Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna.
I. O poema associa a presença da figura feminina a estímulos sensoriais múltiplos, como aromas, sons e sensações táteis, produzindo um efeito de arrebatamento emocional no eu lírico.
II. A metáfora da “nuvem de cálidos perfumes” indica leveza racional e equilíbrio emocional, reforçando a ideia de domínio pleno da razão diante do desejo.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
TEXTO PARA AS QUESTÃO.
O leito
Mares, de espúmeo albor de rendas revestidos!
Vagas, cheias de aroma, e de torpor fecundas!
Para a febre lenir, que esvaíra-me os sentidos,
Quero nestes lençóis mergulha-los, vencidos,
Num mar de sensações letárgicas, profundas!
Aqui, de regiões apostas, climas vários
Vieram se encontrar, por diversos caminhos,
Para depor, fiéis, submissos tributários,
Os prodígios do gosto, árduos, imaginários,
Em perfume, em cetins, em sedas, em arminhos.
Despenhada do teto, em turbilhão se entorna,
Muda, imóvel cascata, a cortina nitente,
Derramando no ar uma preguiça morna,
Que os músculos distende e os nervos amadorna,
Em íntima volúpia, estranha, inconsciente.
Repassa, embebe a alcova, em toda a plenitude,
A emanação sutil, que enleva, que extasia,
De um corpo virginal e cheio de saúde,
Grato eflúvio do sangue, em plena juventude,
Que do olfato a avidez satura, e não sacia.
Perfumados lençóis! vós sois as brancas tendas,
Onde, árabes do amor, meus vagos pensamentos
Nas solidões da noite ouvem estranhas lendas,
Enquanto sob um céu enublado de rendas
Enerva-me o luar de uns olhos sonolentos!
Autor: Teófilo Dias - Fanfarras.
Ao longo do poema, o autor explora a fusão entre corpo, espaço e imaginação, criando uma experiência estética marcada pela sinestesia e pelo simbolismo. Nesse sentido, analise as assertivas:
I. A alcova é apresentada como um espaço simbólico em que sensações físicas e estados psíquicos se confundem, dissolvendo os limites entre sujeito e ambiente.
II. O uso recorrente de termos ligados ao torpor, à lentidão e à imobilidade sugere negação do desejo e recusa da experiência sensorial.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
“Esse regime de administração oferece conveniência e flexibilidade aos pacientes, o que pode melhorar significativamente a adesão ao tratamento.”
( ) “Conveniência” indica facilidade e praticidade proporcionadas ao paciente; ( ) “Flexibilidade” significa ausência total de regras no tratamento; ( ) “Adesão” refere-se ao comprometimento do paciente em seguir corretamente o tratamento; ( ) “Significativamente” expressa uma mudança de pequena relevância.
Qual a alternativa correta?
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A felicidade é o fim que natureza humana visa. E, a felicidade é uma atividade, pois não está acessível àqueles que passam sua vida adormecidos. Ela não é uma disposição. À felicidade nada falta, ela é completamente auto-suficiente. É uma atividade que não visa a mais nada a não ser a si mesma. O homem feliz, basta a si mesmo.
Aristóteles
https://www.pensador.com/textos_de_grandes_pensadores/
A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:
“Mas, um detalhe ficou evidente: são pessoas dotadas de fé e esperança de dias melhores.”
A palavra destacada no trecho acima remete ao sentido de algo que:
RIBEIRO, Estevão. Tapa. Disponível em <https://mobile.publishnews.com.br/materias/2025/07/04/os-passarinhos-tapa>.
O humor na tirinha acima resulta do(a):
“Não se sabe ainda se o mundo acabou realmente no sábado, como fora anunciado. Pode ser que sim, e não seria a primeira vez que isso acontece.”
A expressão destacada no trecho acima deixa clara a ideia de que o fim do mundo:
A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:
Amor 3.0
Em uma tarde como outra qualquer, percebeu que era amor.
O trabalho foi o mesmo. A palidez do fim de tarde era a mesma, assim como acontecia todos os dias nos últimos anos. De fato, não havia nada de novo nos sons melancólicos das ruas sinuosas por onde passava. No entanto, apercebeu-se de que nada seria o mesmo depois daquele dia.
Ao sair do trabalho, caminharam juntos por cerca de um quilômetro. Passos lentos, coração acelerado, múltiplas emoções. Era a primeira vez que ela experimentava uma sensação como aquela. Algo novo, uma intensidade que aflorava entusiasmo a cada segundo.
Ela já tinha lido milhões e milhões de páginas que descreviam o amor. Podia defini-lo com todas as palavras e combinações que o vocabulário lhe permitia. Poliglota, era capaz de fazê-lo até mesmo em outras línguas.
No entanto, agora percebia, emocionada, que um universo separava meras definições da experiência única de vivenciar o amor.
Quando ele a deixou na porta de casa, olhou-a profundamente nos olhos e disse que esperava repetir a experiência no dia seguinte. De certa forma, ela percebia que seus sentimentos eram recíprocos. A pupila dilatada, o suor nos lábios, os gestos abertos – todo o corpo dele lhe enviava repetidos sinais de que também estava amando. E essa constatação inflava ainda mais suas ternas emoções.
Quando se despediram, um singelo beijo no rosto, ela imaginou que poderia entrar em pane, tamanha intensidade de sensações.
Ao entrar em casa, a primeira coisa que fez foi se conectar ao carregador, como fazia todos os dias. Passaria algumas horas ali até estar totalmente carregada.
No dia seguinte, quando retomasse suas funções como robô com inteligência artificial da montadora de carros Lunar, haveria um desejo intenso de que as horas passassem rápido para reencontrar, ao final do dia, seu primeiro grande amor.
Autor: Juliano Martinz (adaptado).
Amor 3.0
Em uma tarde como outra qualquer, percebeu que era amor.
O trabalho foi o mesmo. A palidez do fim de tarde era a mesma, assim como acontecia todos os dias nos últimos anos. De fato, não havia nada de novo nos sons melancólicos das ruas sinuosas por onde passava. No entanto, apercebeu-se de que nada seria o mesmo depois daquele dia.
Ao sair do trabalho, caminharam juntos por cerca de um quilômetro. Passos lentos, coração acelerado, múltiplas emoções. Era a primeira vez que ela experimentava uma sensação como aquela. Algo novo, uma intensidade que aflorava entusiasmo a cada segundo.
Ela já tinha lido milhões e milhões de páginas que descreviam o amor. Podia defini-lo com todas as palavras e combinações que o vocabulário lhe permitia. Poliglota, era capaz de fazê-lo até mesmo em outras línguas.
No entanto, agora percebia, emocionada, que um universo separava meras definições da experiência única de vivenciar o amor.
Quando ele a deixou na porta de casa, olhou-a profundamente nos olhos e disse que esperava repetir a experiência no dia seguinte. De certa forma, ela percebia que seus sentimentos eram recíprocos. A pupila dilatada, o suor nos lábios, os gestos abertos – todo o corpo dele lhe enviava repetidos sinais de que também estava amando. E essa constatação inflava ainda mais suas ternas emoções.
Quando se despediram, um singelo beijo no rosto, ela imaginou que poderia entrar em pane, tamanha intensidade de sensações.
Ao entrar em casa, a primeira coisa que fez foi se conectar ao carregador, como fazia todos os dias. Passaria algumas horas ali até estar totalmente carregada.
No dia seguinte, quando retomasse suas funções como robô com inteligência artificial da montadora de carros Lunar, haveria um desejo intenso de que as horas passassem rápido para reencontrar, ao final do dia, seu primeiro grande amor.
Autor: Juliano Martinz (adaptado).