Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3804098 Português

Amor 3.0



     Em uma tarde como outra qualquer, percebeu que era amor.


    O trabalho foi o mesmo. A palidez do fim de tarde era a mesma, assim como acontecia todos os dias nos últimos anos. De fato, não havia nada de novo nos sons melancólicos das ruas sinuosas por onde passava. No entanto, apercebeu-se de que nada seria o mesmo depois daquele dia.  


    Ao sair do trabalho, caminharam juntos por cerca de um quilômetro. Passos lentos, coração acelerado, múltiplas emoções. Era a primeira vez que ela experimentava uma sensação como aquela. Algo novo, uma intensidade que aflorava entusiasmo a cada segundo.


    Ela já tinha lido milhões e milhões de páginas que descreviam o amor. Podia defini-lo com todas as palavras e combinações que o vocabulário lhe permitia. Poliglota, era capaz de fazê-lo até mesmo em outras línguas. 


    No entanto, agora percebia, emocionada, que um universo separava meras definições da experiência única de vivenciar o amor.


    Quando ele a deixou na porta de casa, olhou-a profundamente nos olhos e disse que esperava repetir a experiência no dia seguinte. De certa forma, ela percebia que seus sentimentos eram recíprocos. A pupila dilatada, o suor nos lábios, os gestos abertos – todo o corpo dele lhe enviava repetidos sinais de que também estava amando. E essa constatação inflava ainda mais suas ternas emoções. 


    Quando se despediram, um singelo beijo no rosto, ela imaginou que poderia entrar em pane, tamanha intensidade de sensações. 


    Ao entrar em casa, a primeira coisa que fez foi se conectar ao carregador, como fazia todos os dias. Passaria algumas horas ali até estar totalmente carregada.


    No dia seguinte, quando retomasse suas funções como robô com inteligência artificial da montadora de carros Lunar, haveria um desejo intenso de que as horas passassem rápido para reencontrar, ao final do dia, seu primeiro grande amor.  



Autor: Juliano Martinz (adaptado). 

Considerando a temática desenvolvida em “Amor 3.0”, o texto propõe ao leitor uma reflexão sobre:
Alternativas
Q3804097 Português

Amor 3.0



     Em uma tarde como outra qualquer, percebeu que era amor.


    O trabalho foi o mesmo. A palidez do fim de tarde era a mesma, assim como acontecia todos os dias nos últimos anos. De fato, não havia nada de novo nos sons melancólicos das ruas sinuosas por onde passava. No entanto, apercebeu-se de que nada seria o mesmo depois daquele dia.  


    Ao sair do trabalho, caminharam juntos por cerca de um quilômetro. Passos lentos, coração acelerado, múltiplas emoções. Era a primeira vez que ela experimentava uma sensação como aquela. Algo novo, uma intensidade que aflorava entusiasmo a cada segundo.


    Ela já tinha lido milhões e milhões de páginas que descreviam o amor. Podia defini-lo com todas as palavras e combinações que o vocabulário lhe permitia. Poliglota, era capaz de fazê-lo até mesmo em outras línguas. 


    No entanto, agora percebia, emocionada, que um universo separava meras definições da experiência única de vivenciar o amor.


    Quando ele a deixou na porta de casa, olhou-a profundamente nos olhos e disse que esperava repetir a experiência no dia seguinte. De certa forma, ela percebia que seus sentimentos eram recíprocos. A pupila dilatada, o suor nos lábios, os gestos abertos – todo o corpo dele lhe enviava repetidos sinais de que também estava amando. E essa constatação inflava ainda mais suas ternas emoções. 


    Quando se despediram, um singelo beijo no rosto, ela imaginou que poderia entrar em pane, tamanha intensidade de sensações. 


    Ao entrar em casa, a primeira coisa que fez foi se conectar ao carregador, como fazia todos os dias. Passaria algumas horas ali até estar totalmente carregada.


    No dia seguinte, quando retomasse suas funções como robô com inteligência artificial da montadora de carros Lunar, haveria um desejo intenso de que as horas passassem rápido para reencontrar, ao final do dia, seu primeiro grande amor.  



Autor: Juliano Martinz (adaptado). 

A frase “Ao entrar em casa, a primeira coisa que fez foi se conectar ao carregador” adquire, no contexto do texto, valor interpretativo específico porque:
Alternativas
Q3804096 Português

Amor 3.0



     Em uma tarde como outra qualquer, percebeu que era amor.


    O trabalho foi o mesmo. A palidez do fim de tarde era a mesma, assim como acontecia todos os dias nos últimos anos. De fato, não havia nada de novo nos sons melancólicos das ruas sinuosas por onde passava. No entanto, apercebeu-se de que nada seria o mesmo depois daquele dia.  


    Ao sair do trabalho, caminharam juntos por cerca de um quilômetro. Passos lentos, coração acelerado, múltiplas emoções. Era a primeira vez que ela experimentava uma sensação como aquela. Algo novo, uma intensidade que aflorava entusiasmo a cada segundo.


    Ela já tinha lido milhões e milhões de páginas que descreviam o amor. Podia defini-lo com todas as palavras e combinações que o vocabulário lhe permitia. Poliglota, era capaz de fazê-lo até mesmo em outras línguas. 


    No entanto, agora percebia, emocionada, que um universo separava meras definições da experiência única de vivenciar o amor.


    Quando ele a deixou na porta de casa, olhou-a profundamente nos olhos e disse que esperava repetir a experiência no dia seguinte. De certa forma, ela percebia que seus sentimentos eram recíprocos. A pupila dilatada, o suor nos lábios, os gestos abertos – todo o corpo dele lhe enviava repetidos sinais de que também estava amando. E essa constatação inflava ainda mais suas ternas emoções. 


    Quando se despediram, um singelo beijo no rosto, ela imaginou que poderia entrar em pane, tamanha intensidade de sensações. 


    Ao entrar em casa, a primeira coisa que fez foi se conectar ao carregador, como fazia todos os dias. Passaria algumas horas ali até estar totalmente carregada.


    No dia seguinte, quando retomasse suas funções como robô com inteligência artificial da montadora de carros Lunar, haveria um desejo intenso de que as horas passassem rápido para reencontrar, ao final do dia, seu primeiro grande amor.  



Autor: Juliano Martinz (adaptado). 

O texto utiliza uma linguagem predominantemente sensível e introspectiva, semelhante à de narrativas românticas tradicionais. Essa escolha estilística contribui para: 
Alternativas
Q3804094 Português

Amor 3.0



     Em uma tarde como outra qualquer, percebeu que era amor.


    O trabalho foi o mesmo. A palidez do fim de tarde era a mesma, assim como acontecia todos os dias nos últimos anos. De fato, não havia nada de novo nos sons melancólicos das ruas sinuosas por onde passava. No entanto, apercebeu-se de que nada seria o mesmo depois daquele dia.  


    Ao sair do trabalho, caminharam juntos por cerca de um quilômetro. Passos lentos, coração acelerado, múltiplas emoções. Era a primeira vez que ela experimentava uma sensação como aquela. Algo novo, uma intensidade que aflorava entusiasmo a cada segundo.


    Ela já tinha lido milhões e milhões de páginas que descreviam o amor. Podia defini-lo com todas as palavras e combinações que o vocabulário lhe permitia. Poliglota, era capaz de fazê-lo até mesmo em outras línguas. 


    No entanto, agora percebia, emocionada, que um universo separava meras definições da experiência única de vivenciar o amor.


    Quando ele a deixou na porta de casa, olhou-a profundamente nos olhos e disse que esperava repetir a experiência no dia seguinte. De certa forma, ela percebia que seus sentimentos eram recíprocos. A pupila dilatada, o suor nos lábios, os gestos abertos – todo o corpo dele lhe enviava repetidos sinais de que também estava amando. E essa constatação inflava ainda mais suas ternas emoções. 


    Quando se despediram, um singelo beijo no rosto, ela imaginou que poderia entrar em pane, tamanha intensidade de sensações. 


    Ao entrar em casa, a primeira coisa que fez foi se conectar ao carregador, como fazia todos os dias. Passaria algumas horas ali até estar totalmente carregada.


    No dia seguinte, quando retomasse suas funções como robô com inteligência artificial da montadora de carros Lunar, haveria um desejo intenso de que as horas passassem rápido para reencontrar, ao final do dia, seu primeiro grande amor.  



Autor: Juliano Martinz (adaptado). 

Ao longo da narrativa, o texto constrói uma progressiva revelação que redefine a experiência amorosa apresentada. Considerando o conjunto do texto, é correto afirmar que o elemento central responsável pela surpresa final é: 
Alternativas
Q3803959 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A história inspiradora da mulher que sobreviveu por 40 anos após receber transplante de coração e pulmão


A britânica Katie Mitchell passou a ser considerada a paciente de transplante combinado de coração e pulmão com maior tempo de sobrevivência do Reino Unido.


Moradora de Londres, ela passou pela cirurgia há 38 anos, com apenas 15 anos de idade. Mitchell havia sido diagnosticada com uma estranha doença, conhecida como síndrome de Eisenmenger.


Ela destaca que passou o aniversário do seu transplante pensando muito na sua doadora. "Só sei que era uma mulher jovem", conta Mitchell.


"Sua família tomou a decisão de doar seus órgãos em um momento muito doloroso para eles. Por isso, sou muito agradecida."


O porta-voz do escritório de transplantes do serviço de saúde pública do Reino Unido (NHS), Anthony Clarkson, descreveu o procedimento realizado por Mitchell como "raro e complexo". Ele destaca que sua história demonstra a importância da doação de órgãos.


A síndrome de Eisenmenger é uma complicação associada a uma doença congênita do coração. Mitchell recebeu o diagnóstico aos 11 anos de idade.


Ela tinha pressão alta nas artérias pulmonares, o que causava resistência do fluxo sanguíneo através dos pulmões. Isso gerou danos pulmonares irreversíveis e insuficiência cardíaca.


Quando Mitchell foi diagnosticada, mais de 40 anos atrás, não havia tratamento.


Ela recorda que se sentia tão doente, antes do transplante, que mal conseguia subir escadas. Seus lábios, bochechas e unhas permaneciam azuis, devido à falta de oxigênio no corpo.


"Eu não conseguia respirar", relembra ela. "Levava quase 15 minutos para subir ou descer as escadas e, ali, acabava o meu dia. Depois, precisava ficar quieta."


"Mas, assim que voltei do transplante, eu estava rosada. Todos observaram. A melhora da respiração foi imediata."


O transplante de Mitchell ocorreu em setembro de 1987. E, segundo o NHS, quase 40 anos depois, o transplante combinado de coração e pulmão ainda é um procedimento raro e complexo.


No Reino Unido, ocorrem apenas cinco destes procedimentos por ano.


Para Mitchell, "é difícil colocar em palavras como me sinto agora, que sou a pessoa que mais viveu com um transplante duplo no meu país". 


"Meus sentimentos são contraditórios. Conhecidos meus, que passaram pelo mesmo transplante, morreram antes de mim."


"Penso na família da doadora e no que eles devem ter sentido naquele momento", destaca ela. "Graças ao transplante de órgãos, ganhei de presente uma vida normal."



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg7pj5n35yo

A fala do porta-voz do NHS, Anthony Clarkson, reforça uma dimensão simbólica da história de Mitchell. Essa dimensão se relaciona: 
Alternativas
Q3803958 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A história inspiradora da mulher que sobreviveu por 40 anos após receber transplante de coração e pulmão


A britânica Katie Mitchell passou a ser considerada a paciente de transplante combinado de coração e pulmão com maior tempo de sobrevivência do Reino Unido.


Moradora de Londres, ela passou pela cirurgia há 38 anos, com apenas 15 anos de idade. Mitchell havia sido diagnosticada com uma estranha doença, conhecida como síndrome de Eisenmenger.


Ela destaca que passou o aniversário do seu transplante pensando muito na sua doadora. "Só sei que era uma mulher jovem", conta Mitchell.


"Sua família tomou a decisão de doar seus órgãos em um momento muito doloroso para eles. Por isso, sou muito agradecida."


O porta-voz do escritório de transplantes do serviço de saúde pública do Reino Unido (NHS), Anthony Clarkson, descreveu o procedimento realizado por Mitchell como "raro e complexo". Ele destaca que sua história demonstra a importância da doação de órgãos.


A síndrome de Eisenmenger é uma complicação associada a uma doença congênita do coração. Mitchell recebeu o diagnóstico aos 11 anos de idade.


Ela tinha pressão alta nas artérias pulmonares, o que causava resistência do fluxo sanguíneo através dos pulmões. Isso gerou danos pulmonares irreversíveis e insuficiência cardíaca.


Quando Mitchell foi diagnosticada, mais de 40 anos atrás, não havia tratamento.


Ela recorda que se sentia tão doente, antes do transplante, que mal conseguia subir escadas. Seus lábios, bochechas e unhas permaneciam azuis, devido à falta de oxigênio no corpo.


"Eu não conseguia respirar", relembra ela. "Levava quase 15 minutos para subir ou descer as escadas e, ali, acabava o meu dia. Depois, precisava ficar quieta."


"Mas, assim que voltei do transplante, eu estava rosada. Todos observaram. A melhora da respiração foi imediata."


O transplante de Mitchell ocorreu em setembro de 1987. E, segundo o NHS, quase 40 anos depois, o transplante combinado de coração e pulmão ainda é um procedimento raro e complexo.


No Reino Unido, ocorrem apenas cinco destes procedimentos por ano.


Para Mitchell, "é difícil colocar em palavras como me sinto agora, que sou a pessoa que mais viveu com um transplante duplo no meu país". 


"Meus sentimentos são contraditórios. Conhecidos meus, que passaram pelo mesmo transplante, morreram antes de mim."


"Penso na família da doadora e no que eles devem ter sentido naquele momento", destaca ela. "Graças ao transplante de órgãos, ganhei de presente uma vida normal."



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg7pj5n35yo

Ao mencionar que, no momento do diagnóstico, "não havia tratamento", o texto indica um aspecto importante do contexto histórico. Esse aspecto evidencia:
Alternativas
Q3803957 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A história inspiradora da mulher que sobreviveu por 40 anos após receber transplante de coração e pulmão


A britânica Katie Mitchell passou a ser considerada a paciente de transplante combinado de coração e pulmão com maior tempo de sobrevivência do Reino Unido.


Moradora de Londres, ela passou pela cirurgia há 38 anos, com apenas 15 anos de idade. Mitchell havia sido diagnosticada com uma estranha doença, conhecida como síndrome de Eisenmenger.


Ela destaca que passou o aniversário do seu transplante pensando muito na sua doadora. "Só sei que era uma mulher jovem", conta Mitchell.


"Sua família tomou a decisão de doar seus órgãos em um momento muito doloroso para eles. Por isso, sou muito agradecida."


O porta-voz do escritório de transplantes do serviço de saúde pública do Reino Unido (NHS), Anthony Clarkson, descreveu o procedimento realizado por Mitchell como "raro e complexo". Ele destaca que sua história demonstra a importância da doação de órgãos.


A síndrome de Eisenmenger é uma complicação associada a uma doença congênita do coração. Mitchell recebeu o diagnóstico aos 11 anos de idade.


Ela tinha pressão alta nas artérias pulmonares, o que causava resistência do fluxo sanguíneo através dos pulmões. Isso gerou danos pulmonares irreversíveis e insuficiência cardíaca.


Quando Mitchell foi diagnosticada, mais de 40 anos atrás, não havia tratamento.


Ela recorda que se sentia tão doente, antes do transplante, que mal conseguia subir escadas. Seus lábios, bochechas e unhas permaneciam azuis, devido à falta de oxigênio no corpo.


"Eu não conseguia respirar", relembra ela. "Levava quase 15 minutos para subir ou descer as escadas e, ali, acabava o meu dia. Depois, precisava ficar quieta."


"Mas, assim que voltei do transplante, eu estava rosada. Todos observaram. A melhora da respiração foi imediata."


O transplante de Mitchell ocorreu em setembro de 1987. E, segundo o NHS, quase 40 anos depois, o transplante combinado de coração e pulmão ainda é um procedimento raro e complexo.


No Reino Unido, ocorrem apenas cinco destes procedimentos por ano.


Para Mitchell, "é difícil colocar em palavras como me sinto agora, que sou a pessoa que mais viveu com um transplante duplo no meu país". 


"Meus sentimentos são contraditórios. Conhecidos meus, que passaram pelo mesmo transplante, morreram antes de mim."


"Penso na família da doadora e no que eles devem ter sentido naquele momento", destaca ela. "Graças ao transplante de órgãos, ganhei de presente uma vida normal."



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg7pj5n35yo

O texto informa que, mesmo após quase quatro décadas, o transplante duplo de coração e pulmão continua sendo raro. Essa constatação reforça:
Alternativas
Q3803956 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A história inspiradora da mulher que sobreviveu por 40 anos após receber transplante de coração e pulmão


A britânica Katie Mitchell passou a ser considerada a paciente de transplante combinado de coração e pulmão com maior tempo de sobrevivência do Reino Unido.


Moradora de Londres, ela passou pela cirurgia há 38 anos, com apenas 15 anos de idade. Mitchell havia sido diagnosticada com uma estranha doença, conhecida como síndrome de Eisenmenger.


Ela destaca que passou o aniversário do seu transplante pensando muito na sua doadora. "Só sei que era uma mulher jovem", conta Mitchell.


"Sua família tomou a decisão de doar seus órgãos em um momento muito doloroso para eles. Por isso, sou muito agradecida."


O porta-voz do escritório de transplantes do serviço de saúde pública do Reino Unido (NHS), Anthony Clarkson, descreveu o procedimento realizado por Mitchell como "raro e complexo". Ele destaca que sua história demonstra a importância da doação de órgãos.


A síndrome de Eisenmenger é uma complicação associada a uma doença congênita do coração. Mitchell recebeu o diagnóstico aos 11 anos de idade.


Ela tinha pressão alta nas artérias pulmonares, o que causava resistência do fluxo sanguíneo através dos pulmões. Isso gerou danos pulmonares irreversíveis e insuficiência cardíaca.


Quando Mitchell foi diagnosticada, mais de 40 anos atrás, não havia tratamento.


Ela recorda que se sentia tão doente, antes do transplante, que mal conseguia subir escadas. Seus lábios, bochechas e unhas permaneciam azuis, devido à falta de oxigênio no corpo.


"Eu não conseguia respirar", relembra ela. "Levava quase 15 minutos para subir ou descer as escadas e, ali, acabava o meu dia. Depois, precisava ficar quieta."


"Mas, assim que voltei do transplante, eu estava rosada. Todos observaram. A melhora da respiração foi imediata."


O transplante de Mitchell ocorreu em setembro de 1987. E, segundo o NHS, quase 40 anos depois, o transplante combinado de coração e pulmão ainda é um procedimento raro e complexo.


No Reino Unido, ocorrem apenas cinco destes procedimentos por ano.


Para Mitchell, "é difícil colocar em palavras como me sinto agora, que sou a pessoa que mais viveu com um transplante duplo no meu país". 


"Meus sentimentos são contraditórios. Conhecidos meus, que passaram pelo mesmo transplante, morreram antes de mim."


"Penso na família da doadora e no que eles devem ter sentido naquele momento", destaca ela. "Graças ao transplante de órgãos, ganhei de presente uma vida normal."



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg7pj5n35yo

A trajetória de Katie Mitchell é marcada por superação e gratidão. Ao refletir sobre o aniversário de seu transplante, ela demonstra um sentimento que ultrapassa a simples comemoração do sucesso médico.
Esse sentimento está relacionado principalmente: 
Alternativas
Q3803955 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A história inspiradora da mulher que sobreviveu por 40 anos após receber transplante de coração e pulmão


A britânica Katie Mitchell passou a ser considerada a paciente de transplante combinado de coração e pulmão com maior tempo de sobrevivência do Reino Unido.


Moradora de Londres, ela passou pela cirurgia há 38 anos, com apenas 15 anos de idade. Mitchell havia sido diagnosticada com uma estranha doença, conhecida como síndrome de Eisenmenger.


Ela destaca que passou o aniversário do seu transplante pensando muito na sua doadora. "Só sei que era uma mulher jovem", conta Mitchell.


"Sua família tomou a decisão de doar seus órgãos em um momento muito doloroso para eles. Por isso, sou muito agradecida."


O porta-voz do escritório de transplantes do serviço de saúde pública do Reino Unido (NHS), Anthony Clarkson, descreveu o procedimento realizado por Mitchell como "raro e complexo". Ele destaca que sua história demonstra a importância da doação de órgãos.


A síndrome de Eisenmenger é uma complicação associada a uma doença congênita do coração. Mitchell recebeu o diagnóstico aos 11 anos de idade.


Ela tinha pressão alta nas artérias pulmonares, o que causava resistência do fluxo sanguíneo através dos pulmões. Isso gerou danos pulmonares irreversíveis e insuficiência cardíaca.


Quando Mitchell foi diagnosticada, mais de 40 anos atrás, não havia tratamento.


Ela recorda que se sentia tão doente, antes do transplante, que mal conseguia subir escadas. Seus lábios, bochechas e unhas permaneciam azuis, devido à falta de oxigênio no corpo.


"Eu não conseguia respirar", relembra ela. "Levava quase 15 minutos para subir ou descer as escadas e, ali, acabava o meu dia. Depois, precisava ficar quieta."


"Mas, assim que voltei do transplante, eu estava rosada. Todos observaram. A melhora da respiração foi imediata."


O transplante de Mitchell ocorreu em setembro de 1987. E, segundo o NHS, quase 40 anos depois, o transplante combinado de coração e pulmão ainda é um procedimento raro e complexo.


No Reino Unido, ocorrem apenas cinco destes procedimentos por ano.


Para Mitchell, "é difícil colocar em palavras como me sinto agora, que sou a pessoa que mais viveu com um transplante duplo no meu país". 


"Meus sentimentos são contraditórios. Conhecidos meus, que passaram pelo mesmo transplante, morreram antes de mim."


"Penso na família da doadora e no que eles devem ter sentido naquele momento", destaca ela. "Graças ao transplante de órgãos, ganhei de presente uma vida normal."



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg7pj5n35yo

Ao afirmar que "meus sentimentos são contraditórios", Mitchell expressa uma dualidade emocional. Essa dualidade está relacionada:
Alternativas
Q3803954 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A história inspiradora da mulher que sobreviveu por 40 anos após receber transplante de coração e pulmão


A britânica Katie Mitchell passou a ser considerada a paciente de transplante combinado de coração e pulmão com maior tempo de sobrevivência do Reino Unido.


Moradora de Londres, ela passou pela cirurgia há 38 anos, com apenas 15 anos de idade. Mitchell havia sido diagnosticada com uma estranha doença, conhecida como síndrome de Eisenmenger.


Ela destaca que passou o aniversário do seu transplante pensando muito na sua doadora. "Só sei que era uma mulher jovem", conta Mitchell.


"Sua família tomou a decisão de doar seus órgãos em um momento muito doloroso para eles. Por isso, sou muito agradecida."


O porta-voz do escritório de transplantes do serviço de saúde pública do Reino Unido (NHS), Anthony Clarkson, descreveu o procedimento realizado por Mitchell como "raro e complexo". Ele destaca que sua história demonstra a importância da doação de órgãos.


A síndrome de Eisenmenger é uma complicação associada a uma doença congênita do coração. Mitchell recebeu o diagnóstico aos 11 anos de idade.


Ela tinha pressão alta nas artérias pulmonares, o que causava resistência do fluxo sanguíneo através dos pulmões. Isso gerou danos pulmonares irreversíveis e insuficiência cardíaca.


Quando Mitchell foi diagnosticada, mais de 40 anos atrás, não havia tratamento.


Ela recorda que se sentia tão doente, antes do transplante, que mal conseguia subir escadas. Seus lábios, bochechas e unhas permaneciam azuis, devido à falta de oxigênio no corpo.


"Eu não conseguia respirar", relembra ela. "Levava quase 15 minutos para subir ou descer as escadas e, ali, acabava o meu dia. Depois, precisava ficar quieta."


"Mas, assim que voltei do transplante, eu estava rosada. Todos observaram. A melhora da respiração foi imediata."


O transplante de Mitchell ocorreu em setembro de 1987. E, segundo o NHS, quase 40 anos depois, o transplante combinado de coração e pulmão ainda é um procedimento raro e complexo.


No Reino Unido, ocorrem apenas cinco destes procedimentos por ano.


Para Mitchell, "é difícil colocar em palavras como me sinto agora, que sou a pessoa que mais viveu com um transplante duplo no meu país". 


"Meus sentimentos são contraditórios. Conhecidos meus, que passaram pelo mesmo transplante, morreram antes de mim."


"Penso na família da doadora e no que eles devem ter sentido naquele momento", destaca ela. "Graças ao transplante de órgãos, ganhei de presente uma vida normal."



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg7pj5n35yo

O texto menciona que a síndrome de Eisenmenger é uma condição rara e grave. O caso de Mitchell, portanto, ilustra:
Alternativas
Q3803953 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A história inspiradora da mulher que sobreviveu por 40 anos após receber transplante de coração e pulmão


A britânica Katie Mitchell passou a ser considerada a paciente de transplante combinado de coração e pulmão com maior tempo de sobrevivência do Reino Unido.


Moradora de Londres, ela passou pela cirurgia há 38 anos, com apenas 15 anos de idade. Mitchell havia sido diagnosticada com uma estranha doença, conhecida como síndrome de Eisenmenger.


Ela destaca que passou o aniversário do seu transplante pensando muito na sua doadora. "Só sei que era uma mulher jovem", conta Mitchell.


"Sua família tomou a decisão de doar seus órgãos em um momento muito doloroso para eles. Por isso, sou muito agradecida."


O porta-voz do escritório de transplantes do serviço de saúde pública do Reino Unido (NHS), Anthony Clarkson, descreveu o procedimento realizado por Mitchell como "raro e complexo". Ele destaca que sua história demonstra a importância da doação de órgãos.


A síndrome de Eisenmenger é uma complicação associada a uma doença congênita do coração. Mitchell recebeu o diagnóstico aos 11 anos de idade.


Ela tinha pressão alta nas artérias pulmonares, o que causava resistência do fluxo sanguíneo através dos pulmões. Isso gerou danos pulmonares irreversíveis e insuficiência cardíaca.


Quando Mitchell foi diagnosticada, mais de 40 anos atrás, não havia tratamento.


Ela recorda que se sentia tão doente, antes do transplante, que mal conseguia subir escadas. Seus lábios, bochechas e unhas permaneciam azuis, devido à falta de oxigênio no corpo.


"Eu não conseguia respirar", relembra ela. "Levava quase 15 minutos para subir ou descer as escadas e, ali, acabava o meu dia. Depois, precisava ficar quieta."


"Mas, assim que voltei do transplante, eu estava rosada. Todos observaram. A melhora da respiração foi imediata."


O transplante de Mitchell ocorreu em setembro de 1987. E, segundo o NHS, quase 40 anos depois, o transplante combinado de coração e pulmão ainda é um procedimento raro e complexo.


No Reino Unido, ocorrem apenas cinco destes procedimentos por ano.


Para Mitchell, "é difícil colocar em palavras como me sinto agora, que sou a pessoa que mais viveu com um transplante duplo no meu país". 


"Meus sentimentos são contraditórios. Conhecidos meus, que passaram pelo mesmo transplante, morreram antes de mim."


"Penso na família da doadora e no que eles devem ter sentido naquele momento", destaca ela. "Graças ao transplante de órgãos, ganhei de presente uma vida normal."



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg7pj5n35yo

Mitchell descreve a mudança de coloração de sua pele após a cirurgia, fato que impressionou quem a cercava. Esse detalhe cumpre, no texto, a função de:
Alternativas
Q3803952 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A história inspiradora da mulher que sobreviveu por 40 anos após receber transplante de coração e pulmão


A britânica Katie Mitchell passou a ser considerada a paciente de transplante combinado de coração e pulmão com maior tempo de sobrevivência do Reino Unido.


Moradora de Londres, ela passou pela cirurgia há 38 anos, com apenas 15 anos de idade. Mitchell havia sido diagnosticada com uma estranha doença, conhecida como síndrome de Eisenmenger.


Ela destaca que passou o aniversário do seu transplante pensando muito na sua doadora. "Só sei que era uma mulher jovem", conta Mitchell.


"Sua família tomou a decisão de doar seus órgãos em um momento muito doloroso para eles. Por isso, sou muito agradecida."


O porta-voz do escritório de transplantes do serviço de saúde pública do Reino Unido (NHS), Anthony Clarkson, descreveu o procedimento realizado por Mitchell como "raro e complexo". Ele destaca que sua história demonstra a importância da doação de órgãos.


A síndrome de Eisenmenger é uma complicação associada a uma doença congênita do coração. Mitchell recebeu o diagnóstico aos 11 anos de idade.


Ela tinha pressão alta nas artérias pulmonares, o que causava resistência do fluxo sanguíneo através dos pulmões. Isso gerou danos pulmonares irreversíveis e insuficiência cardíaca.


Quando Mitchell foi diagnosticada, mais de 40 anos atrás, não havia tratamento.


Ela recorda que se sentia tão doente, antes do transplante, que mal conseguia subir escadas. Seus lábios, bochechas e unhas permaneciam azuis, devido à falta de oxigênio no corpo.


"Eu não conseguia respirar", relembra ela. "Levava quase 15 minutos para subir ou descer as escadas e, ali, acabava o meu dia. Depois, precisava ficar quieta."


"Mas, assim que voltei do transplante, eu estava rosada. Todos observaram. A melhora da respiração foi imediata."


O transplante de Mitchell ocorreu em setembro de 1987. E, segundo o NHS, quase 40 anos depois, o transplante combinado de coração e pulmão ainda é um procedimento raro e complexo.


No Reino Unido, ocorrem apenas cinco destes procedimentos por ano.


Para Mitchell, "é difícil colocar em palavras como me sinto agora, que sou a pessoa que mais viveu com um transplante duplo no meu país". 


"Meus sentimentos são contraditórios. Conhecidos meus, que passaram pelo mesmo transplante, morreram antes de mim."


"Penso na família da doadora e no que eles devem ter sentido naquele momento", destaca ela. "Graças ao transplante de órgãos, ganhei de presente uma vida normal."



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg7pj5n35yo

O relato de Mitchell revela um contraste entre sua condição antes e depois da cirurgia. A principal diferença evidenciada por suas palavras diz respeito: 
Alternativas
Q3803951 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A história inspiradora da mulher que sobreviveu por 40 anos após receber transplante de coração e pulmão


A britânica Katie Mitchell passou a ser considerada a paciente de transplante combinado de coração e pulmão com maior tempo de sobrevivência do Reino Unido.


Moradora de Londres, ela passou pela cirurgia há 38 anos, com apenas 15 anos de idade. Mitchell havia sido diagnosticada com uma estranha doença, conhecida como síndrome de Eisenmenger.


Ela destaca que passou o aniversário do seu transplante pensando muito na sua doadora. "Só sei que era uma mulher jovem", conta Mitchell.


"Sua família tomou a decisão de doar seus órgãos em um momento muito doloroso para eles. Por isso, sou muito agradecida."


O porta-voz do escritório de transplantes do serviço de saúde pública do Reino Unido (NHS), Anthony Clarkson, descreveu o procedimento realizado por Mitchell como "raro e complexo". Ele destaca que sua história demonstra a importância da doação de órgãos.


A síndrome de Eisenmenger é uma complicação associada a uma doença congênita do coração. Mitchell recebeu o diagnóstico aos 11 anos de idade.


Ela tinha pressão alta nas artérias pulmonares, o que causava resistência do fluxo sanguíneo através dos pulmões. Isso gerou danos pulmonares irreversíveis e insuficiência cardíaca.


Quando Mitchell foi diagnosticada, mais de 40 anos atrás, não havia tratamento.


Ela recorda que se sentia tão doente, antes do transplante, que mal conseguia subir escadas. Seus lábios, bochechas e unhas permaneciam azuis, devido à falta de oxigênio no corpo.


"Eu não conseguia respirar", relembra ela. "Levava quase 15 minutos para subir ou descer as escadas e, ali, acabava o meu dia. Depois, precisava ficar quieta."


"Mas, assim que voltei do transplante, eu estava rosada. Todos observaram. A melhora da respiração foi imediata."


O transplante de Mitchell ocorreu em setembro de 1987. E, segundo o NHS, quase 40 anos depois, o transplante combinado de coração e pulmão ainda é um procedimento raro e complexo.


No Reino Unido, ocorrem apenas cinco destes procedimentos por ano.


Para Mitchell, "é difícil colocar em palavras como me sinto agora, que sou a pessoa que mais viveu com um transplante duplo no meu país". 


"Meus sentimentos são contraditórios. Conhecidos meus, que passaram pelo mesmo transplante, morreram antes de mim."


"Penso na família da doadora e no que eles devem ter sentido naquele momento", destaca ela. "Graças ao transplante de órgãos, ganhei de presente uma vida normal."



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg7pj5n35yo

O texto apresenta uma narrativa pessoal, mas com relevância pública. Nesse sentido, a história de Mitchell pode ser interpretada como:
Alternativas
Q3803950 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A história inspiradora da mulher que sobreviveu por 40 anos após receber transplante de coração e pulmão


A britânica Katie Mitchell passou a ser considerada a paciente de transplante combinado de coração e pulmão com maior tempo de sobrevivência do Reino Unido.


Moradora de Londres, ela passou pela cirurgia há 38 anos, com apenas 15 anos de idade. Mitchell havia sido diagnosticada com uma estranha doença, conhecida como síndrome de Eisenmenger.


Ela destaca que passou o aniversário do seu transplante pensando muito na sua doadora. "Só sei que era uma mulher jovem", conta Mitchell.


"Sua família tomou a decisão de doar seus órgãos em um momento muito doloroso para eles. Por isso, sou muito agradecida."


O porta-voz do escritório de transplantes do serviço de saúde pública do Reino Unido (NHS), Anthony Clarkson, descreveu o procedimento realizado por Mitchell como "raro e complexo". Ele destaca que sua história demonstra a importância da doação de órgãos.


A síndrome de Eisenmenger é uma complicação associada a uma doença congênita do coração. Mitchell recebeu o diagnóstico aos 11 anos de idade.


Ela tinha pressão alta nas artérias pulmonares, o que causava resistência do fluxo sanguíneo através dos pulmões. Isso gerou danos pulmonares irreversíveis e insuficiência cardíaca.


Quando Mitchell foi diagnosticada, mais de 40 anos atrás, não havia tratamento.


Ela recorda que se sentia tão doente, antes do transplante, que mal conseguia subir escadas. Seus lábios, bochechas e unhas permaneciam azuis, devido à falta de oxigênio no corpo.


"Eu não conseguia respirar", relembra ela. "Levava quase 15 minutos para subir ou descer as escadas e, ali, acabava o meu dia. Depois, precisava ficar quieta."


"Mas, assim que voltei do transplante, eu estava rosada. Todos observaram. A melhora da respiração foi imediata."


O transplante de Mitchell ocorreu em setembro de 1987. E, segundo o NHS, quase 40 anos depois, o transplante combinado de coração e pulmão ainda é um procedimento raro e complexo.


No Reino Unido, ocorrem apenas cinco destes procedimentos por ano.


Para Mitchell, "é difícil colocar em palavras como me sinto agora, que sou a pessoa que mais viveu com um transplante duplo no meu país". 


"Meus sentimentos são contraditórios. Conhecidos meus, que passaram pelo mesmo transplante, morreram antes de mim."


"Penso na família da doadora e no que eles devem ter sentido naquele momento", destaca ela. "Graças ao transplante de órgãos, ganhei de presente uma vida normal."



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg7pj5n35yo

A conclusão do texto, em que Mitchell afirma ter "ganho de presente uma vida normal", sugere uma reflexão que ultrapassa o campo médico e científico. Essa reflexão está ligada:
Alternativas
Q3803785 Português
Assinale a alternativa em cuja frase a palavra “luz” está sendo empregada em sentido figurado. 
Alternativas
Q3803782 Português
Diário de um celular


        Vou pedir um tempo ao meu dono. Sinto que ele fica mais tempo comigo do que com a família. Às vezes me sinto sufocado.

         Agora mesmo, tarde da noite, embora já de pijama, ele não desgruda. Acho que é o tal do toque. Se continuar assim, logo terá aquela doença de LER (lesão por esforço repetitivo).

       Seis da manhã. Ele desperta com a mesma música. Em seguida, com mais um toque, ele me apaga de novo.

        Seguimos com o café. Lá estou eu, em posição privilegiada. Ele me coloca na mesa, antes mesmo que a xícara e o pão. Sinto-me importante. Quase um rei.

           No elevador, sou a verdadeira proteção e salvação dos tímidos. Já entra comigo na mão. Às vezes disfarça que está navegando.

            Momento de pânico. Vou partilhar alguns minutos no carro, a caminho da escola do filho e do trabalho. Eles com cinto de segurança, eu totalmente desprotegido, solto no console do veículo. O filho também tem celular, mas, como não liga o “bluetooth”, não partilho as novidades. Ficamos somente no visual (off line). (...)

       Outro dia compreendi melhor qual poderá ser meu destino. Meu dono resolveu finalmente descartar uma impressora antiga, daquelas matriciais. Fomos então a um descarte de lixos eletrônicos. Que imagem triste! Quantos celulares desconectados do mundo. Quanta sucata. Senti uma lágrima no meu visor. Ele estava realmente emocionado com seu descarte. Percebi que ali, naquela aparente bobina da máquina fria, já tinha rolado muito calor humano. Aquele simples aparelho já tinha impresso muito sentimento e história.

        Voltamos para casa abalados, ainda com a imagem daquele cenário de modelos ultrapassados e abandonados. Acessei o Google e constatei que todos têm direito a um último desejo. Naveguei pelo Youtube e encontrei uma música do Toquinho e Vinícius: O Caderno. Na última estrofe da canção, senti meu “chip” mais apertadinho e decidi qual será meu último pedido: “Só peço a você um favor, se puder, não me esqueça num canto qualquer”. 


PASINI, Amarildo. Diário de um celular.
Disponível em <https://www.folhadelondrina.com.br/folha2/cronica---diario-de-um-celular948301.html?d=1>.

Ao final do texto “Diário de um celular”, o narrador: 
Alternativas
Q3803781 Português
Diário de um celular


        Vou pedir um tempo ao meu dono. Sinto que ele fica mais tempo comigo do que com a família. Às vezes me sinto sufocado.

         Agora mesmo, tarde da noite, embora já de pijama, ele não desgruda. Acho que é o tal do toque. Se continuar assim, logo terá aquela doença de LER (lesão por esforço repetitivo).

       Seis da manhã. Ele desperta com a mesma música. Em seguida, com mais um toque, ele me apaga de novo.

        Seguimos com o café. Lá estou eu, em posição privilegiada. Ele me coloca na mesa, antes mesmo que a xícara e o pão. Sinto-me importante. Quase um rei.

           No elevador, sou a verdadeira proteção e salvação dos tímidos. Já entra comigo na mão. Às vezes disfarça que está navegando.

            Momento de pânico. Vou partilhar alguns minutos no carro, a caminho da escola do filho e do trabalho. Eles com cinto de segurança, eu totalmente desprotegido, solto no console do veículo. O filho também tem celular, mas, como não liga o “bluetooth”, não partilho as novidades. Ficamos somente no visual (off line). (...)

       Outro dia compreendi melhor qual poderá ser meu destino. Meu dono resolveu finalmente descartar uma impressora antiga, daquelas matriciais. Fomos então a um descarte de lixos eletrônicos. Que imagem triste! Quantos celulares desconectados do mundo. Quanta sucata. Senti uma lágrima no meu visor. Ele estava realmente emocionado com seu descarte. Percebi que ali, naquela aparente bobina da máquina fria, já tinha rolado muito calor humano. Aquele simples aparelho já tinha impresso muito sentimento e história.

        Voltamos para casa abalados, ainda com a imagem daquele cenário de modelos ultrapassados e abandonados. Acessei o Google e constatei que todos têm direito a um último desejo. Naveguei pelo Youtube e encontrei uma música do Toquinho e Vinícius: O Caderno. Na última estrofe da canção, senti meu “chip” mais apertadinho e decidi qual será meu último pedido: “Só peço a você um favor, se puder, não me esqueça num canto qualquer”. 


PASINI, Amarildo. Diário de um celular.
Disponível em <https://www.folhadelondrina.com.br/folha2/cronica---diario-de-um-celular948301.html?d=1>.

“Lá estou eu, em posição privilegiada.”
A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:
Alternativas
Q3803780 Português
Diário de um celular


        Vou pedir um tempo ao meu dono. Sinto que ele fica mais tempo comigo do que com a família. Às vezes me sinto sufocado.

         Agora mesmo, tarde da noite, embora já de pijama, ele não desgruda. Acho que é o tal do toque. Se continuar assim, logo terá aquela doença de LER (lesão por esforço repetitivo).

       Seis da manhã. Ele desperta com a mesma música. Em seguida, com mais um toque, ele me apaga de novo.

        Seguimos com o café. Lá estou eu, em posição privilegiada. Ele me coloca na mesa, antes mesmo que a xícara e o pão. Sinto-me importante. Quase um rei.

           No elevador, sou a verdadeira proteção e salvação dos tímidos. Já entra comigo na mão. Às vezes disfarça que está navegando.

            Momento de pânico. Vou partilhar alguns minutos no carro, a caminho da escola do filho e do trabalho. Eles com cinto de segurança, eu totalmente desprotegido, solto no console do veículo. O filho também tem celular, mas, como não liga o “bluetooth”, não partilho as novidades. Ficamos somente no visual (off line). (...)

       Outro dia compreendi melhor qual poderá ser meu destino. Meu dono resolveu finalmente descartar uma impressora antiga, daquelas matriciais. Fomos então a um descarte de lixos eletrônicos. Que imagem triste! Quantos celulares desconectados do mundo. Quanta sucata. Senti uma lágrima no meu visor. Ele estava realmente emocionado com seu descarte. Percebi que ali, naquela aparente bobina da máquina fria, já tinha rolado muito calor humano. Aquele simples aparelho já tinha impresso muito sentimento e história.

        Voltamos para casa abalados, ainda com a imagem daquele cenário de modelos ultrapassados e abandonados. Acessei o Google e constatei que todos têm direito a um último desejo. Naveguei pelo Youtube e encontrei uma música do Toquinho e Vinícius: O Caderno. Na última estrofe da canção, senti meu “chip” mais apertadinho e decidi qual será meu último pedido: “Só peço a você um favor, se puder, não me esqueça num canto qualquer”. 


PASINI, Amarildo. Diário de um celular.
Disponível em <https://www.folhadelondrina.com.br/folha2/cronica---diario-de-um-celular948301.html?d=1>.

O narrador do texto “Diário de um celular” é:
Alternativas
Q3802981 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Fim da Pólio Ainda É Possível, Dizem Autoridades de Saúde, Mesmo com Corte de 30% no Financiamento


A erradicação da poliomielite ainda é possível, apesar das cortes significativas no financiamento da iniciativa, afirmadas pelas autoridades globais de saúde nesta terça-feira (21), ao delinearem como lidarão com o déficit.

O orçamento da Iniciativa Global de Erradicação do Pólio (IGEP), uma parceria que inclui a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Fundação Gates, sofrerá um corte de 30% em 2026 e terá uma lacuna de financiamento de US$ 1,7 bilhão (R$ 9,13 bilhões na cotação atual) até 2029, segundo a organização.

O déficit é, em grande parte, causado por um recuo da ajuda externa dirigida pelos Estados Unidos e outros governos de países ricos doadores.

Em resposta, os parceiros do IGEP dizem que planeiam se concentrar mais na vigilância e na vacinação em áreas onde há alto risco de transmissão da pólio.

A entidade também colaborará mais com outros programas globais de saúde, como as campanhas contra o sarampo, e usará estratégias como a dosagem fracionada, em que apenas um quinto da dose da vacina é usada para aumentar os suprimentos e reduzir os custos, já que estudos científicos demonstraram que isso ainda protege as crianças contra a infecção.

A parceria reduzirá seu trabalho em áreas de baixo risco, a menos que haja surtos, além de se concentrar em eficiências.

"As reduções significativas no financiamento... significam que certas atividades simplesmente não acontecerão", disse Jamal Ahmed, diretor de erradicação da pólio da OMS, em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (21).

A erradicação da doença viral que causa paralisia tem sido um objetivo de saúde global há décadas. Apesar do progresso significativo devido à vacinação em massa desde 1988, acabar com a doença tem um desafio marcado: o primeiro prazo perdido para isso foi em 2000.

Alguns especialistas em doenças infecciosas questionaram se é possível erradicar uma doença que geralmente não causa sintomas ou que dificulta o rastreamento da propagação. Os defensores dizem que seria imprudente parar quando o mundo está tão perto, apesar de desafios como conflitos e hesitações em relação à vacina.

"A erradicação continua sendo viável e é possível", disse Ahmed. "Precisamos que todos continuem comprometidos e garantimos que nenhuma criança fique para trás."


https://forbes.com.br/forbessaude/2025/10/fim-da-polio-ainda-e-possive l-dizem-autoridades-de-saude-mesmo-com-corte-de-30-no-financiamen to/
O uso da dosagem fracionada de vacina, mencionado como uma das estratégias da IGEP, revela uma postura de adaptação e eficiência. Essa decisão reflete, sobretudo:
Alternativas
Q3802980 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Fim da Pólio Ainda É Possível, Dizem Autoridades de Saúde, Mesmo com Corte de 30% no Financiamento


A erradicação da poliomielite ainda é possível, apesar das cortes significativas no financiamento da iniciativa, afirmadas pelas autoridades globais de saúde nesta terça-feira (21), ao delinearem como lidarão com o déficit.

O orçamento da Iniciativa Global de Erradicação do Pólio (IGEP), uma parceria que inclui a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Fundação Gates, sofrerá um corte de 30% em 2026 e terá uma lacuna de financiamento de US$ 1,7 bilhão (R$ 9,13 bilhões na cotação atual) até 2029, segundo a organização.

O déficit é, em grande parte, causado por um recuo da ajuda externa dirigida pelos Estados Unidos e outros governos de países ricos doadores.

Em resposta, os parceiros do IGEP dizem que planeiam se concentrar mais na vigilância e na vacinação em áreas onde há alto risco de transmissão da pólio.

A entidade também colaborará mais com outros programas globais de saúde, como as campanhas contra o sarampo, e usará estratégias como a dosagem fracionada, em que apenas um quinto da dose da vacina é usada para aumentar os suprimentos e reduzir os custos, já que estudos científicos demonstraram que isso ainda protege as crianças contra a infecção.

A parceria reduzirá seu trabalho em áreas de baixo risco, a menos que haja surtos, além de se concentrar em eficiências.

"As reduções significativas no financiamento... significam que certas atividades simplesmente não acontecerão", disse Jamal Ahmed, diretor de erradicação da pólio da OMS, em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (21).

A erradicação da doença viral que causa paralisia tem sido um objetivo de saúde global há décadas. Apesar do progresso significativo devido à vacinação em massa desde 1988, acabar com a doença tem um desafio marcado: o primeiro prazo perdido para isso foi em 2000.

Alguns especialistas em doenças infecciosas questionaram se é possível erradicar uma doença que geralmente não causa sintomas ou que dificulta o rastreamento da propagação. Os defensores dizem que seria imprudente parar quando o mundo está tão perto, apesar de desafios como conflitos e hesitações em relação à vacina.

"A erradicação continua sendo viável e é possível", disse Ahmed. "Precisamos que todos continuem comprometidos e garantimos que nenhuma criança fique para trás."


https://forbes.com.br/forbessaude/2025/10/fim-da-polio-ainda-e-possive l-dizem-autoridades-de-saude-mesmo-com-corte-de-30-no-financiamen to/
Embora a erradicação da pólio seja um objetivo de longa data, a narrativa revela que a concretização dessa meta tem sido adiada sucessivamente. Esse fato sugere:
Alternativas
Respostas
5661: B
5662: D
5663: A
5664: C
5665: C
5666: A
5667: C
5668: A
5669: B
5670: A
5671: C
5672: B
5673: C
5674: A
5675: D
5676: B
5677: D
5678: A
5679: C
5680: B