Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3975313 Português
“O Espelho”


     Jacobina encontrava-se, naquela noite, em profunda reflexão. Estava sentado ao lado da lareira, observando o brilho elusivo do fogo que lançava sombras oscilantes nas paredes. De súbito, levantou-se e dirigiu-se ao espelho pendurado sobre o aparador, imóvel como um guardião das formas que ocultavam sua alma.

    À luz bruxuleante, seu rosto revelou linhas inexoráveis: uma testa franzida em curiosidade e um olhar que oscilava entre a dúvida e a certeza. A alma externa — aquela moldada pelos olhares alheios — reluzia tanto quanto a chama refletida no vidro. Entretanto, a alma interna, a mais profunda, permanecia inacessível, como um lago escondido sob o espelho.

    Recordou-se do dia em que foi nomeado alferes da Guarda Nacional. Sentira-se elevado, prestigiado, admirado por familiares e conhecidos. Recebera elogios, saudações e olhares reverentes. Nesse instante, percebeu que era somente a projeção desse reconhecimento que preenchia seu ser, enquanto a essência humana permanecia em silêncio ao fundo.

   Quando sua tia trouxe-lhe um espelho de grande porte, herdado de gerações, sentiu o peso e o desejo refletidos nos olhos alheios. Já não era apenas Jacobina, mas a figura que se acomodava ao reflexo da vaidade coletiva. Nesse jogo entre o interior e o exterior, sua identidade começava a se desvanecer.

    Meses se passaram, e Jacobina percebeu o distanciamento de si mesmo. Olhava no espelho e não reconhecia o homem que o encobria; tornara-se sombra de um prestígio social momentâneo, sem vínculos com o seu eu original.

    A alma externa, outrora radiosa, desvanecia-se como a chama que se apaga sem aviso. Jacobina viu, naquela imagem esmaecida, a consequência amarga do abandono de seu centro humano. O que se revelava ali era um vazio que nem o prestígio podia preencher.

   Em desalento, vestiu novamente a farda de alferes — tentativa de reintegrar a alma exterior — e ficou perante o espelho, imóvel. A farda restituíra temporariamente a aparência de poder, mas não resgatara a alma interna que permanecia ausente, como uma presença invisível.

   Então, compreendeu que a imagem exterior jamais poderia ser mais que um espelho: refletia os anseios e os valores alheios, mas jamais revelava o âmago. Ao se afastar do vidro, Jacobina deixou não apenas a farda e o reflexo, mas a ilusão de si, iniciando uma caminhada rumo ao reencontro de sua essência oculta. 


Machado de Assis. Fonte: ASSIS, M. de. O Espelho. In:
Papéis Avulsos. Rio de Janeiro: Garnier, 1882. Publicado
originalmente em Gazeta de Noticias, 8 set. 1882. (Adaptado) 
Ao afirmar que sua alma interna permanecia inacessível como um "lago escondido sob o espelho”, o narrador revela que: 
Alternativas
Q3974707 Português
“O Alienista”


    No vilarejo de Itaguaí, o renomado Dr. Simão Bacamarte decide construir a Casa Verde, um espaço dedicado ao estudo da mente humana. Sua intenção é diagnosticar e acolher os chamados "loucos", buscando delimitar os domínios da razão e da loucura.
    Inicialmente, são internados indivíduos com comportamentos realmente anômalos, mas logo o alienista amplia os critérios, incluindo sutis excêntricas. Isso provoca estranhamento na comunidade, que passa a questionar sua sanidade e autoridade científica.
    A Casa Verde logo se enche, e a população local começa a temer o poder arbitrário do médico. O barbeiro Porfirio, figura influente na vila, lidera manifestações contra aqueles que são internados sem justificativa clara.
    Em resposta, Bacamarte reafima seu compromisso com a ciência e a seriedade de seus atos, recusando justificações a leigos. Isso intensifica o atrito entre a prática científica e a sensibilidade social dos moradores.
    As tensões culminam na chamada "Revolta dos Canijicas", organizada por Porfirio, que deseja destruir a Casa Verde para retomar o controle cívico do vilarejo. No entanto, o conflito expõe a fragilidade da racionalidade em meio à mobilização popular.
    Curiosamente, Bacamarte não recua, e sua dedicação extrema reforça tanto a crítica ao cientificismo quanto o questionamento da própria sanidade do alienista — afinal, quem define o padrão da normalidade?
   Em seguida, a maioria da população é acometida por critérios diagnósticos flexíveis e internada, demonstrando o absurdo do método. A Casa Verde se torna símbolo de controle e opressão travestida de ciência.
      Por fim, Bacamarte conclui que a sanidade é praticamente impossível — ele decide internar a si mesmo, isolando-se, até o fim de seus dias. O leitor é deixado a refletir sobre os limites do saber humano e seu potencial opressivo.



