Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q4023826 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Theia: o planeta que a Terra pode ter engolido, ajudando a formar a Lua

Na próxima vez que você observar uma Lua cheia, vale lembrar de Theia. Esse é o nome dado a um planeta hipotético que pode ter colidido com a Terra ainda jovem há cerca de quatro bilhões e quinhentos milhões de anos, liberando material que deu origem à Lua. Segundo os cientistas, sem esse evento, o satélite natural permanente da Terra talvez não existisse, o que poderia ter alterado profundamente a história da vida no planeta.
A explicação mais aceita para esse processo é a hipótese do impacto gigante. De acordo com ela, um corpo com tamanho aproximado ao de Marte colidiu com a Terra, lançando detritos suficientes para que, ao se aglomerarem, formassem a Lua. Esse acontecimento teve consequências duradouras, pois a presença do satélite ajudou a estabilizar a rotação da Terra ao longo de bilhões de anos, favorecendo a manutenção de um clima relativamente estável. Sem essa influência gravitacional, as condições climáticas e meteorológicas seriam muito mais extremas, dificultando o desenvolvimento da vida.
Estudos recentes reforçaram essa hipótese ao comparar a composição química da Terra e da Lua. Pesquisas publicadas no ano passado indicam que ambos os corpos se formaram em regiões próximas durante um período caótico da formação do Sistema Solar, o que explicaria suas semelhanças químicas. Essas conclusões foram possíveis graças à análise detalhada de amostras lunares e ao avanço das técnicas de modelagem computacional.
Antes dessas descobertas, outras teorias tentaram explicar a origem da Lua. Algumas defendiam que ela se desprendeu da Terra, enquanto outras sugeriam que foi capturada pela gravidade terrestre ou que ambos os corpos se formaram juntos. As missões espaciais que trouxeram amostras da Lua, porém, mostraram que as rochas lunares apresentam sinais de formação sob calor extremo e perda de elementos voláteis, reforçando a ideia de um impacto massivo.
Um dos principais mistérios ainda sem resposta é o destino de Theia. Ao contrário de outros impactos conhecidos, esse planeta não deixou uma cratera evidente. A explicação mais provável é que ele tivesse cerca de dez por cento da massa da Terra e tenha sido amplamente absorvido após a colisão, com parte de seu material integrando a Lua. A ausência de uma assinatura química clara de Theia pode ser explicada pelo fato de ele e a Terra terem composições muito semelhantes, por suas formações na mesma região do Sistema Solar.
Apesar dos avanços, muitas perguntas permanecem. Novas missões espaciais pretendem explorar regiões pouco estudadas da Lua e trazer amostras de áreas diferentes das já analisadas, ampliando o conhecimento sobre sua origem e evolução. Assim, embora ainda haja incertezas, a ciência indica que a Lua e a própria estabilidade do planeta devem muito a Theia e ao impacto que marcou profundamente a história do Sistema Solar.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg19kzkje2o .adaptado.
O texto apresenta explicações científicas sobre a origem da Lua a partir de diferentes hipóteses construídas ao longo do tempo, com destaque para evidências que relacionam eventos físicos iniciais a efeitos de longa duração sobre a Terra.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4023819 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Theia: o planeta que a Terra pode ter engolido, ajudando a formar a Lua

Na próxima vez que você observar uma Lua cheia, vale lembrar de Theia. Esse é o nome dado a um planeta hipotético que pode ter colidido com a Terra ainda jovem há cerca de quatro bilhões e quinhentos milhões de anos, liberando material que deu origem à Lua. Segundo os cientistas, sem esse evento, o satélite natural permanente da Terra talvez não existisse, o que poderia ter alterado profundamente a história da vida no planeta.
A explicação mais aceita para esse processo é a hipótese do impacto gigante. De acordo com ela, um corpo com tamanho aproximado ao de Marte colidiu com a Terra, lançando detritos suficientes para que, ao se aglomerarem, formassem a Lua. Esse acontecimento teve consequências duradouras, pois a presença do satélite ajudou a estabilizar a rotação da Terra ao longo de bilhões de anos, favorecendo a manutenção de um clima relativamente estável. Sem essa influência gravitacional, as condições climáticas e meteorológicas seriam muito mais extremas, dificultando o desenvolvimento da vida.
Estudos recentes reforçaram essa hipótese ao comparar a composição química da Terra e da Lua. Pesquisas publicadas no ano passado indicam que ambos os corpos se formaram em regiões próximas durante um período caótico da formação do Sistema Solar, o que explicaria suas semelhanças químicas. Essas conclusões foram possíveis graças à análise detalhada de amostras lunares e ao avanço das técnicas de modelagem computacional.
Antes dessas descobertas, outras teorias tentaram explicar a origem da Lua. Algumas defendiam que ela se desprendeu da Terra, enquanto outras sugeriam que foi capturada pela gravidade terrestre ou que ambos os corpos se formaram juntos. As missões espaciais que trouxeram amostras da Lua, porém, mostraram que as rochas lunares apresentam sinais de formação sob calor extremo e perda de elementos voláteis, reforçando a ideia de um impacto massivo.
Um dos principais mistérios ainda sem resposta é o destino de Theia. Ao contrário de outros impactos conhecidos, esse planeta não deixou uma cratera evidente. A explicação mais provável é que ele tivesse cerca de dez por cento da massa da Terra e tenha sido amplamente absorvido após a colisão, com parte de seu material integrando a Lua. A ausência de uma assinatura química clara de Theia pode ser explicada pelo fato de ele e a Terra terem composições muito semelhantes, por suas formações na mesma região do Sistema Solar.
Apesar dos avanços, muitas perguntas permanecem. Novas missões espaciais pretendem explorar regiões pouco estudadas da Lua e trazer amostras de áreas diferentes das já analisadas, ampliando o conhecimento sobre sua origem e evolução. Assim, embora ainda haja incertezas, a ciência indica que a Lua e a própria estabilidade do planeta devem muito a Theia e ao impacto que marcou profundamente a história do Sistema Solar.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg19kzkje2o .adaptado.
O texto desenvolve uma explicação científica articulando conceitos, hipóteses e evidências por meio de recursos linguísticos que asseguram continuidade referencial e progressão argumentativa.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4023776 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Vivendo em um hotel: a disputa pela transformação do maior edifício residencial do Brasil em Airbnb

