Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q4197838 Português

Leia o texto a seguir, ainda da música “Balada do louco”:


"Se eles são bonitos / Sou Alain Delon / Se eles são famosos / Sou Napoleão"


Para construir o sentido de ironia e rebeldia presente na última estrofe do trecho, o eu lírico utiliza uma figura de linguagem baseada em referências culturais (o ator francês Alain Delon e o líder histórico Napoleão Bonaparte). O efeito pretendido com essas comparações hiperbólicas é

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Q4197829 Português

Leia o texto:


Para realizar uma cópia frente e verso, coloque o documento original no vidro do equipamento, selecione a opção "Duplex" no painel, escolha a quantidade de cópias desejada e pressione o botão de início.


Quanto à tipologia predominante, o texto é classificado como

Alternativas
Q4197650 Português
Leia o texto a seguir

A formação profissional em um mundo em
constante transformação


    As mudanças tecnológicas e sociais têm provocado transformações significativas no mercado de trabalho. Nesse contexto, espera-se que os profissionais dominem conhecimentos técnicos, mas também desenvolvam competências relacionadas à comunicação, à resolução de problemas, à capacidade de adaptação e ao trabalho em equipe.

    Entretanto, a formação profissional não deve ser compreendida apenas como um processo voltado à obtenção de um diploma. Aprender continuamente tornou-se uma necessidade para acompanhar as mudanças que ocorrem em diferentes áreas do conhecimento. Assim, cursos de atualização, leitura especializada e participação em atividades formativas contribuem para o desenvolvimento profissional ao longo da vida.

    Além disso, a postura ética permanece como elemento indispensável em qualquer profissão. O domínio de técnicas e ferramentas é importante, mas perde seu valor quando desvinculado da responsabilidade, do respeito às pessoas e do compromisso com a qualidade dos serviços prestados.

    Dessa forma, a formação profissional deve ser entendida como um processo permanente, que envolve conhecimento, desenvolvimento de competências e compromisso ético.
Com base nas ideias apresentadas no texto, assinale a alternativa CORRETA.
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Q4197402 Português
Analise o texto abaixo.

Você foi convocado a participar de uma reunião e depois contar o que ocorreu para seus parceiros de trabalho. Na reunião, o diretor discursou: “No passado, nossa empresa enfrentou dificuldades em todos os setores, mas a determinação de nosso time de profissionais foi o diferencial para modificar aquele cenário”.

Diante do exposto, assinale a alternativa correta.
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Q4197399 Português
Assinale a alternativa formada pela sentença de sentido conotativo. 
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Q4197397 Português
Analise o texto abaixo e responda à questão.


Texto - Ensaio - CAPÍTULO XI DA CRUELDADE – (Michel Eyquem de Montaigne)


“Parece-me que a virtude é coisa diferente, e mais nobre, do que as inclinações para a bondade, que nascem em nós. As almas bem-nascidas e naturalmente bem equilibradas seguem caminhos idênticos e apresentam em suas ações fisionomia igual à das virtuosas. Mas a virtude revela não sei que de maior, mais ativo, do que deixar-se, sob a influência de uma feliz compleição, serenamente conduzir pela razão. Quem, por doçura e inclinação natural, esquece as ofensas recebidas, comete uma bela ação, digna de louvores; mas quem, profundamente ferido e irritado, luta contra um terrível desejo de vingança e pela razão consegue se dominar, faz melhor sem dúvida. Aquele age certo; este virtuosamente. O ato do primeiro é de bondade, o do segundo de virtude. Dir-se-ia que a virtude pressupõe dificuldade e oposição e não pode existir sem luta (...)”.  (Montaigne)
Assinale a alternativa que traduz corretamente o sentido da expressão no texto.
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Q4197396 Português
Analise o texto abaixo e responda à questão.


Texto - Ensaio - CAPÍTULO XI DA CRUELDADE – (Michel Eyquem de Montaigne)


“Parece-me que a virtude é coisa diferente, e mais nobre, do que as inclinações para a bondade, que nascem em nós. As almas bem-nascidas e naturalmente bem equilibradas seguem caminhos idênticos e apresentam em suas ações fisionomia igual à das virtuosas. Mas a virtude revela não sei que de maior, mais ativo, do que deixar-se, sob a influência de uma feliz compleição, serenamente conduzir pela razão. Quem, por doçura e inclinação natural, esquece as ofensas recebidas, comete uma bela ação, digna de louvores; mas quem, profundamente ferido e irritado, luta contra um terrível desejo de vingança e pela razão consegue se dominar, faz melhor sem dúvida. Aquele age certo; este virtuosamente. O ato do primeiro é de bondade, o do segundo de virtude. Dir-se-ia que a virtude pressupõe dificuldade e oposição e não pode existir sem luta (...)”.  (Montaigne)
Assinale a alternativa que apresenta a ideia central do texto.
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Q4197310 Português
Analise o texto abaixo para responder à questão.


Texto I


    Tinha um mês que Maria Teresa da Vazante havia tirado o diploma. Mariinha e Tuninha fizeram de um tudo para que a filha conseguisse aquele curso. Mariinha, por intermédio de Angélica, que ainda ia à cidade, arranjou uma vaga com desconto no Sacramentina e Silva, pelo vínculo que tinha com a instituição, e fez a matricula de Maria Teresa, que todo sábado, por seis meses, carreou até Santa Stella para comparecer às aulas.

    Esse foi um período difícil e de muita privação para todas elas, porque além do preço do curso tinha o transporte, que elas pagavam para Thadeu. E todo sábado ajeitavam a menina para a viagem, que a filha delas não poderia passar vergonha.

    A angústia de esperar a manhã do sábado inteira, com a menina indo e voltando sozinha, as castigava. Toda madrugada, antes do carro partir, Mariinha fazia centenas de recomendações a Thadeu para que ele não viesse embora sem Maria Teresa. A senhora tinha confiança nele, existia aquela união entre os Fontes e as mulheres da Vazante, mas a professora não conseguiu controlar seu medo. Durante os seis meses que o curso durou, a mãe agoniava o motorista com advertências e precauções.

   — Não, eu não acredito – Maria Teresa trocava olhares de felicidade com o noivo e as mães. – Será aquilo, mainha? – a menina estendeu o braço para segurar a mão de Tuninha.

   — Abre, nega! É tua! Foi um trabalho danado de conseguir, desde antes do teu curso acabar que venho fazendo esse plano – os olhos do noivo dançavam como o alívio de chuva que cai em tarde de sol refrescando a areia.

   Mané da Gaita achou bonito tocar uma valsa doce naquele momento. Com a porta da casa aberta, o cheiro das rosas adocicava ainda mais o ambiente. Maria Teresa foi descobrindo, descobrindo, abrindo o que estava guardado naquele embrulho de coberta.

    — Sim! É uma máquina, mamãe!


(APARECIDA, Luciany. Mata Doce.Rio de Janeiro: Alfaguara, 2023, p.54)
A linguagem simbólica contribui para a expressividade no texto. Considere os fragmentos abaixo e assinale a opção em que a construção é totalmente literal, ou seja, sem conotação. 
Alternativas
Q4197307 Português
Analise o texto abaixo para responder à questão.


Texto I


    Tinha um mês que Maria Teresa da Vazante havia tirado o diploma. Mariinha e Tuninha fizeram de um tudo para que a filha conseguisse aquele curso. Mariinha, por intermédio de Angélica, que ainda ia à cidade, arranjou uma vaga com desconto no Sacramentina e Silva, pelo vínculo que tinha com a instituição, e fez a matricula de Maria Teresa, que todo sábado, por seis meses, carreou até Santa Stella para comparecer às aulas.

    Esse foi um período difícil e de muita privação para todas elas, porque além do preço do curso tinha o transporte, que elas pagavam para Thadeu. E todo sábado ajeitavam a menina para a viagem, que a filha delas não poderia passar vergonha.

    A angústia de esperar a manhã do sábado inteira, com a menina indo e voltando sozinha, as castigava. Toda madrugada, antes do carro partir, Mariinha fazia centenas de recomendações a Thadeu para que ele não viesse embora sem Maria Teresa. A senhora tinha confiança nele, existia aquela união entre os Fontes e as mulheres da Vazante, mas a professora não conseguiu controlar seu medo. Durante os seis meses que o curso durou, a mãe agoniava o motorista com advertências e precauções.

   — Não, eu não acredito – Maria Teresa trocava olhares de felicidade com o noivo e as mães. – Será aquilo, mainha? – a menina estendeu o braço para segurar a mão de Tuninha.

   — Abre, nega! É tua! Foi um trabalho danado de conseguir, desde antes do teu curso acabar que venho fazendo esse plano – os olhos do noivo dançavam como o alívio de chuva que cai em tarde de sol refrescando a areia.

   Mané da Gaita achou bonito tocar uma valsa doce naquele momento. Com a porta da casa aberta, o cheiro das rosas adocicava ainda mais o ambiente. Maria Teresa foi descobrindo, descobrindo, abrindo o que estava guardado naquele embrulho de coberta.

    — Sim! É uma máquina, mamãe!


(APARECIDA, Luciany. Mata Doce.Rio de Janeiro: Alfaguara, 2023, p.54)
Na narrativa, expressões como “Tinha um mês” e “todo sábado por seis meses” (1º§) revelam: 
Alternativas
Q4197306 Português
Analise o texto abaixo para responder à questão.


Texto I


    Tinha um mês que Maria Teresa da Vazante havia tirado o diploma. Mariinha e Tuninha fizeram de um tudo para que a filha conseguisse aquele curso. Mariinha, por intermédio de Angélica, que ainda ia à cidade, arranjou uma vaga com desconto no Sacramentina e Silva, pelo vínculo que tinha com a instituição, e fez a matricula de Maria Teresa, que todo sábado, por seis meses, carreou até Santa Stella para comparecer às aulas.

    Esse foi um período difícil e de muita privação para todas elas, porque além do preço do curso tinha o transporte, que elas pagavam para Thadeu. E todo sábado ajeitavam a menina para a viagem, que a filha delas não poderia passar vergonha.

    A angústia de esperar a manhã do sábado inteira, com a menina indo e voltando sozinha, as castigava. Toda madrugada, antes do carro partir, Mariinha fazia centenas de recomendações a Thadeu para que ele não viesse embora sem Maria Teresa. A senhora tinha confiança nele, existia aquela união entre os Fontes e as mulheres da Vazante, mas a professora não conseguiu controlar seu medo. Durante os seis meses que o curso durou, a mãe agoniava o motorista com advertências e precauções.

   — Não, eu não acredito – Maria Teresa trocava olhares de felicidade com o noivo e as mães. – Será aquilo, mainha? – a menina estendeu o braço para segurar a mão de Tuninha.

   — Abre, nega! É tua! Foi um trabalho danado de conseguir, desde antes do teu curso acabar que venho fazendo esse plano – os olhos do noivo dançavam como o alívio de chuva que cai em tarde de sol refrescando a areia.

   Mané da Gaita achou bonito tocar uma valsa doce naquele momento. Com a porta da casa aberta, o cheiro das rosas adocicava ainda mais o ambiente. Maria Teresa foi descobrindo, descobrindo, abrindo o que estava guardado naquele embrulho de coberta.

    — Sim! É uma máquina, mamãe!


(APARECIDA, Luciany. Mata Doce.Rio de Janeiro: Alfaguara, 2023, p.54)
De forma bastante delicada, é possível apreender, ao longo do texto, uma oposição que se estabelece entre: 
Alternativas
Q4197214 Português
Q9.png (321×329)
BROWNE, Dik. Hagar o horrível. Disponível em .<https://www.instagram.com/p/DW_4bXcjuNb/>.

O humor presente na tirinha acima decorre do fato de que o personagem que fala no último quadrinho:
Alternativas
Q4197208 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


As tempestades sempre passam


    As tempestades vêm, caem, destroem e passam. Sempre passam. Umas demoram mais, outras são quase tão rápidas quanto a queda de um raio, mas passam. Passam como o vento passa, como as marés se repetem, sempre outras em seu movimento de subir e descer. Passam como o ciclo das mulheres, como o corpo que se abre, como a vida que nasce de dentro do ventre e ilumina este mundo no primeiro choro saudando a luz.

    As tempestades passam e deixam no céu a transparência que me fala de outros mundos, de outras dimensões, de momentos esquecidos que precisam ser resgatados, e de outros não vividos, que se perdem na distância, além de qualquer possibilidade, até mesmo para o sonho. 

    As tempestades passam e dão lugar a um sol mais limpo e mais brilhante, que faz mais alegre o dia, para dar lugar a uma lua que, se estiver cheia, é uma ode impressa no céu, mas que, se estiver crescente, é um soneto, e é o momento mais terno e mais suave de todos os que a natureza dá.

    Pouca coisa se compara à noite depois duma tempestade. Pouca coisa tem mais poesia do que o céu limpo mudando de cor, até atingir o azul profundo, onde a lua se deita, como uma cimitarra de ouro, apontando os rumos e as rotas das vidas de cada um de nós.

    A lua depois da chuva é poesia pura, é o encontro da alma com o eterno, do atávico com o futuro, como se todos fôssemos um único corpo, e o universo não se fragmentasse em estrelas e cometas rodeados de planetas, onde, algumas vezes, a vida se faz, sem explicação capaz de nos explicar, mas real como cada um de nós, como cada corpo e cada pensamento. (...)


MENDONÇA, Antônio Penteado. As tempestades sempre passam. Crônicas da cidade. Disponível em .<https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2021/11/28/a
s-tempestades-sempre-passam/>.


"(...) a vida se faz, sem explicação capaz de nos explicar, mas real como cada um de nós"

Assinale a figura de linguagem que se encontra presente no trecho destacado acima.
Alternativas
Q4197207 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


As tempestades sempre passam


    As tempestades vêm, caem, destroem e passam. Sempre passam. Umas demoram mais, outras são quase tão rápidas quanto a queda de um raio, mas passam. Passam como o vento passa, como as marés se repetem, sempre outras em seu movimento de subir e descer. Passam como o ciclo das mulheres, como o corpo que se abre, como a vida que nasce de dentro do ventre e ilumina este mundo no primeiro choro saudando a luz.

    As tempestades passam e deixam no céu a transparência que me fala de outros mundos, de outras dimensões, de momentos esquecidos que precisam ser resgatados, e de outros não vividos, que se perdem na distância, além de qualquer possibilidade, até mesmo para o sonho. 

    As tempestades passam e dão lugar a um sol mais limpo e mais brilhante, que faz mais alegre o dia, para dar lugar a uma lua que, se estiver cheia, é uma ode impressa no céu, mas que, se estiver crescente, é um soneto, e é o momento mais terno e mais suave de todos os que a natureza dá.

    Pouca coisa se compara à noite depois duma tempestade. Pouca coisa tem mais poesia do que o céu limpo mudando de cor, até atingir o azul profundo, onde a lua se deita, como uma cimitarra de ouro, apontando os rumos e as rotas das vidas de cada um de nós.

    A lua depois da chuva é poesia pura, é o encontro da alma com o eterno, do atávico com o futuro, como se todos fôssemos um único corpo, e o universo não se fragmentasse em estrelas e cometas rodeados de planetas, onde, algumas vezes, a vida se faz, sem explicação capaz de nos explicar, mas real como cada um de nós, como cada corpo e cada pensamento. (...)


MENDONÇA, Antônio Penteado. As tempestades sempre passam. Crônicas da cidade. Disponível em .<https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2021/11/28/a
s-tempestades-sempre-passam/>.


"(...) se perdem na distância, além de qualquer possibilidade, até mesmo para o sonho."


A expressão destacada no trecho acima tem o sentido de:

Alternativas
Q4197206 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


As tempestades sempre passam


    As tempestades vêm, caem, destroem e passam. Sempre passam. Umas demoram mais, outras são quase tão rápidas quanto a queda de um raio, mas passam. Passam como o vento passa, como as marés se repetem, sempre outras em seu movimento de subir e descer. Passam como o ciclo das mulheres, como o corpo que se abre, como a vida que nasce de dentro do ventre e ilumina este mundo no primeiro choro saudando a luz.

    As tempestades passam e deixam no céu a transparência que me fala de outros mundos, de outras dimensões, de momentos esquecidos que precisam ser resgatados, e de outros não vividos, que se perdem na distância, além de qualquer possibilidade, até mesmo para o sonho. 

    As tempestades passam e dão lugar a um sol mais limpo e mais brilhante, que faz mais alegre o dia, para dar lugar a uma lua que, se estiver cheia, é uma ode impressa no céu, mas que, se estiver crescente, é um soneto, e é o momento mais terno e mais suave de todos os que a natureza dá.

    Pouca coisa se compara à noite depois duma tempestade. Pouca coisa tem mais poesia do que o céu limpo mudando de cor, até atingir o azul profundo, onde a lua se deita, como uma cimitarra de ouro, apontando os rumos e as rotas das vidas de cada um de nós.

    A lua depois da chuva é poesia pura, é o encontro da alma com o eterno, do atávico com o futuro, como se todos fôssemos um único corpo, e o universo não se fragmentasse em estrelas e cometas rodeados de planetas, onde, algumas vezes, a vida se faz, sem explicação capaz de nos explicar, mas real como cada um de nós, como cada corpo e cada pensamento. (...)


MENDONÇA, Antônio Penteado. As tempestades sempre passam. Crônicas da cidade. Disponível em .<https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2021/11/28/a
s-tempestades-sempre-passam/>.


O texto "As tempestades sempre passam" aborda:
Alternativas
Q4196833 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


A bola amarela


    Outro dia, chegando ao quintal pela manhã, me deparei com uma bola amarela. Imediatamente me lembrei do poema de Cecília Meireles, Jogo de bola. “Bola amarela, / a da Arabela. / A do Raul, / azul. / Rola a amarela / e pula a azul."

    Peguei a bola e reportei-me à infância, em que brincávamos com a bola emprestada dos meninos da Rua Nova. Vez por outra, a bola caía no quintal da vizinha, Dona Guilé (Guilhermina), ficávamos torcendo para tê-la de volta. Qual nada! Sempre nervosa, sem dó nem piedade, ela cortava a bola e jogava os pedaços de volta para a rua. Parecia até que ela ficava do outro lado do muro, esperando a redonda, pois, no melhor da brincadeira, um toque forte e certeiro de alguém, quase sempre, fazia a bola cair no quintal de Dona Guilé e a brincadeira acabava. Inventávamos outras brincadeiras para preencher as horas livres daquelas tardes.

    Fotografei a bola amarela, ainda recordando os jogos de queimada e de futebol da nossa infância. Lembrei-me da tristeza com que ficávamos quando Dona Guilé nos devolvia, por cima do muro, a bola cortada... Logo, voltei meu pensamento para a alegria dos momentos em que jogávamos bola na rua, sem medo e sem preocupação. Coisa rara hoje em dia!

    Então, me veio à mente aquela crônica de Luis Fernando Veríssimo, A bola, que descreve a decepção de um pai, nos dias atuais, que dá uma bola de presente ao filho e ele pergunta: como é que liga? E vai procurar no embrulho o manual de instrução. Sem se encantar com a bola, a criança volta para a frente da televisão para jogar, usando o controle remoto do vídeo game. (...)

    Pensamentos e considerações à parte. Abri o portão na esperança de encontrar o dono da bola. Era cedo ainda e não havia crianças na rua. Precisava sair para trabalhar, não poderia prender o brinquedo das crianças, resolvi deixar a bola na calçada para ela encontrar seu dono ou dona.

    
  Naquele mesmo dia, no final da tarde, quando estava regando as plantas, ouvi o barulho de crianças brincando. Fui olhar e lá estavam quatro meninos, ensaiando embaixadinhas e brincando com a bola amarela.


MELO, Merandolina Pereira de. A bola amarela. Portal escritores. Disponível em .<https://portalescritores.com.br/texto/7375/a-bolaamarela>.
A narração do texto “A bola amarela" é feita:
Alternativas
Q4196832 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


A bola amarela


    Outro dia, chegando ao quintal pela manhã, me deparei com uma bola amarela. Imediatamente me lembrei do poema de Cecília Meireles, Jogo de bola. “Bola amarela, / a da Arabela. / A do Raul, / azul. / Rola a amarela / e pula a azul."

    Peguei a bola e reportei-me à infância, em que brincávamos com a bola emprestada dos meninos da Rua Nova. Vez por outra, a bola caía no quintal da vizinha, Dona Guilé (Guilhermina), ficávamos torcendo para tê-la de volta. Qual nada! Sempre nervosa, sem dó nem piedade, ela cortava a bola e jogava os pedaços de volta para a rua. Parecia até que ela ficava do outro lado do muro, esperando a redonda, pois, no melhor da brincadeira, um toque forte e certeiro de alguém, quase sempre, fazia a bola cair no quintal de Dona Guilé e a brincadeira acabava. Inventávamos outras brincadeiras para preencher as horas livres daquelas tardes.

    Fotografei a bola amarela, ainda recordando os jogos de queimada e de futebol da nossa infância. Lembrei-me da tristeza com que ficávamos quando Dona Guilé nos devolvia, por cima do muro, a bola cortada... Logo, voltei meu pensamento para a alegria dos momentos em que jogávamos bola na rua, sem medo e sem preocupação. Coisa rara hoje em dia!

    Então, me veio à mente aquela crônica de Luis Fernando Veríssimo, A bola, que descreve a decepção de um pai, nos dias atuais, que dá uma bola de presente ao filho e ele pergunta: como é que liga? E vai procurar no embrulho o manual de instrução. Sem se encantar com a bola, a criança volta para a frente da televisão para jogar, usando o controle remoto do vídeo game. (...)

    Pensamentos e considerações à parte. Abri o portão na esperança de encontrar o dono da bola. Era cedo ainda e não havia crianças na rua. Precisava sair para trabalhar, não poderia prender o brinquedo das crianças, resolvi deixar a bola na calçada para ela encontrar seu dono ou dona.

    
  Naquele mesmo dia, no final da tarde, quando estava regando as plantas, ouvi o barulho de crianças brincando. Fui olhar e lá estavam quatro meninos, ensaiando embaixadinhas e brincando com a bola amarela.


MELO, Merandolina Pereira de. A bola amarela. Portal escritores. Disponível em .<https://portalescritores.com.br/texto/7375/a-bolaamarela>.
"(...) resolvi deixar a bola na calçada para ela encontrar seu dono ou dona."

Em relação ao sentido expresso na parte destacada do trecho acima, é correto afirmar que a autora:
Alternativas
Q4196831 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


A bola amarela


    Outro dia, chegando ao quintal pela manhã, me deparei com uma bola amarela. Imediatamente me lembrei do poema de Cecília Meireles, Jogo de bola. “Bola amarela, / a da Arabela. / A do Raul, / azul. / Rola a amarela / e pula a azul."

    Peguei a bola e reportei-me à infância, em que brincávamos com a bola emprestada dos meninos da Rua Nova. Vez por outra, a bola caía no quintal da vizinha, Dona Guilé (Guilhermina), ficávamos torcendo para tê-la de volta. Qual nada! Sempre nervosa, sem dó nem piedade, ela cortava a bola e jogava os pedaços de volta para a rua. Parecia até que ela ficava do outro lado do muro, esperando a redonda, pois, no melhor da brincadeira, um toque forte e certeiro de alguém, quase sempre, fazia a bola cair no quintal de Dona Guilé e a brincadeira acabava. Inventávamos outras brincadeiras para preencher as horas livres daquelas tardes.

    Fotografei a bola amarela, ainda recordando os jogos de queimada e de futebol da nossa infância. Lembrei-me da tristeza com que ficávamos quando Dona Guilé nos devolvia, por cima do muro, a bola cortada... Logo, voltei meu pensamento para a alegria dos momentos em que jogávamos bola na rua, sem medo e sem preocupação. Coisa rara hoje em dia!

    Então, me veio à mente aquela crônica de Luis Fernando Veríssimo, A bola, que descreve a decepção de um pai, nos dias atuais, que dá uma bola de presente ao filho e ele pergunta: como é que liga? E vai procurar no embrulho o manual de instrução. Sem se encantar com a bola, a criança volta para a frente da televisão para jogar, usando o controle remoto do vídeo game. (...)

    Pensamentos e considerações à parte. Abri o portão na esperança de encontrar o dono da bola. Era cedo ainda e não havia crianças na rua. Precisava sair para trabalhar, não poderia prender o brinquedo das crianças, resolvi deixar a bola na calçada para ela encontrar seu dono ou dona.

    
  Naquele mesmo dia, no final da tarde, quando estava regando as plantas, ouvi o barulho de crianças brincando. Fui olhar e lá estavam quatro meninos, ensaiando embaixadinhas e brincando com a bola amarela.


MELO, Merandolina Pereira de. A bola amarela. Portal escritores. Disponível em .<https://portalescritores.com.br/texto/7375/a-bolaamarela>.
A narradora do texto "A bola amarela" mostrase:
Alternativas
Q4196711 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Da comunicação de massa à participação: as redes sociais digitais


Por que as redes sociais? Porque, a cada dia, cresce a crença de que as tecnologias de comunicação em rede podem ser uma ferramenta eficiente para promover a comunicação, pois se constituem no instrumento mais poderoso de circulação de informação da contemporaneidade. Para Lemos (2003), este momento é caracterizado pela cibercultura, que se consolidou entre as décadas de 1980 e 1990 com a informática de massa e a popularização da internet, a qual ganhou força após a criação da world wide web, em 1991.

As novas tecnologias permitiram a criação de meios de comunicação mais interativos, liberando os indivíduos das limitações de espaço e tempo e tornando a comunicação mais flexível. Com apenas um clique, qualquer pessoa pode acessar uma informação específica e manter contato com pessoas que estão distantes. Os jovens nascidos após 1995 são "nativos" da cibercultura, inseridos num modelo de comunicação cujos equipamentos operam por meio da convergência de mídias.

É importante lembrar também que esse cenário se alicerça na ideia da participação. Em decorrência do fácil acesso às informações e às tecnologias de comunicação, as pessoas passaram a ter mais liberdade para expressar suas opiniões, a participar de forma ativa das mobilizações e a trocar informações constantemente. Esse cenário impõe um desafio aos profissionais da comunicação, que precisam não só proporcionar experiências empolgantes ao público, mas também buscar a transformação da sociedade.

O termo "rede social" tornou-se sinônimo de tecnologia da informação e comunicação; seu uso transcorreu áreas e destruiu fronteiras, sendo apropriado, hoje, por muitos atores sociais. Uma das apropriações mais intensas deu-se no campo da comunicação − mas não exclusivamente − , com o emprego de expressões como rede social digital, mídia social e mídia digital, para designar o fenômeno em questão.

Houve, com efeito, uma mudança significativa na estrutura da comunicação em razão dos recursos disponibilizados pela internet. Os meios de massa baseiam-se no sistema de broadcasting, que emite um mesmo conteúdo, gerado por um único veículo, para muitos receptores, sem possibilidade de interferência do espectador. Já as ferramentas baseadas na rede inauguram outra lógica: nelas, o usuário deixa de ser mero receptor e passa a produzir e a difundir informação.


Adaptado de: VERMELHO, Sônia Cristina; VELHO, Ana Paula Machado; BONKOVOSKI, Amanda; PIROLA, Alisson. Refletindo sobre as redes sociais digitais. Educação & Sociedade, Campinas, v. 35, n. 126, p. 179-196, jan./mar. 2014. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-73302014000100011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/4JR3vpJqszLSgCZGVr88rYf/. Acesso em: 6 jun. 2026.  
A progressão argumentativa do texto avança da conceituação das tecnologias em rede até o contraste final entre o sistema de broadcasting e as ferramentas baseadas na rede. Considerando essa articulação de ideias, conclui-se que a principal transformação atribuída pelos autores às redes sociais digitais consiste em:
Alternativas
Q4196572 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O filtro perfeito


Juliano Martinz 


    Não poderia começar o dia de outra forma. Antes de sair de casa, precisava postar uma foto na sua rede social.

     Aquilo já era uma espécie de ritual. Antes de iniciar mais um dia de trabalho, ele selecionava uma de suas fotos e postava para seu grupo de amigos e seguidores.

     Tirar uma foto naquele exato momento estava fora de cogitação. Pelo menos, não daquele rosto amarfanhado e inchado, parecendo ter sido surrado durante as últimas 12 horas.

    Ele precisava recorrer ao álbum de fotos em seu celular e escolher a foto perfeita. Uma que rendesse likes e comentários, e garantisse um ego um pouco mais inflado à noite.

     No álbum, começou a selecionar. Existiam fotos que deixavam evidentes os seus dias depressivos: cores mais azuladas e mais escuras. Em algumas delas, ele havia aplicado filtros de preto e branco.

     Por outro lado, ali estavam registrados seus dias mais alegres, utilizando filtros que ajudavam a predominar as cores mornas.

    A seleção tinha de ser perfeita. E exatamente por isso o trabalho foi exaustivo.

    Passou exatamente 31 minutos fazendo nada além do que deslizar um sobejante arquivo de fotos que parecia não ter fim.

    Até que, atrasado para o serviço e com os olhos cansados do esforço, escolheu uma.

     Com o filtro certo, ficou perfeita. Cores realçadas, aumento da saturação, o contraste intensificado das cores. E, claro, um sorriso ensaiado e exuberante que, para os mais distraídos, conseguia esconder as angústias vividas naquele dia.

    Foto postada, partiu para mais um dia de trabalho.

     No início da noite, quando voltou pra casa, a primeira coisa que fez foi conferir a reação dos seguidores à sua postagem.

     Para seu desespero, a foto havia recebido apenas 5 likes. Uma miséria, considerando o fato de que tinha algumas centenas de seguidores.

     Diante daquilo que considerou um desrespeito, quase uma afronta, tomou a única ação que julgou decente e conveniente.

       Deletou a foto da rede social.


Disponível em: https://corrosiva.com.br/cronicas/o-filtro-perfeito/. Acesso em: 08 de dez. 2025. 
De acordo com as características apresentadas, o texto “O filtro perfeito” corresponde a que tipo de crônica?
Alternativas
Q4196571 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O filtro perfeito


Juliano Martinz 


    Não poderia começar o dia de outra forma. Antes de sair de casa, precisava postar uma foto na sua rede social.

     Aquilo já era uma espécie de ritual. Antes de iniciar mais um dia de trabalho, ele selecionava uma de suas fotos e postava para seu grupo de amigos e seguidores.

     Tirar uma foto naquele exato momento estava fora de cogitação. Pelo menos, não daquele rosto amarfanhado e inchado, parecendo ter sido surrado durante as últimas 12 horas.

    Ele precisava recorrer ao álbum de fotos em seu celular e escolher a foto perfeita. Uma que rendesse likes e comentários, e garantisse um ego um pouco mais inflado à noite.

     No álbum, começou a selecionar. Existiam fotos que deixavam evidentes os seus dias depressivos: cores mais azuladas e mais escuras. Em algumas delas, ele havia aplicado filtros de preto e branco.

     Por outro lado, ali estavam registrados seus dias mais alegres, utilizando filtros que ajudavam a predominar as cores mornas.

    A seleção tinha de ser perfeita. E exatamente por isso o trabalho foi exaustivo.

    Passou exatamente 31 minutos fazendo nada além do que deslizar um sobejante arquivo de fotos que parecia não ter fim.

    Até que, atrasado para o serviço e com os olhos cansados do esforço, escolheu uma.

     Com o filtro certo, ficou perfeita. Cores realçadas, aumento da saturação, o contraste intensificado das cores. E, claro, um sorriso ensaiado e exuberante que, para os mais distraídos, conseguia esconder as angústias vividas naquele dia.

    Foto postada, partiu para mais um dia de trabalho.

     No início da noite, quando voltou pra casa, a primeira coisa que fez foi conferir a reação dos seguidores à sua postagem.

     Para seu desespero, a foto havia recebido apenas 5 likes. Uma miséria, considerando o fato de que tinha algumas centenas de seguidores.

     Diante daquilo que considerou um desrespeito, quase uma afronta, tomou a única ação que julgou decente e conveniente.

       Deletou a foto da rede social.


Disponível em: https://corrosiva.com.br/cronicas/o-filtro-perfeito/. Acesso em: 08 de dez. 2025. 
Em relação ao texto “O filtro perfeito”, é correto afirmar que o(a)
Alternativas
Respostas
501: D
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