Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3815308 Português
        Os impactos mais severos da mudança do clima serão sentidos no Brasil, que tem dimensões continentais e parte considerável do território localizada em região tropical, porque as áreas continentais aquecem mais que as oceânicas. A avaliação foi feita em 2023 pelo coordenador‑geral de Ciência do Clima do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Márcio Rojas. “Os impactos da mudança do clima que o Brasil vai sentir serão mais severos do que a média global”, afirmou durante palestra no Museu de Astronomia, no Rio de Janeiro.

        Conforme dados de observação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) dos últimos 60 anos, algumas regiões no Brasil já apresentam temperaturas máximas até 3 ºC acima das anteriormente medidas. Uma análise publicada pela World Weather Attribution, com participação de cientistas brasileiros, apontou que a mudança do clima influenciou a onda de calor que ocorreu no Brasil no fim de agosto e início de setembro de 2023.

        Segundo o coordenador‑geral, as mais recentes projeções técnico‑científicas na área do clima reforçam com maior grau de confiabilidade o que estava posto desde os primeiros relatórios sobre a relação entre a ação humana e o aquecimento global e as probabilidades de ocorrência de eventos extremos. A tendência é de aumento na frequência e na intensidade de ondas de calor, precipitação em curtos períodos, entre outros extremos climáticos, conforme o cenário de aquecimento global. “Eventos que ocorriam a cada década passam a ocorrer três vezes por década. Em um cenário de aquecimento global de 4 ºC, por exemplo, os extremos podem passar a ocorrer anualmente”, explicou.

        Rojas salientou que a mudança do clima é um fato presente e, do ponto de vista científico, é um fenômeno decorrente da ação humana, ou seja, um efeito antropogênico. “Há relação linear entre a concentração de dióxido de carbono e o aquecimento global”, disse ao apresentar um gráfico da trajetória de emissões e aumento de temperatura.

        Os efeitos dessa ação, contudo, não se restringem aos países mais emissores. A atmosfera é única e os resultados do aumento da concentração de dióxido de carbono são vivenciados por todos. “As consequências serão sentidas por gerações que não necessariamente tiveram responsabilidade sobre as emissões”, analisou Rojas.

Internet: <www.gov.br/mcti>  (com adaptações).

Julgue o item a seguir, a respeito dos aspectos linguísticos do texto.


Estariam preservados os sentidos do texto e a sua correção gramatical caso o período “Uma análise publicada pela World Weather Attribution, com participação de cientistas brasileiros, apontou que a mudança do clima influenciou a onda de calor que ocorreu no Brasil no fim de agosto e início de setembro de 2023.” fosse assim reescrito: De acordo com análise publicada pela World Weather Attribution, com a participação de cientistas brasileiros, a mudança do clima influenciou a onda de calor ocorrida no Brasil no final de agosto e início de setembro de 2023.

Alternativas
Q3815306 Português
        Os impactos mais severos da mudança do clima serão sentidos no Brasil, que tem dimensões continentais e parte considerável do território localizada em região tropical, porque as áreas continentais aquecem mais que as oceânicas. A avaliação foi feita em 2023 pelo coordenador‑geral de Ciência do Clima do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Márcio Rojas. “Os impactos da mudança do clima que o Brasil vai sentir serão mais severos do que a média global”, afirmou durante palestra no Museu de Astronomia, no Rio de Janeiro.

        Conforme dados de observação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) dos últimos 60 anos, algumas regiões no Brasil já apresentam temperaturas máximas até 3 ºC acima das anteriormente medidas. Uma análise publicada pela World Weather Attribution, com participação de cientistas brasileiros, apontou que a mudança do clima influenciou a onda de calor que ocorreu no Brasil no fim de agosto e início de setembro de 2023.

        Segundo o coordenador‑geral, as mais recentes projeções técnico‑científicas na área do clima reforçam com maior grau de confiabilidade o que estava posto desde os primeiros relatórios sobre a relação entre a ação humana e o aquecimento global e as probabilidades de ocorrência de eventos extremos. A tendência é de aumento na frequência e na intensidade de ondas de calor, precipitação em curtos períodos, entre outros extremos climáticos, conforme o cenário de aquecimento global. “Eventos que ocorriam a cada década passam a ocorrer três vezes por década. Em um cenário de aquecimento global de 4 ºC, por exemplo, os extremos podem passar a ocorrer anualmente”, explicou.

        Rojas salientou que a mudança do clima é um fato presente e, do ponto de vista científico, é um fenômeno decorrente da ação humana, ou seja, um efeito antropogênico. “Há relação linear entre a concentração de dióxido de carbono e o aquecimento global”, disse ao apresentar um gráfico da trajetória de emissões e aumento de temperatura.

        Os efeitos dessa ação, contudo, não se restringem aos países mais emissores. A atmosfera é única e os resultados do aumento da concentração de dióxido de carbono são vivenciados por todos. “As consequências serão sentidas por gerações que não necessariamente tiveram responsabilidade sobre as emissões”, analisou Rojas.

Internet: <www.gov.br/mcti>  (com adaptações).

Julgue o item a seguir, a respeito dos aspectos linguísticos do texto.


O período “Conforme dados de observação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) dos últimos 60 anos, algumas regiões no Brasil já apresentam temperaturas máximas até 3 ºC acima das anteriormente medidas.” está redigido de acordo com o padrão de uma ata formal, o que se confirma pelo recuo de parágrafo e pela utilização de algarismo arábico na indicação do número de anos dos dados observados pelo INPE, sendo, portanto, adequado para compor o documento de registro de uma reunião que envolva discussão a respeito das mudanças climáticas. 

Alternativas
Q3815303 Português
        Os impactos mais severos da mudança do clima serão sentidos no Brasil, que tem dimensões continentais e parte considerável do território localizada em região tropical, porque as áreas continentais aquecem mais que as oceânicas. A avaliação foi feita em 2023 pelo coordenador‑geral de Ciência do Clima do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Márcio Rojas. “Os impactos da mudança do clima que o Brasil vai sentir serão mais severos do que a média global”, afirmou durante palestra no Museu de Astronomia, no Rio de Janeiro.

        Conforme dados de observação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) dos últimos 60 anos, algumas regiões no Brasil já apresentam temperaturas máximas até 3 ºC acima das anteriormente medidas. Uma análise publicada pela World Weather Attribution, com participação de cientistas brasileiros, apontou que a mudança do clima influenciou a onda de calor que ocorreu no Brasil no fim de agosto e início de setembro de 2023.

        Segundo o coordenador‑geral, as mais recentes projeções técnico‑científicas na área do clima reforçam com maior grau de confiabilidade o que estava posto desde os primeiros relatórios sobre a relação entre a ação humana e o aquecimento global e as probabilidades de ocorrência de eventos extremos. A tendência é de aumento na frequência e na intensidade de ondas de calor, precipitação em curtos períodos, entre outros extremos climáticos, conforme o cenário de aquecimento global. “Eventos que ocorriam a cada década passam a ocorrer três vezes por década. Em um cenário de aquecimento global de 4 ºC, por exemplo, os extremos podem passar a ocorrer anualmente”, explicou.

        Rojas salientou que a mudança do clima é um fato presente e, do ponto de vista científico, é um fenômeno decorrente da ação humana, ou seja, um efeito antropogênico. “Há relação linear entre a concentração de dióxido de carbono e o aquecimento global”, disse ao apresentar um gráfico da trajetória de emissões e aumento de temperatura.

        Os efeitos dessa ação, contudo, não se restringem aos países mais emissores. A atmosfera é única e os resultados do aumento da concentração de dióxido de carbono são vivenciados por todos. “As consequências serão sentidas por gerações que não necessariamente tiveram responsabilidade sobre as emissões”, analisou Rojas.

Internet: <www.gov.br/mcti>  (com adaptações).

Em relação ao texto e às ideias nele expressas, julgue o item seguinte.


No parágrafo “Os efeitos dessa ação, contudo, não se restringem aos países mais emissores. A atmosfera é única e os resultados do aumento da concentração de dióxido de carbono são vivenciados por todos. ‘As consequências serão sentidas por gerações que não necessariamente tiveram responsabilidade sobre as emissões’, analisou Rojas.”, os vocábulos “efeitos”, “resultados” e “consequências” são empregados como termos sinônimos.

Alternativas
Q3815302 Português
        Os impactos mais severos da mudança do clima serão sentidos no Brasil, que tem dimensões continentais e parte considerável do território localizada em região tropical, porque as áreas continentais aquecem mais que as oceânicas. A avaliação foi feita em 2023 pelo coordenador‑geral de Ciência do Clima do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Márcio Rojas. “Os impactos da mudança do clima que o Brasil vai sentir serão mais severos do que a média global”, afirmou durante palestra no Museu de Astronomia, no Rio de Janeiro.

        Conforme dados de observação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) dos últimos 60 anos, algumas regiões no Brasil já apresentam temperaturas máximas até 3 ºC acima das anteriormente medidas. Uma análise publicada pela World Weather Attribution, com participação de cientistas brasileiros, apontou que a mudança do clima influenciou a onda de calor que ocorreu no Brasil no fim de agosto e início de setembro de 2023.

        Segundo o coordenador‑geral, as mais recentes projeções técnico‑científicas na área do clima reforçam com maior grau de confiabilidade o que estava posto desde os primeiros relatórios sobre a relação entre a ação humana e o aquecimento global e as probabilidades de ocorrência de eventos extremos. A tendência é de aumento na frequência e na intensidade de ondas de calor, precipitação em curtos períodos, entre outros extremos climáticos, conforme o cenário de aquecimento global. “Eventos que ocorriam a cada década passam a ocorrer três vezes por década. Em um cenário de aquecimento global de 4 ºC, por exemplo, os extremos podem passar a ocorrer anualmente”, explicou.

        Rojas salientou que a mudança do clima é um fato presente e, do ponto de vista científico, é um fenômeno decorrente da ação humana, ou seja, um efeito antropogênico. “Há relação linear entre a concentração de dióxido de carbono e o aquecimento global”, disse ao apresentar um gráfico da trajetória de emissões e aumento de temperatura.

        Os efeitos dessa ação, contudo, não se restringem aos países mais emissores. A atmosfera é única e os resultados do aumento da concentração de dióxido de carbono são vivenciados por todos. “As consequências serão sentidas por gerações que não necessariamente tiveram responsabilidade sobre as emissões”, analisou Rojas.

Internet: <www.gov.br/mcti>  (com adaptações).

Em relação ao texto e às ideias nele expressas, julgue o item seguinte.


Não haveria prejuízo dos sentidos expressos no texto caso a expressão “mais recentes”, no trecho “as mais recentes projeções técnico‑científicas na área do clima reforçam”, fosse deslocada para imediatamente depois do termo “técnico‑científicas”.

Alternativas
Q3815240 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


A felicidade é o fim que natureza humana visa. E, a felicidade é uma atividade, pois não está acessível àqueles que passam sua vida adormecidos. Ela não é uma disposição. À felicidade nada falta, ela é completamente auto-suficiente. É uma atividade que não visa a mais nada a não ser a si mesma. O homem feliz, basta a si mesmo.

Aristóteles


https://www.pensador.com/textos_de_grandes_pensadores
Com base no texto, analise as proposições abaixo e assinale a alternativa que expressa a interpretação mais adequada ao conteúdo e ao sentido global do texto.
Alternativas
Q3815191 Português
Nas séries iniciais, a linguagem oral e escrita são interligadas e fundamentais: a oralidade (fala, escuta, gestos) desenvolve a consciência linguística, vocabulário e pensamento, sendo a base para a alfabetização, enquanto a escrita é explorada em seu uso social através de práticas de leitura, escrita e letramento. No contexto da linguagem oral e escrita associe os conceitos (Coluna A) às características (Coluna B).

Coluna A
I.Oralidade
II.Escrita
III.Práticas sociais da linguagem 
IV.Escuta ativa
V.Produção discursiva


Coluna B
A.Uso da linguagem em contextos reais.
B.Registro gráfico da língua
C. Construção de sentidos em interações comunicativas
D.Atenção e compreensão do discurso do outro
E.Organização de ideias para comunicação

Assinale a alternativa com a associação correta:
Alternativas
Q3815184 Português
Nos últimos anos, o mercado brasileiro de veículos elétricos e híbridos tem mostrado expansão contínua, impulsionado tanto pela oferta crescente de modelos quanto pela expansão da infraestrutura de recarga, que tem avançado em várias regiões do país. Além disso, a eletrificação da frota também é observada em diferentes segmentos, indicando mudanças nos padrões de mobilidade urbana.
Com base nesse contexto, assinale a alternativa que destaca essa realidade contemporânea no Brasil.
Alternativas
Q3815179 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A felicidade é o fim que natureza humana visa. E, a felicidade é uma atividade, pois não está acessível àqueles que passam sua vida adormecidos. Ela não é uma disposição. À felicidade nada falta, ela é completamente auto-suficiente. É uma atividade que não visa a mais nada a não ser a si mesma. O homem feliz, basta a si mesmo.


Aristóteles


https://www.pensador.com/textos_de_grandes_pensadores/

Com base no texto, analise as proposições abaixo e assinale a alternativa que expressa a interpretação mais adequada ao conteúdo e ao sentido global do texto.
Alternativas
Q3815126 Português
Em setembro de 2025, uma pesquisa mostrou que cerca de 73% dos brasileiros usam redes sociais, aplicativos de mensagens ou plataformas digitais para diversos fins. Essa realidade ressalta a importância da tecnologia digital na vida moderna, mas apesar de sua relevância deve ser usada com cautela, pensamento crítico e imparcialidade.
Baseado em: https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mc
ti/noticias/2025/09/mais-de-70-dos-brasileiros-se-informam-s
obre-ciencia-e-tecnologia-pelas-plataformas-digitais
Sobre essa realidade contemporânea, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3815120 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O Estômago e os Pés


O corpo estava em guerra, já que o estômago e os pés discutiam para saber qual deles era o mais importante. Os pés tinham certeza da sua superioridade, já que eram eles que faziam com que o corpo todo se movesse.


Então, o estômago respondeu: se não fosse o meu trabalho, garantindo os alimentos que nos sustentam, vocês não conseguiriam ir a lugar nenhum.


Moral: Aqueles que cumprem as ordens são muito importantes, mas os que sabem liderar são essenciais.


Esopo


https://www.unimed.coop.br/site/web/canal-unimed-parana/categorias/-/asset_publisher/TnG1N1FH40nO/content/o-estomago-e-os-pes


A partir da leitura da fábula apresentada, qual alternativa expressa com mais clareza o sentido implícito do texto, considerando o uso da metáfora e o papel da moral da história?
Alternativas
Q3815100 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Pois não é suficiente ter o espírito bom, o principal é aplicá-lo bem. As maiores almas são capazes dos maiores vícios, tanto quanto das maiores virtudes, e os que andam muito lentamente podem avançar muito mais, se seguirem sempre o caminho reto, do que aqueles que correm e dele se distanciam.


René Descartes


https://www.pensador.com/textos_de_grandes_pensadores/

Com base no texto de René Descartes, analise as proposições abaixo e assinale a alternativa que apresenta uma interpretação correta e coerente com o sentido global do excerto.
Alternativas
Q3814751 Português
No trabalho com gêneros textuais nos Anos Iniciais, considera-se que os textos circulam socialmente em diferentes contextos de uso, com finalidades e interlocutores específicos. À luz dessa concepção, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3814735 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Sistema Nacional de Educação busca equilíbrio entre autonomia e colaboração

    Com a Lei Complementar 220, sancionada pelo presidente Lula no dia 31 de outubro passado, o Brasil deu o passo decisivo para a criação do Sistema Nacional de Educação (SNE). Apelidado de “SUS da Educação”, o SNE tem como objetivo articular os sistemas de ensino da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios. A perspectiva é que o trabalho conjunto dos entes federativos possa contribuir para a melhoria da educação de todo o País.
    O que essa nova lei faz, na prática, é criar instâncias de interação entre União, Estados e municípios. A primeira delas é a Comissão Intergestores Tripartite da Educação (Cite). Essa comissão reúne cinco membros ligados ao governo federal – entre eles o ministro da Educação, como presidente, e integrantes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) – cinco dos Estados e cinco dos municípios, representando cada uma das regiões do País.
    Como explica o professor José Fernandes de Lima, docente da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e expresidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), a Cite terá competência para decidir o repasse de verbas da União para Estados e municípios e suas contrapartidas, os parâmetros de qualidade e de avaliação geral e a maneira como Estados e municípios deverão interagir. De acordo com Lima, a ideia é reunir todas as instâncias para estabelecer as regras gerais.
    Para a professora Bernardete Angelina Gatti, titular da Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, a novidade que o SNE traz é canalizar discussões a respeito da educação que até hoje estavam dispersas. “Como não conseguimos fazer uma regulação do regime de colaboração que está previsto desde a Constituição, esse sistema vem fazer isso”, explica a professora. Segundo Bernardete, a lei não define nenhum poder vinculante, o que garante flexibilidade para as ações. “A ideia é ter alguns consensos básicos, sem perder a autonomia dos Estados e dos municípios.”
    De acordo com a catedrática, o que se pretende com o SNE é garantir algum consenso nacional. “Afinal, nós somos uma federação, mas também somos uma nação integral. É nessa perspectiva que o SNE faz sentido.” Outros países federativos também contam com sistemas que articulam os diferentes níveis da educação, lembra a professora.
    A busca por esse consenso e essa colaboração é mais antiga do que a Constituição e conta com quase 100 anos, explica Bernardete. Remete ao Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, de 1932, que já falava de um sistema nacional. Mas, como aconteceu durante todo o século 20 e nas primeiras décadas do 21, a sugestão dos pioneiros ficou de lado. “O Manifesto foi um grito de alerta que os governos não atenderam”, indica Bernardete.

Fonte: https://jornal.usp.br/cultura/sistema-nacional-de-educacao-buscaequilibrio-entre-autonomia-e-colaboracao.
Ao apresentar a criação do Sistema Nacional de Educação (SNE), o texto desenvolve uma argumentação que articula informações legais, institucionais e avaliativas. Considerando o sentido global do texto, assinale a alternativa que melhor expressa a finalidade central atribuída ao SNE. 
Alternativas
Q3814663 Português
A música Angélica, de Chico Buarque e Miltinho, foi inspirada pela dor de Zuzu Angel diante do desaparecimento de seu filho Stuart. Considerando a letra da música e o contexto histórico, analise as afirmativas a seguir sobre o título e seu significado:

I. O nome “Angélica” não corresponde ao nome real do filho de Zuzu Angel, funcionando como uma construção poética que universaliza a experiência do luto materno;
II. O título remete a elementos simbólicos ligados à pureza e à inocência, reforçando a dimensão angelical e intensificando a carga emocional da narrativa lírica;
III. A escolha do nome “Angélica” permite ao eu lírico construir um distanciamento entre a realidade factual e a expressão artística do luto, ampliando a dimensão metafórica da obra;
IV. O título indica que a música se restringe à esfera da ficção, desvinculando-se da experiência concreta de Zuzu Angel;
V. A função do título é exclusivamente sonora e estética, não apresentando implicações interpretativas ou simbólicas.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3814662 Português
Analise as assertivas:

1. O eu lírico é uma mãe que perdeu o filho. Ela se expressa diretamente, mostrando sentimentos de dor, saudade e impotência. A repetição de perguntas como “Quem é essa mulher” revela um olhar introspectivo e emocional, típico de alguém enlutado que tenta dar sentido à própria dor;
2. O luto se manifesta em várias formas, pode ser como a saudade e ausência física do filho: “Só queria embalar meu filho que mora na escuridão do mar” indica que o filho não está mais presente, sugerindo morte ou desaparecimento. Também pode ser com o desejo de cuidado e proteção: “Só queria agasalhar meu anjo e deixar seu corpo descansar” mostra que o eu lírico ainda quer cuidar do filho, mesmo sabendo que não pode mais, evidenciando a impossibilidade da perda;
3. Há uma linguagem poética e simbólica, usando metáforas e símbolos: “escuridão do mar” representa a morte ou o desaparecimento, um espaço de sofrimento e ausência. “dobrar um sino” sugere uma comunicação simbólica, quase ritualística, ligando dor e memória.


A alternativa correta é:
Alternativas
Q3814661 Português
Zuzu Angel: história, resistência e legado


         Nascida Zuleika Angel Jones, em Curvelo, Minas Gerais, Zuzu Angel construiu uma carreira na moda brasileira criando roupas que exaltavam elementos da cultura nacional. Cresceu no Rio de Janeiro e desenvolveu seu talento em costura de forma autodidata, ganhando destaque ao criar roupas para amigas e familiares. Foi casada com o economista estadunidense Norman Angel Jones, com quem teve três filhos: Stuart, Hildegard e Ana Cristina.

        Durante sua trajetória na moda, a originalidade de suas peças e o uso de materiais brasileiros logo chamaram atenção da elite carioca e abriu o caminho para a visibilidade internacional.

            Zuzu apareceu em importantes revistas de moda, como a “Harper’s Bazaar” e o “New York Times”, e foi a primeira estilista brasileira a realizar desfiles em Nova York, além de apresentar suas criações em Los Angeles e Washington.

             Antes de se tornar um nome de peso na luta por direitos humanos, Zuzu Angel já era reconhecida por sua originalidade ao introduzir elementos brasileiros à alta costura.

           Sua trajetória na moda começou na década de 1950, quando começou a produzir roupas para vender entre amigas. A qualidade e a autenticidade de seu trabalho logo a colocaram em uma posição de destaque e teve a oportunidade de desenhar roupas para pessoas famosas da época.

            Zuzu ganhou reconhecimento ao criar peças que incorporavam elementos típicos da cultura brasileira, como rendas do Nordeste, chitas floridas, bordados manuais e estampas inspiradas na fauna e flora do país.

       No entanto, o brilho de sua carreira foi literalmente ofuscado com o desaparecimento de seu filho, Stuart Angel Jones, aos 25 anos. E foi nesse momento que Zuzu transformou completamente sua carreira, saindo de trás das máquinas de costura e indo para a luta contra a ditadura.


Moda como ferramenta política


           Tendo que lidar com a dor e com a falta de respostas pelo sumiço do filho, Zuzu Angel transformou esse sentimento em uma luta pública por justiça. Valendo-se de sua projeção internacional no mundo da moda, ela buscou envolver autoridades dos Estados Unidos, país de origem de seu ex-marido, na pressão pelo esclarecimento do assassinato de seu filho.

          Criou então uma coleção de protesto, com estampas de manchas vermelhas, motivos de guerra, pássaros presos em gaiolas e anjos ensanguentados, simbolizando a repressão brutal do regime. Em seu desfile “International Dateline Collection III – Holiday and Resort”, apresentou peças que narram, por meio de imagens e bordados, sua dor e a violência do Estado.

          Os desenhos, que evocavam traços infantis, remetem à figura do filho perdido. No encerramento do desfile, Zuzu Angel usou um vestido longo preto com manto cobrindo a cabeça, cinto com cem crucifixos e um pingente de anjo, um manifesto silencioso, mas eloquente, sobre o luto transformado em resistência.

       Dessa forma, a moda tornou-se uma linguagem de protesto que transcende fronteiras e questionava as relações de poder e violação de direitos no Brasil.


Os desfiles de Zuzu Angel


         Após o assassinato de seu filho, Stuart Angel, militante do MR-8, ela passou a usar suas criações como forma de denúncia. Seus desfiles incorporavam símbolos nacionais como anjos, pássaros em gaiolas, estampas de tortura e padrões camuflados, em uma crítica direta ao regime.

       Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória foi o desfile no consulado brasileiro em Nova York, em 1971, onde chocou a elite internacional ao revelar, por meio da moda, as atrocidades cometidas no Brasil.

     Entre suas peças mais simbólicas, havia vestidos com tecidos vermelhos que evocavam sangue e formas que lembravam feridas, representando a dor e a violência. Zuzu também recorria a símbolos religiosos, como cruzes e mantos, reforçando a dimensão sacrificial da luta por liberdade.

       Cada desfile era pensado como um ato político: música triste, iluminação dramática e figurinos carregados de significado transformavam a passarela em um palco de protesto.


O legado de Zuzu Angel


          Com o passar dos anos, Zuzu tornou-se figura central na cultura brasileira. Mas na madrugada de 14 de abril de 1976, a estilista morreu em um acidente no Túnel Dois Irmãos, na Estrada da Gávea, no Rio de Janeiro — hoje chamado Túnel Zuzu Angel. Sua morte, estranhamente violenta, foi investigada pelas autoridades anos depois.

       Diversas investigações ponderam se foi realmente acidente ou assassinato cometido por agentes do regime. A Comissão Nacional da Verdade, em 1998, reconheceu sua morte como violenta, causada por ação estatal.

           Em 1993, foi criado o Instituto Zuzu Angel, dedicado à memória e ensino da moda no Rio. A filha Hildegard, jornalista e herdeira da luta, conseguiu em 2020 a indenização por morte violenta, confirmando o reconhecimento jurídico da culpa do Estado.

           Seu nome está no Livro de Aço do Panteão da Pátria desde 2017. Sua história inspirou o filme Zuzu Angel (2006), dirigido por Sérgio Rezende e estrelado por Patrícia Pillar e Daniel de Oliveira. Além disso, sua luta também está eternizada nas artes, livros e músicas como a canção “Angélica” de Chico Buarque.


(ADAPTADO. www. iclnoticias.com.br/conhecimento/zuzu-angel/)

Leia os trechos retirados do texto:

I. “Entre suas peças mais simbólicas, havia vestidos com tecidos vermelhos que evocavam sangue e formas que lembravam feridas, representando a dor e a violência.”
II. “Zuzu Angel transformou completamente sua carreira, saindo de trás das máquinas de costura e indo para a luta contra a ditadura.”

Com base nos trechos acima, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3814660 Português
Zuzu Angel: história, resistência e legado


         Nascida Zuleika Angel Jones, em Curvelo, Minas Gerais, Zuzu Angel construiu uma carreira na moda brasileira criando roupas que exaltavam elementos da cultura nacional. Cresceu no Rio de Janeiro e desenvolveu seu talento em costura de forma autodidata, ganhando destaque ao criar roupas para amigas e familiares. Foi casada com o economista estadunidense Norman Angel Jones, com quem teve três filhos: Stuart, Hildegard e Ana Cristina.

        Durante sua trajetória na moda, a originalidade de suas peças e o uso de materiais brasileiros logo chamaram atenção da elite carioca e abriu o caminho para a visibilidade internacional.

            Zuzu apareceu em importantes revistas de moda, como a “Harper’s Bazaar” e o “New York Times”, e foi a primeira estilista brasileira a realizar desfiles em Nova York, além de apresentar suas criações em Los Angeles e Washington.

             Antes de se tornar um nome de peso na luta por direitos humanos, Zuzu Angel já era reconhecida por sua originalidade ao introduzir elementos brasileiros à alta costura.

           Sua trajetória na moda começou na década de 1950, quando começou a produzir roupas para vender entre amigas. A qualidade e a autenticidade de seu trabalho logo a colocaram em uma posição de destaque e teve a oportunidade de desenhar roupas para pessoas famosas da época.

            Zuzu ganhou reconhecimento ao criar peças que incorporavam elementos típicos da cultura brasileira, como rendas do Nordeste, chitas floridas, bordados manuais e estampas inspiradas na fauna e flora do país.

       No entanto, o brilho de sua carreira foi literalmente ofuscado com o desaparecimento de seu filho, Stuart Angel Jones, aos 25 anos. E foi nesse momento que Zuzu transformou completamente sua carreira, saindo de trás das máquinas de costura e indo para a luta contra a ditadura.


Moda como ferramenta política


           Tendo que lidar com a dor e com a falta de respostas pelo sumiço do filho, Zuzu Angel transformou esse sentimento em uma luta pública por justiça. Valendo-se de sua projeção internacional no mundo da moda, ela buscou envolver autoridades dos Estados Unidos, país de origem de seu ex-marido, na pressão pelo esclarecimento do assassinato de seu filho.

          Criou então uma coleção de protesto, com estampas de manchas vermelhas, motivos de guerra, pássaros presos em gaiolas e anjos ensanguentados, simbolizando a repressão brutal do regime. Em seu desfile “International Dateline Collection III – Holiday and Resort”, apresentou peças que narram, por meio de imagens e bordados, sua dor e a violência do Estado.

          Os desenhos, que evocavam traços infantis, remetem à figura do filho perdido. No encerramento do desfile, Zuzu Angel usou um vestido longo preto com manto cobrindo a cabeça, cinto com cem crucifixos e um pingente de anjo, um manifesto silencioso, mas eloquente, sobre o luto transformado em resistência.

       Dessa forma, a moda tornou-se uma linguagem de protesto que transcende fronteiras e questionava as relações de poder e violação de direitos no Brasil.


Os desfiles de Zuzu Angel


         Após o assassinato de seu filho, Stuart Angel, militante do MR-8, ela passou a usar suas criações como forma de denúncia. Seus desfiles incorporavam símbolos nacionais como anjos, pássaros em gaiolas, estampas de tortura e padrões camuflados, em uma crítica direta ao regime.

       Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória foi o desfile no consulado brasileiro em Nova York, em 1971, onde chocou a elite internacional ao revelar, por meio da moda, as atrocidades cometidas no Brasil.

     Entre suas peças mais simbólicas, havia vestidos com tecidos vermelhos que evocavam sangue e formas que lembravam feridas, representando a dor e a violência. Zuzu também recorria a símbolos religiosos, como cruzes e mantos, reforçando a dimensão sacrificial da luta por liberdade.

       Cada desfile era pensado como um ato político: música triste, iluminação dramática e figurinos carregados de significado transformavam a passarela em um palco de protesto.


O legado de Zuzu Angel


          Com o passar dos anos, Zuzu tornou-se figura central na cultura brasileira. Mas na madrugada de 14 de abril de 1976, a estilista morreu em um acidente no Túnel Dois Irmãos, na Estrada da Gávea, no Rio de Janeiro — hoje chamado Túnel Zuzu Angel. Sua morte, estranhamente violenta, foi investigada pelas autoridades anos depois.

       Diversas investigações ponderam se foi realmente acidente ou assassinato cometido por agentes do regime. A Comissão Nacional da Verdade, em 1998, reconheceu sua morte como violenta, causada por ação estatal.

           Em 1993, foi criado o Instituto Zuzu Angel, dedicado à memória e ensino da moda no Rio. A filha Hildegard, jornalista e herdeira da luta, conseguiu em 2020 a indenização por morte violenta, confirmando o reconhecimento jurídico da culpa do Estado.

           Seu nome está no Livro de Aço do Panteão da Pátria desde 2017. Sua história inspirou o filme Zuzu Angel (2006), dirigido por Sérgio Rezende e estrelado por Patrícia Pillar e Daniel de Oliveira. Além disso, sua luta também está eternizada nas artes, livros e músicas como a canção “Angélica” de Chico Buarque.


(ADAPTADO. www. iclnoticias.com.br/conhecimento/zuzu-angel/)

Quanto à argumentação (coerência e análise crítica do discurso), assinale a alternativa que relaciona corretamente cada trecho adaptado à sua organização textual:

1. Com o passar dos anos, Zuzu tornou-se figura central na cultura brasileira.
2. Dessa forma, a moda tornou-se uma linguagem de protesto que transcende fronteiras e questionava as relações de poder e violação de direitos no Brasil.
3. No encerramento do desfile, Zuzu Angel usou um vestido longo preto com manto cobrindo a cabeça, cinto com cem crucifixos e um pingente de anjo, um manifesto silencioso, mas eloquente, sobre o luto transformado em resistência.
4. Mas na madrugada de 14 de abril de 1976, a estilista morreu em um acidente no Túnel Dois Irmãos, na Estrada da Gávea, no Rio de Janeiro — hoje chamado Túnel Zuzu Angel.
5. Estude a trajetória de Zuzu Angel e reflita sobre como a moda pode ser usada como forma de denúncia e resistência.
Alternativas
Q3814658 Português
Zuzu Angel: história, resistência e legado


         Nascida Zuleika Angel Jones, em Curvelo, Minas Gerais, Zuzu Angel construiu uma carreira na moda brasileira criando roupas que exaltavam elementos da cultura nacional. Cresceu no Rio de Janeiro e desenvolveu seu talento em costura de forma autodidata, ganhando destaque ao criar roupas para amigas e familiares. Foi casada com o economista estadunidense Norman Angel Jones, com quem teve três filhos: Stuart, Hildegard e Ana Cristina.

        Durante sua trajetória na moda, a originalidade de suas peças e o uso de materiais brasileiros logo chamaram atenção da elite carioca e abriu o caminho para a visibilidade internacional.

            Zuzu apareceu em importantes revistas de moda, como a “Harper’s Bazaar” e o “New York Times”, e foi a primeira estilista brasileira a realizar desfiles em Nova York, além de apresentar suas criações em Los Angeles e Washington.

             Antes de se tornar um nome de peso na luta por direitos humanos, Zuzu Angel já era reconhecida por sua originalidade ao introduzir elementos brasileiros à alta costura.

           Sua trajetória na moda começou na década de 1950, quando começou a produzir roupas para vender entre amigas. A qualidade e a autenticidade de seu trabalho logo a colocaram em uma posição de destaque e teve a oportunidade de desenhar roupas para pessoas famosas da época.

            Zuzu ganhou reconhecimento ao criar peças que incorporavam elementos típicos da cultura brasileira, como rendas do Nordeste, chitas floridas, bordados manuais e estampas inspiradas na fauna e flora do país.

       No entanto, o brilho de sua carreira foi literalmente ofuscado com o desaparecimento de seu filho, Stuart Angel Jones, aos 25 anos. E foi nesse momento que Zuzu transformou completamente sua carreira, saindo de trás das máquinas de costura e indo para a luta contra a ditadura.


Moda como ferramenta política


           Tendo que lidar com a dor e com a falta de respostas pelo sumiço do filho, Zuzu Angel transformou esse sentimento em uma luta pública por justiça. Valendo-se de sua projeção internacional no mundo da moda, ela buscou envolver autoridades dos Estados Unidos, país de origem de seu ex-marido, na pressão pelo esclarecimento do assassinato de seu filho.

          Criou então uma coleção de protesto, com estampas de manchas vermelhas, motivos de guerra, pássaros presos em gaiolas e anjos ensanguentados, simbolizando a repressão brutal do regime. Em seu desfile “International Dateline Collection III – Holiday and Resort”, apresentou peças que narram, por meio de imagens e bordados, sua dor e a violência do Estado.

          Os desenhos, que evocavam traços infantis, remetem à figura do filho perdido. No encerramento do desfile, Zuzu Angel usou um vestido longo preto com manto cobrindo a cabeça, cinto com cem crucifixos e um pingente de anjo, um manifesto silencioso, mas eloquente, sobre o luto transformado em resistência.

       Dessa forma, a moda tornou-se uma linguagem de protesto que transcende fronteiras e questionava as relações de poder e violação de direitos no Brasil.


Os desfiles de Zuzu Angel


         Após o assassinato de seu filho, Stuart Angel, militante do MR-8, ela passou a usar suas criações como forma de denúncia. Seus desfiles incorporavam símbolos nacionais como anjos, pássaros em gaiolas, estampas de tortura e padrões camuflados, em uma crítica direta ao regime.

       Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória foi o desfile no consulado brasileiro em Nova York, em 1971, onde chocou a elite internacional ao revelar, por meio da moda, as atrocidades cometidas no Brasil.

     Entre suas peças mais simbólicas, havia vestidos com tecidos vermelhos que evocavam sangue e formas que lembravam feridas, representando a dor e a violência. Zuzu também recorria a símbolos religiosos, como cruzes e mantos, reforçando a dimensão sacrificial da luta por liberdade.

       Cada desfile era pensado como um ato político: música triste, iluminação dramática e figurinos carregados de significado transformavam a passarela em um palco de protesto.


O legado de Zuzu Angel


          Com o passar dos anos, Zuzu tornou-se figura central na cultura brasileira. Mas na madrugada de 14 de abril de 1976, a estilista morreu em um acidente no Túnel Dois Irmãos, na Estrada da Gávea, no Rio de Janeiro — hoje chamado Túnel Zuzu Angel. Sua morte, estranhamente violenta, foi investigada pelas autoridades anos depois.

       Diversas investigações ponderam se foi realmente acidente ou assassinato cometido por agentes do regime. A Comissão Nacional da Verdade, em 1998, reconheceu sua morte como violenta, causada por ação estatal.

           Em 1993, foi criado o Instituto Zuzu Angel, dedicado à memória e ensino da moda no Rio. A filha Hildegard, jornalista e herdeira da luta, conseguiu em 2020 a indenização por morte violenta, confirmando o reconhecimento jurídico da culpa do Estado.

           Seu nome está no Livro de Aço do Panteão da Pátria desde 2017. Sua história inspirou o filme Zuzu Angel (2006), dirigido por Sérgio Rezende e estrelado por Patrícia Pillar e Daniel de Oliveira. Além disso, sua luta também está eternizada nas artes, livros e músicas como a canção “Angélica” de Chico Buarque.


(ADAPTADO. www. iclnoticias.com.br/conhecimento/zuzu-angel/)

Com base no texto, analise as afirmativas a seguir:

I. Zuzu Angel restringiu sua denúncia política ao cenário nacional, evitando envolver a comunidade internacional em sua causa.
II. O uso de símbolos religiosos em seus desfiles reforça a ideia de sacrifício e sofrimento como parte de uma luta coletiva contra a repressão.
III. O desfile no consulado brasileiro em Nova York, em 1971, foi marcado pelo choque causado à elite internacional ao revelar, pela moda, as atrocidades do regime brasileiro.
IV. A estética da moda de Zuzu permaneceu sempre desvinculada de questões políticas, mantendo-se apenas no campo da criação artística.
V. A incorporação de cores, símbolos e recursos cênicos demonstra que cada desfile funcionava como um ato político e performático de resistência.

Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3814657 Português
Zuzu Angel: história, resistência e legado


         Nascida Zuleika Angel Jones, em Curvelo, Minas Gerais, Zuzu Angel construiu uma carreira na moda brasileira criando roupas que exaltavam elementos da cultura nacional. Cresceu no Rio de Janeiro e desenvolveu seu talento em costura de forma autodidata, ganhando destaque ao criar roupas para amigas e familiares. Foi casada com o economista estadunidense Norman Angel Jones, com quem teve três filhos: Stuart, Hildegard e Ana Cristina.

        Durante sua trajetória na moda, a originalidade de suas peças e o uso de materiais brasileiros logo chamaram atenção da elite carioca e abriu o caminho para a visibilidade internacional.

            Zuzu apareceu em importantes revistas de moda, como a “Harper’s Bazaar” e o “New York Times”, e foi a primeira estilista brasileira a realizar desfiles em Nova York, além de apresentar suas criações em Los Angeles e Washington.

             Antes de se tornar um nome de peso na luta por direitos humanos, Zuzu Angel já era reconhecida por sua originalidade ao introduzir elementos brasileiros à alta costura.

           Sua trajetória na moda começou na década de 1950, quando começou a produzir roupas para vender entre amigas. A qualidade e a autenticidade de seu trabalho logo a colocaram em uma posição de destaque e teve a oportunidade de desenhar roupas para pessoas famosas da época.

            Zuzu ganhou reconhecimento ao criar peças que incorporavam elementos típicos da cultura brasileira, como rendas do Nordeste, chitas floridas, bordados manuais e estampas inspiradas na fauna e flora do país.

       No entanto, o brilho de sua carreira foi literalmente ofuscado com o desaparecimento de seu filho, Stuart Angel Jones, aos 25 anos. E foi nesse momento que Zuzu transformou completamente sua carreira, saindo de trás das máquinas de costura e indo para a luta contra a ditadura.


Moda como ferramenta política


           Tendo que lidar com a dor e com a falta de respostas pelo sumiço do filho, Zuzu Angel transformou esse sentimento em uma luta pública por justiça. Valendo-se de sua projeção internacional no mundo da moda, ela buscou envolver autoridades dos Estados Unidos, país de origem de seu ex-marido, na pressão pelo esclarecimento do assassinato de seu filho.

          Criou então uma coleção de protesto, com estampas de manchas vermelhas, motivos de guerra, pássaros presos em gaiolas e anjos ensanguentados, simbolizando a repressão brutal do regime. Em seu desfile “International Dateline Collection III – Holiday and Resort”, apresentou peças que narram, por meio de imagens e bordados, sua dor e a violência do Estado.

          Os desenhos, que evocavam traços infantis, remetem à figura do filho perdido. No encerramento do desfile, Zuzu Angel usou um vestido longo preto com manto cobrindo a cabeça, cinto com cem crucifixos e um pingente de anjo, um manifesto silencioso, mas eloquente, sobre o luto transformado em resistência.

       Dessa forma, a moda tornou-se uma linguagem de protesto que transcende fronteiras e questionava as relações de poder e violação de direitos no Brasil.


Os desfiles de Zuzu Angel


         Após o assassinato de seu filho, Stuart Angel, militante do MR-8, ela passou a usar suas criações como forma de denúncia. Seus desfiles incorporavam símbolos nacionais como anjos, pássaros em gaiolas, estampas de tortura e padrões camuflados, em uma crítica direta ao regime.

       Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória foi o desfile no consulado brasileiro em Nova York, em 1971, onde chocou a elite internacional ao revelar, por meio da moda, as atrocidades cometidas no Brasil.

     Entre suas peças mais simbólicas, havia vestidos com tecidos vermelhos que evocavam sangue e formas que lembravam feridas, representando a dor e a violência. Zuzu também recorria a símbolos religiosos, como cruzes e mantos, reforçando a dimensão sacrificial da luta por liberdade.

       Cada desfile era pensado como um ato político: música triste, iluminação dramática e figurinos carregados de significado transformavam a passarela em um palco de protesto.


O legado de Zuzu Angel


          Com o passar dos anos, Zuzu tornou-se figura central na cultura brasileira. Mas na madrugada de 14 de abril de 1976, a estilista morreu em um acidente no Túnel Dois Irmãos, na Estrada da Gávea, no Rio de Janeiro — hoje chamado Túnel Zuzu Angel. Sua morte, estranhamente violenta, foi investigada pelas autoridades anos depois.

       Diversas investigações ponderam se foi realmente acidente ou assassinato cometido por agentes do regime. A Comissão Nacional da Verdade, em 1998, reconheceu sua morte como violenta, causada por ação estatal.

           Em 1993, foi criado o Instituto Zuzu Angel, dedicado à memória e ensino da moda no Rio. A filha Hildegard, jornalista e herdeira da luta, conseguiu em 2020 a indenização por morte violenta, confirmando o reconhecimento jurídico da culpa do Estado.

           Seu nome está no Livro de Aço do Panteão da Pátria desde 2017. Sua história inspirou o filme Zuzu Angel (2006), dirigido por Sérgio Rezende e estrelado por Patrícia Pillar e Daniel de Oliveira. Além disso, sua luta também está eternizada nas artes, livros e músicas como a canção “Angélica” de Chico Buarque.


(ADAPTADO. www. iclnoticias.com.br/conhecimento/zuzu-angel/)

Com base no texto sobre a atuação política de Zuzu Angel, analise as afirmativas a seguir e marque-as como C para correto ou E para errado.

I. Zuzu Angel utilizou sua visibilidade internacional na moda para denunciar a violência do regime militar brasileiro.
II. As coleções de protesto criadas por Zuzu destacavam símbolos de repressão e violência, transformando a moda em instrumento de resistência política.
III. Apesar de sua dor, Zuzu optou por não envolver autoridades estrangeiras em sua luta, mantendo o protesto em seu país de origem.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
Alternativas
Q3814656 Português
Zuzu Angel: história, resistência e legado


         Nascida Zuleika Angel Jones, em Curvelo, Minas Gerais, Zuzu Angel construiu uma carreira na moda brasileira criando roupas que exaltavam elementos da cultura nacional. Cresceu no Rio de Janeiro e desenvolveu seu talento em costura de forma autodidata, ganhando destaque ao criar roupas para amigas e familiares. Foi casada com o economista estadunidense Norman Angel Jones, com quem teve três filhos: Stuart, Hildegard e Ana Cristina.

        Durante sua trajetória na moda, a originalidade de suas peças e o uso de materiais brasileiros logo chamaram atenção da elite carioca e abriu o caminho para a visibilidade internacional.

            Zuzu apareceu em importantes revistas de moda, como a “Harper’s Bazaar” e o “New York Times”, e foi a primeira estilista brasileira a realizar desfiles em Nova York, além de apresentar suas criações em Los Angeles e Washington.

             Antes de se tornar um nome de peso na luta por direitos humanos, Zuzu Angel já era reconhecida por sua originalidade ao introduzir elementos brasileiros à alta costura.

           Sua trajetória na moda começou na década de 1950, quando começou a produzir roupas para vender entre amigas. A qualidade e a autenticidade de seu trabalho logo a colocaram em uma posição de destaque e teve a oportunidade de desenhar roupas para pessoas famosas da época.

            Zuzu ganhou reconhecimento ao criar peças que incorporavam elementos típicos da cultura brasileira, como rendas do Nordeste, chitas floridas, bordados manuais e estampas inspiradas na fauna e flora do país.

       No entanto, o brilho de sua carreira foi literalmente ofuscado com o desaparecimento de seu filho, Stuart Angel Jones, aos 25 anos. E foi nesse momento que Zuzu transformou completamente sua carreira, saindo de trás das máquinas de costura e indo para a luta contra a ditadura.


Moda como ferramenta política


           Tendo que lidar com a dor e com a falta de respostas pelo sumiço do filho, Zuzu Angel transformou esse sentimento em uma luta pública por justiça. Valendo-se de sua projeção internacional no mundo da moda, ela buscou envolver autoridades dos Estados Unidos, país de origem de seu ex-marido, na pressão pelo esclarecimento do assassinato de seu filho.

          Criou então uma coleção de protesto, com estampas de manchas vermelhas, motivos de guerra, pássaros presos em gaiolas e anjos ensanguentados, simbolizando a repressão brutal do regime. Em seu desfile “International Dateline Collection III – Holiday and Resort”, apresentou peças que narram, por meio de imagens e bordados, sua dor e a violência do Estado.

          Os desenhos, que evocavam traços infantis, remetem à figura do filho perdido. No encerramento do desfile, Zuzu Angel usou um vestido longo preto com manto cobrindo a cabeça, cinto com cem crucifixos e um pingente de anjo, um manifesto silencioso, mas eloquente, sobre o luto transformado em resistência.

       Dessa forma, a moda tornou-se uma linguagem de protesto que transcende fronteiras e questionava as relações de poder e violação de direitos no Brasil.


Os desfiles de Zuzu Angel


         Após o assassinato de seu filho, Stuart Angel, militante do MR-8, ela passou a usar suas criações como forma de denúncia. Seus desfiles incorporavam símbolos nacionais como anjos, pássaros em gaiolas, estampas de tortura e padrões camuflados, em uma crítica direta ao regime.

       Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória foi o desfile no consulado brasileiro em Nova York, em 1971, onde chocou a elite internacional ao revelar, por meio da moda, as atrocidades cometidas no Brasil.

     Entre suas peças mais simbólicas, havia vestidos com tecidos vermelhos que evocavam sangue e formas que lembravam feridas, representando a dor e a violência. Zuzu também recorria a símbolos religiosos, como cruzes e mantos, reforçando a dimensão sacrificial da luta por liberdade.

       Cada desfile era pensado como um ato político: música triste, iluminação dramática e figurinos carregados de significado transformavam a passarela em um palco de protesto.


O legado de Zuzu Angel


          Com o passar dos anos, Zuzu tornou-se figura central na cultura brasileira. Mas na madrugada de 14 de abril de 1976, a estilista morreu em um acidente no Túnel Dois Irmãos, na Estrada da Gávea, no Rio de Janeiro — hoje chamado Túnel Zuzu Angel. Sua morte, estranhamente violenta, foi investigada pelas autoridades anos depois.

       Diversas investigações ponderam se foi realmente acidente ou assassinato cometido por agentes do regime. A Comissão Nacional da Verdade, em 1998, reconheceu sua morte como violenta, causada por ação estatal.

           Em 1993, foi criado o Instituto Zuzu Angel, dedicado à memória e ensino da moda no Rio. A filha Hildegard, jornalista e herdeira da luta, conseguiu em 2020 a indenização por morte violenta, confirmando o reconhecimento jurídico da culpa do Estado.

           Seu nome está no Livro de Aço do Panteão da Pátria desde 2017. Sua história inspirou o filme Zuzu Angel (2006), dirigido por Sérgio Rezende e estrelado por Patrícia Pillar e Daniel de Oliveira. Além disso, sua luta também está eternizada nas artes, livros e músicas como a canção “Angélica” de Chico Buarque.


(ADAPTADO. www. iclnoticias.com.br/conhecimento/zuzu-angel/)

Analise as afirmativas a seguir e marque-as com V para verdadeira ou F para falsa:

I. Zuzu Angel nasceu em Minas Gerais, cresceu no Rio de Janeiro e aprendeu costura por conta própria;
II. Sua carreira internacional começou quando foi convidada a trabalhar em ateliês de Nova York, onde apresentou desfiles antes de qualquer reconhecimento no Brasil;
III. A morte de seu filho Stuart levou Zuzu a transformar sua atuação na moda em uma luta política contra a ditadura.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
Alternativas
Respostas
5361: C
5362: E
5363: C
5364: C
5365: C
5366: D
5367: E
5368: E
5369: A
5370: B
5371: A
5372: C
5373: A
5374: D
5375: C
5376: E
5377: A
5378: B
5379: C
5380: E