Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Em tempos de colapso, uma rede de luta ancestral
40 anos depois da Aliança dos Povos da Floresta, nossos corpos, saberes e cantos se unem novamente, agora pela justiça climática e pela diversidade.
Em 1984, eles e elas chegaram de vários caminhos. Porongas alumiando os varadouros, canoas riscando os rios, maracas ecoando e vozes se confluindo. Do encontro entre diferentes povos, nasceu a Aliança dos Povos da Floresta, que ecoou até Brasília e ajudou a inscrever na Constituição o artigo 231, que garante o direito à terra, às reservas extrativistas e ao modo de vida dos povos tradicionais. Nós somos frutos daquela semente.
Se você parar para pensar, 40 anos passam rápido. É quase o tempo de vida de um jacaré. É o tempo de uma criança nascer, crescer e, no meio do caminho, já carregar um filho na tipoia. É o tempo de uma mangueira dar frutos ano após ano até sombrear uma casa inteira. Mas também passam devagar, porque nesse meio-tempo vimos muita coisa ser devastada. Se parte da floresta ainda está de pé, é porque houve quem a segurasse.
Não é mais possível falar em futuro distante. As consequências já estão aqui. Rios estão virando leitos secos, frutas não caem mais na água e secam no chão. Sem a fruta, o peixe perde alimento. Sem o alimento, o peixe desaprende a nadar. E, quando o peixe desaprende a nadar, o rio desaprende a correr. Por isso, hoje, quatro décadas depois, nós, jovens descendentes desse legado, lançamos o Manifesto Aliança dos Povos pelo Clima - ou, em mebêngôkre, língua falada pelo povo Kayapó: "Me bik prõj kam, me aminejê kabem".
Nossos nomes carregam a continuidade, mas também a urgência do agora. A nova Aliança nasce diversa: indígenas, quilombolas, extrativistas, ribeirinhos, beiradeiros, pescadores artesanais. Cada um com sua voz, cada território com sua força. Juntos, levantamos o corpo coletivo que protege os biomas. A floresta fala através de nós.
O desafio agora é global. O colapso do clima que atinge nossas florestas alcança também o resto do planeta. Tudo está interligado. E são os nossos povos que sentem primeiro, no corpo, as maiores perdas. Sentimos a seca, a fumaça, a perda da roça, a morte dos rios. Não aceitamos mais o silêncio.
Aos educadores, pensadores, ativistas, jornalistas, artistas e todos que leem este artigo: abram espaço para nossas vozes, como este importante jornal do país faz agora. Assim como escolhemos publicar um trecho desse artigo em mebêngôkre, saibam que muitos dos nossos saberes que protegem a vida ainda não foram traduzidos e estão prontos para serem compartilhados. Nossa resposta é política, cultural e espiritual, escrita com palavras, mas também com cantos, rituais e memória.
Dessa forma, afirmamos que esta Aliança dos Povos pelo Clima é um chamado à união entre povos, territórios e saberes para defender os modos de vida que nos mantêm vivos neste planeta. Um pacto pela justiça climática, pela diversidade e pela dignidade ecológica.
(Texto de Angélica Mendes. Matsi Waura Txucarramãe. Silvia Rocha. Sara Lima. Disponível em https://www1.folha.uol. com.br/opiniao/2025/09/em-tempos de-colapso-uma-rede-deluta-ancestral.shtml, acesso em 11 de setembro de 2025. [texto adaptado])
Em tempos de colapso, uma rede de luta ancestral
40 anos depois da Aliança dos Povos da Floresta, nossos corpos, saberes e cantos se unem novamente, agora pela justiça climática e pela diversidade.
Em 1984, eles e elas chegaram de vários caminhos. Porongas alumiando os varadouros, canoas riscando os rios, maracas ecoando e vozes se confluindo. Do encontro entre diferentes povos, nasceu a Aliança dos Povos da Floresta, que ecoou até Brasília e ajudou a inscrever na Constituição o artigo 231, que garante o direito à terra, às reservas extrativistas e ao modo de vida dos povos tradicionais. Nós somos frutos daquela semente.