Em uma tarde de sexta-feira, turistas com malas aguardam elevadores no Copan, no Centro de São Paulo, enquanto moradores e funcionários circulam com roupas de cama e toalhas. A cena lembra a rotina de um hotel, embora se trate de um edifício residencial. Moradores relatam que, em certos momentos, precisam dividir o acesso ao próprio bloco com hóspedes de curta temporada.
Projetado por Oscar Niemeyer, o Copan possui mil cento e sessenta apartamentos. Segundo a administração, mais de duzentas unidades já são destinadas ao aluguel por temporada, sobretudo via plataformas digitais. Esse número se aproxima da capacidade de hotéis de médio porte. Para parte dos residentes, a mudança alterou o perfil da vizinhança, a circulação de pessoas e a dinâmica cotidiana.
O debate sobre o tema domina assembleias e grupos de moradores, em meio à expectativa de regulamentação nacional. Após o falecimento do síndico que esteve décadas à frente do condomínio, a sucessão acentuou discussões sobre o futuro da hospedagem temporária no prédio.
Um empresário morador administra mais de uma centena de apartamentos para curta temporada, mediante comissão. Ele estruturou recepção própria e equipe dedicada ao atendimento de hóspedes, defendendo que a modalidade trouxe movimento econômico e valorização imobiliária, embora reconheça o caráter controverso do tema.
Dados oficiais indicam média inferior a um morador por apartamento, sugerindo redução da moradia permanente, associada também ao aumento dos valores de aluguel. O Copan, com cerca de cento e vinte mil metros quadrados, foi concebido nos anos 1950 para integrar as comemorações da cidade, incluindo um hotel que não chegou a ser construído. O edifício residencial começou a ser habitado no início da década de 1960.
Após período de deterioração na década de 1980, passou por revitalização e tornou-se endereço valorizado e polo cultural. A expansão dos aluguéis de curta temporada intensificou a presença de turistas, atraídos pela arquitetura e pela localização.
Moradores críticos apontam desconforto com o fluxo constante de pessoas de passagem e com episódios de barulho. A administração registra reclamações principalmente por ruídos. O empresário responsável por parte das unidades afirma adotar regras rígidas para hóspedes e compara os conflitos aos que ocorrem entre vizinhos.
No campo jurídico, não há legislação específica para a prática. Decisões judiciais divergem quanto à necessidade de previsão expressa na convenção condominial para permitir ou proibir a hospedagem temporária. Tramita no Congresso proposta que exige autorização explícita para esse tipo de uso em edifícios residenciais.
A tributação também deve mudar a partir de 2027, incidindo apenas sobre proprietários com múltiplos imóveis e faturamento anual elevado. Enquanto cidades estrangeiras adotam restrições, São Paulo busca adensar áreas centrais, gerando debate sobre o impacto da rotatividade de hóspedes na moradia efetiva.
No Copan, a administração pretende aproveitar o momento de valorização para viabilizar a reforma da fachada, estimada em dezenas de milhões de reais. Entre moradores e investidores, permanece o impasse: para alguns, a prática representa oportunidade econômica; para outros, transforma a experiência de moradia em algo semelhante à de viver em um hotel.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre2pxrw1l9o.adaptado.
O texto examina a transformação do Copan com base em dados históricos, informações administrativas e posições divergentes de moradores e gestores. Ao longo da exposição, são empregados mecanismos de coesão responsáveis por articular argumentos, retomar referentes e organizar a progressão temática.
De acordo com os mecanismos de coesão empregados no texto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4023771 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Vivendo em um hotel: a disputa pela transformação do maior edifício residencial do Brasil em Airbnb

Em uma tarde de sexta-feira, turistas com malas aguardam elevadores no Copan, no Centro de São Paulo, enquanto moradores e funcionários circulam com roupas de cama e toalhas. A cena lembra a rotina de um hotel, embora se trate de um edifício residencial. Moradores relatam que, em certos momentos, precisam dividir o acesso ao próprio bloco com hóspedes de curta temporada.
Projetado por Oscar Niemeyer, o Copan possui mil cento e sessenta apartamentos. Segundo a administração, mais de duzentas unidades já são destinadas ao aluguel por temporada, sobretudo via plataformas digitais. Esse número se aproxima da capacidade de hotéis de médio porte. Para parte dos residentes, a mudança alterou o perfil da vizinhança, a circulação de pessoas e a dinâmica cotidiana.
O debate sobre o tema domina assembleias e grupos de moradores, em meio à expectativa de regulamentação nacional. Após o falecimento do síndico que esteve décadas à frente do condomínio, a sucessão acentuou discussões sobre o futuro da hospedagem temporária no prédio.
Um empresário morador administra mais de uma centena de apartamentos para curta temporada, mediante comissão. Ele estruturou recepção própria e equipe dedicada ao atendimento de hóspedes, defendendo que a modalidade trouxe movimento econômico e valorização imobiliária, embora reconheça o caráter controverso do tema.
Dados oficiais indicam média inferior a um morador por apartamento, sugerindo redução da moradia permanente, associada também ao aumento dos valores de aluguel. O Copan, com cerca de cento e vinte mil metros quadrados, foi concebido nos anos 1950 para integrar as comemorações da cidade, incluindo um hotel que não chegou a ser construído. O edifício residencial começou a ser habitado no início da década de 1960.
Após período de deterioração na década de 1980, passou por revitalização e tornou-se endereço valorizado e polo cultural. A expansão dos aluguéis de curta temporada intensificou a presença de turistas, atraídos pela arquitetura e pela localização.
Moradores críticos apontam desconforto com o fluxo constante de pessoas de passagem e com episódios de barulho. A administração registra reclamações principalmente por ruídos. O empresário responsável por parte das unidades afirma adotar regras rígidas para hóspedes e compara os conflitos aos que ocorrem entre vizinhos.
No campo jurídico, não há legislação específica para a prática. Decisões judiciais divergem quanto à necessidade de previsão expressa na convenção condominial para permitir ou proibir a hospedagem temporária. Tramita no Congresso proposta que exige autorização explícita para esse tipo de uso em edifícios residenciais.
A tributação também deve mudar a partir de 2027, incidindo apenas sobre proprietários com múltiplos imóveis e faturamento anual elevado. Enquanto cidades estrangeiras adotam restrições, São Paulo busca adensar áreas centrais, gerando debate sobre o impacto da rotatividade de hóspedes na moradia efetiva.
No Copan, a administração pretende aproveitar o momento de valorização para viabilizar a reforma da fachada, estimada em dezenas de milhões de reais. Entre moradores e investidores, permanece o impasse: para alguns, a prática representa oportunidade econômica; para outros, transforma a experiência de moradia em algo semelhante à de viver em um hotel.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre2pxrw1l9o.adaptado.
O texto apresenta um processo de transformação funcional de um edifício tradicional, articulando dados quantitativos, memórias institucionais e percepções de moradores para construir uma leitura não linear sobre o avanço da hospedagem de curta duração.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4023708 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Vivendo em um hotel: a disputa pela transformação do maior edifício residencial do Brasil em Airbnb


Em uma tarde de sexta-feira, turistas com malas aguardam elevadores no Copan, no Centro de São Paulo, enquanto moradores e funcionários circulam com roupas de cama e toalhas. A cena lembra a rotina de um hotel, embora se trate de um edifício residencial. Moradores relatam que, em certos momentos, precisam dividir o acesso ao próprio bloco com hóspedes de curta temporada.

Projetado por Oscar Niemeyer, o Copan possui mil cento e sessenta apartamentos. Segundo a administração, mais de duzentas unidades já são destinadas ao aluguel por temporada, sobretudo via plataformas digitais. Esse número se aproxima da capacidade de hotéis de médio porte. Para parte dos residentes, a mudança alterou o perfil da vizinhança, a circulação de pessoas e a dinâmica cotidiana.

O debate sobre o tema domina assembleias e grupos de moradores, em meio à expectativa de regulamentação nacional. Após o falecimento do síndico que esteve décadas à frente do condomínio, a sucessão acentuou discussões sobre o futuro da hospedagem temporária no prédio.

Um empresário morador administra mais de uma centena de apartamentos para curta temporada, mediante comissão. Ele estruturou recepção própria e equipe dedicada ao atendimento de hóspedes, defendendo que a modalidade trouxe movimento econômico e valorização imobiliária, embora reconheça o caráter controverso do tema.

Dados oficiais indicam média inferior a um morador por apartamento, sugerindo redução da moradia permanente, associada também ao aumento dos valores de aluguel. O Copan, com cerca de cento e vinte mil metros quadrados, foi concebido nos anos 1950 para integrar as comemorações da cidade, incluindo um hotel que não chegou a ser construído. O edifício residencial começou a ser habitado no início da década de 1960.

Após período de deterioração na década de 1980, passou por revitalização e tornou-se endereço valorizado e polo cultural. A expansão dos aluguéis de curta temporada intensificou a presença de turistas, atraídos pela arquitetura e pela localização.

