Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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I.Ao relacionar o crescimento da população idosa ao avanço do etarismo no Brasil, o texto sugere que essa forma de discriminação decorre principalmente do envelhecimento demográfico e se manifesta, no ambiente profissional, de modo mais relevante contra trabalhadores mais velhos.
PORQUE
II.O texto amplia a compreensão do etarismo ao apresentá-lo como uma discriminação fundada na idade, sustentada por estereótipos, preconceitos e práticas discriminatórias, podendo atingir tanto pessoas idosas quanto jovens.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
(__)Ao caracterizar o ambiente de trabalho como "espelho da sociedade", o texto permite inferir que certas práticas discriminatórias nele observadas não se limitam à lógica interna das organizações, mas reproduzem valores e preconceitos socialmente difundidos.
(__)A menção ao aumento da população idosa no Brasil, de 10,8% para 15,8%, não comprova, por si só, a intensificação do etarismo na mesma proporção, mas contextualiza a relevância crescente desse debate no país.
(__)Depreende-se do texto que a diversidade etária se converte em riqueza principalmente pela aproximação entre visões distintas, sendo a empatia apresentada como consequência esperada da convivência entre diferentes gerações.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
I.No texto, predominam sequências de base expositivo-argumentativa, uma vez que a apresentação conceitual das redes sociais digitais é integrada à defesa de sua relevância na reconfiguração das práticas comunicativas contemporâneas.
PORQUE
II.A organização dos parágrafos não se limita a descrever fenômenos tecnológicos: articula definição, contextualização histórica, relações de causa e consequência e contraste entre o broadcasting e a lógica participativa em rede.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta:
Analise as reescritas a seguir e identifique aquela que NÃO mantém o sentido essencial do trecho acima.
I.Uma característica biológica da espécie é o fator que explica sua popularidade entre colecionadores de formigas.
II.Os coletores locais são responsáveis por procurar os formigueiros, geralmente em horários específicos, quando a atividade das formigas facilita a captura.
III.A técnica de armazenamento e transporte em recipientes fechados revela uma ação planejada e intencional para manter as formigas vivas por um período prolongado, indicando que o transporte era destinado a longas distâncias.
IV.Os suspeitos tinham o método de transporte com algodão úmido de forma padronizada e recorrente em todas as suas operações.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições corretas.
1.Os cristais tiniam na bandeja de prata. 2.Os mortais penam e sofrem nesse mundo. 3.Muitas famílias procuram um teto para morar.
Após a devida análise, identifique a figura de linguagem comum aos três trechos apresentados.
No Brasil, combater a dengue exige quase um ritual doméstico. Mas e se a solução não fosse acabar com o mosquito e sim transformá-lo em aliado? Foi exatamente isso que fez o cientista Luciano Moreira, único brasileiro a integrar a lista TIME100 Health 2026, divulgada nesta quarta-feira, 11, pela revista TIME, que reúne as cem pessoas mais influentes da área no mundo.
Engenheiro agrônomo e entomologista, Moreira ficou conhecido por desenvolver o método Wolbachia. De forma bem resumida, a técnica usa os próprios mosquitos para reduzir a capacidade de transmissão de vírus como dengue, zika e chikungunya aos humanos. [...]
A ideia é simples de explicar, mas engenhosa na prática: mosquitos Aedes aegypti são infectados, em laboratório, com a bactéria Wolbachia. Depois, são liberados no ambiente. Eles continuam vivendo e se reproduzindo normalmente. A diferença é que passam a carregar a bactéria e a transmiti-la para as próximas gerações.
Com o tempo, a população local de mosquitos passa a ter Wolbachia. E é aí que ocorre o principal: o vírus da dengue encontra mais dificuldade para se estabelecer dentro do inseto. Sem conseguir se multiplicar direito, deixa de ser transmitido às pessoas com a mesma eficiência.
Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/o-brasileiro-que-colocou-a-dengue-na-defensiva-e-entrou-para-a-lista-de-100-influentesda-saude-no-mundo/. Acesso em: 23 fev. 2026.
A abertura do texto, destacada em negrito, contribui para
Os Estados Unidos tratam produção, comércio e agricultura como peças de um tabuleiro maior. Não se discute mais porcentagem de tarifa. A discussão é se uma cadeia produtiva fortalece ou enfraquece a segurança nacional. Centros de pensamento como a Heritage Foundation, que tem grande influência sobre o secretário de Estado Marco Rubio, defendem que chegou o fim da era da integração automática com a China. A ordem é reduzir riscos, diversificar dependências e recuperar o que foi perdido em décadas de deslocamento industrial. A tarifa virou instrumento de poder.
A China, por sua vez, opera com uma disciplina única e invejável. Seu novo marco de segurança alimentar, os documentos anuais de orientação rural e o projeto de autossuficiência apontam para uma visão de longo prazo. Pequim investe em reservas estratégicas, terras raras, ciência aplicada ao campo, tecnologia verde, fertilizantes, máquinas e plataformas digitais que unificam produção, logística e crédito. Enquanto muitos países tratam agricultura como setor tradicional, a China a elevou ao centro de sua estratégia de sobrevivência e projeção.
As duas maiores potências do planeta estão jogando xadrez.
E o Brasil tenta ser vencedor jogando dominó.
Não é por falta de talento ou potencial. É por ausência de projeto. Continuamos presos a debates de tarifa, acesso sanitário ou frases diplomáticas que dizem pouco. O mundo já está em outro ritmo. Agricultura, energia, tecnologia e finanças se tornaram ferramentas de afirmação nacional. Nosso lugar natural seria o de ator indispensável. Mas seguimos negociando sem saber onde estamos e como se tivéssemos pouco a oferecer.
Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/cenario-global/entre-o-xadrez-e-o-domino/. Acesso em: 20 jan. 2026.
Sobre o papel dos conectores destacados em negrito, assinale a alternativa incorreta.
O único objeto com o qual se poderia interagir nesse intervalo era um botão. Quando apertado, eletrodos conectados nos calcanhares dos voluntários disparavam um choque. Eles sabiam disso, e a decisão de apertar ou não o botão cabia a cada um.
Os estudantes já haviam sentido a intensidade da descarga elétrica em uma fase anterior do estudo e aprenderam que ela não era nada agradável. A maioria deles disse que pagaria para não sentir a dor novamente. Não havia motivo, então, para apertar o botão de graça.
O que aconteceu nesses 15 minutos surpreendeu os pesquisadores: 71% dos homens e 26% das mulheres participantes apertaram o botão pelo menos uma vez. Um voluntário fora da curva se deu o choque 190 vezes – média de um a cada cinco segundos. O Super Choque em pessoa. [...]
O estudo ficou famoso não só pelo caráter cômico mas também porque revela algo sobre as pessoas: muitos de nós preferem sentir um estímulo negativo do que estímulo nenhum. Essa ideia é corroborada por outro experimento, em que os participantes também tinham a oportunidade de dar choques em si próprios enquanto assistiam a filmes classificados em três tipos: tristes, neutros ou entediantes. O último grupo foi o que mais sentou o dedo no botão.
Disponível em: https://super.abril.com.br/comportamento/por-que-e-importante-sentir-tedio-e-como-usa-lo-a-seu-favor/. Acesso em: 21 fev. 2026.
No último parágrafo, a referência ao experimento envolvendo a exibição de filmes cumpre a função de