Se você parar para pensar, 40 anos passam rápido. É quase o tempo de vida de um jacaré. É o tempo de uma criança nascer, crescer e, no meio do caminho, já carregar um filho na tipoia. É o tempo de uma mangueira dar frutos ano após ano até sombrear uma casa inteira. Mas também passam devagar, porque nesse meio-tempo vimos muita coisa ser devastada. Se parte da floresta ainda está de pé, é porque houve quem a segurasse.
Não é mais possível falar em futuro distante. As consequências já estão aqui. Rios estão virando leitos secos, frutas não caem mais na água e secam no chão. Sem a fruta, o peixe perde alimento. Sem o alimento, o peixe desaprende a nadar. E, quando o peixe desaprende a nadar, o rio desaprende a correr. Por isso, hoje, quatro décadas depois, nós, jovens descendentes desse legado, lançamos o Manifesto Aliança dos Povos pelo Clima - ou, em mebêngôkre, língua falada pelo povo Kayapó: "Me bik prõj kam, me aminejê kabem".
Nossos nomes carregam a continuidade, mas também a urgência do agora. A nova Aliança nasce diversa: indígenas, quilombolas, extrativistas, ribeirinhos, beiradeiros, pescadores artesanais. Cada um com sua voz, cada território com sua força. Juntos, levantamos o corpo coletivo que protege os biomas. A floresta fala através de nós.
O desafio agora é global. O colapso do clima que atinge nossas florestas alcança também o resto do planeta. Tudo está interligado. E são os nossos povos que sentem primeiro, no corpo, as maiores perdas. Sentimos a seca, a fumaça, a perda da roça, a morte dos rios. Não aceitamos mais o silêncio.
Aos educadores, pensadores, ativistas, jornalistas, artistas e todos que leem este artigo: abram espaço para nossas vozes, como este importante jornal do país faz agora. Assim como escolhemos publicar um trecho desse artigo em mebêngôkre, saibam que muitos dos nossos saberes que protegem a vida ainda não foram traduzidos e estão prontos para serem compartilhados. Nossa resposta é política, cultural e espiritual, escrita com palavras, mas também com cantos, rituais e memória.
Dessa forma, afirmamos que esta Aliança dos Povos pelo Clima é um chamado à união entre povos, territórios e saberes para defender os modos de vida que nos mantêm vivos neste planeta. Um pacto pela justiça climática, pela diversidade e pela dignidade ecológica.
(Texto de Angélica Mendes. Matsi Waura Txucarramãe. Silvia Rocha. Sara Lima. Disponível em https://www1.folha.uol. com.br/opiniao/2025/09/em-tempos de-colapso-uma-rede-deluta-ancestral.shtml, acesso em 11 de setembro de 2025. [texto adaptado])
A atitude de Jacobina em vestir novamente a farda de alferes representa uma tentativa de:
Sobre os aspectos que envolvem a leitura e interpretação de textos, analise as assertivas abaixo:
I. A leitura crítica envolve a compreensão do texto a partir da identificação das intenções do autor e do contexto social e histórico em que foi produzido, o que permite ao leitor interpretar as entrelinhas da mensagem.
II. A leitura superficial é mais aprofundada que a leitura crítica, pois considera não apenas as intenções do autor, mas também as estratégias discursivas e a construção do texto em seu nível linguístico e retórico.
III. A leitura crítica exige que o leitor analise as relações de sentido entre as partes do texto, compreendendo suas implicações ideológicas, sociais e culturais.
IV. A leitura técnica de um texto se limita à busca pela identificação das informações explícitas e pela compreensão literal do conteúdo, sendo totalmente irrelevante para as aulas de Língua Portuguesa, que devem se concentrar exclusivamente em análises interpretativas profundas.
Das assertivas, NÃO se pode afirmar que:
Ao orientar seus alunos sobre a produção de textos dissertativo-argumentativos, o professor de Língua Portuguesa enfatiza a relevância da clareza, da coesão e da objetividade na construção dos argumentos, a fim de garantir a persuasão e a consistência do texto.
Considerando os princípios que regem uma argumentação eficaz, assinale a alternativa CORRETA.
A coerência textual é um dos pilares fundamentais para a construção de sentidos no discurso. Acerca dos aspectos que envolvem a coerência, analise:
I. A coerência textual depende da possibilidade de o leitor ou interlocutor estabelecer conexões semânticas e pragmáticas entre as partes do texto, o que permite a construção de uma unidade de sentido global.
II. A coerência está diretamente relacionada à interpretabilidade do texto, sendo determinada tanto por fatores linguísticos quanto por elementos extralinguísticos, como o conhecimento de mundo e o contexto da situação comunicativa.
III. A coerência textual é determinada apenas pelos mecanismos linguísticos explícitos presentes no texto, sendo, portanto, independente dos conhecimentos prévios do leitor ou das condições de produção e recepção textual.
Considerando que cada afirmativa correta vale dois pontos e cada afirmativa incorreta vale um ponto, qual é a soma total da pontuação atribuída às três afirmativas?
O ensino de gêneros textuais tem papel central na formação da competência discursiva dos alunos, pois contribui para o desenvolvimento de habilidades de leitura, escrita, escuta e oralidade em contextos reais de uso da língua. Com base nessa perspectiva, analise as afirmativas a seguir:
I. O ensino de gêneros textuais deve restringir-se à reprodução de modelos fixos, sem considerar a variação linguística ou os contextos sociocomunicativos, a fim de garantir a normatização da escrita formal.
II. A abordagem de gêneros textuais no ensino da Língua Portuguesa permite que os estudantes reconheçam as intenções do autor, a organização estrutural e os elementos linguísticos característicos de cada tipo textual, ampliando sua competência comunicativa.
III. O trabalho com gêneros textuais no ambiente escolar deve considerar as condições de produção, circulação e recepção dos textos, possibilitando ao aluno compreender suas finalidades comunicativas e o papel social que desempenham.
Com base na análise das afirmativas, pode-se afirmar que:
A análise e a compreensão dos gêneros textuais são essenciais para o desenvolvimento das habilidades de leitura e produção textual. Esses gêneros, presentes tanto na língua falada quanto na escrita, apresentam características distintas e se adaptam conforme o contexto comunicativo. A seguir, são apresentadas algumas afirmativas sobre aspectos dos gêneros textuais e da linguagem, que envolvem suas características, funções e formas de uso. Com base nos conhecimentos adquiridos sobre o tema, julgue as assertivas como verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) O mesmo gênero textual pode assumir diferentes formatos e estruturas, dependendo do suporte em que é veiculado e das práticas sociais que o constituem.
( ) A linguagem oral não exige coesão nem coerência, já que as interações orais são menos formais e, portanto, mais flexíveis.
( ) O desenvolvimento de diferentes gêneros textuais exige a adequação da linguagem ao contexto e à finalidade comunicativa.
( ) Os gêneros textuais são estruturas fixas e invariáveis, sendo definidos unicamente por sua forma linguística e gramatical.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
Nos termos do texto intitulado Introdução ao Desenvolvimento Urbano Sustentável – Módulo 3, analise as assertivas que seguem:
I. A predominância de dinâmicas urbanas ou rurais em um município influencia diretamente tanto a organização espacial quanto os tipos de práticas econômicas desenvolvidas em seu território.
II. Municípios com maior porte populacional, além de disporem de instrumentos que favorecem a implementação de políticas públicas, tendem a registrar menor incidência de impactos ambientais em razão de sua maior capacidade técnica e administrativa.
III. A diversidade territorial brasileira deve ser reconhecida como uma potencialidade, sendo essencial que as estratégias de desenvolvimento urbano adotem enfoques que sejam colaborativos, assim como territorializados.
IV. Diante da heterogeneidade dos municípios brasileiros, faz-se necessária a adoção de estratégias padronizadas e centralizadas, capazes de uniformizar as ações de desenvolvimento urbano em âmbito nacional.
Considerando que cada assertiva correta equivale a dois pontos, e que cada assertiva incorreta equivale a um ponto, qual a soma de todas as assertivas?
"Economizar água é fundamental para garantir o abastecimento da cidade durante períodos de seca. Cada pessoa pode colaborar tomando atitudes simples, como fechar a torneira ao escovar os dentes e reutilizar a água da chuva."
Com base no texto, assinale a alternativa que indica corretamente o tema e a finalidade do texto: