Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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CARNEIRO, Sueli. Dispositivo de racialidade: a construção do outro como não ser como fundamento do ser. Rio de Janeiro: Zahar Editor, 2023. (Adaptado).
Sobre a citação anterior, é correto afirmar que
“Moradores de Juazeiro do Norte, no interior do Ceará, sofrem com transtornos das fortes chuvas ocorridas durante a madrugada desta terça-feira (21/1). Conforme a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), houve chuva de 120 milímetros no município. No bairro Lagoa Seca, um dos mais afetados, a água subiu mais de um metro de altura, deixando carros submersos. A lagoa da região transbordou, alagando dezenas de casas e estabelecimentos comerciais da região. O trânsito foi interditado. População disse que, toda vez que chove, a lagoa transborda e invade a Avenida Plácido Aderaldo Castelo. Na Avenida Padre Cícero, em poucos minutos de chuva, a água transformou a via em um rio. Alguns carros apresentaram problemas mecânicos e, para seguir caminho, alguns motociclistas utilizam a ciclovia.
Redação G1 CE. Carro fica submerso após forte chuva em Juazeiro do Norte. G1, 21 jan. 2025.
Com base no texto, assinale a alternativa correta.
PAPA FRANCISCO. Dilexit nos. Vaticano: Livraria Editora Vaticana, 2024., §20.
Na sua última encíclica, o argentino Jorge Mario Bergoglio, ao exortar seus fiéis sobre a inteligência artificial, apresenta a dignidade da inteligência humana
I.Os sinônimos perfeitos são aqueles que mantêm exatamente o mesmo sentido em qualquer contexto, como alfabeto e abecedário, independentemente da situação comunicativa.
II.Os sinônimos imperfeitos apresentam sentidos apenas aproximados, e a substituição entre eles pode alterar nuances semânticas, como ocorre entre apagar e extinguir.
III.A relação de sinonímia depende do contexto, pois uma palavra pode ser sinônima de outra em determinado uso e deixar de sê-lo em outro, segundo estudiosos da semântica lexical.
IV.É incorreto afirmar que intenção, propósito e intuito são sinônimos perfeitos, uma vez que cada termo apresenta variações de uso e registro que os diferenciam.
V.Os sinônimos e os antônimos se relacionam da mesma maneira semântica, já que ambos expressam equivalência de sentido em campos opostos de significação.
Com base na análise das afirmativas, assinale a alternativa que indica as proposições inteiramente corretas.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Como foi o roubo da "Mona Lisa" em 1911
O chocante roubo da "Mona Lisa" — na época, uma obra pouco conhecida de Leonardo da Vinci — ocorreu na manhã de 11 de agosto de 1911. Era um dia de semana, e Vincenzo Peruggia, um imigrante italiano que havia trabalhado brevemente no museu construindo molduras e caixas, vestiu seu antigo uniforme de trabalho e entrou no Louvre sem ser questionado.
Na época, a pintura estava pendurada em uma parede no Salon Carré, mas era normal que as pinturas fossem removidas brevemente para conservação ou fotografia. Portanto, ninguém percebeu que a pintura havia desaparecido até mais de 24 horas depois que Peruggia saiu do museu com a pintura debaixo de seu avental.
O crime só foi descoberto quando um patrono rico apareceu no Salon Carré para trabalhar em uma pintura da galeria. Tudo o que restou da Mona Lisa foram os ganchos que prendiam sua caixa especial — quase certamente construída pelo próprio Peruggia — à parede.
A caçada humana que se seguiu para procurar o quadro foi de grande magnitude — e, como escreveu o historiador Aaron Freundschuh em um artigo de 2006 na revista acadêmica Urban History, "fantasticamente infrutífera".
Uma das reviravoltas mais estranhas na investigação envolveu o jovem Pablo Picasso, que foi brevemente interrogado sobre o roubo da obra de arte. Embora Picasso não tivesse roubado a "Mona Lisa", foi revelado que ele tinha ligações com um roubo anterior no Louvre: ele havia comprado um par de cabeças de estátuas ibéricas antigas que haviam sido roubadas do museu alguns anos antes e as entregou à polícia por medo de ser processado durante o caso da "Mona Lisa".
A Mona Lisa só foi recuperada em 1913, quando Peruggia tentou vendê-la a outro museu. Descobriu-se que Peruggia tinha escondido a pintura em seu apartamento em Paris.
Durante o julgamento, Peruggia alegou que tinha roubado a pintura de Da Vinci como um gesto patriótico para com seu país natal, a Itália, embora a pintura tivesse sido concluída na França e comprada pelo monarca francês Francisco 1º em 1518. Enquanto isso, o roubo aumentou a visibilidade da pintura, tornando a Mona Lisa um nome conhecido por todos.
https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2025/10/o-louvre-tem-um-historico-conturbado-de-roubos-em-plena-luz-do-dia-inclusive-envo lvendo-a-mona-lisa
Dessa forma, o que o texto sugere sobre a segurança e o controle do Louvre naquele período?
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Como foi o roubo da "Mona Lisa" em 1911
O chocante roubo da "Mona Lisa" — na época, uma obra pouco conhecida de Leonardo da Vinci — ocorreu na manhã de 11 de agosto de 1911. Era um dia de semana, e Vincenzo Peruggia, um imigrante italiano que havia trabalhado brevemente no museu construindo molduras e caixas, vestiu seu antigo uniforme de trabalho e entrou no Louvre sem ser questionado.
Na época, a pintura estava pendurada em uma parede no Salon Carré, mas era normal que as pinturas fossem removidas brevemente para conservação ou fotografia. Portanto, ninguém percebeu que a pintura havia desaparecido até mais de 24 horas depois que Peruggia saiu do museu com a pintura debaixo de seu avental.
O crime só foi descoberto quando um patrono rico apareceu no Salon Carré para trabalhar em uma pintura da galeria. Tudo o que restou da Mona Lisa foram os ganchos que prendiam sua caixa especial — quase certamente construída pelo próprio Peruggia — à parede.
A caçada humana que se seguiu para procurar o quadro foi de grande magnitude — e, como escreveu o historiador Aaron Freundschuh em um artigo de 2006 na revista acadêmica Urban History, "fantasticamente infrutífera".
Uma das reviravoltas mais estranhas na investigação envolveu o jovem Pablo Picasso, que foi brevemente interrogado sobre o roubo da obra de arte. Embora Picasso não tivesse roubado a "Mona Lisa", foi revelado que ele tinha ligações com um roubo anterior no Louvre: ele havia comprado um par de cabeças de estátuas ibéricas antigas que haviam sido roubadas do museu alguns anos antes e as entregou à polícia por medo de ser processado durante o caso da "Mona Lisa".
A Mona Lisa só foi recuperada em 1913, quando Peruggia tentou vendê-la a outro museu. Descobriu-se que Peruggia tinha escondido a pintura em seu apartamento em Paris.
Durante o julgamento, Peruggia alegou que tinha roubado a pintura de Da Vinci como um gesto patriótico para com seu país natal, a Itália, embora a pintura tivesse sido concluída na França e comprada pelo monarca francês Francisco 1º em 1518. Enquanto isso, o roubo aumentou a visibilidade da pintura, tornando a Mona Lisa um nome conhecido por todos.
https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2025/10/o-louvre-tem-um-historico-conturbado-de-roubos-em-plena-luz-do-dia-inclusive-envo lvendo-a-mona-lisa
Nesse contexto, qual é o papel do episódio envolvendo Picasso na narrativa?
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Como foi o roubo da "Mona Lisa" em 1911
O chocante roubo da "Mona Lisa" — na época, uma obra pouco conhecida de Leonardo da Vinci — ocorreu na manhã de 11 de agosto de 1911. Era um dia de semana, e Vincenzo Peruggia, um imigrante italiano que havia trabalhado brevemente no museu construindo molduras e caixas, vestiu seu antigo uniforme de trabalho e entrou no Louvre sem ser questionado.
Na época, a pintura estava pendurada em uma parede no Salon Carré, mas era normal que as pinturas fossem removidas brevemente para conservação ou fotografia. Portanto, ninguém percebeu que a pintura havia desaparecido até mais de 24 horas depois que Peruggia saiu do museu com a pintura debaixo de seu avental.
O crime só foi descoberto quando um patrono rico apareceu no Salon Carré para trabalhar em uma pintura da galeria. Tudo o que restou da Mona Lisa foram os ganchos que prendiam sua caixa especial — quase certamente construída pelo próprio Peruggia — à parede.
A caçada humana que se seguiu para procurar o quadro foi de grande magnitude — e, como escreveu o historiador Aaron Freundschuh em um artigo de 2006 na revista acadêmica Urban History, "fantasticamente infrutífera".
Uma das reviravoltas mais estranhas na investigação envolveu o jovem Pablo Picasso, que foi brevemente interrogado sobre o roubo da obra de arte. Embora Picasso não tivesse roubado a "Mona Lisa", foi revelado que ele tinha ligações com um roubo anterior no Louvre: ele havia comprado um par de cabeças de estátuas ibéricas antigas que haviam sido roubadas do museu alguns anos antes e as entregou à polícia por medo de ser processado durante o caso da "Mona Lisa".
A Mona Lisa só foi recuperada em 1913, quando Peruggia tentou vendê-la a outro museu. Descobriu-se que Peruggia tinha escondido a pintura em seu apartamento em Paris.
Durante o julgamento, Peruggia alegou que tinha roubado a pintura de Da Vinci como um gesto patriótico para com seu país natal, a Itália, embora a pintura tivesse sido concluída na França e comprada pelo monarca francês Francisco 1º em 1518. Enquanto isso, o roubo aumentou a visibilidade da pintura, tornando a Mona Lisa um nome conhecido por todos.
https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2025/10/o-louvre-tem-um-historico-conturbado-de-roubos-em-plena-luz-do-dia-inclusive-envo lvendo-a-mona-lisa
Considerando a estrutura narrativa do texto, qual é o efeito produzido pela revelação final sobre o paradeiro da obra?
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Como foi o roubo da "Mona Lisa" em 1911
O chocante roubo da "Mona Lisa" — na época, uma obra pouco conhecida de Leonardo da Vinci — ocorreu na manhã de 11 de agosto de 1911. Era um dia de semana, e Vincenzo Peruggia, um imigrante italiano que havia trabalhado brevemente no museu construindo molduras e caixas, vestiu seu antigo uniforme de trabalho e entrou no Louvre sem ser questionado.
Na época, a pintura estava pendurada em uma parede no Salon Carré, mas era normal que as pinturas fossem removidas brevemente para conservação ou fotografia. Portanto, ninguém percebeu que a pintura havia desaparecido até mais de 24 horas depois que Peruggia saiu do museu com a pintura debaixo de seu avental.
O crime só foi descoberto quando um patrono rico apareceu no Salon Carré para trabalhar em uma pintura da galeria. Tudo o que restou da Mona Lisa foram os ganchos que prendiam sua caixa especial — quase certamente construída pelo próprio Peruggia — à parede.
