Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3895970 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como foi o roubo da "Mona Lisa" em 1911


O chocante roubo da "Mona Lisa" — na época, uma obra pouco conhecida de Leonardo da Vinci — ocorreu na manhã de 11 de agosto de 1911. Era um dia de semana, e Vincenzo Peruggia, um imigrante italiano que havia trabalhado brevemente no museu construindo molduras e caixas, vestiu seu antigo uniforme de trabalho e entrou no Louvre sem ser questionado.


Na época, a pintura estava pendurada em uma parede no Salon Carré, mas era normal que as pinturas fossem removidas brevemente para conservação ou fotografia. Portanto, ninguém percebeu que a pintura havia desaparecido até mais de 24 horas depois que Peruggia saiu do museu com a pintura debaixo de seu avental.


O crime só foi descoberto quando um patrono rico apareceu no Salon Carré para trabalhar em uma pintura da galeria. Tudo o que restou da Mona Lisa foram os ganchos que prendiam sua caixa especial — quase certamente construída pelo próprio Peruggia — à parede.


A caçada humana que se seguiu para procurar o quadro foi de grande magnitude — e, como escreveu o historiador Aaron Freundschuh em um artigo de 2006 na revista acadêmica Urban History, "fantasticamente infrutífera".


Uma das reviravoltas mais estranhas na investigação envolveu o jovem Pablo Picasso, que foi brevemente interrogado sobre o roubo da obra de arte. Embora Picasso não tivesse roubado a "Mona Lisa", foi revelado que ele tinha ligações com um roubo anterior no Louvre: ele havia comprado um par de cabeças de estátuas ibéricas antigas que haviam sido roubadas do museu alguns anos antes e as entregou à polícia por medo de ser processado durante o caso da "Mona Lisa".


A Mona Lisa só foi recuperada em 1913, quando Peruggia tentou vendê-la a outro museu. Descobriu-se que Peruggia tinha escondido a pintura em seu apartamento em Paris.


Durante o julgamento, Peruggia alegou que tinha roubado a pintura de Da Vinci como um gesto patriótico para com seu país natal, a Itália, embora a pintura tivesse sido concluída na França e comprada pelo monarca francês Francisco 1º em 1518. Enquanto isso, o roubo aumentou a visibilidade da pintura, tornando a Mona Lisa um nome conhecido por todos.


https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2025/10/o-louvre-tem-um-historico-conturbado-de-roubos-em-plena-luz-do-dia-inclusive-envo lvendo-a-mona-lisa


O texto descreve o roubo da "Mona Lisa" em 1911, destacando o contexto e as circunstâncias que o tornaram possível. Considerando as informações apresentadas, o episódio evidencia falhas institucionais e culturais da época.

Dessa forma, o que o texto sugere sobre a segurança e o controle do Louvre naquele período?
Alternativas
Q3895969 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como foi o roubo da "Mona Lisa" em 1911


O chocante roubo da "Mona Lisa" — na época, uma obra pouco conhecida de Leonardo da Vinci — ocorreu na manhã de 11 de agosto de 1911. Era um dia de semana, e Vincenzo Peruggia, um imigrante italiano que havia trabalhado brevemente no museu construindo molduras e caixas, vestiu seu antigo uniforme de trabalho e entrou no Louvre sem ser questionado.


Na época, a pintura estava pendurada em uma parede no Salon Carré, mas era normal que as pinturas fossem removidas brevemente para conservação ou fotografia. Portanto, ninguém percebeu que a pintura havia desaparecido até mais de 24 horas depois que Peruggia saiu do museu com a pintura debaixo de seu avental.


O crime só foi descoberto quando um patrono rico apareceu no Salon Carré para trabalhar em uma pintura da galeria. Tudo o que restou da Mona Lisa foram os ganchos que prendiam sua caixa especial — quase certamente construída pelo próprio Peruggia — à parede.


A caçada humana que se seguiu para procurar o quadro foi de grande magnitude — e, como escreveu o historiador Aaron Freundschuh em um artigo de 2006 na revista acadêmica Urban History, "fantasticamente infrutífera".


Uma das reviravoltas mais estranhas na investigação envolveu o jovem Pablo Picasso, que foi brevemente interrogado sobre o roubo da obra de arte. Embora Picasso não tivesse roubado a "Mona Lisa", foi revelado que ele tinha ligações com um roubo anterior no Louvre: ele havia comprado um par de cabeças de estátuas ibéricas antigas que haviam sido roubadas do museu alguns anos antes e as entregou à polícia por medo de ser processado durante o caso da "Mona Lisa".


A Mona Lisa só foi recuperada em 1913, quando Peruggia tentou vendê-la a outro museu. Descobriu-se que Peruggia tinha escondido a pintura em seu apartamento em Paris.


Durante o julgamento, Peruggia alegou que tinha roubado a pintura de Da Vinci como um gesto patriótico para com seu país natal, a Itália, embora a pintura tivesse sido concluída na França e comprada pelo monarca francês Francisco 1º em 1518. Enquanto isso, o roubo aumentou a visibilidade da pintura, tornando a Mona Lisa um nome conhecido por todos.


https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2025/10/o-louvre-tem-um-historico-conturbado-de-roubos-em-plena-luz-do-dia-inclusive-envo lvendo-a-mona-lisa


A sequência dos fatos narrados — o roubo, a demora na descoberta, a caçada e a recuperação da pintura — constrói um enredo de tensão e ironia histórica.

Considerando a estrutura narrativa do texto, qual é o efeito produzido pela revelação final sobre o paradeiro da obra?
Alternativas
Q3895968 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como foi o roubo da "Mona Lisa" em 1911


O chocante roubo da "Mona Lisa" — na época, uma obra pouco conhecida de Leonardo da Vinci — ocorreu na manhã de 11 de agosto de 1911. Era um dia de semana, e Vincenzo Peruggia, um imigrante italiano que havia trabalhado brevemente no museu construindo molduras e caixas, vestiu seu antigo uniforme de trabalho e entrou no Louvre sem ser questionado.


