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Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 93.510 questões

Q2711031 Português

A função da linguagem está CORRETA em qual das opções?

Alternativas
Q2711023 Português

Assinale a alternativa em que a ordem dos termos da oração cuja ausência da vírgula ou de outro recurso provoca ambiguidade na percepção da mensagem.

Alternativas
Q2711012 Português

A significação do par de parônimos está trocada em

Alternativas
Q2711009 Português

Assinale a alternativa em que os prefixos SUB e DES significam, respectivamente, posterioridade e intensidade nas palavras a seguir.

Alternativas
Q2711003 Português

São sinônimos, respectivamente, de arcabouços- lanhos – opilados e fealdade.

Alternativas
Q2710991 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões 41 a 48.

[...]A entrada dos prisioneiros foi comovedora.

Os combatentes contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam-se, comoviam-se. O arraial, in extremis*, punha-lhes adiante, naquele armistício, uma legião desarmada, mutilada, faminta e claudicante, num assalto mais duro que o das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos em tiras não encobriam lanhos, escaras e escalavros - a vitória tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele triunfo. Envergonhava. Era, com efeito, contraproducente compensação a tão luxuosos gastos de combates, de reveses e de milhares de vidas, o apresamento daquela caqueirada humana, entre trágica e humana, passando-lhes pelos olhos, num longo enxurro de carcaças e molambos...

Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender uma arma, nem um peito resfolegante de campeador domado: mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, moças envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma fealdade, escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos aos peitos murchos , filhos arrastados pelos braços, passando; crianças , sem-número de crianças; velhos, sem -numero de velhos ; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante..[...] Uma megera assustadora, bruxa rebarbativa e magra [...] rompia, em andar sacudido pelos grupos miserandos, atraindo a atenção geral. Tinha nos braços uma menina [...] E essa criança horrorizava. A sua face esquerda fora arrancada, havia tempos, por um estilhaço de granada; de sorte que os maxilares se destacavam alvíssimos, entre bordos vermelhos da ferida já cicatrizada...

*Nos últimos instantes de vida. Os Sertões – Euclides da Cunha.


Com base no texto e em seus conhecimentos, responda às questões a seguir.

Tem-se a impressão, pela leitura, de que os prisioneiros chegavam vindos de um(a)

Alternativas
Q2710988 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões 41 a 48.

[...]A entrada dos prisioneiros foi comovedora.

Os combatentes contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam-se, comoviam-se. O arraial, in extremis*, punha-lhes adiante, naquele armistício, uma legião desarmada, mutilada, faminta e claudicante, num assalto mais duro que o das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos em tiras não encobriam lanhos, escaras e escalavros - a vitória tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele triunfo. Envergonhava. Era, com efeito, contraproducente compensação a tão luxuosos gastos de combates, de reveses e de milhares de vidas, o apresamento daquela caqueirada humana, entre trágica e humana, passando-lhes pelos olhos, num longo enxurro de carcaças e molambos...

Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender uma arma, nem um peito resfolegante de campeador domado: mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, moças envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma fealdade, escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos aos peitos murchos , filhos arrastados pelos braços, passando; crianças , sem-número de crianças; velhos, sem -numero de velhos ; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante..[...] Uma megera assustadora, bruxa rebarbativa e magra [...] rompia, em andar sacudido pelos grupos miserandos, atraindo a atenção geral. Tinha nos braços uma menina [...] E essa criança horrorizava. A sua face esquerda fora arrancada, havia tempos, por um estilhaço de granada; de sorte que os maxilares se destacavam alvíssimos, entre bordos vermelhos da ferida já cicatrizada...

*Nos últimos instantes de vida. Os Sertões – Euclides da Cunha.


Com base no texto e em seus conhecimentos, responda às questões a seguir.

É, também, um dos relatos do texto, o(a)
Alternativas
Q2710985 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões 41 a 48.

[...]A entrada dos prisioneiros foi comovedora.

Os combatentes contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam-se, comoviam-se. O arraial, in extremis*, punha-lhes adiante, naquele armistício, uma legião desarmada, mutilada, faminta e claudicante, num assalto mais duro que o das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos em tiras não encobriam lanhos, escaras e escalavros - a vitória tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele triunfo. Envergonhava. Era, com efeito, contraproducente compensação a tão luxuosos gastos de combates, de reveses e de milhares de vidas, o apresamento daquela caqueirada humana, entre trágica e humana, passando-lhes pelos olhos, num longo enxurro de carcaças e molambos...

Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender uma arma, nem um peito resfolegante de campeador domado: mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, moças envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma fealdade, escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos aos peitos murchos , filhos arrastados pelos braços, passando; crianças , sem-número de crianças; velhos, sem -numero de velhos ; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante..[...] Uma megera assustadora, bruxa rebarbativa e magra [...] rompia, em andar sacudido pelos grupos miserandos, atraindo a atenção geral. Tinha nos braços uma menina [...] E essa criança horrorizava. A sua face esquerda fora arrancada, havia tempos, por um estilhaço de granada; de sorte que os maxilares se destacavam alvíssimos, entre bordos vermelhos da ferida já cicatrizada...

*Nos últimos instantes de vida. Os Sertões – Euclides da Cunha.


Com base no texto e em seus conhecimentos, responda às questões a seguir.

Os prisioneiros, provavelmente, eram tidos como

Alternativas
Q2710982 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões 41 a 48.

[...]A entrada dos prisioneiros foi comovedora.

Os combatentes contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam-se, comoviam-se. O arraial, in extremis*, punha-lhes adiante, naquele armistício, uma legião desarmada, mutilada, faminta e claudicante, num assalto mais duro que o das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos em tiras não encobriam lanhos, escaras e escalavros - a vitória tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele triunfo. Envergonhava. Era, com efeito, contraproducente compensação a tão luxuosos gastos de combates, de reveses e de milhares de vidas, o apresamento daquela caqueirada humana, entre trágica e humana, passando-lhes pelos olhos, num longo enxurro de carcaças e molambos...

Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender uma arma, nem um peito resfolegante de campeador domado: mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, moças envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma fealdade, escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos aos peitos murchos , filhos arrastados pelos braços, passando; crianças , sem-número de crianças; velhos, sem -numero de velhos ; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante..[...] Uma megera assustadora, bruxa rebarbativa e magra [...] rompia, em andar sacudido pelos grupos miserandos, atraindo a atenção geral. Tinha nos braços uma menina [...] E essa criança horrorizava. A sua face esquerda fora arrancada, havia tempos, por um estilhaço de granada; de sorte que os maxilares se destacavam alvíssimos, entre bordos vermelhos da ferida já cicatrizada...

*Nos últimos instantes de vida. Os Sertões – Euclides da Cunha.


Com base no texto e em seus conhecimentos, responda às questões a seguir.

A chegada dos prisioneiros causou

Alternativas
Q2710978 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões 41 a 48.

[...]A entrada dos prisioneiros foi comovedora.

Os combatentes contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam-se, comoviam-se. O arraial, in extremis*, punha-lhes adiante, naquele armistício, uma legião desarmada, mutilada, faminta e claudicante, num assalto mais duro que o das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos em tiras não encobriam lanhos, escaras e escalavros - a vitória tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele triunfo. Envergonhava. Era, com efeito, contraproducente compensação a tão luxuosos gastos de combates, de reveses e de milhares de vidas, o apresamento daquela caqueirada humana, entre trágica e humana, passando-lhes pelos olhos, num longo enxurro de carcaças e molambos...

Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender uma arma, nem um peito resfolegante de campeador domado: mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, moças envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma fealdade, escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos aos peitos murchos , filhos arrastados pelos braços, passando; crianças , sem-número de crianças; velhos, sem -numero de velhos ; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante..[...] Uma megera assustadora, bruxa rebarbativa e magra [...] rompia, em andar sacudido pelos grupos miserandos, atraindo a atenção geral. Tinha nos braços uma menina [...] E essa criança horrorizava. A sua face esquerda fora arrancada, havia tempos, por um estilhaço de granada; de sorte que os maxilares se destacavam alvíssimos, entre bordos vermelhos da ferida já cicatrizada...

*Nos últimos instantes de vida. Os Sertões – Euclides da Cunha.


Com base no texto e em seus conhecimentos, responda às questões a seguir.

O autor destaca nas mulheres a marca do

Alternativas
Q2710974 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões 41 a 48.

[...]A entrada dos prisioneiros foi comovedora.

Os combatentes contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam-se, comoviam-se. O arraial, in extremis*, punha-lhes adiante, naquele armistício, uma legião desarmada, mutilada, faminta e claudicante, num assalto mais duro que o das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos em tiras não encobriam lanhos, escaras e escalavros - a vitória tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele triunfo. Envergonhava. Era, com efeito, contraproducente compensação a tão luxuosos gastos de combates, de reveses e de milhares de vidas, o apresamento daquela caqueirada humana, entre trágica e humana, passando-lhes pelos olhos, num longo enxurro de carcaças e molambos...

Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender uma arma, nem um peito resfolegante de campeador domado: mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, moças envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma fealdade, escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos aos peitos murchos , filhos arrastados pelos braços, passando; crianças , sem-número de crianças; velhos, sem -numero de velhos ; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante..[...] Uma megera assustadora, bruxa rebarbativa e magra [...] rompia, em andar sacudido pelos grupos miserandos, atraindo a atenção geral. Tinha nos braços uma menina [...] E essa criança horrorizava. A sua face esquerda fora arrancada, havia tempos, por um estilhaço de granada; de sorte que os maxilares se destacavam alvíssimos, entre bordos vermelhos da ferida já cicatrizada...

*Nos últimos instantes de vida. Os Sertões – Euclides da Cunha.


Com base no texto e em seus conhecimentos, responda às questões a seguir.

Pelo texto, percebe-se que os combatentes

Alternativas
Q2709417 Português

Texto 01


Você nunca termina suas tarefas?

O problema pode não ser gestão de tempo


1Todo mundo já deixou uma tarefa chata ou complexa para o dia seguinte — e não há nada de errado nisso.

Muitas vezes até precisamos de um tempo extra para tomar uma decisão importante, refletir sobre um ponto de vista

ou avaliar um projeto da empresa.

A procrastinação só vira de fato um problema quando acontece com frequência e impacta negativamente

5a saúde física e mental.

“É o atraso de um ato voluntário, que ocorre apesar de sabermos que ele vai nos prejudicar”, define Timothy

A. Pychyl, professor de psicologia na Carleton University, no Canadá, em seu livro Solving the Procrastination Puzzle

(“Solucionando o quebra-cabeça da procrastinação”, em tradução livre, sem edição no Brasil).

De acordo com Timothy, que estuda o assunto há mais de 20 anos, o hábito de “empurrar com a barriga” não

10está ligado à lassidão ou à má administração da agenda, como a maioria de nós acredita.

“A procrastinação constante é uma inabilidade para gerenciar emoções e impulsos”, afirma. Por isso, segundo

ele, é fundamental descobrir quais gatilhos psicológicos dão origem a seu “depois eu faço” antes de combater esse

inimigo da produtividade.

Pesquisas indicam que cerca de 20% dos adultos são procrastinadores crônicos, ou seja, vivem postergando

15o início ou o término de uma atividade, mesmo sabendo que esse comportamento provoca algum desconforto

(estresse, arrependimento, frustração, ansiedade, culpa) e geralmente causa danos aos estudos, à carreira e aos

relacionamentos.

Ora, se a procrastinação prejudica nosso bem-estar, por que promovemos essa autossabotagem? “Ao protelar

algo que nos parece desagradável, usufruímos uma súbita sensação de prazer”, diz Christian Dunker, psicanalista e

20professor titular do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Só que esse alívio é temporário, pois em

algum momento teremos de resolver as pendências.

Como é uma necessidade humana buscar a satisfação e fugir do sofrimento, quem cultiva o hábito de

“transferir para outro dia” entra num círculo vicioso, do qual é difícil se libertar.

Portanto, a procrastinação constante não está ligada à má gestão do tempo — ela nada mais é do que uma

25estratégia do cérebro para lidar com as emoções negativas. “Sendo assim, é preciso aceitar o problema e entender o

que está por trás dele para começar a superá-lo”, afirma Tânia Campanharo, psicóloga clínica de São Paulo.

Quando se transforma num estilo de vida, a procrastinação pode ser um sintoma de ansiedade — estado

emocional que aparece ao encararmos algo que provoca medo, expectativa ou dúvida. “As pessoas ansiosas não

pensam nem agem”, diz Christian.

30Como geralmente estão com a cabeça voltada para o futuro, elas têm dificuldade de realizar algumas

atividades e acabam jogando-as para a frente. A ansiedade também é um dos fatores que desencadeiam a

depressão, outra mola propulsora do adiamento ou do atraso frequentes.