A caçada humana que se seguiu para procurar o quadro foi de grande magnitude — e, como escreveu o historiador Aaron Freundschuh em um artigo de 2006 na revista acadêmica Urban History, "fantasticamente infrutífera".
Uma das reviravoltas mais estranhas na investigação envolveu o jovem Pablo Picasso, que foi brevemente interrogado sobre o roubo da obra de arte. Embora Picasso não tivesse roubado a "Mona Lisa", foi revelado que ele tinha ligações com um roubo anterior no Louvre: ele havia comprado um par de cabeças de estátuas ibéricas antigas que haviam sido roubadas do museu alguns anos antes e as entregou à polícia por medo de ser processado durante o caso da "Mona Lisa".
A Mona Lisa só foi recuperada em 1913, quando Peruggia tentou vendê-la a outro museu. Descobriu-se que Peruggia tinha escondido a pintura em seu apartamento em Paris.
Durante o julgamento, Peruggia alegou que tinha roubado a pintura de Da Vinci como um gesto patriótico para com seu país natal, a Itália, embora a pintura tivesse sido concluída na França e comprada pelo monarca francês Francisco 1º em 1518. Enquanto isso, o roubo aumentou a visibilidade da pintura, tornando a Mona Lisa um nome conhecido por todos.
https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2025/10/o-louvre-tem-um-historico-conturbado-de-roubos-em-plena-luz-do-dia-inclusive-envo lvendo-a-mona-lisa
Ao longo do texto, percebe-se que Vincenzo Peruggia tentou justificar seu crime com um argumento de cunho nacionalista. No entanto, a própria narrativa apresenta elementos que enfraquecem essa justificativa.
Qual aspecto do texto demonstra a contradição na alegação de Peruggia?
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Como foi o roubo da "Mona Lisa" em 1911
O chocante roubo da "Mona Lisa" — na época, uma obra pouco conhecida de Leonardo da Vinci — ocorreu na manhã de 11 de agosto de 1911. Era um dia de semana, e Vincenzo Peruggia, um imigrante italiano que havia trabalhado brevemente no museu construindo molduras e caixas, vestiu seu antigo uniforme de trabalho e entrou no Louvre sem ser questionado.
Na época, a pintura estava pendurada em uma parede no Salon Carré, mas era normal que as pinturas fossem removidas brevemente para conservação ou fotografia. Portanto, ninguém percebeu que a pintura havia desaparecido até mais de 24 horas depois que Peruggia saiu do museu com a pintura debaixo de seu avental.
O crime só foi descoberto quando um patrono rico apareceu no Salon Carré para trabalhar em uma pintura da galeria. Tudo o que restou da Mona Lisa foram os ganchos que prendiam sua caixa especial — quase certamente construída pelo próprio Peruggia — à parede.
A caçada humana que se seguiu para procurar o quadro foi de grande magnitude — e, como escreveu o historiador Aaron Freundschuh em um artigo de 2006 na revista acadêmica Urban History, "fantasticamente infrutífera".
Uma das reviravoltas mais estranhas na investigação envolveu o jovem Pablo Picasso, que foi brevemente interrogado sobre o roubo da obra de arte. Embora Picasso não tivesse roubado a "Mona Lisa", foi revelado que ele tinha ligações com um roubo anterior no Louvre: ele havia comprado um par de cabeças de estátuas ibéricas antigas que haviam sido roubadas do museu alguns anos antes e as entregou à polícia por medo de ser processado durante o caso da "Mona Lisa".
A Mona Lisa só foi recuperada em 1913, quando Peruggia tentou vendê-la a outro museu. Descobriu-se que Peruggia tinha escondido a pintura em seu apartamento em Paris.
Durante o julgamento, Peruggia alegou que tinha roubado a pintura de Da Vinci como um gesto patriótico para com seu país natal, a Itália, embora a pintura tivesse sido concluída na França e comprada pelo monarca francês Francisco 1º em 1518. Enquanto isso, o roubo aumentou a visibilidade da pintura, tornando a Mona Lisa um nome conhecido por todos.
https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2025/10/o-louvre-tem-um-historico-conturbado-de-roubos-em-plena-luz-do-dia-inclusive-envo lvendo-a-mona-lisa
Com base nessa perspectiva, qual é o principal efeito simbólico do roubo mencionado no texto?
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Os paradoxos do progresso e o que significa ser humano
Até certo ponto, não é difícil prever o futuro: basta criar cenários a partir de elementos da nossa memória. Prever é imaginar, e os blocos de construção que usamos na imaginação são feitos de registros de que recordamos. Ou seja, só conseguimos elaborar mentalmente algo desconhecidos a partir do que conhecemos, rearranjando os blocos.
O que torna as previsões difíceis são as possibilidades de rearranjo. Quanto mais complexo for o fenômeno em questão, mais difícil acertar: os muitos elementos envolvidos elevam exponencialmente as possibilidades de interconexão, complicando a tarefa. Esse é o grande desafio de prever o futuro da sociedade com a multiplicação das inteligências artificiais. A sociedade atual é extremamente complexa, com interligações muito profundas, fazendo com que o acréscimo de um fator tão inovador, como as IAs, torne qualquer previsão no máximo um chute.
No entanto, é possível arriscar alguns palpites, já que existe um aspecto presente em todos os cenários possíveis e que nunca muda muito: a natureza humana. As tecnologias podem se transformar e nos surpreender, mas se alguém fosse capaz de imaginar como nossa essência se articula com elas, poderia criar cenários plausíveis para o que quer que o futuro nos reserve.