Moradores críticos apontam desconforto com o fluxo constante de pessoas de passagem e com episódios de barulho. A administração registra reclamações principalmente por ruídos. O empresário responsável por parte das unidades afirma adotar regras rígidas para hóspedes e compara os conflitos aos que ocorrem entre vizinhos.

No campo jurídico, não há legislação específica para a prática. Decisões judiciais divergem quanto à necessidade de previsão expressa na convenção condominial para permitir ou proibir a hospedagem temporária. Tramita no Congresso proposta que exige autorização explícita para esse tipo de uso em edifícios residenciais.

A tributação também deve mudar a partir de 2027, incidindo apenas sobre proprietários com múltiplos imóveis e faturamento anual elevado. Enquanto cidades estrangeiras adotam restrições, São Paulo busca adensar áreas centrais, gerando debate sobre o impacto da rotatividade de hóspedes na moradia efetiva.

No Copan, a administração pretende aproveitar o momento de valorização para viabilizar a reforma da fachada, estimada em dezenas de milhões de reais. Entre moradores e investidores, permanece o impasse: para alguns, a prática representa oportunidade econômica; para outros, transforma a experiência de moradia em algo semelhante à de viver em um hotel.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre2pxrw1l9o.adaptado. 
O texto apresenta um processo de transformação funcional de um edifício tradicional, articulando dados quantitativos, memórias institucionais e percepções de moradores para construir uma leitura não linear sobre o avanço da hospedagem de curta duração.

De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4023703 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Vivendo em um hotel: a disputa pela transformação do maior edifício residencial do Brasil em Airbnb


Em uma tarde de sexta-feira, turistas com malas aguardam elevadores no Copan, no Centro de São Paulo, enquanto moradores e funcionários circulam com roupas de cama e toalhas. A cena lembra a rotina de um hotel, embora se trate de um edifício residencial. Moradores relatam que, em certos momentos, precisam dividir o acesso ao próprio bloco com hóspedes de curta temporada.

Projetado por Oscar Niemeyer, o Copan possui mil cento e sessenta apartamentos. Segundo a administração, mais de duzentas unidades já são destinadas ao aluguel por temporada, sobretudo via plataformas digitais. Esse número se aproxima da capacidade de hotéis de médio porte. Para parte dos residentes, a mudança alterou o perfil da vizinhança, a circulação de pessoas e a dinâmica cotidiana.

O debate sobre o tema domina assembleias e grupos de moradores, em meio à expectativa de regulamentação nacional. Após o falecimento do síndico que esteve décadas à frente do condomínio, a sucessão acentuou discussões sobre o futuro da hospedagem temporária no prédio.

Um empresário morador administra mais de uma centena de apartamentos para curta temporada, mediante comissão. Ele estruturou recepção própria e equipe dedicada ao atendimento de hóspedes, defendendo que a modalidade trouxe movimento econômico e valorização imobiliária, embora reconheça o caráter controverso do tema.

Dados oficiais indicam média inferior a um morador por apartamento, sugerindo redução da moradia permanente, associada também ao aumento dos valores de aluguel. O Copan, com cerca de cento e vinte mil metros quadrados, foi concebido nos anos 1950 para integrar as comemorações da cidade, incluindo um hotel que não chegou a ser construído. O edifício residencial começou a ser habitado no início da década de 1960.

Após período de deterioração na década de 1980, passou por revitalização e tornou-se endereço valorizado e polo cultural. A expansão dos aluguéis de curta temporada intensificou a presença de turistas, atraídos pela arquitetura e pela localização.

Moradores críticos apontam desconforto com o fluxo constante de pessoas de passagem e com episódios de barulho. A administração registra reclamações principalmente por ruídos. O empresário responsável por parte das unidades afirma adotar regras rígidas para hóspedes e compara os conflitos aos que ocorrem entre vizinhos.

No campo jurídico, não há legislação específica para a prática. Decisões judiciais divergem quanto à necessidade de previsão expressa na convenção condominial para permitir ou proibir a hospedagem temporária. Tramita no Congresso proposta que exige autorização explícita para esse tipo de uso em edifícios residenciais.

A tributação também deve mudar a partir de 2027, incidindo apenas sobre proprietários com múltiplos imóveis e faturamento anual elevado. Enquanto cidades estrangeiras adotam restrições, São Paulo busca adensar áreas centrais, gerando debate sobre o impacto da rotatividade de hóspedes na moradia efetiva.

No Copan, a administração pretende aproveitar o momento de valorização para viabilizar a reforma da fachada, estimada em dezenas de milhões de reais. Entre moradores e investidores, permanece o impasse: para alguns, a prática representa oportunidade econômica; para outros, transforma a experiência de moradia em algo semelhante à de viver em um hotel.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre2pxrw1l9o.adaptado. 
O texto examina a transformação do Copan com base em dados históricos, informações administrativas e posições divergentes de moradores e gestores. Ao longo da exposição, são empregados mecanismos de coesão responsáveis por articular argumentos, retomar referentes e organizar a progressão temática.

De acordo com os mecanismos de coesão empregados no texto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4023660 Português
O texto seguinte servirá de base para responder às questão.


Os 'espelhos com IA' que estão mudando como cegos se veem


Lucy Edwards, criadora de conteúdo cega conhecida por falar sobre beleza e estilo, afirma que, durante muito tempo, pessoas cegas ouviram que não podiam se ver e que bastava serem bonitas por dentro. "De repente, temos acesso a informações sobre nós mesmas e sobre o mundo. Isso muda nossas vidas." A inteligência artificial, por meio de reconhecimento de imagens e processamento avançado, não apenas descreve ambientes, como também avalia, compara e sugere ajustes na aparência. Essa possibilidade altera a forma como pessoas cegas se percebem.

"Certa manhã, após enviar uma foto, recebi a resposta de que minha pele estava hidratada, mas distante do padrão de perfeição exibido em anúncios de beleza", disse uma entrevistada. "Pela primeira vez em muito tempo, senti minha insatisfação com a aparência de forma concreta." Helena Lewis-Smith, pesquisadora da Universidade de Bristol, explica que pessoas que buscam constantemente retorno sobre o corpo tendem a apresentar menor satisfação com a própria imagem. A IA agora amplia essa prática entre pessoas cegas.

A evolução é recente. Em 2017, segundo Karthik Mahadevan, CEO da Envision, as descrições geradas eram curtas e básicas. A empresa começou oferecendo leitura de textos impressos e passou a integrar modelos de IA em óculos inteligentes e assistentes digitais. Embora muitos usuários recorram à tecnologia para tarefas como ler cartas ou fazer compras, um número significativo a utiliza para se maquiar ou combinar roupas. A pergunta frequente é simples: "Como eu aparento?"

Hoje, diversos aplicativos avaliam usuários com base em padrões tradicionais de beleza, comparando-os a outras pessoas e sugerindo mudanças. Para Lucy Edwards, essa experiência é libertadora: depois de doze anos sem enxergar, ela passou a pedir detalhes ou até uma nota sobre sua aparência. No entanto, especialistas alertam que os impactos podem ser ambíguos. Sistemas de IA frequentemente reproduzem padrões de beleza ocidentais, refletindo os dados com que foram treinados.

Lewis-Smith observa que a comparação constante aumenta a pressão sobre o corpo e pode elevar os índices de ansiedade, depressão e busca por intervenções estéticas. Para pessoas cegas, o desafio é maior, pois as descrições recebidas tornam-se referência central, sem a possibilidade de conferência visual direta. Além disso, o algoritmo não considera subjetividade nem individualidade.

Em busca de respostas, uma entrevistada enviou diversas fotos à versão mais recente do ChatGPT, na tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza. As respostas, porém, revelaram limites: conceitos como "maxilar longo" permaneciam difíceis de interpretar sem contexto.