Na época, a pintura estava pendurada em uma parede no Salon Carré, mas era normal que as pinturas fossem removidas brevemente para conservação ou fotografia. Portanto, ninguém percebeu que a pintura havia desaparecido até mais de 24 horas depois que Peruggia saiu do museu com a pintura debaixo de seu avental.


O crime só foi descoberto quando um patrono rico apareceu no Salon Carré para trabalhar em uma pintura da galeria. Tudo o que restou da Mona Lisa foram os ganchos que prendiam sua caixa especial — quase certamente construída pelo próprio Peruggia — à parede.


A caçada humana que se seguiu para procurar o quadro foi de grande magnitude — e, como escreveu o historiador Aaron Freundschuh em um artigo de 2006 na revista acadêmica Urban History, "fantasticamente infrutífera".


Uma das reviravoltas mais estranhas na investigação envolveu o jovem Pablo Picasso, que foi brevemente interrogado sobre o roubo da obra de arte. Embora Picasso não tivesse roubado a "Mona Lisa", foi revelado que ele tinha ligações com um roubo anterior no Louvre: ele havia comprado um par de cabeças de estátuas ibéricas antigas que haviam sido roubadas do museu alguns anos antes e as entregou à polícia por medo de ser processado durante o caso da "Mona Lisa".


A Mona Lisa só foi recuperada em 1913, quando Peruggia tentou vendê-la a outro museu. Descobriu-se que Peruggia tinha escondido a pintura em seu apartamento em Paris.


Durante o julgamento, Peruggia alegou que tinha roubado a pintura de Da Vinci como um gesto patriótico para com seu país natal, a Itália, embora a pintura tivesse sido concluída na França e comprada pelo monarca francês Francisco 1º em 1518. Enquanto isso, o roubo aumentou a visibilidade da pintura, tornando a Mona Lisa um nome conhecido por todos.


https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2025/10/o-louvre-tem-um-historico-conturbado-de-roubos-em-plena-luz-do-dia-inclusive-envo lvendo-a-mona-lisa


A narrativa mostra que a "Mona Lisa", inicialmente uma pintura pouco famosa, ganhou notoriedade mundial após o roubo. Esse fato permite uma reflexão sobre a relação entre arte e mídia.

Com base nessa perspectiva, qual é o principal efeito simbólico do roubo mencionado no texto?
Alternativas
Q3895967 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como foi o roubo da "Mona Lisa" em 1911


O chocante roubo da "Mona Lisa" — na época, uma obra pouco conhecida de Leonardo da Vinci — ocorreu na manhã de 11 de agosto de 1911. Era um dia de semana, e Vincenzo Peruggia, um imigrante italiano que havia trabalhado brevemente no museu construindo molduras e caixas, vestiu seu antigo uniforme de trabalho e entrou no Louvre sem ser questionado.


Na época, a pintura estava pendurada em uma parede no Salon Carré, mas era normal que as pinturas fossem removidas brevemente para conservação ou fotografia. Portanto, ninguém percebeu que a pintura havia desaparecido até mais de 24 horas depois que Peruggia saiu do museu com a pintura debaixo de seu avental.


O crime só foi descoberto quando um patrono rico apareceu no Salon Carré para trabalhar em uma pintura da galeria. Tudo o que restou da Mona Lisa foram os ganchos que prendiam sua caixa especial — quase certamente construída pelo próprio Peruggia — à parede.


A caçada humana que se seguiu para procurar o quadro foi de grande magnitude — e, como escreveu o historiador Aaron Freundschuh em um artigo de 2006 na revista acadêmica Urban History, "fantasticamente infrutífera".


Uma das reviravoltas mais estranhas na investigação envolveu o jovem Pablo Picasso, que foi brevemente interrogado sobre o roubo da obra de arte. Embora Picasso não tivesse roubado a "Mona Lisa", foi revelado que ele tinha ligações com um roubo anterior no Louvre: ele havia comprado um par de cabeças de estátuas ibéricas antigas que haviam sido roubadas do museu alguns anos antes e as entregou à polícia por medo de ser processado durante o caso da "Mona Lisa".


A Mona Lisa só foi recuperada em 1913, quando Peruggia tentou vendê-la a outro museu. Descobriu-se que Peruggia tinha escondido a pintura em seu apartamento em Paris.


Durante o julgamento, Peruggia alegou que tinha roubado a pintura de Da Vinci como um gesto patriótico para com seu país natal, a Itália, embora a pintura tivesse sido concluída na França e comprada pelo monarca francês Francisco 1º em 1518. Enquanto isso, o roubo aumentou a visibilidade da pintura, tornando a Mona Lisa um nome conhecido por todos.


https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2025/10/o-louvre-tem-um-historico-conturbado-de-roubos-em-plena-luz-do-dia-inclusive-envo lvendo-a-mona-lisa


Em meio à busca pela "Mona Lisa", o texto cita a inesperada participação de Pablo Picasso. Essa passagem ilustra uma faceta curiosa da investigação e da vida cultural parisiense.

Nesse contexto, qual é o papel do episódio envolvendo Picasso na narrativa?
Alternativas
Q3895941 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os paradoxos do progresso e o que significa ser humano


Até certo ponto, não é difícil prever o futuro: basta criar cenários a partir de elementos da nossa memória. Prever é imaginar, e os blocos de construção que usamos na imaginação são feitos de registros de que recordamos. Ou seja, só conseguimos elaborar mentalmente algo desconhecidos a partir do que conhecemos, rearranjando os blocos.


O que torna as previsões difíceis são as possibilidades de rearranjo. Quanto mais complexo for o fenômeno em questão, mais difícil acertar: os muitos elementos envolvidos elevam exponencialmente as possibilidades de interconexão, complicando a tarefa. Esse é o grande desafio de prever o futuro da sociedade com a multiplicação das inteligências artificiais. A sociedade atual é extremamente complexa, com interligações muito profundas, fazendo com que o acréscimo de um fator tão inovador, como as IAs, torne qualquer previsão no máximo um chute.


No entanto, é possível arriscar alguns palpites, já que existe um aspecto presente em todos os cenários possíveis e que nunca muda muito: a natureza humana. As tecnologias podem se transformar e nos surpreender, mas se alguém fosse capaz de imaginar como nossa essência se articula com elas, poderia criar cenários plausíveis para o que quer que o futuro nos reserve.


Pois foi exatamente isso que Kurt Vonnegut fez em seu livro de estreia, em 1952, Player Piano (lançado no Brasil pela editora Intrínseca como Piano Mecânico). No romance, a terceira guerra mundial foi vencida pelos Estados Unidos da América graças à revolução tecnológica do país, que passou então a investir todo seu esforço na automatização da vida. Com isso as pessoas foram perdendo suas funções, só sobrando trabalho real para os cidadãos cujo QI − que passou a ser publicamente registrado − lhes permitia ser engenheiros. Eles cuidavam das máquinas, que cuidavam de todo o resto. Para as outras pessoas pouco sobrou: alguma coisa de serviço doméstico (embora ele fosse cada vez mais tedioso e automático), a construção de obras desnecessárias - apenas para manter os desempregados ocupados -, ou o exército, que usava armas de brinquedo já que a paz estava garantida.


O cerne da distopia (e que parece cada vez mais plausível) está na maldição de termos nossos desejos realizados. Criando máquinas que possam fazer tudo o que queremos acabamos esvaziando a experiência humana; terceirizando não apenas as tarefas, mas as próprias decisões, reduzimo-nos inadvertidamente à insignificância − a vida humana deixa de ter significado.


Numa época em que não existiam computadores pessoais, em que os transistores mal haviam sido inventados, Vonnegut imaginou o que as IAs poderiam se tornar: "Uma terceira revolução, é? De certo modo, acho que ela vem acontecendo há algum tempo se você considerar máquinas pensantes. Acho que essa seria a Terceira Revolução: máquinas que desvalorizam o pensamento humano". Mas tornou-se realmente profeta ao relacionar sua previsão com a nossa natureza, identificando um paradoxo do progresso: o desejo por mais tecnologia para ter menos trabalho é tão forte como a necessidade de nos sentirmos agentes e relevantes. Dois fatores que parecem ser parte da nossa essência, ou seja, estavam presente então, seguem conosco e não parecem que irão algum dia nos deixar.


Por isso a solução para os dilemas do progresso não pode ser tentar frear o avanço tecnológico, mas não negligenciar nossa inescapável natureza. Pois como diz um personagem "Sem levar em conta os desejos dos humanos, quaisquer máquinas, técnicas ou formas de organização capazes de substituir humanos economicamente realmente os substituem. (...) [mas] por natureza, os humanos não parecem capazes de ser felizes se não estiverem envolvidos em empreendimentos que os façam se sentir úteis".


https://www.cnnbrasil.com.br/colunas/daniel-barros/tecnologia/os-parad oxos-do-progresso-e-o-que-significa-ser-humano/

Ao citar o romance Player Piano, o autor utiliza uma narrativa ficcional para refletir sobre dilemas contemporâneos.

Nesse contexto, a obra de Vonnegut é apresentada como:
Alternativas
Q3895940 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os paradoxos do progresso e o que significa ser humano


Até certo ponto, não é difícil prever o futuro: basta criar cenários a partir de elementos da nossa memória. Prever é imaginar, e os blocos de construção que usamos na imaginação são feitos de registros de que recordamos. Ou seja, só conseguimos elaborar mentalmente algo desconhecidos a partir do que conhecemos, rearranjando os blocos.


O que torna as previsões difíceis são as possibilidades de rearranjo. Quanto mais complexo for o fenômeno em questão, mais difícil acertar: os muitos elementos envolvidos elevam exponencialmente as possibilidades de interconexão, complicando a tarefa. Esse é o grande desafio de prever o futuro da sociedade com a multiplicação das inteligências artificiais. A sociedade atual é extremamente complexa, com interligações muito profundas, fazendo com que o acréscimo de um fator tão inovador, como as IAs, torne qualquer previsão no máximo um chute.


No entanto, é possível arriscar alguns palpites, já que existe um aspecto presente em todos os cenários possíveis e que nunca muda muito: a natureza humana. As tecnologias podem se transformar e nos surpreender, mas se alguém fosse capaz de imaginar como nossa essência se articula com elas, poderia criar cenários plausíveis para o que quer que o futuro nos reserve.


Pois foi exatamente isso que Kurt Vonnegut fez em seu livro de estreia, em 1952, Player Piano (lançado no Brasil pela editora Intrínseca como Piano Mecânico). No romance, a terceira guerra mundial foi vencida pelos Estados Unidos da América graças à revolução tecnológica do país, que passou então a investir todo seu esforço na automatização da vida. Com isso as pessoas foram perdendo suas funções, só sobrando trabalho real para os cidadãos cujo QI − que passou a ser publicamente registrado − lhes permitia ser engenheiros. Eles cuidavam das máquinas, que cuidavam de todo o resto. Para as outras pessoas pouco sobrou: alguma coisa de serviço doméstico (embora ele fosse cada vez mais tedioso e automático), a construção de obras desnecessárias - apenas para manter os desempregados ocupados -, ou o exército, que usava armas de brinquedo já que a paz estava garantida.


O cerne da distopia (e que parece cada vez mais plausível) está na maldição de termos nossos desejos realizados. Criando máquinas que possam fazer tudo o que queremos acabamos esvaziando a experiência humana; terceirizando não apenas as tarefas, mas as próprias decisões, reduzimo-nos inadvertidamente à insignificância − a vida humana deixa de ter significado.


Numa época em que não existiam computadores pessoais, em que os transistores mal haviam sido inventados, Vonnegut imaginou o que as IAs poderiam se tornar: "Uma terceira revolução, é? De certo modo, acho que ela vem acontecendo há algum tempo se você considerar máquinas pensantes. Acho que essa seria a Terceira Revolução: máquinas que desvalorizam o pensamento humano". Mas tornou-se realmente profeta ao relacionar sua previsão com a nossa natureza, identificando um paradoxo do progresso: o desejo por mais tecnologia para ter menos trabalho é tão forte como a necessidade de nos sentirmos agentes e relevantes. Dois fatores que parecem ser parte da nossa essência, ou seja, estavam presente então, seguem conosco e não parecem que irão algum dia nos deixar.