Pois foi exatamente isso que Kurt Vonnegut fez em seu livro de estreia, em 1952, Player Piano (lançado no Brasil pela editora Intrínseca como Piano Mecânico). No romance, a terceira guerra mundial foi vencida pelos Estados Unidos da América graças à revolução tecnológica do país, que passou então a investir todo seu esforço na automatização da vida. Com isso as pessoas foram perdendo suas funções, só sobrando trabalho real para os cidadãos cujo QI − que passou a ser publicamente registrado − lhes permitia ser engenheiros. Eles cuidavam das máquinas, que cuidavam de todo o resto. Para as outras pessoas pouco sobrou: alguma coisa de serviço doméstico (embora ele fosse cada vez mais tedioso e automático), a construção de obras desnecessárias - apenas para manter os desempregados ocupados -, ou o exército, que usava armas de brinquedo já que a paz estava garantida.
O cerne da distopia (e que parece cada vez mais plausível) está na maldição de termos nossos desejos realizados. Criando máquinas que possam fazer tudo o que queremos acabamos esvaziando a experiência humana; terceirizando não apenas as tarefas, mas as próprias decisões, reduzimo-nos inadvertidamente à insignificância − a vida humana deixa de ter significado.
Numa época em que não existiam computadores pessoais, em que os transistores mal haviam sido inventados, Vonnegut imaginou o que as IAs poderiam se tornar: "Uma terceira revolução, é? De certo modo, acho que ela vem acontecendo há algum tempo se você considerar máquinas pensantes. Acho que essa seria a Terceira Revolução: máquinas que desvalorizam o pensamento humano". Mas tornou-se realmente profeta ao relacionar sua previsão com a nossa natureza, identificando um paradoxo do progresso: o desejo por mais tecnologia para ter menos trabalho é tão forte como a necessidade de nos sentirmos agentes e relevantes. Dois fatores que parecem ser parte da nossa essência, ou seja, estavam presente então, seguem conosco e não parecem que irão algum dia nos deixar.
Por isso a solução para os dilemas do progresso não pode ser tentar frear o avanço tecnológico, mas não negligenciar nossa inescapável natureza. Pois como diz um personagem "Sem levar em conta os desejos dos humanos, quaisquer máquinas, técnicas ou formas de organização capazes de substituir humanos economicamente realmente os substituem. (...) [mas] por natureza, os humanos não parecem capazes de ser felizes se não estiverem envolvidos em empreendimentos que os façam se sentir úteis".
https://www.cnnbrasil.com.br/colunas/daniel-barros/tecnologia/os-paradoxos-do-progresso-e-o-que-significa-ser-humano/
Com base nessa ideia, qual é o principal ponto de equilíbrio proposto pelo autor para enfrentar os dilemas do progresso?
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Os paradoxos do progresso e o que significa ser humano
Até certo ponto, não é difícil prever o futuro: basta criar cenários a partir de elementos da nossa memória. Prever é imaginar, e os blocos de construção que usamos na imaginação são feitos de registros de que recordamos. Ou seja, só conseguimos elaborar mentalmente algo desconhecidos a partir do que conhecemos, rearranjando os blocos.
O que torna as previsões difíceis são as possibilidades de rearranjo. Quanto mais complexo for o fenômeno em questão, mais difícil acertar: os muitos elementos envolvidos elevam exponencialmente as possibilidades de interconexão, complicando a tarefa. Esse é o grande desafio de prever o futuro da sociedade com a multiplicação das inteligências artificiais. A sociedade atual é extremamente complexa, com interligações muito profundas, fazendo com que o acréscimo de um fator tão inovador, como as IAs, torne qualquer previsão no máximo um chute.
No entanto, é possível arriscar alguns palpites, já que existe um aspecto presente em todos os cenários possíveis e que nunca muda muito: a natureza humana. As tecnologias podem se transformar e nos surpreender, mas se alguém fosse capaz de imaginar como nossa essência se articula com elas, poderia criar cenários plausíveis para o que quer que o futuro nos reserve.
Pois foi exatamente isso que Kurt Vonnegut fez em seu livro de estreia, em 1952, Player Piano (lançado no Brasil pela editora Intrínseca como Piano Mecânico). No romance, a terceira guerra mundial foi vencida pelos Estados Unidos da América graças à revolução tecnológica do país, que passou então a investir todo seu esforço na automatização da vida. Com isso as pessoas foram perdendo suas funções, só sobrando trabalho real para os cidadãos cujo QI − que passou a ser publicamente registrado − lhes permitia ser engenheiros. Eles cuidavam das máquinas, que cuidavam de todo o resto. Para as outras pessoas pouco sobrou: alguma coisa de serviço doméstico (embora ele fosse cada vez mais tedioso e automático), a construção de obras desnecessárias - apenas para manter os desempregados ocupados -, ou o exército, que usava armas de brinquedo já que a paz estava garantida.
O cerne da distopia (e que parece cada vez mais plausível) está na maldição de termos nossos desejos realizados. Criando máquinas que possam fazer tudo o que queremos acabamos esvaziando a experiência humana; terceirizando não apenas as tarefas, mas as próprias decisões, reduzimo-nos inadvertidamente à insignificância − a vida humana deixa de ter significado.
Numa época em que não existiam computadores pessoais, em que os transistores mal haviam sido inventados, Vonnegut imaginou o que as IAs poderiam se tornar: "Uma terceira revolução, é? De certo modo, acho que ela vem acontecendo há algum tempo se você considerar máquinas pensantes. Acho que essa seria a Terceira Revolução: máquinas que desvalorizam o pensamento humano". Mas tornou-se realmente profeta ao relacionar sua previsão com a nossa natureza, identificando um paradoxo do progresso: o desejo por mais tecnologia para ter menos trabalho é tão forte como a necessidade de nos sentirmos agentes e relevantes. Dois fatores que parecem ser parte da nossa essência, ou seja, estavam presente então, seguem conosco e não parecem que irão algum dia nos deixar.
Por isso a solução para os dilemas do progresso não pode ser tentar frear o avanço tecnológico, mas não negligenciar nossa inescapável natureza. Pois como diz um personagem "Sem levar em conta os desejos dos humanos, quaisquer máquinas, técnicas ou formas de organização capazes de substituir humanos economicamente realmente os substituem. (...) [mas] por natureza, os humanos não parecem capazes de ser felizes se não estiverem envolvidos em empreendimentos que os façam se sentir úteis".
https://www.cnnbrasil.com.br/colunas/daniel-barros/tecnologia/os-paradoxos-do-progresso-e-o-que-significa-ser-humano/
Nesse contexto, a obra de Vonnegut é apresentada como:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Os paradoxos do progresso e o que significa ser humano
Até certo ponto, não é difícil prever o futuro: basta criar cenários a partir de elementos da nossa memória. Prever é imaginar, e os blocos de construção que usamos na imaginação são feitos de registros de que recordamos. Ou seja, só conseguimos elaborar mentalmente algo desconhecidos a partir do que conhecemos, rearranjando os blocos.
O que torna as previsões difíceis são as possibilidades de rearranjo. Quanto mais complexo for o fenômeno em questão, mais difícil acertar: os muitos elementos envolvidos elevam exponencialmente as possibilidades de interconexão, complicando a tarefa. Esse é o grande desafio de prever o futuro da sociedade com a multiplicação das inteligências artificiais. A sociedade atual é extremamente complexa, com interligações muito profundas, fazendo com que o acréscimo de um fator tão inovador, como as IAs, torne qualquer previsão no máximo um chute.
No entanto, é possível arriscar alguns palpites, já que existe um aspecto presente em todos os cenários possíveis e que nunca muda muito: a natureza humana. As tecnologias podem se transformar e nos surpreender, mas se alguém fosse capaz de imaginar como nossa essência se articula com elas, poderia criar cenários plausíveis para o que quer que o futuro nos reserve.
Pois foi exatamente isso que Kurt Vonnegut fez em seu livro de estreia, em 1952, Player Piano (lançado no Brasil pela editora Intrínseca como Piano Mecânico). No romance, a terceira guerra mundial foi vencida pelos Estados Unidos da América graças à revolução tecnológica do país, que passou então a investir todo seu esforço na automatização da vida. Com isso as pessoas foram perdendo suas funções, só sobrando trabalho real para os cidadãos cujo QI − que passou a ser publicamente registrado − lhes permitia ser engenheiros. Eles cuidavam das máquinas, que cuidavam de todo o resto. Para as outras pessoas pouco sobrou: alguma coisa de serviço doméstico (embora ele fosse cada vez mais tedioso e automático), a construção de obras desnecessárias - apenas para manter os desempregados ocupados -, ou o exército, que usava armas de brinquedo já que a paz estava garantida.
O cerne da distopia (e que parece cada vez mais plausível) está na maldição de termos nossos desejos realizados. Criando máquinas que possam fazer tudo o que queremos acabamos esvaziando a experiência humana; terceirizando não apenas as tarefas, mas as próprias decisões, reduzimo-nos inadvertidamente à insignificância − a vida humana deixa de ter significado.
Numa época em que não existiam computadores pessoais, em que os transistores mal haviam sido inventados, Vonnegut imaginou o que as IAs poderiam se tornar: "Uma terceira revolução, é? De certo modo, acho que ela vem acontecendo há algum tempo se você considerar máquinas pensantes. Acho que essa seria a Terceira Revolução: máquinas que desvalorizam o pensamento humano". Mas tornou-se realmente profeta ao relacionar sua previsão com a nossa natureza, identificando um paradoxo do progresso: o desejo por mais tecnologia para ter menos trabalho é tão forte como a necessidade de nos sentirmos agentes e relevantes. Dois fatores que parecem ser parte da nossa essência, ou seja, estavam presente então, seguem conosco e não parecem que irão algum dia nos deixar.
Por isso a solução para os dilemas do progresso não pode ser tentar frear o avanço tecnológico, mas não negligenciar nossa inescapável natureza. Pois como diz um personagem "Sem levar em conta os desejos dos humanos, quaisquer máquinas, técnicas ou formas de organização capazes de substituir humanos economicamente realmente os substituem. (...) [mas] por natureza, os humanos não parecem capazes de ser felizes se não estiverem envolvidos em empreendimentos que os façam se sentir úteis".
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O último parágrafo traz uma citação de um personagem de Vonnegut, usada para reforçar a reflexão do autor sobre a condição humana.
Considerando essa passagem, qual é a mensagem central transmitida por ela?
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Os paradoxos do progresso e o que significa ser humano
Até certo ponto, não é difícil prever o futuro: basta criar cenários a partir de elementos da nossa memória. Prever é imaginar, e os blocos de construção que usamos na imaginação são feitos de registros de que recordamos. Ou seja, só conseguimos elaborar mentalmente algo desconhecidos a partir do que conhecemos, rearranjando os blocos.
O que torna as previsões difíceis são as possibilidades de rearranjo. Quanto mais complexo for o fenômeno em questão, mais difícil acertar: os muitos elementos envolvidos elevam exponencialmente as possibilidades de interconexão, complicando a tarefa. Esse é o grande desafio de prever o futuro da sociedade com a multiplicação das inteligências artificiais. A sociedade atual é extremamente complexa, com interligações muito profundas, fazendo com que o acréscimo de um fator tão inovador, como as IAs, torne qualquer previsão no máximo um chute.
No entanto, é possível arriscar alguns palpites, já que existe um aspecto presente em todos os cenários possíveis e que nunca muda muito: a natureza humana. As tecnologias podem se transformar e nos surpreender, mas se alguém fosse capaz de imaginar como nossa essência se articula com elas, poderia criar cenários plausíveis para o que quer que o futuro nos reserve.
Pois foi exatamente isso que Kurt Vonnegut fez em seu livro de estreia, em 1952, Player Piano (lançado no Brasil pela editora Intrínseca como Piano Mecânico). No romance, a terceira guerra mundial foi vencida pelos Estados Unidos da América graças à revolução tecnológica do país, que passou então a investir todo seu esforço na automatização da vida. Com isso as pessoas foram perdendo suas funções, só sobrando trabalho real para os cidadãos cujo QI − que passou a ser publicamente registrado − lhes permitia ser engenheiros. Eles cuidavam das máquinas, que cuidavam de todo o resto. Para as outras pessoas pouco sobrou: alguma coisa de serviço doméstico (embora ele fosse cada vez mais tedioso e automático), a construção de obras desnecessárias - apenas para manter os desempregados ocupados -, ou o exército, que usava armas de brinquedo já que a paz estava garantida.
O cerne da distopia (e que parece cada vez mais plausível) está na maldição de termos nossos desejos realizados. Criando máquinas que possam fazer tudo o que queremos acabamos esvaziando a experiência humana; terceirizando não apenas as tarefas, mas as próprias decisões, reduzimo-nos inadvertidamente à insignificância − a vida humana deixa de ter significado.
Numa época em que não existiam computadores pessoais, em que os transistores mal haviam sido inventados, Vonnegut imaginou o que as IAs poderiam se tornar: "Uma terceira revolução, é? De certo modo, acho que ela vem acontecendo há algum tempo se você considerar máquinas pensantes. Acho que essa seria a Terceira Revolução: máquinas que desvalorizam o pensamento humano". Mas tornou-se realmente profeta ao relacionar sua previsão com a nossa natureza, identificando um paradoxo do progresso: o desejo por mais tecnologia para ter menos trabalho é tão forte como a necessidade de nos sentirmos agentes e relevantes. Dois fatores que parecem ser parte da nossa essência, ou seja, estavam presente então, seguem conosco e não parecem que irão algum dia nos deixar.
Por isso a solução para os dilemas do progresso não pode ser tentar frear o avanço tecnológico, mas não negligenciar nossa inescapável natureza. Pois como diz um personagem "Sem levar em conta os desejos dos humanos, quaisquer máquinas, técnicas ou formas de organização capazes de substituir humanos economicamente realmente os substituem. (...) [mas] por natureza, os humanos não parecem capazes de ser felizes se não estiverem envolvidos em empreendimentos que os façam se sentir úteis".
https://www.cnnbrasil.com.br/colunas/daniel-barros/tecnologia/os-paradoxos-do-progresso-e-o-que-significa-ser-humano/
A partir dessa ideia, o que o texto sugere sobre o comportamento humano diante da tecnologia?
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Os paradoxos do progresso e o que significa ser humano
Até certo ponto, não é difícil prever o futuro: basta criar cenários a partir de elementos da nossa memória. Prever é imaginar, e os blocos de construção que usamos na imaginação são feitos de registros de que recordamos. Ou seja, só conseguimos elaborar mentalmente algo desconhecidos a partir do que conhecemos, rearranjando os blocos.
O que torna as previsões difíceis são as possibilidades de rearranjo. Quanto mais complexo for o fenômeno em questão, mais difícil acertar: os muitos elementos envolvidos elevam exponencialmente as possibilidades de interconexão, complicando a tarefa. Esse é o grande desafio de prever o futuro da sociedade com a multiplicação das inteligências artificiais. A sociedade atual é extremamente complexa, com interligações muito profundas, fazendo com que o acréscimo de um fator tão inovador, como as IAs, torne qualquer previsão no máximo um chute.
No entanto, é possível arriscar alguns palpites, já que existe um aspecto presente em todos os cenários possíveis e que nunca muda muito: a natureza humana. As tecnologias podem se transformar e nos surpreender, mas se alguém fosse capaz de imaginar como nossa essência se articula com elas, poderia criar cenários plausíveis para o que quer que o futuro nos reserve.
Pois foi exatamente isso que Kurt Vonnegut fez em seu livro de estreia, em 1952, Player Piano (lançado no Brasil pela editora Intrínseca como Piano Mecânico). No romance, a terceira guerra mundial foi vencida pelos Estados Unidos da América graças à revolução tecnológica do país, que passou então a investir todo seu esforço na automatização da vida. Com isso as pessoas foram perdendo suas funções, só sobrando trabalho real para os cidadãos cujo QI − que passou a ser publicamente registrado − lhes permitia ser engenheiros. Eles cuidavam das máquinas, que cuidavam de todo o resto. Para as outras pessoas pouco sobrou: alguma coisa de serviço doméstico (embora ele fosse cada vez mais tedioso e automático), a construção de obras desnecessárias - apenas para manter os desempregados ocupados -, ou o exército, que usava armas de brinquedo já que a paz estava garantida.
O cerne da distopia (e que parece cada vez mais plausível) está na maldição de termos nossos desejos realizados. Criando máquinas que possam fazer tudo o que queremos acabamos esvaziando a experiência humana; terceirizando não apenas as tarefas, mas as próprias decisões, reduzimo-nos inadvertidamente à insignificância − a vida humana deixa de ter significado.
Numa época em que não existiam computadores pessoais, em que os transistores mal haviam sido inventados, Vonnegut imaginou o que as IAs poderiam se tornar: "Uma terceira revolução, é? De certo modo, acho que ela vem acontecendo há algum tempo se você considerar máquinas pensantes. Acho que essa seria a Terceira Revolução: máquinas que desvalorizam o pensamento humano". Mas tornou-se realmente profeta ao relacionar sua previsão com a nossa natureza, identificando um paradoxo do progresso: o desejo por mais tecnologia para ter menos trabalho é tão forte como a necessidade de nos sentirmos agentes e relevantes. Dois fatores que parecem ser parte da nossa essência, ou seja, estavam presente então, seguem conosco e não parecem que irão algum dia nos deixar.
Por isso a solução para os dilemas do progresso não pode ser tentar frear o avanço tecnológico, mas não negligenciar nossa inescapável natureza. Pois como diz um personagem "Sem levar em conta os desejos dos humanos, quaisquer máquinas, técnicas ou formas de organização capazes de substituir humanos economicamente realmente os substituem. (...) [mas] por natureza, os humanos não parecem capazes de ser felizes se não estiverem envolvidos em empreendimentos que os façam se sentir úteis".
https://www.cnnbrasil.com.br/colunas/daniel-barros/tecnologia/os-paradoxos-do-progresso-e-o-que-significa-ser-humano/
O texto reflete sobre a dificuldade de prever o futuro, especialmente em um contexto social influenciado pelas inteligências artificiais.
Considerando essa discussão, o autor parece sugerir que o verdadeiro obstáculo das previsões tecnológicas está relacionado:
(__)- “Resiliência” tem sua significância atrelada à “residência”;
(__)- “Capacidade” é antônimo de “condição”;
(__)- Em “depósitos de cinzas”, ao alterarmos para “depósitos cinzentos” teremos o mesmo valor semântico;
(__)- “Singulares” é sinônimo de “únicas”.
Levando-se em consideração que (V) significa Verdadeiro e (F) significa Falso, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, os parênteses acima:
I- A linguagem predominante é denotativa;
II- O texto foi escrito com a intenção de persuadir o leitor, contendo, assim, dados estatísticos confiáveis;
III- A referência espacial está explícita no texto;
IV- A expressão “chaminés de fada” é uma metáfora, referindo-se ao formato das estruturas geológicas da região.
Dos itens acima:
Fonte: Kullok, 2000 apud SCHAFRANSKI, Márcia Derbli. A Educação e as Transformações da Sociedade. Publ. UEPG Ci. Hum., Ci. Soc. Apl., Ling., Letras e Artes, Ponta Grossa, 13 (2) 101-112, dez. 2005.
De acordo com o texto, assinale a alternativa que destoa do que está escrito.
Com base nessas considerações, analise as afirmativas abaixo:
I.Na frase "O sol dourava as montanhas ao amanhecer", o verbo "dourava" está empregado em sentido conotativo, pois atribui ao sol uma ação figurada de colorir poeticamente a paisagem.
II.Em "A porta do quarto estava fechada", a palavra "porta" mantém o sentido denotativo, correspondendo ao objeto físico que serve de entrada ou saída de um ambiente.
III.A expressão "A empresa atravessa uma tempestade financeira" utiliza o termo "tempestade" em sentido conotativo, representando dificuldades econômicas.
IV.Em "O rio corre lentamente pelo vale", o verbo "corre" está em sentido conotativo, pois indica movimento figurado e não literal.
V.Na frase "Meu coração bateu forte de alegria", o termo "coração" está em sentido denotativo, referindo-se apenas ao órgão físico que bombeia sangue.
Em quais afirmativas o uso das palavras está correto quanto ao reconhecimento dos sentidos denotativo e conotativo?
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Desligar uma enzima pode evitar a obesidade causada por excesso alimentar
Talvez um dos enigmas mais complexos da saúde pública contemporânea, a prevenção da obesidade foi obtida pela primeira vez em uma prova de conceito conduzida por cientistas da Universidade de Monash, na Austrália, e da Faculdade de Medicina Baylor, nos EUA.
Ao removerem uma enzima chamada CaMKK2 de células do sistema imune (macrófagos) de ratos de laboratório, os animais ficaram protegidos tanto contra a obesidade, quanto contra a resistência à insulina induzidas por dieta. O achado apresenta um alvo até então inédito para o tratamento dos distúrbios metabólicos.
Ao contrário do que muita gente pensa, a obesidade não se resume a "acumular gordura" no organismo. O processo também inclui alterações metabólicas, resistência à insulina — que faz o corpo acumular mais açúcar no sangue — e pequenas inflamações nos tecidos adiposos, no fígado e nos músculos.
Quando a pessoa ingere excesso de gordura ou açúcar, os macrófagos interpretam essa sobrecarga de nutrientes como um "perigo" ou estresse para o corpo (e é). Como são células do sistema imune, eles ativam uma inflamação local para digerir eventuais células mortas, remodelar o tecido e alertar o corpo sobre o problema.