(Machado de Assis. Fonte: ASSIS, M. de. O Alienista. In: Papéis Avulsos. Rio de Janeiro: Garnier, 1882. Adaptado.) 
As reações do barbeiro Porfirio revelam, principalmente, que tipo de preocupação dos moradores de Itaguai: 
Alternativas
Q3974706 Português
“O Alienista”


    No vilarejo de Itaguaí, o renomado Dr. Simão Bacamarte decide construir a Casa Verde, um espaço dedicado ao estudo da mente humana. Sua intenção é diagnosticar e acolher os chamados "loucos", buscando delimitar os domínios da razão e da loucura.
    Inicialmente, são internados indivíduos com comportamentos realmente anômalos, mas logo o alienista amplia os critérios, incluindo sutis excêntricas. Isso provoca estranhamento na comunidade, que passa a questionar sua sanidade e autoridade científica.
    A Casa Verde logo se enche, e a população local começa a temer o poder arbitrário do médico. O barbeiro Porfirio, figura influente na vila, lidera manifestações contra aqueles que são internados sem justificativa clara.
    Em resposta, Bacamarte reafima seu compromisso com a ciência e a seriedade de seus atos, recusando justificações a leigos. Isso intensifica o atrito entre a prática científica e a sensibilidade social dos moradores.
    As tensões culminam na chamada "Revolta dos Canijicas", organizada por Porfirio, que deseja destruir a Casa Verde para retomar o controle cívico do vilarejo. No entanto, o conflito expõe a fragilidade da racionalidade em meio à mobilização popular.
    Curiosamente, Bacamarte não recua, e sua dedicação extrema reforça tanto a crítica ao cientificismo quanto o questionamento da própria sanidade do alienista — afinal, quem define o padrão da normalidade?
   Em seguida, a maioria da população é acometida por critérios diagnósticos flexíveis e internada, demonstrando o absurdo do método. A Casa Verde se torna símbolo de controle e opressão travestida de ciência.
      Por fim, Bacamarte conclui que a sanidade é praticamente impossível — ele decide internar a si mesmo, isolando-se, até o fim de seus dias. O leitor é deixado a refletir sobre os limites do saber humano e seu potencial opressivo.



(Machado de Assis. Fonte: ASSIS, M. de. O Alienista. In: Papéis Avulsos. Rio de Janeiro: Garnier, 1882. Adaptado.) 
Nos acontecimentos descritos, a Casa Verde torna-se simbolo principal de quê? 
Alternativas
Q3974705 Português
“O Alienista”


    No vilarejo de Itaguaí, o renomado Dr. Simão Bacamarte decide construir a Casa Verde, um espaço dedicado ao estudo da mente humana. Sua intenção é diagnosticar e acolher os chamados "loucos", buscando delimitar os domínios da razão e da loucura.
    Inicialmente, são internados indivíduos com comportamentos realmente anômalos, mas logo o alienista amplia os critérios, incluindo sutis excêntricas. Isso provoca estranhamento na comunidade, que passa a questionar sua sanidade e autoridade científica.
    A Casa Verde logo se enche, e a população local começa a temer o poder arbitrário do médico. O barbeiro Porfirio, figura influente na vila, lidera manifestações contra aqueles que são internados sem justificativa clara.
    Em resposta, Bacamarte reafima seu compromisso com a ciência e a seriedade de seus atos, recusando justificações a leigos. Isso intensifica o atrito entre a prática científica e a sensibilidade social dos moradores.
    As tensões culminam na chamada "Revolta dos Canijicas", organizada por Porfirio, que deseja destruir a Casa Verde para retomar o controle cívico do vilarejo. No entanto, o conflito expõe a fragilidade da racionalidade em meio à mobilização popular.
    Curiosamente, Bacamarte não recua, e sua dedicação extrema reforça tanto a crítica ao cientificismo quanto o questionamento da própria sanidade do alienista — afinal, quem define o padrão da normalidade?
   Em seguida, a maioria da população é acometida por critérios diagnósticos flexíveis e internada, demonstrando o absurdo do método. A Casa Verde se torna símbolo de controle e opressão travestida de ciência.
      Por fim, Bacamarte conclui que a sanidade é praticamente impossível — ele decide internar a si mesmo, isolando-se, até o fim de seus dias. O leitor é deixado a refletir sobre os limites do saber humano e seu potencial opressivo.



(Machado de Assis. Fonte: ASSIS, M. de. O Alienista. In: Papéis Avulsos. Rio de Janeiro: Garnier, 1882. Adaptado.) 
Considerando as ações de Simão Bacamarte ao longo do texto, qual motivo mais evidente o leva a internar a si mesmo ao final da história? 
Alternativas
Q3974703 Português
“O Alienista”


    No vilarejo de Itaguaí, o renomado Dr. Simão Bacamarte decide construir a Casa Verde, um espaço dedicado ao estudo da mente humana. Sua intenção é diagnosticar e acolher os chamados "loucos", buscando delimitar os domínios da razão e da loucura.
    Inicialmente, são internados indivíduos com comportamentos realmente anômalos, mas logo o alienista amplia os critérios, incluindo sutis excêntricas. Isso provoca estranhamento na comunidade, que passa a questionar sua sanidade e autoridade científica.
    A Casa Verde logo se enche, e a população local começa a temer o poder arbitrário do médico. O barbeiro Porfirio, figura influente na vila, lidera manifestações contra aqueles que são internados sem justificativa clara.
    Em resposta, Bacamarte reafima seu compromisso com a ciência e a seriedade de seus atos, recusando justificações a leigos. Isso intensifica o atrito entre a prática científica e a sensibilidade social dos moradores.
    As tensões culminam na chamada "Revolta dos Canijicas", organizada por Porfirio, que deseja destruir a Casa Verde para retomar o controle cívico do vilarejo. No entanto, o conflito expõe a fragilidade da racionalidade em meio à mobilização popular.
    Curiosamente, Bacamarte não recua, e sua dedicação extrema reforça tanto a crítica ao cientificismo quanto o questionamento da própria sanidade do alienista — afinal, quem define o padrão da normalidade?
   Em seguida, a maioria da população é acometida por critérios diagnósticos flexíveis e internada, demonstrando o absurdo do método. A Casa Verde se torna símbolo de controle e opressão travestida de ciência.
      Por fim, Bacamarte conclui que a sanidade é praticamente impossível — ele decide internar a si mesmo, isolando-se, até o fim de seus dias. O leitor é deixado a refletir sobre os limites do saber humano e seu potencial opressivo.



(Machado de Assis. Fonte: ASSIS, M. de. O Alienista. In: Papéis Avulsos. Rio de Janeiro: Garnier, 1882. Adaptado.) 
A internação progressiva de indivíduos cada vez menos excêntricos por Bacamarte pode ser interpretada como uma crítica à 
Alternativas
Q3972154 Português
A abordagem contemporânea do ensino de Língua Portuguesa reconhece a língua como um fenômeno social, dinâmico e heterogêneo. Nesse contexto, é essencial compreender a relação entre a norma-padrão e as múltiplas manifestações da variação linguística no espaço escolar. Nesse sentido, analise o que é afirmado nas alternativas a seguir e assinale a que apresenta a concepção mais adequada sobre o tratamento da variação linguística no ensino da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q3972153 Português
Durante a correção de uma redação, o professor de Língua Portuguesa depara-se com o seguinte trecho escrito por um aluno: A cidade, com suas ruas vazias e seus prédios desmoronando, parecia chorar silenciosamente. Considerando os recursos expressivos empregados na construção dessa frase, responda: Que figura de linguagem está presente nessa frase e qual o efeito de sentido gerado?
Alternativas
Q3972152 Português

Sobre os aspectos que envolvem a leitura e interpretação de textos, analise as assertivas abaixo:


I. A leitura crítica envolve a compreensão do texto a partir da identificação das intenções do autor e do contexto social e histórico em que foi produzido, o que permite ao leitor interpretar as entrelinhas da mensagem.


II. A leitura superficial é mais aprofundada que a leitura crítica, pois considera não apenas as intenções do autor, mas também as estratégias discursivas e a construção do texto em seu nível linguístico e retórico.


III. A leitura crítica exige que o leitor analise as relações de sentido entre as partes do texto, compreendendo suas implicações ideológicas, sociais e culturais.


IV. A leitura técnica de um texto se limita à busca pela identificação das informações explícitas e pela compreensão literal do conteúdo, sendo totalmente irrelevante para as aulas de Língua Portuguesa, que devem se concentrar exclusivamente em análises interpretativas profundas.


Das assertivas, NÃO se pode afirmar que:



Alternativas
Q3972150 Português

Ao orientar seus alunos sobre a produção de textos dissertativo-argumentativos, o professor de Língua Portuguesa enfatiza a relevância da clareza, da coesão e da objetividade na construção dos argumentos, a fim de garantir a persuasão e a consistência do texto.


Considerando os princípios que regem uma argumentação eficaz, assinale a alternativa CORRETA.


Alternativas
Q3972149 Português

A coerência textual é um dos pilares fundamentais para a construção de sentidos no discurso. Acerca dos aspectos que envolvem a coerência, analise:


I. A coerência textual depende da possibilidade de o leitor ou interlocutor estabelecer conexões semânticas e pragmáticas entre as partes do texto, o que permite a construção de uma unidade de sentido global.


II. A coerência está diretamente relacionada à interpretabilidade do texto, sendo determinada tanto por fatores linguísticos quanto por elementos extralinguísticos, como o conhecimento de mundo e o contexto da situação comunicativa.


III. A coerência textual é determinada apenas pelos mecanismos linguísticos explícitos presentes no texto, sendo, portanto, independente dos conhecimentos prévios do leitor ou das condições de produção e recepção textual.


Considerando que cada afirmativa correta vale dois pontos e cada afirmativa incorreta vale um ponto, qual é a soma total da pontuação atribuída às três afirmativas?



Alternativas
Q3972148 Português

O ensino de gêneros textuais tem papel central na formação da competência discursiva dos alunos, pois contribui para o desenvolvimento de habilidades de leitura, escrita, escuta e oralidade em contextos reais de uso da língua. Com base nessa perspectiva, analise as afirmativas a seguir:


I. O ensino de gêneros textuais deve restringir-se à reprodução de modelos fixos, sem considerar a variação linguística ou os contextos sociocomunicativos, a fim de garantir a normatização da escrita formal.


II. A abordagem de gêneros textuais no ensino da Língua Portuguesa permite que os estudantes reconheçam as intenções do autor, a organização estrutural e os elementos linguísticos característicos de cada tipo textual, ampliando sua competência comunicativa.


III. O trabalho com gêneros textuais no ambiente escolar deve considerar as condições de produção, circulação e recepção dos textos, possibilitando ao aluno compreender suas finalidades comunicativas e o papel social que desempenham.


Com base na análise das afirmativas, pode-se afirmar que:


Alternativas
Q3972147 Português

A análise e a compreensão dos gêneros textuais são essenciais para o desenvolvimento das habilidades de leitura e produção textual. Esses gêneros, presentes tanto na língua falada quanto na escrita, apresentam características distintas e se adaptam conforme o contexto comunicativo. A seguir, são apresentadas algumas afirmativas sobre aspectos dos gêneros textuais e da linguagem, que envolvem suas características, funções e formas de uso. Com base nos conhecimentos adquiridos sobre o tema, julgue as assertivas como verdadeiras (V) ou falsas (F).


( ) O texto descritivo é utilizado apenas para narrar fatos, sem a necessidade de detalhamento de personagens ou ambientes, como no texto narrativo.

( ) O mesmo gênero textual pode assumir diferentes formatos e estruturas, dependendo do suporte em que é veiculado e das práticas sociais que o constituem.

( ) A linguagem oral não exige coesão nem coerência, já que as interações orais são menos formais e, portanto, mais flexíveis.

( ) O desenvolvimento de diferentes gêneros textuais exige a adequação da linguagem ao contexto e à finalidade comunicativa.

( ) Os gêneros textuais são estruturas fixas e invariáveis, sendo definidos unicamente por sua forma linguística e gramatical.

Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?


Alternativas
Q3972136 Português

Nos termos do texto intitulado Introdução ao Desenvolvimento Urbano Sustentável – Módulo 3, analise as assertivas que seguem:


I. A predominância de dinâmicas urbanas ou rurais em um município influencia diretamente tanto a organização espacial quanto os tipos de práticas econômicas desenvolvidas em seu território.


II. Municípios com maior porte populacional, além de disporem de instrumentos que favorecem a implementação de políticas públicas, tendem a registrar menor incidência de impactos ambientais em razão de sua maior capacidade técnica e administrativa.


III. A diversidade territorial brasileira deve ser reconhecida como uma potencialidade, sendo essencial que as estratégias de desenvolvimento urbano adotem enfoques que sejam colaborativos, assim como territorializados.


IV. Diante da heterogeneidade dos municípios brasileiros, faz-se necessária a adoção de estratégias padronizadas e centralizadas, capazes de uniformizar as ações de desenvolvimento urbano em âmbito nacional.


Considerando que cada assertiva correta equivale a dois pontos, e que cada assertiva incorreta equivale a um ponto, qual a soma de todas as assertivas?


Alternativas
Q3970023 Português
Leia o trecho a seguir:

"Economizar água é fundamental para garantir o abastecimento da cidade durante períodos de seca. Cada pessoa pode colaborar tomando atitudes simples, como fechar a torneira ao escovar os dentes e reutilizar a água da chuva."

Com base no texto, assinale a alternativa que indica corretamente o tema e a finalidade do texto: 
Alternativas
Q3970022 Português
Leia o texto:

“Nas reuniões de conselho, a gestora demonstrava uma escuta criteriosa, evitando conclusões apressadas. Seu modo de encaminhar decisões revelava não apenas domínio técnico, mas uma postura analítica que buscava articular dados, contextos e perspectivas divergentes antes de deliberar. Para muitos professores, essa postura representava um avanço em relação a gestões anteriores, cuja condução era marcada por julgamentos impulsivos.”

Considerando o contexto, o termo “criteriosa” pode ser compreendido como:
Alternativas
Q3970021 Português
Leia o trecho abaixo:

“O gestor precisa adotar uma postura equânime ao lidar com conflitos escolares, evitando favorecimentos e assegurando que todas as vozes sejam ouvidas.”

Com base no contexto, a palavra “equânime” pode ser entendida como: 
Alternativas
Q3970020 Português
Leia o trecho a seguir:

"A cidade de Fortaleza enfrenta diariamente problemas no trânsito, com engarrafamentos que chegam a mais de duas horas em horários de pico. Alguns motoristas acreditam que a prefeitura deveria investir mais em transporte público, pois isso melhoraria a mobilidade urbana."

Com base no texto acima, assinale a alternativa que apresenta corretamente a distinção entre fato e opinião:
Alternativas
Q3970019 Português
Cante Lá, Que Eu Canto Cá – Fragmento


Patativa do Assaré


Poeta, cantô de rua,
Que na cidade nasceu,
Cante a cidade que é sua,
Que eu canto o sertão que é meu.
Se aí você teve estudo,
Aqui, Deus me ensinou tudo,
Sem de livro precisa
Por favô, não mexa aqui,
Que eu também não mexo aí,
Cante lá, que eu canto cá.


[...]


Você teve inducação,
Aprendeu munta ciença,
Mas das coisa do sertão
Não tem boa esperiencia.
Nunca fez uma paioça,
Nunca trabaiou na roça,
Não pode conhecê bem,
Pois nesta penosa vida,
Só quem provou da comida
Sabe o gosto que ela tem.

[...]


ASSARÉ, Patativa do. Cante lá, que eu canto cá. Rio de Janeiro:
Vozes, 1978. Fragmento.
No trecho:

“Você teve inducação, / Aprendeu munta ciença, / Mas das coisa do sertão / Não tem boa esperiencia. / Nunca fez uma paioça, / Nunca trabaiou na roça, / Não pode conhecê bem, / Pois nesta penosa vida, / Só quem provou da comida / Sabe o gosto que ela tem.” o autor sugere, de forma implícita, que:
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Q3970018 Português
Cante Lá, Que Eu Canto Cá – Fragmento


Patativa do Assaré


Poeta, cantô de rua,
Que na cidade nasceu,
Cante a cidade que é sua,
Que eu canto o sertão que é meu.
Se aí você teve estudo,
Aqui, Deus me ensinou tudo,
Sem de livro precisa
Por favô, não mexa aqui,
Que eu também não mexo aí,
Cante lá, que eu canto cá.


[...]


Você teve inducação,
Aprendeu munta ciença,
Mas das coisa do sertão
Não tem boa esperiencia.
Nunca fez uma paioça,
Nunca trabaiou na roça,
Não pode conhecê bem,
Pois nesta penosa vida,
Só quem provou da comida
Sabe o gosto que ela tem.

[...]


ASSARÉ, Patativa do. Cante lá, que eu canto cá. Rio de Janeiro:
Vozes, 1978. Fragmento.
No poema “Cante Lá, Que Eu Canto Cá”, Patativa do Assaré constata dois universos: o da cidade e o do sertão. Ao afirmar:
“Se aí você teve estudo, / Aqui, Deus me ensinou tudo, / Sem de livro precisa”
o autor evidencia principalmente que: 
Alternativas
Q3970017 Português
Poesia: A Verdade 


O homem é o único animal que ri dos outros. O homem é o único animal que passa por outro e finge que não vê. É o único que fala mais do que papagaio. É o único que gosta de escargots (fora, claro, o escargot). É o único que acha que Deus é parecido com ele. E é o único

...que se veste
...que veste os outros
...que despe os outros
...que faz o que gosta escondido
...que muda de cor quando se envergonha
...que se senta e cruza as pernas
...que sabe que vai morrer
...que pensa que é eterno
...que não tem uma linguagem comum a toda espécie
...que se tosa voluntariamente
...que lucra com os ovos dos outros
...que pensa que é anfíbio e morre afogado
...que tem bichos
...que joga no bicho
...que aposta nos outros
...que compra antenas
...que se compara com os outros

       O homem não é o único animal que alimenta e cuida das suas crias, mas é o único que depois usa isso para fazer chantagem emocional.

Não é o único que mata, mas é o único que vende a pele.

Não é o único que mata, mas é o único que manda matar.

E não é o único...

...que voa, mas é o único que paga para isso

...que constrói casa, mas é o único que precisa de fechadura

...que foge dos outros, mas é o único que chama isso de retirada estratégia.

...que trai, polui e aterroriza, mas é o único que se justifica

...que engole sapo, mas é o único que não faz isso pelo valor nutritivo

...que faz sexo, mas é o único que faz um boneco inflamável da fêmea

...que faz sexo, mas é o único que precisa de manual de instrução.


Poesia numa hora dessas? Porto Alegre: L&PM. p. 19.

 A partir da leitura integral do texto, é possível afirmar que o autor faz uma crítica: 
Alternativas
Respostas
5921: A
5922: E
5923: B
5924: A
5925: E
5926: D
5927: C
5928: C
5929: C
5930: B
5931: B
5932: A
5933: B
5934: B
5935: B
5936: C
5937: C
5938: B
5939: C
5940: A