Meryl Alper, pesquisadora da Northeastern University, lembra que a imagem corporal envolve múltiplos fatores, como contexto, experiências e capacidades do corpo, elementos que a IA não capta de forma plena. Historicamente, modelos de inteligência artificial privilegiaram corpos magros, hipersexualizados e eurocêntricos, reforçando padrões restritos. Como descrevem tudo em termos estritamente visuais, podem gerar insatisfação quando falta contextualização.

Há, contudo, certo grau de controle. O modo como a pergunta é formulada altera a resposta. Mahadevan afirma que a IA aprende preferências e ajusta informações conforme o que a pessoa deseja receber. Edwards reconhece que descrições poéticas ou breves transformam sentimentos sobre si mesma, mas também admite que a ferramenta pode reforçar inseguranças ao sugerir mudanças específicas.

Outro risco são as chamadas "alucinações", quando a IA apresenta informações imprecisas como verdadeiras. Usuários relatam descrições equivocadas sobre cor de cabelo ou expressões faciais, o que pode gerar insegurança. Alguns serviços, como o Aira Explorer, oferecem verificação por agentes humanos, mas, na maioria dos casos, o "espelho textual" continua sendo produzido exclusivamente pela máquina.

Pesquisadores ressaltam que ainda há poucas investigações de grande escala sobre os impactos emocionais dessas tecnologias. Para muitas pessoas cegas, a experiência é simultaneamente empoderadora e desorientadora. Ainda assim, os ganhos são claros: a possibilidade de obter descrições detalhadas de fotos pessoais ou da internet amplia a autonomia e a sensação de pertencimento.

Para o bem ou para o mal, o espelho chegou. Agora, pessoas cegas precisam aprender a conviver com aquilo que ele revela e com as implicações de ver a si mesmas por meio da inteligência artificial.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgxpe0z4nwo.adaptado.
O texto examina o impacto da inteligência artificial na construção da autoimagem de pessoas cegas, articulando relatos individuais, dados tecnológicos e análises acadêmicas para evidenciar uma transformação que envolve simultaneamente ampliação de autonomia e novos riscos simbólicos.

De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4023657 Português
O texto seguinte servirá de base para responder às questão.


Os 'espelhos com IA' que estão mudando como cegos se veem


Lucy Edwards, criadora de conteúdo cega conhecida por falar sobre beleza e estilo, afirma que, durante muito tempo, pessoas cegas ouviram que não podiam se ver e que bastava serem bonitas por dentro. "De repente, temos acesso a informações sobre nós mesmas e sobre o mundo. Isso muda nossas vidas." A inteligência artificial, por meio de reconhecimento de imagens e processamento avançado, não apenas descreve ambientes, como também avalia, compara e sugere ajustes na aparência. Essa possibilidade altera a forma como pessoas cegas se percebem.

"Certa manhã, após enviar uma foto, recebi a resposta de que minha pele estava hidratada, mas distante do padrão de perfeição exibido em anúncios de beleza", disse uma entrevistada. "Pela primeira vez em muito tempo, senti minha insatisfação com a aparência de forma concreta." Helena Lewis-Smith, pesquisadora da Universidade de Bristol, explica que pessoas que buscam constantemente retorno sobre o corpo tendem a apresentar menor satisfação com a própria imagem. A IA agora amplia essa prática entre pessoas cegas.

A evolução é recente. Em 2017, segundo Karthik Mahadevan, CEO da Envision, as descrições geradas eram curtas e básicas. A empresa começou oferecendo leitura de textos impressos e passou a integrar modelos de IA em óculos inteligentes e assistentes digitais. Embora muitos usuários recorram à tecnologia para tarefas como ler cartas ou fazer compras, um número significativo a utiliza para se maquiar ou combinar roupas. A pergunta frequente é simples: "Como eu aparento?"

Hoje, diversos aplicativos avaliam usuários com base em padrões tradicionais de beleza, comparando-os a outras pessoas e sugerindo mudanças. Para Lucy Edwards, essa experiência é libertadora: depois de doze anos sem enxergar, ela passou a pedir detalhes ou até uma nota sobre sua aparência. No entanto, especialistas alertam que os impactos podem ser ambíguos. Sistemas de IA frequentemente reproduzem padrões de beleza ocidentais, refletindo os dados com que foram treinados.

Lewis-Smith observa que a comparação constante aumenta a pressão sobre o corpo e pode elevar os índices de ansiedade, depressão e busca por intervenções estéticas. Para pessoas cegas, o desafio é maior, pois as descrições recebidas tornam-se referência central, sem a possibilidade de conferência visual direta. Além disso, o algoritmo não considera subjetividade nem individualidade.

Em busca de respostas, uma entrevistada enviou diversas fotos à versão mais recente do ChatGPT, na tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza. As respostas, porém, revelaram limites: conceitos como "maxilar longo" permaneciam difíceis de interpretar sem contexto.

Meryl Alper, pesquisadora da Northeastern University, lembra que a imagem corporal envolve múltiplos fatores, como contexto, experiências e capacidades do corpo, elementos que a IA não capta de forma plena. Historicamente, modelos de inteligência artificial privilegiaram corpos magros, hipersexualizados e eurocêntricos, reforçando padrões restritos. Como descrevem tudo em termos estritamente visuais, podem gerar insatisfação quando falta contextualização.

Há, contudo, certo grau de controle. O modo como a pergunta é formulada altera a resposta. Mahadevan afirma que a IA aprende preferências e ajusta informações conforme o que a pessoa deseja receber. Edwards reconhece que descrições poéticas ou breves transformam sentimentos sobre si mesma, mas também admite que a ferramenta pode reforçar inseguranças ao sugerir mudanças específicas.

Outro risco são as chamadas "alucinações", quando a IA apresenta informações imprecisas como verdadeiras. Usuários relatam descrições equivocadas sobre cor de cabelo ou expressões faciais, o que pode gerar insegurança. Alguns serviços, como o Aira Explorer, oferecem verificação por agentes humanos, mas, na maioria dos casos, o "espelho textual" continua sendo produzido exclusivamente pela máquina.

Pesquisadores ressaltam que ainda há poucas investigações de grande escala sobre os impactos emocionais dessas tecnologias. Para muitas pessoas cegas, a experiência é simultaneamente empoderadora e desorientadora. Ainda assim, os ganhos são claros: a possibilidade de obter descrições detalhadas de fotos pessoais ou da internet amplia a autonomia e a sensação de pertencimento.

Para o bem ou para o mal, o espelho chegou. Agora, pessoas cegas precisam aprender a conviver com aquilo que ele revela e com as implicações de ver a si mesmas por meio da inteligência artificial.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgxpe0z4nwo.adaptado.
O texto articula relato experiencial, exposição de dados técnicos e manifestações de especialistas, estruturando-se a partir de informações factuais combinadas com análise interpretativa e inserções de discurso direto.

De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4023656 Português
O texto seguinte servirá de base para responder às questão.


Os 'espelhos com IA' que estão mudando como cegos se veem


Lucy Edwards, criadora de conteúdo cega conhecida por falar sobre beleza e estilo, afirma que, durante muito tempo, pessoas cegas ouviram que não podiam se ver e que bastava serem bonitas por dentro. "De repente, temos acesso a informações sobre nós mesmas e sobre o mundo. Isso muda nossas vidas." A inteligência artificial, por meio de reconhecimento de imagens e processamento avançado, não apenas descreve ambientes, como também avalia, compara e sugere ajustes na aparência. Essa possibilidade altera a forma como pessoas cegas se percebem.

"Certa manhã, após enviar uma foto, recebi a resposta de que minha pele estava hidratada, mas distante do padrão de perfeição exibido em anúncios de beleza", disse uma entrevistada. "Pela primeira vez em muito tempo, senti minha insatisfação com a aparência de forma concreta." Helena Lewis-Smith, pesquisadora da Universidade de Bristol, explica que pessoas que buscam constantemente retorno sobre o corpo tendem a apresentar menor satisfação com a própria imagem. A IA agora amplia essa prática entre pessoas cegas.