Por isso a solução para os dilemas do progresso não pode ser tentar frear o avanço tecnológico, mas não negligenciar nossa inescapável natureza. Pois como diz um personagem "Sem levar em conta os desejos dos humanos, quaisquer máquinas, técnicas ou formas de organização capazes de substituir humanos economicamente realmente os substituem. (...) [mas] por natureza, os humanos não parecem capazes de ser felizes se não estiverem envolvidos em empreendimentos que os façam se sentir úteis".


https://www.cnnbrasil.com.br/colunas/daniel-barros/tecnologia/os-parad oxos-do-progresso-e-o-que-significa-ser-humano/

O texto reflete sobre a dificuldade de prever o futuro, especialmente em um contexto social influenciado pelas inteligências artificiais.

Considerando essa discussão, o autor parece sugerir que o verdadeiro obstáculo das previsões tecnológicas está relacionado:
Alternativas
Q3895939 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os paradoxos do progresso e o que significa ser humano


Até certo ponto, não é difícil prever o futuro: basta criar cenários a partir de elementos da nossa memória. Prever é imaginar, e os blocos de construção que usamos na imaginação são feitos de registros de que recordamos. Ou seja, só conseguimos elaborar mentalmente algo desconhecidos a partir do que conhecemos, rearranjando os blocos.


O que torna as previsões difíceis são as possibilidades de rearranjo. Quanto mais complexo for o fenômeno em questão, mais difícil acertar: os muitos elementos envolvidos elevam exponencialmente as possibilidades de interconexão, complicando a tarefa. Esse é o grande desafio de prever o futuro da sociedade com a multiplicação das inteligências artificiais. A sociedade atual é extremamente complexa, com interligações muito profundas, fazendo com que o acréscimo de um fator tão inovador, como as IAs, torne qualquer previsão no máximo um chute.


No entanto, é possível arriscar alguns palpites, já que existe um aspecto presente em todos os cenários possíveis e que nunca muda muito: a natureza humana. As tecnologias podem se transformar e nos surpreender, mas se alguém fosse capaz de imaginar como nossa essência se articula com elas, poderia criar cenários plausíveis para o que quer que o futuro nos reserve.


Pois foi exatamente isso que Kurt Vonnegut fez em seu livro de estreia, em 1952, Player Piano (lançado no Brasil pela editora Intrínseca como Piano Mecânico). No romance, a terceira guerra mundial foi vencida pelos Estados Unidos da América graças à revolução tecnológica do país, que passou então a investir todo seu esforço na automatização da vida. Com isso as pessoas foram perdendo suas funções, só sobrando trabalho real para os cidadãos cujo QI − que passou a ser publicamente registrado − lhes permitia ser engenheiros. Eles cuidavam das máquinas, que cuidavam de todo o resto. Para as outras pessoas pouco sobrou: alguma coisa de serviço doméstico (embora ele fosse cada vez mais tedioso e automático), a construção de obras desnecessárias - apenas para manter os desempregados ocupados -, ou o exército, que usava armas de brinquedo já que a paz estava garantida.


O cerne da distopia (e que parece cada vez mais plausível) está na maldição de termos nossos desejos realizados. Criando máquinas que possam fazer tudo o que queremos acabamos esvaziando a experiência humana; terceirizando não apenas as tarefas, mas as próprias decisões, reduzimo-nos inadvertidamente à insignificância − a vida humana deixa de ter significado.


Numa época em que não existiam computadores pessoais, em que os transistores mal haviam sido inventados, Vonnegut imaginou o que as IAs poderiam se tornar: "Uma terceira revolução, é? De certo modo, acho que ela vem acontecendo há algum tempo se você considerar máquinas pensantes. Acho que essa seria a Terceira Revolução: máquinas que desvalorizam o pensamento humano". Mas tornou-se realmente profeta ao relacionar sua previsão com a nossa natureza, identificando um paradoxo do progresso: o desejo por mais tecnologia para ter menos trabalho é tão forte como a necessidade de nos sentirmos agentes e relevantes. Dois fatores que parecem ser parte da nossa essência, ou seja, estavam presente então, seguem conosco e não parecem que irão algum dia nos deixar.


Por isso a solução para os dilemas do progresso não pode ser tentar frear o avanço tecnológico, mas não negligenciar nossa inescapável natureza. Pois como diz um personagem "Sem levar em conta os desejos dos humanos, quaisquer máquinas, técnicas ou formas de organização capazes de substituir humanos economicamente realmente os substituem. (...) [mas] por natureza, os humanos não parecem capazes de ser felizes se não estiverem envolvidos em empreendimentos que os façam se sentir úteis".


https://www.cnnbrasil.com.br/colunas/daniel-barros/tecnologia/os-parad oxos-do-progresso-e-o-que-significa-ser-humano/

A reflexão sobre Vonnegut e a natureza humana mostra que a tecnologia, por mais avançada que seja, não altera certas características essenciais do homem.

Com base nessa ideia, qual é o principal ponto de equilíbrio proposto pelo autor para enfrentar os dilemas do progresso?
Alternativas
Q3895938 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os paradoxos do progresso e o que significa ser humano


Até certo ponto, não é difícil prever o futuro: basta criar cenários a partir de elementos da nossa memória. Prever é imaginar, e os blocos de construção que usamos na imaginação são feitos de registros de que recordamos. Ou seja, só conseguimos elaborar mentalmente algo desconhecidos a partir do que conhecemos, rearranjando os blocos.


O que torna as previsões difíceis são as possibilidades de rearranjo. Quanto mais complexo for o fenômeno em questão, mais difícil acertar: os muitos elementos envolvidos elevam exponencialmente as possibilidades de interconexão, complicando a tarefa. Esse é o grande desafio de prever o futuro da sociedade com a multiplicação das inteligências artificiais. A sociedade atual é extremamente complexa, com interligações muito profundas, fazendo com que o acréscimo de um fator tão inovador, como as IAs, torne qualquer previsão no máximo um chute.


No entanto, é possível arriscar alguns palpites, já que existe um aspecto presente em todos os cenários possíveis e que nunca muda muito: a natureza humana. As tecnologias podem se transformar e nos surpreender, mas se alguém fosse capaz de imaginar como nossa essência se articula com elas, poderia criar cenários plausíveis para o que quer que o futuro nos reserve.


Pois foi exatamente isso que Kurt Vonnegut fez em seu livro de estreia, em 1952, Player Piano (lançado no Brasil pela editora Intrínseca como Piano Mecânico). No romance, a terceira guerra mundial foi vencida pelos Estados Unidos da América graças à revolução tecnológica do país, que passou então a investir todo seu esforço na automatização da vida. Com isso as pessoas foram perdendo suas funções, só sobrando trabalho real para os cidadãos cujo QI − que passou a ser publicamente registrado − lhes permitia ser engenheiros. Eles cuidavam das máquinas, que cuidavam de todo o resto. Para as outras pessoas pouco sobrou: alguma coisa de serviço doméstico (embora ele fosse cada vez mais tedioso e automático), a construção de obras desnecessárias - apenas para manter os desempregados ocupados -, ou o exército, que usava armas de brinquedo já que a paz estava garantida.


O cerne da distopia (e que parece cada vez mais plausível) está na maldição de termos nossos desejos realizados. Criando máquinas que possam fazer tudo o que queremos acabamos esvaziando a experiência humana; terceirizando não apenas as tarefas, mas as próprias decisões, reduzimo-nos inadvertidamente à insignificância − a vida humana deixa de ter significado.


Numa época em que não existiam computadores pessoais, em que os transistores mal haviam sido inventados, Vonnegut imaginou o que as IAs poderiam se tornar: "Uma terceira revolução, é? De certo modo, acho que ela vem acontecendo há algum tempo se você considerar máquinas pensantes. Acho que essa seria a Terceira Revolução: máquinas que desvalorizam o pensamento humano". Mas tornou-se realmente profeta ao relacionar sua previsão com a nossa natureza, identificando um paradoxo do progresso: o desejo por mais tecnologia para ter menos trabalho é tão forte como a necessidade de nos sentirmos agentes e relevantes. Dois fatores que parecem ser parte da nossa essência, ou seja, estavam presente então, seguem conosco e não parecem que irão algum dia nos deixar.


Por isso a solução para os dilemas do progresso não pode ser tentar frear o avanço tecnológico, mas não negligenciar nossa inescapável natureza. Pois como diz um personagem "Sem levar em conta os desejos dos humanos, quaisquer máquinas, técnicas ou formas de organização capazes de substituir humanos economicamente realmente os substituem. (...) [mas] por natureza, os humanos não parecem capazes de ser felizes se não estiverem envolvidos em empreendimentos que os façam se sentir úteis".


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No desenvolvimento argumentativo, o autor menciona o "paradoxo do progresso", relacionando-o à essência humana.

A partir dessa ideia, o que o texto sugere sobre o comportamento humano diante da tecnologia?
Alternativas
Q3895937 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os paradoxos do progresso e o que significa ser humano


Até certo ponto, não é difícil prever o futuro: basta criar cenários a partir de elementos da nossa memória. Prever é imaginar, e os blocos de construção que usamos na imaginação são feitos de registros de que recordamos. Ou seja, só conseguimos elaborar mentalmente algo desconhecidos a partir do que conhecemos, rearranjando os blocos.


O que torna as previsões difíceis são as possibilidades de rearranjo. Quanto mais complexo for o fenômeno em questão, mais difícil acertar: os muitos elementos envolvidos elevam exponencialmente as possibilidades de interconexão, complicando a tarefa. Esse é o grande desafio de prever o futuro da sociedade com a multiplicação das inteligências artificiais. A sociedade atual é extremamente complexa, com interligações muito profundas, fazendo com que o acréscimo de um fator tão inovador, como as IAs, torne qualquer previsão no máximo um chute.


No entanto, é possível arriscar alguns palpites, já que existe um aspecto presente em todos os cenários possíveis e que nunca muda muito: a natureza humana. As tecnologias podem se transformar e nos surpreender, mas se alguém fosse capaz de imaginar como nossa essência se articula com elas, poderia criar cenários plausíveis para o que quer que o futuro nos reserve.


Pois foi exatamente isso que Kurt Vonnegut fez em seu livro de estreia, em 1952, Player Piano (lançado no Brasil pela editora Intrínseca como Piano Mecânico). No romance, a terceira guerra mundial foi vencida pelos Estados Unidos da América graças à revolução tecnológica do país, que passou então a investir todo seu esforço na automatização da vida. Com isso as pessoas foram perdendo suas funções, só sobrando trabalho real para os cidadãos cujo QI − que passou a ser publicamente registrado − lhes permitia ser engenheiros. Eles cuidavam das máquinas, que cuidavam de todo o resto. Para as outras pessoas pouco sobrou: alguma coisa de serviço doméstico (embora ele fosse cada vez mais tedioso e automático), a construção de obras desnecessárias - apenas para manter os desempregados ocupados -, ou o exército, que usava armas de brinquedo já que a paz estava garantida.


O cerne da distopia (e que parece cada vez mais plausível) está na maldição de termos nossos desejos realizados. Criando máquinas que possam fazer tudo o que queremos acabamos esvaziando a experiência humana; terceirizando não apenas as tarefas, mas as próprias decisões, reduzimo-nos inadvertidamente à insignificância − a vida humana deixa de ter significado.


Numa época em que não existiam computadores pessoais, em que os transistores mal haviam sido inventados, Vonnegut imaginou o que as IAs poderiam se tornar: "Uma terceira revolução, é? De certo modo, acho que ela vem acontecendo há algum tempo se você considerar máquinas pensantes. Acho que essa seria a Terceira Revolução: máquinas que desvalorizam o pensamento humano". Mas tornou-se realmente profeta ao relacionar sua previsão com a nossa natureza, identificando um paradoxo do progresso: o desejo por mais tecnologia para ter menos trabalho é tão forte como a necessidade de nos sentirmos agentes e relevantes. Dois fatores que parecem ser parte da nossa essência, ou seja, estavam presente então, seguem conosco e não parecem que irão algum dia nos deixar.