Quem apresenta essa condição sofre com pensamentos negativos, sensação de inutilidade e sentimento de

culpa. Qualquer tarefa se torna incômoda e complicada. “O depressivo não tem vontade nem energia para agir”, diz

35Tânia. Vale dizer que a procrastinação e a depressão se retroalimentam — e nem sempre é fácil apontar qual delas

surgiu primeiro.

Outro elemento é o estresse, que também está relacionado a quadros de depressão e ansiedade. Nesse

estado de ânimo, a pessoa vive nervosa e frustrada, se distrai com facilidade e, como se cobra demasiadamente, às

vezes tem bloqueios mentais.

40Ela costuma deixar de lado uma tarefa relevante, priorizando as secundárias como forma de alívio. Aliás, essa

é uma característica do procrastinador de carteirinha: avaliar a realização de uma atividade pela satisfação que ela

proporciona, e não pelo nível de importância que ela tem para si mesmo ou para os outros.

“A procrastinação também pode estar associada a transtornos de personalidade e ao déficit de atenção”, diz

Rita Martins, psicanalista e professora na Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.

45Há mais fatores emocionais que podem sustentar o comportamento. Um deles é o medo — do fracasso ou do

sucesso, por exemplo.

Pessoas com esse perfil postergam decisões e tarefas sobretudo por três motivos: primeiro, porque desejam

evitar a crítica alheia; segundo, porque as coisas podem não sair do jeito que gostariam; e terceiro, porque acham

que não vão “dar conta do recado”.

50“O medo é uma das maiores travas que enfrentamos na vida”, afirma José Roberto Marques, presidente do

Instituto Brasileiro de Coaching.

Um exemplo disso foi o que aconteceu com o designer gráfico David Arty, de 31 anos. Na última empresa em

que atuou, ele fazia home office e tinha dificuldade de organizar a rotina — acabava deixando tudo para a última

hora. “Dormia mal, vivia estressado e não me sentia produtivo”, diz.

55Nessa época, David já sonhava em trabalhar por conta própria, mas o receio de fracassar fez com que adiasse

esse projeto. Depois que tomou coragem e virou freelancer, aprendeu a estabelecer prioridades e a administrar a

agenda. “Também passei a lidar melhor com o perfeccionismo, outra razão pela qual eu procrastinava”, afirma.

A mania de perfeição, aliás, pode andar de mãos dadas com o atraso frequente. Além do medo de ser

julgado, quem sofre desse mal presta tanta atenção nos detalhes que conclui os trabalhos só no último segundo.

60Isso faz com que o perfeccionista cometa erros, mantendo-se preso à ciranda da procrastinação.

A desmotivação também costuma estar por trás do adiamento constante — quando a pessoa não vê sentido

naquilo que faz, fica propensa a “empurrar com a barriga”. Segundo Timothy A. Pychyl, esse comportamento pode

indicar problemas maiores, como falta de direção na vida ou de identidade.

Esse era o caso de Sousete Silva, de 50 anos, coordenadora de compras do Minas Tênis Clube. Embora

65atuasse nessa mesma área, ela se sentia frustrada no emprego anterior e vivia cheia de pendências.

“Procrastinava no escritório e na vida pessoal”, diz. Ao se desligar da empresa, Sousete buscou o

autoconhecimento frequentando cursos de filosofia.

“Descobri que o antigo trabalho não estava alinhado com meus valores, daí o motivo da insatisfação”, afirma.

Hoje ela fez as pazes com a rotina e mantém a procrastinação sob controle focando três princípios: organização,

70disciplina e eficiência.



LIMA, Paula. Você nunca termina suas tarefas? O problema pode não ser getão de tempo. Disponível em:<https://exame.abril.com.br/carreira/voce-nunca-termina-suas-tarefas-o-problema-pode-nao-ser-gestao-de-tempo/. >Acesso em: 20 ago. 2019.





Texto 02

Imagem associada para resolução da questão


Disponível em:< https://exame.abril.com.br/carreira/vocce/>. Acesso em: 20 ago. 2019.



Comparando o texto 02 ao texto 01, é CORRETO afirmar:

Alternativas
Q2709414 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem.


Texto 01


Você nunca termina suas tarefas?

O problema pode não ser gestão de tempo


1Todo mundo já deixou uma tarefa chata ou complexa para o dia seguinte — e não há nada de errado nisso.

Muitas vezes até precisamos de um tempo extra para tomar uma decisão importante, refletir sobre um ponto de vista

ou avaliar um projeto da empresa.

A procrastinação só vira de fato um problema quando acontece com frequência e impacta negativamente

5a saúde física e mental.

“É o atraso de um ato voluntário, que ocorre apesar de sabermos que ele vai nos prejudicar”, define Timothy

A. Pychyl, professor de psicologia na Carleton University, no Canadá, em seu livro Solving the Procrastination Puzzle

(“Solucionando o quebra-cabeça da procrastinação”, em tradução livre, sem edição no Brasil).

De acordo com Timothy, que estuda o assunto há mais de 20 anos, o hábito de “empurrar com a barriga” não

10está ligado à lassidão ou à má administração da agenda, como a maioria de nós acredita.

“A procrastinação constante é uma inabilidade para gerenciar emoções e impulsos”, afirma. Por isso, segundo

ele, é fundamental descobrir quais gatilhos psicológicos dão origem a seu “depois eu faço” antes de combater esse

inimigo da produtividade.

Pesquisas indicam que cerca de 20% dos adultos são procrastinadores crônicos, ou seja, vivem postergando

15o início ou o término de uma atividade, mesmo sabendo que esse comportamento provoca algum desconforto

(estresse, arrependimento, frustração, ansiedade, culpa) e geralmente causa danos aos estudos, à carreira e aos

relacionamentos.

Ora, se a procrastinação prejudica nosso bem-estar, por que promovemos essa autossabotagem? “Ao protelar

algo que nos parece desagradável, usufruímos uma súbita sensação de prazer”, diz Christian Dunker, psicanalista e

20professor titular do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Só que esse alívio é temporário, pois em

algum momento teremos de resolver as pendências.

Como é uma necessidade humana buscar a satisfação e fugir do sofrimento, quem cultiva o hábito de

“transferir para outro dia” entra num círculo vicioso, do qual é difícil se libertar.

Portanto, a procrastinação constante não está ligada à má gestão do tempo — ela nada mais é do que uma

25estratégia do cérebro para lidar com as emoções negativas. “Sendo assim, é preciso aceitar o problema e entender o

que está por trás dele para começar a superá-lo”, afirma Tânia Campanharo, psicóloga clínica de São Paulo.

Quando se transforma num estilo de vida, a procrastinação pode ser um sintoma de ansiedade — estado

emocional que aparece ao encararmos algo que provoca medo, expectativa ou dúvida. “As pessoas ansiosas não

pensam nem agem”, diz Christian.

30Como geralmente estão com a cabeça voltada para o futuro, elas têm dificuldade de realizar algumas

atividades e acabam jogando-as para a frente. A ansiedade também é um dos fatores que desencadeiam a

depressão, outra mola propulsora do adiamento ou do atraso frequentes.

Quem apresenta essa condição sofre com pensamentos negativos, sensação de inutilidade e sentimento de

culpa. Qualquer tarefa se torna incômoda e complicada. “O depressivo não tem vontade nem energia para agir”, diz

35Tânia. Vale dizer que a procrastinação e a depressão se retroalimentam — e nem sempre é fácil apontar qual delas

surgiu primeiro.

Outro elemento é o estresse, que também está relacionado a quadros de depressão e ansiedade. Nesse

estado de ânimo, a pessoa vive nervosa e frustrada, se distrai com facilidade e, como se cobra demasiadamente, às

vezes tem bloqueios mentais.

40Ela costuma deixar de lado uma tarefa relevante, priorizando as secundárias como forma de alívio. Aliás, essa

é uma característica do procrastinador de carteirinha: avaliar a realização de uma atividade pela satisfação que ela

proporciona, e não pelo nível de importância que ela tem para si mesmo ou para os outros.

“A procrastinação também pode estar associada a transtornos de personalidade e ao déficit de atenção”, diz

Rita Martins, psicanalista e professora na Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.

45Há mais fatores emocionais que podem sustentar o comportamento. Um deles é o medo — do fracasso ou do

sucesso, por exemplo.

Pessoas com esse perfil postergam decisões e tarefas sobretudo por três motivos: primeiro, porque desejam

evitar a crítica alheia; segundo, porque as coisas podem não sair do jeito que gostariam; e terceiro, porque acham

que não vão “dar conta do recado”.

50“O medo é uma das maiores travas que enfrentamos na vida”, afirma José Roberto Marques, presidente do

Instituto Brasileiro de Coaching.

Um exemplo disso foi o que aconteceu com o designer gráfico David Arty, de 31 anos. Na última empresa em

que atuou, ele fazia home office e tinha dificuldade de organizar a rotina — acabava deixando tudo para a última

hora. “Dormia mal, vivia estressado e não me sentia produtivo”, diz.

55Nessa época, David já sonhava em trabalhar por conta própria, mas o receio de fracassar fez com que adiasse

esse projeto. Depois que tomou coragem e virou freelancer, aprendeu a estabelecer prioridades e a administrar a

agenda. “Também passei a lidar melhor com o perfeccionismo, outra razão pela qual eu procrastinava”, afirma.

A mania de perfeição, aliás, pode andar de mãos dadas com o atraso frequente. Além do medo de ser

julgado, quem sofre desse mal presta tanta atenção nos detalhes que conclui os trabalhos só no último segundo.

60Isso faz com que o perfeccionista cometa erros, mantendo-se preso à ciranda da procrastinação.

A desmotivação também costuma estar por trás do adiamento constante — quando a pessoa não vê sentido

naquilo que faz, fica propensa a “empurrar com a barriga”. Segundo Timothy A. Pychyl, esse comportamento pode

indicar problemas maiores, como falta de direção na vida ou de identidade.

Esse era o caso de Sousete Silva, de 50 anos, coordenadora de compras do Minas Tênis Clube. Embora

65atuasse nessa mesma área, ela se sentia frustrada no emprego anterior e vivia cheia de pendências.

“Procrastinava no escritório e na vida pessoal”, diz. Ao se desligar da empresa, Sousete buscou o

autoconhecimento frequentando cursos de filosofia.

“Descobri que o antigo trabalho não estava alinhado com meus valores, daí o motivo da insatisfação”, afirma.

Hoje ela fez as pazes com a rotina e mantém a procrastinação sob controle focando três princípios: organização,

70disciplina e eficiência.



LIMA, Paula. Você nunca termina suas tarefas? O problema pode não ser getão de tempo. Disponível em:<https://exame.abril.com.br/carreira/voce-nunca-termina-suas-tarefas-o-problema-pode-nao-ser-gestao-de-tempo/. >Acesso em: 20 ago. 2019.

Para construir o texto, a autora lança mão de alguns recursos de argumentação. Entre os recursos elencados abaixo, assinale a alternativa que apresenta aquele que foi usado com maior predominância no texto.

Alternativas
Q2709413 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem.


Texto 01


Você nunca termina suas tarefas?

O problema pode não ser gestão de tempo


1Todo mundo já deixou uma tarefa chata ou complexa para o dia seguinte — e não há nada de errado nisso.

Muitas vezes até precisamos de um tempo extra para tomar uma decisão importante, refletir sobre um ponto de vista

ou avaliar um projeto da empresa.

A procrastinação só vira de fato um problema quando acontece com frequência e impacta negativamente

5a saúde física e mental.

“É o atraso de um ato voluntário, que ocorre apesar de sabermos que ele vai nos prejudicar”, define Timothy

A. Pychyl, professor de psicologia na Carleton University, no Canadá, em seu livro Solving the Procrastination Puzzle

(“Solucionando o quebra-cabeça da procrastinação”, em tradução livre, sem edição no Brasil).

De acordo com Timothy, que estuda o assunto há mais de 20 anos, o hábito de “empurrar com a barriga” não

10está ligado à lassidão ou à má administração da agenda, como a maioria de nós acredita.

“A procrastinação constante é uma inabilidade para gerenciar emoções e impulsos”, afirma. Por isso, segundo

ele, é fundamental descobrir quais gatilhos psicológicos dão origem a seu “depois eu faço” antes de combater esse

inimigo da produtividade.

Pesquisas indicam que cerca de 20% dos adultos são procrastinadores crônicos, ou seja, vivem postergando

15o início ou o término de uma atividade, mesmo sabendo que esse comportamento provoca algum desconforto

(estresse, arrependimento, frustração, ansiedade, culpa) e geralmente causa danos aos estudos, à carreira e aos

relacionamentos.

Ora, se a procrastinação prejudica nosso bem-estar, por que promovemos essa autossabotagem? “Ao protelar

algo que nos parece desagradável, usufruímos uma súbita sensação de prazer”, diz Christian Dunker, psicanalista e

20professor titular do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Só que esse alívio é temporário, pois em

algum momento teremos de resolver as pendências.

Como é uma necessidade humana buscar a satisfação e fugir do sofrimento, quem cultiva o hábito de

“transferir para outro dia” entra num círculo vicioso, do qual é difícil se libertar.

Portanto, a procrastinação constante não está ligada à má gestão do tempo — ela nada mais é do que uma

25estratégia do cérebro para lidar com as emoções negativas. “Sendo assim, é preciso aceitar o problema e entender o

que está por trás dele para começar a superá-lo”, afirma Tânia Campanharo, psicóloga clínica de São Paulo.

Quando se transforma num estilo de vida, a procrastinação pode ser um sintoma de ansiedade — estado

emocional que aparece ao encararmos algo que provoca medo, expectativa ou dúvida. “As pessoas ansiosas não

pensam nem agem”, diz Christian.

30Como geralmente estão com a cabeça voltada para o futuro, elas têm dificuldade de realizar algumas

atividades e acabam jogando-as para a frente. A ansiedade também é um dos fatores que desencadeiam a

depressão, outra mola propulsora do adiamento ou do atraso frequentes.

Quem apresenta essa condição sofre com pensamentos negativos, sensação de inutilidade e sentimento de

culpa. Qualquer tarefa se torna incômoda e complicada. “O depressivo não tem vontade nem energia para agir”, diz

35Tânia. Vale dizer que a procrastinação e a depressão se retroalimentam — e nem sempre é fácil apontar qual delas

surgiu primeiro.

Outro elemento é o estresse, que também está relacionado a quadros de depressão e ansiedade. Nesse

estado de ânimo, a pessoa vive nervosa e frustrada, se distrai com facilidade e, como se cobra demasiadamente, às

vezes tem bloqueios mentais.

40Ela costuma deixar de lado uma tarefa relevante, priorizando as secundárias como forma de alívio. Aliás, essa

é uma característica do procrastinador de carteirinha: avaliar a realização de uma atividade pela satisfação que ela

proporciona, e não pelo nível de importância que ela tem para si mesmo ou para os outros.

“A procrastinação também pode estar associada a transtornos de personalidade e ao déficit de atenção”, diz

Rita Martins, psicanalista e professora na Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.

45Há mais fatores emocionais que podem sustentar o comportamento. Um deles é o medo — do fracasso ou do

sucesso, por exemplo.

Pessoas com esse perfil postergam decisões e tarefas sobretudo por três motivos: primeiro, porque desejam

evitar a crítica alheia; segundo, porque as coisas podem não sair do jeito que gostariam; e terceiro, porque acham

que não vão “dar conta do recado”.

50“O medo é uma das maiores travas que enfrentamos na vida”, afirma José Roberto Marques, presidente do

Instituto Brasileiro de Coaching.

Um exemplo disso foi o que aconteceu com o designer gráfico David Arty, de 31 anos. Na última empresa em

que atuou, ele fazia home office e tinha dificuldade de organizar a rotina — acabava deixando tudo para a última

hora. “Dormia mal, vivia estressado e não me sentia produtivo”, diz.

55Nessa época, David já sonhava em trabalhar por conta própria, mas o receio de fracassar fez com que adiasse

esse projeto. Depois que tomou coragem e virou freelancer, aprendeu a estabelecer prioridades e a administrar a

agenda. “Também passei a lidar melhor com o perfeccionismo, outra razão pela qual eu procrastinava”, afirma.

A mania de perfeição, aliás, pode andar de mãos dadas com o atraso frequente. Além do medo de ser

julgado, quem sofre desse mal presta tanta atenção nos detalhes que conclui os trabalhos só no último segundo.

60Isso faz com que o perfeccionista cometa erros, mantendo-se preso à ciranda da procrastinação.

A desmotivação também costuma estar por trás do adiamento constante — quando a pessoa não vê sentido

naquilo que faz, fica propensa a “empurrar com a barriga”. Segundo Timothy A. Pychyl, esse comportamento pode

indicar problemas maiores, como falta de direção na vida ou de identidade.

Esse era o caso de Sousete Silva, de 50 anos, coordenadora de compras do Minas Tênis Clube. Embora

65atuasse nessa mesma área, ela se sentia frustrada no emprego anterior e vivia cheia de pendências.

“Procrastinava no escritório e na vida pessoal”, diz. Ao se desligar da empresa, Sousete buscou o

autoconhecimento frequentando cursos de filosofia.

“Descobri que o antigo trabalho não estava alinhado com meus valores, daí o motivo da insatisfação”, afirma.

Hoje ela fez as pazes com a rotina e mantém a procrastinação sob controle focando três princípios: organização,

70disciplina e eficiência.



LIMA, Paula. Você nunca termina suas tarefas? O problema pode não ser getão de tempo. Disponível em:<https://exame.abril.com.br/carreira/voce-nunca-termina-suas-tarefas-o-problema-pode-nao-ser-gestao-de-tempo/. >Acesso em: 20 ago. 2019.

Assinale a alternativa que, segundo a autora, não representa uma causa da procrastinação constante.

Alternativas
Q2709412 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem.


Texto 01


Você nunca termina suas tarefas?

O problema pode não ser gestão de tempo


1Todo mundo já deixou uma tarefa chata ou complexa para o dia seguinte — e não há nada de errado nisso.

Muitas vezes até precisamos de um tempo extra para tomar uma decisão importante, refletir sobre um ponto de vista

ou avaliar um projeto da empresa.

A procrastinação só vira de fato um problema quando acontece com frequência e impacta negativamente

5a saúde física e mental.

“É o atraso de um ato voluntário, que ocorre apesar de sabermos que ele vai nos prejudicar”, define Timothy

A. Pychyl, professor de psicologia na Carleton University, no Canadá, em seu livro Solving the Procrastination Puzzle

(“Solucionando o quebra-cabeça da procrastinação”, em tradução livre, sem edição no Brasil).

De acordo com Timothy, que estuda o assunto há mais de 20 anos, o hábito de “empurrar com a barriga” não

10está ligado à lassidão ou à má administração da agenda, como a maioria de nós acredita.

“A procrastinação constante é uma inabilidade para gerenciar emoções e impulsos”, afirma. Por isso, segundo

ele, é fundamental descobrir quais gatilhos psicológicos dão origem a seu “depois eu faço” antes de combater esse

inimigo da produtividade.

Pesquisas indicam que cerca de 20% dos adultos são procrastinadores crônicos, ou seja, vivem postergando

15o início ou o término de uma atividade, mesmo sabendo que esse comportamento provoca algum desconforto

(estresse, arrependimento, frustração, ansiedade, culpa) e geralmente causa danos aos estudos, à carreira e aos

relacionamentos.

Ora, se a procrastinação prejudica nosso bem-estar, por que promovemos essa autossabotagem? “Ao protelar

algo que nos parece desagradável, usufruímos uma súbita sensação de prazer”, diz Christian Dunker, psicanalista e

20professor titular do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Só que esse alívio é temporário, pois em

algum momento teremos de resolver as pendências.

Como é uma necessidade humana buscar a satisfação e fugir do sofrimento, quem cultiva o hábito de

“transferir para outro dia” entra num círculo vicioso, do qual é difícil se libertar.

Portanto, a procrastinação constante não está ligada à má gestão do tempo — ela nada mais é do que uma

25estratégia do cérebro para lidar com as emoções negativas. “Sendo assim, é preciso aceitar o problema e entender o

que está por trás dele para começar a superá-lo”, afirma Tânia Campanharo, psicóloga clínica de São Paulo.

Quando se transforma num estilo de vida, a procrastinação pode ser um sintoma de ansiedade — estado

emocional que aparece ao encararmos algo que provoca medo, expectativa ou dúvida. “As pessoas ansiosas não

pensam nem agem”, diz Christian.

30Como geralmente estão com a cabeça voltada para o futuro, elas têm dificuldade de realizar algumas

atividades e acabam jogando-as para a frente. A ansiedade também é um dos fatores que desencadeiam a

depressão, outra mola propulsora do adiamento ou do atraso frequentes.

Quem apresenta essa condição sofre com pensamentos negativos, sensação de inutilidade e sentimento de

culpa. Qualquer tarefa se torna incômoda e complicada. “O depressivo não tem vontade nem energia para agir”, diz

35Tânia. Vale dizer que a procrastinação e a depressão se retroalimentam — e nem sempre é fácil apontar qual delas

surgiu primeiro.

Outro elemento é o estresse, que também está relacionado a quadros de depressão e ansiedade. Nesse

estado de ânimo, a pessoa vive nervosa e frustrada, se distrai com facilidade e, como se cobra demasiadamente, às

vezes tem bloqueios mentais.

40Ela costuma deixar de lado uma tarefa relevante, priorizando as secundárias como forma de alívio. Aliás, essa

é uma característica do procrastinador de carteirinha: avaliar a realização de uma atividade pela satisfação que ela

proporciona, e não pelo nível de importância que ela tem para si mesmo ou para os outros.

“A procrastinação também pode estar associada a transtornos de personalidade e ao déficit de atenção”, diz

Rita Martins, psicanalista e professora na Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.

45Há mais fatores emocionais que podem sustentar o comportamento. Um deles é o medo — do fracasso ou do

sucesso, por exemplo.

Pessoas com esse perfil postergam decisões e tarefas sobretudo por três motivos: primeiro, porque desejam

evitar a crítica alheia; segundo, porque as coisas podem não sair do jeito que gostariam; e terceiro, porque acham

que não vão “dar conta do recado”.

50“O medo é uma das maiores travas que enfrentamos na vida”, afirma José Roberto Marques, presidente do

Instituto Brasileiro de Coaching.

Um exemplo disso foi o que aconteceu com o designer gráfico David Arty, de 31 anos. Na última empresa em

que atuou, ele fazia home office e tinha dificuldade de organizar a rotina — acabava deixando tudo para a última

hora. “Dormia mal, vivia estressado e não me sentia produtivo”, diz.

55Nessa época, David já sonhava em trabalhar por conta própria, mas o receio de fracassar fez com que adiasse

esse projeto. Depois que tomou coragem e virou freelancer, aprendeu a estabelecer prioridades e a administrar a

agenda. “Também passei a lidar melhor com o perfeccionismo, outra razão pela qual eu procrastinava”, afirma.

A mania de perfeição, aliás, pode andar de mãos dadas com o atraso frequente. Além do medo de ser

julgado, quem sofre desse mal presta tanta atenção nos detalhes que conclui os trabalhos só no último segundo.

60Isso faz com que o perfeccionista cometa erros, mantendo-se preso à ciranda da procrastinação.

A desmotivação também costuma estar por trás do adiamento constante — quando a pessoa não vê sentido

naquilo que faz, fica propensa a “empurrar com a barriga”. Segundo Timothy A. Pychyl, esse comportamento pode

indicar problemas maiores, como falta de direção na vida ou de identidade.

Esse era o caso de Sousete Silva, de 50 anos, coordenadora de compras do Minas Tênis Clube. Embora

65atuasse nessa mesma área, ela se sentia frustrada no emprego anterior e vivia cheia de pendências.

“Procrastinava no escritório e na vida pessoal”, diz. Ao se desligar da empresa, Sousete buscou o

autoconhecimento frequentando cursos de filosofia.

“Descobri que o antigo trabalho não estava alinhado com meus valores, daí o motivo da insatisfação”, afirma.

Hoje ela fez as pazes com a rotina e mantém a procrastinação sob controle focando três princípios: organização,

70disciplina e eficiência.



LIMA, Paula. Você nunca termina suas tarefas? O problema pode não ser getão de tempo. Disponível em:<https://exame.abril.com.br/carreira/voce-nunca-termina-suas-tarefas-o-problema-pode-nao-ser-gestao-de-tempo/. >Acesso em: 20 ago. 2019.

Assinale a alternativa que, de acordo com os argumentos apresentados no texto, pode ser uma causa e também uma consequência da procrastinação.

Alternativas
Q2709411 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem.


Texto 01


Você nunca termina suas tarefas?

O problema pode não ser gestão de tempo


1Todo mundo já deixou uma tarefa chata ou complexa para o dia seguinte — e não há nada de errado nisso.

Muitas vezes até precisamos de um tempo extra para tomar uma decisão importante, refletir sobre um ponto de vista

ou avaliar um projeto da empresa.

A procrastinação só vira de fato um problema quando acontece com frequência e impacta negativamente

5a saúde física e mental.

“É o atraso de um ato voluntário, que ocorre apesar de sabermos que ele vai nos prejudicar”, define Timothy

A. Pychyl, professor de psicologia na Carleton University, no Canadá, em seu livro Solving the Procrastination Puzzle

(“Solucionando o quebra-cabeça da procrastinação”, em tradução livre, sem edição no Brasil).

De acordo com Timothy, que estuda o assunto há mais de 20 anos, o hábito de “empurrar com a barriga” não

10está ligado à lassidão ou à má administração da agenda, como a maioria de nós acredita.

“A procrastinação constante é uma inabilidade para gerenciar emoções e impulsos”, afirma. Por isso, segundo

ele, é fundamental descobrir quais gatilhos psicológicos dão origem a seu “depois eu faço” antes de combater esse

inimigo da produtividade.

Pesquisas indicam que cerca de 20% dos adultos são procrastinadores crônicos, ou seja, vivem postergando

15o início ou o término de uma atividade, mesmo sabendo que esse comportamento provoca algum desconforto

(estresse, arrependimento, frustração, ansiedade, culpa) e geralmente causa danos aos estudos, à carreira e aos

relacionamentos.

Ora, se a procrastinação prejudica nosso bem-estar, por que promovemos essa autossabotagem? “Ao protelar

algo que nos parece desagradável, usufruímos uma súbita sensação de prazer”, diz Christian Dunker, psicanalista e

20professor titular do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Só que esse alívio é temporário, pois em

algum momento teremos de resolver as pendências.

Como é uma necessidade humana buscar a satisfação e fugir do sofrimento, quem cultiva o hábito de

“transferir para outro dia” entra num círculo vicioso, do qual é difícil se libertar.

Portanto, a procrastinação constante não está ligada à má gestão do tempo — ela nada mais é do que uma

25estratégia do cérebro para lidar com as emoções negativas. “Sendo assim, é preciso aceitar o problema e entender o

que está por trás dele para começar a superá-lo”, afirma Tânia Campanharo, psicóloga clínica de São Paulo.

Quando se transforma num estilo de vida, a procrastinação pode ser um sintoma de ansiedade — estado

emocional que aparece ao encararmos algo que provoca medo, expectativa ou dúvida. “As pessoas ansiosas não

pensam nem agem”, diz Christian.

30Como geralmente estão com a cabeça voltada para o futuro, elas têm dificuldade de realizar algumas

atividades e acabam jogando-as para a frente. A ansiedade também é um dos fatores que desencadeiam a

depressão, outra mola propulsora do adiamento ou do atraso frequentes.

Quem apresenta essa condição sofre com pensamentos negativos, sensação de inutilidade e sentimento de

culpa. Qualquer tarefa se torna incômoda e complicada. “O depressivo não tem vontade nem energia para agir”, diz

35Tânia. Vale dizer que a procrastinação e a depressão se retroalimentam — e nem sempre é fácil apontar qual delas

surgiu primeiro.

Outro elemento é o estresse, que também está relacionado a quadros de depressão e ansiedade. Nesse

estado de ânimo, a pessoa vive nervosa e frustrada, se distrai com facilidade e, como se cobra demasiadamente, às

vezes tem bloqueios mentais.

40Ela costuma deixar de lado uma tarefa relevante, priorizando as secundárias como forma de alívio. Aliás, essa

é uma característica do procrastinador de carteirinha: avaliar a realização de uma atividade pela satisfação que ela

proporciona, e não pelo nível de importância que ela tem para si mesmo ou para os outros.

“A procrastinação também pode estar associada a transtornos de personalidade e ao déficit de atenção”, diz

Rita Martins, psicanalista e professora na Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.

45Há mais fatores emocionais que podem sustentar o comportamento. Um deles é o medo — do fracasso ou do

sucesso, por exemplo.

Pessoas com esse perfil postergam decisões e tarefas sobretudo por três motivos: primeiro, porque desejam

evitar a crítica alheia; segundo, porque as coisas podem não sair do jeito que gostariam; e terceiro, porque acham

que não vão “dar conta do recado”.

50“O medo é uma das maiores travas que enfrentamos na vida”, afirma José Roberto Marques, presidente do

Instituto Brasileiro de Coaching.

Um exemplo disso foi o que aconteceu com o designer gráfico David Arty, de 31 anos. Na última empresa em

que atuou, ele fazia home office e tinha dificuldade de organizar a rotina — acabava deixando tudo para a última

hora. “Dormia mal, vivia estressado e não me sentia produtivo”, diz.

55Nessa época, David já sonhava em trabalhar por conta própria, mas o receio de fracassar fez com que adiasse

esse projeto. Depois que tomou coragem e virou freelancer, aprendeu a estabelecer prioridades e a administrar a

agenda. “Também passei a lidar melhor com o perfeccionismo, outra razão pela qual eu procrastinava”, afirma.

A mania de perfeição, aliás, pode andar de mãos dadas com o atraso frequente. Além do medo de ser

julgado, quem sofre desse mal presta tanta atenção nos detalhes que conclui os trabalhos só no último segundo.

60Isso faz com que o perfeccionista cometa erros, mantendo-se preso à ciranda da procrastinação.

A desmotivação também costuma estar por trás do adiamento constante — quando a pessoa não vê sentido

naquilo que faz, fica propensa a “empurrar com a barriga”. Segundo Timothy A. Pychyl, esse comportamento pode

indicar problemas maiores, como falta de direção na vida ou de identidade.

Esse era o caso de Sousete Silva, de 50 anos, coordenadora de compras do Minas Tênis Clube. Embora

65atuasse nessa mesma área, ela se sentia frustrada no emprego anterior e vivia cheia de pendências.

“Procrastinava no escritório e na vida pessoal”, diz. Ao se desligar da empresa, Sousete buscou o

autoconhecimento frequentando cursos de filosofia.

“Descobri que o antigo trabalho não estava alinhado com meus valores, daí o motivo da insatisfação”, afirma.

Hoje ela fez as pazes com a rotina e mantém a procrastinação sob controle focando três princípios: organização,

70disciplina e eficiência.



LIMA, Paula. Você nunca termina suas tarefas? O problema pode não ser getão de tempo. Disponível em:<https://exame.abril.com.br/carreira/voce-nunca-termina-suas-tarefas-o-problema-pode-nao-ser-gestao-de-tempo/. >Acesso em: 20 ago. 2019.

O texto apresenta definições para o termo “procrastinar”. Assinale aquele que se encontra em linguagem coloquial e metafórica.

Alternativas
Q2709219 Português

Leia com atenção o fragmento adaptado do livro “O homem e seus símbolos” de Carl Gustav Jung para responder às questões 7, 8, 9 e 10 a seguir.

O homem utiliza a palavra escrita ou falada para expressar o que deseja transmitir. Sua linguagem é cheia de símbolos, mas ele também, muitas vezes, faz uso de sinais ou imagens não estritamente descritivos. Alguns são simples abreviações ou uma série de iniciais como ONU, UNICEF ou UNESCO; outros são marcas comerciais conhecidas, nomes de remédios patenteados, divisas e insígnias. Apesar de não terem nenhum sentido intrínseco, alcançaram, pelo seu uso generalizado ou por intenção deliberada, significação reconhecida. Não são símbolos: são sinais e servem, apenas, para indicar os objetos a que estão ligados.

O que chamamos símbolo é um termo, um nome ou mesmo uma imagem que nos pode ser familiar na vida diária, embora possua conotações especiais além do seu significado evidente e convencional. Implica alguma coisa vaga, desconhecida ou oculta para nós. (...) Existem (...) objetos tais como a roda e a cruz, conhecidos no mundo inteiro, mas que possuem, sob certas condições, um significado simbólico.

O que simbolizam exatamente ainda é motivo de controversas suposições.

Assim, uma palavra ou uma imagem é simbólica quando implica alguma coisa além do seu significado manifesto e imediato. Esta palavra ou esta imagem têm um aspecto “inconsciente” mais amplo, que nunca é precisamente definido ou de todo explicado. E nem podemos ter esperanças de defini-la ou explicá-la. Quando a mente explora um símbolo, é conduzida a ideias que estão fora do alcance da nossa razão. A imagem de uma roda pode levar nossos pensamentos ao conceito de um sol “divino’’ mas, neste ponto, nossa razão vai confessar a sua incompetência: o homem é incapaz de descrever um ser “divino”. Quando, com toda a nossa limitação intelectual, chamamos alguma coisa de “divina”, estamos dando-lhe apenas um nome, que poderá estar baseado em uma crença, mas nunca em uma evidência concreta.

Por existirem inúmeras coisas fora do alcance da compreensão humana é que frequentemente utilizamos termos simbólicos como representação de conceitos que não podemos definir ou compreender integralmente. Esta é uma das razões por que todas as religiões empregam uma linguagem simbólica e se exprimem através de imagens. Mas este uso consciente que fazemos de símbolos é apenas um aspecto de um fato psicológico de grande importância: o homem também produz símbolos, inconsciente e espontaneamente, na forma de sonhos.

A partir da leitura do texto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2709218 Português

Leia atentamente a notícia a seguir para responder às questões 3, 4, 5 e 6.

Depressão deve ser prevenida a partir da infância, dizem especialistas (ALISSON, Elton - Revista Exame).

(texto adaptado)

Considerada o mal do século pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão já desponta como a terceira maior doença entre adolescentes e é a segunda principal causa de morte de jovens entre 15 e 25 anos no mundo.

A fim de prevenir o desenvolvimento desse transtorno mental nessa fase da vida é preciso dotar as crianças de habilidades socioemocionais para que sejam capazes, desde cedo, de lidar melhor com emoções e situações de estresse que possam desencadear a doença no futuro. (...)

“Se desde crianças as pessoas forem capazes de processar, entender e compreender melhor emoções, como tristeza, raiva e medo, elas terão muito mais clareza e condições para lidar com elas e, provavelmente, serão menos afetadas pelo estresse e outros sentimentos”, disse Adriana Fóz, pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo. (...)

Em adolescentes, os sintomas de depressão mais comuns são alteração de humor, caracterizada por predomínio de tristeza, melancolia e irritabilidade, juntamente com a perda de entusiasmo por atividades que despertavam interesse e prazer, além de mudanças nos padrões de sono e de apetite, maior sensação de cansaço e a persistência de pensamentos negativos sobre si e em relação ao futuro. (...)

O desconhecimento sobre saúde mental, a fantasia de que adolescência e juventude são períodos excelentes da vida e, portanto, não é possível estar deprimido nelas, além da opinião deturpada de que a depressão é sinônimo de fraqueza, dificultam o diagnóstico e, consequentemente, o tratamento da doença, apontaram os participantes.(...)

Alguns fatores de risco para o desenvolvimento de depressão e outros transtornos mentais em adolescentes são a exposição ao bullying – atos reiterados de intimidação e violência física ou psicológica –, a exposição a maus-tratos e situações de violência na comunidade, além do uso de drogas.

Um dos fatores mais importantes, contudo, é a sensação de rejeição ou exclusão social, ressaltaram os pesquisadores. (...)

Considere a leitura da notícia e assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2709217 Português

Leia atentamente a notícia a seguir para responder às questões 3, 4, 5 e 6.

Depressão deve ser prevenida a partir da infância, dizem especialistas (ALISSON, Elton - Revista Exame).

(texto adaptado)

Considerada o mal do século pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão já desponta como a terceira maior doença entre adolescentes e é a segunda principal causa de morte de jovens entre 15 e 25 anos no mundo.

A fim de prevenir o desenvolvimento desse transtorno mental nessa fase da vida é preciso dotar as crianças de habilidades socioemocionais para que sejam capazes, desde cedo, de lidar melhor com emoções e situações de estresse que possam desencadear a doença no futuro. (...)

“Se desde crianças as pessoas forem capazes de processar, entender e compreender melhor emoções, como tristeza, raiva e medo, elas terão muito mais clareza e condições para lidar com elas e, provavelmente, serão menos afetadas pelo estresse e outros sentimentos”, disse Adriana Fóz, pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo. (...)

Em adolescentes, os sintomas de depressão mais comuns são alteração de humor, caracterizada por predomínio de tristeza, melancolia e irritabilidade, juntamente com a perda de entusiasmo por atividades que despertavam interesse e prazer, além de mudanças nos padrões de sono e de apetite, maior sensação de cansaço e a persistência de pensamentos negativos sobre si e em relação ao futuro. (...)

O desconhecimento sobre saúde mental, a fantasia de que adolescência e juventude são períodos excelentes da vida e, portanto, não é possível estar deprimido nelas, além da opinião deturpada de que a depressão é sinônimo de fraqueza, dificultam o diagnóstico e, consequentemente, o tratamento da doença, apontaram os participantes.(...)

Alguns fatores de risco para o desenvolvimento de depressão e outros transtornos mentais em adolescentes são a exposição ao bullying – atos reiterados de intimidação e violência física ou psicológica –, a exposição a maus-tratos e situações de violência na comunidade, além do uso de drogas.

Um dos fatores mais importantes, contudo, é a sensação de rejeição ou exclusão social, ressaltaram os pesquisadores. (...)

De acordo com a leitura do texto, assinale a alternativa incorreta.

Alternativas
Q2708967 Português

Assinale a alternativa correta acerca do tema ‘Gêneros Discursivos”.

Alternativas
Respostas
49701: B
49702: B
49703: C
49704: C
49705: A
49706: B
49707: B
49708: D
49709: C
49710: A
49711: E
49712: E
49713: E
49714: B
49715: B
49716: D
49717: D
49718: A
49719: B
49720: E