Contudo, essa inflamação, que é protetora a curto prazo, torna-se um problema quando persiste por muito tempo, pois interfere no metabolismo da glicose e da insulina, gerando resistência e piorando a obesidade. Segundo os autores, a CaMKK2 ativa os macrófagos, ou seja, prolonga essa inflamação prejudicial.
Além de atuar como um interruptor nos macrófagos — decidindo se devem manter a inflamação ou encerrá-la —, a proteína CaMKK2 também conecta o sistema imune ao metabolismo, indicando se as células devem queimar ou armazenar combustíveis como glicose e gordura.
Para entender o papel dessa enzima na regulação da inflamação e no metabolismo corporal — quando a obesidade surge por ingestão excessiva de calorias, gordura e açúcar —, os autores criaram geneticamente ratos que não produziam a CaMKK2 nas células mieloides (originadas na medula óssea).
Divididos em dois grupos, ratos sem CaMKK2 e controles normais receberam uma dieta rica em gordura durante semanas. Em seguida, os pesquisadores avaliaram peso, gordura, gasto energético, alimentação, níveis de glicose e insulina, os tecidos adiposo e hepático, expressão gênica e metabolismo dos macrófagos.
Mesmo com a dieta hipercalórica, os roedores sem a CaMKK2 continuaram magros, pois queimaram mais energia sem reduzir o consumo alimentar. Também apresentaram baixos níveis de glicose e insulina, melhoraram a tolerância à glicose, o metabolismo dos tecidos e não acumularam gordura no fígado.
Em um comunicado, os autores explicam que, quando o gene CaMKK2 é retirado dos macrófagos, o tecido adiposo — que é na verdade um órgão que armazena gordura — passa a funcionar de maneira similar ao de pessoas metabolicamente saudáveis, ou seja, queimando energia eficientemente e sem inflamações.
https://www.cnnbrasil.com.br/saude/desligar-uma-enzima-pode-evitar-a-obesidade-causada-por-excesso-alimentar/
Com base nas informações do texto, o que o autor pretende destacar ao longo dessa explicação?
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Desligar uma enzima pode evitar a obesidade causada por excesso alimentar
Talvez um dos enigmas mais complexos da saúde pública contemporânea, a prevenção da obesidade foi obtida pela primeira vez em uma prova de conceito conduzida por cientistas da Universidade de Monash, na Austrália, e da Faculdade de Medicina Baylor, nos EUA.
Ao removerem uma enzima chamada CaMKK2 de células do sistema imune (macrófagos) de ratos de laboratório, os animais ficaram protegidos tanto contra a obesidade, quanto contra a resistência à insulina induzidas por dieta. O achado apresenta um alvo até então inédito para o tratamento dos distúrbios metabólicos.
Ao contrário do que muita gente pensa, a obesidade não se resume a "acumular gordura" no organismo. O processo também inclui alterações metabólicas, resistência à insulina — que faz o corpo acumular mais açúcar no sangue — e pequenas inflamações nos tecidos adiposos, no fígado e nos músculos.
Quando a pessoa ingere excesso de gordura ou açúcar, os macrófagos interpretam essa sobrecarga de nutrientes como um "perigo" ou estresse para o corpo (e é). Como são células do sistema imune, eles ativam uma inflamação local para digerir eventuais células mortas, remodelar o tecido e alertar o corpo sobre o problema.
Contudo, essa inflamação, que é protetora a curto prazo, torna-se um problema quando persiste por muito tempo, pois interfere no metabolismo da glicose e da insulina, gerando resistência e piorando a obesidade. Segundo os autores, a CaMKK2 ativa os macrófagos, ou seja, prolonga essa inflamação prejudicial.
Além de atuar como um interruptor nos macrófagos — decidindo se devem manter a inflamação ou encerrá-la —, a proteína CaMKK2 também conecta o sistema imune ao metabolismo, indicando se as células devem queimar ou armazenar combustíveis como glicose e gordura.
Para entender o papel dessa enzima na regulação da inflamação e no metabolismo corporal — quando a obesidade surge por ingestão excessiva de calorias, gordura e açúcar —, os autores criaram geneticamente ratos que não produziam a CaMKK2 nas células mieloides (originadas na medula óssea).
Divididos em dois grupos, ratos sem CaMKK2 e controles normais receberam uma dieta rica em gordura durante semanas. Em seguida, os pesquisadores avaliaram peso, gordura, gasto energético, alimentação, níveis de glicose e insulina, os tecidos adiposo e hepático, expressão gênica e metabolismo dos macrófagos.
Mesmo com a dieta hipercalórica, os roedores sem a CaMKK2 continuaram magros, pois queimaram mais energia sem reduzir o consumo alimentar. Também apresentaram baixos níveis de glicose e insulina, melhoraram a tolerância à glicose, o metabolismo dos tecidos e não acumularam gordura no fígado.
Em um comunicado, os autores explicam que, quando o gene CaMKK2 é retirado dos macrófagos, o tecido adiposo — que é na verdade um órgão que armazena gordura — passa a funcionar de maneira similar ao de pessoas metabolicamente saudáveis, ou seja, queimando energia eficientemente e sem inflamações.
https://www.cnnbrasil.com.br/saude/desligar-uma-enzima-pode-evitar-a-obesidade-causada-por-excesso-alimentar/
Considerando o enfoque do autor, o principal valor do estudo descrito está em: