Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q1769771 Português

Leia o texto abaixo, de modo a responder à questão.


A invenção do horizonte


Deu-me uma angústia danada a notícia de que, num futuro próximo, muito próximo, teremos toda a literatura do mundo na tela do computador. Angústia duplicada. Primeiro, pela minha intolerância figadal a esta maquinazinha dos infernos. Segundo, pela suspeita de desaparecimento dos livros, esses calhamaços impressos, cheirando a novo ou a mofo, roído pelo uso ou pelas traças, mas que são uma gostosura viajá-los pelas trilhas das letras como quem explora um mundo mágico, tanto mais novo quanto mais andado.

Sem o gozo de um livro nas mãos, fico cego, surdo e mudo, fico aleijado, penso, torto, despovoado. Espiá-los enfileirados nas estantes, gordos e magros, novos e velhos, empaletozados e esfarrapados, cobertos de pó e de teias de aranha, essa visão me transporta para todos os mundos e para todas as idades [...]. 

As minhas mãos ficariam nuas e inúteis quando não pudessem mais sustentar um livro, que não fosse pela velhice dos dedos. Mesmo assim, eles estariam por ali, nas prateleiras, amontoados na mesa, espalhados pelo chão, sempre comungando com o meu tempo, meu espaço, minha vida. Eles são a expressão digital da minha alma [...].

Um livro não é um simples objeto, um amontoado de folhas impressas. Vai mais longe, intangivelmente longe. É corrimão, é degrau, é escada, é caminho, é horizonte. Por mais que sonhe a tecnologia, jamais será capaz de inventar um horizonte.

(MARACAJÁ, Robério. Cerca de Varas. Campina Grande: Latus, 2014, p. 57. 

A linguagem desempenha determinada função, de acordo com a ênfase que se queira dar a cada um dos componentes do ato de comunicação. Nesse sentido, a função predominante do texto é:
Alternativas
Q1769518 Português
Para que o fragmento textual a seguir faça sentido, é necessário empregar elementos que possibilitem estabelecer relações lógico-semânticas entre as sentenças que o compõem. Feita a leitura, marque a alternativa que apresenta os conectores adequados ao contexto.
Conhecer para cuidar
Falar sobre a depressão é a melhor forma de esclarecer dúvidas, instruir famílias e criar redes de apoio
Lidar com algum distúrbio da mente pode parecer uma jornada solitária, _____ (1) a falta de conhecimento é fonte de preconceito e exclusão. ______ (2), existem caminhos que podem oferecer amparo a quem enfrenta essa situação. Contar como os familiares também é uma maneira de ganhar apoio emocional para seguir em frente, mas é preciso que as pessoas próximas estejam instruídas de como proceder no socorro. [...] Contar com um ambiente acolhedor é essencial, _______ (3) “parentes e amigos têm um papel fundamental no tratamento e no processo de cura, ______ (4) trata-se de um transtorno incapacitante que afeta todas as áreas da vida da pessoa”, como explica a psicóloga Mary Scabora. Outro aspecto fundamental é o diálogo. Em alguns quadros, a pessoa que tem o distúrbio pode não expor seus sentimentos. _______ (5) é preciso conversar abertamente nesses casos, sem julgamentos nem ideias pré-concebidas. [...] A psicóloga Mary Scabora comenta que “a saúde mental ainda é muito negligenciada no Brasil, o que tem como consequência o preconceito em relação às questões ligadas a saúde mental e emocional. _______ (6) haja terapia na rede pública de saúde, é raro ver campanhas que esclareçam a população sobre o assunto. [...] (Revista Segredos da Mente, o poder do cérebro - Ano 3, No. 4, 2019).
A sequência CORRETA de preenchimento das lacunas é:

Alternativas
Q1769514 Português

Leia atentamente o texto abaixo, extraído do jornal O TEMPO - 16/02/20, de modo a responder à questão:


O PESO DO MOSQUITO (LAURA MEDIOLE)

"Convidei meu vizinho para fazer um mutirão da limpeza em seu quintal, e ele só me enrola. Já denunciei, e nada. Ele só aparece a cada 15 dias. Mato e entulho tomaram conta de tudo.” 

“Por que o jornal não vem filmar o criadouro dos mosquitos aqui, no vizinho? As calhas da sua casa estão todas entupidas, e a água da chuva desce em cima do muro, que vai cair a qualquer momento. Já denunciei aí no jornal a proliferação do mosquito da dengue, e ninguém faz nada...”

Pois é; as internautas têm razão, é o fim da picada!!! Ou melhor, o início, quando os vizinhos ignoram um dos maiores problemas enfrentados pela população nos últimos anos. Impressionante a falta de consciência (ou de vergonha na cara mesmo) dessas pessoas (felizmente, uma minoria), que põem em risco a saúde e até a vida dos moradores.

Custa dar uma olhada nos seus quintais? Não entendem que uma simples tampinha de Coca-Cola com água pode vir a ser um criadouro de larvas do Aedes aegypti? Que, ao crescerem, viram mosquitos capazes de causar danos enormes às pessoas? Quem já teve dengue sabe disso. [...] Como se não bastasse a incapacidade de reação, correm o risco de sofrer a dengue hemorrágica, que pode ser fatal. 

Explico isso em pormenores acreditando que algum leitor menos esclarecido, que ainda não se deu conta da situação, se atente ao problema. E, antes de fazer pouco-caso das campanhas, mutirões ou pedidos dos vizinhos, pense nisso, pense num filho seu acometido pela doença. Se para um adulto já é pesado, imagina para uma criança?

Pesquisas confirmam que 80% dos focos são residenciais. Ou seja, estão no lixo acumulado nos quintais, na latinha com água de chuva, na calha entupida, e por aí vai. Como exemplo da irresponsabilidade, cito as caixas-d’água. O fiscal chega na casa, vasculha o terreno minuciosamente, explica os riscos, deixa um panfleto sobre o tema, notifica quando necessário e, para finalizar, pergunta sobre a caixa-d’água. O morador, já sem muita paciência com aquela “invasão domiciliar”, diz que a caixa está ok, que se encontra fechada. O fiscal sai, e entra o drone, que, do alto, mostra que aquela caixa-d’água, além de não ter tampa, é um criadouro de mosquitos.

Há vários meses a Prefeitura de Betim (cito ela porque é a que estou mais próxima) vem fazendo campanhas e mutirões de casa em casa, envolvendo escolas, pais de alunos, moradores de modo geral, além de um trabalho intensivo de capina e retirada de lixo e entulhos, espalhados pela população. [...]

Vejo que, além do lixo, temos aí um problema educacional. Talvez o país ainda demore décadas para que a população se conscientize disso. [...] Em cada regional há um local destinado aos entulhos, o que muitos caminhões clandestinos, vindos até de cidades vizinhas, ignoram. Mesmo com o risco de serem multados, na calada da noite, continuam descarregando materiais nas calçadas ou em locais indevidos, apesar de a prefeitura disponibilizar caçambas próprias para isso, distribuídas em pontos estratégicos da cidade. Nas escolas, as crianças desde cedo são conscientizadas sobre a importância da reciclagem. E, numa espécie de gincana ecológica, envolvendo também os pais, elas cumprem o que lhes é ensinado.

Um trabalho de formiguinha, até chegar o dia em que não serão mais necessários fiscais e tantos outros custos para o município, que poderiam ser evitados. Até chegar o dia em que não morrerão mais pessoas de dengue. 


Analise as proposições acerca da estruturação do texto jornalístico acima, e as classifique como (V) para verdadeiras ou (F) para falsas:
( ) A menção aos depoimentos no início do texto, culminando na pergunta destinada ao leitor, constitui a chamada introdução para chamar a atenção, recurso que reforça o apelo da autora para a necessidade de evitar o lixo, que contribui para a proliferação do mosquito da dengue. ( ) O gênero a que pertence o texto é a notícia, o que se comprova pelos depoimentos citados e pelas pesquisas, relativos a uma cidade específica (Betim), que denunciam a dificuldade para controlar os focos do mosquito da dengue. ( ) O gênero a que pertence o texto é o artigo de opinião, e do ponto de vista tipológico, classifica-se como dissertativo-argumentativo, apresentando sequências linguísticas expositivas, opinativas e conversacionais. ( ) A estratégia usada pela autora, de inserir depoimentos bem como comentários avaliativos entre parênteses, tem o propósito de sensibilizar diretamente os gestores (prefeitos, em especial) para o problema de saúde pública que afeta as cidades brasileiras.
A sequência que responde CORRETAMENTE é:
Alternativas
Q1769510 Português
A partir da leitura do texto “Proteção para os jornalistas” (Correio da Paraíba, 19/01/2020), responda à questão:

Em pesquisa sobre corrupção, a CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos) reforça a necessidade de garantir a liberdade de expressão e, consequentemente, proteger os profissionais da imprensa. O objetivo do documento “Corrupção e Direitos Humanos” é o de apresentar uma análise do fenômeno da corrupção dentro da perspectiva dos direitos humanos, levando em conta o cenário dos países que compõem o continente americano. A partir disso, a Comissão demonstra que a corrupção afeta os direitos humanos na medida em que enfraquece instituições democráticas e os governos, aumenta a desigualdade social a partir da impunidade e também anula o estado de direito. Segundo o relatório, que foi divulgado em dezembro de 2019, a importante contribuição dos jornalistas para fiscalizar a conduta e buscar pela transparência da administração pública acaba os colocando em situações de vulnerabilidade. São mencionados os casos de Héctor Félix Miranda e Victor Manuel Oropeza, jornalistas do México que apuravam casos de corrupção e foram assassinados em 1999. Também é citado o jornalista Aristeu Guida da Silva, que denunciou casos de corrupção de funcionários públicos, e foi assassinado em 2016, no Brasil. 
Avalie as proposições acerca do conteúdo do texto e assinale (V) para verdadeiro e (F) para falso.
I- O texto trata de um documento elaborado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que, com base em um estudo sobre a corrupção sob a ótica dos direitos humanos, revela as consequências desse fenômeno e alerta para a relevância da garantia de liberdade de expressão aos jornalistas. II- O texto, de natureza expositivo-argumentativa, faz uma análise do documento elaborado pela CIDH, e serve como uma espécie de “chamada” aos interessados em conhecer mais detalhadamente o trabalho dos jornalistas que investigaram casos de corrupção. III- Para destacar o importante papel dos jornalistas na busca de transparência dos gestores do setor público bem como comprovar a situação de vulnerabilidade dos jornalistas que investigam casos de corrupção, o texto cita o relatório divulgado em 2019, o que dá mais credibilidade à matéria.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q1768543 Português
Considere o trecho a seguir, extraído de uma obra do historiador Francisco Adolfo de Varnhagen, o Visconde de Porto Seguro, para responder a próxima questão.

“Os povos, como disse Alexis de Tocqueville, ressentem-se eternamente da sua origem. As circunstâncias que os acompanharam ao nascer e que os ajudaram a desenvolver-se influem sobre toda a sua existência. Se fosse possível a todas as nações remontar à origem da sua história, prossegue o mesmo Tocqueville, não duvido que aí poderíamos descobrir a causa primária das prevenções, dos usos e paixões dominantes – de tudo, enfim, quanto compõe o que se chama caráter nacional. Estas poucas linhas de autoridade insuspeita servirão de carta de recomendação para aqueles que imaginem de menos interesse o estudo da nossa história, nos tempos coloniais, sob regime diferente do que adotou o império independente e liberal. Outras considerações farão ainda mais sensível a importância do estudo da história pátria colonial. Por ocasião de ser proclamada a independência e o império em 1822, o Brasil contava já em seu seio patrícios eminentes, cidades policiadas e fontes de riqueza, abertas pela agricultura, pela indústria e pelo comércio. Fora tudo isso obra do acaso, ou criado de repente? Não. Custara a vida e o trabalho de um grande número de gerações”.
(Trecho com adaptações).
No trecho “estas poucas linhas de autoridade insuspeita servirão de carta de recomendação…”, a expressão “autoridade insuspeita” se refere:
Alternativas
Q1768540 Português
Considere o trecho a seguir, extraído de uma obra do historiador Francisco Adolfo de Varnhagen, o Visconde de Porto Seguro, para responder a próxima questão.

“Os povos, como disse Alexis de Tocqueville, ressentem-se eternamente da sua origem. As circunstâncias que os acompanharam ao nascer e que os ajudaram a desenvolver-se influem sobre toda a sua existência. Se fosse possível a todas as nações remontar à origem da sua história, prossegue o mesmo Tocqueville, não duvido que aí poderíamos descobrir a causa primária das prevenções, dos usos e paixões dominantes – de tudo, enfim, quanto compõe o que se chama caráter nacional. Estas poucas linhas de autoridade insuspeita servirão de carta de recomendação para aqueles que imaginem de menos interesse o estudo da nossa história, nos tempos coloniais, sob regime diferente do que adotou o império independente e liberal. Outras considerações farão ainda mais sensível a importância do estudo da história pátria colonial. Por ocasião de ser proclamada a independência e o império em 1822, o Brasil contava já em seu seio patrícios eminentes, cidades policiadas e fontes de riqueza, abertas pela agricultura, pela indústria e pelo comércio. Fora tudo isso obra do acaso, ou criado de repente? Não. Custara a vida e o trabalho de um grande número de gerações”.
(Trecho com adaptações).
O trecho em questão se inicia com a afirmação de que os povos “ressentem-se eternamente da sua origem”. Em relação ao termo “ressentem-se”, marque a alternativa que indica um de seus possíveis significados, de acordo com o contexto em que foi aqui empregado.
Alternativas
Q1768539 Português
Considere o trecho a seguir, extraído de uma obra do historiador Francisco Adolfo de Varnhagen, o Visconde de Porto Seguro, para responder a próxima questão.

“Os povos, como disse Alexis de Tocqueville, ressentem-se eternamente da sua origem. As circunstâncias que os acompanharam ao nascer e que os ajudaram a desenvolver-se influem sobre toda a sua existência. Se fosse possível a todas as nações remontar à origem da sua história, prossegue o mesmo Tocqueville, não duvido que aí poderíamos descobrir a causa primária das prevenções, dos usos e paixões dominantes – de tudo, enfim, quanto compõe o que se chama caráter nacional. Estas poucas linhas de autoridade insuspeita servirão de carta de recomendação para aqueles que imaginem de menos interesse o estudo da nossa história, nos tempos coloniais, sob regime diferente do que adotou o império independente e liberal. Outras considerações farão ainda mais sensível a importância do estudo da história pátria colonial. Por ocasião de ser proclamada a independência e o império em 1822, o Brasil contava já em seu seio patrícios eminentes, cidades policiadas e fontes de riqueza, abertas pela agricultura, pela indústria e pelo comércio. Fora tudo isso obra do acaso, ou criado de repente? Não. Custara a vida e o trabalho de um grande número de gerações”.
(Trecho com adaptações).
Em relação à interpretação do texto, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q1768518 Português
O poema a seguir também foi escrito por Mário Quintana. Considere-o para responder a próxima questão.

“Todos os jardins deviam ser fechados,
com altos muros de um cinza muito pálido,
onde uma fonte
pudesse cantar sozinha
entre o vermelho dos cravos.
O que mata um jardim não é mesmo
alguma ausência
nem o abandono...
O que mata um jardim é esse olhar vazio
de quem por eles passa indiferente”. 
O poema se conclui com a palavra “indiferente”. Marque a alternativa que indica um de seus possíveis sinônimos.
Alternativas
Q1768514 Português
O poema a seguir também foi escrito por Mário Quintana. Considere-o para responder a próxima questão.

“Todos os jardins deviam ser fechados,
com altos muros de um cinza muito pálido,
onde uma fonte
pudesse cantar sozinha
entre o vermelho dos cravos.
O que mata um jardim não é mesmo
alguma ausência
nem o abandono...
O que mata um jardim é esse olhar vazio
de quem por eles passa indiferente”. 
Em relação aos jardins, o poeta dá a entender que tem por eles um sentimento de:
Alternativas
Q1768513 Português
Leia o relato a seguir, escrito por Mário Quintana, para responder as próximas questões. 

“Aprendi a escrever lendo, da mesma forma que se aprende a falar ouvindo. E isto naturalmente, quase sem querer. Em meus tempos de criança, era aquela encantação. Lia-se continuamente e avidamente um mundaréu de história. Mas lia-se corrido, frase após frase, do princípio ao fim. Ora, as crianças de hoje não se acostumam a ler corretamente, porque apenas olham as figuras dessas histórias em quadrinhos, cujo texto se limita a simples frases interjeitivas. No fundo, uma fraseologia de uivos, uma subliteratura de homem das cavernas. Exagerei? Bem feito! Mas se as crianças, coitadas, nunca adquirirem o hábito da leitura, como saberão um dia escrever?”
(Trecho com adaptações)
O autor afirma que, nos seus “tempos de criança, era aquela encantação”. Marque a alternativa que indica um possível antônimo da palavra “encantação”.
Alternativas
Q1768510 Português
Leia o relato a seguir, escrito por Mário Quintana, para responder as próximas questões. 

“Aprendi a escrever lendo, da mesma forma que se aprende a falar ouvindo. E isto naturalmente, quase sem querer. Em meus tempos de criança, era aquela encantação. Lia-se continuamente e avidamente um mundaréu de história. Mas lia-se corrido, frase após frase, do princípio ao fim. Ora, as crianças de hoje não se acostumam a ler corretamente, porque apenas olham as figuras dessas histórias em quadrinhos, cujo texto se limita a simples frases interjeitivas. No fundo, uma fraseologia de uivos, uma subliteratura de homem das cavernas. Exagerei? Bem feito! Mas se as crianças, coitadas, nunca adquirirem o hábito da leitura, como saberão um dia escrever?”
(Trecho com adaptações)
No trecho “um mundaréu de história”, a expressão “mundaréu” pretende indicar:
Alternativas
Q1768509 Português
Leia o relato a seguir, escrito por Mário Quintana, para responder as próximas questões. 

“Aprendi a escrever lendo, da mesma forma que se aprende a falar ouvindo. E isto naturalmente, quase sem querer. Em meus tempos de criança, era aquela encantação. Lia-se continuamente e avidamente um mundaréu de história. Mas lia-se corrido, frase após frase, do princípio ao fim. Ora, as crianças de hoje não se acostumam a ler corretamente, porque apenas olham as figuras dessas histórias em quadrinhos, cujo texto se limita a simples frases interjeitivas. No fundo, uma fraseologia de uivos, uma subliteratura de homem das cavernas. Exagerei? Bem feito! Mas se as crianças, coitadas, nunca adquirirem o hábito da leitura, como saberão um dia escrever?”
(Trecho com adaptações)
Em relação à importância da leitura para as crianças, o trecho em destaque apresenta uma visão:
Alternativas
Q1768338 Português
Leia o seguinte poema, de autoria de Luís da Camões, para responder a próxima questão.

“Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder; 

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?” 
No tocante ao desfecho do texto poético em questão, pode-se afirmar que, em seus três últimos versos, o poeta expressa uma:
Alternativas
Q1768337 Português
Leia o seguinte poema, de autoria de Luís da Camões, para responder a próxima questão.

“Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder; 

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?” 
Em síntese, pode-se afirmar que Luís de Camões enfatiza em seu texto poético um aspecto do amor, que seria o seu caráter:
Alternativas
Q1768336 Português
Leia o seguinte poema, de autoria de Luís da Camões, para responder a próxima questão.

“Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder; 

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?” 
No verso “É cuidar que se ganha em se perder”, o termo “cuidar” carrega o sentido de:
Alternativas
Q1768335 Português
Leia o seguinte poema, de autoria de Luís da Camões, para responder a próxima questão.

“Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder; 

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?” 
Marque a alternativa que indica uma figura de linguagem empregada no primeiro verso do poema: “Amor é fogo que arde sem se ver”.
Alternativas
Q1768334 Português
Leia o seguinte poema, de autoria de Luís da Camões, para responder a próxima questão.

“Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder; 

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?” 
Em relação à interpretação do poema, pode-se afirmar que, em sua maior parte, é composto por definições de:
Alternativas
Q1768332 Português
Considere atentamente o poema a seguir, escrito por Vinicius de Moraes, para responder a próxima questão. 


“De tudo, ao meu amor serei atento antes
E com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure” 
Ao longo do seu poema, Vinicius de Moraes emprega algumas palavras com sentidos opostos. Marque a alternativa que indica um par de termos que exemplifica isso.
Alternativas
Q1768331 Português
Considere atentamente o poema a seguir, escrito por Vinicius de Moraes, para responder a próxima questão. 


“De tudo, ao meu amor serei atento antes
E com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure” 
No primeiro verso da segunda estrofe “Quero vivê-lo em cada vão momento”, o pronome “lo”, em “vivê-lo”, retoma no texto a expressão:
Alternativas
Q1768329 Português
Considere atentamente o poema a seguir, escrito por Vinicius de Moraes, para responder a próxima questão. 


“De tudo, ao meu amor serei atento antes
E com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure” 
Em relação à interpretação do texto, pode-se dizer que, em síntese, o poeta expressa:
Alternativas
Respostas
49701: A
49702: C
49703: A
49704: A
49705: A
49706: C
49707: B
49708: B
49709: C
49710: C
49711: D
49712: D
49713: C
49714: B
49715: A
49716: C
49717: A
49718: D
49719: B
49720: B