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Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 93.510 questões

Q2762188 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Sobre estar sozinho


01 Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas

02 também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O

03 que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista

04 individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência,

05 em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

06 A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo,

07 está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que

08 somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.

09 Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais

10 a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da

11 ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se

12 sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco

13 romântica, por sinal.

14 A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo

15 amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o

16 avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de

17 ficarem sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a

18 perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo,

19 também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um

20 companheiro de viagem.

21 O ser humano é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se

22 adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada

23 a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do

24 outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e

25 significado. Visa à aproximação de dois inteiros e não à união de duas metades. E ela só é

26 possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for

27 competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

28 A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas

29 relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de

30 ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do

31 século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para

32 avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que

33 fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

34 Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo

35 interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de

36 espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso,

37 ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de

38 ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há

39 o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/sobre-estarsozinho-de-flavio-gikovate/. Acesso em 10 jan. 2019.

Na frase “Se sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante” retirada do texto, por qual conjunção ou locução conjuntiva o termo “se” poderia ser substituído de modo a se preservar o sentido original da mensagem, continuando a expressar uma condição?

Alternativas
Q2762187 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Sobre estar sozinho


01 Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas

02 também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O

03 que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista

04 individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência,

05 em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

06 A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo,

07 está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que

08 somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.

09 Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais

10 a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da

11 ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se

12 sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco

13 romântica, por sinal.

14 A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo

15 amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o

16 avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de

17 ficarem sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a

18 perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo,

19 também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um

20 companheiro de viagem.

21 O ser humano é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se

22 adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada

23 a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do

24 outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e

25 significado. Visa à aproximação de dois inteiros e não à união de duas metades. E ela só é

26 possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for

27 competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

28 A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas

29 relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de

30 ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do

31 século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para

32 avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que

33 fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

34 Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo

35 interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de

36 espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso,

37 ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de

38 ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há

39 o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/sobre-estarsozinho-de-flavio-gikovate/. Acesso em 10 jan. 2019.

Na frase “Estamos trocando o amor de necessidade pelo amor de desejo” retirada do texto, constata-se a presença do verbo “estar” devidamente conjugado na primeira pessoa do plural do presente do indicativo e cumprindo a função de verbo auxiliar. Em qual das seguintes frases é igualmente constatável a presença de um verbo auxiliar?

Alternativas
Q2762186 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Sobre estar sozinho


01 Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas

02 também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O

03 que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista

04 individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência,

05 em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

06 A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo,

07 está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que

08 somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.

09 Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais

10 a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da

11 ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se

12 sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco

13 romântica, por sinal.

14 A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo

15 amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o

16 avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de

17 ficarem sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a

18 perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo,

19 também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um

20 companheiro de viagem.

21 O ser humano é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se

22 adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada

23 a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do

24 outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e

25 significado. Visa à aproximação de dois inteiros e não à união de duas metades. E ela só é

26 possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for

27 competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

28 A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas

29 relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de

30 ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do

31 século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para

32 avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que

33 fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

34 Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo

35 interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de

36 espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso,

37 ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de

38 ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há

39 o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/sobre-estarsozinho-de-flavio-gikovate/. Acesso em 10 jan. 2019.

Com base exclusivamente no que o texto explicita, é correto afirmar que:

Alternativas
Q2762185 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Sobre estar sozinho


01 Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas

02 também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O

03 que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista

04 individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência,

05 em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

06 A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo,

07 está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que

08 somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.

09 Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais

10 a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da

11 ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se

12 sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco

13 romântica, por sinal.

14 A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo

15 amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o

16 avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de

17 ficarem sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a

18 perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo,

19 também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um

20 companheiro de viagem.

21 O ser humano é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se

22 adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada

23 a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do

24 outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e

25 significado. Visa à aproximação de dois inteiros e não à união de duas metades. E ela só é

26 possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for

27 competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

28 A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas

29 relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de

30 ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do

31 século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para

32 avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que

33 fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

34 Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo

35 interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de

36 espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso,

37 ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de

38 ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há

39 o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/sobre-estarsozinho-de-flavio-gikovate/. Acesso em 10 jan. 2019.

Quantos fonemas possui a palavra “crescem” retirada do texto?

Alternativas
Q2762184 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Sobre estar sozinho


01 Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas

02 também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O

03 que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista

04 individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência,

05 em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

06 A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo,

07 está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que

08 somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.

09 Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais

10 a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da

11 ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se

12 sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco

13 romântica, por sinal.

14 A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo

15 amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o

16 avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de

17 ficarem sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a

18 perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo,

19 também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um

20 companheiro de viagem.

21 O ser humano é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se

22 adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada

23 a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do

24 outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e

25 significado. Visa à aproximação de dois inteiros e não à união de duas metades. E ela só é

26 possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for

27 competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

28 A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas

29 relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de

30 ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do

31 século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para

32 avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que

33 fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

34 Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo

35 interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de

36 espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso,

37 ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de

38 ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há

39 o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/sobre-estarsozinho-de-flavio-gikovate/. Acesso em 10 jan. 2019.

Qual das seguintes palavras extraídas do texto teve o acento extinto em função da vigência do Novo Acordo Ortográfico, definido pelo Decreto 7.875/12?

Alternativas
Q2752060 Português

Leia o trecho de texto a seguir para responder às questões 12 e 13.


  1. Preconizo que um príncipe não tenha outro objeto de preocupações nem outros pensamentos
  2. a absorvê-lo, e que tampouco se aplique pessoalmente a algo que fuja aos assuntos da guerra
  3. e à organização e disciplina militares, porquanto apenas estes concernem à única arte atinente
  4. ao seu comando. [...] Essa arte é de tal importância [...] que não somente ela afirma no poder
  5. aqueles que têm o principado do berço, mas não raro faz com que homens em condição
  6. (fortuna) privada ascendam a esta dignidade.

MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe. Porto Allegre: L&PM, 1999

Considerando o tema abordado e a tese defendida pelo autor, assinale a alternativa com a palavra adequada para substituir, no texto, sem prejuízo de sentido as palavras Preconizo (linha 1) e ascendam (linha 6).

Alternativas
Q2752059 Português

Leia o trecho de texto a seguir para responder às questões 12 e 13.


  1. Preconizo que um príncipe não tenha outro objeto de preocupações nem outros pensamentos
  2. a absorvê-lo, e que tampouco se aplique pessoalmente a algo que fuja aos assuntos da guerra
  3. e à organização e disciplina militares, porquanto apenas estes concernem à única arte atinente
  4. ao seu comando. [...] Essa arte é de tal importância [...] que não somente ela afirma no poder
  5. aqueles que têm o principado do berço, mas não raro faz com que homens em condição
  6. (fortuna) privada ascendam a esta dignidade.

MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe. Porto Allegre: L&PM, 1999

A respeito dos vínculos de coesão textual estabelecidos por alguns pronomes, pode-se afirmar:


I- “O” (-lo) e “SEU” (linhas 2 e 4), referem-se, ambos, a um mesmo referente citado no início do trecho.

II- “...ela afirma no poder aqueles que têm o principado do berço,” (linhas 4 e 5). A palavra destacada é um pronome relativo e tem como referente “ela” (linha 5).

III- O pronome “AQUELES” (linha 5) tem como referente um elemento extratextual.

IV- “ESTA” (linha 6) está empregado em desacordo com a norma gramatical, para se adequar à norma deveria ter sido usado “ESSA”, pois refere-se a um elemento textual já citado no texto.


Está CORRETO o que se afirma em

Alternativas
Q2752055 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão 8.


Leia um trecho de um poema de Patativa do Assaré


Eu e o sertão

Sertão, argúem te cantô,

Eu sempre tenho cantado

E ainda cantando tô,

Pruquê, meu torrão amado,

Munto te prezo, te quero

E vejo qui os teus mistéro

Ninguém sabe decifrá.

A tua beleza é tanta,

Qui o poeta canta, canta,

E inda fica o qui cantá.


(EU E O SERTÃO - Cante lá que eu canto Cá - Filosofia de um trovador nordestino - Ed.Vozes, Petrópolis, 1982)

Sobre o fragmento do texto “Eu e o sertão”, coloque V para as proposições verdadeiras, e F para as Falsas.


( ) A linguagem utilizada no poema é repleta de informalidade, regionalismos, sem seguir a norma padrão, termos aglutinados, com redução fonética, resultado da tentativa de expressar com fidelidade o modo particular de falar do povo, expressão verbal de sua cultura e variação linguística.

( ) Este modelo de registro linguístico mostra a inferioridade e nível baixo de escolaridade de um grupo social.

( ) O texto é um poema com características ditas populares.

( ) O registro dos vocábulos presentes nos versos apontam para a variedade linguística de grupos que habitam determinada região brasileira.

( ) No texto, predomina a valorização da linguagem coloquial, ou seja, aquela usada de modo informal, desrespeitando o padrão culto da língua, este considerado como o único aceitável dentro do recurso estilístico utilizado na linguagem poética.


O preenchimento CORRETO dos parênteses está na alternativa

Alternativas
Q2752054 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 7.


O padeiro


  1. Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento — mas
  2. não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre
  3. a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o
  4. trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem
  5. o que do governo.
  6. Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando
  7. de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a
  8. campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
  9. —Não é ninguém, é o padeiro!
  10. Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?
  11. “Então você não é ninguém?”
  12. Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha
  13. de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro
  14. perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém, não, senhora, é o padeiro”.
  15. Assim ficara sabendo que não era ninguém…
  16. Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava
  17. falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho
  18. noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina —
  19. e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina,
  20. como pão saído do forno.
  21. Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para
  22. casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal
  23. e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele
  24. homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!” E assobiava pelas escadas.


BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. 27 ed. Rio de Janeiro: Record, 2010.p. 319.

Sob o aspecto da organização microestrutural, o texto apresenta mecanismos variados de coesão referencial para garantir a textualidade.


Analise as justificativas apresentadas na sequência e assinale V, para Verdadeiro ou F, para Falso.


( ) “Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido.” (Linha 12) O pronome demonstrativo “aquilo” explicita e confirma o que se disse antes.

( ) Ocorre retomada por meio do pronome relativo em destaque no trecho: (linhas 3-4). “De resto não é bem uma greve, é um lockout, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno”.

( ) Em: “Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para...” (linha 16). Os pronomes destacados têm o mesmo referente textual.

( ) Em: “Eu não quis detê-lo....” (Linha 16) Ocorre retomada do pronome pessoal “ele” (linha 16) por meio do pronome oblíquo “o” para evitar repetição e se ajustar à norma culta da língua.

( ) Ocorre retomada por meio do pronome relativo, conforme ilustrado em: “...além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar...” (linha 22).


A sequência CORRETA é:

Alternativas
Q2752053 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 7.


O padeiro


  1. Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento — mas
  2. não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre
  3. a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o
  4. trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem
  5. o que do governo.
  6. Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando
  7. de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a
  8. campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
  9. —Não é ninguém, é o padeiro!
  10. Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?
  11. “Então você não é ninguém?”
  12. Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha
  13. de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro
  14. perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém, não, senhora, é o padeiro”.
  15. Assim ficara sabendo que não era ninguém…
  16. Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava
  17. falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho
  18. noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina —
  19. e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina,
  20. como pão saído do forno.
  21. Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para
  22. casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal
  23. e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele
  24. homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!” E assobiava pelas escadas.


BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. 27 ed. Rio de Janeiro: Record, 2010.p. 319.

Leia as afirmações sobre os recursos linguísticos empregados no texto.


I- “Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento...” (linha 1). O autor, ao empregar “faço” e “abro” no presente do indicativo, confirma a sua certeza diante do fato expresso pelo verbo.

II- “— Não é ninguém, é o padeiro!” (Linha 09). O uso do artigo “O” revela uma referência imprecisa ao substantivo “mudanças”.

III- “...acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.” (Linha 4 e 5) O sujeito sintático do verbo destacado é classificado como indeterminado.

IV- “Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo (linha 16)”. O verbo destacado é classificado como intransitivo.

V- “No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera...” (linha 2), o termo destacado é classificado sintaticamente como adjunto adverbial.


Está CORRETO o que se afirma apenas em

Alternativas
Q2752052 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 7.


O padeiro


  1. Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento — mas
  2. não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre
  3. a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o
  4. trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem
  5. o que do governo.
  6. Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando
  7. de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a
  8. campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
  9. —Não é ninguém, é o padeiro!
  10. Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?
  11. “Então você não é ninguém?”
  12. Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha
  13. de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro
  14. perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém, não, senhora, é o padeiro”.
  15. Assim ficara sabendo que não era ninguém…
  16. Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava
  17. falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho
  18. noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina —
  19. e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina,
  20. como pão saído do forno.
  21. Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para
  22. casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal
  23. e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele
  24. homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!” E assobiava pelas escadas.


BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. 27 ed. Rio de Janeiro: Record, 2010.p. 319.

Em “Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante.” (Linhas 16-17).


Nos enunciados acima, a relação semântica entre a oração introduzida pelos conectivos destacados e a oração imediatamente anterior é, respectivamente, de

Alternativas
Q2752051 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 7.


O padeiro


  1. Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento — mas
  2. não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre
  3. a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o
  4. trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem
  5. o que do governo.
  6. Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando
  7. de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a
  8. campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
  9. —Não é ninguém, é o padeiro!
  10. Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?
  11. “Então você não é ninguém?”
  12. Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha
  13. de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro
  14. perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém, não, senhora, é o padeiro”.
  15. Assim ficara sabendo que não era ninguém…
  16. Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava
  17. falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho
  18. noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina —
  19. e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina,
  20. como pão saído do forno.
  21. Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para
  22. casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal
  23. e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele
  24. homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!” E assobiava pelas escadas.


BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. 27 ed. Rio de Janeiro: Record, 2010.p. 319.

Escreva V ou F, conforme sejam Verdadeiras ou Falsas as proposições sobre alguns aspectos linguísticos do texto.


( ) “Levanto cedo, faço minhas abluções...” (linha 1). A palavra destacada pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por “orações”.

( ) No excerto “[...] o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.” (Linhas 19-20), “como” é uma conjunção coordenativa.

( ) Em: “[...] eu era rapaz naquele tempo!” (Linha 21), a palavra destacada exerce a função sintática de predicativo.

( ) “Então você não é ninguém? Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido.” (Linhas 11-12). Para esclarecer a forma como aprendera a expressão “não é ninguém!”, o autor empregou uma oração subordinada substantiva.


A sequência CORRETA é:

Alternativas
Q2752050 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 7.


O padeiro


  1. Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento — mas
  2. não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre
  3. a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o
  4. trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem
  5. o que do governo.
  6. Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando
  7. de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a
  8. campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
  9. —Não é ninguém, é o padeiro!
  10. Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?
  11. “Então você não é ninguém?”
  12. Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha
  13. de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro
  14. perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém, não, senhora, é o padeiro”.
  15. Assim ficara sabendo que não era ninguém…
  16. Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava
  17. falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho
  18. noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina —
  19. e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina,
  20. como pão saído do forno.
  21. Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para
  22. casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal
  23. e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele
  24. homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!” E assobiava pelas escadas.


BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. 27 ed. Rio de Janeiro: Record, 2010.p. 319.

No trecho “Explicou que aprendera aquilo de ouvido.” (linha 12), a expressão em destaque sugere que o padeiro dizia “ser ninguém” porque

Alternativas
Q2752049 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 7.


O padeiro


  1. Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento — mas
  2. não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre
  3. a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o
  4. trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem
  5. o que do governo.
  6. Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando
  7. de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a
  8. campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
  9. —Não é ninguém, é o padeiro!
  10. Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?
  11. “Então você não é ninguém?”
  12. Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha
  13. de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro
  14. perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém, não, senhora, é o padeiro”.
  15. Assim ficara sabendo que não era ninguém…
  16. Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava
  17. falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho
  18. noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina —
  19. e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina,
  20. como pão saído do forno.
  21. Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para
  22. casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal
  23. e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele
  24. homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!” E assobiava pelas escadas.


BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. 27 ed. Rio de Janeiro: Record, 2010.p. 319.

Leia as proposições sobre as ideias do texto e marque a alternativa INCORRETA.

Alternativas
Q2752048 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 7.


O padeiro


  1. Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento — mas
  2. não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre
  3. a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o
  4. trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem
  5. o que do governo.
  6. Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando
  7. de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a
  8. campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
  9. —Não é ninguém, é o padeiro!
  10. Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?
  11. “Então você não é ninguém?”
  12. Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha
  13. de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro
  14. perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém, não, senhora, é o padeiro”.
  15. Assim ficara sabendo que não era ninguém…
  16. Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava
  17. falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho
  18. noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina —
  19. e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina,
  20. como pão saído do forno.
  21. Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para
  22. casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal
  23. e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele
  24. homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!” E assobiava pelas escadas.


BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. 27 ed. Rio de Janeiro: Record, 2010.p. 319.

O texto de Rubem Braga pertence ao gênero crônica. A caracterização do texto acima se dá como crônica porque


I- trata temas do cotidiano com humor sustentando um ponto de vista sem perder a leveza.

II- é um gênero textual vinculado a uma experiência do cotidiano.

III- há uma espécie de leveza na construção do texto, que se exprime na escolha da linguagem e da temática, próprias desse gênero.

IV- utiliza-se da metalinguagem, ou seja, fala sobre si mesma, sobre a sua forma de produção.


Está CORRETO o que se afirma apenas em

Alternativas
Q2746290 Português

Leia o texto do poeta Augusto dos Anjos para responder às questões de 01 a 03:


Vozes de um túmulo


Morri! E a Terra — a mãe comum — o brilho

Destes meus olhos apagou!… Assim

Tântalo, aos reais convivas, num festim,

Serviu as carnes do seu próprio filho!


Por que para este cemitério vim?!

Por quê?! Antes da vida o angusto trilho

Palmilhasse, do que este que palmilho

E que me assombra, porque não tem fim!


No ardor do sonho que o fronema exalta

Construí de orgulho ênea pirâmide alta,

Hoje, porém, que se desmoronou


A pirâmide real do meu orgulho,

Hoje que apenas sou matéria e entulho

Tenho consciência de que nada sou!

Pode-se dizer que a partir da morte, o eu lírico:

Alternativas
Q2711622 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


A diferença entre mimar um filho e torná-lo um incompetente


  1. A criação de um filho envolve questões bastante complexas. São muitos os pais que
  2. anseiam por manter seus filhos felizes. Na perseguição deste desejo, muitas vezes eles dão de
  3. cara com um paradoxo: quanto mais esforço fazem, menos alcançam o objetivo. As crianças
  4. que recebem mais mimos e considerações geralmente também são as que mais sofrem pelo
  5. que não têm.
  6. Dizem que as novas gerações “nasceram cansadas”. Muitas das crianças de hoje parecem
  7. não ter ideia do que significa um despertador. O alarme pode tocar mil vezes e elas ainda estão
  8. lá, como se nada tivesse acontecido. Os pais têm que chamá-las várias vezes para que elas se
  9. levantem e possam ir para a escola. Muitos pais sabem que isso não é correto. Ainda assim eles
  10. continuam a fazê-lo, presos na própria dinâmica que criaram. Talvez não queiram lidar com o
  11. seu filho, porque não se sentem com autoridade suficiente para fazê-lo. Ou carregam sobre
  12. seus ombros alguma culpa que não lhes pertence e tentam compensar sendo mais permissivos.
  13. A verdade é que muitas crianças de hoje em dia têm se tornado verdadeiros preguiçosos.
  14. Elas não fazem sua cama e não têm ideia do que fazer para que as roupas apareçam limpas e
  15. passadas. Às vezes, elas não são tão pequenas. Às vezes elas chegam __ idades bastante
  16. avançadas se comportando da mesma maneira. O que está acontecendo?
  17. Esse desejo de que a criança não passe por determinadas dificuldades se tornou muito
  18. recorrente entre alguns pais. Eles idealizam __ vida e a colocam em termos parecidos com um
  19. paraíso. Isso é o que querem para seus filhos, um paraíso colorido onde eles possam ir
  20. crescendo sem sobressaltos. Por isso constroem em casa uma espécie de “resort” com “tudo
  21. incluído”: pensão completa, sem necessidade de que tenham que se preocupar nem mesmo
  22. com “suas coisas”, para não falar das demais; comida quente, que deve ser deliciosa, ou então
  23. correm o risco de que a criança não queira comer e que a “pobrezinha” adoeça; cama macia e
  24. sempre feita. E a coisa não termina aí. Eles também ensinam a criança a conjugar o verbo pedir
  25. em todos os modos e tempos. Isso é o que a criança sabe fazer de melhor: pedir. É tudo o que
  26. ela tem que fazer para conseguir o que deseja. “Como não lhe dar o melhor smartphone se
  27. depois ela irá se sentir complexada com os seus colegas?”. “Como não comprar a melhor
  28. roupa? Não quero que digam que ‘anda como um indigente’”.
  29. O “eu não quero que meu filho passe pelo que eu passei” é um pensamento que inúmeras
  30. vezes tem conduzido – e continuará conduzindo – ao desastre. Não é uma maneira de educar
  31. no amor. Porque quando se diz que o amor fica satisfeito com a felicidade do outro, não se
  32. refere à preguiça do outro, mas a sua realização.
  33. Muitos pais têm medo de seus filhos. O medo é justificado, especialmente se considerarmos
  34. que as agressões físicas aos pais têm aumentado em todos os países do Ocidente. Em alguns
  35. mais, em outros menos, mas no geral as porcentagens já alcançam os dois dígitos. Muitos pais
  36. também não são capazes de tomar decisões sem primeiro consultar seu filho. O que resulta
  37. desse tipo de criação são pessoas basicamente inúteis. Mas não é só isso. Também se tornam
  38. indolentes, falsamente convencidas, intolerantes e egoístas. Exatamente o tipo de pessoas que
  39. um pai ou uma mãe não quer perto de seu filho. Exatamente o tipo de seres humanos que
  40. vivem sem utilidade, nem sequer para si mesmos.
  41. Os avós e bisavós utilizavam a “pedagogia do cinto”. Não ___ necessidade de converter as
  42. infâncias em um sofrimento para educar adultos responsáveis, na verdade é um caminho ainda
  43. mais censurável que o excesso de permissividade, porque coloca em perigo a integridade da
  44. criança. No entanto, em algo eles estavam certos: o pai ou a mãe são aqueles que têm a
  45. obrigação de tomar a decisão. Também tinham razão em envolver as crianças em tarefas
  46. domésticas e lhes delegar responsabilidades para serem cumpridas. Um pai abusivo resulta em
  47. uma criança diminuída. Um pai permissivo e obediente educa filhos inúteis. Um pai que sabe
  48. estabelecer e manter alguns limites com carinho cria filhos fortes.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/a-diferenca-entre-mimar-um-filho-e-torna-lo-um-incompetente/. Acesso em 31 Jan. 2019.

No fragmento “pai que sabe estabelecer e manter alguns limites com carinho cria filhos fortes”, retirado do texto, se a palavra “pai” fosse flexionada no plural, quantas outras palavras precisariam ser modificadas para garantir a correta concordância verbo-nominal?

Alternativas
Q2711621 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


A diferença entre mimar um filho e torná-lo um incompetente


  1. A criação de um filho envolve questões bastante complexas. São muitos os pais que
  2. anseiam por manter seus filhos felizes. Na perseguição deste desejo, muitas vezes eles dão de
  3. cara com um paradoxo: quanto mais esforço fazem, menos alcançam o objetivo. As crianças
  4. que recebem mais mimos e considerações geralmente também são as que mais sofrem pelo
  5. que não têm.
  6. Dizem que as novas gerações “nasceram cansadas”. Muitas das crianças de hoje parecem
  7. não ter ideia do que significa um despertador. O alarme pode tocar mil vezes e elas ainda estão
  8. lá, como se nada tivesse acontecido. Os pais têm que chamá-las várias vezes para que elas se
  9. levantem e possam ir para a escola. Muitos pais sabem que isso não é correto. Ainda assim eles
  10. continuam a fazê-lo, presos na própria dinâmica que criaram. Talvez não queiram lidar com o
  11. seu filho, porque não se sentem com autoridade suficiente para fazê-lo. Ou carregam sobre
  12. seus ombros alguma culpa que não lhes pertence e tentam compensar sendo mais permissivos.
  13. A verdade é que muitas crianças de hoje em dia têm se tornado verdadeiros preguiçosos.
  14. Elas não fazem sua cama e não têm ideia do que fazer para que as roupas apareçam limpas e
  15. passadas. Às vezes, elas não são tão pequenas. Às vezes elas chegam __ idades bastante
  16. avançadas se comportando da mesma maneira. O que está acontecendo?
  17. Esse desejo de que a criança não passe por determinadas dificuldades se tornou muito
  18. recorrente entre alguns pais. Eles idealizam __ vida e a colocam em termos parecidos com um
  19. paraíso. Isso é o que querem para seus filhos, um paraíso colorido onde eles possam ir
  20. crescendo sem sobressaltos. Por isso constroem em casa uma espécie de “resort” com “tudo
  21. incluído”: pensão completa, sem necessidade de que tenham que se preocupar nem mesmo
  22. com “suas coisas”, para não falar das demais; comida quente, que deve ser deliciosa, ou então
  23. correm o risco de que a criança não queira comer e que a “pobrezinha” adoeça; cama macia e
  24. sempre feita. E a coisa não termina aí. Eles também ensinam a criança a conjugar o verbo pedir
  25. em todos os modos e tempos. Isso é o que a criança sabe fazer de melhor: pedir. É tudo o que
  26. ela tem que fazer para conseguir o que deseja. “Como não lhe dar o melhor smartphone se
  27. depois ela irá se sentir complexada com os seus colegas?”. “Como não comprar a melhor
  28. roupa? Não quero que digam que ‘anda como um indigente’”.
  29. O “eu não quero que meu filho passe pelo que eu passei” é um pensamento que inúmeras
  30. vezes tem conduzido – e continuará conduzindo – ao desastre. Não é uma maneira de educar
  31. no amor. Porque quando se diz que o amor fica satisfeito com a felicidade do outro, não se
  32. refere à preguiça do outro, mas a sua realização.
  33. Muitos pais têm medo de seus filhos. O medo é justificado, especialmente se considerarmos
  34. que as agressões físicas aos pais têm aumentado em todos os países do Ocidente. Em alguns
  35. mais, em outros menos, mas no geral as porcentagens já alcançam os dois dígitos. Muitos pais
  36. também não são capazes de tomar decisões sem primeiro consultar seu filho. O que resulta
  37. desse tipo de criação são pessoas basicamente inúteis. Mas não é só isso. Também se tornam
  38. indolentes, falsamente convencidas, intolerantes e egoístas. Exatamente o tipo de pessoas que
  39. um pai ou uma mãe não quer perto de seu filho. Exatamente o tipo de seres humanos que
  40. vivem sem utilidade, nem sequer para si mesmos.
  41. Os avós e bisavós utilizavam a “pedagogia do cinto”. Não ___ necessidade de converter as
  42. infâncias em um sofrimento para educar adultos responsáveis, na verdade é um caminho ainda
  43. mais censurável que o excesso de permissividade, porque coloca em perigo a integridade da
  44. criança. No entanto, em algo eles estavam certos: o pai ou a mãe são aqueles que têm a
  45. obrigação de tomar a decisão. Também tinham razão em envolver as crianças em tarefas
  46. domésticas e lhes delegar responsabilidades para serem cumpridas. Um pai abusivo resulta em
  47. uma criança diminuída. Um pai permissivo e obediente educa filhos inúteis. Um pai que sabe
  48. estabelecer e manter alguns limites com carinho cria filhos fortes.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/a-diferenca-entre-mimar-um-filho-e-torna-lo-um-incompetente/. Acesso em 31 Jan. 2019.

Na frase “Os pais têm que chamá-las várias vezes para que elas se levantem e possam ir para a escola”, retirada do texto, qual das seguintes locuções conjuntivas poderia ser utilizada para substituir “para que”, de modo a preservar o sentido original da mensagem?

Alternativas
Q2711620 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


A diferença entre mimar um filho e torná-lo um incompetente


  1. A criação de um filho envolve questões bastante complexas. São muitos os pais que
  2. anseiam por manter seus filhos felizes. Na perseguição deste desejo, muitas vezes eles dão de
  3. cara com um paradoxo: quanto mais esforço fazem, menos alcançam o objetivo. As crianças
  4. que recebem mais mimos e considerações geralmente também são as que mais sofrem pelo
  5. que não têm.
  6. Dizem que as novas gerações “nasceram cansadas”. Muitas das crianças de hoje parecem
  7. não ter ideia do que significa um despertador. O alarme pode tocar mil vezes e elas ainda estão
  8. lá, como se nada tivesse acontecido. Os pais têm que chamá-las várias vezes para que elas se
  9. levantem e possam ir para a escola. Muitos pais sabem que isso não é correto. Ainda assim eles
  10. continuam a fazê-lo, presos na própria dinâmica que criaram. Talvez não queiram lidar com o
  11. seu filho, porque não se sentem com autoridade suficiente para fazê-lo. Ou carregam sobre
  12. seus ombros alguma culpa que não lhes pertence e tentam compensar sendo mais permissivos.
  13. A verdade é que muitas crianças de hoje em dia têm se tornado verdadeiros preguiçosos.
  14. Elas não fazem sua cama e não têm ideia do que fazer para que as roupas apareçam limpas e
  15. passadas. Às vezes, elas não são tão pequenas. Às vezes elas chegam __ idades bastante
  16. avançadas se comportando da mesma maneira. O que está acontecendo?
  17. Esse desejo de que a criança não passe por determinadas dificuldades se tornou muito
  18. recorrente entre alguns pais. Eles idealizam __ vida e a colocam em termos parecidos com um
  19. paraíso. Isso é o que querem para seus filhos, um paraíso colorido onde eles possam ir
  20. crescendo sem sobressaltos. Por isso constroem em casa uma espécie de “resort” com “tudo
  21. incluído”: pensão completa, sem necessidade de que tenham que se preocupar nem mesmo
  22. com “suas coisas”, para não falar das demais; comida quente, que deve ser deliciosa, ou então
  23. correm o risco de que a criança não queira comer e que a “pobrezinha” adoeça; cama macia e
  24. sempre feita. E a coisa não termina aí. Eles também ensinam a criança a conjugar o verbo pedir
  25. em todos os modos e tempos. Isso é o que a criança sabe fazer de melhor: pedir. É tudo o que
  26. ela tem que fazer para conseguir o que deseja. “Como não lhe dar o melhor smartphone se
  27. depois ela irá se sentir complexada com os seus colegas?”. “Como não comprar a melhor
  28. roupa? Não quero que digam que ‘anda como um indigente’”.
  29. O “eu não quero que meu filho passe pelo que eu passei” é um pensamento que inúmeras
  30. vezes tem conduzido – e continuará conduzindo – ao desastre. Não é uma maneira de educar
  31. no amor. Porque quando se diz que o amor fica satisfeito com a felicidade do outro, não se
  32. refere à preguiça do outro, mas a sua realização.
  33. Muitos pais têm medo de seus filhos. O medo é justificado, especialmente se considerarmos
  34. que as agressões físicas aos pais têm aumentado em todos os países do Ocidente. Em alguns
  35. mais, em outros menos, mas no geral as porcentagens já alcançam os dois dígitos. Muitos pais
  36. também não são capazes de tomar decisões sem primeiro consultar seu filho. O que resulta
  37. desse tipo de criação são pessoas basicamente inúteis. Mas não é só isso. Também se tornam
  38. indolentes, falsamente convencidas, intolerantes e egoístas. Exatamente o tipo de pessoas que
  39. um pai ou uma mãe não quer perto de seu filho. Exatamente o tipo de seres humanos que
  40. vivem sem utilidade, nem sequer para si mesmos.
  41. Os avós e bisavós utilizavam a “pedagogia do cinto”. Não ___ necessidade de converter as
  42. infâncias em um sofrimento para educar adultos responsáveis, na verdade é um caminho ainda
  43. mais censurável que o excesso de permissividade, porque coloca em perigo a integridade da
  44. criança. No entanto, em algo eles estavam certos: o pai ou a mãe são aqueles que têm a
  45. obrigação de tomar a decisão. Também tinham razão em envolver as crianças em tarefas
  46. domésticas e lhes delegar responsabilidades para serem cumpridas. Um pai abusivo resulta em
  47. uma criança diminuída. Um pai permissivo e obediente educa filhos inúteis. Um pai que sabe
  48. estabelecer e manter alguns limites com carinho cria filhos fortes.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/a-diferenca-entre-mimar-um-filho-e-torna-lo-um-incompetente/. Acesso em 31 Jan. 2019.

Com base exclusivamente no que o texto explicita, é correto afirmar que:

Alternativas
Q2711618 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


A diferença entre mimar um filho e torná-lo um incompetente


  1. A criação de um filho envolve questões bastante complexas. São muitos os pais que
  2. anseiam por manter seus filhos felizes. Na perseguição deste desejo, muitas vezes eles dão de
  3. cara com um paradoxo: quanto mais esforço fazem, menos alcançam o objetivo. As crianças
  4. que recebem mais mimos e considerações geralmente também são as que mais sofrem pelo
  5. que não têm.
  6. Dizem que as novas gerações “nasceram cansadas”. Muitas das crianças de hoje parecem
  7. não ter ideia do que significa um despertador. O alarme pode tocar mil vezes e elas ainda estão
  8. lá, como se nada tivesse acontecido. Os pais têm que chamá-las várias vezes para que elas se
  9. levantem e possam ir para a escola. Muitos pais sabem que isso não é correto. Ainda assim eles
  10. continuam a fazê-lo, presos na própria dinâmica que criaram. Talvez não queiram lidar com o
  11. seu filho, porque não se sentem com autoridade suficiente para fazê-lo. Ou carregam sobre
  12. seus ombros alguma culpa que não lhes pertence e tentam compensar sendo mais permissivos.
  13. A verdade é que muitas crianças de hoje em dia têm se tornado verdadeiros preguiçosos.
  14. Elas não fazem sua cama e não têm ideia do que fazer para que as roupas apareçam limpas e
  15. passadas. Às vezes, elas não são tão pequenas. Às vezes elas chegam __ idades bastante
  16. avançadas se comportando da mesma maneira. O que está acontecendo?
  17. Esse desejo de que a criança não passe por determinadas dificuldades se tornou muito
  18. recorrente entre alguns pais. Eles idealizam __ vida e a colocam em termos parecidos com um
  19. paraíso. Isso é o que querem para seus filhos, um paraíso colorido onde eles possam ir
  20. crescendo sem sobressaltos. Por isso constroem em casa uma espécie de “resort” com “tudo
  21. incluído”: pensão completa, sem necessidade de que tenham que se preocupar nem mesmo
  22. com “suas coisas”, para não falar das demais; comida quente, que deve ser deliciosa, ou então
  23. correm o risco de que a criança não queira comer e que a “pobrezinha” adoeça; cama macia e
  24. sempre feita. E a coisa não termina aí. Eles também ensinam a criança a conjugar o verbo pedir
  25. em todos os modos e tempos. Isso é o que a criança sabe fazer de melhor: pedir. É tudo o que
  26. ela tem que fazer para conseguir o que deseja. “Como não lhe dar o melhor smartphone se
  27. depois ela irá se sentir complexada com os seus colegas?”. “Como não comprar a melhor
  28. roupa? Não quero que digam que ‘anda como um indigente’”.
  29. O “eu não quero que meu filho passe pelo que eu passei” é um pensamento que inúmeras
  30. vezes tem conduzido – e continuará conduzindo – ao desastre. Não é uma maneira de educar
  31. no amor. Porque quando se diz que o amor fica satisfeito com a felicidade do outro, não se
  32. refere à preguiça do outro, mas a sua realização.
  33. Muitos pais têm medo de seus filhos. O medo é justificado, especialmente se considerarmos
  34. que as agressões físicas aos pais têm aumentado em todos os países do Ocidente. Em alguns
  35. mais, em outros menos, mas no geral as porcentagens já alcançam os dois dígitos. Muitos pais
  36. também não são capazes de tomar decisões sem primeiro consultar seu filho. O que resulta
  37. desse tipo de criação são pessoas basicamente inúteis. Mas não é só isso. Também se tornam
  38. indolentes, falsamente convencidas, intolerantes e egoístas. Exatamente o tipo de pessoas que
  39. um pai ou uma mãe não quer perto de seu filho. Exatamente o tipo de seres humanos que
  40. vivem sem utilidade, nem sequer para si mesmos.
  41. Os avós e bisavós utilizavam a “pedagogia do cinto”. Não ___ necessidade de converter as
  42. infâncias em um sofrimento para educar adultos responsáveis, na verdade é um caminho ainda
  43. mais censurável que o excesso de permissividade, porque coloca em perigo a integridade da
  44. criança. No entanto, em algo eles estavam certos: o pai ou a mãe são aqueles que têm a
  45. obrigação de tomar a decisão. Também tinham razão em envolver as crianças em tarefas
  46. domésticas e lhes delegar responsabilidades para serem cumpridas. Um pai abusivo resulta em
  47. uma criança diminuída. Um pai permissivo e obediente educa filhos inúteis. Um pai que sabe
  48. estabelecer e manter alguns limites com carinho cria filhos fortes.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/a-diferenca-entre-mimar-um-filho-e-torna-lo-um-incompetente/. Acesso em 31 Jan. 2019.

Por qual das seguintes palavras o termo “preguiçosos”, retirado do texto, pode ser substituído, mantendo-se, assim, o sentido original da mensagem?

Alternativas
Respostas
49661: E
49662: D
49663: A
49664: D
49665: B
49666: C
49667: A
49668: A
49669: A
49670: C
49671: A
49672: C
49673: E
49674: B
49675: A
49676: B
49677: A
49678: E
49679: B
49680: D