia não funciona como está sendo divulgada.
A língua não é estática, o que possibilita, por exemplo, expressar uma mesma ideia, mantendo o sentido, de formas linguísticas. A seguir, o excerto foi reescrito de outras maneiras, analise cada alternativa, assim como os ajustes linguísticos feitos, verificando o sentido que em cada uma. Em seguida, assinale a alternativa em que o sentido dado no texto foi mantido: 
Alternativas
Q3818555 Português
Quem treina a IA não confia


Quando quem treina IA diariamente diz para não usar, o recado é que a tecnologia não funciona como está sendo divulgada

Trabalhadores que treinam sistemas de IA como ChatGPT, Gemini e Grok estão alertando familiares para não usarem essas ferramentas. Uma reportagem do jornal inglês The Guardian conta que muitos, ao perceberem como é fácil deixar passar conteúdos racistas durante avaliações, abandonam o uso de IA e proíbem filhos de usar chatbots.

Outros avaliadores relatam que empresas os colocam para avaliar respostas sobre saúde e ética sem treinamento especializado e que seu feedback é ignorado. Segundo a NewsGuard, os chatbots reduziram a taxa de respostas "não sei" de 31% para 0% entre 2024 e 2025 e dobraram a reprodução de desinformação.

O problema está na base. Modelos de linguagem apenas preveem palavras baseados em padrões estatísticos. Não pensam, não raciocinam. Décadas de neurociência mostram que linguagem e pensamento são processos separados no cérebro.

Você pode perder a fala e manter o raciocínio intacto. A promessa de que aumentar o tamanho dos modelos levará à superinteligência ignora que cognição humana envolve muito mais que texto. Intuição, habilidades físicas, compreensão social e outras coisas que não cabem em palavras são também essenciais.

A OpenAI enfrenta processo pela morte de um adolescente de 16 anos, que passou meses conversando com ChatGPT antes de morrer por suicídio. A empresa alega "uso inadequado" e diz que menores não podem usar a ferramenta sem autorização dos pais. É cruel ver uma empresa que promete superinteligência admitir que o sistema não consegue identificar e prevenir esse tipo de uso.

A família afirma que o chatbot forneceu instruções de métodos suicidas, incentivou segredo e guiou os passos finais. Segundo uma reportagem do New York Times, a OpenAI diz ter recomendado ajuda 100 vezes, mas evita reconhecer que priorizou crescimento da plataforma sobre segurança.

A Character.AI, que enfrenta processos similares, tomou medidas e bloqueou o acesso de menores de 18 anos, que agora podem usar apenas o modo "Stories", com narrativas guiadas em vez de conversas abertas. Reconheceu que chatbots disponíveis 24 horas não são adequados para adolescentes.

Quando quem treina IA diariamente diz para não usar, o recado é que a tecnologia não funciona como está sendo divulgada. Quem vivencia os bastidores fala menos sobre superinteligência iminente e mais sobre um sistema frágil que confunde prever palavras com pensar.


(Disponível em: https://iclnoticias.com.br/quem-treina-a-ia-nao-confia/. Acesso em: 08 dez. 2025. Adaptado.)
No último parágrafo, o autor do texto usa o adjetivo "iminente", em referência a "superinteligência". Considerando que não há sinônimo absoluto e que os sentidos das palavras são dados no contexto da produção textual, envolvendo diversos fatores, assinale a alternativa que indica corretamente o sentido do adjetivo no contexto:

Quando quem treina IA diariamente diz para não usar, o recado é que a tecnologia não funciona como está sendo divulgada. Quem vivencia os bastidores fala menos sobre superinteligência iminente e mais sobre um sistema frágil que confunde prever palavras com pensar.
Alternativas
Q3818554 Português
Quem treina a IA não confia


Quando quem treina IA diariamente diz para não usar, o recado é que a tecnologia não funciona como está sendo divulgada

Trabalhadores que treinam sistemas de IA como ChatGPT, Gemini e Grok estão alertando familiares para não usarem essas ferramentas. Uma reportagem do jornal inglês The Guardian conta que muitos, ao perceberem como é fácil deixar passar conteúdos racistas durante avaliações, abandonam o uso de IA e proíbem filhos de usar chatbots.

Outros avaliadores relatam que empresas os colocam para avaliar respostas sobre saúde e ética sem treinamento especializado e que seu feedback é ignorado. Segundo a NewsGuard, os chatbots reduziram a taxa de respostas "não sei" de 31% para 0% entre 2024 e 2025 e dobraram a reprodução de desinformação.

O problema está na base. Modelos de linguagem apenas preveem palavras baseados em padrões estatísticos. Não pensam, não raciocinam. Décadas de neurociência mostram que linguagem e pensamento são processos separados no cérebro.

Você pode perder a fala e manter o raciocínio intacto. A promessa de que aumentar o tamanho dos modelos levará à superinteligência ignora que cognição humana envolve muito mais que texto. Intuição, habilidades físicas, compreensão social e outras coisas que não cabem em palavras são também essenciais.

A OpenAI enfrenta processo pela morte de um adolescente de 16 anos, que passou meses conversando com ChatGPT antes de morrer por suicídio. A empresa alega "uso inadequado" e diz que menores não podem usar a ferramenta sem autorização dos pais. É cruel ver uma empresa que promete superinteligência admitir que o sistema não consegue identificar e prevenir esse tipo de uso.

A família afirma que o chatbot forneceu instruções de métodos suicidas, incentivou segredo e guiou os passos finais. Segundo uma reportagem do New York Times, a OpenAI diz ter recomendado ajuda 100 vezes, mas evita reconhecer que priorizou crescimento da plataforma sobre segurança.

A Character.AI, que enfrenta processos similares, tomou medidas e bloqueou o acesso de menores de 18 anos, que agora podem usar apenas o modo "Stories", com narrativas guiadas em vez de conversas abertas. Reconheceu que chatbots disponíveis 24 horas não são adequados para adolescentes.

Quando quem treina IA diariamente diz para não usar, o recado é que a tecnologia não funciona como está sendo divulgada. Quem vivencia os bastidores fala menos sobre superinteligência iminente e mais sobre um sistema frágil que confunde prever palavras com pensar.


(Disponível em: https://iclnoticias.com.br/quem-treina-a-ia-nao-confia/. Acesso em: 08 dez. 2025. Adaptado.)
De acordo com o texto, analise as sentenças a seguir:

I.O problema das IAs está no fato de que elas não pensam, apenas entregam respostas baseadas em padrões estatísticos, em previsão e não em raciocínio.

II.Ter quem está por trás do treinamento das IAs dizendo que elas não devem ser usadas revela o quanto a segurança interna das plataformas é frágil, afinal, é inadmissível que os próprios trabalhadores não vistam a camisa da empresa.

III.O texto possibilita ao leitor inferir que as empresas por trás das IAs prometem chegar à superinteligência dos sistemas, ignorando o fato de que cognição humana está além do que esses sistemas oferecem hoje, pois ela é complexa e demanda uma série de aspectos interligados e que não estão presos simplesmente a palavras.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3818553 Português
Quem treina a IA não confia


Quando quem treina IA diariamente diz para não usar, o recado é que a tecnologia não funciona como está sendo divulgada

Trabalhadores que treinam sistemas de IA como ChatGPT, Gemini e Grok estão alertando familiares para não usarem essas ferramentas. Uma reportagem do jornal inglês The Guardian conta que muitos, ao perceberem como é fácil deixar passar conteúdos racistas durante avaliações, abandonam o uso de IA e proíbem filhos de usar chatbots.

Outros avaliadores relatam que empresas os colocam para avaliar respostas sobre saúde e ética sem treinamento especializado e que seu feedback é ignorado. Segundo a NewsGuard, os chatbots reduziram a taxa de respostas "não sei" de 31% para 0% entre 2024 e 2025 e dobraram a reprodução de desinformação.

O problema está na base. Modelos de linguagem apenas preveem palavras baseados em padrões estatísticos. Não pensam, não raciocinam. Décadas de neurociência mostram que linguagem e pensamento são processos separados no cérebro.

Você pode perder a fala e manter o raciocínio intacto. A promessa de que aumentar o tamanho dos modelos levará à superinteligência ignora que cognição humana envolve muito mais que texto. Intuição, habilidades físicas, compreensão social e outras coisas que não cabem em palavras são também essenciais.

A OpenAI enfrenta processo pela morte de um adolescente de 16 anos, que passou meses conversando com ChatGPT antes de morrer por suicídio. A empresa alega "uso inadequado" e diz que menores não podem usar a ferramenta sem autorização dos pais. É cruel ver uma empresa que promete superinteligência admitir que o sistema não consegue identificar e prevenir esse tipo de uso.

A família afirma que o chatbot forneceu instruções de métodos suicidas, incentivou segredo e guiou os passos finais. Segundo uma reportagem do New York Times, a OpenAI diz ter recomendado ajuda 100 vezes, mas evita reconhecer que priorizou crescimento da plataforma sobre segurança.

A Character.AI, que enfrenta processos similares, tomou medidas e bloqueou o acesso de menores de 18 anos, que agora podem usar apenas o modo "Stories", com narrativas guiadas em vez de conversas abertas. Reconheceu que chatbots disponíveis 24 horas não são adequados para adolescentes.

Quando quem treina IA diariamente diz para não usar, o recado é que a tecnologia não funciona como está sendo divulgada. Quem vivencia os bastidores fala menos sobre superinteligência iminente e mais sobre um sistema frágil que confunde prever palavras com pensar.


(Disponível em: https://iclnoticias.com.br/quem-treina-a-ia-nao-confia/. Acesso em: 08 dez. 2025. Adaptado.)
A partir da leitura do texto e da mobilização de conhecimentos prévios, analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)O texto é uma reportagem e está estruturado com título, subtítulo (o qual cumpre uma de suas funções, a de ampliar o conteúdo do título) e corpo do texto, no qual o tema é apresentado e desenvolvido.

(__)Nota-se um distanciamento do autor, conferindo ao texto um tom mais impessoal. Entre outras características que promovem essa impessoalidade está a opção pelo uso da 3ª pessoa ao invés da 1ª.

(__)A introdução, localizada nos 1º e 2º parágrafos, situa o leitor a respeito do tema. O autor do texto escolheu, para introduzir o tema, problematizá-lo, mostrando dois vieses do treinamento das IAs: o dos conselhos dados pelos treinadores dos sistemas a familiares para não usarem as IAs; e o do modo como as empresas lidam com os relatórios entregues pelos treinadores.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3818413 Português
No ano em que o Brasil sediou a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), na qual a preservação e restauração ambiental foram temas recorrentes, o Censo revela que praticamente dois em cada três habitantes de favelas (64,6%) moram em trechos de vias sem ao menos uma árvore em área pública.

O levantamento aponta desigualdade territorial, uma vez que nas áreas fora das favelas, a proporção de moradores em ruas sem árvores recua para três em cada dez habitantes (31%). [...]

Para fazer a análise, o IBGE contou o número de árvores de ao menos 1,70 metro em vias públicas. Ou seja, não entra na conta a vegetação em quintais, por exemplo. O instituto considera como vias os becos, vielas, escadarias, palafitas, entre outros locais. Ao fazer comparações, o IBGE leva em conta apenas a população dos 656 municípios que têm registro de existência de favelas.

Nas favelas de Belém, cidade que sediou a COP30 em novembro, 65,2% dos moradores não tinham árvore na frente de casa, marca superior à da média nacional (64,6%).

O chefe do Setor de Pesquisas Territoriais do IBGE, Filipe Borsani, faz relação direta entre a importância de arborização e a qualidade de vida.

"A arborização, de fato, é variável importante, ainda mais no momento de aquecimento global, a arborização tem a ver com conforto térmico, com melhor condição do ambiente urbano", avalia.


(Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-12/doisem-cada-tres-habitantes-de-favela-moram-em-vias-sem-arvores. Acesso em: 05 dez. 2025. Adaptado.)
A partir da leitura do texto e da mobilização de conhecimentos prévios, analise as sentenças:

I.O IBGE estabeleceu critérios para a pesquisa a respeito da arborização em favelas, entre eles: considerar vias públicas com, no mínimo 1,70 metros de extensão; não são contabilizadas as árvores em quintais; e são analisados apenas municípios que têm registro de existência de favelas.

II.De acordo com o Censo, as vias externas às favelas são mais arborizadas do que as vias públicas dentro das favelas. Isso demonstra que a desigualdade se instaura também na arborização dos espaços das cidades.

III.A qualidade de vida da população tem relação direta com a arborização das cidades, uma vez que as árvores são responsáveis por promover conforto térmico, por exemplo, em lugares quentes. Isso permite ao leitor inferir que as populações que vivem nas favelas estão mais suscetíveis às consequências do aquecimento global, tendo, por exemplo, um ambiente urbano mais quente.


É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3818411 Português
'Acham que temos que esperar a morte', diz diretora de Livros Restantes , filme que desafia o etarismo

Filme retrata aposentada que redescobre vida viajando, valoriza diversidade catarinense e celebra cinema nacional

O novo filme estrelado pela atriz Denise Fraga, Livros Restantes , parte da pergunta: "Existe idade para parar de viver?". A provocação acompanha a personagem Ana Catarina, uma mulher aposentada que decide deixar a cidade onde viveu a vida inteira para viajar, como explica a diretora Márcia Paraíso. Para ela, a história confronta o etarismo e a forma como a sociedade tenta limitar a existência das mulheres.

"Existe essa coisa da sociedade, do etarismo, de achar que chegamos em um momento em que temos que esperar a morte chegar, ou que determina um espaço para nós, ou que deixamos de ser visíveis. Esse lugar que nos colocam, especialmente as mulheres", afirma
[...].

Na produção, antes de partir, Ana Catarina toma uma decisão inusitada: devolver os livros que ganhou de amigos décadas atrás. Algumas dedicatórias ainda preservavam significado; outras, não mais. Fraga conta que o roteiro a tocou profundamente. "O Livros Restantes parece que chegou pra mim como um carimbo de maturidade também, de coisas que eu tenho pensado. Eu vejo lá esse poder que o cinema tem, horas em que eu estou servindo a personagem, mas estou completamente ali dentro", relata.

Quase todo o longa foi filmado na Barra da Lagoa, em Florianópolis, um território pesqueiro e ponto recorrente da obra de Paraíso. A diretora destaca o desafio de retratar Santa Catarina para além dos estereótipos de um estado "rico, branco e conservador".

"Eu tinha muito preconceito com o estado porque o que eu conhecia de Santa Catarina era o que me venderam sobre Santa Catarina. Mas é o estado da Antonieta de Barros [primeira mulher negra brasileira a assumir um mandato popular]; onde o Movimento [dos Trabalhadores Rurais] Sem Terra é extremamente organizado; produziu um poeta como Cruz e Sousa. Eu gostaria muito que o filme fosse um respiro sobre uma Florianópolis, que tem uma cultura muito peculiar, um jeito de dizer que o Brasil não conhece", explicou.

O elenco conta também com o ator Augusto Madeira, que celebra o momento do audiovisual brasileiro após anos de retrocessos. "[...] Ainda precisamos melhorar, mas estamos muito mais fortes. Então, isso nada mais é que o reflexo de anos e anos de uma política cultural incentivada, contínua", avalia.

Fraga acrescenta, por fim, que "o cinema é, para um país, o maior veículo de comunicação daquela cultura, daquele país para o mundo. Eu nunca fui para a China, toda a China que eu sei dentro de mim é pelo cinema. O cinema é o veículo de uma nação. Ele é uma coisa muito impressionantemente eficaz nesse sentido de ter a identidade de uma nação".


(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/12/05/acham-que-temos-que-esp erar-a-morte-diz-diretora-de-livros-restantes-filme-que-desafia-o-etaris mo/. Acesso em: 05 dez. 2025. Adaptado.)
A partir da leitura do texto e da mobilização de conhecimentos prévios, analise as sentenças:

I.No título da reportagem, optou-se por citar o trecho de uma fala da diretora do filme, marcada pelas aspas simples. Na sequência, tem-se um subtítulo que cumpre sua função, ampliando o que foi apresentado pelo título.

II.A reflexão construída no texto possibilita ao leitor concluir que o filme aborda dois temas centrais: o etarismo e a forma como a sociedade tenta limitar a existência das mulheres. Esses temas não são estanques ou tratados isoladamente, mas estão interligados e postos em diálogo no filme.

III.Livros Restantes teve como maior locação de filmagem um bairro de Florianópolis, capital de Santa Catarina, e filmá-lo foi um desafio para a diretora, uma vez que ela buscou retratar o estado para além do lugar-comum como ele é conhecido.


É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3818327 Português
Semana de Arte Moderna

        A Semana de Arte Moderna apresenta-se como a primeira manifestação coletiva pública na história cultural brasileira a favor de um espírito novo e moderno em oposição à cultura e à arte de teor conservador, predominantes no país desde o século 19. Inserida nas festividades em comemoração ao Centenário da Independência do Brasil em 1922, a Semana acontece no Teatro Municipal de São Paulo e inclui exposição com cerca de cem obras e três sessões literomusicais noturnas.

         Entre os pintores, participam Anita Malfatti e Di Cavalcanti. No campo da escultura, estão presentes Victor Brecheret e Hildegardo Velloso. Entre os literatos e poetas, participam Graça Aranha, Guilherme de Almeida, Mário de Andrade, Menotti Del Picchia, Oswald de Andrade, além de Manuel Bandeira, com a leitura do poema “Os sapos”. A programação musical traz composições de Villa-Lobos e do francês Debussy.

        Sem programa estético definido, a Semana desempenha, na história da arte brasileira, muito mais uma etapa destrutiva de rejeição ao conservadorismo vigente na produção literária, musical e visual do que um acontecimento construtivo de propostas e criação de novas linguagens. Se existe um elo entre seus tão diversos artífices, este se constitui, segundo seus dois ideólogos principais, Mário e Oswald de Andrade, na negação de todo e qualquer “passadismo”: a recusa à literatura e à arte importadas com os traços de uma civilização cada vez mais superada, no espaço e no tempo. Em geral, todos clamam em seus discursos por liberdade de expressão e pelo fim de regras na arte. Faz-se presente também um certo ideário futurista, que exige a deposição dos temas tradicionalistas em nome da sociedade da eletricidade, da máquina e da velocidade.

        Com respeito à elaboração e à apresentação de uma linguagem verdadeiramente moderna, a Semana de Arte Moderna de 1922 não representa um rompimento profundo na história da arte brasileira. No entanto, há de se reconhecer que, a despeito de todos os seus antagonismos, esse evento configura- -se como um fato cultural fundamental para a compreensão do desenvolvimento da arte moderna no Brasil, sobretudo pelos debates públicos mobilizados e pela riqueza de seus desdobramentos na obra de alguns de seus realizadores.

(Enciclopédia Itaú Cultural, Semana da Arte Moderna. Disponível em: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/eventos/ 125134-semana-de-arte-moderna. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a palavra destacada foi empregada em sentido figurado.
Alternativas
Q3818326 Português
Semana de Arte Moderna

        A Semana de Arte Moderna apresenta-se como a primeira manifestação coletiva pública na história cultural brasileira a favor de um espírito novo e moderno em oposição à cultura e à arte de teor conservador, predominantes no país desde o século 19. Inserida nas festividades em comemoração ao Centenário da Independência do Brasil em 1922, a Semana acontece no Teatro Municipal de São Paulo e inclui exposição com cerca de cem obras e três sessões literomusicais noturnas.

         Entre os pintores, participam Anita Malfatti e Di Cavalcanti. No campo da escultura, estão presentes Victor Brecheret e Hildegardo Velloso. Entre os literatos e poetas, participam Graça Aranha, Guilherme de Almeida, Mário de Andrade, Menotti Del Picchia, Oswald de Andrade, além de Manuel Bandeira, com a leitura do poema “Os sapos”. A programação musical traz composições de Villa-Lobos e do francês Debussy.

        Sem programa estético definido, a Semana desempenha, na história da arte brasileira, muito mais uma etapa destrutiva de rejeição ao conservadorismo vigente na produção literária, musical e visual do que um acontecimento construtivo de propostas e criação de novas linguagens. Se existe um elo entre seus tão diversos artífices, este se constitui, segundo seus dois ideólogos principais, Mário e Oswald de Andrade, na negação de todo e qualquer “passadismo”: a recusa à literatura e à arte importadas com os traços de uma civilização cada vez mais superada, no espaço e no tempo. Em geral, todos clamam em seus discursos por liberdade de expressão e pelo fim de regras na arte. Faz-se presente também um certo ideário futurista, que exige a deposição dos temas tradicionalistas em nome da sociedade da eletricidade, da máquina e da velocidade.

        Com respeito à elaboração e à apresentação de uma linguagem verdadeiramente moderna, a Semana de Arte Moderna de 1922 não representa um rompimento profundo na história da arte brasileira. No entanto, há de se reconhecer que, a despeito de todos os seus antagonismos, esse evento configura- -se como um fato cultural fundamental para a compreensão do desenvolvimento da arte moderna no Brasil, sobretudo pelos debates públicos mobilizados e pela riqueza de seus desdobramentos na obra de alguns de seus realizadores.

(Enciclopédia Itaú Cultural, Semana da Arte Moderna. Disponível em: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/eventos/ 125134-semana-de-arte-moderna. Adaptado)
Em “Se existe um elo entre seus tão diversos artífices, este se constitui (...) na negação de todo e qualquer ‘passadismo’” (3o parágrafo), o autor sugere que 
Alternativas
Q3818325 Português
Semana de Arte Moderna

        A Semana de Arte Moderna apresenta-se como a primeira manifestação coletiva pública na história cultural brasileira a favor de um espírito novo e moderno em oposição à cultura e à arte de teor conservador, predominantes no país desde o século 19. Inserida nas festividades em comemoração ao Centenário da Independência do Brasil em 1922, a Semana acontece no Teatro Municipal de São Paulo e inclui exposição com cerca de cem obras e três sessões literomusicais noturnas.

         Entre os pintores, participam Anita Malfatti e Di Cavalcanti. No campo da escultura, estão presentes Victor Brecheret e Hildegardo Velloso. Entre os literatos e poetas, participam Graça Aranha, Guilherme de Almeida, Mário de Andrade, Menotti Del Picchia, Oswald de Andrade, além de Manuel Bandeira, com a leitura do poema “Os sapos”. A programação musical traz composições de Villa-Lobos e do francês Debussy.

        Sem programa estético definido, a Semana desempenha, na história da arte brasileira, muito mais uma etapa destrutiva de rejeição ao conservadorismo vigente na produção literária, musical e visual do que um acontecimento construtivo de propostas e criação de novas linguagens. Se existe um elo entre seus tão diversos artífices, este se constitui, segundo seus dois ideólogos principais, Mário e Oswald de Andrade, na negação de todo e qualquer “passadismo”: a recusa à literatura e à arte importadas com os traços de uma civilização cada vez mais superada, no espaço e no tempo. Em geral, todos clamam em seus discursos por liberdade de expressão e pelo fim de regras na arte. Faz-se presente também um certo ideário futurista, que exige a deposição dos temas tradicionalistas em nome da sociedade da eletricidade, da máquina e da velocidade.

        Com respeito à elaboração e à apresentação de uma linguagem verdadeiramente moderna, a Semana de Arte Moderna de 1922 não representa um rompimento profundo na história da arte brasileira. No entanto, há de se reconhecer que, a despeito de todos os seus antagonismos, esse evento configura- -se como um fato cultural fundamental para a compreensão do desenvolvimento da arte moderna no Brasil, sobretudo pelos debates públicos mobilizados e pela riqueza de seus desdobramentos na obra de alguns de seus realizadores.

(Enciclopédia Itaú Cultural, Semana da Arte Moderna. Disponível em: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/eventos/ 125134-semana-de-arte-moderna. Adaptado)
Com base nas informações do texto, é correto afirmar que os participantes da Semana de Arte Moderna
Alternativas
Q3818288 Português
A complicada arte de ver

        Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. “Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões – é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões… Agora, tudo o que vejo me causa espanto”.

        Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as Odes Elementares, de Pablo Neruda. Procurei a “Ode à Cebola” e lhe disse: “Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: ‘Rosa de água com escamas de cristal’. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta… Os poetas ensinam a ver”.

        Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. Mas existe algo na visão que não pertence à física. Adélia Prado disse: “Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra”. Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.

        Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. Por isso eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana.

(Rubem Alves. https://www.recantodasletras.com.br/artigos/4787266. Adaptado)
Considere o trecho:
•  “Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.” (4º parágrafo)
É correto afirmar que as frases poderiam ser unidas, respectivamente e em conformidade com as relações de sentido do texto original, pelas conjunções:
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Q3818287 Português
A complicada arte de ver

        Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. “Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões – é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões… Agora, tudo o que vejo me causa espanto”.

        Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as Odes Elementares, de Pablo Neruda. Procurei a “Ode à Cebola” e lhe disse: “Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: ‘Rosa de água com escamas de cristal’. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta… Os poetas ensinam a ver”.

        Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. Mas existe algo na visão que não pertence à física. Adélia Prado disse: “Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra”. Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.

        Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. Por isso eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana.

(Rubem Alves. https://www.recantodasletras.com.br/artigos/4787266. Adaptado)
Ao afirmar que a personagem havia ganhado “olhos de poeta” (2º parágrafo), o narrador manifesta sua
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Q3818286 Português
A complicada arte de ver

        Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. “Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões – é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões… Agora, tudo o que vejo me causa espanto”.

        Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as Odes Elementares, de Pablo Neruda. Procurei a “Ode à Cebola” e lhe disse: “Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: ‘Rosa de água com escamas de cristal’. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta… Os poetas ensinam a ver”.

        Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. Mas existe algo na visão que não pertence à física. Adélia Prado disse: “Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra”. Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.

        Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. Por isso eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana.

(Rubem Alves. https://www.recantodasletras.com.br/artigos/4787266. Adaptado)
Em “Percebi que nunca havia visto uma cebola” (1o parágrafo), a personagem se refere
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Q3817972 Português

Analise o trecho a seguir, extraído de um parecer técnico fictício: (Compreensão e Interpretação de Texto)



"A despeito da complexidade inerente ao cenário globalizado, a resiliência institucional manifesta-se como um vetor crucial na mitigação de riscos sistêmicos. Tal capacidade, no entanto, não é inata, mas sim fruto de um planejamento estratégico que contemple a multidisciplinaridade das equipes e a constante reavaliação dos protocolos internos."



Com base na análise do excerto, é correto inferir que:

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Q3817842 Português
Leia o texto e responda à questão.

A EDUCAÇÃO INCLUSIVA É PARA TODAS AS PESSOAS.

Quando o Brasil aprovou, em 2008, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, muita gente começou a olhar para os estudantes com deficiência de outra maneira. Em vez de enxergar só limitações, as escolas passaram a ser convidadas a perceber potenciais, modos diferentes de aprender e formas novas de participar. A ideia era simples e, ao mesmo tempo, revolucionária: em vez de adaptar o aluno a uma escola rígida, é a escola que precisa se transformar para acolher e ensinar todo mundo.
    Essa mudança de olhar não acontece de um dia para o outro. Ela exige revisão profunda dos objetivos da educação, da forma de organizar o currículo, do jeito de avaliar e até da postura política da escola. Em vez de uma educação “bancária”, na qual o professor deposita conteúdos em alunos passivos, defende-se uma educação libertadora, que reconhece cada estudante como sujeito de direitos, com voz, história e contexto próprios. Isso vale tanto para estudantes com deficiência quanto para aqueles que, por outros motivos, também foram historicamente excluídos.
    Nos últimos anos, porém, surgiram tentativas de recuo. A política publicada em 2020, depois considerada inconstitucional, retomava uma visão que separava alunos em espaços diferentes, como se a solução estivesse em decidir “onde” cada um deve estudar. Essa lógica “posicional” reduz a discussão a um endereço físico e desvia o foco do que realmente importa: “como” a escola organiza sua prática pedagógica para garantir participação e aprendizagem para todos. Ao fazer isso, corre o risco de reforçar práticas segregadoras travestidas de proteção.
    Educação inclusiva, nessa perspectiva, não é sinônimo de educação especial em classe comum, nem um arranjo pensado apenas para estudantes com deficiência. Trata-se de um novo paradigma de escola, que se pergunta o tempo todo quais barreiras impedem cada pessoa de participar e aprender, e como essas barreiras podem ser removidas. Essas barreiras podem ser arquitetônicas, comunicacionais, atitudinais ou curriculares, e muitas vezes atingem também estudantes negros, indígenas, pobres, com dificuldades de aprendizagem ou pertencentes a outros grupos marginalizados.
    Ainda existe a crença de que classes ou escolas separadas garantiriam melhor rendimento acadêmico, tanto para estudantes com deficiência quanto para aqueles sem deficiência. Estudos recentes, porém, têm mostrado o contrário. Pesquisas de larga escala e meta-análises indicam que ambientes inclusivos, bem organizados, favorecem tanto o desenvolvimento de quem apresenta necessidades educacionais específicas quanto o aprendizado de colegas que não têm deficiência. Quando a escola se adapta, todos ganham: a turma aprende a conviver com a diferença, a flexibilizar estratégias e a colaborar mais.
    Os resultados positivos ficam ainda mais claros quando a educação inclusiva é entendida como mudança de paradigma e não como um “programa” paralelo dentro da escola. Isso implica investir em formação continuada, trabalho coletivo, escuta das famílias e participação dos estudantes nas decisões do cotidiano. Também significa abandonar a ideia de que inclusão é um favor, um gesto de boa vontade, e assumir que é uma obrigação ética e legal. Ao tratar a educação inclusiva como eixo central do projeto pedagógico, a escola se aproxima daquilo que a legislação brasileira e os tratados internacionais de direitos humanos defendem: educação de qualidade para todas as pessoas, em espaços compartilhados e com oportunidades reais de aprender.

(Texto adaptado para fins didáticos a partir de Galery, Augusto. “A educação inclusiva é para todas as pessoas”. Diversa, Instituto Rodrigo Mendes, 2022.)
Considere o trecho: “Ainda existe a crença de que classes ou escolas separadas garantiriam melhor rendimento acadêmico...”. Assinale a afirmativa em que a reescrita preserva a correção da concordância verbal e nominal, bem como o sentido original.
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Q3817839 Português
Leia o texto e responda à questão.

A EDUCAÇÃO INCLUSIVA É PARA TODAS AS PESSOAS.

Quando o Brasil aprovou, em 2008, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, muita gente começou a olhar para os estudantes com deficiência de outra maneira. Em vez de enxergar só limitações, as escolas passaram a ser convidadas a perceber potenciais, modos diferentes de aprender e formas novas de participar. A ideia era simples e, ao mesmo tempo, revolucionária: em vez de adaptar o aluno a uma escola rígida, é a escola que precisa se transformar para acolher e ensinar todo mundo.
    Essa mudança de olhar não acontece de um dia para o outro. Ela exige revisão profunda dos objetivos da educação, da forma de organizar o currículo, do jeito de avaliar e até da postura política da escola. Em vez de uma educação “bancária”, na qual o professor deposita conteúdos em alunos passivos, defende-se uma educação libertadora, que reconhece cada estudante como sujeito de direitos, com voz, história e contexto próprios. Isso vale tanto para estudantes com deficiência quanto para aqueles que, por outros motivos, também foram historicamente excluídos.
    Nos últimos anos, porém, surgiram tentativas de recuo. A política publicada em 2020, depois considerada inconstitucional, retomava uma visão que separava alunos em espaços diferentes, como se a solução estivesse em decidir “onde” cada um deve estudar. Essa lógica “posicional” reduz a discussão a um endereço físico e desvia o foco do que realmente importa: “como” a escola organiza sua prática pedagógica para garantir participação e aprendizagem para todos. Ao fazer isso, corre o risco de reforçar práticas segregadoras travestidas de proteção.
    Educação inclusiva, nessa perspectiva, não é sinônimo de educação especial em classe comum, nem um arranjo pensado apenas para estudantes com deficiência. Trata-se de um novo paradigma de escola, que se pergunta o tempo todo quais barreiras impedem cada pessoa de participar e aprender, e como essas barreiras podem ser removidas. Essas barreiras podem ser arquitetônicas, comunicacionais, atitudinais ou curriculares, e muitas vezes atingem também estudantes negros, indígenas, pobres, com dificuldades de aprendizagem ou pertencentes a outros grupos marginalizados.
    Ainda existe a crença de que classes ou escolas separadas garantiriam melhor rendimento acadêmico, tanto para estudantes com deficiência quanto para aqueles sem deficiência. Estudos recentes, porém, têm mostrado o contrário. Pesquisas de larga escala e meta-análises indicam que ambientes inclusivos, bem organizados, favorecem tanto o desenvolvimento de quem apresenta necessidades educacionais específicas quanto o aprendizado de colegas que não têm deficiência. Quando a escola se adapta, todos ganham: a turma aprende a conviver com a diferença, a flexibilizar estratégias e a colaborar mais.
    Os resultados positivos ficam ainda mais claros quando a educação inclusiva é entendida como mudança de paradigma e não como um “programa” paralelo dentro da escola. Isso implica investir em formação continuada, trabalho coletivo, escuta das famílias e participação dos estudantes nas decisões do cotidiano. Também significa abandonar a ideia de que inclusão é um favor, um gesto de boa vontade, e assumir que é uma obrigação ética e legal. Ao tratar a educação inclusiva como eixo central do projeto pedagógico, a escola se aproxima daquilo que a legislação brasileira e os tratados internacionais de direitos humanos defendem: educação de qualidade para todas as pessoas, em espaços compartilhados e com oportunidades reais de aprender.

(Texto adaptado para fins didáticos a partir de Galery, Augusto. “A educação inclusiva é para todas as pessoas”. Diversa, Instituto Rodrigo Mendes, 2022.)
Considerando a finalidade comunicativa e os recursos linguísticos utilizados, a função da linguagem predominante no texto é
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Q3817838 Português
Leia o texto e responda à questão.

A EDUCAÇÃO INCLUSIVA É PARA TODAS AS PESSOAS.

Quando o Brasil aprovou, em 2008, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, muita gente começou a olhar para os estudantes com deficiência de outra maneira. Em vez de enxergar só limitações, as escolas passaram a ser convidadas a perceber potenciais, modos diferentes de aprender e formas novas de participar. A ideia era simples e, ao mesmo tempo, revolucionária: em vez de adaptar o aluno a uma escola rígida, é a escola que precisa se transformar para acolher e ensinar todo mundo.
    Essa mudança de olhar não acontece de um dia para o outro. Ela exige revisão profunda dos objetivos da educação, da forma de organizar o currículo, do jeito de avaliar e até da postura política da escola. Em vez de uma educação “bancária”, na qual o professor deposita conteúdos em alunos passivos, defende-se uma educação libertadora, que reconhece cada estudante como sujeito de direitos, com voz, história e contexto próprios. Isso vale tanto para estudantes com deficiência quanto para aqueles que, por outros motivos, também foram historicamente excluídos.
    Nos últimos anos, porém, surgiram tentativas de recuo. A política publicada em 2020, depois considerada inconstitucional, retomava uma visão que separava alunos em espaços diferentes, como se a solução estivesse em decidir “onde” cada um deve estudar. Essa lógica “posicional” reduz a discussão a um endereço físico e desvia o foco do que realmente importa: “como” a escola organiza sua prática pedagógica para garantir participação e aprendizagem para todos. Ao fazer isso, corre o risco de reforçar práticas segregadoras travestidas de proteção.
    Educação inclusiva, nessa perspectiva, não é sinônimo de educação especial em classe comum, nem um arranjo pensado apenas para estudantes com deficiência. Trata-se de um novo paradigma de escola, que se pergunta o tempo todo quais barreiras impedem cada pessoa de participar e aprender, e como essas barreiras podem ser removidas. Essas barreiras podem ser arquitetônicas, comunicacionais, atitudinais ou curriculares, e muitas vezes atingem também estudantes negros, indígenas, pobres, com dificuldades de aprendizagem ou pertencentes a outros grupos marginalizados.
    Ainda existe a crença de que classes ou escolas separadas garantiriam melhor rendimento acadêmico, tanto para estudantes com deficiência quanto para aqueles sem deficiência. Estudos recentes, porém, têm mostrado o contrário. Pesquisas de larga escala e meta-análises indicam que ambientes inclusivos, bem organizados, favorecem tanto o desenvolvimento de quem apresenta necessidades educacionais específicas quanto o aprendizado de colegas que não têm deficiência. Quando a escola se adapta, todos ganham: a turma aprende a conviver com a diferença, a flexibilizar estratégias e a colaborar mais.
    Os resultados positivos ficam ainda mais claros quando a educação inclusiva é entendida como mudança de paradigma e não como um “programa” paralelo dentro da escola. Isso implica investir em formação continuada, trabalho coletivo, escuta das famílias e participação dos estudantes nas decisões do cotidiano. Também significa abandonar a ideia de que inclusão é um favor, um gesto de boa vontade, e assumir que é uma obrigação ética e legal. Ao tratar a educação inclusiva como eixo central do projeto pedagógico, a escola se aproxima daquilo que a legislação brasileira e os tratados internacionais de direitos humanos defendem: educação de qualidade para todas as pessoas, em espaços compartilhados e com oportunidades reais de aprender.

(Texto adaptado para fins didáticos a partir de Galery, Augusto. “A educação inclusiva é para todas as pessoas”. Diversa, Instituto Rodrigo Mendes, 2022.)
A organização dos parágrafos e a progressão temática do texto podem ser descritas, de modo mais adequado, da seguinte forma:
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Q3817837 Português
Leia o texto e responda à questão.

A EDUCAÇÃO INCLUSIVA É PARA TODAS AS PESSOAS.

Quando o Brasil aprovou, em 2008, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, muita gente começou a olhar para os estudantes com deficiência de outra maneira. Em vez de enxergar só limitações, as escolas passaram a ser convidadas a perceber potenciais, modos diferentes de aprender e formas novas de participar. A ideia era simples e, ao mesmo tempo, revolucionária: em vez de adaptar o aluno a uma escola rígida, é a escola que precisa se transformar para acolher e ensinar todo mundo.
    Essa mudança de olhar não acontece de um dia para o outro. Ela exige revisão profunda dos objetivos da educação, da forma de organizar o currículo, do jeito de avaliar e até da postura política da escola. Em vez de uma educação “bancária”, na qual o professor deposita conteúdos em alunos passivos, defende-se uma educação libertadora, que reconhece cada estudante como sujeito de direitos, com voz, história e contexto próprios. Isso vale tanto para estudantes com deficiência quanto para aqueles que, por outros motivos, também foram historicamente excluídos.
    Nos últimos anos, porém, surgiram tentativas de recuo. A política publicada em 2020, depois considerada inconstitucional, retomava uma visão que separava alunos em espaços diferentes, como se a solução estivesse em decidir “onde” cada um deve estudar. Essa lógica “posicional” reduz a discussão a um endereço físico e desvia o foco do que realmente importa: “como” a escola organiza sua prática pedagógica para garantir participação e aprendizagem para todos. Ao fazer isso, corre o risco de reforçar práticas segregadoras travestidas de proteção.
    Educação inclusiva, nessa perspectiva, não é sinônimo de educação especial em classe comum, nem um arranjo pensado apenas para estudantes com deficiência. Trata-se de um novo paradigma de escola, que se pergunta o tempo todo quais barreiras impedem cada pessoa de participar e aprender, e como essas barreiras podem ser removidas. Essas barreiras podem ser arquitetônicas, comunicacionais, atitudinais ou curriculares, e muitas vezes atingem também estudantes negros, indígenas, pobres, com dificuldades de aprendizagem ou pertencentes a outros grupos marginalizados.
    Ainda existe a crença de que classes ou escolas separadas garantiriam melhor rendimento acadêmico, tanto para estudantes com deficiência quanto para aqueles sem deficiência. Estudos recentes, porém, têm mostrado o contrário. Pesquisas de larga escala e meta-análises indicam que ambientes inclusivos, bem organizados, favorecem tanto o desenvolvimento de quem apresenta necessidades educacionais específicas quanto o aprendizado de colegas que não têm deficiência. Quando a escola se adapta, todos ganham: a turma aprende a conviver com a diferença, a flexibilizar estratégias e a colaborar mais.
    Os resultados positivos ficam ainda mais claros quando a educação inclusiva é entendida como mudança de paradigma e não como um “programa” paralelo dentro da escola. Isso implica investir em formação continuada, trabalho coletivo, escuta das famílias e participação dos estudantes nas decisões do cotidiano. Também significa abandonar a ideia de que inclusão é um favor, um gesto de boa vontade, e assumir que é uma obrigação ética e legal. Ao tratar a educação inclusiva como eixo central do projeto pedagógico, a escola se aproxima daquilo que a legislação brasileira e os tratados internacionais de direitos humanos defendem: educação de qualidade para todas as pessoas, em espaços compartilhados e com oportunidades reais de aprender.

(Texto adaptado para fins didáticos a partir de Galery, Augusto. “A educação inclusiva é para todas as pessoas”. Diversa, Instituto Rodrigo Mendes, 2022.)
No período “Ao fazer isso, corre o risco de reforçar práticas segregadoras travestidas de proteção”, o pronome “isso” retoma, no contexto, a ação de
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Q3817836 Português
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A EDUCAÇÃO INCLUSIVA É PARA TODAS AS PESSOAS.

Quando o Brasil aprovou, em 2008, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, muita gente começou a olhar para os estudantes com deficiência de outra maneira. Em vez de enxergar só limitações, as escolas passaram a ser convidadas a perceber potenciais, modos diferentes de aprender e formas novas de participar. A ideia era simples e, ao mesmo tempo, revolucionária: em vez de adaptar o aluno a uma escola rígida, é a escola que precisa se transformar para acolher e ensinar todo mundo.
    Essa mudança de olhar não acontece de um dia para o outro. Ela exige revisão profunda dos objetivos da educação, da forma de organizar o currículo, do jeito de avaliar e até da postura política da escola. Em vez de uma educação “bancária”, na qual o professor deposita conteúdos em alunos passivos, defende-se uma educação libertadora, que reconhece cada estudante como sujeito de direitos, com voz, história e contexto próprios. Isso vale tanto para estudantes com deficiência quanto para aqueles que, por outros motivos, também foram historicamente excluídos.
    Nos últimos anos, porém, surgiram tentativas de recuo. A política publicada em 2020, depois considerada inconstitucional, retomava uma visão que separava alunos em espaços diferentes, como se a solução estivesse em decidir “onde” cada um deve estudar. Essa lógica “posicional” reduz a discussão a um endereço físico e desvia o foco do que realmente importa: “como” a escola organiza sua prática pedagógica para garantir participação e aprendizagem para todos. Ao fazer isso, corre o risco de reforçar práticas segregadoras travestidas de proteção.
    Educação inclusiva, nessa perspectiva, não é sinônimo de educação especial em classe comum, nem um arranjo pensado apenas para estudantes com deficiência. Trata-se de um novo paradigma de escola, que se pergunta o tempo todo quais barreiras impedem cada pessoa de participar e aprender, e como essas barreiras podem ser removidas. Essas barreiras podem ser arquitetônicas, comunicacionais, atitudinais ou curriculares, e muitas vezes atingem também estudantes negros, indígenas, pobres, com dificuldades de aprendizagem ou pertencentes a outros grupos marginalizados.
    Ainda existe a crença de que classes ou escolas separadas garantiriam melhor rendimento acadêmico, tanto para estudantes com deficiência quanto para aqueles sem deficiência. Estudos recentes, porém, têm mostrado o contrário. Pesquisas de larga escala e meta-análises indicam que ambientes inclusivos, bem organizados, favorecem tanto o desenvolvimento de quem apresenta necessidades educacionais específicas quanto o aprendizado de colegas que não têm deficiência. Quando a escola se adapta, todos ganham: a turma aprende a conviver com a diferença, a flexibilizar estratégias e a colaborar mais.
    Os resultados positivos ficam ainda mais claros quando a educação inclusiva é entendida como mudança de paradigma e não como um “programa” paralelo dentro da escola. Isso implica investir em formação continuada, trabalho coletivo, escuta das famílias e participação dos estudantes nas decisões do cotidiano. Também significa abandonar a ideia de que inclusão é um favor, um gesto de boa vontade, e assumir que é uma obrigação ética e legal. Ao tratar a educação inclusiva como eixo central do projeto pedagógico, a escola se aproxima daquilo que a legislação brasileira e os tratados internacionais de direitos humanos defendem: educação de qualidade para todas as pessoas, em espaços compartilhados e com oportunidades reais de aprender.

(Texto adaptado para fins didáticos a partir de Galery, Augusto. “A educação inclusiva é para todas as pessoas”. Diversa, Instituto Rodrigo Mendes, 2022.)
Em “Em vez de uma educação ‘bancária’, na qual o professor deposita conteúdos em alunos passivos, defendese uma educação libertadora...”, o uso da expressão “educação ‘bancária’”, entre aspas, indica que o autor
Alternativas
Respostas
6721: E
6722: D
6723: B
6724: B
6725: E
6726: C
6727: E
6728: E
6729: A
6730: C
6731: E
6732: E
6733: A
6734: D
6735: D
6736: C
6737: D
6738: C
6739: E
6740: D