A evolução é recente. Em 2017, segundo Karthik Mahadevan, CEO da Envision, as descrições geradas eram curtas e básicas. A empresa começou oferecendo leitura de textos impressos e passou a integrar modelos de IA em óculos inteligentes e assistentes digitais. Embora muitos usuários recorram à tecnologia para tarefas como ler cartas ou fazer compras, um número significativo a utiliza para se maquiar ou combinar roupas. A pergunta frequente é simples: "Como eu aparento?"

Hoje, diversos aplicativos avaliam usuários com base em padrões tradicionais de beleza, comparando-os a outras pessoas e sugerindo mudanças. Para Lucy Edwards, essa experiência é libertadora: depois de doze anos sem enxergar, ela passou a pedir detalhes ou até uma nota sobre sua aparência. No entanto, especialistas alertam que os impactos podem ser ambíguos. Sistemas de IA frequentemente reproduzem padrões de beleza ocidentais, refletindo os dados com que foram treinados.

Lewis-Smith observa que a comparação constante aumenta a pressão sobre o corpo e pode elevar os índices de ansiedade, depressão e busca por intervenções estéticas. Para pessoas cegas, o desafio é maior, pois as descrições recebidas tornam-se referência central, sem a possibilidade de conferência visual direta. Além disso, o algoritmo não considera subjetividade nem individualidade.

Em busca de respostas, uma entrevistada enviou diversas fotos à versão mais recente do ChatGPT, na tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza. As respostas, porém, revelaram limites: conceitos como "maxilar longo" permaneciam difíceis de interpretar sem contexto.

Meryl Alper, pesquisadora da Northeastern University, lembra que a imagem corporal envolve múltiplos fatores, como contexto, experiências e capacidades do corpo, elementos que a IA não capta de forma plena. Historicamente, modelos de inteligência artificial privilegiaram corpos magros, hipersexualizados e eurocêntricos, reforçando padrões restritos. Como descrevem tudo em termos estritamente visuais, podem gerar insatisfação quando falta contextualização.

Há, contudo, certo grau de controle. O modo como a pergunta é formulada altera a resposta. Mahadevan afirma que a IA aprende preferências e ajusta informações conforme o que a pessoa deseja receber. Edwards reconhece que descrições poéticas ou breves transformam sentimentos sobre si mesma, mas também admite que a ferramenta pode reforçar inseguranças ao sugerir mudanças específicas.

Outro risco são as chamadas "alucinações", quando a IA apresenta informações imprecisas como verdadeiras. Usuários relatam descrições equivocadas sobre cor de cabelo ou expressões faciais, o que pode gerar insegurança. Alguns serviços, como o Aira Explorer, oferecem verificação por agentes humanos, mas, na maioria dos casos, o "espelho textual" continua sendo produzido exclusivamente pela máquina.

Pesquisadores ressaltam que ainda há poucas investigações de grande escala sobre os impactos emocionais dessas tecnologias. Para muitas pessoas cegas, a experiência é simultaneamente empoderadora e desorientadora. Ainda assim, os ganhos são claros: a possibilidade de obter descrições detalhadas de fotos pessoais ou da internet amplia a autonomia e a sensação de pertencimento.

Para o bem ou para o mal, o espelho chegou. Agora, pessoas cegas precisam aprender a conviver com aquilo que ele revela e com as implicações de ver a si mesmas por meio da inteligência artificial.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgxpe0z4nwo.adaptado.
O texto articula terminologia técnica relacionada à inteligência artificial, depoimentos em discurso direto e referências acadêmicas, mantendo regularidade estrutural e unidade de registro ao longo do desenvolvimento argumentativo.

De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4023616 Português

Por que uma coleção de mapas é chamada de Atlas



    O nome “atlas” vem de Atlas, um titã da mitologia grega, filho de Urano (Céu) e Gaia (Terra). Ele lutou contra os deuses e, como castigo, Zeus o obrigou a carregar os céus para sempre nos ombros. Com o tempo, artistas passaram a desenhá-lo segurando o globo terrestre, e essa imagem começou a aparecer em livros de mapas desde a Antiguidade.


    Em 1595, o cartógrafo flamengo Gerardus Mercator publicou um livro que tinha o nome Atlas na capa, reunindo mapas e ideias sobre o mundo. Além da imagem mitológica, Mercator considerava Atlas um símbolo de conhecimento geográfico e astronômico. Foi assim que “Atlas” passou a significar qualquer coleção de mapas geográficos, históricos ou temáticos.


    O nome do Oceano Atlântico também vem de Atlas, assim como o lendário reino de Atlântida, ilha que teria desaparecido e que foi descrita pelo filósofo Platão. Aqui cabe uma observação: Platão afirma que o primeiro rei de Atlântida foi Atlas, não o titã, mas um mortal, filho do deus Poseidon com uma mulher humana chamada Cito. Ao batizar a ilha de Atlântida e seu rei de Atlas, Platão registra essa homenagem ligada ao titã Atlas, mesmo sem dizer explicitamente que se trata do mesmo personagem.


    Além disso, nossa primeira vértebra cervical (C1) ganhou também o nome de Atlas porque suporta o peso da cabeça.



Fonte: Guia dos Curiosos. Adaptado.

Na frase “[...] Zeus o obrigou a carregar os céus para sempre nos ombros.” (1º parágrafo), o trecho sublinhado tem sentido:
Alternativas
Q4023615 Português

Por que uma coleção de mapas é chamada de Atlas



    O nome “atlas” vem de Atlas, um titã da mitologia grega, filho de Urano (Céu) e Gaia (Terra). Ele lutou contra os deuses e, como castigo, Zeus o obrigou a carregar os céus para sempre nos ombros. Com o tempo, artistas passaram a desenhá-lo segurando o globo terrestre, e essa imagem começou a aparecer em livros de mapas desde a Antiguidade.


    Em 1595, o cartógrafo flamengo Gerardus Mercator publicou um livro que tinha o nome Atlas na capa, reunindo mapas e ideias sobre o mundo. Além da imagem mitológica, Mercator considerava Atlas um símbolo de conhecimento geográfico e astronômico. Foi assim que “Atlas” passou a significar qualquer coleção de mapas geográficos, históricos ou temáticos.


    O nome do Oceano Atlântico também vem de Atlas, assim como o lendário reino de Atlântida, ilha que teria desaparecido e que foi descrita pelo filósofo Platão. Aqui cabe uma observação: Platão afirma que o primeiro rei de Atlântida foi Atlas, não o titã, mas um mortal, filho do deus Poseidon com uma mulher humana chamada Cito. Ao batizar a ilha de Atlântida e seu rei de Atlas, Platão registra essa homenagem ligada ao titã Atlas, mesmo sem dizer explicitamente que se trata do mesmo personagem.


    Além disso, nossa primeira vértebra cervical (C1) ganhou também o nome de Atlas porque suporta o peso da cabeça.



Fonte: Guia dos Curiosos. Adaptado.

Considerando o trecho abaixo, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.



Platão afirma que o primeiro rei de Atlântida foi Atlas, não o titã, mas um mortal, filho do deus Poseidon com uma mulher humana chamada Cito (3º parágrafo).



( ) A expressão “mulher humana” não é considerada redundante pois o trecho se trata de figuras sobrehumanas.


( ) A palavra “mortal” poderia ser substituída por “fatal” sem alterar o sentido da frase.


( ) A palavra “deus” deveria estar grafada com inicial maiúscula por se tratar de um substantivo próprio. 