Por isso a solução para os dilemas do progresso não pode ser tentar frear o avanço tecnológico, mas não negligenciar nossa inescapável natureza. Pois como diz um personagem "Sem levar em conta os desejos dos humanos, quaisquer máquinas, técnicas ou formas de organização capazes de substituir humanos economicamente realmente os substituem. (...) [mas] por natureza, os humanos não parecem capazes de ser felizes se não estiverem envolvidos em empreendimentos que os façam se sentir úteis".


https://www.cnnbrasil.com.br/colunas/daniel-barros/tecnologia/os-parad oxos-do-progresso-e-o-que-significa-ser-humano/

O último parágrafo traz uma citação de um personagem de Vonnegut, usada para reforçar a reflexão do autor sobre a condição humana.

Considerando essa passagem, qual é a mensagem central transmitida por ela?
Alternativas
Q3895844 Português
O estudo da sinonímia ultrapassa a simples substituição lexical e envolve uma análise semântica e contextual. É essencial compreender que nem todas as palavras semelhantes em sentido podem ser usadas indistintamente, pois a escolha lexical depende de fatores como registro linguístico, precisão semântica e intenção comunicativa. Observe as frases abaixo e relacione os pares de palavras destacados à classificação correta quanto ao tipo de sinonímia que expressam.

COLUNA 01

(__)O aluno demonstrou intuito de aprimorar seus conhecimentos. → O aluno demonstrou propósito de aprimorar seus conhecimentos.

(__)O motorista faleceu após o acidente. → O motorista morreu após o acidente.

(__)Ela aprendeu o alfabeto quando era criança. → Ela aprendeu o abecedário quando era criança.

(__)O professor pediu que os alunos apagassem os arquivos. → O professor pediu que os alunos extinguissem os arquivos.


COLUNA 02

I.Sinônimos perfeitos — apresentam o mesmo sentido em todos os contextos de uso.

II.Sinônimos imperfeitos — possuem sentido apenas aproximado, variando conforme o contexto.


Correlacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta:
Alternativas
Q3895841 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que temperatura considerada febre mudou?


A temperatura considerada febre em crianças, que antes era de 37,8°C, agora passou para 37,5°C, de acordo com uma nova diretriz da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).


A mudança está no documento científico "Abordagem da Febre Aguda em Pediatria e Reflexões sobre a febre nas arboviroses", publicado neste ano pela entidade, e segue padrões adotados em estudos internacionais.


Pela nova definição, a febre é reconhecida quando a temperatura atinge 37,5°C ou mais na axila (ou 38°C se medida por via oral ou retal, durante três minutos).


O entendimento sobre a febre evoluiu porque hoje a SBP considera que a temperatura isolada não deve ser o único critério para definir febre em crianças.


Segundo o documento publicado este ano pela entidade, a variação natural da temperatura corporal ao longo do dia faz com que um mesmo lactente apresente diferenças de até 1°C entre manhã e tarde.


"O aumento da temperatura corporal não é a doença em si, mas uma forma de defesa natural que avisa que o corpo está lutando contra alguma infecção ou problema", descreve o médico Alexandre Nikolay, coordenador do departamento de emergência pediátrica do Hospital Santa Lúcia Sul, em Brasilia.


Para lactentes e crianças pequenas, a medição axilar com termômetro digital é recomendada, enquanto métodos infravermelhos devem ser usados apenas por profissionais treinados.


Além disso, a mudança busca reduzir a chamada "febrefobia" — ansiedade excessiva dos pais diante da febre, que pode levar a consultas e intervenções médicas desnecessárias.


Por isso, a febre agora é definida como 37,5°C ou mais quando medida pela axila, mas a recomendação é avaliar também o estado geral da criança antes de medicar ou buscar atendimento médico.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy0ydny99reo
O documento da Sociedade Brasileira de Pediatria apresenta critérios mais amplos para avaliar a febre, ultrapassando a simples medição de temperatura.

Nesse contexto, o que se pode inferir sobre a importância atribuída à observação clínica da criança?
Alternativas
Q3895840 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que temperatura considerada febre mudou?


A temperatura considerada febre em crianças, que antes era de 37,8°C, agora passou para 37,5°C, de acordo com uma nova diretriz da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).


A mudança está no documento científico "Abordagem da Febre Aguda em Pediatria e Reflexões sobre a febre nas arboviroses", publicado neste ano pela entidade, e segue padrões adotados em estudos internacionais.


Pela nova definição, a febre é reconhecida quando a temperatura atinge 37,5°C ou mais na axila (ou 38°C se medida por via oral ou retal, durante três minutos).


O entendimento sobre a febre evoluiu porque hoje a SBP considera que a temperatura isolada não deve ser o único critério para definir febre em crianças.


Segundo o documento publicado este ano pela entidade, a variação natural da temperatura corporal ao longo do dia faz com que um mesmo lactente apresente diferenças de até 1°C entre manhã e tarde.


"O aumento da temperatura corporal não é a doença em si, mas uma forma de defesa natural que avisa que o corpo está lutando contra alguma infecção ou problema", descreve o médico Alexandre Nikolay, coordenador do departamento de emergência pediátrica do Hospital Santa Lúcia Sul, em Brasilia.


Para lactentes e crianças pequenas, a medição axilar com termômetro digital é recomendada, enquanto métodos infravermelhos devem ser usados apenas por profissionais treinados.


Além disso, a mudança busca reduzir a chamada "febrefobia" — ansiedade excessiva dos pais diante da febre, que pode levar a consultas e intervenções médicas desnecessárias.


Por isso, a febre agora é definida como 37,5°C ou mais quando medida pela axila, mas a recomendação é avaliar também o estado geral da criança antes de medicar ou buscar atendimento médico.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy0ydny99reo
A variação natural da temperatura corporal ao longo do dia é mencionada como um dos fatores considerados na nova definição de febre.

Nesse sentido, o que essa informação acrescenta à compreensão médica sobre o diagnóstico?
Alternativas
Q3895839 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que temperatura considerada febre mudou?


A temperatura considerada febre em crianças, que antes era de 37,8°C, agora passou para 37,5°C, de acordo com uma nova diretriz da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).


A mudança está no documento científico "Abordagem da Febre Aguda em Pediatria e Reflexões sobre a febre nas arboviroses", publicado neste ano pela entidade, e segue padrões adotados em estudos internacionais.


Pela nova definição, a febre é reconhecida quando a temperatura atinge 37,5°C ou mais na axila (ou 38°C se medida por via oral ou retal, durante três minutos).


O entendimento sobre a febre evoluiu porque hoje a SBP considera que a temperatura isolada não deve ser o único critério para definir febre em crianças.


Segundo o documento publicado este ano pela entidade, a variação natural da temperatura corporal ao longo do dia faz com que um mesmo lactente apresente diferenças de até 1°C entre manhã e tarde.


"O aumento da temperatura corporal não é a doença em si, mas uma forma de defesa natural que avisa que o corpo está lutando contra alguma infecção ou problema", descreve o médico Alexandre Nikolay, coordenador do departamento de emergência pediátrica do Hospital Santa Lúcia Sul, em Brasilia.


Para lactentes e crianças pequenas, a medição axilar com termômetro digital é recomendada, enquanto métodos infravermelhos devem ser usados apenas por profissionais treinados.


Além disso, a mudança busca reduzir a chamada "febrefobia" — ansiedade excessiva dos pais diante da febre, que pode levar a consultas e intervenções médicas desnecessárias.


Por isso, a febre agora é definida como 37,5°C ou mais quando medida pela axila, mas a recomendação é avaliar também o estado geral da criança antes de medicar ou buscar atendimento médico.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy0ydny99reo
O texto aponta que uma das intenções da mudança nas diretrizes é reduzir a "febrefobia", fenômeno observado entre pais e cuidadores.

Com base nisso, qual é o objetivo mais amplo dessa atualização nas práticas pediátricas?
Alternativas
Q3895838 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que temperatura considerada febre mudou?


A temperatura considerada febre em crianças, que antes era de 37,8°C, agora passou para 37,5°C, de acordo com uma nova diretriz da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).


A mudança está no documento científico "Abordagem da Febre Aguda em Pediatria e Reflexões sobre a febre nas arboviroses", publicado neste ano pela entidade, e segue padrões adotados em estudos internacionais.


Pela nova definição, a febre é reconhecida quando a temperatura atinge 37,5°C ou mais na axila (ou 38°C se medida por via oral ou retal, durante três minutos).


O entendimento sobre a febre evoluiu porque hoje a SBP considera que a temperatura isolada não deve ser o único critério para definir febre em crianças.


Segundo o documento publicado este ano pela entidade, a variação natural da temperatura corporal ao longo do dia faz com que um mesmo lactente apresente diferenças de até 1°C entre manhã e tarde.


"O aumento da temperatura corporal não é a doença em si, mas uma forma de defesa natural que avisa que o corpo está lutando contra alguma infecção ou problema", descreve o médico Alexandre Nikolay, coordenador do departamento de emergência pediátrica do Hospital Santa Lúcia Sul, em Brasilia.


Para lactentes e crianças pequenas, a medição axilar com termômetro digital é recomendada, enquanto métodos infravermelhos devem ser usados apenas por profissionais treinados.


Além disso, a mudança busca reduzir a chamada "febrefobia" — ansiedade excessiva dos pais diante da febre, que pode levar a consultas e intervenções médicas desnecessárias.


Por isso, a febre agora é definida como 37,5°C ou mais quando medida pela axila, mas a recomendação é avaliar também o estado geral da criança antes de medicar ou buscar atendimento médico.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy0ydny99reo
As novas diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria alteraram o parâmetro para considerar febre em crianças. Essa mudança não é meramente numérica, mas reflete uma nova compreensão sobre o fenômeno.

Diante disso, o que essa atualização revela sobre a forma como a medicina atual interpreta a febre infantil?
Alternativas
Q3895837 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que temperatura considerada febre mudou?


A temperatura considerada febre em crianças, que antes era de 37,8°C, agora passou para 37,5°C, de acordo com uma nova diretriz da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).


A mudança está no documento científico "Abordagem da Febre Aguda em Pediatria e Reflexões sobre a febre nas arboviroses", publicado neste ano pela entidade, e segue padrões adotados em estudos internacionais.


Pela nova definição, a febre é reconhecida quando a temperatura atinge 37,5°C ou mais na axila (ou 38°C se medida por via oral ou retal, durante três minutos).


O entendimento sobre a febre evoluiu porque hoje a SBP considera que a temperatura isolada não deve ser o único critério para definir febre em crianças.


Segundo o documento publicado este ano pela entidade, a variação natural da temperatura corporal ao longo do dia faz com que um mesmo lactente apresente diferenças de até 1°C entre manhã e tarde.


"O aumento da temperatura corporal não é a doença em si, mas uma forma de defesa natural que avisa que o corpo está lutando contra alguma infecção ou problema", descreve o médico Alexandre Nikolay, coordenador do departamento de emergência pediátrica do Hospital Santa Lúcia Sul, em Brasilia.


Para lactentes e crianças pequenas, a medição axilar com termômetro digital é recomendada, enquanto métodos infravermelhos devem ser usados apenas por profissionais treinados.


Além disso, a mudança busca reduzir a chamada "febrefobia" — ansiedade excessiva dos pais diante da febre, que pode levar a consultas e intervenções médicas desnecessárias.


Por isso, a febre agora é definida como 37,5°C ou mais quando medida pela axila, mas a recomendação é avaliar também o estado geral da criança antes de medicar ou buscar atendimento médico.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy0ydny99reo

O texto discute também os métodos adequados para medir a temperatura de crianças, destacando diferenças entre instrumentos e contextos de uso.


Com base nisso, qual é a principal precaução indicada quanto aos termômetros infravermelhos?


Alternativas
Q3895755 Português

No estudo da linguística textual, é fundamental distinguir 'tipologia textual' de 'gênero textual'. A tipologia refere-se a um conjunto finito de sequências linguísticas (como narração, descrição, argumentação, exposição, injunção) definidas por suas características estruturais e objetivos, como o tempo verbal predominante e a finalidade. Os gêneros textuais, por outro lado, são manifestações sociais e históricas concretas da linguagem (como carta, receita, notícia, editorial, bula de remédio), sendo incontáveis e adaptáveis às necessidades comunicativas da sociedade. Um mesmo gênero pode mesclar diferentes tipologias, embora uma geralmente predomine.


Assim, analise as afirmativas a seguir sobre a correta distinção e aplicação desses conceitos:



I. Um manual de instruções para montagem de um equipamento de acessibilidade é um exemplo de gênero textual cuja tipologia predominante é a injuntiva, focada em instruir o leitor a realizar ações.


II. A tipologia dissertativo-argumentativa e a expositiva são sinônimas, pois ambas visam apresentar informações sobre um tema, como ocorre no gênero textual "artigo científico".


III. O gênero textual "crônica" frequentemente mescla a tipologia narrativa (ao relatar fatos do cotidiano) com a dissertativa (ao tecer reflexões pessoais sobre esses fatos).



Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3895754 Português

As figuras de linguagem são recursos estilísticos utilizados para conferir maior expressividade, ênfase ou originalidade à comunicação, transcendendo o uso puramente denotativo das palavras. Elas se dividem em figuras de pensamento (como antítese, paradoxo, ironia), figuras de sintaxe ou construção (como elipse, zeugma, pleonasmo) e figuras de palavra ou tropos (como metáfora, metonímia, sinédoque). A correta identificação desses recursos é crucial para a interpretação de textos literários e para a compreensão das sutilezas argumentativas em discursos persuasivos e poéticos.


Acerca da classificação e definição das figuras de linguagem, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:



(__) A sinédoque, como em "Ele não tinha teto para morar", é um tipo de metáfora que se baseia na substituição da parte pelo todo (teto por casa).


(__) A prosopopeia, ou personificação, ocorre quando se atribui uma característica ou ação humana a um objeto inanimado, como na frase "O pneu do carro furou na estrada".


(__) O paradoxo é a figura que aproxima termos de sentidos opostos, como na expressão "A sua fala foi um silêncio eloquente".


(__) A antítese ocorre na frase "O amor e o ódio caminham lado a lado", pois utiliza termos de sentidos opostos (amor/ódio) em uma estrutura paralela para criar contraste.



Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:

Alternativas
Q3895752 Português

A coesão textual é o mecanismo linguístico que garante a conexão lógico-semântica entre as partes de um texto, utilizando-se de diversos recursos, como conectores, preposições e pronomes. A escolha inadequada de um conector pode alterar drasticamente o sentido pretendido, transformando uma relação de causa em consequência, ou uma adversidade em conclusão. Em textos técnicos e acadêmicos, como os voltados para a educação especializada, a precisão na articulação das ideias é fundamental para a clareza da argumentação e para evitar ambiguidades que comprometam a validade da informação transmitida.


Acerca do valor semântico dos conectores e sua função na coesão textual, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:



(__) O conector "portanto" é classificado como adversativo, sendo semanticamente equivalente a "contudo", utilizado para introduzir uma ideia que se opõe à anterior.


(__) Em "Ele estudou muito, *logo* foi reprovado", o conector "logo" está empregado corretamente para indicar a consequência esperada da ação anterior, estabelecendo uma relação de causa e efeito direta.


(__) A conjunção "embora" introduz uma oração causal, explicando o motivo pelo qual a oração principal ocorre, possuindo o mesmo valor semântico de "visto que". 


(__) Na sentença "O evento foi cancelado, *porquanto* o palestrante adoeceu", o conector "porquanto" estabelece uma relação de causa/explicação, podendo ser substituído por "porque" ou "visto que".



Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:

Alternativas
Q3895747 Português

A linguagem humana opera em múltiplos níveis de significação, sendo a distinção entre denotação e conotação um pilar central para a análise semântica e estilística. A denotação refere-se ao sentido literal, dicionarizado, de uma palavra, aquele que é compartilhado de forma mais objetiva pela comunidade de falantes e que é prioritário em textos científicos ou técnicos. Em contrapartida, a conotação abrange os sentidos associados, as cargas emocionais, culturais ou subjetivas que uma palavra adquire dependendo do contexto de uso, sendo um recurso fundamental na construção de textos literários, publicitários e opinativos, onde a persuasão e a expressão de subjetividade são mais importantes que a mera informação objetiva.


Considerando a complexa interação entre o sentido literal (denotativo) e o sentido figurado (conotativo) no uso da língua, assinale a alternativa que descreve corretamente a aplicação desses conceitos. 

Alternativas
Q3895731 Português

Na sociedade da informação, é necessário resgatar o sentido da educação como um direito moral e uma necessidade social, e não apenas como um espaço de formação de competências exigidas pelos novos tempos. Essa sociedade do século XXI é caracterizada pelo conhecimento, exigindo que as pessoas sejam mais capacitadas e preparadas para o exercício profissional. Além disso, valoriza-se a subjetividade, a ação social e a vida cotidiana, o que requer novas crenças, epistemologias e parâmetros. A ênfase na subjetividade torna-se um novo paradigma, voltado à valorização do ser humano em sua totalidade, refletindo-se em novos valores e ideias.


Fonte: Kullok, 2000 apud SCHAFRANSKI, Márcia Derbli. A Educação e as Transformações da Sociedade. Publ. UEPG Ci. Hum., Ci. Soc. Apl., Ling., Letras e Artes, Ponta Grossa, 13 (2) 101-112, dez. 2005.



De acordo com o texto, assinale a alternativa que destoa do que está escrito. 

Alternativas
Respostas
6221: B
6222: C
6223: A
6224: B
6225: C
6226: B
6227: C
6228: C
6229: D
6230: A
6231: D
6232: D
6233: A
6234: D
6235: C
6236: D
6237: B
6238: C
6239: B
6240: C