Alternativas
Q4023613 Português

Por que uma coleção de mapas é chamada de Atlas



    O nome “atlas” vem de Atlas, um titã da mitologia grega, filho de Urano (Céu) e Gaia (Terra). Ele lutou contra os deuses e, como castigo, Zeus o obrigou a carregar os céus para sempre nos ombros. Com o tempo, artistas passaram a desenhá-lo segurando o globo terrestre, e essa imagem começou a aparecer em livros de mapas desde a Antiguidade.


    Em 1595, o cartógrafo flamengo Gerardus Mercator publicou um livro que tinha o nome Atlas na capa, reunindo mapas e ideias sobre o mundo. Além da imagem mitológica, Mercator considerava Atlas um símbolo de conhecimento geográfico e astronômico. Foi assim que “Atlas” passou a significar qualquer coleção de mapas geográficos, históricos ou temáticos.


    O nome do Oceano Atlântico também vem de Atlas, assim como o lendário reino de Atlântida, ilha que teria desaparecido e que foi descrita pelo filósofo Platão. Aqui cabe uma observação: Platão afirma que o primeiro rei de Atlântida foi Atlas, não o titã, mas um mortal, filho do deus Poseidon com uma mulher humana chamada Cito. Ao batizar a ilha de Atlântida e seu rei de Atlas, Platão registra essa homenagem ligada ao titã Atlas, mesmo sem dizer explicitamente que se trata do mesmo personagem.


    Além disso, nossa primeira vértebra cervical (C1) ganhou também o nome de Atlas porque suporta o peso da cabeça.



Fonte: Guia dos Curiosos. Adaptado.

De acordo com o texto, a origem do nome “atlas” aplicado a coleções de mapas está relacionada à:

Alternativas
Q4023565 Português
Theia: o planeta que a Terra pode ter engolido, ajudando a formar a Lua


Na próxima vez que você observar uma Lua cheia, vale lembrar de Theia. Esse é o nome dado a um planeta hipotético que pode ter colidido com a Terra ainda jovem há cerca de quatro bilhões e quinhentos milhões de anos, liberando material que deu origem à Lua. Segundo os cientistas, sem esse evento, o satélite natural permanente da Terra talvez não existisse, o que poderia ter alterado profundamente a história da vida no planeta.


A explicação mais aceita para esse processo é a hipótese do impacto gigante. De acordo com ela, um corpo com tamanho aproximado ao de Marte colidiu com a Terra, lançando detritos suficientes para que, ao se aglomerarem, formassem a Lua. Esse acontecimento teve consequências duradouras, pois a presença do satélite ajudou a estabilizar a rotação da Terra ao longo de bilhões de anos, favorecendo a manutenção de um clima relativamente estável. Sem essa influência gravitacional, as condições climáticas e meteorológicas seriam muito mais extremas, dificultando o desenvolvimento da vida.


Estudos recentes reforçaram essa hipótese ao comparar a composição química da Terra e da Lua. Pesquisas publicadas no ano passado indicam que ambos os corpos se formaram em regiões próximas durante um período caótico da formação do Sistema Solar, o que explicaria suas semelhanças químicas. Essas conclusões foram possíveis graças à análise detalhada de amostras lunares e ao avanço das técnicas de modelagem computacional.


Antes dessas descobertas, outras teorias tentaram explicar a origem da Lua. Algumas defendiam que ela se desprendeu da Terra, enquanto outras sugeriam que foi capturada pela gravidade terrestre ou que ambos os corpos se formaram juntos. As missões espaciais que trouxeram amostras da Lua, porém, mostraram que as rochas lunares apresentam sinais de formação sob calor extremo e perda de elementos voláteis, reforçando a ideia de um impacto massivo.


Um dos principais mistérios ainda sem resposta é o destino de Theia. Ao contrário de outros impactos conhecidos, esse planeta não deixou uma cratera evidente. A explicação mais provável é que ele tivesse cerca de dez por cento da massa da Terra e tenha sido amplamente absorvido após a colisão, com parte de seu material integrando a Lua. A ausência de uma assinatura química clara de Theia pode ser explicada pelo fato de ele e a Terra terem composições muito semelhantes, por suas formações na mesma região do Sistema Solar.


Apesar dos avanços, muitas perguntas permanecem. Novas missões espaciais pretendem explorar regiões pouco estudadas da Lua e trazer amostras de áreas diferentes das já analisadas, ampliando o conhecimento sobre sua origem e evolução. Assim, embora ainda haja incertezas, a ciência indica que a Lua e a própria estabilidade do planeta devem muito a Theia e ao impacto que marcou profundamente a história do Sistema Solar.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg19kzkje2o .adaptado.
O texto aborda aspectos explicativos e interpretativos sobre a formação da Lua, destacando tanto as evidências científicas disponíveis quanto os limites atuais do conhecimento sobre esse processo.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4023563 Português
Theia: o planeta que a Terra pode ter engolido, ajudando a formar a Lua


Na próxima vez que você observar uma Lua cheia, vale lembrar de Theia. Esse é o nome dado a um planeta hipotético que pode ter colidido com a Terra ainda jovem há cerca de quatro bilhões e quinhentos milhões de anos, liberando material que deu origem à Lua. Segundo os cientistas, sem esse evento, o satélite natural permanente da Terra talvez não existisse, o que poderia ter alterado profundamente a história da vida no planeta.


A explicação mais aceita para esse processo é a hipótese do impacto gigante. De acordo com ela, um corpo com tamanho aproximado ao de Marte colidiu com a Terra, lançando detritos suficientes para que, ao se aglomerarem, formassem a Lua. Esse acontecimento teve consequências duradouras, pois a presença do satélite ajudou a estabilizar a rotação da Terra ao longo de bilhões de anos, favorecendo a manutenção de um clima relativamente estável. Sem essa influência gravitacional, as condições climáticas e meteorológicas seriam muito mais extremas, dificultando o desenvolvimento da vida.


Estudos recentes reforçaram essa hipótese ao comparar a composição química da Terra e da Lua. Pesquisas publicadas no ano passado indicam que ambos os corpos se formaram em regiões próximas durante um período caótico da formação do Sistema Solar, o que explicaria suas semelhanças químicas. Essas conclusões foram possíveis graças à análise detalhada de amostras lunares e ao avanço das técnicas de modelagem computacional.


Antes dessas descobertas, outras teorias tentaram explicar a origem da Lua. Algumas defendiam que ela se desprendeu da Terra, enquanto outras sugeriam que foi capturada pela gravidade terrestre ou que ambos os corpos se formaram juntos. As missões espaciais que trouxeram amostras da Lua, porém, mostraram que as rochas lunares apresentam sinais de formação sob calor extremo e perda de elementos voláteis, reforçando a ideia de um impacto massivo.


Um dos principais mistérios ainda sem resposta é o destino de Theia. Ao contrário de outros impactos conhecidos, esse planeta não deixou uma cratera evidente. A explicação mais provável é que ele tivesse cerca de dez por cento da massa da Terra e tenha sido amplamente absorvido após a colisão, com parte de seu material integrando a Lua. A ausência de uma assinatura química clara de Theia pode ser explicada pelo fato de ele e a Terra terem composições muito semelhantes, por suas formações na mesma região do Sistema Solar.


Apesar dos avanços, muitas perguntas permanecem. Novas missões espaciais pretendem explorar regiões pouco estudadas da Lua e trazer amostras de áreas diferentes das já analisadas, ampliando o conhecimento sobre sua origem e evolução. Assim, embora ainda haja incertezas, a ciência indica que a Lua e a própria estabilidade do planeta devem muito a Theia e ao impacto que marcou profundamente a história do Sistema Solar.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg19kzkje2o .adaptado.
O texto apresenta explicações científicas sobre a origem da Lua a partir de diferentes hipóteses construídas ao longo do tempo, com destaque para evidências que relacionam eventos físicos iniciais a efeitos de longa duração sobre a Terra.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4023549 Português

Transcreve-se a seguir um pensamento de Montesquieu, citado na obra Ética para meu filho (SAVATER, 1993, p. 169):


"Se eu soubesse algo que me fosse útil e que fosse prejudicial à minha família, expulsá-lo-ia de meu espírito. Se eu soubesse algo útil à minha família que não o fosse à minha pátria, tentaria esquecê-lo. Se eu soubesse algo útil à minha pátria que fosse prejudicial à Europa, ou que fosse útil à Europa e prejudicial ao gênero humano, considerá-lo-ia um crime, pois sou necessariamente homem, ao passo que sou francês por mera casualidade."


Montesquieu


A partir da reflexão apresentada no texto, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4023521 Português

As compras regulares para a casa fazem parte da rotina de quase todos, mas ainda assim podem ser complicadas, principalmente na hora de escolher alimentos saudáveis. Seguem dicas para que você acerte na hora de ir às compras. Acompanhe!


1. Faça uma lista de compras.


2. Verifique a validade dos produtos.


3. Escolha o dia e o horário de fazer compras.


4. Coloque verduras, legumes e frutas no topo da lista.


5. Escolha carnes magras e peixes frescos ou congelados.


6. Prefira grãos integrais, feijão, lentilha e ovos.


Boas compras!


De acordo com os gêneros textuais, em relação às sugestões para as compras de casa, é CORRETO afirmar que se trata de um texto predominante:

Alternativas
Q4023520 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como os conservantes na sua comida afetam as importantes bactérias do intestino?


Dentro de todos nós, existe uma comunidade fervilhante composta por trilhões de células que influenciam inúmeros aspectos da nossa saúde. Nós a chamamos de microbiota.


"Você pode comparar a diversidade intestinal a uma floresta", explica a epidemiologista nutricional Melissa Lane, da Universidade Deakin, na Austrália.


"Quanto mais micróbios você tiver na sua floresta, de mais tipos diferentes, maior será a sua resiliência a eventuais perturbações."


A ciência confirmou há muito tempo que a microbiota diversa e saudável é fundamental para o nosso bem-estar em geral. Afinal, ela influencia de tudo, do nosso humor ao metabolismo e até o nosso cérebro.


As pessoas com menor diversidade bacteriana no intestino são mais propensas a enfrentar problemas do sono, baixa saúde intestinal e maiores inflamações. Já a alta diversidade chega a ser relacionada à longevidade.


"É todo um ecossistema", explica a professora de nutrição Sarah Berry, do King's College de Londres. "É como um órgão a mais que temos no nosso corpo."


Mas existem evidências de que alguns dos alimentos que consumimos regularmente podem desestabilizar esse ecossistema. Os ultraprocessados, particularmente, podem prejudicar e alterar os micróbios intestinais.


Um dos motivos é cada vez mais atribuído aos numerosos aditivos presentes nesses alimentos, o que nos leva a imaginar o que eles fazem com o nosso intestino.


Se você observar qualquer lista de ingredientes na próxima vez em que for ao supermercado, irá rapidamente notar quantos emulsificantes alimentares, adoçantes artificiais e corantes alimentícios são adicionados à nossa comida.


Eles fazem de tudo, desde melhorar o sabor dos alimentos ou fazer com que eles fiquem mais crocantes, até alterar a textura e conservá-los por mais tempo.


Comprei recentemente uma salada de frango aparentemente "saudável", que continha um aditivo de alto risco, segundo um aplicativo que uso para avaliar a qualidade nutricional dos alimentos.


Ela incluía diversos emulsificantes, substâncias que permitem a mistura de óleos e água, comumente encontrados em alimentos ultraprocessados.


A textura do seu sorvete favorito, que derrete na boca, se deve aos emulsificantes. Eles também estendem o prazo de validade dos alimentos.


Os emulsificantes ajudam o pão do supermercado a ficar mais tempo macio e explicam por que o bolo comprado na loja permanece úmido por mais tempo que o feito em casa.


Eles são extremamente frequentes. Uma análise encontrou 6.640 produtos alimentícios contendo emulsificantes nos supermercados britânicos. Este número representa cerca da metade dos produtos analisados.


Evidências indicam que estes aditivos podem prejudicar a nossa microbiota intestinal. Eles foram relacionados à doença inflamatória intestinal, síndrome do intestino irritável e câncer colorretal.


Pesquisas conduzidas em animais e seres humanos aparentemente indicam uma relação direta entre os emulsificantes e problemas de saúde.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yr5

Considerando o texto, analise as afirmativas a seguir e marque com V, as verdadeiras, e com F, as falsas.



(__) Especialistas consideram a microbiota um ecossistema complexo, quase como um órgão adicional no corpo humano.


(__) Pesquisas em animais e humanos indicam ligação entre emulsificantes e problemas de saúde.


(__) Cuidar da microbiota é fundamental para a saúde geral, o que implica escolhas alimentares mais conscientes.


(__) A microbiota influencia diversos aspectos da saúde, incluindo humor, metabolismo, sono e função cerebral.



A sequência que preenche CORRETAMENTE os itens acima, de cima para baixo, é: 

Alternativas
Q4023519 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como os conservantes na sua comida afetam as importantes bactérias do intestino?


Dentro de todos nós, existe uma comunidade fervilhante composta por trilhões de células que influenciam inúmeros aspectos da nossa saúde. Nós a chamamos de microbiota.


"Você pode comparar a diversidade intestinal a uma floresta", explica a epidemiologista nutricional Melissa Lane, da Universidade Deakin, na Austrália.


"Quanto mais micróbios você tiver na sua floresta, de mais tipos diferentes, maior será a sua resiliência a eventuais perturbações."


A ciência confirmou há muito tempo que a microbiota diversa e saudável é fundamental para o nosso bem-estar em geral. Afinal, ela influencia de tudo, do nosso humor ao metabolismo e até o nosso cérebro.


As pessoas com menor diversidade bacteriana no intestino são mais propensas a enfrentar problemas do sono, baixa saúde intestinal e maiores inflamações. Já a alta diversidade chega a ser relacionada à longevidade.


"É todo um ecossistema", explica a professora de nutrição Sarah Berry, do King's College de Londres. "É como um órgão a mais que temos no nosso corpo."


Mas existem evidências de que alguns dos alimentos que consumimos regularmente podem desestabilizar esse ecossistema. Os ultraprocessados, particularmente, podem prejudicar e alterar os micróbios intestinais.


Um dos motivos é cada vez mais atribuído aos numerosos aditivos presentes nesses alimentos, o que nos leva a imaginar o que eles fazem com o nosso intestino.


Se você observar qualquer lista de ingredientes na próxima vez em que for ao supermercado, irá rapidamente notar quantos emulsificantes alimentares, adoçantes artificiais e corantes alimentícios são adicionados à nossa comida.


Eles fazem de tudo, desde melhorar o sabor dos alimentos ou fazer com que eles fiquem mais crocantes, até alterar a textura e conservá-los por mais tempo.


Comprei recentemente uma salada de frango aparentemente "saudável", que continha um aditivo de alto risco, segundo um aplicativo que uso para avaliar a qualidade nutricional dos alimentos.


Ela incluía diversos emulsificantes, substâncias que permitem a mistura de óleos e água, comumente encontrados em alimentos ultraprocessados.


A textura do seu sorvete favorito, que derrete na boca, se deve aos emulsificantes. Eles também estendem o prazo de validade dos alimentos.


Os emulsificantes ajudam o pão do supermercado a ficar mais tempo macio e explicam por que o bolo comprado na loja permanece úmido por mais tempo que o feito em casa.


Eles são extremamente frequentes. Uma análise encontrou 6.640 produtos alimentícios contendo emulsificantes nos supermercados britânicos. Este número representa cerca da metade dos produtos analisados.


Evidências indicam que estes aditivos podem prejudicar a nossa microbiota intestinal. Eles foram relacionados à doença inflamatória intestinal, síndrome do intestino irritável e câncer colorretal.


Pesquisas conduzidas em animais e seres humanos aparentemente indicam uma relação direta entre os emulsificantes e problemas de saúde.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yr5

"Um dos motivos é cada vez mais atribuído aos numerosos aditivos presentes nesses alimentos, o que nos leva a imaginar o que eles fazem com o nosso intestino."


Identifique a alternativa que indica de forma CORRETA o uso da expressão 'um dos motivos'. 

Alternativas
Q4023518 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como os conservantes na sua comida afetam as importantes bactérias do intestino?


Dentro de todos nós, existe uma comunidade fervilhante composta por trilhões de células que influenciam inúmeros aspectos da nossa saúde. Nós a chamamos de microbiota.


"Você pode comparar a diversidade intestinal a uma floresta", explica a epidemiologista nutricional Melissa Lane, da Universidade Deakin, na Austrália.


"Quanto mais micróbios você tiver na sua floresta, de mais tipos diferentes, maior será a sua resiliência a eventuais perturbações."


A ciência confirmou há muito tempo que a microbiota diversa e saudável é fundamental para o nosso bem-estar em geral. Afinal, ela influencia de tudo, do nosso humor ao metabolismo e até o nosso cérebro.


As pessoas com menor diversidade bacteriana no intestino são mais propensas a enfrentar problemas do sono, baixa saúde intestinal e maiores inflamações. Já a alta diversidade chega a ser relacionada à longevidade.


"É todo um ecossistema", explica a professora de nutrição Sarah Berry, do King's College de Londres. "É como um órgão a mais que temos no nosso corpo."


Mas existem evidências de que alguns dos alimentos que consumimos regularmente podem desestabilizar esse ecossistema. Os ultraprocessados, particularmente, podem prejudicar e alterar os micróbios intestinais.


Um dos motivos é cada vez mais atribuído aos numerosos aditivos presentes nesses alimentos, o que nos leva a imaginar o que eles fazem com o nosso intestino.


Se você observar qualquer lista de ingredientes na próxima vez em que for ao supermercado, irá rapidamente notar quantos emulsificantes alimentares, adoçantes artificiais e corantes alimentícios são adicionados à nossa comida.


Eles fazem de tudo, desde melhorar o sabor dos alimentos ou fazer com que eles fiquem mais crocantes, até alterar a textura e conservá-los por mais tempo.


Comprei recentemente uma salada de frango aparentemente "saudável", que continha um aditivo de alto risco, segundo um aplicativo que uso para avaliar a qualidade nutricional dos alimentos.


Ela incluía diversos emulsificantes, substâncias que permitem a mistura de óleos e água, comumente encontrados em alimentos ultraprocessados.


A textura do seu sorvete favorito, que derrete na boca, se deve aos emulsificantes. Eles também estendem o prazo de validade dos alimentos.


Os emulsificantes ajudam o pão do supermercado a ficar mais tempo macio e explicam por que o bolo comprado na loja permanece úmido por mais tempo que o feito em casa.


Eles são extremamente frequentes. Uma análise encontrou 6.640 produtos alimentícios contendo emulsificantes nos supermercados britânicos. Este número representa cerca da metade dos produtos analisados.


Evidências indicam que estes aditivos podem prejudicar a nossa microbiota intestinal. Eles foram relacionados à doença inflamatória intestinal, síndrome do intestino irritável e câncer colorretal.


Pesquisas conduzidas em animais e seres humanos aparentemente indicam uma relação direta entre os emulsificantes e problemas de saúde.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yr5

"Mas existem evidências de que alguns dos alimentos que consumimos regularmente podem desestabilizar esse ecossistema."


Identifique a alternativa que apresenta de forma INCORRETA a substituição da palavra 'desestabilizar'. 

Alternativas
Q4023517 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como os conservantes na sua comida afetam as importantes bactérias do intestino?


Dentro de todos nós, existe uma comunidade fervilhante composta por trilhões de células que influenciam inúmeros aspectos da nossa saúde. Nós a chamamos de microbiota.


"Você pode comparar a diversidade intestinal a uma floresta", explica a epidemiologista nutricional Melissa Lane, da Universidade Deakin, na Austrália.


"Quanto mais micróbios você tiver na sua floresta, de mais tipos diferentes, maior será a sua resiliência a eventuais perturbações."


A ciência confirmou há muito tempo que a microbiota diversa e saudável é fundamental para o nosso bem-estar em geral. Afinal, ela influencia de tudo, do nosso humor ao metabolismo e até o nosso cérebro.


As pessoas com menor diversidade bacteriana no intestino são mais propensas a enfrentar problemas do sono, baixa saúde intestinal e maiores inflamações. Já a alta diversidade chega a ser relacionada à longevidade.


"É todo um ecossistema", explica a professora de nutrição Sarah Berry, do King's College de Londres. "É como um órgão a mais que temos no nosso corpo."


Mas existem evidências de que alguns dos alimentos que consumimos regularmente podem desestabilizar esse ecossistema. Os ultraprocessados, particularmente, podem prejudicar e alterar os micróbios intestinais.


Um dos motivos é cada vez mais atribuído aos numerosos aditivos presentes nesses alimentos, o que nos leva a imaginar o que eles fazem com o nosso intestino.


Se você observar qualquer lista de ingredientes na próxima vez em que for ao supermercado, irá rapidamente notar quantos emulsificantes alimentares, adoçantes artificiais e corantes alimentícios são adicionados à nossa comida.


Eles fazem de tudo, desde melhorar o sabor dos alimentos ou fazer com que eles fiquem mais crocantes, até alterar a textura e conservá-los por mais tempo.


Comprei recentemente uma salada de frango aparentemente "saudável", que continha um aditivo de alto risco, segundo um aplicativo que uso para avaliar a qualidade nutricional dos alimentos.


Ela incluía diversos emulsificantes, substâncias que permitem a mistura de óleos e água, comumente encontrados em alimentos ultraprocessados.


A textura do seu sorvete favorito, que derrete na boca, se deve aos emulsificantes. Eles também estendem o prazo de validade dos alimentos.


Os emulsificantes ajudam o pão do supermercado a ficar mais tempo macio e explicam por que o bolo comprado na loja permanece úmido por mais tempo que o feito em casa.


Eles são extremamente frequentes. Uma análise encontrou 6.640 produtos alimentícios contendo emulsificantes nos supermercados britânicos. Este número representa cerca da metade dos produtos analisados.


Evidências indicam que estes aditivos podem prejudicar a nossa microbiota intestinal. Eles foram relacionados à doença inflamatória intestinal, síndrome do intestino irritável e câncer colorretal.


Pesquisas conduzidas em animais e seres humanos aparentemente indicam uma relação direta entre os emulsificantes e problemas de saúde.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yr5

"Você pode comparar a diversidade intestinal a uma floresta", explica a epidemiologista nutricional Melissa Lane, da Universidade Deakin, na Austrália.


Com base no texto, assinale a alternativa CORRETA que evidencia a intenção de Melissa Lane ao fazer a comparação entre diversidade intestinal e uma floresta.

Alternativas
Respostas
581: A
582: C
583: A
584: D
585: A
586: A
587: D
588: B
589: D
590: C
591: D
592: B
593: B
594: B
595: D
596: E
597: B
598: E
599: B
600: B